BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO

Nossa vida é feita de escolhas, e temos que ser capazes de lidarmos com elas. Independentemente de certas ou erradas, sãs ou pecaminosas, fomos nós quem as escolhemos.

A peça “Bug Chaser – Coração Purpurinado“, da Cia ARTERA de Teatro, fala sobre estas escolhas. Conta a história de Mark, um advogado criminalista, com problema no coração, e que por motivos próprios, decide se tornar soropositivo.

Conversamos com o ator e dramaturgo, Ricardo Corrêa, sobre a peça e o peso das escolhas que fazemos.

Bug Chaser – Coração Purpurinado
Com Ricardo Corrêa e Leonardo Souza
Oficina Cultural Oswald Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/07 até 05/08
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos

A FALECIDA

Eloísa Vitz, que já dirigiu 5 peças de Nelson Rodrigues, volta ao dramaturgo com a história de Zulmira, uma mulher obcecada pela ideia da própria morte e que planeja  um enterro de luxo para compensar sua vida suburbana. 

Comemorando 17 anos, o Grupo Gattu voltou à bem sucedida pesquisa das obras de Nelson Rodrigues e estreou, em junho o espetáculo “A FALECIDA”.   O sucesso da temporada traz de volta em agosto a peça aos palcos do Teatro do Sol, em espetáculos gratuitos aos sábados e domingos, até o final de setembro.

As outras incursões do Grupo Gattu ao universo rodrigueano lhes renderam o convite para os festivais Ibero Americano de Teatro (com “Viúva, porém honesta”, em 2009, e “Boca de Ouro”, em 2011), de Curitiba (“Dorotéia”, em 2010) e São José dos Campos (“A Serpente”, em 2012), além de figurarem entre os melhores espetáculos em cartaz na cidade de São Paulo pela Revista Bravo e Revista Veja.

“A FALECIDA” é uma obra ousada, emocionante e cheia de humor mordaz. Assombrada pela moral e fascinada por uma ideia fixa de morte purificadora, Zulmira percorre funerárias planejando seu próprio enterro com pompas e cerimônias. A fim de se igualar a castidade de sua prima, desafia sua família e contraria seu marido, um homem desempregado e igualmente fanático, mas por futebol.

Esta montagem foi contemplada com a “IV Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo”. O Grupo Gattu  sentiu-se honrado com este prêmio da Secretaria Municipal de Cultura que contempla trabalhos cujas pesquisas são referências para a cultura do país. “Seguimos com orgulho o trabalho de elevar a memória do nosso maior dramaturgo trazendo aos palcos sua obra repleta de humor cáustico, provocação e sensualidade” comemora Eloísa Vitz, que também é a mulher que mais dirigiu espetáculos de Nelson Rodrigues no Brasil.

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A Falecida
Com Eloisa Vitz, Miriam Jardim, Daniel Gonzales, Laura Vidotto, Mariana Fidelis, Lilian Peres, Rodrigo Vicenzo e Jailton Nunes.
Ator convidado: Darson Ribeiro
Teatro do Sol (Rua Damiana da Cunha, 413 – Santana, São Paulo)
Duração 80 minutos
05/08 até 30/09
Sábado – 21h; Domingo – 19h
Entrada gratuita ( bilheteria abre uma hora antes do espetáculo)
Classificação 16 anos

 

CHULOS

Três Reis Magos peregrinam pelo mundo e profetizam o nascimento de um novo rei.

O mundo, porém, não acredita mais em profecias e, no meio da indiferença e da desesperança, os três magos testemunham o inusitado: o nascimento de palhaços que celebram e protegem o nascimento do novo.

Um novo poderoso porque inocente, porque coletivo, porque expressão de todos os sonhos e utopias. Um novo que renova o mundo.

O espetáculo Chulos encontra inspiração nas Folias de Reis para revelar fragilidades sociais escondidas sob o esplendor das festas populares brasileiras.

