CRUZ-DIEZ: A LIBERDADE DA COR

Durantes os meses de novembro e dezembro, o Espaço Cultural Porto Seguro oferece oficinas e atividades culturais que dialogam com a exposição Cruz-Diez: a liberdade da cor. Figura de singular trajetória na arte contemporânea, o franco-venezuelano Carlos Cruz-Diez (1923 – 2019) dedicou sua vida ao estudo da cor nas artes contemporâneas. A mostra é composta por 30 obras, entre fotos e instalações, nas quais a interação e participação dos visitantes é ponto alto, num percurso imersivo na pesquisa do artista e no universo da cor.

Artistas convidados apresentam seu roteiro particular de visita à exposição, a partir de sua própria experiência artística tendo a cor como elemento fundamental da construção de um discurso poético. As visitas guiadas acontecem com Sérgio Fingermann (dia 21/11), Lucia Koch (dia 27/11), Dudi Maia Rosa (dia 28/11), Katia Canton (dia 4/12) e Paulo Pasta (dia 5/12).

Outros destaques são as oficinas de cianótipo, na qual o participante pode usar a sombra do próprio corpo e diversas formas como negativo no processo de revelador, e a oficina de serigrafia, na qual serão exploradas as possibilidades de construções cromáticas no processo de impressão, além das atividades contínuas do Ateliê Experimental.

FACE (3)

Confira abaixo a programação completa:

***
Exposição

Cruz-Diez: a liberdade da cor

Curadoria: Rodrigo Villela.

De 9 de novembro de 2019 a 2 de fevereiro de 2020, com visitação de terça a sábado, das 10h às 19h. Domingos e feriados, das 10h às 17h.

Grátis.

Classificação indicativa: livre

*Última entrada até 30 minutos antes do encerramento

Figura de singular trajetória na arte contemporânea, o artista franco-venezuelano Carlos Cruz-Diez (1923 – 2019) dedicou sua vida ao estudo da cor. Com ampla produção, autor de pinturas, fotografias e instalações, foi aos poucos afastando suas criações da figuração, das formas, anedotas e símbolos, num radical mergulho na cor em si – liberta ao máximo do aspecto decorativo ou secundário na representação artística. Com exemplos dos diferentes momentos desse belo caminho e curadoria de Rodrigo Villela, sua obra é agora celebrada na mostra Cruz-Diez: a liberdade da cor.

Oficinas

Gráfica Manual

Dias 13 e 27 novembro.
Quarta-feira, das 12h às 13h.

Inscrições online até 30 minutos antes da atividade ou presencialmente no início da oficina na recepção do Espaço Cultural Porto Seguro.

15 vagas.

Oficinas de curtíssima duração oferecem aos participantes uma aproximação com as práticas gráficas desenvolvidas nos ateliês. Uma oportunidade para explorar a criatividade e aproximar os participantes das práticas artísticas.

Em atividades orientadas os participantes poderão desenvolver criações em fotografia, desenho, estamparia manual, entre outras técnicas. A programação se alterna a cada semana para dar conta da diversidade de processos e permitir aos participantes maior flexibilidade.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

****

Processos fotográficos artesanais: cianotipia em grande formato

Dia 30 de novembro – Sábado das 13h às 16h.

Atividade gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

15 Vagas.

Usando as sombras do próprio corpo como negativo e a luz do sol como processo revelador, o encontro propõe uma produção coletiva de cianotipias em grande formato. O cianótipo foi um dos primeiros processos de impressão fotográfica a ser descoberto, em meados do século 19, pela botânica Anna Atkins, que o utilizava como uma técnica para a produção de fotogramas e gravação de sombras das plantas.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

****

Serigrafia: soma e construção da cor

Dias 3 e 4 de dezembro.
Terça e quarta-feira, das 13h às 16h.

Atividade gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

15 vagas.

Serão exploradas construções cromáticas na serigrafia a partir da produção de telas utilizando máscaras de papel, fitas colantes e outros tipos de bloqueadores manuais. A serigrafia é uma técnica artística de extrema versatilidade, devido às diversas técnicas de composição e concepção e às possibilidades de aplicação em diversas superfícies. A oficina apresenta uma introdução prática às técnicas serigráficas desde a construção da tela por meios não-fotográficos até a experimentação das características das tintas para a criação de estampas.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

****
Estação Educativo

Práticas com Educativo
De 16 de novembro a 21 de dezembro.

Sábado – das 10h às 12h30.

Atividade gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

O Educativo oferece um espaço de práticas artísticas e investigativas adaptadas a diversos ambientes. Uma ação contínua que visa colocar em prática as pesquisas desenvolvidas pelos educadores, em conjunto com o público visitante. Estação Educativo é uma ação contínua que visa estabelecer ações que propiciam vivências práticas em aspectos artísticos, corporais, intelectuais e estéticos, numa mediação para trocas de saberes e experiências a partir do encontro.

