MAIOR QUE O MUNDO

Ser enquadrado na forma perfeita ou aceitar seu corpo e sua alma? Este é o dilema de João, um jovem “acima do peso” que busca na cirurgia bariátrica uma solução e um caminho para ser aceito pela garota que ama e pelo mundo em que vive. Esse é o ponto de partida do monólogo “Maior que o mundo” que estreia dia 8 de julho, no Espaço Parlapatões, em curta temporada em São Paulo.

Com texto e atuação de Hernane Cardoso e direção de Augusto Madeira, a peça, ao fazer um mergulho bem humorado no universo particular de um jovem gordo, acaba tocando em questões universais, como a nossa capacidade de aceitação do que – ou quem – é diferente de nós. Fala do nosso olhar sobre aquilo que não compreendemos e da dificuldade – por vezes dissimulada – que enfrentamos ao lidar com as diferenças.

João é um jovem que chega a sua primeira consulta com um psicólogo para dar início ao tratamento preparatório para uma cirurgia bariátrica. No decorrer das consultas, ao contar suas experiências como obeso, faz sempre questão de afirmar que nunca se importou com o julgamento dos outros.

Ele fala dos seus amores, amizades e de como sua vida se desenrolou até o momento de decidir fazer a cirurgia. Mas, ao revisitar sua história, João se depara com mágoas antigas e profundas, e se questiona se teria realmente conseguido sair ileso de uma vida inteira sendo visto como um “ser errado”.

Em cena, Hernane Cardoso ocupa o palco se valendo de uma cadeira e alguns elementos de cena que serão retirados de um baú à frente do palco. Muito da ambientação das cenas e lugares onde se passa a ação será visualizada através da mímica e da movimentação do ator, que ora interpreta os personagens, ora conta a história diretamente para o público.

Para o autor e ator da peça, o tema é relevante e necessário. Em tempos de redes sociais e culto a pessoas supostamente perfeitas e donas de vidas felizes e realizadas, o combate à crescente obesidade em todo o mundo foi adquirindo contornos cada vez mais ditadores e menos humanizados. Num mundo hoje desenhado para os corpos magros, os gordos e obesos estão à margem, segregados e até mesmo assediados moralmente. Surge a “Gordofobia”. – Hernane Cardoso.

 

Maior que o mundo
Com Hernane Cardoso
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
08/07 até 05/08
Sábado – 23h59
$40

 

LÍVIA

Depois de uma temporada de sucesso no Teatro Eva Herz, no Rio de Janeiro, sempre com casa cheia e elogios de crítica, a peça LÍVIA estreia no teatro Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt 158, Consolação – no dia 24 deste mês, e fica até o dia 30 de julho, aos sábados (21h) e domingos (20h).
Em LÍVIA, a protagonista é Sol Menezzes, atriz de 21 anos, irmã mais nova de Sheron Menezzes, que, ao lado do jovem ator e autor angolano, Licínio Januário, vai emocionar plateias mundo afora com a história de vida simples e incrível de um casal como qualquer outro.
Lívia e Felipe, personagens criados por Licínio Januário em no seu segundo mergulho em texto de dramaturgia – o primeiro foi Todo menino é um rei, ganhador Fomento Olímpico 2015 no Rio de Janeiro, e o rendeu o prêmio de melhor ator da 19ª Edição do Festival de teatro do Rio de Janeiro – percorrem diversas fases de suas vidas tomados por paixão, família, conflitos, escolhas, encontros e desencontros.
O texto, que recebeu colaboração de Sol Menezzes, resultou na peça LIVIA, primeiro espetáculo oficial do Coletivo Preto, que propõe uma reflexão sobre como os nossos relacionamentos podem modificar e (re)definir as nossas vidas.
A direção é de Drayson Menezzes (ator, diretor e preparador de elenco, atuou em Love Story, Constellation , em novelas da TV Globo e está no elenco do musical Forever Young) e Orlando Caldeira (ator da peça infantil Boquinha…E assim surgiu o mundo, de Lázaro Ramos, no momento faz parte do elenco da supersérie da TV Globo Os dias eram assim). O cenário é de Lorena Lima (cenógrafa indicada ao prêmio Cesgranrio), a iluminação é de Gabriel Prieto e o figurino é de Cristina Cordeiro.
Sobre LÍVIA, nas palavras do crítico teatral Gilberto Bartholo:  “Dois jovens e talentosos atores se reúnem, para escrever um texto de teatro, que eles mesmos interpretariam. São nomes conhecidos no meio artístico? Ainda não, mas o serão, certamente. Convidam dois outros jovens atores, igualmente talentosos, ligados, a eles, por laços afetivos, para dirigir a peça, que recebe o delicado e sonoro título de “LÍVIA”… saio do Teatro Eva Herz completamente encantado com a história que me foi contada e da maneira como o fizeram.
Sinopse
LÍVIA é um retrato poético da trajetória de uma mulher, tão simples e incrível quanto qualquer outra, que vê seus planos serem completamente alterados pelos acontecimentos que sua vida lhe impõe. O espetáculo acompanha a história do casal Lívia e Felipe, do início ao fim de suas vidas, propondo uma reflexão sobre como os nossos relacionamentos podem modificar e (re)definir a nossa vida. Nesta montagem dois atores percorrem diversas fases da vida das personagens e abordam de forma sensível e poética temas como paixão, família, memória, companheirismo e a transição para a vida adulta e velhice. Uma história de parceria e união impulsionada pelo fluxo inexorável do tempo.

