AJUDEM O GALPÃO DO FOLIAS

O Folias D´Arte é um grupo teatral que dispõe de sua sede/teatro, o Galpão do Folias, no bairro Santa Cecília, em São Paulo. Um teatro projetado pelo arquiteto e cenógrafo J.C. Serroni há 17 anos abertos ao público.

Por falta de verba e de incentivos públicos, o espaço corre o risco de fechar. Por isso, o grupo lança uma programação de Estado de Emergência, com diversas atividades que visam arrecadar fundos para a manutenção do espaço.

O Grupo Folias d’Arte durante esses 20 anos de existência recebeu reconhecimento de público e crítica e com aproximadamente 50 prêmios, entre eles: Prêmio Shell, Prêmio APCA, Prêmio Molière, incluindo a participação e representação do Brasil no FITEI, Festival Internacional de Expressão Ibérica, na cidade do Porto, em Portugal, no MITE, Mostra Internacional de Teatro, em Lisboa e em Havana, Cuba, Festival Internacional de La Habana.

A fixação do grupo em sua sala de espetáculos representou um avanço e uma liberdade que possibilitou não só aprimoramento artístico e técnico, como uma interferência definitiva na cidade e nos vínculos que o teatro paulistano redesenhou com a sociedade. O Galpão do Folias, além de sede do grupo, é um espaço de resistência que abarca apresentações e diversas atividades das mais diversas linguagens, nacionais e internacionais, como também atividades de formação e reflexão.

Segue abaixo a programação de setembro do projeto FOLIAS _ Estado de Emergência:

Carne (Kiwi Cia. de Teatro)

SINOPSE
Carne discute as relações entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero e a situação específica da violência contra as mulheres no Brasil. A peça, inspirada no teatro documentário é composta de 20 quadros interligados executados por duas atrizes e uma percussionista.

Com Fernanda Azevedo e Mônica Rodrigues

21 de setembro, quinta, 21h – $30

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Baderna (Núcleo Bartolomeu de Depoimentos)

A performance fala de despejo, do desprezo ao nome e da figura transgressora da bailarina Baderna, assim como o desprezo de nossa própria história. A narrativa perpassa o Brasil e sua mestiçagem e entre a poesia, dança, música e palavra, o espetáculo-intervenção propõe um território performático para a discussão da cidade em que vivemos.

Com  Luaa Gabanini.

23 e 24 de setembro, sábado às 21h e domingo às 20h – Pague o quanto puder

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Afinação I (Georgette Fadel)

Afinação é uma aula ministrada pela personagem, a pensadora e professora francesa Simone Weil. Uma conferência sobre a relação entre a opressão e o sofrimento no mundo e o incrível boicote ao pensamento racional. É tudo sobre a liberdade. São textos de Brecht, Hegel, da própria Simone Weil e algumas citações de Marx que compõem esse momento que pretende ser uma oração à razão. A beleza de conhecer, a possibilidade de através do trabalho sobre o espírito (pensamento), ver o mundo como ele é e habitá-lo com justiça.

O trabalho é de uma crueza e simplicidade cultivadas deixando todo o protagonismo para os movimentos do pensamento. Com muito cuidado, Simone afina as ideias, presentes nos sons e sentidos, e busca com muito fervor, fazê-las existir também no coração do público.

Um violoncelo é para Simone, o objeto de expressão dessa afinação sutil.

Com Georgette Fadel.

25 de setembro, segunda, 21h – $40

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Ensaio aberto: Medea Mina Jeje

SINOPSE

Ao saber que seu filho Age seria perseguido, mutilado e novamente aprisionado à boca de uma mina, a escrava Medea decide por sacrificá-lo, numa tentativa de libertá-lo da própria sina.

Com Kenan Bernardes.

26, 27 e 28 de setembro, terça a quinta, 21h – Pague o quanto puder

Toda nossa programação está disponível na página do Facebook: Facebook.com/GalpaoDoFolias

SOLIDÃO

Dirigida por Marco Antonio Rodrigues, com dramaturgia de Sergio Roveri e elenco de 12 atores que também se revezam em números musicais, o espetáculo Solidão reestreia no dia 4 de novembro no Galpão do Folias.

Ao longo da história, poucos foram os gêneros literários capazes de estabelecer com determinada região geográfica uma ligação tão umbilical como a que se consolidou entre o realismo mágico e a América Latina da segunda metade do século passado.

Pelas mãos de autores como o colombiano Gabriel García Márquez e os argentinos Julio Cortazar e Jorge Luis Borges, o continente sul-americano pôde exibir ao mundo um cartão de visitas suficientemente espaçoso para acomodar tanto a magia e os mistérios da região quanto suas injustiças e mazelas. Foi neste contexto literário, em que os acontecimentos do cotidiano insistem em desobedecer a qualquer ordem lógica, que o grupo Folias encontrou inspiração para seu mais recente trabalho.

A partir de uma sequência de cenas que se prestam a compor uma narrativa homogênea, mas que também podem ser compreendidas em suas potências individuais, Solidão mostra as transformações sofridas pelos moradores de um pequeno vilarejo, esquecido no tempo e no espaço, após a chegada de forasteiros com suas malas cheias de progresso e também de destruição.

