COLETIVO DE GALOCHAS CELEBRA 10 ANOS DE EXISTÊNCIA

Para comemorar seus 10 anos de trajetória, o Coletivo de Galochas ocupa o Espaço Cia. da Revista, entre os dias 7 e 29 de março, com uma programação especial composta pelos espetáculos Mau Lugar e Piratas de Galochas, por uma oficina teatral, um cineclube e uma ocupação no hall do teatro.

O tema do suicídio como um ato de resistência é discutido em Mau Lugar, dirigido por Daniel Lopes, com apresentações nos dias 7, 8, 14 e 15 de março. A peça narra uma realidade distópica na qual uma onda de suicídios toma conta da cidade, e, em resposta a isso, o Estado – dominado por corporações e milícias – torna esse ato um crime hediondo, com violentas punições aos familiares de quem tirou a própria vida.

Entre as muitas formas possíveis de controle, nesta sociedade ele se dá através do consumo obrigatório do remédio da felicidade: qualquer insatisfação ou resistência não será tolerada. Diante dessa realidade, a gerente de fábrica Lúcia vê sua vida virar de cabeça para baixo após o suicídio de sua filha.

Com trilha sonora tocada ao vivo, a peça cria uma reflexão sobre as seguintes questões: como compreender o suicídio nessa realidade? Este é um ato de desespero ou desobediência? Esta é uma forma de desistir da vida ou resistir à opressão? É uma rendição ou recusa a ela?

O espetáculo estreou em 2017 no Espaço de Galochas e cumpriu duas novas temporadas no TUSP em 2018 e no Teatro de Arena Eugênio Kusnet em 2019.

Já a peça Piratas de Galochas, encenada nos dias 21, 22, 28 e 29 de março, estabelece um diálogo entre a pirataria clássica e o movimento social de luta por moradia. A comédia narra a saga de uma tripulação de piratas que ocupa a Ilha de Providence, liderada pelo capitão Willie William Will o’Well. Nesse lugar, eles fundam a bem-sucedida Federação de Piratas, mas, em pouco tempo, a Coroa Inglesa encontra problemas no aumento vertiginoso de bucaneiros.

O espetáculo estreou em 2011 e foi criado dentro da Ocupação Prestes Maia, a maior ocupação vertical da América Latina. A ideia da montagem é atritar, a partir de um universo ficcional, os elementos simbólicos que constituem uma ocupação; além de debater em cena os elementos que gerem o imaginário e a organização desse movimento social por moradia.

A dramaturgia pretende enfocar as imposições do poder instituído e as possibilidades da autonomia. As cenas recortam, sobretudo, as dificuldades de viabilizar um processo de ocupação. Os assuntos, em meio às gags, construções farsescas, brigas e quedas, giram em torno do direito à violência, das possibilidades de autonomia de ação, das contingências impostas a determinados setores mais pobres da sociedade. A peça pretende, sobretudo, mostrar as dificuldades de se resistir.

As coreografias e trilha sonora da peça seguem a estética do hip hop, com beats e bases inspiradas no RAP, com uma batida-tema para cada personagem. Toda a trilha sonora, que incluí quatro músicas cantadas ao vivo, é 100% autoral, desenvolvida ao longo do processo de pesquisa e montagem da peça.

Sobre o Coletivo de Galochas

Coletivo de Galochas é um grupo de teatro da cidade de São Paulo criado em 2010, a partir de um projeto de conclusão de curso de Direção Teatral da Universidade de São Paulo, com a peça “Zucco”. Em seu segundo trabalho, o coletivo ultrapassa os muros da universidade e passa a habitar por um ano a maior ocupação de moradia vertical da América Latina, a Ocupação Prestes Maia, localizada em São Paulo, realizando neste processo a peça “Piratas de Galochas” (2011) e colaborando para o estabelecimento de um núcleo cultural na ocupação, através da realização de oficinas de teatro e mediação de leitura.

O terceiro trabalho do Coletivo de Galochas, “Revolução das Galochas” (2014), realizado a partir do Proac Primeiras Obras, apresenta um Brasil não muito distante, em que trabalho, consumo e controle assumem a dianteira, acontece como espetáculo itinerante da Praça Princesa Isabel, seguido de uma ampla circulação por diversas regiões da cidade.

