FALABELLA 2018

O ano de 2018 nem começou e já promete muito trabalho para Miguel Falabella.

Miguel já havia sido anunciado na direção de “J. M. Barrie’s Peter Pan“, produção da Fabula Entretenimento (“Rodgers & Hammerstein’s Cinderella“).

Hoje, o Atelier de Cultura (“O Homem de La Mancha“) divulgou seu novo espetáculo. “Annie, o Musical“, que terá versão e direção de Falabella, cenografia de Matt Kinley e concepção artística de Kobra.

Não podemos esquecer que também foi anunciado que ele escreverá “O Som e a Sílaba“, o novo musical de Alessandra Maestrini (ainda sem previsão de estreia).

E isso, é só o começo…

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AMERICAN IDIOT

A produção brasileira de “American Idiot” já tem o seu protagonista. O músico Di Ferrero, vocalista da banda NX Zero e jurado do programa X Factor (Band), interpretará “”St. Jimmy“. Na Broadway, Billie Joe Armstrong, vocalista e guitarrista do Green Day, também deu vida ao protagonista em algumas sessões do musical, junto com Tré Cool Mike Dirnt, também integrantes do Green Day (fonte – Mônica Bergamo, Folha de São Paulo).

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A direção é de Mauro Mendonça Filho, que também participa da produção junto com Renata Borges, da Fabula Entretenimento, que trouxe neste ano a montagem “Cinderella, o Musical – Rodgers & Hammerstein“.

Além de Di Ferrero, o elenco conta com atores de peso do teatro musical brasileiro:

A versão do musical para o português conta com o trabalho da dupla Bianca Tadini e Luciano Andrey (vencedores do Prêmio Bibi Ferreira pela versão de “Mudança de Hábito”)

O espetáculo estreou em 2010 na Broadway, inspirado no álbum homônimo da banda norte americana Green Day, e tem previsão de estreia, primeiramente no Rio de Janeiro, em janeiro de 2017.

American Idiot” é uma ópera rock que fala sobre a desilusão e falta de rumo da juventude do tempo do 11 de setembro. É a história de três jovens (Johnny, Will e Tunny) descontentes que querem fugir do seu estilo de vida suburbana. Johnny e Tunny vão para a cidade para correr atrás dos seus sonhos, enquanto Will fica para poder resolver o relacionamento com a namorada que ficou grávida. Na cidade, ambos percebem que ela não é a solução completa para suas vidas. Johnny cai no vício das drogas e Tunny alista-se no exército, vai para a guerra, de onde volta sem uma perna.

Abaixo a apresentação do elenco de “American Idiot” durante a premição do Tony em 2010, quando ganharam os prêmios por Melhor Design Cênico de Musical – Christine Jones, e Melhor Design de Ilumunação de Musical  – Kevin Adams.

 

ENTREVISTA COM RENATA BORGES PIMENTA VALLE

Alberto Pinto – nosso amigo de profissão, proprietário do site “O Que Rola Na Matriz” e colaborador especial do Opinião de Peso – conseguiu arrumar um tempo na agenda corrida de Renata Borges Pimenta Valle, produtora e sócia proprietária da Fabula Entretenimento, para conhecer um pouco mais sobre o que a mulher e empresária pensa, seus gostos e crenças pessoais e próximos projetos.

É um prazer tê-la no nosso site, Renata. Seja bem vinda!

Nosso mundo é o palco onde os sonhos ganham vida
Renata Borges Pimenta Valle
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Não tenho como começar essa matéria sem contar do fascínio que senti quando a conheci pessoalmente na coletiva de imprensa do musical Cinderella. Nós da coletiva, estávamos todos tensos devido alguns acontecimentos em torno da produção do musical e parecia que, mais importante do que o próprio musical eram os tais acontecimentos. Pois bem, sentada ao lado do diretor Charles Möeller, com seu olhar enfático, imobilizou todos os presentes com suas explicações sobre a história da montagem aqui no Brasil.