A peça expõe o choque entre duas culturas: a nativa, não necessariamente inocente e ingênua, e a estrangeira, curiosa e extrativista, bem como os desdobramentos deste encontro nas relações de amor, poder e fraternidade. “Solidão é a fratura artística e cênica, resultante de um estado permanentemente febril que coloca o sujeito sempre entre duas pulsões antagônicas absolutamente complementares e paradoxalmente excludentes”, afirma o diretor Marco Antonio Rodrigues, que cita como exemplo desta tese o desejo que toda a sociedade brasileira tem de acabar com a corrupção e ao mesmo tempo a prática deste esporte por todos, no dia-a-dia e nas coisas mais comezinhas.

Para não ser tão abstrato e idealista: o desejo de amar e o impedimento de fazê-lo por medo do outro, da aventura, do desconhecido. O desejo de ter voz, de se fazer ouvir, de afirmar uma identidade emparelhado à submissão a tudo que brilha, a tudo que é estrangeiro e supostamente original”, prossegue o diretor, para quem o espetáculo não está preso a um período específico da história do continente. “Os fatos recentes ocorridos em grande parte dos países latino-americanos comprovam que a história retratada em Solidão continua a ser escrita, às vezes com tintas carregadas”.

SINOPSE
A chegada de um cigano imortal, que abre caminho para a vinda de uma onda de forasteiros, vai provocar mudanças irreversíveis na vida dos moradores de um vilarejo perdido no tempo e no espaço, onde todos os acontecimentos, até mesmo a morte, obedecem a uma lógica muito particular

Solidão
Com Ailton Graça, Bete Dorgam, Clarissa Moser, Joana Mattei, Lui Seixas, Nani de Oliveira, Pedro Lopes, Rafael Faustino, Rafaela Penteado, Rodrigo Scarpelli, Simoni Boer, Suzana Aragão.
Galpão do Folias ( R. Ana Cintra, 213 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 150 minutos
04/11 até 18/12
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$40
Classificação 14 anos
 
Direção: Marco Antonio Rodrigues
Dramaturgia: Sérgio Roveri
Dramaturgista: Gustavo Assano
Desenho de Luz: Tulio Pezzoni
Composição e Direção Musical: Sonia Goussinsky e Rafael Faustino
Canção Os Reis do Agronegócio: música de Chico César, letra de Carlos Rennó
Movimento Cênico: Joana Mattei
Cenografia e Figurino: Sylvia Moreira
Design Gráfico: Humberto Vieira
Fotografia: Lenise Pinheiro
Assistente de Cenário e Figurino: Sofia Fidalgo
Pintura Artística de Telões: Fernando Monteiro de Barros
Criação de máscaras: Carlos Francisco
Adereços: Luis Carlos Rossi
Costureiro: Otávio Matias
Cenotécnicos: Carlos Ceiro, João Donda
Operador de Som: Adriano Almeida
Contra-Regragem: Marcelo Machado e Giovanna Kelly
Direção de Produção: Ricardo Grasson
Produtor Executivo: Tomás Souza
Produção Geral: Gelatina Cultural
Administração do Projeto: Folias – Dagoberto Feliz e Paloma Rocha
Coordenação de projetos e leis : Patricia Palhares
Coordenação Administrativa: Olivia Maciel e Felipe Costa
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Estagiários: Carlos Marcato, Isabela Fikaris, Fhelipe Chrisostomo, Táiná Viana
Realização:  Folias – Projeto Contemplado pela 27ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo e SESC São Paulo.

CHIQUITA BACANA NO REINO DAS BANANAS

 

Texto escrito por Reinaldo Maia em 1977 ganha montagem dirigida por Dagoberto Feliz. Chiquita Bacana no Reino das Bananas está em cartaz no Galpão do Folias.

Espetáculo coloca em cena o absurdo de uma menina estar sendo acusada de ter comido uma banana no Reino das Bananas. Comandado pelo Rei Leonino e seu staff de girafas e gorilas esse reino no qual os outros animais estão perdendo suas funções sociais é onde se passa a história. O que acontecerá no final só os espectadores poderão decidir a cada dia.

 

Chiquita Bacana no Reino das Bananas
Com Bruno Camargo, Camila Spinella, Clarissa Moser, Gabriel Hirschhorn, Juliana Tedesch, Laruama Alves, Leandro Goulart, Lui Seixas, Marcellus Beghelle, Nuno Carvalho, Rafael Sampaio, Tarcila Tanhã, Thomas Basso.
Galpão do Folias (Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 60 minutos
12/03 até 12/06
Sábado e Domingo – 11h
Recomendação 5 anos
$20
 
Texto: Reinaldo Maia
Encenação: Dagoberto Feliz                 
Treinamento Viewpoints: Marcella Vicentini
Cenografia e Musica: Dagoberto Feliz
Figurino: Fause Haten
Designer Gráfico: Humberto Vieira
Produção: Paloma Rocha
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