Educativo do Espaço Cultural Porto Seguro é um núcleo de pesquisa continuada e de práticas educativas que articula relações entre as exposições e os visitantes. Atendendo os mais diversos públicos, os educadores abordam questões pertinentes à exposição em cartaz, em visitas agendadas e atividades diárias.

Visitas guiadas com artistas

Artistas convidados apresentam seu roteiro particular de visita à exposição Cruz-Diez: a liberdade da cor, a partir de sua própria experiência artística tendo a cor como elemento fundamental da construção de um discurso poético.

Dia 21 de novembro, quinta-feira, 19h30 – Sérgio Fingermann

Dia 27 de novembro, quarta-feira, 19h30 – Lucia Koch

Dia 28 de novembro, quinta-feira, 19h30 – Dudi Maia Rosa

Dia 4 de dezembro, quarta-feira, 19h30 – Katia Canton

Dia 5 de dezembro, quinta-feira, 19h30 – Paulo Pasta

30 Vagas.

Sérgio Fingermann é pintor e gravador. Estudou desenho e pintura com Yolanda Mohalyi (1909-1978), em São Paulo, e teve aulas com Mário de Luiggi em Veneza, Itália. Frequentou a Escola Brasil em 1974 antes de estudar arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Foi premiado como Melhor Gravador pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1987. Tem exposto nos principais museus do país, como Museu Nacional de Belas Artes (2003), Pinacoteca de São Paulo (2012), bem como nas principais feiras de arte nacionais e internacionais. Publicou em 2010 o livro “As partes do Todos” e em 2013 “E se noite fosse água”.

Lucia Koch é artista multimídia, escultora, fotógrafa. Possui bacharelado, licenciatura e mestrado em artes plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Concluiu, em 2004, doutorado em poéticas visuais, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com orientação de Carlos Fajardo. Participou da fundação do Grupo Arte Construtora, cooperativa de artistas cuja proposta é ocupar espaços inusitados com suas intervenções, produzindo-as de forma autônoma. Em 2004, recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça para as artes plásticas. Ministra aulas no curso de artes plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Dudi Maia Rosa é pintor e desenhista. Apresentou sua primeira exposição individual em 1967, na Galeria Átrium. Desde então, realizou inúmeras exposições individuais e participou de coletivas importantes como: Panorama da Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna, em 1973, 1986, 1989, 1993; Bienal Internacional de São Paulo, 1987 e 1994; e Brasiliana: Moderna Contemporânea, no MASP, 2006. Apresentou individuais no Instituto Tomie Ohtake, em 2008; na Galeria Millan, em 2012; e no Centro Universitário Maria Antônia. Possui obras em diversas coleções, dentre as quais: Pinacoteca do Estado de São Paulo, MASP, MAM-RJ, MAM-SP, Coleção Itaú e Stedelijk Museum.

Katia Canton é artista visual, escritora, jornalista, professora e curadora. Estudou arquitetura, dança e formou-se jornalista pela ECA USP, em São Paulo. Também estudou literatura e civilização francesas no curso de estudos superiores dado pela Aliança Francesa juntamente com a Universidade de Nancy II. Seu trabalho artístico é multimídia, incluindo desenho, pintura, fotografia e objetos, e conceitualmente se liga a questões sobre sonho, desejos e narrativas. Tem realizado exposições em museus, galerias e instituições culturais no Brasil e no exterior, desde 2008.

Paulo Pasta é artista e professor. Doutor em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Recebeu a Bolsa Emile Eddé de Artes Plásticas do MAC/USP (SP) em 1988. Dentre as exposições realizadas, destaque para individual na no Centro Cultural Maria Antonia, em 2011, para o Panorama dos Panoramas, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2008, e para individual na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2006. Lecionou pintura na Faculdade Santa Marcelina – FASM, entre 1987 e 1999, e desenho na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1995 e 2002. É professor da USP desde 2011 e, da FAAP, desde 1998.

FACE (1)

Vivência

Intervenções de cor no espaço

Dia 14 de dezembro.

Sábado, das 14h às 17h.

15 vagas

Usando suportes translúcidos e impressões em estêncil, os participantes realizarão intervenções cromáticas efêmeras em áreas livres do Espaço Cultural Porto Seguro. Nessa atividade a influência da cor no espaço será o eixo central para o desenvolvimento de uma ação. Uma vivência envolvendo impressões em estêncil sobre suportes translúcidos, que serão construídos com véus, tecidos e papéis e em seguida formarão uma instalação efêmera pelo espaço.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientarão os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

FACE

Atividades Contínuas

Orientação de projetos

Ateliê Experimental
De 7 de novembro a 9 de dezembro

Quinta-feira, das 10h às 18h

R$ 25,00 estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda (15 a 29 anos), pessoas com deficiência (e acompanhante quando necessário) e professores, titulares, supervisores, coordenadores pedagógicos e diretores das redes públicas municipal e estadual de ensino

R$ 50,00 inteira

Inscrições pelo e-mail atelieexperimental@espacoculturalportoseguro.com.br

Às quintas, o Ateliê Experimental recebe interessados em desenvolver seus próprios projetos artísticos no âmbito da integração entre as linguagens gráficas. É oferecido apoio técnico, orientação e um ateliê equipado para a xilogravura, a calcogravura e a serigrafia, e para os processos alternativos de fotografia e as possíveis interações entre as artes gráficas e a fabricação digital.

Em seis encontros, os equipamentos do ateliê estarão disponíveis ao uso sob orientação dos instrutores, para o desenvolvimento e produção de projetos artísticos. O objetivo é incentivar a pesquisa e a produção artística por meio da discussão de linguagem, da orientação técnica e do desenvolvimento poético. O programa está vinculado à viabilidade do projeto dentro do espaço do Ateliê Experimental, bem como à compreensão da proposta de possibilidades de técnicas disponíveis, na qual o participante é responsável pelo material de consumo individual a ser utilizado durante os encontros.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientam os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

 

Ateliê aberto

De 1º de novembro a 13 de dezembro.

Sextas-feiras, das 10h às 18h.

inscrição gratuita, pelo e-mail atelieexperimental@espacoculturalportoseguro.com.br

10 vagas

O Ateliê Experimental convida interessados a utilizar os espaços e seus equipamentos gratuitamente às sextas-feiras. Artistas e estudantes poderão trabalhar diversas linguagens gráficas como xilogravura, gravura em metal, carimbos e linguagens fotográficas como a cianotipia, tendo acesso a prensas e ferramentas para executar seus trabalhos.

Algumas técnicas de gravura e fotografia necessitam de aparatos e equipamentos que, muitas vezes, impossibilitam o trabalho em um ateliê individual. Entendendo a produção artística como campo de troca e experimentação, o Ateliê Experimental oferece seu ambiente e equipamentos de produção gráfica aos artistas e estudantes um dia por semana, entendendo o compartilhamento dos espaços e ferramentas como forma de contribuir para a construção dos discursos artísticos individuais.

Ateliê Experimental é um laboratório de linguagens gráficas manuais, como a gravura e o desenho. Tem foco nas atividades práticas e na vivência em ateliê. Os instrutores orientam os participantes sobre as diferentes técnicas manuais e referências da história da arte para a produção artística.

OpenDay

PortoFabLab
De 1º de novembro a 13 de dezembro

Sextas-feiras, das 10h às 14h.

Inscrições gratuitas, pelo e-mail portofablab@espacoculturalportoseguro.com.br

6 vagas em períodos pré-agendados, de 2 horas cada.

Todas as sextas, o PortoFabLab abre as portas à visitação e à realização de projetos artísticos do público, utilizando os equipamentos do laboratório. Os participantes poderão conhecer mais sobre as máquinas disponíveis e enviar uma proposta para materializar seu projeto pessoal.

Durante o OpenDay, o público tem acesso livre ao laboratório, equipado com dispositivos computacionais e máquinas de controle numérico destinados à produção artística e à experiência estética. Na busca por um diálogo entre as artes em geral e novas tecnologias, os participantes têm à disposição os equipamentos digitais de alta precisão e a possibilidade de uso das máquinas requeridas para a execução de seus projetos. Os períodos de utilização são agendados de acordo com as necessidades de cada projeto, a partir de uma proposta apresentada previamente, com desenho em arquivo digital trazido pelo participante e previsão de materiais de consumo a serem utilizados em cada máquina.

PortoFabLab é um laboratório de fabricação digital voltado às artes. Um espaço de interação entre arte e tecnologias digitais, com ênfase na exploração de novas experiências na produção artística. Estão disponíveis máquinas de comando numérico para a execução de modelos digitais em 2D e 3D, entre elas, cortadora a laser, fresadora de precisão, plotter cortadora de vinil e impressoras 3D. Além disso, o laboratório possui equipe especializada no desenvolvimento de projetos.

ESPAÇO CULTURAL PORTO SEGURO (Alameda Barão de Piracicaba, 610 – Campos Elíseos – São Paulo)

Horários: Terça a sábado, das 10h às 19h. Domingo e feriados, das 10h às 17h.

Capacidade: 305 pessoas

VERSÃO NA PRAÇA

Nos dias 4 e 5 de agosto, o Espaço Cultural Porto Seguro apresenta a nova edição do projeto Versão na Praça. O evento traz artistas da cena contemporânea cantando sucessos de seus ídolos. São dois shows no período da tarde e um show infantil pela manhã, além da feira itinerante Mercado Buenos Artes, com uma seleção especial de designers, artistas, estilistas, ilustradores e produtores de comidas e bebidas artesanais, durante todo o dia e muita música com o Dj Formiga. A entrada é gratuita.

No sábado (4/8), às 11h, a Banda Mirim apresenta o novo show “Música para Criança?”, com canções de todos os espetáculos da trupe. Às 14h, o grupo vocal Cantrix, formado por Renata Ricci, Luciana Bollina, Livia Graciano e Yael Pecarovich, cantam composições de Gilberto Gil. Às 16h, a cantora e atriz Laura Lobo (que integrou o elenco de musicais como “Les Miserables”, “A Família Addams”, “O Despertar da Primavera” e “Cats”) interpreta sucessos de Christina Aguilera, inspirada em performances e trabalhos de destaque na carreira da norte-americana.

No domingo (5/8), quem abre a programação, às 11h, é Carlos Navas com as músicas que Chico Buarque e Vinicius de Moraes dedicaram às crianças. Elis Regina ganha homenagem da atriz Carol Bezerra, às 14h. Carol interpretou a Pimentinha, apelido dado a Elis por Vinicius de Moraes, no espetáculo musical “Jair Em Disparada” (2012). Às 16h, é a vez da atriz Thalita Pertuzatti fazer seu tributo a Whitney Houston, encerrando a programação do fim de semana. Thalita foi finalista da primeira edição do programa “The Voice Brasil”, em 2012, e campeã do programa Raul Gil, em 2009.

O evento é para toda a família, inclusive o seu bichinho de estimação. Quem vier de transporte coletivo pode usar vans gratuitamente, tanto para chegar ao Espaço Cultural quanto para voltar. Elas saem da Estação da Luz, acesso pela saída da Rua José Paulino/Parque da Luz.

CARMEN

Versão na Praça
Dias 4 e 5 de agosto – sábado e domingo – das 10h às 18h
Na praça do Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610 – Campos Elíseos, São Paulo).
Entrada gratuita, não é necessária retirada de ingressos.
Classificação etária: livre.

4 de agosto – sábado
11h – Banda Mirim – Música para Criança?
14h – Cantrix canta Gilberto Gil
16h – Laura Lobo canta Cristina Aguilera

5 de agosto – domingo
11h – Chico e Vinicius para Crianças – Carlos Navas
14h – Carol Bezerra canta Elis Regina
16h – Thalita Pertuzatti canta Whitney Houston

VERSÃO NA PRAÇA / JULHO

O projeto Versão na Praça apresenta artistas da cena musical contemporânea em releituras de obras de músicos consagrados. No sábado, Negra Li canta Beyonce e, no domingo, André Frateschi canta David Bowie. Além disso, uma programação especial foi preparada para crianças com apresentações dos Barbatuques e Banda Estralo (sábado), e Manaka Passarinheiro e Badulaque (domingo).

Em parceria com o Mercado Buenos Artes, feira itinerante de gastronomia, design e moda, o evento traz também nesta edição uma seleção especial de designers, artistas, estilistas, ilustradores, artesãos e produtores de comidas e bebidas artesanais. Na parte gastronômica, estandes oferecerão opções variadas, entre petiscos, hambúrgueres, empanadas, pizzas, risotos, massas, ceviche e sorvetes. Também haverá bancas de pão artesanal, mel, queijos especiais e antepastos.

Em ambos os dias, entre as apresentações, o som fica por conta das playlists do DJ Formiga.

Sobre o Mercado Buenos Artes

Evento periódico com o propósito de valorizar os espaços livres públicos e instituições culturais da cidade incentivando a economia criativa, promovendo pequenos produtores e o mercado justo de design, produtos sustentáveis, moda, gastronomia e música, para o convívio dos usuários locais, moradores, cidadãos, turistas, público em geral gerando trocas e experiências.

A entrada é franca e o evento é “pet friendly”. Para quem vier de transporte coletivo pode usar nossas vans gratuitamente tanto para chegar quanto para voltar. Elas saem da Estação da Luz, acesso pela saída da Rua José Paulino/Parque da Luz.

versao-na-praca-junho2018.jpg


VERSÃO NA PRAÇA

Na praça entre o Espaço Cultural Porto Seguro e Restaurante Gemma

30 de junho – sábado

11h – Barbatuquices
14h – Banda Estralo toca Gonzagão
16h – Negra Li canta Beyoncé

1º de julho – domingo

11h – Manaka Passarinheiro
14h – Badulaque – Festa Junina
16h – André Frateschi canta David Bowie

Classificação etária: livre.
Horário de funcionamento: das 10h às 18h.
Entrada gratuita, não é necessária retirada de ingressos.

TEMPO PRESENTE

Os arcos de Tomie Ohtake, inertes, parecem pedir por alguma ação. Em contato com um público disposto a experimentar e participar, a criação da consagrada artista transforma obra e espectadores em um único corpo, num único tempo. Os arcos assumem o movimento que já se pressentia em suas formas e realizam sua condição intrínseca e paradoxal de esculturas em constante transformação.

Esse convite à interatividade é justamente um dos objetivos de Amanda Dafoe e Rodrigo Villela, curadores de Tempo presente, mostra em cartaz no Espaço Cultural Porto Seguro de 1º de novembro a 17 de dezembro de 2017. Entrada gratuita.

As obras escolhidas têm em comum a capacidade de convidar o público para uma posição ativa, tanto física, quanto no plano reflexivo, quebrando assim a usual posição de uma contemplação passiva. Queremos estreitar a relação com o nosso visitante, compartilhar com ele esse momento, o nosso momento, ao qual todos de alguma forma pertencemos, transformando-o como parte desta atmosfera vibrante”, afirma Amanda.

Para a empreitada, sete artistas nacionais foram selecionados a expor suas instalações em diferentes ambientes. Os arcos de Tomie Ohtake dividem espaço com Espera, de Leandro Lima e Gisela Motta, no piso térreo. Ali, a videoinstalação usa dois bancos para projetar as sombras de um casal que nunca estará junto, mas que vive a expectativa do encontro. O rito se repete: ora é a sombra dele que vem, senta-se, espera, levanta e vai embora; ora é a dela que repete o mesmo percurso físico-afetivo. Evocativas, as sombras são verdadeiras presenças de uma ausência. Entre as inúmeras referências e camadas interpretativas, fazem lembrar um dos mitos ocidentais da origem do desenho, em que uma jovem apaixonada risca na parede o contorno da sombra projetada do amado que se preparava para ir à guerra. Os mesmos bancos também convidam o público a se sentar e contemplar a obra “de dentro”.

Na rampa de acesso ao mezanino, cuja parede de vidro se abre para a rua, na Alameda Nothmann, a artista Laura Vinci provoca: sua cortina de neblina No ar é um obstáculo? A nebulosidade da fumaça de glicerina em suspensão, imbuída de poética, também chama atenção para o entorno. E vice-versa:  a neblina, que ritmicamente preenche a rampa, pode ser igualmente vista do lado de fora, pelos que passam na rua, e simula a vivacidade de um Espaço Cultural que respira no coração de São Paulo. A fumaça estabelece também um ambiente com ausência de contraste, elemento crucial para a visão das formas e representação nas artes – a própria linha, algo a que estamos tão acostumados, é em si uma abstração humana do contraste que nos permite identificar o mundo ao redor. Ao mesmo tempo aponta para outro fator fundamental: a representação da luz e da atmosfera nela implicada, fazendo referência às camadas de subjetividade e afeto que atribuímos ao mundo e às obras de arte.

No andar de cima, a Rede Social, do Coletivo Opavivará estimula momentos de aproximação real entre os visitantes. Uma convidativa rede gigantesca, coletiva, espera que o espectador interaja com os demais, partilhando um espaço em que a luz natural reforça a sensação de conforto de varanda. Beirando a ironia, uma rede física, de pano, chama e interliga factualmente pessoas atualmente cada vez mais conectadas apenas pelas redes virtuais.

Da luminosidade das varandas para o subsolo, a série Sobre tesouros e outros domínios traz três obras de Nazareno, criadas sobre superfícies de cobre polidas ao ponto de se tornarem espelhos, instigando no interlocutor a reflexão, literalmente, sobre a ação do tempo. Evocando os antigos espelhos de cobre e bronze, as atuais selfies e o mito de Narciso, as obras instantaneamente fazem do espectador um participante, ao se ver refletido na obra. Os trabalhos, de caráter introspectivo, contam ainda com frases sobre passado e futuro, e precedem a instalação da paulistana Raquel Kogan.

A enorme caixa preenchida com pó de mármore lembra um tanque de areia de playground. Ao lado, pares de sapato estão disponíveis para o visitante deixar seu rastro na superfície de Volver. Nas solas, palavras imprimem textos no chão a cada passo, formando infinitas e espontâneas citações sobrepostas. Efêmeras, estampadas na areia e também coletivas, fazem referência à própria condição da linguagem e da comunicação, fatores tão humanos, que só existem a partir e por causa da convivência.

Na sequência, o Jardim Secreto, de Laura Belém, é uma experiência sensorial completa e levanta questões sobre deslocamento, tempo, cultura e memória. Os pés caminham sobre uma superfície de cascalho; as mãos tateiam e abrem caminho pelas fitas que descem do teto enquanto, ao fundo, vozes recitam trechos comentados de Tristes Trópicos, relato de viagem do antropólogo Claude Lévi-Strauss quando esteve no Brasil.

A exposição contará ainda com uma programação pública, com debates, oficinas e cursos ministrados pelos artistas, com a participação de críticos. Mais uma vez, o objetivo é possibilitar que o público interessado possa explorar transversalmente os temas relativos à exposição.

Parceria com o MuBE

A exposição Tempo presente ganha também extensão para além dos limites do Espaço Cultural Porto Seguro. Dois dos arcos de Tomie Ohtake estarão expostos nos jardins do Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE). A parceria integra o Portas Abertas,  programa do museu que nasce com o intuito de estreitar a relação da instituição com a paisagem do seu entorno e com os demais espaços culturais da cidade, promovendo o intercâmbio de experiências artísticas e a formação de redes colaborativas. Além do ECPS, a vizinha Fundação Ema Klabin também participa da iniciativa.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Tempo presente
Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610. Campos Elíseos – São Paulo)
01/11 até 17/12
Segunda a Sábado – 10h às 19h, Domingo – 12h às 19h
Entrada Gratuita
Classificação Livre
 
Agendamento para visitas em grupo
educativo@espacoculturalportoseguro.com.br

 

MANIFESTO GRÁFICO: PALESTRAS E VISITAS

Em Manifesto Gráfico, Rico Lins traz ao Espaço Cultural Porto Seguro um amplo panorama do design gráfico nacional e internacional. São cerca de 120 cartazes, entre obras impressas, digitais e instalação com lambe-lambes, com curadoria do próprio artista.

Rico Lins propõe um cuidadoso olhar para a produção brasileira e internacional de cartazes, e discute diferentes correntes e expressões no campo do design gráfico. Obras de autoria própria estão articuladas às de artistas como Leonilson, Antonio Maluf, Rodolfo Vanni, Alexandre Wollner, Kiko Farkas, Andre Stolarski e Guilherme Cunha Lima e também cartazes dos designers do prestigiado grupo russo Ostengruppe. A mostra apresenta ainda um conjunto de livros e outras obras de referência, fundamentais para seu repertório.

Este slideshow necessita de JavaScript.

A importância do cartaz junto aos espetáculos

O cartaz surgiu como um grito das ruas, uma forma de intervenção nas cidades, com o objetivo de comunicar algo à população. Tem a temporalidade do presente, o seu discurso é para o hoje.

Referente ao espetáculo, o cartaz funciona como o início do show. Apesar de estar posto na parte exterior do teatro, o cartaz serve para informar o espectador sobre qual é o tema da peça. Sua informação serve como chamariz inicial para o que será apresentado pelos atores, fazendo com que o público já entre com uma informação prévia.

Visitas e Palestras

Manifesto gráfico: uma visita guiada com o curador Rico Lins

Dias 19 e 20 de agosto.

Visita guiada pela exposição com o curador Rico Lins, que aborda em trajeto pelo espaço expositivo o projeto da mostra, os destaques apresentados e a trajetória do cartaz ao longo do século 20.

Datas e horários: 19 e 20 de agosto – Sábado e domingo, das 11h às 13h.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

****

Visitas temáticas – De 22 a 31 de agosto.

Visitas guiadas pelos educadores do Espaço Cultural Porto Seguro pelas exposições por meio de recortes temáticos que dialogam com os trabalhos apresentados.

Datas e horários: De 22 a 31 de agosto – Terças e quintas, das 14h às 15h30.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

****

Palestras

O Cartaz na Linha de Frente com Rico Lins – Dia 22 de agosto.

O designer e curador Rico Lins traça um panorama comentado da coleção de cartazes apresentada na exposição Manifesto Gráfico e fala a história do cartaz impresso como peça fundamental da manifestação pública nas grandes cidades, e atualmente em meios digitais.

Quais características fazem do cartaz um veículo privilegiado para a comunicação rápida através de avisos postados em lugares públicos? Como chamar a atenção do público a um espetáculo, explicitar uma mensagem política ou publicitária? Entre essas e outras questões, Rico Lins aborda também os desdobramentos da impressão mecanizada no século 20, a diferença de contextos no Brasil e em outros países, e transformação do cartaz frente às mudanças tecnológicas.

Rico Lins é designer e curador da exposição Manifesto Gráfico. Formado pela ESDI, em 1979, e com Master pelo Royal College of Art de Londres, é membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle), com longa carreira internacional que combina atividades profissionais e didáticas. Atuou nas últimas três décadas entre Paris, Londres, New York, Rio e São Paulo. Foi professor da NY School of Visual Arts, coordenou o Master em Graphic Design no Istituto Europeo de Design SP e atualmente coordena a área de ilustração na EBAC- Escola Britânica de Artes Criativas.

Datas e horários: Dia 22 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

****

Design Artístico em Cartaz com Guto Lacaz – Dia 29 de agosto.

Entre o design e as artes visuais, Guto Lacaz desenvolve extensa carreira na produção de cartazes, ilustrações e outros trabalhos artísticos. Ele apresenta sua trajetória profissional e a relação entre design e artes gráficas a partir de seus projetos.

Os trabalhos de Guto Lacaz destacam-se pela liberdade de pensamento através do desenho e o bom humor à beira do absurdo. Com formação em arquitetura e a vocação para o design, o artista apresenta sua forma de trabalho em estúdio, ainda remanescente da precisão das técnicas gráficas manuais. O cuidado com a tipografia, a construção geométrica e o uso da cor são colocados lado a lado na invenção de soluções entre homem e objeto. Ele retoma os pontos de destaque de sua carreira e as mudanças com a implementação do uso do computador, sem perder o olhar de artista inventor. Uma elaboração de linguagem a partir do traço geométrico que transborda poeticamente na criação de ilustrações, máquinas artísticas e objetos cotidianos.

Guto Lacaz é arquiteto e artista. Formado em arquitetura pela FAU São José dos Campos em 1975. Em 1978, iniciou sua carreira como artista visual, e desde então ganhou vários prêmios. É membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle) e tem trajetória muito atuante tanto no design como nas artes. Já expôs nas mais respeitadas instituições culturais do país. Entre os seus livros publicados estão Desculpe a Letra (Ateliê Editorial), Gráfica – Arte Moderna, omemhobjeto – Decor Books e 80 desenhos – Dash Editora.

Datas e horários: Dia 29 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

****

Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610. Campos Elíseos. São Paulo)

ÍCONES DE HOLLYWOOD – FOTOGRAFIAS DA FUNDAÇÃO JOHN KOBAL

Retratos e imagens de cena registradas durante a era de ouro do cinema americano integram a mostra Ícones de HollywoodFotografias da Fundação John Kobal, que abre ao público no dia 17 de fevereiro, sexta-feira, com visitação gratuita, a partir das 10h, no Espaço Cultural Porto Seguro.

A exposição, com curadoria de Robert Dance e Simon Crocker, é composta por fotografias da Fundação John Kobal, um grande colecionador de fotos de clássicos do cinema – e revela momentos e personagens inesquecíveis de Hollywood e seus filmes, captados por fotógrafos atuantes nos bastidores da maior indústria do cinema, em seu período áureo.

Com 161 fotos de mais de 40 fotógrafos, das décadas de 1920 a 1960, as imagens trazem um recorte histórico sobre como muitos filmes foram eternizados. A visitação acontece em ordem cronológica, a começar pelas lendas do cinema mudo, Charlie Chaplin e Mary Pickford, continuando com performers dos primórdios do cinema falado, como Marlene Dietrich e Cary Grant, e encerrando com expoentes do pós-guerra, como Marlon Brando, Sophia Loren e Marcello Mastroianni.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Ícones de Hollywood Fotografias da Fundação John Kobal apresenta autores de retratos e imagens de cena tardiamente reconhecidos, que trabalharam silenciosamente nos bastidores, mas cujas fotografias foram fundamentais para a criação de estrelas e a promoção de filmes. As incontáveis imagens distribuídas pelos estúdios de Hollywood, ao longo de toda sua era de ouro, eram obras de artistas que trabalhavam de forma rápida, eficaz e frequentemente brilhante para promover o estilo hollywoodiano. São imagens de cena oriundas de estúdios como MGM, Paramount, Warner Brothers, Columbia, 20th Century Fox, Universal, RKO e United Artists.

A mostra apresenta fotografias de nomes como Ernest Bachrach (1899-1973) – mais conhecido por seus retratos de Katharine Hepburn; John Miehle (1902-1952) – responsável pela maioria das fotos de Fred Astaire e Ginger Rogers dançando em cena aberta; Ted Allan (1910-1993) – apelidado de “Rembrandt”, fotografou a maioria das estrelas do estúdio MGM; sua contribuição mais importante foi com a atriz e sex-simbol Jean Harlow, quando, ao contrario de George Hurrell (1904-1992), minimizou sua sensualidade realçando a sua beleza; John Engstead (1909-1983) – fez o retrato de Marlon Brando para Um Bonde Chamado Desejo (1951) e foi o fotógrafo exclusivo de Marlene Dietrich quando iniciou sua carreira musical; Robert Coburn (1900-1990) – fotografou todas as imagens de cena de King Kong (1933), muitas das quais feitas a partir de miniaturas; e a única fotógrafa da exposição, Ruth Harriet Louise (1903-1940) – a primeira a ter uma carreira significativa em Hollywood, trabalhando com as “novatas” Joan Crawford e Greta Garbo, ajudando a criar as imagens que definiram essas atrizes como estrelas.

