O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE?

O clássico O Que Terá Acontecido a Baby Jane?com Eva Wilma e Nicette Bruno faz nova temporada a partir de 15 de fevereiro, com sessões às quartas e quintas-feiras, às 21h, no Teatro Porto Seguro. A montagem tem direção da dupla Charles Möeller & Claudio Botelho, que pela primeira vez assina um espetáculo que não é musical.

Eva e Nicette interpretam as irmãs Jane e Blanche Hudson, lendárias personagens vividas por Bette Davis e Joan Crawford no cinema. Após ser uma estrela mirim do teatro de vaudeville, Jane Hudson (Eva Wilma) precisou lidar com a decadência de seu prestígio e o posterior sucesso de sua irmã, Blanche (Nicette Bruno), que se transformou em uma estrela do cinema hollywoodiano. Após um trágico e misterioso acidente que encerrou definitivamente a carreira de ambas, elas se encontram confinadas – e abandonadas – em uma mansão, onde dividem um cotidiano recheado de mágoas e ressentimentos.

É o cenário perfeito para o embate entre as irmãs e para uma vingança perversa de Jane, que passara boa parte da vida renegada ao papel de coadjuvante nos filmes da irmã. Disposta a voltar aos palcos, Jane tenta retomar o personagem da infância, passando por cima de tudo para atingir o seu objetivo. ‘Além da rivalidade entre as irmãs e todas as questões que passam por este tema, ‘Baby Jane’ também é sobre o embate entre o teatro de vaudeville e o cinema. A convivência entre os gêneros durou até o cinema se tornar falado, o que levou ao fim do vaudeville’, analisa Charles.

A adaptação teatral embaralha os acontecimentos da vida das irmãs e mistura passado, presente e fantasia em cena. Jane e Blanche serão vividas pelas crianças Sophia Valverde e Duda Matte e também por Rachel Rennhack e Juliana Rolim, na juventude. Paulo Goulart Filho, Nedira Campos e Teca Pereira completam o elenco. ‘Os tempos são sobrepostos, como na construção dramatúrgica de Nelson Rodrigues em ‘Vestido de Noiva’. A atmosfera é também rodrigueana, mas existe uma inspiração no universo de Tennessee Williams, completa o diretor.

Mais de cinco décadas após o lançamento cinematográfico, o mítico longa-metragem O Que Terá Acontecido a Baby Jane? ganhou sua primeira versão teatral. Para completar, a montagem traz o encontro inédito nos palcos das duas atrizes com quase seis décadas de trajetórias marcantes no Teatro Brasileiro.

Traumas, ressentimentos, solidão e loucura

A fama de O Que Terá Acontecido a Baby Jane? rendeu incontáveis histórias e polêmicas de bastidores, que ultrapassaram décadas. Inimigas na vida real, Bette Davis e Joan Crawford protagonizaram uma série de desentendimentos no set, o que ajudou a aquecer ainda mais o clima de rivalidade entre as personagens. Pela primeira vez, as atrizes experimentavam um gênero novo, algo entre o terror psicológico e o suspense, em uma trama repleta de viradas e cenas emblemáticas.

Por algumas questões burocráticas, a adaptação teatral do filme nunca foi adiante. Apaixonados pelo longa-metragem, Charles Möeller & Claudio Botelho tinham um desejo antigo de encenar a história e foram surpreendidos com a notícia de que finalmente a transposição para o palco tinha acabado de ficar pronta. O próprio Henry Farrell, autor do romance original que deu origem ao filme, se dedicou a escrever a peça pouco antes de morrer, em 2006. Quase dez anos depois, os direitos foram liberados pela família e cedidos para a Möeller & Botelho.

Os diretores levaram toda a sua equipe criativa dos musicais para o novo projeto, que conta com a cenografia de Rogério Falcão – responsável por todos os trabalhos da dupla desde ‘7 – O Musical’ (2007) –, os figurinos de Carol Lobato, recém-premiada com o Cesgranrio e o Reverência por Kiss me, Kate, a iluminação de Paulo César Medeiros (Prêmio Reverência por Nine – Um Musical Felliniano) e a coordenação artística de Tina Salles.

 

O que terá acontecido a Baby Jane?
Com Eva Wilma, Nicette Bruno, Paulo Goulart Filho,Teca Pereira, Nedira Campos, Juliana Rolim, Rachel Rennhack e as crianças Sophia Valverde e Duda Matte.
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
15/02 até 30/03
Quarta e Quinta – 21h
$40/$60
Classificação 14 anos
 
Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho.
Autor: Henry Farrell.
Adaptação: Charles Möeller.
Tradução: Claudio Botelho.
Direção: Charles Möeller.
Cenografia: Rogério Falcão.
Figurinos: Carol Lobato.
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros.
Visagismo: Beto Carramanhos.
Design de som: Ademir Moraes Jr..
Coordenação Artística: Tina Salles.
Direção de Produção: Beatriz Braga.
Produção Executiva: Edson Lopes.
Realização: Möeller & Botelho.
Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação

LUDWIG/2 (RIO DE JANEIRO)

Depois de estrear em solo alemão e de uma bem-sucedida temporada no ano passado, o espetáculo “Ludwig/2” chega ao Teatro Ipanema, no dia 19 de novembro. Dirigida por Henrique Gonçalves e Gustavo Bicalho, que também assina o texto, a peça cumpre temporada de sábado a segunda, às 20h, até o dia 19 de dezembro.