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Chulos
Com Diogo de Carvalho, Flávia Teixeira, Hélio Feitosa, Ivan Bernardelli, Junior Gonçalves, Kleber Cândido, Mônica Augusto
(Cia Dual Cena Contemporânea)
SESC Pompéia (R. Clélia, 93 – Pompeia, São Paulo)
15 a 30/07
Sábado e Domingo – 16h
Entrada Grátis

BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO

A peça gira em torno de Mark (interpretado por Ricardo Corrêa – que também assina a dramaturgia). Mark está em uma quarentena sendo analisado por uma voz, um programa de inteligência artificial.

Em fragmentos e saltos atemporais, a peça conta a saga desse homem, um advogado criminalista que busca se infectar propositalmente, uma subcultura pouco discutida na comunidade LGBT contemporânea. A direção é de Davi Reis

Bug Chaser – Coração Purpurinado estreia dia 6 de julho na Oficina Cultural Oswald de Andrade para temporada gratuita até 5 de agosto.

Falar de bareback, de um homem a procura de um vírus e de toda uma sociedade deteriorada, é trabalhar num universo particular que não deve ser entendido cartesianamente e requer cuidado para não reforçar preconceitos. O nosso desafio foi se debruçar sobre esse texto que trata de escolhas radicais e no trabalho do ator criador que lida com um personagem de extremos. Aqui, a luta contra a biopolítica impositiva e em estar fora da caixa social em que estamos automaticamente submetidos é levada ao limite. A partir da verticalização profunda no universo LGBT – abrangendo desde a sua subcultura até o mais violento preconceito sofrido – e a busca por ressignificações de lugar no mundo, pretendemos trazer questionamentos para além da simples reflexão e julgamento”, diz o diretor Davi Reis.

A quarentena da peça significa a de todos os dias em que os discursos biomédicos colocam o sujeito que pratica bareback como alguém anormal, portador de distúrbios psicológicos ou criminalizadores, que acabam contribuindo para a manutenção de novos estigmas que há séculos acompanham os indivíduos homossexuais. Aliás, ainda há campos de concentração para gays. Foi mais de um ano de pesquisa, baseada em documentos e depoimentos de homens que se dispuseram a falar sobre o bareback”, conta Ricardo Corrêa, que vai lançar o curta documentário ‘No Sigilo’, como parte de sua pesquisa que também trouxe depoimentos de vários homens gays sobre sexualidade, bareback e o HIV para o espetáculo.

Há uma distinção entre o que se chama barebacking e bugchasing. Nem sempre os praticantes de bareback buscam a soroconversão. Percebi que esse é um assunto sobre o qual não se fala, há um silêncio na comunidade LGBT e por isso decidi enfocá-lo neste projeto artístico, pelos diferenciais que ele carrega em si e por sua tamanha complexidade. Existem, entretanto, diferentes aspectos ou dimensões culturais mais amplas, do nosso tempo, que devem ser considerados nestes contextos de fascinação pelo risco ou apostas nos ganhos sensoriais de encontros perigosos. Problematizo um homem em transito em um mundo doente, que busca encontrar pertencimento e aceitação. Uma jornada perigosa de autodescoberta para encontrar o melhor e o pior de uma nova comunidade que ele quer desesperadamente fazer parte. Falo de falo de escolhas, de desejos, de estigmas e principalmente sobre um novo capítulo da história do HIV”, conclui Ricardo.

Sinopse
Mark está em uma quarentena sendo analisado por uma voz, um programa de inteligência artificial. Em fragmentos e saltos atemporais, a peça conta a saga desse homem, um advogado criminalista que busca se infectar propositalmente.

Sobre Companhia Artera de Teatro
Com intuito de abarcar diversas dimensões da cena contemporânea, tem por meta a encenação de textos com dramaturgias inéditas, direcionando a pesquisa para temas relacionados às minorias, permitindo-se o intercâmbio com outras artes, manifestações e tecnologias.Em 2017, o grupo completa 15 anos de atividades ininterruptas, tendo realizado quinze produções, recebendo importantes prêmios.

