CANÇÕES PARA AMORES LÍQUIDOS

Unindo o conceito do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925 – 2017) e músicas compostas por Marcelo Jeneci juntamente a seus parceiros musicais ao longo de sua carreira, Canções para Amores Líquidos está em cartaz na Cia. da Revista. A temporada vai até 30 de setembro com sessões sábados, às 21h, e domingos, às 20h. O musical traz histórias de amor e uma reflexão sobre a profundidade dos relacionamentos em nossa sociedade líquida.

A direção é de Luiz Rodrigues e o elenco conta com Beatriz Amado, Cadu Witter, Le Allvez, Leticia Chiochetta, Marcela Gibo e Tiago Valente. O texto original é de Alexandre Martins e Sérgio Virgilio, e supervisão de Victor Hugo Valois. Ao lado de Luiz Rodrigues na equipe criativa estão Sandro Sabbas, na direção musical, e Carolina Martins, que assina as coreografias.

No palco, seis personagens vivem relações amorosas típicas da vida contemporânea, ainda imersa entre antigos e novos valores. A histórias traz questionamentos como: Todo mundo está atrás de uma relação sólida? Namoros rápidos podem ser verdadeiros? Estamos mais seguros dentro de um casamento? Todas as relações foram feitas para acabar?

A montagem foi construída sobre o pensamento de Zygmunt Bauman. Em sua obra, o sociólogo aponta e analisa a incapacidade das populações de grandes metrópoles de criar laços afetivos e verdadeiros. As canções que costuram o enredo são elemento fundamental para o avanço da história e para o tom poético em cena.

As músicas utilizadas são Tempestade Emocional, Quarto de Dormir, Nada a Ver, Pra gente se Desprender, O Melhor da Vida, Jardim do Edém, Dia a dia/ Lado a Lado, Feito pra Acabar, Só eu sou eu, Tudo bem, tanto faz, Longe, Julieta e Por que nós, de autoria de Marcelo Jeneci com parceria de Luiz Tatit, Arnaldo Antunes, Paulo Neves, José Miguel Wisnik, Isabel Lenza, Betão Aragão, Tulipa Ruiz, Gustavo Ruiz, Arthur Nestrovski e Laura Lavieri.

“Esse trabalho busca dialogar com a sociedade sobre as formas e caminhos que o amor toma atualmente, nos levando a refletir sobre as maneiras como nós mesmos o vivenciamos”, conta o diretor.

Canções para Amores Líquidos é uma realização da Ópsis Teatro, que em seus nove anos de trajetória vem pesquisando sobre as linguagens da música em cena, investindo na formação de jovens atores e nas possibilidades do teatro musical de pequeno e médio porte.

CARMEN

Canções Para Amores Líquidos

Com Beatriz Amado, Cadu Witter, Le Allvez, Leticia Chiochetta, Marcela Gibo e Tiago Valente

Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecília – São Paulo)

Duração 100 minutos

01 a 30/09

Sábado – 21h, Domingo – 20h

$40

Classificação 12 anos

O ESPÍRITO DO TEMPO

Com carreira nos musicais e em bandas de rock, o músico e performer Perí Carpigiani estreia o solo O Espírito do Tempo, seu primeiro espetáculo de teatro tradicional, no Espaço Cia. da Revista, no dia 12 de setembro. O grupo de jazz autoral ELAS TRIO abre o espetáculo no bar do teatro.

A peça é livremente inspirada na série de documentários “Zeitgeist”, do norte-americano Peter Joseph, que aborda temas como política, ciência e religião. Em cena, Carpigiani interpreta situações que questionam os efeitos do passar do tempo na sociedade atual.

O tema foi extraído da parte em que o documentário fala sobre separar o que é genético do que é comportamental”, conta o intérprete.

A narrativa, com cerca de 65 minutos de duração, é costurada por músicas autorais e clássicos do Teatro Musical, entre cenas trágicas, cômicas e outras que discutem o papel da ciência no mundo. Todos esses elementos dialogam com o desenho de som e  luz, também criado por Perí.

A encenação é pautada por uma mistura entre as linguagens do Teatro Musical e do Teatro Essencial (desenvolvido por Denise Stoklos), duas fortes
influências na carreira de Perí.

