QUEM MATOU EDVARD MUNCH

 

Em Quem Matou Edvard Munch (de 3 a 11/11), Lucas Sancho norteou sua pesquisa a partir da obra O Grito, de Edvard Munch. Com apoio de recurso audiovisual, o público compartilha a trajetória do pintor expressionista norueguês, que na peça está preso dentro de um de seus quadros.

No espetáculo, o pintor Edvard Munch está preso dentro de sua obra mais famosa: O Grito. Sem se lembrar como caiu ali, busca em suas telas as memórias necessárias para entender quem matou sua criatividade e inspiração. Através das leituras que a plateia faz dos quadros, projetados no audiovisual, Munch vai refazendo seu caminho da infância à fase adulta na busca de uma saída. O espetáculo questiona os produtos culturais contemporâneos.

Angustia, depressão, obsessão e desespero ganham formas, cores, e movimento. Nas telas empilhadas e suspensas, único cenário do espetáculo, o ator projeta imagens do pintor norueguês Edvard Munch e suas obras. Diante da imagem de O Grito, o personagem anônimo procura expressar o seu inferno interior e o mal-estar que o atormenta em seu cotidiano.  “O objetivo é que a plateia extravase sua dor junto com esse sujeito que sofre, que sente, que se desespera, que se masturba, que grita“, diz Lucas.

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Quem Matou Edvard Munch
Com Lucas Sancho
Mostra “O Ator Maestro – Solos Urbanos”
Espaço Cia do Pássaro (Rua Álvaro de Carvalho, 177 – Centro, São Paulo)
03 a 11/11
Quinta e Sexta – 21h
$30
Dramaturgia, direção e direção de arte e interpretação:Lucas Sancho.
Trilha sonora: Banda 2Fuzz

DIAS DE SETEMBRO

 

Lucas Sancho define Em Dias de Setembroa partir de 20/10 -, como um espetáculo vivo, em que o personagem troca experiências com a platéia, que fica à vontade para dar sua opinião, interferindo na trama sobre o fim do relacionamento de Henrique com seu namorado.  A participação é voluntária, não há a intenção de constranger o público.

Numa noite de setembro, Henrique tenta escrever uma carta para seu ex-namorado, Eduardo. A tempestade separou os dois e, após um ano, Henrique procura entender as razões, refletindo sobre o amor contemporâneo, o amor líquido. Divide seu relacionamento em início, paixão, crise e fim e busca nas experiências da plateia obter respostas para suas questões. Porém, uma nova tempestade está se formando e ele não sabe como lidar com ela novamente.

Em cena, um tapete, um baú, um ator e a plateia. Na comédia dramática ou drama cômico o espectador pode escrever parte da dramaturgia e interferir de forma direta no espetáculo, orientando Henrique na saga para entender o amor contemporâneo. O ator é aqui chamado de Ator Maestro. Ele tem controle sobre a iluminação, sonoplastia, e sua maestria maior vai ser em estar pronto para jogar com a plateia. O improviso será sua grande arma neste jogo.

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Dias de Setembro
Com Lucas Sancho
Mostra “O Ator Maestro – Solos Urbanos”
Espaço Cia do Pássaro (Rua Álvaro de Carvalho, 177 – Centro, São Paulo)
20 a 28/10
Quinta e Sexta – 21h
$30
Dramaturgia, direção e direção de arte e interpretação:Lucas Sancho.
Trilha sonora: Banda Encarne

CANÇÕES PARA NÃO DIZER

 

Na abertura do projeto “O Ator Maestro – Solos Urbanos“, no dia 6 de outubro com Canções para não dizer – o público tem a oportunidade de escrever nas paredes de papel craft do cenário. A ação interfere na identidade do personagem, que é baseada no que a platéia deixou registrado. Com referências estéticas de Tim Burton, a obra tem inspiração no filme Edward Mãos de Tesoura, do diretor americano, além de ecos do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, na criação do pombo com o qual o personagem interage.

 Esquecido pelos outros funcionários, o arquivista Marcelo é obrigado a passar a noite trancado no escritório da repartição pública onde ficou preso. Do diálogo que estabelece com o pombo que está no forro do teto desenrola-se uma reflexão reveladora sobre suas identidades. Trata-se de um espetáculo musical desconstruído, com a música e o improviso como carros-chefes da encenação. A peça usa recursos como a dança, o canto e a inércia como elementos de estranheza, quebrando elementos e lógicas realistas.