Naquele dia, feitas as minhas perguntas, queria conhecer um pouco mais e saber o que mais existia além daquela postura super profissional que nos passava a diretora da “Fabula Entretenimento”. Então sonhei em ela responder aquele famoso questionário Proust, uma brincadeira singela, mas que poderia nos mostrar mais sobre aquele “monumento” de profissionalismo. E sem muita pretensão, entrei em contato com ela que imediatamente topou a brincadeira.

Mas antes de irmos ao questionário, quero aqui deixar o depoimento de um dos grandes do teatro musical:

cRENATA BORGES, que conheço relativamente há pouco tempo, é uma grata surpresa na nossa profissão.
Uma produtora com temperamento de produtora. Isso é raro por aqui.
Temos no Brasil a tradição de que os artistas sempre se autoproduziram.

São seminais e clássicas as companhias de Eva Todor, Dulcina de Moraes, Sérgio Brito, Procópio Ferreira, estas no passado, e mais recentemente Marco Nanini, Marieta Severo, Antônio Fagundes, Ary Fontoura, entre os maiores nomes da nossa profissão, todos costumam produzir seus próprios espetáculos com enorme competência.

Desde a saída de cena de empreendedores como Oscar Ornstein e Victor Berbara, que trouxeram ao Brasil os grandes espetáculos estrangeiros nos anos 1960/70, a posição de produtor foi geralmente ocupada por profissionais que vieram de carreiras no palco e decidiram enveredar pela produção, ou mais recentemente de outsiders que nem têm exatamente identidade ligada ao teatro, não são ligados a repertório ou ao conteúdo do que levam à cena, mas sim ao empreendimento em si.

Pois vejo em Renata Borges a volta de uma figura fundamental no nosso meio que é a do Produtor que sabe o que está apresentando, preocupa-se com acabamento, finalização, entrega do espetáculo, e, no entanto, não tem veleidades artísticas, não é alguém que gostaria de estar em cena ou na direção, é alguém com vocação natural para ser PRODUTOR.

Creio que Renata vai trazer ao público muito teatro de qualidade, muitas escolhas baseadas em critérios artísticos aliados a potencial de mercado, porque vivemos do que fazemos, não existe teatro quando não há público. Eu saúdo Renata como colega, e aprecio sua força de vontade destemida para fazer o “quase impossível”… acontecer! Claudio Botelho

Bem, dito isso, vamos conhecer mais um pouco dessa “A Produtora”.

Casada, jornalista de formação, com passagem pela emissora CNT. Sempre atuante no jornalismo, se dedicou em assessorar personalidades, empresas e grandes marcas. Atuou na área de eventos e foi na Formula 1 que adquiriu larga experiência em contratos de marketing.

Nos últimos oito anos resolveu se dedicar as captações culturais ajudando diversas produtoras a colocarem seus projetos nos palcos brasileiros. Ao lado de Douglas Carvalho Jr., Raphaela Carvalho e Luiz Castro decidiu que era a hora de montar a sua produtora e criaram a Fabula Entretenimento, que chega ao mercado para oferecer musicais da Broadway produzidos no Brasil com qualidade e profissionalismo.

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Agora, vamos às respostas do famoso questionário Proust, que, não foi criado por Marcel Proust (1871-1922), mas ficou famoso por ele ter respondido. Na época da adolescência do escritor, cadernos com esse tipo de questões eram um passatempo comum.  Ele respondeu ao de sua amiga Antoinette quando tinha 18 anos. Esse manuscrito foi encontrado em 1924 e, desde então, popularizou-se como uma forma de entrevista-padrão. Várias celebridades já o responderam em uma seção fixa da revista Vanity Fair ou no programa de TV Inside the Actors Studio, por exemplo.

Qual o principal aspecto de sua personalidade?

Sou muito exigente e impulsiva.

Qual sua qualidade favorita num homem?

A generosidade e a forma educada que trata a todos de uma maneira geral. Mas acima de tudo preciso admirar este homem.

Qual sua qualidade favorita numa mulher?

A elegância em gestos e atitudes 

O que mais aprecia nos amigos?