CARMEN

O Espírito do Tempo

Com Perí Carpigiani

Espaço Cia. da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)

Duração 65 minutos

12/09 até 24/10

Quarta – 21h

$15

Classificação Livre

ALÉM DOS 16 COMPASSOS (2ª EDIÇÃO)

Após o sucesso da primeira edição, o show que reúne artistas conhecidos do teatro musical, com temas diferentes e que envolvem o mercado, terá sua segunda edição, com novo tema e novos participantes.
Uma noite agradável, ambiente intimista, um piano acústico tocado ao vivo, acompanhando vozes marcantes do teatro musical brasileiro. Uma noite de interpretações poderosas de canções do repertorio dos cantores convidados.
Além dos 16 Compassos” é um novo projeto de Tomaz Quaresma, que uma vez por mês traz para o Botequim Contra Regra, no Espaço Cia da Revista, fortes interpretações de canções pelas vozes dos nomes do musical nacional.
Na segunda edição, o show traz o tema “Você Pode Ser Quem Quiser”. No teatro musical existem características específicas para um intérprete ser escolhido para dar vida à uma personagem numa peça. Tem gênero, idade, tipo de voz, etnia e outras características que a personagem tem como “regra” estabelecidos pelo escritor do texto geralmente. Nesse show jogaremos todas as regras no lixo. Qualquer um pode ser o que quiser por uma noite!
A noite será guiada pelo criador do projeto, Tomaz Quaresma, e os convidados serão Letícia Soares (A Pequena Sereia), Diego Martins (Peter Pan), Laura Lobo (Lés Miserables), Thiago Lemmos (Romeu e Julieta), Vânia Canto (A Noviça Rebelde), Oscar Fabião (Musical Popular Brasileiro) e Andreza Meddeiros (A Pequena Sereia). Todos serão acompanhados ao vivo no piano acústico pelo músico Rodolfo Schwenger.
O evento acontece em um restaurante, durante a noite é possível beber e comer enquanto curte ao show.
O show acontece no dia 4 de julho, às 20h30, no Espaço Cia da Revista, em São Paulo.
show-alem-dos-16-compassos.png
Além dos 16 Compassos
Com Letícia Soares, Diego Martins, Laura Lobo, Thiago Lemmos, Vânia Canto, Oscar Fabião e Andreza Meddeiros.
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)
04/07
Quarta – 20h30
Ingressos antecipados por R$25,00 pelo sympla.com ou R$40,00 na bilheteria do teatro na hora do show.

CARGAS D’ÁGUA – UM MUSICAL DE BOLSO

O musical conta uma história que começa bem no meio do Brasil, só que um pouquinho para cá: no sertão mineiro. Onde um menino perde a sua venerada mãe e acaba por esquecer o seu próprio nome, pois seu padrasto, agora o único membro da família, só o chama por “moleque”.
Mas tudo muda quando ele faz um amigo, nada comum, um peixe, e começa a ver toda a sua história com outros olhos. Agora ele tem uma missão: levar seu amigo para ver o mar. Uma missão que seria muito fácil se ele não tivesse inventado de contornar o país inteiro por dentro antes de sair no litoral.
Em sua jornada, o moleque acaba encontrando distintos personagens que o ajudam ou atrapalham, e de alguma forma, o obrigam a enfrentar os maiores medos dos homens. Entre os personagens estão Charles e Pepita, dois artistas peculiares que ajudam o moleque a dar sentido para sua jornada e consequentemente, para sua vida e também para a deles.
O musical que é curtinho, assim, de bolso mesmo, tem um elenco bem parecido, tendo no palco apenas três atores: Ana Paula Villar como Pepita, André Torquato como Moleque e Vitor Rocha como Charles, como swings do espetáculo estão Gustavo Mazzei e Victória Ariante.
O musical estreia no dia 29 de abril, no Espaço Cia da Revista, às 17h. Os ingressos custarão R$60,00 inteira e R$30,00 meia.
31437325_10204547457602206_2749957387860699311_n
Cargas d’Água – Um Musical de Bolso
Com Ana Paula Villar, André Torquato e Vitor Rocha
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)
Duração 90 minutos
29/04 até 27/05
Domingo – 15h
$60
Classificação Livre

RIBANCEIRA

RIBANCEIRA apresenta as lembranças do personagem Zé, sobrevivente de uma catástrofe na qual perdeu mulher e filhos, mas que tenta refazer a sua vida resgatando o antigo sonho de ser escritor. Zé é humano, tem preconceitos, comete erros e chega a ser cruel. Atribui a Deus as responsabilidades pelo que acontece aos seres humanos, se vê em uma situação da qual só sairá se tomar as rédeas da própria vida.