O personagem é o arquétipo do novo mundo. Os novos processos de interação humana, caracterizados pela globalização, pela força dos veículos midiáticos e pela sociedade da informação, têm fragmentado o homem e o transformado em ser dissonante e plural, legitimamente em crise”, comenta Lucas Sancho.

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Canções Para Não Dizer
Com Lucas Sancho
Mostra “O Ator Maestro – Solos Urbanos”
Espaço Cia do Pássaro (Rua Álvaro de Carvalho, 177 – Centro, São Paulo)
06 a 14/10
Quinta e Sexta – 21h
$30

Dramaturgia, direção e direção de arte e interpretação:Lucas Sancho.

Trilha sonora: Daniel Groove.

SOBRE LENDAS E MULHERES

O Grupo Oba! de Teatro trará o espetáculo curitibano “Sobre Lendas e Mulheres” para três únicas apresentações em São Paulo, nos dias 08, 09 e 10 de Julho, sempre às 20h. As apresentações acontecem no Espaço Cia do Pássaro e são parte de uma parceria entre o grupo e as atrizes Cleo Cavalcantty e Luana Godin, com a intenção de promover o intercâmbio entre projetos com um mesmo objetivo: pesquisar o universo feminino.

Sobre Lendas e Mulheres” é inspirada nos contos do livro “Mulheres que correm com lobos” de Clarissa Pínkola Estés, em textos que contam histórias de mulheres e em relatos das atrizes e, através de narrativas, diálogos e canções, retrata os anseios, ritos de passagens, preconceitos, arquétipos e estereótipos que estão presentes no universo feminino. A peça estreou em outubro de 2012 e, desde então, percorreu os estados de Minas Gerais e Paraná, sendo considerada um dos destaques da Mostra FRINGE, no Festival de Curitiba de 2016.

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O intercâmbio é parte do novo projeto do Grupo Oba! de Teatro, “Por Ser Mulher”. Desde março de 2016, o grupo investiga o universo feminino, com o intuito de transformar essas pesquisas em uma peça de teatro. “Temos refletido muito, sobre como vivenciamos o teatro, sendo mulheres: quais as diferenças e o que apenas as mulheres vivem. Esse debate virou uma reflexão sobre a condição feminina, que desejamos compartilhar com o maior número de mulheres possível”, diz Letícia Junqueira, atriz do grupo. Tally Mendonça, produtora do grupo e do projeto, complementa: “Para dar voz às mulheres, não poderíamos partir de um grupo pequeno e homogêneo. Por isso, decidimos abrir a pesquisa. Temos um grupo de debate, com diversas mulheres de idades, profissões e pensamentos bem diferentes, e teremos encontros presenciais, em breve. Estamos trocando e pesquisando, constantemente. O espetáculo dialoga muito com nossa pesquisa, o que nos deu a ideia da parceria.

Cleo Cavalcantty afirma: “Como diria Guimarães Rosa, é junto dos bons que a gente fica melhor! Estar na cosmopolita São Paulo, em cartaz com nosso trabalho, é um meio de levar nossa voz, nossa arte para que cada vez mais e mais pessoas possam se sentir tocadas com o ser feminino, seus ritos, suas memórias. O espetáculo foi criado com o intuito de dialogar e tocar mulheres que sofreram, ou sofrem, todo o tipo de violência e trazer às suas realidades um pouco de conforto e autoestima. Porém, falamos a todos: homens, mulheres, qualquer um que entenda e sinta tocado no seu feminino.

Sobre Lendas e Mulheres
Com Cleo Cavalcantty e Luana Godin
Espaço Cia do Passáro (R. Álvaro de Carvalho, 177 – Centro, São Paulo)
Duração: 60 minutos
08 a 10/07
Sexta, Sábado e Domingo – 20h
$30
 
Concepção: Cleo Cavalcantty e Gisele Mello
Direção: Lourdes Araújo
Assistência de Direção: Gisele Mello
Música: Mercedez Sosa, Taráncón, Violeta Parra, Mailena Wals, Luana Godin
Produção e Execução: Cleo Cavalcantty e Luana Godin
Luz: Raul Freitas
Dramaturgia: Cleo Cavalcantty/Gisele Mello e Luana Godin
Produção Local: Tally Mendonça/ Grupo Oba! de Teatro