O fato de serem meus amigos, de me aturarem (risos) de estarem ali para mim assim como estou para eles. Amizade para mim é coisa muito séria. Tenho poucos amigos, mas estes poucos nenhum dinheiro compra.

Qual seu principal defeito?

Não consigo fazer algo mais ou menos. Me sinto como se tivesse enganando alguém. Me cobro muito.

Qual seu passatempo favorito?

Sonhar. Realizar sonhos. Trabalho para isso. Ah! e viajar.

Qual sua noção de felicidade?

Estar com meu filho, meu marido, meu enteado. Meus bichos. Olhar em volta e dizer: como sou feliz! Felicidade depende de coisas simples. Mas a simplicidade precisa ter verdade! Fazer o que tenho vontade

Qual sua noção de infelicidade?

Perder alguém! Não existe infelicidade maior.  Ver alguém morrendo e não poder fazer nada…

Se você não fosse você mesma, quem seria?

Ayrton Senna. Sou fissurada por F1.

Onde gostaria de morar?

Exatamente onde moro. Mas em um sonho ideal em um mundo sem doenças e sem violência. Onde o respeito e a compaixão pudessem reinar.

A7RENATAQual sua cor favorita?

Preto. Adoro, acho clássico, emagrece e sempre muito elegante.

Qual seu escritor favorito?

Scott Fitzgerald, Marcel Proust e Leon Tolstói. Mas no total das obras, William Shakespeare e Hernest Hemingway

Qual seu poeta favorito?

Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Morais no topo. Mas tenho lido muitas coisas interessantes de T.S Eliot. Gosto muito de Rainer Maria Rilke .

Qual seu herói favorito na ficção?

Iron Man e Superman.

Qual sua heroína favorita na ficção?

Adoro a “Mulher Maravilha”.

volpiQuais seus pintores favoritos?

Adoro artes. Fiz curso em Londres. Sem dúvida Michelangelo, Velásquez Caravaggio, Botticelli e Renoir. Pintores que aprecio ou que tenho alguma obra no Brasil são Virgílio Dias, Nuno Ramos , Claudio Dantas.  

A Autodidata de Heitor dos Prazeres encanta. Caribé e Di Cavalcanti. Quando era mais nova ficava admirando um dos quadros dos meus pais. Umas bandeirinhas. Claro era um Volpi que mais tarde fui compreender.

Anitta Malfatti e Tarsila do Amaral. Gosto muito! A Beatriz Milhazes amo!

Uma obra da querida Isabella Francisco foi a última que adquiri. Um luxo!

 Quais seus compositores favoritos?

Compositores os quatro de Viena: Haydn, Mozart, Beethoven e Schubert. Outro que me encanta é Debussy. Mas o mais completo sem dúvida é Bach.

No Brasil gosto de ouvir Tom e Vinicius.  Cartola e Gonzaguinha na raiz na nossa cultura são referências.

Na música brasileira contemporânea gosto de Seu Jorge.

Falando de Broadway curto George Gershwin. Ele ao mesmo tempo compôs para Broadway e teve suas músicas interpretadas por diversos ícones como Fred Astaire, Billie Holliday , Frank Sinatra, Julie Andrews e Judy Garland, até Madonna, Sting entre vários outros .

Veja o CD de  Ella Fitzgerald Sings The George and Ira Gershwin é um escândalo! Não posso deixar de citar Heitor Vila Lobos. Na Broadway a contribuição dele foi com Magdalena(1). E no topo a dupla Richard Rodger e Oscar Hammerstein II. Fazendo Cinderella e pela minha paixão pelos musicais da Broadway eles são para mim os melhores. A dupla se completava. Um compondo as músicas e o outro escrevendo as letras.

(1)”Magdalena”, em 2 atos, foi encomendada a Heitor Villa-Lobos pelos letristas americanos Robert Wright e George Forrest – dupla responsável pela bem sucedida montagem de “Kismet”, musical adaptado sobre a obra de Borodin – que queriam um espetáculo que tivesse como cenário a América do Sul. Misto de musical e opereta cômica, a peça fez sua estreia em 1948 e passou, ao longo de três meses, por Los Angeles, São Francisco e Nova York. O musical, que tem leves toques tragicômicos, versa sobre conflitos religiosos, sobre a luta dos povos ameríndios contra a opressão e sobre a exuberância dos trópicos e suas riquezas naturais.