Em 2016 o grupo é contemplado na 28ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo com o projeto “Refugiados de Galochas”, que possibilita a montagem do seu primeiro infantil, “Cantos de Refúgio”, construído a partir da vivência do grupo com refugiadas e refugiados sírio-palestinos que vivem na Ocupação Leila Khaled. A peça foi pré-indicada ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

Em 2020, o grupo completará 10 anos de trabalho continuado, consolidando-se como um grupo de atuações político-poéticas, com galochas que caminham por toda a cidade: escolas, museus, ocupações, teatros, ruas, universidades ou vielas.

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Ocupação do Coletivo de Galochas

Espaço Cia. da Revista (Alameda Nothmann, 1135, Santa Cecilia, São Paulo)

07 a 29/03

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$20

Mau Lugar

Com Diego Henrique, Kleber Palmeira, Marina Di Giacomo, Natália Quadros, Rafael Presto, Wendy Villalobos

Duração 80 minutos

07, 08, 14 e 15/03

Classificação 16 anos

Piratas de Galochas

Com Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Nina Hotimsky, Mariana Queiroz, Wendy Villalobos

Duração 75 minutos

21, 22, 28 e 29/03

Classificação 14 anos

A UM PASSO DA AURORA

Com 19 anos de trajetória, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança mergulha na poética do músico, maestro e múltiplo artista Guilherme Vaz (1948-2018) com A Um Passo da Aurora, das intérpretes-criadoras Mariana Muniz e Regina Vaz, que cumpre uma temporada de estreia de 2 a 12 de outubro, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Em sequência o espetáculo de dança contemporânea tem apresentações no Centro Cultural Olido – Sala Paissandú, nos dias 1, 2 e 3 de novembro; no Centro de Referência da Dança – CRD, dias 20, 21, 22 e 23 de novembro; e no Espaço Cia da Revista, dias 28, 29 e 30 de novembro e 01 e 02 de dezembro, totalizando 20 apresentações.

Ao longo de sua trajetória, a companhia vem desenvolvendo trabalhos voltados para a pesquisa das relações entre palavra e movimento, poesia/arte e dança. O grupo realizou trabalhos solos de teatro-dança, nos quais a poesia de artistas como Florbela Espanca – Dantea, Ferreira Gullar – Túfuns, Arnaldo Antunes – Rimas no Corpo, Fernando Pessoa – Fados e outros Afins, dentre outros, serviram de referência para o exercício de múltiplas qualidades de trânsito entre a palavra e o movimento e, cuja excelência, atesta os muitos prêmios recebidos.

Depois de uma bem-sucedida imersão no universo dos Fados, com “Fados e outros Afins”, último trabalho da companhia, a Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança dá continuidade ao processo de investigação das relações entre pensamento, corpo e gestos, em dança-teatro. O espetáculo foi contemplado pelo 25º Edital de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.

Mariana Muniz, que assina a direção do trabalho, e Regina Vaz – irmã do artista Guilherme Vaz, e responsável pela dramaturgia de “A Um Passo da Aurora”-, se reencontram, em cena, depois de terem trabalhado juntas, no Grupo Coringa (1977-1985), durante dez anos, sob a direção da coreógrafa uruguaia, Graciela Figueroa.

Com esse trabalho damos continuidade às nossas pesquisas e criações em dança contemporânea, e prestamos uma justa homenagem ao múltiplo artista Guilherme Vaz”, afirma Mariana Muniz.

Guilherme Vaz, nascido em Araguari, Minas Gerias, durante vinte anos, dedicou-se a investigar as raízes culturais do povo brasileiro. Viveu entre os sertanejos do Centro-Oeste e os indígenas do Norte do nosso país, o que lhe permitiu a criação de uma obra singular, inventiva e profundamente brasileira.

Pioneiro da arte conceitual carioca e criador da Unidade Experimental do MAM-RJ- junto com Cildo Meireles, Luiz Alphonsus e o crítico Frederico de Morais. Foi um dos responsáveis pela introdução da música concreta no cinema nacional. Compôs trilhas para filmes de Nelson Pereira dos Santos e Júlio Bressane, dentre outros.  Guilherme faleceu em 26 de abril de 2018, aos 70 anos, deixando um legado imensurável para a música brasileira.