MOTIN – 1o CURTO CIRCUITO DOS TEATROS INDEPENDENTES

O Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo (MOTIN) realiza a ação prática 1º Curto-Circuito dos Teatros Independentes de São Paulo entre hoje e 21 de fevereiro(domingo) em vários teatros (sedes de cias ligadas à organização) da cidade. Parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro, a realização tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura.
A programação reúne mais de 20 grupos que irão apresentar cenas curtas em nove espaços teatrais das companhias participantes. A ideia é mostrar ao público onde estão alguns dos teatros independentes da cidade.
A cada noite, cinco companhias apresentam blocos de 10 minutos no local estipulado. Haverá cinco minutos de pausa entre cada cena para troca de cenário e reorganização do palco. A temática que irá nortear as apresentações é a cidade de São Paulo. Ao todo, cada noite terá 70 minutos de programação e preço único de R$ 10,00.
Entre as cias confirmadas estão: Teatro Ágora, Teatro do Centro da Terra, Espaço Redimunho, Teatro Ruth Escobar, Pequeno Ato, Grupo Refinaria Teatral, Espaço Cia da Revista, Galpão do Folias, Teatro da Rotina, Coletivo Cultural Sankofa, Teatro Viradalata,Teatro em Cena, Cia Teatro da Investigação (Casa do Belvedere), Eco Teatral, Galpão 101 (A Próxima Companhia), Espaço Parlapatões, Teatro Studio Heleny Guariba (Núcleo do 184) e Espaço Elevador.
“Vamos estimular a troca de diferentes artistas com diferentes linguagens, seguindo o princípio plural do MOTIN. Cada um dos blocos vai rodar espaços diferentes da cidade, promovendo intercâmbio entre público e artistas”, diz Pedro Granato, presidente do MOTIN.
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Programação
Hoje, terça-feira, dia 16, as apresentações começam no Refinaria Teatral, na zona Norte da cidade. A proposta é levar luz para os espaços em diferentes regiões, por isso os integrantes do MOTIN consideramimportante começar fora do Centro.
Dia 17, quarta-feira, as apresentações continuam no espaço Sankofa, na zona Leste.
Quinta-feira, dia 18,é a vez do Encena na zona Sul, seguindo a lógica de descentralizar a programação.
Na sexta-feira, dia 19, haverá duas apresentações em espaços próximos, e o Curto-Circuito chega ao centro de São Paulo. Às 21h as apresentações acontecem no Ágora e à meia-noite no Casarão do Belvedere, que estão muito próximos. A ideia é permitir que o público se desloque a pé para conferir as duas programações.
No sábado é a vez da zona Oeste, com apresentações às 18h no Teatro Viradalata e às 21h no Teatro do Centro da Terra, que também estão próximos e permitem um deslocamento a pé. São dois teatros que podem receber um maior número de espectadores.
Para encerrar a programação, domingo, volta-se ao Centro da cidade, primeiramente no Espaço da Cia. Da Revista. O fechamento se dá no Espaço Parlapatões, terminando a mostra em um espaço público simbólico para o teatro e a cidade,a Praça Roosevelt.
Em parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro, a atividade visa o desenvolvimento cultural da cidade e a aproximação dos cidadãos. “Constitui‐se também, e principalmente, como uma ação artística demilitância politica em defesa de espaços independentes com utilização pública”, diz Celso Frateschi, fundador do MOTIN.
Além disso, como primeira ação do MOTIN de 2016, o Curto Circuito divulgará suas próximas ações, sendo a mais importante delas a realização da Escola de Espectadores – projeto que vem sendo estudado desde o ano passado por meio dos encontros com Jorge Dubatti, pensador argentino e criador do conceito da Escola de Espectadores.
O objetivo maior do evento concentra-se no público. A finalidade primeira do Curto-Circuito é reconectar as pessoas com o teatro realizado na cidade. Entre outras propostas, o MOTIN quer estão divulgar a programação de 2016 dos teatros independentes para o público em geral, fortalecer o movimento por meio da realização de ações práticas e lançar o começo da Escola de Espectadores (próxima ação prática do MOTIN).
Locais de apresentação:
 
1. Grupo Refinaria Teatral – R. João de Laet, 1507 – Vl Aurora – Z. Norte
2. Coletivo Cultural Sankofa – R. Pangauá, 669 V. Ré – M. Patriarca – Z.Leste
3. Teatro Encena – R. Sargento Stanislau Custódio, 130 – Vl Sônia – Z. Sul
4. Casarão do Belvedere – R. Pedroso, 267 – CENTRO
5. Galpão do Folias – R. Ana Cintra, 213 – Santa Cecília – Z.Oeste
6. Espaço Cia da Revista – ​Al. Nothmann, 1.135 – Santa Cecília – Centro
7. Teatro Ágora – R. Rui Barbosa, 574 – Bela Vista – Centro
8. Teatro Viradalata – R. Apinajés, 1387 – Perdizes – Z. Oeste
9. Teatro do Centro da Terra – R. Piracuama, 19 – Perdizes – Z. Oeste