Quais seus heróis na vida real?

As pessoas que me ajudaram ou me ajudam. São todos super heróis para mim. Mas existem aqueles super heróis anônimos que eu admiro. As histórias de pessoas que deram a volta por cima. Seja em uma luta contra uma doença, um vício ou uma situação de profunda dor. Admiro muito essas pessoas.  

Mas acima de tudo Deus! Meu maior Super Herói.

Qual sua figura feminina favorita na história?

Adoro a bondade e espiritualidade de Madre Teresa de Calcutá, a coragem de Dandara e Anita Garibaldi.

A elegância de Jacqueline Onassis e Audrey Hepburn. A raça de Maria Bonita. Ser Política como Cleópatra e Catarina De Medicis, o feminismo de Mary Wollstonecraft, e a realeza de Elizabeth I. A voz de Billie Holiday.

O talento de Julie Andrews e Mary Martin.

12963812_591451681022394_4367075919651044462_nCite 3 musicais favoritos que gostaria de produzir (essa pergunta é minha!)

Bom, Cinderella de R&H era um.   Sim, eu aceito, por ter sido o único musical na Broadway feito por somente dois atores, tinha um mega desafio, eu produzi.  E O Fantasma da Ópera sem dúvida seria um!

O que você mais odeia?

Maldade

Quais as figuras históricas que você mais odeia?

Hitler no topo!   Bin Laden, Saddan Hussein e os torturadores ao redor do mundo.

Mas os ditadores legitimaram o extermínio através do poder.  Kim Il-Sung. O Leopold II da Bélgica foi um criminoso! Pinochet outro! Mussolini outro carrasco!  Colocaria todos em uma fogueira!

Junto com Marcelo Paixão militar torturador FDP que existiu no Brasil. Esse tipo de gente não deveria nascer! Esses merecem morrer várias vezes! Nem o inferno aceita esses monstros!

Em política você se entusiasma com quais partidos? (Minha pergunta também)

Infelizmente desde sempre todos os partidos estão envolvidos com histórias de corrupção.

Hoje não tenho partido e nenhum político têm meu voto. Hoje sou Brasil. O que for melhor para o país e para a maioria é o que hoje eu procuro ser. Precisamos pensar no coletivo, sermos menos individualistas.

Tudo está desta forma pois as pessoas só pensaram até hoje no seu próprio bem.

Enquanto a sociedade não deixar de ser Eu e passar a ser Nós, eu, você e o outro, iremos padecer sempre.

Qual o talento que você gostaria de ter?

Voar! Seria o máximo!

Como você gostaria de morrer?

Não gostaria de crescer, ou envelhecer. Amo a vida.  Mas se não tiver jeito, claro, em uma cama bem quentinha. Tendo a certeza de que amei e fui amada. Que na minha jornada errei e acertei. Mas que tivessem mais acertos. Tendo já conhecido e aproveitado meus netos. E principalmente morrendo tendo a certeza de que meu filho ficaria bem.

Qual é seu estado mental atual?

Extremamente cansada e estressada.  Mas realizada! Um mix ! Tenho uma inquietude dentro de mim.

Por qual defeito nos outros você tem menos tolerância?

Soberba e Falsidade.

Qual seu lema favorito?

Sonhos se tornam realidade, se você realmente desejar com todo coração. Você pode ter tudo na vida, mas terá que fazer sacrifícios para isso.

 Seu grande amor, além do teatro é:

Meu filho! Minha vida! Meu Marido minha paixão. Meu enteado meu presente. Minha família minha base. Meus amigos minhas estrelas. J Lo minha ” filhota linda”. Meu trabalho meu combustível.

A1RENATASeu próximo sucesso já confirmado é:

Sucesso não têm fórmula. Quem dera que tivesse.

Tenho muito trabalho pela frente.Terei o musical da Broadway ” American Idiot” com o Mauro Mendonça Filho.

