CERBERA

Uma classe média sem coragem de assumir suas doenças esconde sua perversão atrás de discursos libertários. Esse é o mote de Cerbera, que encerra a trilogia de peças escritas pela atriz e dramaturga Carol Rainatto, ainda composta pelos espetáculos “Oito Balas” (2016) e “Meia-Noite, Feliz Natal” (2016).
Com direção de Elias Andreato, o novo trabalho adota uma narrativa fragmentada em vários tempos, espaços e sensações para abordar diversas formas de morte (de gênero, sexo ou ideais). O enredo narra a história dos amigos Martin e Cecília, que estudam no mesmo colégio. Ele acredita que a amiga é a solução para todos os seus problemas.
 
A mãe de Martin é alcoólatra e vítima da fúria de um homem incontrolável. Além disso, o menino precisa lidar com o abuso sexual que sofre de sua professora de piano. O espectador assiste a tudo isso como se olhasse pelo buraco de uma fechadura.
 
O intenso jogo psicológico entre todos esses personagens é ofuscado pela sedução, o que revela a deformação máxima da sociedade contemporânea, sempre no limite entre a loucura e a morte.
 
Além de Rainatto, o elenco conta com a participação de Rodrigo de Castro, Rodrigo Frampton, Victoria Blat e Ynara Marson. Carolina Rossi assina a assistência de direção; Yan Montenegro, a trilha sonora; Diogo Monteiro, a cenografia; e Ananda Sueyoshi, o figurino.

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Cerbera
Com Carol Rainatto, Rodrigo de Castro, Rodrigo Frampton, Victoria Blat e Ynara Marson
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação – São Paulo)
Duração 80 minutos
14/09 até 27/10
Quinta e Sexta – 21h
$40
Classificação 18 anos

DIAS PERFEITOS

O espetáculo Dias Perfeitos, após uma temporada no Rio de Janeiro e São Paulo volta no dia 17 de setembro para uma nova temporada, na capital paulista no Espaço Parlapatões.

A peça é uma adaptação do livro de mesmo do autor Raphael Montes, feita pelo diretor Cesar Baptista. Nesse suspense, Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia, conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema.

Téo fica viciado em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

Dias Perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, a montagem é uma história de amor obsessivo e paranoico.

Esse é o segundo espetáculo da parceria Raphael Montes e Cesar Baptista (ganhador do Prêmio Arte Qualidade Brasil de direção por Roleta Russa, livro também da obra Raphael) e tem no elenco Hélio Souto Jr., Dani Brescianini, Arno Afonso, Leonardo Vasconcelos.

SINOPSE – Téo é um pacato estudante de medicina que conhece Clarice por quem se apaixona de forma doentia, levando-o a tomar uma atitude extrema durante uma viagem.

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Dias Perfeitos
Com Dani Brescianini, Helio Souto Jr. Arno Afonso, Leonardo Vasconcelos
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 100 minutos
17/09 até 29/10
Domingo – 20h
$50
Classificação 16 anos

 

MELODRAMA DA MEIA NOITE

Comemorando os 10 anos do espetáculo “Melodrama da Meia Noite” a Companhia Melodramática do Rio de Janeiro chega a São Paulo para uma curta temporada a partir do dia 16 de setembro no Espaço Parlapatões.

A peça traz à cena a investigação dos elementos que constituem o gênero teatral nascido na França no século XIX e exportado para o Brasil através do circo e de importantes companhias teatrais. Alguns atores que ajudaram a difundir o gênero no Brasil foram Leopoldo Froes, Procópio Ferreira e Dulcina de Morais, entre outros.

O espetáculo estrutura-se a partir do “jogo do Gaulier”, criado com base na experiência do diretor École Philippe Gaulier em Paris (2008), instituição direcionada à formação de atores. O jogo consiste numa apresentação dos tipos melodramáticos, como o sofredor, o apaixonado e o vilão através de exercícios que estimulam os gestos típicos desses personagens.

Após essa apresentação, conduzida pelo diretor da Companhia, Paulo Merísio, na figura de Monsieur, inicia-se, então, com a antiga brincadeira de “tudo que seu mestre mandar, faremos todos”, a criação improvisada de uma trama, a partir da acusação do ator que fizer uma ação não comandada pelo Monsieur.

Apreciando temas frequentes no melodrama – conflitos familiares, amores impossíveis, crianças trocadas, revelações, filhos ilegítimos –, os atores executam jogos teatrais baseados no gênero francês. Para dar desfecho à história estabelecida, insere-se o jogo do ‘detetive e assassino”, onde a figura do detetive precisa desvendar as mortes misteriosas que começam a surgir no enredo. Além desses dois novos personagens, surge também a figura do cantor, que enfatiza o caráter musical do melodrama.