Site da Cia: http://ciaartera.wixsite.com/artera

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Bug Chaser – Coração Purpurinado
Com Ricardo Corrêa e Leonardo Souza
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/07 até 05/08
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos

DEUS É HUMOR

A Deus é Humor é um espetáculo interativo que traz releituras de livros sagrados e números de stand up comedy para confissão de pecados. Com a fé de que o riso pode levar à transcendência, a apresentação, idealizada por Newton Cannito, faz parte de um movimento político e estético que se inspira no tropicalismo para debater o mundo  hoje.

O espetáculo, que tem cerca de 1h30 de duração, conta com momentos como a  “palavra da gozação”, seguida de homilia sobre temas como carma, livre-arbítrio e justiça divina. Mas tal como um cabaret, a cada semana há um tema unificador e uma programação diferente. Além das leituras e stand ups também há cantos e paródias espiritualizadas de clássicos do brega nacional com a apresentação ao vivo da banda Marcheiros.

É um rito teatral, um espetáculo de louvor à vida. Assim como no tropicalismo buscamos uma síntese de tudo que é diferente e contraditório”, explica Cannito. Para o roteirista, a  Deus é Humor busca romper as dicotomias que hoje dividem o país e  que paralisam o debate.

A ideia é unir pessoas com pensamentos diferentes, até mesmo opostos, a partir do humor, criando um ambiente de paz e tolerância para discussão de temas relevantes da sociedade brasileira.

Desse modo, questões como machismo, homofobia e racismo são levadas ao palco para transmutação da violência que provocam. “Nós respeitamos todas as religiões, todas as visões de mundo. Não pretendemos converter ninguém, apenas queremos possibilitar novas experiências, ampliando a consciência das pessoas”, finaliza.

As apresentações da Deus é Humor acontecem todos os sábados, até 08 de junho, às 16 horas, no Teatro Commune. A entrada é gratuita, com contribuição espontânea ao final do espetáculo.

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Deus é Humor
Com Newton Cannito
Teatro Commune (Rua Consolação 1218 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
03/06 até 08/07
Sábado – 16 horas
Entrada grátis (contribuição espontânea)
Classificação 16 anos

 

O AUTÔMATO

Contemplado pela 28ª edição do Programa de Fomento ao Teatro o espetáculo adulto O AUTÔMATO estreiou 15 de junho, quinta-feira, às 20h, no TEATRO ARTHUR AZEVEDO, com entrada franca. Imbuída da filosofia transumanista montagem reflete a respeito da modernidade e seus processos tecnológicos por meio da relaçãohomem x maquinaria. Encenada pelo Grupo Teatro de La Plaza, peça tem direção de Héctor López Girondo e dramaturgia de Fábio Parpinelli.

Em O AUTÔMATO, há muito tempo, um hábil relojoeiro resolveu construir um engenhoso boneco de corda para auxiliá-lo com algumas tarefas e lhe fazer companhia. Porém, com a chegada inesperada de uma jovem e bela dama, o boneco autômato é esquecido e deixado de lado. Na tentativa de contar essa história, os objetos que o rodeiam parecem ganhar vida, despertando o abandonado autômato para reviver suas lembranças.

A inspiração do espetáculo remonta aos séculos XVIII e XIX – período importante para as invenções e época de ouro para os autômatos. “Os autômatos talvez sejam o auge do refinamento e do avanço mecânico antes da tecnologia moderna. O desejo de maravilhar encontra-se na origem de sua fabricação. O maravilhamento sempre foi um meio de colocar o ser humano em contato com o mundo divino ou mágico”, afirma o autor Fábio Parpinelli.

Reunindo os objetos que correspondem a um período importante da mecânica, aliados a um personagem principal quase humano, criamos um roteiro de acontecimentos e imagens que despertam sensações e podem também construir uma ou mais histórias. A expressividade física do ator e a tecnologia mecânica da manipulação de bonecos e objetos são os principais elementos utilizados na criação do espetáculo”, afirma o diretor Héctor López Girondo.