O musical “O que eu vou ser quando crescer ” com apoio oficial da Lego, o musical ” First Date” e algo que por enquanto não posso falar.  Mas está por trás de uma das respostas que eu dei.

Sonhos se tornam realidade, se você realmente desejar com todo coração. Você pode ter tudo na vida, mas terá que fazer sacrifícios para isso.

Renata Borges
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Alberto Pinto
(É colunista do “O que rola na Matriz”, formado pela PUC e apaixonado por Teatro e Teatro musical)

 

ESTREIA “CINDERELLA, O MUSICAL”

E o relógio até que enfim deu as 12 badaladas. Nesta sexta feira, 11 de fevereiro, às 21h30, teve início a temporada de “Cinderella, o Musical” no Teatro Alfa. O espetáculo tem a direção de Charles Möeller e Claudio Botelho e é uma montagem original da obra de Rodgers & Hammerstein (1957). A produção é da Fabula Entretenimento.

Mas esqueça a história da Disney que você conhece. Nesta peça, Cinderella, ou mais conhecida por Ella, não é apenas uma moça indefesa a espera de um príncipe que a venha salvar de sua Madrasta e suas meio-irmãs. Em muitas vezes nesta nova versão do conto de fadas, será Ella que ajudará o Príncipe Topher a encontrar o seu papel no reino. A atriz Bianca Tadini, que vive a Cinderella, falou sobre o assunto:

Esta é uma característica das obras de Rodgers & Hammerstein. Suas criações desafiam o racismo, o sexismo e a separação das classes sociais. Em Cinderella, o Musical, encontramos até um revolucionário – Jean Michel – que quer unir a população do reino para lutar contra as ordens do rei e da nobreza de tomarem suas terras e os explorarem economicamente.

A produção sofreu alguns contratempos no início do processo com a troca de diretores e  de alguns atores. Mas para os produtores Renata Borges, Raphaela Carvalho eDouglas Carvalho Jr, o que interessa é o momento presente. Ao invés de ficarem “batendo boca” na imprensa sobre os acontecidos, procuraram seguir as suas crenças e fazer um trabalho nos padrões de qualidade que desejavam. Também afirmaram que desde o começo os diretores que queriam para o musical era a dupla Charles MöellerClaudio Botelho.

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Claudio ficou responsável pela versão das canções do musical. E Charles, pela direção do espetáculo. Perguntado na coletiva de imprensa como foi trabalhar em uma produção em andamento, Charles respondeu que

“(…) é a primeira vez que trabalho com uma produtora na qual não tenha escolhido a peça, ou que não tenha estado desde o começo. (…)  Mas para mim, Cinderella começou a partir do dia 29 quando entrei, então não existe processo em andamento. Zerou. No momento que entrei aqui, a gente focou no presente (…) Começou quando eu pus os pés aqui.”

Com isso, o diretor teve apenas cinco semanas para preparar a montagem. Mas para que o resultado desse certo, foi preciso confiança da produtora e também trabalho em equipe. Para fazer parte desta nova produção, convidaram a atriz, e amiga, Totia Meireles para viver a Madrasta de Cinderella (já que Cássia Kiss, que interpretaria a personagem, saiu junto com Ulysses Cruz, o outro diretor).

O pouco tempo para ensaio não assustou Totia. Durante a coletiva, ela falou sobre como foi a construção da personagem, ainda mais que ela vinha de outro trabalho.

 

A nova “Cinderella”

A montagem que está em cartaz no Brasil apresenta algumas inovações que não foram vistas na Broadway. “Cinderella, o Musical” é um espetáculo, que além do texto e das músicas criadas por Rodgers&Hammerstein, com efeitos especiais. Há projeções de hologramas em 3D de um gigante e de um dragão, que são enfrentados pelo príncipe Topher. As laterais do palco são utilizadas para projeções de cenas de fogo.

A própria transformação dos dois vestidos de Ella (sim, Cinderella vai a dois bailes no palácio real) é de uma magia. Não pisque o olho nessa cena. A fada madrinha transforma os trapos que Ella usa em um vestido azul de baile como se fosse mágica.