Assim como nos trabalhos anteriores, em “A Um passo da Aurora” a ação cênica (com base na pesquisa das relações entre corpo, voz, música e sentidos simbólicos das linguagens da dança, do teatro e da música) nos conduz a uma ideia de dramaturgia ampliada. Dramaturgia como uma teia que engloba as ações físicas dos bailarinos (como o texto, a música se torna corpo em movimento), suas ações vocais (musicalidade no texto e com o texto), cenografia, iluminação, figurinos e a relação entre eles, os artistas, e todos os componentes da cena, inclusive o uso de recursos multimídia.

Para Mariana Muniz, na criação e composição do espetáculo o compromisso com o hibridismo de linguagens artísticas está a serviço da exploração dos limites das conexões entre questões cênicas, coreográficas e dramatúrgicas, visuais e performáticas. “Pensar as artes cênicas nestas intersecções nos permite lançar mão da potência expressiva do gesto com um olhar diferenciado e sempre renovado”, explica.

O processo de criação de imagens visuais se corporifica através da escuta dos corpos, em contato com a sensação da “música corporal” e do imaginário do compositor Guilherme Vaz. Em algumas passagens do trabalho fica evidenciada a inspiração gestual nos trabalhos coreográficos de Nijinsky e Pina Baush para “A Sagração da Primavera” de Igor Stravisnky.

No movimento de exploração das sonoridades e conceitos que norteiam a obra de Guilherme Vaz, assume importância o gosto por determinadas passagens e composições musicais, certos timbres dos instrumentos, que acompanham a melodia, repetições e as ideias plásticas e cenográficas do artista. É o caso das composições “La Virgen” e “Fronteira Ocidental” que integram a trilha sonora sob a responsabilidade do maestro Lívio Tragtenberg, que já regeu algumas obras do compositor.

Nós nos posicionamos na direção de um resgate das raízes do pensamento sobre a brasilidade no fazer artístico, pois Guilherme Vaz participou ativamente de um dos períodos mais fortes da crítica de arte no Brasil: os anos neoconcretos. Ele pensava a própria obra e o mundo, discutindo e participando dos problemas da arte brasileira, rebelando-se contra a estagnação cultural dos anos 60 e propondo uma renovação de toda expressão artística no país, apontando-lhe possibilidades universais”, acrescenta Mariana Muniz.

Uma das questões que me incomoda no construtivismo brasileiro é que tudo acontece distante da geometria indígena, distante dos sertões”, dizia Guilherme Vaz.

O projeto “A Um Passo da Aurora” contou com um programa educativo, com ações direcionadas à formação de público e à mediação do conteúdo do projeto. Foram realizadas oficinas contínuas de estudo de movimento com Mariana Muniz, além de workshops livres de criação musical para partituras gráficas (ministrada por Lívio Tragtenberg – maestro de renome no cenário cultural brasileiro e internacional, regente de duas obras de Guilherme Vaz, no final de 2017) e Eutonia com Cláudio Gimenez.

Será realizado um bate-papo com o público, após cada uma das apresentações, a fim de, através do diálogo, falar sobre o processo de criação do trabalho apresentado e escutar as impressões dos espectadores.

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A Um Passo da Aurora

Com Mariana Muniz e Regina Vaz

Duração não informada

Grátis (ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência)

Classificação não informada

Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363. Bom Retiro – São Paulo)

02 a 12/10

Quarta, Quinta e Sexta – 20h, Sábado e Feriado – 18h

Centro Cultural Olido – Sala Paissandú (Av São João, 473 – Centro, São Paulo)

01 a 03/11

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

Centro de Referência da Dança – CRD (Baixos do Viaduto do Chá, s/n – Centro, São Paulo)

20 a 23/11

Quarta, Quinta, Sexta e Sábado – 19h

Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecília, São Paulo)

28 a 30/11, 01 e 02/12

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h, Segunda – 20h

ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ

Diante da urgência de se pensar na democracia, a Cia. da Revista estreia Ensaio Sobre a Lucidez, uma livre adaptação do romance homônimo do premiado escritor português José Saramago (1922-2010), no dia 26 de janeiro, no Espaço Cia. da Revista. A peça segue em cartaz até 31 de março, com ingressos por apenas R$20.