O texto fala sobre perdas e ganhos, dos valores e direitos pelos quais esquecemos de lutar. O Zé representa a vida dessa gente esquecida e que aos poucos foi perdendo a consciência do que é certo e errado, mas nem por isso para de sonhar e rir de suas próprias desgraças”, afirma o autor Aramyz. “Quando escrevi o texto ainda não tinha acontecido a tragédia de Mariana, mas acho que ela tem um diálogo direto com o texto”, completa.

A peça é inspirada na observação de uma realidade vivida por muitas famílias no Brasil e em diversos outros países. O Zé, personagem sem sobrenome, representa os diversos sobreviventes de catástrofes sejam as causadas por enchentes, pela falta de recursos financeiros, ou pela impotência de quem vive do lado reservado a uma parcela menos privilegiada da humanidade, demarcado pelo capital e pelo poder”, declara o ator Antonio Ginco.

A montagem tem como norteador o Teatro de Narração, além de Eugenio Barba, Piscator e Rudolf Laban, que embasaram o trabalho corporal e de interpretação. “A peça se realiza no plano da memória e no plano da realidade, e ainda que a realidade de Zé seja atemporal, ele nos fala do aqui e do agora. Alguns objetos cênicos criam imagens lúdicas que contrapõem o forte teor dramático”, afirma a diretora Maria Basilio. “Ainda que a interpretação seja feita por apenas um ator, o personagem dialoga com a plateia e com outros personagens que estão em sua memória e que, às vezes, ganham corpo e voz”, finaliza a diretora.

A peça tem iluminação de Décio Filho, cenografia e sonoplastia de Maria Basílio e Antonio Ginco, figurinos de Paulo de Moraes e adereços de Eduardo Mena. Além de projeções realizadas por Renato Grieco. O trabalho contou também com a colaboração dos pesquisadores Sol Verri e Diego Pereira.

ribanceira5-1-foto-credito-Barbara Morais.jpg

Ribanceira
Com Antonio Ginco
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 60 minutos
12/05 até 03/06
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos

EU AMO ROBÔ

Com texto e direção de João Hannuch, a terceira montagem da Benvinda Cia EU AMO ROBÔ, estreia dia 3 de março, sábado, às 21 horas, na Cia da Revista. O espetáculo, com 14 atores em cena, questiona os limites dos conceitos de loucura e amor.

Em EU AMO ROBÔ Zé (Daniel Paulo) foi internado em um hospital psiquiátrico pela sua própria família sem o seu consentimento. Agora, diferente de sua antiga e abastada realidade, ele se depara com medicamentos pesados, situações imorais e terapias ocupacionais. Dentre os mais diversos e peculiares pacientes, ele se encanta por Chii (interpretada pelas atrizes Ema Jovanovic e Isabela Tilli), que se autodenomina um robô. Seria esse contato, exatamente o que Zé precisava para garantir sua lucidez ou a sanidade de Zé significaria a condenação de Chii? Afinal, que preço se paga pela paz de espírito?

Para o autor e diretor João Hannuch, EU AMO ROBÔ aborda temas atuais como abuso e depressão. “A ideia é explorar o tema da loucura sobre vários aspectos, além de fazer uma metáfora do mundo atual com o hospital psiquiátrico onde se passa a encenação”, conta ele.

Universo HQ

Terceira montagem da Benvinda Cia, o espetáculo apresenta personagens escritos especialmente para os atores, com isso a direção deixou os mesmos mais livres e abertos para as construções dos personagens. “Esse foi o grande diferencial na direção em comparação a Limonada, nosso trabalho anterior. Também não tive medo de buscar referências em diretores que admiro, já que somos um grupo jovem e sempre com montagens originais”, revela o autor e diretor.

A encenação de EU AMO ROBÔ se inspira no universo das histórias em quadrinhos e dos animes, principalmente no desenho japonês Chobits, que tem uma personagem com o nome Chii. “Adoro esse desenho e resolvi prestar uma homenagem utilizando o mesmo nome para a personagem”, explica João.

A cenografia minimalista composta por 13 bancos brancos e um retângulo de led azul, assim como os figurinos com camisolas que lembram, pelo corte, um quimono, também trazem referências orientais. A ideia é recriar um ambiente antisséptico, que lembre um pouco um hospital, mas também que seja frio e futurista. Na trilha sonora, músicas eletrônicas alternativas.