John Kobal, inicialmente um entusiasta do cinema, se tornou jornalista, escritor e, por fim, antes de sua prematura morte em 1991, aos 51 anos, foi reconhecido como um dos mais proeminentes historiadores do cinema. Seu livro The Art of the Great Hollywood Portrait Photographers (1980) (A Arte dos Grandes Fotógrafos Retratistas de Hollywood) é ainda hoje referência para a pesquisa cinematográfica.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Exposição “Ícones de Hollywood – Fotografias da Fundação John Kobal”
Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610, Campos Elíseos, São Paulo)
17/02 até 16/04
Terça a Sábado – 10h às 19h; Domingo e Feriado -10h às 17h (última entrada até 30 min antes do horário de encerramento).
Entrada gratuita
Classificação livre
 
Estacionamento: Alameda Barão de Piracicaba, 634 (sede Porto Seguro) – Até 1h30 gratuito. 1ª, 2ª e 3ª hora adicional R$ 10,00 a hora. A partir da 4ª hora adicional, R$ 5,00 a hora. Segunda a sexta a partir das 17h30 – R$ 20,00 (preço único). Sábados, domingos e feriados – R$ 20,00 (preço único). Cliente Porto Seguro tem 50% de desconto.
Serviço de vans: o Espaço Cultural Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Espaço.
Restaurante Gemma – Terças a sextas-feiras das 10h às 19h; sábados das 10 às 18h e domingos das 10h às 16h.

 

 

VERSÃO NA PRAÇA

Dias 10 e 11 de dezembro, o Espaço Cultural Porto Seguro promove a segunda edição do Versão na Praça, onde artistas da nova cena musical contemporânea fazem releituras de ícones do pop nacional ou internacional. A praça do Espaço Cultural Porto Seguro e o Gemma Restaurante viram palco para cantores independente repensarem clássicos da música mundial.

No sábado, o grupo indicado ao Grammy Latino duas vezes consecutivas, Vitrola Sintética canta Titãs no show Cabeça Dinossauro – 30 Anos. No domingo é a vez do cantor, compositor e multi-instrumentista Curumin revisitar a obra do mestre da soul music Stevie Wonder.

Vitrola Sintética canta Titãs – Cabeça Dinossauro – 30 Anos

Dia 10 de dezembro, sábado, às 14h

O grupo Vitrola Sintética, indicado ao Grammy Latino em 2015 (como artista revelação e melhor engenharia de som para o disco Sintético, o terceiro da banda) e em 2016 (como melhor canção alternativa com a faixa Deus, lançada em Sintético B – um EP em vinil de sete polegadas)presta homenagem aos 30 anos do disco Cabeça Dinossauro, um dos álbuns mais viscerais do rock nacional, além incluir outros sucessos dos Titãs no repertório.

Cabeça Dinossauro foi lançado em junho de 1986. Considerado um divisor de águas na trajetória do então octeto Titãs (foi o terceiro álbum da banda) e um dos mais importantes trabalhos da história do rock nacional. Transitando entre o punk e o eletrônico, o hardcore e o reggae, o pop-rock e o funk, traz faixas como Cabeça Dinossauro (Paulo Miklos/Branco Mello/Arnaldo Antunes), AAUU (Sérgio Britto/Marcelo Fromer)Polícia (Tony Bellotto), Estado Violência (Charles Gavin), Tô Cansado (Branco Mello/Arnaldo Antunes), Bichos Escrotos (Arnaldo Antunes/Sérgio Britto/Nando Reis), Família (Arnaldo Antunes/Tony Bellotto)Homem Primata (Sérgio Britto/Marcelo Fromer/Nando Reis/Ciro Pessoa), O que (Arnaldo Antunes), entre outras.

Por ocasião dos 30 anos foi lançado o livro Cada Um Por Si e Deus Contra Todos, organizado por André Tartarini,com contos inspirados nas faixas do disco, e uma peça teatral, Cabeça – Um Documentário Cênico, com texto e direção de Felipe Vidal. O trabalho leva ao palco oito atores, que dão forma a uma banda e tocam a íntegra do álbum.

Curumin canta Stevie Wonder

Dia 11 de dezembro, domingo, às 14h

Curumin faz uma homenagem ao ícone da soul music Stevie Wonder tocando versões “abrasileiradas” de clássicos como Superstition, Sunshine of My Life My Cherie Amour e Golden Lady, I Just call to say I love you, Master Blaster, entre outros.

Nos idos de 1991, Curumin foi apresentado a Stevie Wonder pelo irmão mais velho. Esse encontro musical foi determinante na escolha dos caminhos musicais do multi-instrumentista paulistano, que escolheu a dedo o repertório. O músico e produtor, que tem em sua discografia os CDs Arrocha (2012), Achados e Perdidos (2003) e JapanPopShow (2008) é baterista em trabalhos de nomes como Paula Lima, Arnaldo Antunes, Vanessa da Matta, Céu, só para citar alguns.

 

Versão na Praça
Praça entre o Espaço Cultural Porto Seguro e Restaurante Gemma.
(Alameda Barão de Piracicaba, 610. Campos Elíseos. São Paulo.)
Entrada gratuita
 
Vitrola Sintética canta Titãs – Cabeça Dinossauro – 30 Anos
Duração 60 minutos
10/12
Sábado – 14h
Classificação livre
 
Curumin canta Stevie Wonder
Duração 60 minutos
11/12
Domingo – 14h
Classificação livre