O cenário, de Miguel Nigro e Liz Moura, que também assinam o figurino, é uma tenda, mistura de circo abandonado com barraca de variedades e antiguidades. Os figurinos são baseados no estilo clássico, seguindo a linha dos mecanismos e traquitanas utilizados nos primórdios dos processos tecnológicos. A luz, de Luz López, é bastante minimalista para conseguir captar os detalhes e os funcionamentos dos objetos. A trilha sonora, de Fábio Parpinelli e Héctor López Girondo, está dividida entre os sons produzidos pelos aparelhos que estão em cena e um som permanente que vem de fora.

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O Autômato
Com Fábio Parpinelli e Héctor López Girondo
Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 50 minutos
15/06 até 09/07
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
Entrada gratuita
Classificação 12 anos

 

ESPETÁCULO RÁ-TIM-BUM, O CASTELO

Com sucesso de público durante a primeira temporada da exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo, o Memorial da América Latina prorrogou a atração trazendo uma grande novidade, trata-se do Espetáculo Rá-Tim-Bum, o Castelo, uma apresentação gratuita em que será possível relembrar alguns dos episódios da série da exibida pela TV Cultura.

A adaptação feita para os palcos manteve o roteiro e trilha originais, possibilitando ao público interagir com os personagens. Quem passar pelo Memorial poderá assistir as apresentações dos seguintes episódios: Tchau não, até amanhã; Quem é quem por aqui; O dono do Castelo; Qual seu planeta de origem? e Zula, a menina azul – com os dois últimos foi feita uma junção que terá uma linda mensagem sobre preconceito.

As apresentações acontecerão sempre aos sábados e domingos, das 10h30 às 18h. No final do dia acontecerão ainda duas sessões (19h30 e 21h) de projeção mapeada na fachada do Castelo, com trechos originais do seriado.

A Cia dos Reis assina a adaptação e a direção das apresentações, a companhia foi convidada a participar do projeto pelos trabalhos que vem realizando nos últimos anos, inclusive para o público infantil, com apresentações dentro e fora da capital voltadas para famílias.

É a oportunidade para os fãs matarem a saudade de alguns dos personagens mais queridos da televisão: Doutor Victor, Morgana, Penélope, Doutor Abobrinha, Etevaldo, Zula, Nino, Pedro, Zeca e Biba esperam por vocês.

As apresentações ficarão em cartaz de 01/07 a 30/09 no Memorial da América Latina, com entrada gratuita nos seguintes horários:

10h30 – “Tchau não, até amanhã!” (15 min)

11h30 – “Quem é quem por aqui?” (15 min)

12h30 – “O dono do Castelo” (15 min)

13h30 – “Qual o seu planeta de origem e Zula, a menina azul” (20 min)

14h30 – “Tchau não, até amanhã!”

15h30 – “O dono do Castelo”

16h30 – “Qual o seu planeta de origem e Zula, a menina azul”

17h30 – “Quem é quem por aqui”

Projeções – 19h30 e 21h

“Espetáculo Rá-Tim-Bum, o Castelo” é um projeto aprovado no Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, e conta com os patrocínios da Jundiá Sorvetes, Seven Boys e Apsen Farmacêutica.

Exposição

Rá-Tim-Bum, o Castelo é um projeto idealizado pela Fundação Memorial da América Latina e pelo Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a TV Cultura e a Caselúdico, em comemoração aos 28 anos da Fundação.

Sucesso de público na primeira temporada, o projeto foi prorrogado e fica em cartaz até 30 de setembro. Os ingressos (valores: R$ 20,00 e, meia-entrada, R$10,00) estão à venda pelo site www.ratimbumocastelo.com.br e na bilheteria do Memorial, que funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos finais de semana e feriados, das 10h às 20h.

Castelo 2.jpg

Espetáculo Rá-Tim-Bum, o Castelo
Com Companhia dos Reis
Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo)
01/07 até 30/09
Sábado e Domingo – sessões das 10h30 até 18h30/projeções – 19h30 e 21h
Entrada gratuita
Classificação Livre