AmoRobo_ensaioaberto-10bx.jpg

Eu Amo Robô
Com Amanda Diniz, Bárbara Grossi, Carolina de Biagi, Daniel Paulo, Emma Jovanovic, Érica Estevam, Fábio Pazitto, Isabela Tilli, Jhones Pereira, Jhullie Campos, Victor Klotz, Virgínia Lapoian, Yasmin Pavanelli e Matheus Silva
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 70 minutos
03 até 25/03
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$40
Classificação 14 anos

A CASA DA MARIQUINHAS – UM CABARÉ PORTUGUÊS COM POESIA E FADO

O espetáculo musical A Casa da Mariquinhas – Um cabaré português com Poesia e Fado reestreia no dia 20 de janeiro (sábado, às 18 horas), no Botequim Contra Regra do Espaço Cia da Revista, onde permanece em cartaz até o dia 11 de março.

Tradicional estilo musical de Portugal, o fado dá o tom ao espetáculo que tem roteiro e concepção de Helder Mariani e direção de Dagoberto feliz.

No palco, os atores-cantores – Helder MarianiKatia Naiane,Ricardo Arantes, e Silmara Deon – costuram poesias de autores expressivos da literatura portuguesa como Fernando Pessoa, Florbela Espanca, José Régio e Bocage aos fados que marcaram a cultura lusitana. Entre as músicas, “É Loucura”, “Só Nós Dois É que Sabemos”, “Perseguição”, “Casa Portuguesa”, “Grândola Vila Morena”, “Esquina de Rua”, “Maldição” e “Estranha Forma de Vida”, além da canção-título “A Casa da Mariquinhas”. Segundo o idealizador do espetáculo Helder Mariani, “são todas obras instigantes, carregadas de nostalgia e com grande apelo dramático e teatral”.

Os espectadores, sentados em mesas espalhadas pelo salão da Cia da Revista, são envolvidos pela atmosfera dos antigos cabarés, como nos ambientes chamados “fado vadio”, em que as pessoas cantavam e bebiam junto com os fadistas.

No passado, Casa da Mariquinhas foi uma animada casa de raparigas, onde os frequentadores se encontravam para contar da vida e cantar o fado. A Casa foi leiloada e se tornou uma respeitável e discreta casa de penhor. Do antigo estabelecimento nada sobrou, nem mesmo as tabuinhas nas janelas para evitar os fuxicos.

O musical se desenvolve com base em canções interpretadas pelo fadista português Alfredo Marceneiro, criadas para retratar a história da Casa da Mariquinhas, então apresentada em três momentos: o apogeu com todo o glamour peculiar ao bordel, o duro momento em que a casa é leiloada e sua transformação em casa de penhor, tendo janelas de vidro no lugar das tábuas.

Na poesia e no fado se confundem as historias de Portugal, dos fadistas e das pessoas do povo. E nesse cabaré, os atores brasileiros, deste lado do Atlântico, se voltam para as terras lusitanas de além-mar e redescobrem as nossas próprias raízes e lutas, somadas às  artimanhas do amor para aproximar a plateia do universo da cultura lusitana.

O espetáculo A Casa da Mariquinhas é um antigo projeto de Helder Mariani de reunir duas de suas paixões: poesia e fado. Segundo ele, a criação seguiu dois critérios: “existencial, para ressaltar o caráter sentimental e nostálgico do fado com suas tragédias de vida, e a questão política, pois o fado é uma expressão artística relacionada diretamente à Revolução dos Cravos que derrubou o ditador Antônio de Oliveira Salazar, em 1974”, comenta.

Dagoberto Feliz explica que na ditadura portuguesa, enquanto alguns fadistas adaptavam letras, fazendo com que o governo de Salazar se apropriasse politicamente do fado, outros resistiram ao regime e mantiveram seu caráter contestatório e revolucionário. “Fato bastante semelhante ao que ocorreu na ditadura brasileira”, explica o diretor. Helder completa: “É inegável que o fado, ao registrar a história contemporânea de Portugal, passa também por nossa própria história”.

thumbnail_A Casa da Mariquinhas -foto de Rafael Sampaio -b

A Casa da Mariquinhas – Um cabaré português com Poesia e Fado
Com Helder Mariani, Katia Naiane, Ricardo Arantes e Silmara Deon.
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 70 minutos
20/01 até 11/03
Sábado e Domingo – 18h
$50
Classificação 12 anos