A peça trata sobre a vida do controverso rei Ludwig II, da Baviera. Pacifista, amante da música e da arquitetura, o rei viveu um intenso conflito com sua sexualidade. Contrariado com a política de sua época e enfrentando o processo de unificação da Alemanha, o rei acabou isolando-se em castelos, que foram por ele construídos, sendo deposto e, provavelmente assassinado, aos 41 anos de idade, após ser declarado mentalmente incapaz.

O espetáculo, falado em português e alemão (com legendas),é um estudo sobre o homem por trás do mito, apostando na universalidade de seus conflitos internos, que ultrapassam as barreiras culturais e geográficas, falando, igualmente, para o público de ambos os países.

Apaixonado pelo mestre de sua cavalaria – Richard Hornig, mas sentindo-se culpado pelos seus sentimentos, tenta casar-se com sua prima mais nova, Sophie-Charlotte, irmã de Sissi – a imperatriz da Áustria. Porém logo percebe que esse casamento não passa de uma mentira que traria a todos infelicidade e sofrimento.

Buscando refúgio na solidão e nas belas paisagens da Baviera, Ludwig começa a perder a noção do limite entre o real e o imaginário, até que é deposto sob a alegação de loucura, indo encontrar uma morte misteriosa nas águas do Starnberger See, apenas dois dias depois de sua deposição.

LUDWIG/2, foi desenvolvido em uma residência artística de 3 meses vivenciada por parte da Cia. em Munique, na Alemanha, com patrocínio da Secretaria de Cultura da Cidade de Munique (Kulturreferat München) e da Casa Internacional do Artista Villa Waldberta (Internationales Künstlerhaus Villas Waldberta).

Ludwig/2
Com Cleiton Rasga, Manoel Madeira e Suzana Castelo
Teatro Ipanema (Rua Prudente de Moraes, 824 – Ipanema, Rio de Janeiro)
Duração 70 minutos
19/11 até 19/12
Sábado, Domingo, Segunda – 20h
$20
Classificação 16 anos
 
Projeto, Dramaturgia e Texto: Gustavo Bicalho
Direção Artística: Daniel Belquer, Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves 
Tradução: Lilli-Hannah Hoepner e Manoel Madeira
Desenho de Luz: Rodrigo Belay
Direção Musical: Daniel Belquer e Gustavo Bicalho
Desenho de Som: Luciano Siqueira
Vídeo Mapping: Felipe Gomes
Cenário e adereços: Karlla de Luca e Linda Sollacher
Figurinos e Adereços: Fernanda Sabino e Henrique Gonçalves
Direção de Movimento: Paulo Mazzoni
Programação Visual: Andrea Batitucci
Fotografias: Jackeline Nigri
Produção: Gustavo Bicalho e Manoel Madeira
Direção de Produção: Henrique Gonçalves
Realização: Artesanal Cia de Teatro / 2015
Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias

 

 

ABISMO

O grupo Chá de Atores, formado por Beto Paixão, Breno Furini, Chris Fabricio e Tiago Melo está em cartaz com a segunda temporada do espetáculo Abismo no Viga Espaço Cênico

Convida o público para uma experiência sensorial muito diferente, vagando por um local em que acaba de acontecer um desmoronamento. Após uma temporada de estreia de sucesso, o grupo retorna ao Viga para apresentar novamente a montagem que propõe uma reflexão sobre os diferentes conflitos enfrentados por cada um de nós, desafiando padrões e questionando: Qual é o seu abismo?

A noite começa com um chá servido pelo elenco, que se aproxima do público de forma amena, já que um grande abismo esta prestes a começar. Os espectadores são levados ao palco, passando por espaços que os remete a túneis obscuros, com a utilização de lanternas, como se estivessem buscando por vítimas de um grande desmoronamento. Em uma apresentação intimista, o grupo de utiliza de um palco em formato 360°, o que dá às pessoas a sensação de estarem, de fato, com os atores dentro deste local soterrado.

O drama psicológico Abismo apresenta a relação entre dois homens, pai e filho, que são obrigados a conviver sem qualquer expectativa, em uma condição inóspita: o soterramento. É neste espaço que eles farão indagações sobre passado, presente, futuro e terão de se deparar com distintos sentimentos como angústia, alegria, frustração, raiva, compaixão, amor. Perpassando erros do passado e movidos pela vontade de sobreviver, os personagens conduzirão o público a se questionar como se comportariam em uma situação como esta. Uma situação que nos coloca em xeque, nos força a uma análise da vida e a lutar pelo recomeço. A obra propõe acima de tudo, uma reflexão sobre como cada um de nós se depara com os grandes conflitos de nossa existência.