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Lívia
Com Licínio Januário e Sol Menezzes
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
24/06 até 30/07
Sábado – 21h; Domingo – 20h
$40
Classificação 14 anos

TIGRELA

A dramaturgia do espetáculo TIGRELA inspirou-se livremente nos contos da escritora Lygia Fagundes Telles para criar a atmosfera de mistério, com diálogos fantásticos, retratando personagens que são enganados pelo mundo e por eles próprios.

Na história, o território de Ciranda de Pedra tem uma nova líder: o sistema operacional Tigrela. “Afinal, um sistema é incorruptível. Ao mesmo tempo, um ex-rei, uma religiosa, uma jornalista e um operário estão sendo caçados pelo exército de ratos anões. O que essa nova líder e eles têm em comum? Como num quebra cabeça, presente e passado fundem-se neste atípico suspense sobre poder, tecnologia e sexo.

Com a caixa cênica vazia, os espaços vão sendo desenhados pela iluminação e movimentação dos atores. Os elementos da peça se complementam na contradição: fala e corpo, luz e espaço, música e ruído. O espetáculo conta com canções originais que quebram as cenas e revelam o alter-ego dos personagens.

TIGRELA é uma alegoria fantástica do cotidiano que foge do maniqueísmo atual e apresenta personagens dissonantes e plurais, que lutam contra seus anjos e demônios corruptíveis.

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Tigrela
Com Igor Amanajás, Lucas Sancho, Renata Flores e Thaize Pinheiro
Espaço Parlapatões ( Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/06 até 11/08
Sexta – 21h
$40
Classificação: 16 anos

 

PALHAÇOS

Com texto de dramaturgo Timochenco Wehbi (1943 – 1986), Palhaços estreia sexta-feira, 12 de maio às 21h no Parlapatões. O espetáculo conta com direção de Marcio Vasconcelos e atuação de Antônio Netto e Sérgio Carrera, além do sanfoneiro Guilherme Padilha. A montagem tem sessões sextas, às 21h, e sábados, às 22h, até 17 de junho. O projeto é uma realização da Cia das Artes e a Cia Pompa Cômica.

A trama se passa no intervalo de apresentação do palhaço Careta (Antônio Netto) que recebe em seu camarim a visita de um espectador, Benvindo (Sérgio Carrera), um vendedor de sapatos encantado com a performance. Se aproveitando da extrema inocência do visitante, o palhaço Careta expõe as dificuldades e dores de ser um artista, e estabelece um jogo de faz de contas para que Benvindo perceba o sentido de sua própria vida, condicionada aos padrões estabelecidos pela sociedade.