Mas quem disse que a mágica não existe? Ela está nos nossos sonhos e na nossa força de vontade em fazê-los acontecer. Por isso que “Cinderella, o Musical” é algo mágico. Sonhado e acreditado por uma equipe (produção, atores e técnicos), a partir de ontem transformou-se em realidade, e pode ser vivido por crianças de todas as idades.

Galeria de fotos

(crédito fotos: capa – Marcus Leoni/Folhapres, cenas – JF Diorio/Estadão, personagens – Beto Carramanhos e divulgação oficial)

CINDERELLA, O MUSICAL

Hoje entra no ar o site do espetáculo Cinderella, o Musical (produção Fabula Entretenimento e direção Möeller Botelho). E vem com uma promoção – veja na foto abaixo.

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As 100 primeiras pessoas que compartilharem o link do site de Cinderella O Musical de Rodgers & Hammerstein, que estará no ar e será publicado aqui na fanpage a meia noite de hoje, com as hashtags #‎AmoCinderellaOMusical‪#‎AmoCinderelladaBroadway ganhará convites para a temporada do musical no Teatro Alfa. Cadastre seu email no newsletter do site para receber mais informações.
#‎OpiniãoDePeso‬ ‪#‎Teatro‬ ‪#‎TeatroMusical‬ ‪#‎VáAoTeatro‬ ‪#‎Cinderella‬‪ #‎RogersHammerstein‬ ‪#‎CinderellaOMusical‬ ‪#‎TeatroAlfa‬ ‪#‎FabulaEntretenimento‬ ‪#‎Em2016‬ ‪#‎VemAíEm2016‬ ‪#‎MöellerEBotelho  ‬‪#‎AmoCinderellaOMusical‬ ‪#‎AmoCinderelladaBroadway‬

CINDERELLA e LOVE STORY – MUSICAIS NAS PÁGINAS DO ESTADÃO

O jornalista Ubiratan Brasil, do Estadão, publicou na capa de hoje do Caderno 2, uma matéria sobre a presença de atores negros como protagonistas em musicais.
Tiago Barbosa, vindo dos musicais The Lion King – Musical e Mudança de Hábito – O Musical, interpretará o príncipe Topher, que se apaixona por Ella no Cinderella, o Musical (produção Fabula Entretenimento); e todo o elenco de Love Story, o Musical (produção Estamos Aqui) será formado por apenas atores negros.
Leia mais no link – http://goo.gl/NgLs6r

CINDERELLA DE RODGERS E HAMMERSTEIN

O SHOW

Ano que vem você verá uma nova versão da história da Gata Borralheira. A partir de 26 de fevereiro (previsto), a Fábula Entretenimento trará para o palco do Teatro Alfa, “Cinderella, o Musical” de Rodgers (música) e Hammerstein (letras). A história é baseada no conto francês “Cendrillon, ou La Petite Pantoufle de Verre“, escrita por Charles Perrault.
Cinderella de Rodgers & Hammerstein” foi escrito para a rede de televisão norte americana CBS, estrelado por Julie Andrews, em 31 de março de 1957. Nos palcos, teve a sua estreia em 18 de dezembro de 1958 no London Coliseum (Inglaterra).
Depois da primeira versão televisiva, houve outras versões com artistas de renome como Eartha Kitt e Dick Van Patten. Em 1997, a Walt Disney Produções lançou um remake com a atriz e cantora Brandy fazendo o papel de Ella. Esta versão teve uma importância também por mostrar uma diversidade: a família real era composta por uma mãe afro-americana, um pai caucasiano, um príncipe asiático-americano e a Cinderella era vivida por uma atriz afro-americana.
O show foi atualizado em 2013 com um novo libreto escrito por Douglas Carter Beane, o mesmo de “Mudança de Hábito” (Sister Act) e “Xanadu“.