Com o espaço totalmente estruturado no formato de um território onde acaba de acontecer um grande desmoronamento, o público é levado a imergir em uma experiência sensorial intensa, que aguçará os sentidos, dando a ideia de estar vivendo junto com os atores uma grande situação conflituosa. A proposta é unir os espectadores e o palco, reduzindo o espaço como um todo, aproximando as pessoas das sensações que estes personagens passarão durante a trama.

Abismo convida o espectador a experimentar não só as sensações vividas pelos personagens, mas também a se deparar com suas próprias questões, provocando em cada um que se permite viver essa experiência, o encontro impactante com seu próprio abismo” – explica Beto Paixão, que assina o seu segundo trabalho de dramaturgia com esta obra e faz sua estreia como diretor.

Além da utilização de um palco restrito, limitado, para instigar e caracterizar a situação, a iluminação basicamente criada por luz negra, remete o público a um visual de penumbra, onde só será possível enxergar as cenas, quando o olhar se acostumar e compreender essa necessidade. Com o efeito da luz sobre os cenários e figurinos brancos, personagens e plateia se encontrarão no mesmo período-tempo, no qual começarão juntos a buscar por sobrevivência.

Abismo
Com Chris Fabrício, Beto Paixão, Breno Furini, Tiago Melo
Viga Espaço Cênico ( R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
07/10 até 16/12
Sexta – 21h
$30
Classificação 14 anos
Texto e Direção: Beto Paixão
Cenógrafo: Chá de Atores
Cenotécnico: Claudecir Tardivo
Sonoplasta: Carol Lopes
Figurinista: Gabriela Sanches
Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini

MENTE MENTIRA (MATÉRIA)

Um dos textos clássicos de Sam Shepard, “Mente Mentira“, volta em cartaz no SP Escola de Teatro.

O espetáculo aborda temas como conflitos familiares, de gênero, solidão, violência, relação de poderes familiares, aprisionamento. Apesar de ter sido escrito nos anos 1980, Mente Mentira soa totalmente atual e retrata muito bem a realidade da nossa sociedade e o ambiente familiar.

Conversamos com o ator e produtor, Gustavo Vierling, e com o diretor, Mateus Monteiro, para saber mais sobre a montagem.

Mente Mentira
Com Daniel Costa, Fafá Rennó, Gutto Szuster, Gustavo Vierling, Larissa Ferrara, Lucas Romano, Rafaela Cassol e Vivian Bertocco.
SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
03/10 até 07/11
Sábado – 21h; Domingo – 19h; Segunda – 21h
$40
Recomendação 14 anos

MENTE MENTIRA

Mente Mentira“, um clássico de Sam Shepard, foi a obra escolhida para ser a estreia da Vierling Produções e também do ator Mateus Monteiro como diretor.

Montada pela primeira vez por Lewis Allen e Stephen Graham no Promenade Theatre na cidade de Nova York em 1985, teve auxílio de produção do próprio Sam Sheppard. No Brasil, a primeira montagem ocorreu em 2010 com direção de Paulo de Moraes e estrelado por Malvino Salvador.

O espetáculo aborda temas como conflitos familiares, de gênero, solidão, violência, relação de poderes familiares, aprisionamento. Apesar de ter sido escrito nos anos 1980, Mente Mentira soa totalmente atual e retrata muito bem a realidade da nossa sociedade e o ambiente familiar.

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Com uma narrativa de humor agressivo e força trágica, a história explora a disfunção familiar e a natureza do amor, através da separação do casal Jake e Beth.

Com sequelas e traumas do relacionamento, Beth retorna a sua casa e se vê num ambiente que agora se tornara desconhecido. Com seus pais Baylor e Meg e seu irmão Mike, Beth encontra-se presa a uma realidade que já havia deixado.

Enquanto isso, Jake é obrigado a voltar a viver com sua irmã Sally e sua mãe Lorraine, enquanto seu irmão Frankie vai atrás de Beth para esclarecer os fatos.

Mente Mentira
Com Daniel Costa, Fafá Rennó, Gutto Szuster, Gustavo Vierling, Larissa Ferrara, Lucas Romano, Rafaela Cassol e Vivian Bertocco.
SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
03/10 até 07/11
Sábado – 21h; Domingo – 19h; Segunda – 21h
$40
Recomendação 14 anos
Texto: Sam Shepard
Tradução: Marilene Felinto e Marcos Renaux
Direção: Mateus Monteiro
Assistente de Direção: Fernando Maia
Cenário: Kleber Montanheiro
Figurino: David Diniz
Fotos: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: Vierling Produções