A trama apresenta uma cidade imaginária que se recupera de uma epidemia de cegueira ocorrida alguns anos antes e passa pela eleição de um novo líder político. As urnas registraram o surpreendente número de 70% de votos em branco. São chamadas novas eleições e o nível de abstenção cresce ainda mais.

É estabelecida, então, uma investigação policialesca para averiguar as razões subversivas dessa anulação massiva dos votos. As consequências dessa investigação são ações que levam a um devaneio autoritário, que revela a fragilidade do mecanismo democrático. A ideia da peça é justamente criar uma reflexão sobre a democracia e o constante processo que pode tanto favorecê-la como favorecer interesses contrários ao seu princípio.

O espetáculo tem direção de Fernando Nistch, dramaturgia de Marcos Barbosa e músicas originais de Edgar Bustamante. Já o elenco é composto por Adriano Merlini, André Maia, Edgar Bustamante, Gisele Valeri, Luiza Torres, Paulo Vasconcelos e Priscila Esteves.

Ensaio Sobre a Lucidez faz parte da programação do projeto Algum dia teria que acontecer, contemplado na 32ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. O grupo também prevê a estreia – em julho – do espetáculo Desbotou (título provisório), que debaterá a democracia com o público infantil.

SINOPSE

Anos depois de uma epidemia de cegueira, uma cidade novamente lúcida invalida as eleições municipais, inundando as urnas com votos brancos. Sob a alegação de que busca salvaguardar a democracia, o Estado responde com a supressão de direitos individuais e com a implementação de um totalitarismo disfarçado, com a bênção das mídias e das elites nacionais. Em meio ao terror, é preciso encontrar um culpado, ainda que se precise inventá-lo. A democracia está em risco, mas quem são, de fato, os seus inimigos?

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Ensaio sobre a Lucidez

Com Adriano Merlini, André Maia, Edgar Bustamante, Gisele Valeri, Luiza Torres, Paulo Vasconcelos e Priscila Esteves

Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 100 minutos

26/01 até 31/03 (dia 23/02 não haverá sessão)

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$20 ($5 – moradores da região, com apresentação de comprovante de residência)

Classificação 16 anos

MESA PARA CINCO

Cinco amigos de infância sentados em um bar, calor do fim de tarde, happy hour, um bate-papo sobre a vida, trabalho, relacionamentos. Esse é o clima de Mesa Para Cinco, comédia com dramaturgia e direção de Gabriela Lemos, que estreia no dia 3 de novembro no foyer do Espaço Cia da Revista. A temporada será sempre, sábados e domingo, às 18h, até 2 de dezembro. As sessões de sábado contam com pocket show especial no final.

Na trama, uns amigos se reúnem pra animar Julio, que acaba de sair de um relacionamento longo depois de uma brutal traição.  Nessa mesa de bar, os cinco falam sobre suas vidas, seus relacionamentos e empregos. Suas personalidades e caráter vão se revelando na medida em que suas opiniões, controversas ou não, vão sendo expostas. Cada personagem revela uma fragilidade que aos poucos vai abalando a convivência e inflando os ânimos. Diante desse cenário, uma novidade específica da vida amorosa de Augusto, instaura o caos. Nenhum dos cinco sai ileso desse encontro no bar. Todos têm alguma ferida exposta e polemizada pelo grupo.

A montagem se passa em uma mesa de bar, tipicamente paulistana. Os personagens trazem características comuns do grupo ao qual pertencem e ao revelarem – orgulhosos e ignorantes- suas falhas morais, ironicamente transparecem também suas vulnerabilidades e fraquezas”, conta Gabriela Lemos.

Cadeiras e mesas vão transformar o foyer do Espaço Cia da Revista em um verdadeiro bar da cidade, um clima intimista que vai deixar o público praticamente dentro da história do espetáculo. Um dos pilares é a fácil identificação de cada personagem existente, todo mundo conhece ou vai conhecer algum dos cinco rapazes daquela mesa. O público se relaciona com eles como se coexistissem em um desses happy hours de São Paulo.

É a união da qualidade artística com entretenimento, feita com pesquisa em todas as camadas que envolvem a peça. É um lazer com reflexão. Para ser algo prazeroso não precisa ser raso”, enfatiza a diretora.

Além dos cinco, existe outra figura habitando o universo desse bar. Servindo a mesa, está uma drag queen extremamente glamorosa e bem montada. Sua presença acompanha indiferente as atrocidades proferidas por aqueles clientes, e tem como objetivo diferenciar essa situação da realidade, fazer resistência e ironizar a postura do tipo ali presente, e do ambiente carregado de uma masculinidade bronca e defasada.

Os personagens habitam um universo de “monstros urbanos” presentes no dia a dia. Quando paramos para ouvir e pensar criticamente sobre seus discursos, nos chocamos com a sua existência (antes despercebida no meio do cotidiano).

Mesa Para Cinco é um projeto que evidencia a parceria de Gabriela Lemos e Yorran Furtado.  Ambos foram realizadores de outras montagens como Oração Para Um Pé De Chinelo (Texto de Plínio Marcos) e a comedia Nem Romeu, Nem Julieta. A última trazia um outro lado para o clássico de Shakespeare, Romeu e Julieta, ao focar na história sob o ponto de vista de Rosalina, prima de Julieta Capuleto e o primeiro amor de Romeu Montéquio. 

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Mesa Para Cinco

Com Alexandre Menezes, Luis Gustavo Bricks, Mateus Menoni, Rafael Augusto de Carvalho, Thiago Albanese e Yorran Furtado

Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 60 minutos

03/11 até 02/12

Sábado e Domingo – 18h

$40

Classificação 14 anos

CANÇÕES PARA AMORES LÍQUIDOS

Unindo o conceito do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925 – 2017) e músicas compostas por Marcelo Jeneci juntamente a seus parceiros musicais ao longo de sua carreira, Canções para Amores Líquidos está em cartaz na Cia. da Revista. A temporada vai até 30 de setembro com sessões sábados, às 21h, e domingos, às 20h. O musical traz histórias de amor e uma reflexão sobre a profundidade dos relacionamentos em nossa sociedade líquida.

A direção é de Luiz Rodrigues e o elenco conta com Beatriz Amado, Cadu Witter, Le Allvez, Leticia Chiochetta, Marcela Gibo e Tiago Valente. O texto original é de Alexandre Martins e Sérgio Virgilio, e supervisão de Victor Hugo Valois. Ao lado de Luiz Rodrigues na equipe criativa estão Sandro Sabbas, na direção musical, e Carolina Martins, que assina as coreografias.

No palco, seis personagens vivem relações amorosas típicas da vida contemporânea, ainda imersa entre antigos e novos valores. A histórias traz questionamentos como: Todo mundo está atrás de uma relação sólida? Namoros rápidos podem ser verdadeiros? Estamos mais seguros dentro de um casamento? Todas as relações foram feitas para acabar?

A montagem foi construída sobre o pensamento de Zygmunt Bauman. Em sua obra, o sociólogo aponta e analisa a incapacidade das populações de grandes metrópoles de criar laços afetivos e verdadeiros. As canções que costuram o enredo são elemento fundamental para o avanço da história e para o tom poético em cena.

As músicas utilizadas são Tempestade Emocional, Quarto de Dormir, Nada a Ver, Pra gente se Desprender, O Melhor da Vida, Jardim do Edém, Dia a dia/ Lado a Lado, Feito pra Acabar, Só eu sou eu, Tudo bem, tanto faz, Longe, Julieta e Por que nós, de autoria de Marcelo Jeneci com parceria de Luiz Tatit, Arnaldo Antunes, Paulo Neves, José Miguel Wisnik, Isabel Lenza, Betão Aragão, Tulipa Ruiz, Gustavo Ruiz, Arthur Nestrovski e Laura Lavieri.

“Esse trabalho busca dialogar com a sociedade sobre as formas e caminhos que o amor toma atualmente, nos levando a refletir sobre as maneiras como nós mesmos o vivenciamos”, conta o diretor.