A peça fala sobre a condição humana ao expor os dois lados de um mesmo tipo de fragilidade: a desilusão frente à exploração social somada à uma insciência desta. Nesta versão, a obra de Timochenco Wehbi, ganha um novo integrante: o sanfoneiro.

Este personagem, em meio às músicas, caminha entre as histórias de Benvindo e o palhaço Careta, conduzindo a dramaturgia em um labirinto entre ficção e realidade. A montagem traz elementos que ajudam a trazer a atmosfera do picadeiro para o palco com artistas circenses que fazem números de clown, malabares, mágica.

O espetáculo é uma metalinguagem na questão da dificuldade de se viver de arte pelo país. O texto é um contraponto ao abordar o universo dos artistas, que mesmo diante de muitas barreiras, fazem o que mais gostam na vida. E também representa o mundo em que as pessoas seguem os costumes ditados pela maioria ”, fala Carrera.

O ator viveu uma situação contrária de seu papel na vida real ao desistir da carreira médica e optar pela vida artística. “Definitivamente, trabalhar com arte no Brasil é resistir. Já meu personagem Benvindo abriu mão de seus anseios ao entrar para todos os padrões possíveis”.

Um dos maiores trunfos do texto é fazer um jogo em que nos perguntamos quem é o palhaço de quem durante o encontro entre os personagens. Expurga os conflitos internos, coloca uma outra face do palhaço, além do picadeiro. Em cena, um é complemento do outro”, diz

Assim como o dramaturgo, Netto também nasceu em Presidente Prudente e sua atuação no espetáculo Palhaços na cidade natal foi um fator determinante para sua chegada em São Paulo e continuar sua carreira no início dos anos 90. Os dois atores têm uma longa trajetória de parceria nos palcos, pois já trabalharam juntos em duas montagens da comédia musical Bar D’Hotel e no espetáculo De Um Dia de Pierrot ao Curto-Circuito, obra também de Timochenco Wehbi.

Timochenco Wehbi é um dramaturgo extremamente significativo, contendente, transgrediu a época em que vivia. Estava inserido na era da contracultura, um momento de ebulição na sociedade. Questões que não passaram em branco e ficaram refletidas em sua obra. Era uma pessoa apaixonada pelo circo e acompanhou bem as famílias que viviam dessa arte pelo interior”, diz os Netto.

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FICHA TÉCNICA:

Direção Geral: Marcio Vasconcelos. Assistente de Direção: Jair Aguiar.  Iluminação: Agnaldo Nicoleti e Will Damas. Cenário e Figurino: Marcio Thadeu. Costura: Duda Viana e Suellen Souza Elenco: Antonio Netto, Sérgio Carrera e Guilherme Padilha. Percussão: Alt Garcia Artistas Circenses: Caio Solano, Gabriela Santana, Gabriel Felizardo e Victória Marcelino. Produção: Contorno Produções. Direção de Produção e Produção Executiva: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Assistente Geral: Aline Prado. Realização: Cia das Artes e Cia Pompa Cômica. Fotografia: Alexandre Diniz. Design Gráfico: Alt Garcia. Assessoria de Imprensa: Renato Fernandes.

SERVIÇO:

Espaço Parlapatões: Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3258-4449. Capacidade: 98 lugares. TemporadaSextas, às 21h, e Sábado, às 22h até 17 de junhoPreço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).https://www.ingressorapido.com.br/ Classificação: 12 Anos. Duração: 70 minutos.

A CASA DE BERNARDA ALBA

A aclamada peça de Federico García Lorca, em uma surpreendente adaptação feita só com homens, nos leva ao pequeno povoado de Andaluzia, em uma Espanha pré-guerra civil.

A sociedade é machista e o nome e a honra contam mais do que a vida e os prazeres carnais.

A austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura.

Bernarda tem cinco filhas e todas se interessam por um único homem do vilarejo, que é prometido à filha mais velha: Angustias. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados, e se digladiam longe dos olhos da mãe.

Nessa montagem especial, homens interpretam essas mulheres sem amantes, mostrando o quão brutas e fortes podem ser as personagens de Lorca que metaforizam os soldados da guerra civil espanhola.