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OS PERSONAGENS DA HISTÓRIA

Ella (Cinderella) (Bianca Tadini) – uma jovem com o coração mais gentil do reino, que sonha em poder deixar suas tarefas intermináveis, para poder conhecer o mundo.
Madame (Totia Meirelles) – madrasta de Ella, preocupada somente com sua riqueza e com a felicidade de suas filhas.
Príncipe Topher (Bruno Narchi) – príncipe do reino, mas que precisa de motivação para desenvolver todo o seu potencial.
Lord Sebastian (Carlos Capelleti) – conselheiro do príncipe Topher, que quer protegê-lo a todo custo, inclusive escondendo o que está acontecendo no reino.
Lord Pinkleton (Tiago Barbosa) – ajudante de Sebastian e o arauto para todos os eventos e comunicados importantes.
Marie (Sabrina Korgut) – uma pobre senhora, que num passe de mágica transforma-se na Fada Madrinha de Ella.
Jean-Michel (Bruno Sigrist) – idealista radical que tem muitas ideias de como melhorar o reino. Está apaixonado por Gabrielle.
Gabrielle (Giulia Nadruz) – começa a história como irmã adotiva egoísta de Ella, mas que ao passar do tempo, vira sua amiga, ainda mais quando revela que abandonaria toda sua riqueza para ficar com Jean-Michel.
Charlotte (Raquel Antunes) – outra irmã de Ella, a quem trata mais cruelmente. Mas ela não sabe ser diferente, ainda mais porque só se preocupa consigo mesma.
Ensemble – Diego Luri, Fabio Saltini, Fernando Palazza, Ivanna Domenyco, Laura Visconti, Letícia Mamede, Lia Canineu, Luana Bichiqui, Marcelo Vasquez, Naomy Schölling, Nick Vila Maior, Philipe Azevedo, Talitha Pereira, Thati Abra e Willian Sancar.
A versão e tradução da obra para o Brasil será feita pela atriz e cantora, e agora versionista e tradutora, Kiara Sasso.
A HISTÓRIA
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ATO 1
Em um floresta num reino distante, vivia uma jovem chamada Ella, com sua madrasta Madame e suas duas filhas, Gabrielle e Charlotte. Enquanto faz suas tarefas domésticas, Ella deseja que o mundo seja tão bonito quanto parece.
Em outro canto do reino, o príncipe Topher está tendo dificuldades em encontrar o seu propósito de vida, mesmo que em breve seja o novo Rei.
Depois de derrotar um gigante, Topher se depara com Ella a frente de sua casa. Ele a elogia, depois de testemunhar sua bondade para com uma pobre senhora, chamada Marie.
Príncipe Topher e seu conselheiro Sebastian voltam para o palácio, bem no momento em que um idealista radical Jean-Michel chega ao reino, compartilhando seus ideais sobre os problemas entre os ricos e os pobres.
Madame e suas filhas ao retornarem das compras, encontram-se com Jean Michel. Este oferece um livro para Gabrielle, a quem ele ama, mas Madame rejeita-o rapidamente. Então Jean Michel oferece o livro para Ella, que através de suas páginas, sonha com um mundo melhor além das suas tarefas domésticas.
Enquanto isso, é anunciado no palácio que acontecerá um baile em homenagem ao aniversário de 21 anos do Príncipe Topher, e que servirá também para ele encontrar uma esposa.
A alta sociedade do reino se anima com o anúncio. Simultaneamente, Jean-Michel realiza seus comícios para que a população pobre faça algo, afinal a hora da mudança chegou. Enquanto todos se preparam para o baile, Marie fica resmungando algo sem sentido para si mesma.
O conselheiro Sebastian visita a casa de Madame para discutir os planos do casamento entre Gabrielle e o príncipe Topher. Logo após a saída de Sebastian, Jean-Michel traz flores para Gabrielle, mas é expulso por Madame.
Depois que Madame e suas filhas partem para o baile, Marie se revela para Ella como sendo sua fada madrinha. Ela transforma os farrapos que Ella veste em um lindo vestido de gala, com direito a sapatos de vidro e animais transformados em atendentes reais, com uma carruagem feita de uma abóbora.