Ao fazer a incursão ao clássico, o público se transforma em “povo de Paris” participando ativamente do espetáculo. Durante a encenação, os espectadores podem jogar bolas de meia nos atores caso não gostem da atuação melodramática ou lançar moedas para o palco como elogio à interpretação, além de ter o poder de decidir o destino de personagens que estão sob acusação.

Sinopse:

Espetáculo de improvisação em que os atores executam jogos teatrais com situações melodramáticas. Vilão, mocinho e sofredor desenvolvem a dramaturgia a partir de temas comuns ao gênero – conflitos familiares, amores impossíveis, crianças trocadas, revelações – e fazem o desfecho a partir do jogo do “detetive e assassino”. Durante a encenação, o público, na figura de “povo de Paris”, pode jogar bolas de meia nos atores caso não gostem da atuação melodramática ou lançar moedas para o palco como elogio à interpretação.

 

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Melodrama da Meia Noite
Com Adriana Albuquerque, Henrique Moretzsohn, Gloria Diniz, Gui Terreri, Leonardo Vasconcelos, Paulo Merísio, Virgínia Castellões e Wesley May.
Participações especiais: Gabriela de Paula, Igor Veloso, Leonardo Paixão, Maria de Maria, Ricardo Augusto e Rita Von Hunty.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 70 minutos
16/09 até 28/10
Sábado – 23h59
$30
Classificação livre

ROLETA RUSSA

Após duas temporadas em São Paulo e duas no Rio de Janeiro, com excelente repercussão de público e crítica (03 estrelas da Revista Veja SP e ganhador do Prêmio Arte Qualidade Brasil 2016 de direção para César Baptista), o espetáculo Roleta-Russa volta no dia 16 de setembro no Espaço Parlapatões para uma última temporada na capital paulista.

A peça é uma adaptação de Suicidas de Raphael Montes, um dos livros de maior repercussão no meio literário nos últimos anos, com mais 20 mil exemplares vendidos e traduzido para mais de 10 idiomas.

Para os palcos, o espetáculo foi adaptado e dirigido por César Baptista e traz um jovem elenco formado pelos atores Ana Terra, Dan Rosseto, Diogo Pasquim, Emerson Grotti, Felipe Palhares, Gabriel Chadan, Helio Souto Jr., Lorrana Mousinho e Virgínia Castellões.

A história se passa em um porão, onde estão nove jovens e uma Magnum 608. Meninos e meninas universitários da elite carioca, aparentemente sem problemas, decidem participar de uma roleta russa. Depois de um ano da morte desses jovens, uma nova pista, um manuscrito é encontrado.

Numa trama de suspense noir, o público é convidado a tentar desvendar a história como realmente aconteceu. Rompendo as relações de tempo e espaço, o espetáculo apresenta um suspense arrebatador, com uma dose de humor irônico, personagens dúbios e tramas que se entrelaçam até a solução surpreendente que só se mostra nas últimas palavras.

A peça, além de apresentar um clima de suspense entre os personagens, aborda alguns temas delicados como preconceito e o desrespeito à diversidade, com casos de homofobia e de pessoas portadoras de necessidades especiais como a síndrome de down; a auto-afirmação; a aceitação a falta de discernimento; o orgulho; o egoísmo; a mania de grandeza; a rebeldia.

 

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Roleta Russa
Com Ana Terra, Dan Rosseto, Diogo Pasquim, Emerson Grotti, Felipe Palhares, Gabriel Chadan, Helio Souto Jr., Lorrana Mousinho e Virgínia Castellões
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 120 minutos
16/09 até 28/10
Sábado – 21h
$50
Classificação 16 anos

CIA LONDON EM AGOSTO

A Cia London está em cartaz neste mês de agosto com três espetáculos – um infantil “As Princesas e o Poeta“, todos os sábados no Teatro Jardim Sul; e dois adultos “A Casa de Bernarda Alba” e “O Manjar dos Deuses“, ambos no Espaço Parlapatões, no final de semana.

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As Princesas e o Poeta

A pequena sereia, o soldadinho de chumbo, o patinho feio. Personagens que fazem parte do imaginário de crianças do mundo inteiro. Ícones da literatura infantil criados pelo escritor norueguês Hans Christian Andersen. Em agosto, todos esses clássicos estarão reunidos no espetáculo AS PRINCESAS E O POETA, da Cia London, em cartaz aos sábados em São Paulo.

