ENTREVISTA COM CHARLES MÖELLER

O Opinião de Peso conversou com o ator, autor, cenógrafo, figurinista, produtor e diretor Charles Möeller .

Em um encontro exclusivo, Charles falou sobre seu início de carreira, a experiência na televisão, o encontro com Claudio Botelho, os espetáculos da dupla Möeller & Botelho, entre outros assuntos.

Nesta primeira parte, Charles falou sobre como foi o seu início de carreira no SESC Santos, quando fez o seu primeiro curso de teatro; a experiência de ter trabalhado com Antunes Filho e Gabriel Vilella; além dos diretores que foram importantes na sua carreira.

Nesta segunda parte, Charles falou sobre como foi o trabalho de ator na televisão; sobre seus trabalhos como figurinista e cenógrafo para teatro e ópera; além de como foi a transição de ator para diretor.

Nesta terceira parte, sabemos como foi que Claudio e Charles se conheceram nos ensaios da peça “Um e Outro” (1990); como foi sua saída da televisão para trabalhar com o Teatro Musical; os primeiros musicais da dupla: “As Malvadas” (1997), “O Abre Alas” (1998) e “Cole Porter – Ele Nunca Disse que Me Amava” (2000); entre outros assuntos.

Nesta quarta parte, Charles começa falando sua Opinião sobre se há “diferença” entre Teatro e Teatro Musical; sua paixão em dar aula – seja em cursos, quanto no workshops que dá para os atores durante os ensaios de seus espetáculos; a escolha dos títulos que a dupla decide montar; se o público brasileira já está preparado para os espetáculos em formato “musical revue“; entre outros assuntos.

Na última parte da entrevista, Charles falou sobre: “7 – o Musical“; como foi trabalhar com grandes atrizes do Teatro Brasileiro; além de falar sobre a formação da nova geração de atores; e saiba o que ele gosta de fazer no tempo livre.

E nossa última pergunta foi – “Você faria tudo de novo?

P.S. A última cena é uma compilação de alguns dos trabalhos feitos pela dupla nestes mais de 25 anos juntos (filme feito pela Möeller & Botelho). A 40ª produção tem estreia prevista para novembro no Teatro Porto Seguro – “The Rocky Horror Show”.

Quer saber mais sobre o trabalho da dupla – http://www.moellerbotelho.com.br/

COMO TODOS OS ATOS HUMANOS (Entrevista)

Sinopse – “Filha relata ao público o seu crime. Sem tempo definido, sem nada além do aspecto lúdico pautado por uma lógica própria, no espetáculo o realismo fantástico amplia o espaço entre o real e o território abstrato.”

Como Todos os Atos Humanos“, da Cia. do Sopro, é uma peça que fala sobre a naturalização da violência. A experiência de assistir a peça é impactante. Por ficarmos próximos – fisicamente – a atriz, as cenas têm uma carga de intensidade maior. São momentos de questionamentos internos com outros de uma angústia, por nos reconhecermos no que vai sendo mostrado.

Após assistirmos a peça, aproveitamos para conversar (e extravasar e verbalizar o que tínhamos assistido) com Fani Feldman (atriz e dramaturga), Rui Ricardo Dias (diretor) e Plínio Meirelles (assistente de direção). Falamos sobre a violência – o que motivou a criação da peça, as simbologias presentes na montagem, a dicotomia do claro x escuro/ quente x frio, entre outros assuntos.

Como Todos os Atos Humanos
Com Fani Feldman
Teatro do Núcleo Experimental (R. Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 60 minutos
04 a 26/08
Quinta e Sexta – 21h
$40
Classificação 16 anos

Dramaturgia: Fani Feldman
Direção: Rui Ricardo Diaz
Assistência de Direção: Plínio Meirelles
Preparação: Antonio Januzelli
Iluminação: Osvaldo Gazotti
Cenário/Figurino: Daniel Infantini
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Idealização: Cia. do Sopro
Produção: Quincas

ENTREVISTA COM MYRA RUIZ

Após mais de 10 anos em cartaz na Broadway, este ano o Brasil poderá assistir a sua versão nacional de Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz”. O espetáculo – produção da T4F Musicais – estreia no Teatro Renault no dia 04 de março.

A escolhida para representar a bruxa má de Oz foi a paulistana Myra Ruiz. A atriz, 12195869_10153725279806948_8778673955844701605_nde 23 anos, é uma das mais jovens a interpretar Elphaba. No meio da correria que está vivendo nos últimos dois meses – ensaios, testes de maquiagem e figurinos, sessões de fotos, Myra conseguiu arrumar um tempo para conversar com o Opinião de Peso sobre a sua carreira.

Estranho saber que a decisão pelas artes cênicas não a cativou desde menina. Sem influência dos pais, que são jornalistas, Myra era mais atleta na infância. Até quando conheceu o ballet na Companhia de Dança Cisne Negro. Após sua primeira apresentação em um palco, percebeu que ali era o seu lugar.

No começo da adolescência, fez vários cursos de teatro e dança. Foi aluna da Casa da Dança, da Casa do Teatro Célia Helena, além de ter feito também um curso voltado para musicais no TeenBroadway.

Aos 16 anos, resolveu morar com seu pai, que na época estava em Nova York, e foi estudar na Professional Performing Arts School (PPAS), uma das mais renomadas escolas de atuação norte-americana. Por lá, já passaram alunos como a também brasileira Morena Baccarin, e as cantoras Britney Spears e Alicia Keys, entre outros. A PPAS oferece na sua grade curricular um curso de Teatro Musical. Myra pôde estudar com a mesma coach (mentora) de Nicole Kidman, quando esta se preparou para fazer o papel em “Moulin Rouge”.

Segundo Myra, a oportunidade

“foi uma experiência incrível. (A PPAS) era uma escola dos sonhos para mim, não imaginava que pudesse estudar lá… é muito profissional, você tem aulas com os melhores professores do mundo e estuda com gente megatalentosa. É uma escola que aceita atores jovens que já trabalham. Eles têm uma tolerância com faltas por conta de ensaios, gravações, etc. Lembro de cruzar sempre no corredor com os meninos que faziam o (musical) “Billy Elliott” na Broadway”.

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“Sophie” em “Mamma Mia” (2010)

Voltou para o Brasil aos 17 anos e, através do convite de uma amiga, foi fazer o teste para o seu primeiro espetáculo musical “Mamma Mia!” (2010). Seu primeiro papel seria o da cover da protagonista Sophie. Foi a partir de então, que começou a vislumbrar o trabalho como sendo a profissão que queria ter para a vida.

Sobre o período, Myra se recorda que

“começar de cara com uma grande produção da T4F foi muito bom. Aprendi com as pessoas mais experientes e busquei absorver todo possível! De lá para cá, eu amadureci minha técnica, aprendi a controlar um pouco mais os nervos, mas, principalmente, aprendi o valor da nossa arte. Aprendi que o que fazemos pode ter um impacto enorme na plateia e, por isso, deve ser levado muito a sério. É divertido, é um sonho, mas é uma grande responsabilidade!”

A técnica vocal foi sendo amadurecida com aulas com grandes professores do ramo como Rafael Villar, Andréia Vitfer, Amélia Gumes, Justin Stoney e Mary Setrakian. Ela acredita na importância da escolha dos melhores profissionais, que como mentores a ajudaram na construção de sua carreira. “A Mary Setrakian me ensinou a usar meu corpo e a atuação para cantar. A conexão com a atuação já começa nos vocalizes dela”, diz Myra.

Logo após “Mamma Mia!’, vieram “Fame” (2012), “Shrek, o Musical” (2012/13) e “Nas Alturas – Um Musical da Broadway” (“In The Heights” – 2014). Mas nada foi planejado. Myra diz que sabe que, infelizmente, a profissão é incerta, não tendo como saber qual será o próximo trabalho. O que ela nunca esqueceu durante estes anos foi de estudar – estudar sempre para se aprimorar e conseguir atingir os seus objetivos.

Até que chegamos ao ano de 2015, quando Myra Ruiz apareceu para o grande público através do papel de Sarraghina do espetáculo “Nine – Um Musical Felliniano”, com direção da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. Sua performance, e o musical, foi aclamada pela crítica especializada e pelo público.

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“Sarraghina” em “Nine – um Musical Felliniano”

Sua escolha para o papel foi aprovada inclusive pelo italiano Mario Fratti, autor da peça que inspirou o musical. Isso foi uma surpresa reconfortante para a atriz, afinal ela não achava que tinha o perfil que as pessoas imaginavam para a prostituta Sarraghina, que mexia com a cabeça de Guido Contini, vivido pelos colegas de elenco – os atores mirins Gabriel Ferrarini e Nicolas Cruz (SP) e Tiê Kuhl e Luiz Felipe Mello (RJ), além de Nicola Lama que dava vida ao personagem quando adulto.

Mas era um sonho trabalhar com Charles e com Claudio, então ela foi atrás. Agradece pela aposta que ambos fizeram em escolhê-la para o papel. Ela diz que

“agarrei com todas as minhas forças esse presente que me deram. Com certeza, viver a Sarraghina me fez crescer muito, me deu uma confiança e força que não tinha antes.”

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Quanto a Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz”(2016), Myra já tinha visto o musical na Broadway quando morou nos Estados Unidos. Na época, surgiu uma vontade em participar, mas ainda não estava na hora. Quando começaram as audições no Brasil, ela não sabia de nada. Ela tinha participado da seleção para a montagem de “Mary Poppins”, mas a produção não foi realizada. Até que chegou um email convidando-a para audicionar para Elphaba. Segundo ela, foi uma surpresa e tanto.

“O processo de audições foi longo, foram sete etapas e muitas vezes eu tinha que vir do Rio pra São Paulo correndo, num bate e volta só pra fazer a audição, direto do aeroporto. Não deu pra pensar muito. Estava audicionando pra Elphaba desde o início, mas mantive o pé no chão, pois tudo poderia acontecer. Ao mesmo tempo, chegou um ponto que quase não haviam mais candidatas pro papel! Cheguei para as últimas fases com muita vontade e garra e deu certo! Foi uma honra ter sido escolhida pela diretora Lisa (Leguillou)! 

O momento no qual soube que tinha sido aprovada, foi um dos quais jamais esquecerá. Ela estava em casa com seu marido, o maestro Paulo Nogueira, quando a diretora de casting (elenco), Marcela Altberg, ligou para lhe avisar do resultado. Foi uma explosão de emoções, com direito a muito choro de felicidade. Afinal, o processo todo de audição foi muito intenso, que teria sido muito dolorido caso não tivesse conseguido passar. “Elphaba é uma personagem que realmente sonhei muito em fazer!”

O duro foi esconder a notícia dos amigos e do público. Os únicos que souberam da novidade até o anúncio oficial pela T4F, foram o Paulo Nogueira e seus pais. Todo mundo do meio e os fãs do musical (inclusive nós do Opinião de Peso) estavam na maior expectativa de quem viveria a bruxa verde de Oz. A solução foi sumir das redes sociais por um tempo e ficar vendo pelos bastidores a empolgação e expectativa das pessoas.

O processo de resultado culminou com o período de festas de final de ano de 2015. Já havia uma viagem marcada para Nova York bem antes de começar o processo de Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz”. Ela diz que a viagem tornou-se

“mais especial porque fui ver o espetáculo novamente, já sabendo que seria a Elphaba. Não fui no backstage (bastidores), mas já combinei aqui com os produtores norte americanos que na próxima vez que estiver em Nova York, eu vou!! Também aproveitei para comprar um estoque de produtos para tirar a maquiagem verde. (risos)” 

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Myra sabe da responsabilidade que tem pela frente. Afinal, depois da atriz da produção mexicana, ela será a mais jovem atriz que já interpretou este papel. O espetáculo tem uma legião de fãs que tem inúmeras referências sobre o musical e também sobre Elphaba. Para tanto, “só posso dizer que estou muito feliz e orgulhosa e dando todo meu amor e esforço para criar a minha Elphaba!”, afirma a atriz.

Isto ela comprova através da disciplina que está tendo depois que soube que tinha sido escolhida. Começou a se preparar fisicamente através da alimentação, dos cuidados com a voz e com a saúde. Basicamente a vida está regrada a ensaios e a vida em casa.

E é quando não está ensaiando, que ela encontra tempo para ouvir os conselhos do seu marido e mentor. Segundo ela,

O Paulo (Nogueira) é meu maior mestre! Tenho excelente professores, mas ele me preparou para todas as audições que fiz e tenho certeza que não teria conquistado metade sem ele. Além do apoio como marido, ele me preparou muito bem para os testes do Wicked, me deu tudo o que eu precisava para me sentir segura e levar o melhor de mim para o teste! Quem conhece sabe que ele é um cara exigente, mas comigo é mais ainda! E eu cresço muito com isso! 

Agora é esperarmos pelo dia 04 de março, quando na mesma casa na qual ela pôs os pés no palco profissionalmente pela primeira vez, abram-se as cortinas para que o público brasileiro possa assisti-la, maquiada de verde, desafiar a gravidade (referência a canção do espetáculo – “Defying Gravity”).

O Opinião de Peso agradece pela oportunidade que tivemos em conhecê-la um pouco mais, e que estaremos torcendo muito por mais este passo na sua carreira! Que seja um lindo 2016 verde para você e seus colegas de elenco!

Matéria – “Nuvem de Lágrimas, o Musical” (2a e última parte)

“NUVEM DE LÁGRIMAS, O MUSICAL” (parte final da matéria)
Conversamos com os diretores Tania Nardini e Luciano Andrey do novo espetáculo ” Nuvem de Lágrimas, o musical “, nesta quarta feira, antes do começo dos ensaios do dia. Eles falaram sobre o musical – a história do espetáculo, a escolha do elenco, o porquê da escolha das músicas de Chitãozinho e Xororó, entre outros assuntos.
Assista a segunda e última parte da entrevista com os dois. Fique sabendo como Luciano e Tania se juntaram para trabalhar juntos na direção; como é o processo criativo do espetáculo; como foi a escolha de Lucy Alves e Gabriel Sater para os papéis principais, entre outros assuntos. Bom proveito!
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Matéria – “Nuvem de Lágrimas, o Musical” (1a parte)

“NUVEM DE LÁGRIMAS, O MUSICAL”
Conversamos com os diretores Tania Nardini e Luciano Andrey do novo espetáculo ” Nuvem de Lágrimas, o musical “, nesta quarta feira, antes do começo dos ensaios do dia. Eles falaram sobre o musical – a história do espetáculo, a escolha do elenco, o porquê da escolha das músicas de Chitãozinho e Xororó, entre outros assuntos.
Acompanhe esta matéria exclusiva que será dividida em duas partes – a outra estará disponível amanhã às 10 horas. Estamos cada vez mais ansiosos pela estreia. Bom proveito!

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ENTREVISTA COM MERYL STREEP

O jornalista italiano, Antonio Monda, teve a oportunidade de entrevistar a atriz Meryl Streep, para o programa “Le Conversazioni Close Up” do canal de televisão da Itália, Rai 1.

Meryl falou sobre sua carreira; o apoio de seus pais; seu modo de atuação em alguns de seus filmes; seu primeiro trabalho em cinema, com a atriz Jane Fonda; além da relação familiar com seu marido e quatro filhos.

A tradução foi feita pela jornalista Elizangela Marques.

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“O Homem de La Mancha”

O musical “O Homem de La Mancha” se despede de São Paulo, após 11 meses em cartaz, e com cerca de 125 mil ingressos gratuitos dados.

Amanhã, domingo, dia 28 de junho, é hora de dizer adeus a este espetáculo que mostrou para todos que devem sonhar o SONHO IMPOSSÍVEL e fazer torná-lo realidade.

Veja a entrevista que fizemos com Cleto Baccic, que faz Miguel de Cervantes/Don Quixote, também idealizador do projeto através da sua produtora, “Atelier de Cultura”.

Até um próximo sonho!

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Resenha: O enredo conta a história de um paciente, acompanhado do seu criado, que é internado em um manicômio. Apresenta-se aos outros internos como sendo Miguel de Cervantes – poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Os internos roubam seus pertences. Cervantes só fica preocupado com seus manuscritos. Apela ao “Governador” do local para reaver seus manuscritos. É instaurado um julgamento. Para se defender, Miguel de Cervantes, utilizando da participação dos outros internos, conta a história de Dom Quixote de La Mancha.

O Homem de La Mancha
Com Cleto Baccic, Sara Sarres, Jorge Maya, Guilherme Sant’anna, Ivan Parente, Fred Reuter, Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos, Ivanna Domenyco e grande elenco.
Teatro do SESI SP (Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César – São Paulo)
De 14/01 à 28/06
4a, 5a e 6a feira – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 15h (somente meses de janeiro e fevereiro) e 19h
Duração 110 minutos
Os ingressos podem ser reservados pelo site do SESI-SP (http://inscricaoeventos.sesisp.org.br/). São distribuídos na bilheteria do teatro 50 ingressos extras no dia de cada apresentação.