Canções para Amores Líquidos é uma realização da Ópsis Teatro, que em seus nove anos de trajetória vem pesquisando sobre as linguagens da música em cena, investindo na formação de jovens atores e nas possibilidades do teatro musical de pequeno e médio porte.

CARMEN

Canções Para Amores Líquidos

Com Beatriz Amado, Cadu Witter, Le Allvez, Leticia Chiochetta, Marcela Gibo e Tiago Valente

Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecília – São Paulo)

Duração 100 minutos

01 a 30/09

Sábado – 21h, Domingo – 20h

$40

Classificação 12 anos

O ESPÍRITO DO TEMPO

Com carreira nos musicais e em bandas de rock, o músico e performer Perí Carpigiani estreia o solo O Espírito do Tempo, seu primeiro espetáculo de teatro tradicional, no Espaço Cia. da Revista, no dia 12 de setembro. O grupo de jazz autoral ELAS TRIO abre o espetáculo no bar do teatro.

A peça é livremente inspirada na série de documentários “Zeitgeist”, do norte-americano Peter Joseph, que aborda temas como política, ciência e religião. Em cena, Carpigiani interpreta situações que questionam os efeitos do passar do tempo na sociedade atual.

O tema foi extraído da parte em que o documentário fala sobre separar o que é genético do que é comportamental”, conta o intérprete.

A narrativa, com cerca de 65 minutos de duração, é costurada por músicas autorais e clássicos do Teatro Musical, entre cenas trágicas, cômicas e outras que discutem o papel da ciência no mundo. Todos esses elementos dialogam com o desenho de som e  luz, também criado por Perí.

A encenação é pautada por uma mistura entre as linguagens do Teatro Musical e do Teatro Essencial (desenvolvido por Denise Stoklos), duas fortes
influências na carreira de Perí.

CARMEN

O Espírito do Tempo

Com Perí Carpigiani

Espaço Cia. da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 65 minutos

12/09 até 24/10

Quarta – 21h

$15

Classificação Livre

ALÉM DOS 16 COMPASSOS (2ª EDIÇÃO)

Após o sucesso da primeira edição, o show que reúne artistas conhecidos do teatro musical, com temas diferentes e que envolvem o mercado, terá sua segunda edição, com novo tema e novos participantes.
Uma noite agradável, ambiente intimista, um piano acústico tocado ao vivo, acompanhando vozes marcantes do teatro musical brasileiro. Uma noite de interpretações poderosas de canções do repertorio dos cantores convidados.
Além dos 16 Compassos” é um novo projeto de Tomaz Quaresma, que uma vez por mês traz para o Botequim Contra Regra, no Espaço Cia da Revista, fortes interpretações de canções pelas vozes dos nomes do musical nacional.
Na segunda edição, o show traz o tema “Você Pode Ser Quem Quiser”. No teatro musical existem características específicas para um intérprete ser escolhido para dar vida à uma personagem numa peça. Tem gênero, idade, tipo de voz, etnia e outras características que a personagem tem como “regra” estabelecidos pelo escritor do texto geralmente. Nesse show jogaremos todas as regras no lixo. Qualquer um pode ser o que quiser por uma noite!
A noite será guiada pelo criador do projeto, Tomaz Quaresma, e os convidados serão Letícia Soares (A Pequena Sereia), Diego Martins (Peter Pan), Laura Lobo (Lés Miserables), Thiago Lemmos (Romeu e Julieta), Vânia Canto (A Noviça Rebelde), Oscar Fabião (Musical Popular Brasileiro) e Andreza Meddeiros (A Pequena Sereia). Todos serão acompanhados ao vivo no piano acústico pelo músico Rodolfo Schwenger.
O evento acontece em um restaurante, durante a noite é possível beber e comer enquanto curte ao show.
O show acontece no dia 4 de julho, às 20h30, no Espaço Cia da Revista, em São Paulo.
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Além dos 16 Compassos
Com Letícia Soares, Diego Martins, Laura Lobo, Thiago Lemmos, Vânia Canto, Oscar Fabião e Andreza Meddeiros.
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)
04/07
Quarta – 20h30
Ingressos antecipados por R$25,00 pelo sympla.com ou R$40,00 na bilheteria do teatro na hora do show.