Ella chega ao baile, e sem ser reconhecida, participa de um jogo real chamado “Ridículo”, onde os participantes tem que trocar insultos e reclamações. Ela joga contra Madame, mas ao invés de insultá-la, Ella só lhe tece elogios, o que deixa a todos os participantes confusos com este conceito de bondade.
Príncipe Topher se apaixona por esta bela estranha. Quando estão para se beijar, o relógio soa as 12 badaladas. Antes de ir embora, Ella diz ao príncipe Topher que as pessoas do reino estão sofrendo com a pobreza e que ele deve fazer algo. Sai correndo, mas deixa um sapato de vidro para trás.
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ATO 2
Enquanto o príncipe Topher e seus guardas reais buscam pela dona do sapato de vidro, Charlotte lamenta que ninguém a quer.
Quando Madame e suas filhas voltam para casa, ouvem Ella descrever como teria sido o baile. Madame, Gabrielle e Charlotte se juntam a Ella e todas sonham como seria bom encontrar um amor verdadeiro.
Depois que Madame e Charlotte vão se deitar, Gabrielle e Ella conversam e trocam confidências. Ella diz que era ela a garota no baile por quem Topher se apaixonou, e Gabrielle diz que ama Jean-Michel.
No castelo, o príncipe Topher está mal humorado por não ter encontrado sua pretendente e decide que fará um banquete para encontrá-la. A notícia se espalha e todas as mulheres da sociedade do reino se preparam para o novo evento real.
Gabrielle finge que está doente para que possa se encontrar com Jean-Michel e empresta um de seus vestidos para que Ella possa usar no banquete.
Madame e Charlotte partem para o castelo. Nesse meio tempo, Jean-Michel chega para se encontrar com Gabrielle, mas são surpreendidos com o súbito retorno de Madame. Ela expulsa Gabrielle de casa e rasga o vestido que sua filha emprestou para Ella.
Marie visita Ella e a encoraja em acreditar em si mesma. Transforma o vestido rasgado em um novo traje de gala e a manda para o banquete.
Ao encontrar o príncipe Topher, Ella o avisa dizendo que a população pobre do reino está se encaminhando para o castelo para protestar.
Quando os moradores chegam, Topher tocado por suas reclamações, decide que fará uma eleição para eleger o primeiro-ministro do reino.
Topher e Ella se questionam se estão apaixonados apenas pela aparência, até que o relógio soa novamente as 12 badaladas. Ella foge novamente do castelo.
No dia seguinte, Lord Pinketon anuncia para todos a eleição para o novo cargo de Primeiro Ministro e que estão a procura da moça que tocou o coração do príncipe.
Ella aparece no castelo, em seu estado normal, com suas roupas esfarrapadas, e o príncipe Topher permite que ela também calce o sapato de vidro que foi deixado no baile. Ele fica em êxtase quando percebe que encontrou o seu amor e se declara a Ella.
E, claro, todo mundo vive feliz para sempre!
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OS AUTORES
Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, além de autores do “Cinderella de Rodgers & Hammerstein”, criaram também 11 musicais e receberam 35 Tony Awards, 15 Oscars, 2 prêmios Pullitzer, 2 Grammy Awards e 2 Emmy Awards.
Suas produções das décadas de 40 e 50 são descritas como a “era do ouro” do teatro musical.
O primeiro trabalho da dupla foi o musical “Oklahoma!“, em 1943. Depois vieram “Carousel“, “South Pacific“, “O Rei e Eu” e “A Noviça Rebelde“, entre outros. Para o cinema, criaram o filme “Feira de Ilusões” (1943) e para a televisão, “Cinderella“.
Rodgers & Hammerstein tem um tino nato para integrar o dialógo com a música para contar suas histórias. Histórias estas que além de entreter com humor, mas também de desafiar o racismo, o sexismo e a separação das classes sociais.
Pelo seu trabalho, são considerados pela revista norte-americana “Time” como um dos 20 artistas mais influentes do século XX.
Agora é esperar pelo dia 3 de março, quando ao soar das doze badaladas, dará início ao baile real. Não se atrasem!
Em breve, maiores notícias sobre o elenco e o musical, aqui no Opinião de Peso.