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A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Caio Gorzoni, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Pedro Ruffo, Thiago Marangoni, Miguel Langone, Gustavo Dittrichi e Dan Rodrigues
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
31/03 até 05/05
Sexta – 21h
$50
Classificação 12 anos

 

MAIS QUERO ASNO QUE ME CARREGUE, QUE CAVALO QUE ME DERRUBE

Os vícios e costumes da sociedade patriarcal e sua consequente opressão contra o gênero feminino estão na comédia de Carlos Alberto Soffredini.

A peça conta a história da adolescente Inês, que vive com sua mãe para os afazeres domésticos. Assistir ao seu ídolo, o cantor John Braz, na TV, é sua única diversão. Pressionada pelas vizinhas, mãe e madrinha para que se case, Inês é inscrita em um programa de TV que agencia casamentos, ao melhor estilo “Vai dar Namoro”. Porém, ao casar-se, percebe que nem tudo é um mar de rosas, e não aceita a dura rotina imposta, decidindo libertar-se de maneira inusitada.

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Mais quero um Asno que me carregue, que Cavalo que me derrube
Com Ana Carolina Capozzi, Felipe Fonseca, Flora Rossi, Giovana Arruda, Hildit Nitsche, Ian Noppeney, Juliana Leite, Martha Almeida, Yannick Iksvaarzen.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosvelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 70 minutos
09/02 até 24/03
Quinta e Sexta – 21h
$40
Classificação: 12 anos

MEIA-NOITE, FELIZ NATAL

Após estreia de seu primeiro espetáculo Oito Balas, a Cia do Ruído volta aos palcos com a peça Meia-Noite, Feliz Natal de Carol Rainato a partir do dia 05 de novembro nos Parlapatões para temporada até 11 de dezembro.

Em noite de Natal, os filhos de Dona Martha reúnem-se pela primeira vez sem sua presença e não imaginam que esta pode ser a noite de estopim para a família. Tradição, convenção e protocolo fazem parte de uma noite em que todos um dia já quiseram observar do lado de fora da fechadura.

A dramaturgia levanta pontos cotidianos que contam com uma especificação: relação familiar. A partir de uma visão que nos coloca em direta intimidade para com as situações vividas pela família Assunção, compreende-se como todo indivíduo é um ser de dualidade. Os conflitos que geralmente são comuns entre famílias chegam ao estopim.

Um limite (muitas vezes tênue sobre as reações e pontos de vista) dos seres humanos envolvidos ali é explorado e exposto em sua máxima potência. Uma família considerada nos “padrões” da sociedade chega em um ponto deplorável. Todas as regras e organização (também explorada na estética visual do espetáculo), é contrária à realidade da mente de cada um dos personagens, que se encontram em verdadeira bagunça psicológica.

O desenvolvimento de criação partiu desse ponto para a construção de interiorização e do “típico lar feliz”. Acessar os contrapontos que existem entre a nossa contemporaneidade e os já tão conhecidos e clássicos “assuntos de família”.

Meia Noite, Feliz Natal
Com Carolina Rossi, Filipe Pereira, Homero Ligere, Mariana Spinola, Rodrigo de Castro, Tchello Palma, Vitoria Blat e Ynara Marson
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
05/11 até 11/12
Sábado – 21h; Domingo – 20h
$40
Classificação 16 anos
 
Texto: Carol Rainatto
Direção: Carol Rainatto e Lucas Romano
Cenografia: Luma Yoshioka
Cenotécnico: Alicio Silva
Iluminação: Andressa Pacheco
Assistente de cenografia/iluminação/figurino: Aline Navarro
Figurinos: Ananda Sueyoshi
Trilha Sonora Original: Yan Montenegro
Sonoplastia: Lucas Pinheiro Paiva
Preparadora Vocal: Camila Blat
Dramaturgia do Corpo: Pietro Almeida
Preparação inicial: Daví Lopes
Designer Gráfico: Lucas Sancho
Produção: Contorno Produções
Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez
Assistente de Produção: Flávia Mian
Realização: Cia. do Ruído
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio