MIL MULHERES E UMA NOITE

Depois de uma temporada de estreia com ingressos esgotados em todas as sessões, o espetáculo Mil Mulheres e Uma Noite volta em cartaz de 2 a 30 de junho, com sessões às sexta-feira (às 21h) e sábado (às 20h), na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Os ingressos são gratuitos.

Primeira montagem adulta do Grupo As Meninas do Conto, com direção de Eric Nowinski e dramaturgia de Cassiano Sydow Quilici, a peça tem como ponto de partida o livro As Mil e Uma Noites traduzida diretamente do árabe para o português por Mamed Mustafa Jarouche.

A proposta é fazer ecoar a voz de Sheerazade, – que, para entreter o rei e salvar a própria vida, não se cansa de contar histórias – uma mulher que enfrenta a tirania dos homens com a potência das histórias. A perspectiva feminina é a força motriz para a dramaturgia.Na peça, a voz dessa mulher é multiplicada pelas vozes femininas que compõem o grupo de sete atrizes. A dramaturgia sobrepõe as narrativas do livro a notícias contemporâneas de opressão feminina.

O livro contém fábulas de terror, piedade, amor, ódio, medos, paixões desenfreadas, atitudes generosas e de comportamentos cruéis, delicadas e brutais. A obra, de tradição oral árabe e persa, foi escolhida por ser uma referência universalmente reconhecida de difusão de contos populares. “É um livro de tradição oral com histórias milenares dos mais variados gêneros, e ao cruzarmos com histórias de opressão feminina exercitamos o processo de educação e transformação, que é a função do conto, em sua essência. O ato de parar para ouvir, exercitar a imaginação e se colocar no ponto de vista do outro”, diz a atriz Simone Grande.

O diretor Eric Nowinski conta que o grupo fez a primeira interface da obra d’As Mil e Uma Noites com recortes de jornal. “Ao abrirmos os jornais, revistas, sites e outros veículos de comunicação nos deparamos diariamente com notícias sobre abuso, injustiça e violência de gênero. É preciso seguir dando voz às mulheres. E não existe na tradição oral mundial imagem mais emblemática do que a de Sheerazade, noite após noite, seduzindo o sultão Sharyar por meio de narrativas fantásticas que percorrem os mais variados gêneros; e esta imagem é ainda mais universal quando entendida como diálogo entre o feminino e o masculino, entre o oprimido e o opressor,” explica.

Em tempos de avanço das tecnologias de comunicação estamos perdendo os momentos de compartilhamento que a prática de leitura em voz alta pode trazer. Este tipo de leitura mobiliza não apenas a fala, mas também o corpo e a relação com os demais participantes, gerando um espaço para a construção de subjetividades,” analisa o Eric Nowinski.

Contemplado com a 4 ª edição Prêmio Zé Renato da Cidade de São Paulo em 2016, o espetáculo circulou por 4 bibliotecas municipais, cumpriu temporada em abril na Oficina Cultural Oswald de Andrade, além de promover leituras encenadas de episódios da obra que não constam da adaptação teatral.

Proposta de encenação

Com direção musical de Fernanda Maia e direção de movimento e coreografias de Letícia Doreto, um coro costura musicalmente as narrativas e conduz o público pelo espaço cênico percorrendo os diferentes espaços onde ocorrerão as histórias. Uma abertura musical contextualiza a plateia com a história de Sheerazade, de onde se desdobram as outras narrativas.

O coro funciona como um personagem, que tem a função de permear as cenas individuais com outras texturas sonoras, ambientação musical e diferentes composições espaciais. Instrumentos musicais como o darbuka, de tradição árabe, remete o ouvinte rapidamente a essa cultura. Outros, como o pandeiro, promovem um elo entre a música do oriente médio e do Brasil tornando possível revelar as influências árabes na cultura brasileira.

Também a iluminação tem função cenográfica. Na medida em que as histórias estarão instaladas em diferentes espaços cênicos, a luz, tanto quanto a ambientação de cada espaço é um importante índice de remissão a um espaço-tempo mítico situado entre o fantástico e o maravilhoso, universo proposto pelas narrativas e fábulas originais e o contemporâneo expresso em elementos da condição feminina , que reverberam em diferentes culturas e diferentes momentos históricos.

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Ficha Técnica:

Dramaturgia: Grupo As Meninas do Conto, em colaboração com Cassiano Sydow Quilici. Direção: Eric Nowinski. Atrizes: Danielle Barros, Helena Castro, Lilian de Lima, Lívia Salles, Norma Gabriel, Silvia Suzy e Simone Grande. Musicista: Ana Rodrigues. Direção de arte: Yumi Sakate. Direção Musical e Preparação Vocal: Fernanda Maia. Preparação Corporal, Direção de Movimento e Coreografia: Letícia Doreto. Desenho de Luz: Eric Nowinski. Assistente de direção de arte e contrarregagem: Diego Dac. Operação de luz: Gabriela Araújo. Designer: Aida Cassiano. Fotografia: Júlia Chequer. Edição de áudio: DNAudio. Captação e edição audiovisual: Bruta Flor Filmes. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Produção: Joice Portes. Adminstração: Regiane Moraes.

 

Serviço:

MIL MULHERES E UMA NOITE .  De 02 a 30 de junho – Sextas-feiras às 21h e sábados, às 20h. Duração: 80 minutos. Classificação etária: 14 anos. Capacidade:  35 lugares.  Ingressos: Grátis (Distribuição de ingressos a partir de  1 hora antes da apresentação). OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo

SUTIL VIOLENTO

A Companhia de Teatro Heliópolis estreia o espetáculo Sutil Violento no dia 27 de maio (sábado, às 20h), na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, no bairro Ipiranga, em São Paulo.

Com texto de Evill Rebouças e encenação assinada por Miguel Rocha (diretor e fundador do grupo), a montagem trata da violência sutil – visível ou comodamente invisível – do nosso cotidiano.

A encenação de Sutil Violento inicia com um frenesi cotidiano, as pessoas correm. Não param. Mal se percebem. Desviam umas das outras, em alguns momentos se esbarram e, em átimos de atenção, reparam que há outros tão próximos e tão parecidos (ou tão diferentes?). Ali, logo ali, há um corpo caído no chão. Será um homem ou um bicho? Apenas se cansou ou não respira mais? Queria comunicar algo, mas será que conseguiu? Um olhar mais atento ao entorno começa a revelar abusos, agressões, confrontos e opressões diárias: formas de coerção privadas ou públicas. Sutis violências do nosso tempo; tão sutis que se tornam invisíveis, naturalizadas.

Segundo o diretor Miguel Rocha, o espetáculo aborda o tema microviolência por meio de uma estrutura fragmentada, tanto na cena quanto no texto. A dramaturgia é composta por um conjunto de elementos: ações físicas, movimentos, música ao vivo e texto. Não há personagens com trajetórias traçadas, mas “figuras” cujas relações com o contexto social em que vivem estão em foco, a exemplo da mulher que é silenciada e do jovem que usa sapatos de salto mediante olhares atravessados. “As microviolências se revelam a partir dessas relações que se estabelecem entre essas pessoas e a sociedade”, argumenta o diretor.

A encenação tem trilha sonora de Meno Del Picchia, executada ao vivo (guitarra, violoncelo e percussão). A música também tem sua carga dramatúrgica em Sutil Violento e ajuda a estabelecer as tensões entre as figuras, muitas vezes a força do discurso está na musicalidade ou na própria canção interpretada. Outro ponto importante é o espaço cênico: a Companhia de Teatro Heliópolis optou por uma instalação (de Marcelo Denny) ao invés de cenografia. Nada convencional, o cenário cedeu lugar a um ambiente todo coberto pela cor vermelha (piso, paredes e arquibancadas) que, no primeiro contato, já propõe sensações diversas. “Queremos que o público integre o espaço, e a monocromia ajuda a inseri-lo dentro da cena. Essa cor vibrante, esse vermelho intenso tem como contraponto a luz fria, que também contribui para a sensação de experimentação do não convencional”, conta o diretor.

Miguel Rocha conclui que o espetáculo quer pontuar as microviolências do nosso tempo, do Brasil de hoje; mostrar que as pequenas ou sutis violências se potencializam mediantes suas naturalizações. “Sutil Violento é muito mais provocação que denúncia. Cada um vai entender o espetáculo pela perspectiva pessoal. Por isso acho importante trabalhar com símbolos em cena, que reverberam sempre de forma diferente para cada pessoa; o espectador vai se deparar com alguns deles em Sutil Violento. É importante fazer o público pensar, e um argumento bom para isto é mesmo a provocação.

Sutil Violento é resultado do projeto Microviolências e Suas Naturalizações, contemplado pela 28ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Uma série de atividades foi realizada, em 2016, durante o processo de pesquisa. Além de entrevistas com pessoas da comunidade de Heliópolis, o grupo promoveu encontros para discutir a “Naturalização da Violência” com importantes pensadores e ativistas: o jornalista e doutor em ciência política Leonardo Sakamoto, a filósofa Marcia Tiburi, a historiadora social Zilda Iokoi e o jornalista Bruno Paes Manso. Os debates, mediados pela crítica teatral Maria Fernanda Vomero (também provocadora), funcionaram como provocações teóricas fundamentais para a construção do trabalho. O projeto teve ainda provocações teatrais com Alexandre Mate e Marcelo Denny, preparação corporal e direção de movimento de Lúcia Kakazu e figurino assinado por Samara Costa, entre outros.

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Ficha técnica

Encenação: Miguel Rocha.

Texto: Evill Rebouças (criação em processo colaborativo com a Cia de Teatro Heliópolis)

Elenco: Alex Mendes, Arthur Antonio, Dalma Régia, David Guimarães, Klaviany Costa e Walmir Bess.

Direção de movimento e preparação Corporal: Lúcia Kakazu

Oficinas de dança: Nina Giovelli e Camila Bronizeski

Direção musical e preparação vocal: Meno Del Picchia

Oficinas de voz e canto: Olga Fernandez, Sofia Vila Boas e Lu Horta

Músicos: Giovani Bressanin (guitarra), Peri Pane (violoncelo) e Luciano Mendes de Jesus (percussão)

Sonoplastia: Giovani Bressanin

Provocação teórica e prática: Maria Fernanda Vomero

Provocação / teatro épico: Alexandre Mate

Provocação / teatro performático: Marcelo Denny

Mesas de debates: Marcia Tiburi, Leonardo Sakamoto, Bruno Paes Mando e Zilda Iokoi

Mediadora/debates: Maria Fernanda Vomero

Organização de textos do programa: Maria Fernanda Vomero

Cenografia/instalação: Marcelo Denny

Assistente de cenografia: Denise Fujimoto

Figurino: Samara Costa

Iluminação: Toninho Rodrigues e Miguel Rocha

Assistente de iluminação: Raphael Grem

Operação de luz: Gabriel Igor

Direção de produção: Dalma Régia

Produção executiva: Janete Menezes e Mayuri Tavares

Designer gráfico: Camila Teixeira

Fotos: Geovanna Gellan

Assessoria de imprensa: Eliane Verbena

Realização: Companhia de Teatro Heliópolis

Apoio: 28ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, AGC Vidros, Schioppa, Arno e Tonlight.

 

Serviço

Espetáculo: Sutil Violência

Estreia: 27 de maio. Sábado, às 20 horas

Casa de Teatro Maria José de Carvalho

Rua Silva Bueno, 1533. Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318

Temporada: 27 de maio a 27 de agosto (dia 29 de julho não haverá apresentação)

Horários: sextas e sábados 20h e domingos, às 19 horas

Ingressos: Grátis (bilheteria 1h antes das sessões)

Duração: 90 minutos. Gênero: Experimental. Classificação: 14 anos

Capacidade: 48 lugares. Não possui acessibilidade.

Agendamento para escolas e ONGs: sessões das sextas-feiras.

A FALECIDA

Comemorando 17 anos, o Grupo Gattu volta à bem sucedida pesquisa das obras de Nelson Rodrigues e estreia o espetáculo “A FALECIDA”,  no dia 25 de abril, às 21h, no Teatro do Sol, em Santana. As apresentações acontecem aos sábados e domingos e os ingressos são gratuitos.

 As outras incursões do Grupo Gattu ao universo rodrigueano lhes renderam o convite para os festivais Ibero Americano de Teatro (com “Viúva, porém honesta”, em 2009, e “Boca de Ouro”, em 2011), de Curitiba (“Dorotéia”, em 2010) e São José dos Campos (“A Serpente”, em 2012), além de figurarem entre os melhores espetáculos em cartaz na cidade de São Paulo pela Revista Bravo e Revista Veja.

“A FALECIDA” é uma obra ousada, emocionante e cheia de humor mordaz. Assombrada pela moral e fascinada por uma ideia fixa de morte purificadora, Zulmira percorre funerárias planejando seu próprio enterro com pompas e cerimônias. A fim de se igualar a castidade de sua prima, desafia sua família e contraria seu marido, um homem desempregado e igualmente fanático, mas por futebol.

Esta montagem foi contemplada com a “IV Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo”. O Grupo Gattu  sentiu-se honrado com este prêmio da Secretaria Municipal de Cultura que contempla trabalhos cujas pesquisas são referências para a cultura do país. “Seguimos com orgulho o trabalho de elevar a memória do nosso maior dramaturgo trazendo aos palcos sua obra repleta de humor cáustico, provocação e sensualidade” comemora Eloísa Vitz, que também é a mulher que mais dirigiu espetáculos de Nelson Rodrigues no Brasil. 

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A Falecida
Com Eloisa Vitz, Miriam Jardim, Daniel Gonzales, Laura Vidotto, Mariana Fidelis, Lilian Peres, Rodrigo Vicenzo e Jailton Nunes. Ator convidado: Darson Ribeiro
Teatro do Sol (Rua Damiana da Cunha, 413 – Santana, São Paulo)
Duração 80 minutos
25/04 até 25/06
Sábado – 21h; Domingo – 19h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos
 
Texto: Nelson Rodrigues
Direção: Eloísa Vitz
Assistente de Direção: Miriam Jardim
Crédito das fotos: Claudinei Nakasone
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação

HOTEL MARIANA

Criado a partir de relatos de alguns sobreviventes da tragédia de Mariana (MG) que ocorreu em novembro de 2015, o espetáculo Hotel Mariana estreia dia 6 de maio  de 2017 na Estação Satyros. Com direção de Herbert Bianchi e dramaturgia de Herbert Bianchi e Munir Pedrosa, em cena os atores usam fones de ouvido e reproduzem instantaneamente os relatos que estão ouvindo – coletados pelo idealizador do projeto Munir Pedrosa, que foi até a cidade uma semana depois do desastre.

Sinopse

Eram quase três e meia da tarde de 5 de novembro de 2015, um dia quente, como de costume no vale do Rio Doce, quando a barragem de rejeitos de minérios de Fundão, em Mariana-MG, com cerca de 55 bilhões de litros de lama espessa, rompeu-se sobre os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Depoimentos perturbadores e surpreendentes são colocados no palco e evidenciam a simplicidade de pessoas que perderam tudo ou quase tudo o que tinham. Da criança do grupo escolar ao velho da folia de reis, do ativista de direitos humanos à aposentada que escreve poemas, somos convidados a escutar os sobreviventes que, com suas histórias, traçam um panorama político, histórico e cultural do nosso país.

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Hotel Mariana
Com: Angela Barros, Bruno Feldman, Clarissa Drebtchinsky, Fani Feldman, Isabel Setti, Lucy Ramos, Marcelo Zorzeto, Munir Pedrosa, Rita Batata, Rodrigo Renato Caetano
Estação Satyros. (Praça Franklin Roosevelt, 134 Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/05 até 10/07
Sábado – 20h; Domingo – 18h; Segunda – 20h
$30 (Sábado e Domingo), Grátis (Segunda)
Classificação livre
 
Idealização e pesquisa: Munir Pedrosa 
Direção: Herbert Bianchi 
Edição: Herbert Bianchi e Munir Pedrosa 
Assistente de direção: Letícia Rocha
Designer de luz: Rodrigo Caetano 
Cenário: Herbert Bianchi
Cenotécnico: Marcelo Maffei
Figurinos: Bia Piaretti e Carol Reissman 
Acervo: David Parizotti
Produção executiva e direção de produção: Munir Pedrosa
Apoio: Greenpeace e Oficinas Culturais do Estado de São Paulo
Realização: Governo do Estado de São Paulo 
Assessoria de Imprensa: Honor Comunicação

 

PALESTRA COM DANILO SANTOS DE MIRANDA

 

Com o objetivo de estimular e fomentar a reflexão sobre a produção artística nacional, o projeto J. Safra Social, promovido pelo Teatro J. Safra, recebe no dia 15 de março sua primeira palestra de 2017.

Com entrada gratuita, Danilo Santos de Miranda – diretor regional do SESC São Paulo e especialista em ação cultural – dividirá com o público sua experiência em um debate que tratará sobre gestão cultural.

Os ciclos de palestra vêm de encontro ao projeto social do Teatro, que está engajado em democratizar o acesso à cultura e contará com mais eventos ao longo deste ano, como as Oficinas de Arte-Educação.

Sobre Danilo Santos de Miranda

Especialista em ação cultural e Diretor Regional do SESC – Serviço Social do Comércio no Estado de São Paulo. É membro da Art for the World, conselheiro da Fundação Itaú Cultural e do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foi Presidente do Comitê Diretor do Fórum Cultural Mundial em 2004 e Presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, em 2009. Nos últimos anos tem participado como conferencista em eventos nacionais e internacionais e sido agraciado com homenagens de reconhecimento ao seu desempenho a favor da cultura, como a Comenda da Ordem Nacional do Mérito do Governo da França, a Grande Cruz do Governo da Alemanha e a Comenda da Ordem da Coroa do Governo da Bélgica. Entre suas obras, como organizador, encontram-se: “Ética e Cultura” (2001), “O Parque e a Arquitetura” (2004), “Cultura e Alimentação. Saberes Alimentares e Sabores Culturais” (2007) e “Memória e Cultura – A importância da memória na formação cultural humana” (2007).

Oficinas de Arte-Educação

O projeto J. Safra Social, ainda contempla algumas oficinas gratuitas, com vagas limitadas, oferecidas pelos professores Felipe de Menezes e Giseli Ramos. Felipe, que é diretor, iluminador e professor de teatro, ministra aulas de interpretação para iniciantes todas às quintas-feiras, a partir do dia 09 de março, das 18h30 às 20h30, até dia 30 de novembro. Estudioso, atualmente conclui a sua graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), onde desenvolve a pesquisa sobre a “Metodologia comparada do ensino de ‘história do teatro’ nas escolas técnicas de formação de atores da cidade de São Paulo”. É professor do Teatro Escola Macunaína, e ja realizou mais de quinze montagens, com destaque para: “Parafilias” (2015), “Álbum de família” (2014), “Viva Nelson Rodrigues” (2014) e “Mockinpott” (2013).

Já Giseli, atriz, diretora e professora com 20 anos de experiência em teatro, será a responsável pelas aulas de interpretação avançada, todas às quartas-feiras, a partir do dia 08 de março, das 20h às 22h, até dia 29 de novembro. Pós-graduada em Direção Cênica na Faculdade de Artes Cênicas Célia Helena, Giseli trabalhou nas áreas de interpretação e montagem em diversas escolas de renome, como a Macunaíma e Incenna. Já realizou aproximadamente 50 espetáculos. Como atriz, alguns de seus últimos trabalhos foram “A Dama da Loção Antipiolho” (Tennessee Williams), “Menina Soldado” (Criação Colaborativa), “Ela se Vinga com o Monólogo” (Simone de Beauvoir) e “Delicadas e Perversas” (Nilza Resende).

Sobre o Projeto J. Safra Social

Os ciclos fazem parte do projeto J. Safra Social, que apresenta anualmente uma programação diversificada de atividades culturais gratuitas, com o objetivo de estimular e fomentar reflexão sobre a produção artística nacional. A democratização do acesso à cultura é outro pilar do Teatro J. Safra, que promove com este projeto social a criação, formação, produção, e a difusão artística e cultural, promovendo seu acesso à população em geral. Os interessados em participar dos Ciclos de palestras gratuitas, devem ir ao Teatro J Safra, na Rua Josef Kryss, 318, na Barra Funda, 30 minutos antes do início das palestras. A casa comporta 627 pessoas.

 

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Projeto J. Safra Social
Palestra com Danilo Miranda
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
15/03
Quarta – 19h30
Entrada gratuita (ingressos com 30 minutos de antecedência)
 
Oficinas de Arte-Educação
 
Para mais informações de horários e inscrições: contato.teatrojsafra@manhasemanias.com.br

HAMLET-EX-MÁQUINA

42 Coletivo Teatral vai estrear seu espetáculo “Hamlet-Ex-Máquina” na Oficina Cultural Oswald de Andrade no dia 16 de março. Montagem singular do texto de Heiner Müller, com inserções do original Hamlet de Shakespeare, a peça é uma performance experimental falada em português, alemão, inglês e espanhol – com legendas em português.

A encenação de Érika Bodstein se passa em um bunker, um lugar de resistência para o teatro, que sobrevive apesar de tudo. Lá a peça e os atores sobreviveram às grandes catástrofes que percorrem as histórias de Shakespeare e Müller e do próprio grupo. Dois músicos ao vivo em cena completam o espetáculo. A temporada se estende de 16/03 a 29/04, sempre de quintas e sextas às 20h e sábados às 18h. Os ingressos são gratuitos.

Hamlet-Ex-Máquina é uma peça sobre a capacidade humana de se transformar diante de nossas (pequenas ou grandes) tragédias diárias. Hamlet deve vingar o pai e lutar por justiça. Esse jovem, criado por William Shakespeare, e relido por Heiner Müller, e pelo 42 Coletivo Teatral, usa a arte para lutar contra a corrupção, contra “algo de podre” que existe no “reino da Dinamarca”. A peça apresenta um novo Hamlet, que está para além da máquina, não é mais um número na engrenagem do sistema, ao contrário, promove reflexões sobre a condição do homem no mundo globalizado.

42 Coletivo Teatral foi contemplado na 3˚ edição do Prêmio Zé Renato, e o edital Cena Aberta para as apresentações na FUNARTE, cumprindo temporada de seu espetáculo Maria Borralheira, de Vladimir Capella, em 2016. O grupo, que se reúne desde 2009, traz agora seu novo trabalho ao público.

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Hamlet-Ex-Máquina
Com Augusto Ruy Machado, Bárbara Galego, Dante Passarelli, Martin Müller e Valéria Marchi
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo)
Duração 90 minutos
16/03 até 29/04
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita (ingresso distribuído 1h antes)
Classificação 16 anos
 
 
Adaptação e Encenação: Érika Bodstein
Músicos ao vivo: Adriano Salhab e Wilson Feitosa Jr.
Cenário: Celso Rorato e Fernando Passetti
Figurino: Paula Baraldi 

NÓS S/A

De 10 a 19 de março, o Caleidos Cia de Dança apresenta o espetáculo “Nós S/A” que explora, por meio da dança, o universo da apropriação do espaço urbano pela lógica do mundo corporativo. O espetáculo de dança discute a organização do espaço e das relações sociais a partir do fenômeno da especulação imobiliária; o mundo corporativo se refletindo no espaço urbano e nas formas de viver em sociedade.

A especulação imobiliária traduz-se como o mundo dos negócios atuando sobre o espaço e sobre os corpos do mundo. A espetacularização dos negócios, a empresarização das relações, a mercadorização e a comercialização dos corpos são postos em cenas que dialogam com o público por meio da dança.

Em “Nós S/A”, a especulação imobiliária é tratada como uma etapa desta corporativização da sociedade. A mudança que se opera com estes negócios não é apenas no modo de construir ou ocupar o espaço urbano, não se compra ou se vende apenas um apartamento, empreende-se a comercialização de um modo de vida.

Sob o olhar das corporações, o espaço redefine-se como negócio, o tempo transforma-se em moeda, o corpo entende-se como empresa e a vida em sociedade é mais um negócio no grande negócio do mundo.

“Nós S/A” convida a pensar sobre a empresarização da sociedade com seus donos, seus trabalhadores e seus excluídos. Como em outros espetáculos do Caleidos Cia De Dança o público é convidado a dialogar com as cenas por meio da leitura da dança, produzindo a significação do movimento e das imagens sugeridas pelos jogos que se constroem ao vivo a partir da estrutura dramatúrgica.

A encenação geral remete às reuniões corporativas (1º ato), aos banquetes (2º ato) e ao mapa de guerra (3º ato). A mesa – de estudos, de negócios, de planejamentos, de jogos e de comer – é personagem onipresente no espaço cênico, é nela e a partir dela que a movimentação dos bailarinos e a disposição do público de organiza, refletindo metaforicamente a organização do espaço urbano e as dinâmicas sociais sob a perspectiva das grandes corporações.

Os novos empreendimentos imobiliários exercem certo fascínio em parte da população. Os condomínios que apresentam a possibilidade de se exercitar, fazer reuniões familiares, reuniões de negócios, comprar e até ir ao cinema ou pizzarias sem deslocamentos urbanos, refletem não apenas uma ideia de praticidade, mas também a imobilidade e sistematização das relações sociais que de certa forma estão na perspectiva do modo de vida corporativo”, conta a diretora do Caleidos Isabel Marques.

Esse modo de vida diz respeito a um modo de vida empresarial. Há uma ideologia por trás dos anúncios e das falas de compradores e vendedores: é como se a pessoa que procura esse tipo de residência dissesse ‘eu quero que a minha vida e minha sociedade funcione como uma empresa’ – entender isso, para nós, foi quase um convite para explorarmos essa ideia num espetáculo de dança”, complementa o dramaturgo Fábio Brazil.

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Nós S/A
Com Nigel Anderson, Renata Baima, Kátia Oyama, Ágata Cérgole, Jailson Rodriguez e Bruna Milani
Duração 50 minutos
Instituto Caleidos (Rua Mota Pais, 213, Lapa, São Paulo)
10 a 19/03
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
Entrada gratuita
Classificação 14 anos
 
Caleidos Cia de Dança
Direção: Isabel Marques
Codireção e dramaturgia: Fábio Brazil
Música: Caleidos Cia de Dança
Cenário: Fábio Brazil
Preparo corporal: Ana Paula Mastrodi
Iluminação: Rafael Lemos
Produção: Mobilis Ltda – ME
 
Mais informações: www.caleidos.com.br