O roteiro se passa em meados de 1800 e mostra Hans, um jovem garoto que tem uma vida difícil na cidade onde mora por ser mal entendido com sua criatividade e prazer pelos contos de fada. Certo dia, ao dormir em seu quarto, tudo muda quando ele acorda num lugar inesperado, o reino de “Era uma vez”, onde habitam todos os contos de fada.

O reino está em guerra, pois está sob a ditadura da Rainha má, que está acabando com a memória de todos os personagens que vivem no lugar e dominando todos os cantos junto às forças das trevas. Juntamente à amiga Rovena, Hans desbrava essa fantástica terra até se deparar cara a cara com a temida rainha, em um grande combate.

As Princesas e o Poeta
Com Rafael Mallagutti, Carla Leandro, Hellen Kazan, Victória Rocha, Maíra Natássia, Mônica Bonna, Natália Graziel, Luna Di Milano, Beatriz Sauer, Alex Lopes, Bárbara Trabasso, Bruna Izar, Thais Coelho e Luiza Arruda.
Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Av. Giovani Gronchi, 5819 – Piso 2 – Vila Andrade, São Paulo)
Duração 60 minutos
até 26/08
Sábado – 16h e 18h
$50
Classificação Livre
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A Casa de Bernarda Alba

A história se passa no pequeno povoado de Andaluzia, na Espanha pré-guerra civil, onde em uma sociedade machista as mulheres eram obrigadas a suprimir suas vontades e prazeres em nome da honra e reputação. Na peça, a austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura. Enquanto isso, a filha mais velha, Angustias, é prometida em casamento ao homem mais cobiçado do vilarejo, desejado por todas as outras irmãs. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados e se enfrentam numa disputa psicológica sempre longe dos olhos da mãe.

Especialmente nessa montagem, homens interpretam essas mulheres sem amantes, representando a força e brutalidade das personagens que são uma metáfora de Lorca aos soldados da guerra civil espanhola.

 

A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Vinícius Candoti, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Miguel Langone, Diego Chimenes, Bruno Akimoto, Thiago Marangoni.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
06/08 até 03/09
Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos
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O roteiro faz um recorte na vida dos deuses gregos nos dias de hoje. Os olimpianos, comandados por Zeus, estão reunidos no Monte Olimpo e enfrentam um grande problema: as chaves dos portões foram roubadas e agora todos estão presos ali, juntos. O problema é que o culpado está entre eles. A questão agora é investigar. Uma grande confusão está instalada. Todos têm suas opiniões e um grande julgamento é montado para descobrir quem pegou as chaves e qual foi motivo.

  Escrito por Rafael Mallagutti, o texto traz várias referências históricas e mitológicas à cena. Cada personagem mostra suas características e peculiaridades de acordo com a mitologia a que estão conectados. Tudo isso contado de forma divertida, com situações super engraçadas, na comédia onde uma família de imortais faz um jogo de perguntas e respostas expondo o íntimo de suas famosas vidas, de uma maneira que você nunca viu.

A criação do jogo cênico e da construção dos personagens é trabalhada na comédia física com um ar de desenho animado e o grupo desenvolveu a criação do Monte Olimpo de maneira conjunta, inspirado nas características de tipos humanos existentes nos dias de hoje e que se encaixariam aos deuses tão famosos, em uma proposta de comédia rasgada e cheia de caras e bocas.

Manjar dos Deuses
Com Rafael Mallagutti, Caio Baldin, Pedro Ruffo, Carla Leandro, Elisa Malta, Marcos Teixeira, Victória Rocha, Jefferson Mascarenhas, Denis Yoshio, Thiago Marangoni e Diego Chimenes.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/08 até 02/09
Sábado – 23h59
$50
Classificação 12 anos

FORA DESSE MUNDO

O   segundo   espetáculo   do   grupo A Arca,   Fora   Desse   Mundo, propõe   uma   reflexão   sobre   relações   de    poder,   sexo,   amor   e   morte,   desejos   e   devaneios   íntimos.

Originalmente   o   texto,   escrito   por    Arthur   Haroyan,   relatava   a   vida   de   6   personagens   que   viviam   reclusas   em   um   lugar   não    específico   e   assistidos   por   um   médico   excêntrico   e   de   caráter   duvidoso.

Sobre   o   olhar   do    diretor   Kleber   Góes,   foi   proposto   um   trabalho   contemporâneo,   de   múltiplas   linguagens    como   mímica,   dança,   manipulação   de   objetos   cotidianos,   ação   verbal   e   depoimentos   íntimos    dos   atores   criando   uma   atmosfera   mais   poética   e   sensorial.   Um   projeto   que   difunde   as   artes    plásticas   e   conversa   com   o   teatro   e   a   dança,   onde   gestualidade   têm   papel   primordial   na    comunicação   com o   espectador.

Aborda   as   relações   humanas,   ficção   e   realidade   se    misturam   através   do   imaginário   e   da   concretude,     deste   não   lugar   onde   estas   pessoas    aparentemente.

A   ideia   da   peça   surgiu   durante   a   minha   viagem   pra   as   montanhas   de   Cáucaso.   Eu   estava    buscando   histórias   novas,   relatos,   crônicas   para   meu   texto   novo.   Essa   busca   me   levou   para    uma   pequena   aldeia   onde   os   seus   moradores   viviam   como   se   fosse   fora   desse   mundo.   Era   uma    comunidade   com   as   suas   próprias   regras   da   vida,   repletas   de   relações,   de   poder,   amor,   ódio,    sexo   e   morte,   sem   tempo   e   sem   relógio,   onde   cada   pequena   ausência   é   uma   eternidade”,   diz   o    autor   do   texto   Arthur   Haroyan

 “Como   resposta,   chegamos   a   um   espetáculo   onde   a   fiscalidade   do   ator   num   primeiro   plano   e    apoia   a   dramaturgia.   Mímica,   dança,   aparece   manipulação   de   objetos   cotidianos,   ação   verbal    e   depoimentos   íntimos   dos   atores   criam   uma   atmosfera   mais   poética   e   sensorial.   A    flexibilidade   na   busca   de   referências,   a   liberdade   de   expressão   criativa   fiel   à   experimentação   e    risco,   transformam   o   texto   original   em   uma   mistura   de   fragmentos   de   diários   íntimos   e    personagens   inventadas”,   diz   o   diretor   Kleber   Góes.

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Fora desse Mundo
com Ana Paula Inácio, Arthur Haroyan, Fábio Parpinelli, Gustavo Vierling, Júlia Marques, Pedro Reis
Espaço Parlapatões )Praça Franklin Roosvelt, 158 – Centro, São Paulo)
12/07 até 10/08
Quarta e Quinta – 21h
$30
Classificação 12 anos

MAIOR QUE O MUNDO

Ser enquadrado na forma perfeita ou aceitar seu corpo e sua alma? Este é o dilema de João, um jovem “acima do peso” que busca na cirurgia bariátrica uma solução e um caminho para ser aceito pela garota que ama e pelo mundo em que vive. Esse é o ponto de partida do monólogo “Maior que o mundo” que estreia dia 8 de julho, no Espaço Parlapatões, em curta temporada em São Paulo.

Com texto e atuação de Hernane Cardoso e direção de Augusto Madeira, a peça, ao fazer um mergulho bem humorado no universo particular de um jovem gordo, acaba tocando em questões universais, como a nossa capacidade de aceitação do que – ou quem – é diferente de nós. Fala do nosso olhar sobre aquilo que não compreendemos e da dificuldade – por vezes dissimulada – que enfrentamos ao lidar com as diferenças.

João é um jovem que chega a sua primeira consulta com um psicólogo para dar início ao tratamento preparatório para uma cirurgia bariátrica. No decorrer das consultas, ao contar suas experiências como obeso, faz sempre questão de afirmar que nunca se importou com o julgamento dos outros.

Ele fala dos seus amores, amizades e de como sua vida se desenrolou até o momento de decidir fazer a cirurgia. Mas, ao revisitar sua história, João se depara com mágoas antigas e profundas, e se questiona se teria realmente conseguido sair ileso de uma vida inteira sendo visto como um “ser errado”.

Em cena, Hernane Cardoso ocupa o palco se valendo de uma cadeira e alguns elementos de cena que serão retirados de um baú à frente do palco. Muito da ambientação das cenas e lugares onde se passa a ação será visualizada através da mímica e da movimentação do ator, que ora interpreta os personagens, ora conta a história diretamente para o público.

Para o autor e ator da peça, o tema é relevante e necessário. Em tempos de redes sociais e culto a pessoas supostamente perfeitas e donas de vidas felizes e realizadas, o combate à crescente obesidade em todo o mundo foi adquirindo contornos cada vez mais ditadores e menos humanizados. Num mundo hoje desenhado para os corpos magros, os gordos e obesos estão à margem, segregados e até mesmo assediados moralmente. Surge a “Gordofobia”. – Hernane Cardoso.

 

Maior que o mundo
Com Hernane Cardoso
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
08/07 até 05/08
Sábado – 23h59
$40