ERA UMA VEZ UM REI

Pombas Urbanas apresenta Era Uma Vez Um Rei no Sesc Carmo/ Praça da Liberdade (14/9) e no SESC Parque Dom Pedro II (16/9).

Com texto de Oscar Castro e dedicada a Lino Rojas, dramaturgo peruano radicado em São Paulo, a montagem mostra a vida de três catadores de papelão, ferro e garrafas que se revezam na condução de seu carrinho. O trabalho vai se transformando numa brincadeira em que, a cada nova semana, um deles se torna rei, depois presidente e, finalmente, ditador.

Cada vez mais envolvidos no jogo, que também ganha intensidade, os catadores se afastam da realidade e entram num universo de fantasia em que o poder e a riqueza são tratados de forma lúdica. Abandonando seus escrúpulos, eles não poupam esforços para dominar e manterem-se no poder.Temas atuais como os 30 anos das “Diretas Já” e os 50 anos do Golpe Militar permeiam o espetáculo.

O grupo vem desenvolvendo uma ampla pesquisa sobre o ator, linguagem e dramaturgia desde 1989. Em sua trajetória contam 13 espetáculos que refletem seu estudo continuo sobre homem e seu meio.

Sinopse

Um grupo de mendigos se encontra num final de tarde da cidade. Com latas, plásticos e papelões criam o espaço onde vivem, descansam e fazem festa. De suas relações nasce uma brincadeira na qual, a cada semana, cada um deles será rei, depois presidente e em seguida ditador. O jogo humano e imaginativo torna-se intenso e esses mendigos saem da realidade em que vivem para representar as relações de poder da mesma sociedade que os marginaliza.

CARMEN (4)

Era Uma Vez Um Rei

Com Adriano Mauriz, Marcelo Palmares, Paulo Carvalho, Cinthia Arruda, Juliana Flory, Marcos Kaju, Ricardo Big, Natali Santos

Duração 60 minutos

Entrada Gratuita

Praça da Liberdade

Sexta-feira, 14 de setembro, das 15h às 16h

SESC Parque Dom Pedro II (Praça São Vito, s/n – Brás, São Paulo)

Domingo, 16 de setembro, às 15h

 

SENHORA X, SENHORITA Y

Tendo como ponto de partida o texto A mais Forte, de August Strindberg, o espetáculo Senhora X, Senhorita Y estreia dia 6 de setembro, quinta-feira, às 20 horas na Oficina Oswald de Andrade e se debruça sobre alguns dos papéis que a mulher desempenha na sociedade contemporânea.

Com direção geral e dramaturgia de Silvana Garcia e interpretação das atrizes Ana Paula Lopez, Sol Faganello e a performer sonora Camila Couto, que assinam o texto com a encenadora, Senhora X, Senhorita Y é o embate entre duas mulheres, duas atrizes que se enfrentam, se acolhem, se estranham, tendo como enredo as questões que conformam e definem a mulher nos dias de hoje. A peça investiga aspectos muitas vezes contraditórios de inserção social e política feminina, de seus investimentos afetivos e dos agenciamentos simbólicos que a cercam. O foco é a construção do feminino do modo como ele se revela por meio da relação entre mulheres.

Sinopse

Senhora X e Senhorita Y encontram-se em uma casa de chá e entram em conflito ao confrontarem suas vidas. Esse encontro se repete, com variações de humor e grotesco, em outros tempos e em outras circunstâncias, revelando novas possibilidades de compreensão do lugar que cada uma ocupa em relação à outra e em relação à sociedade. A dominante é o humor, o rir de si mesmas, o que, no entanto, não impede que venham à tona os aspectos problemáticos da feminidade e do feminismo. Da competição entre as mulheres à violência doméstica e à orientação de gênero, os temas contemporâneos da experiência de ser mulher atravessam as relações entre as duas atrizes em cena. Não há moldura temporal, nem personagens fixas: no jogo permanente que mantêm entre si, elas estão o tempo todo em movimento, intercambiando papéis, entrando e saindo do jogo, brincando com a plateia, voltando ao texto que deu origem ao espetáculo.

Sobre a peça

A ideia de Senhora X, Senhorita Y nasceu de um estudo sobre A mais forte, de Strindberg. Nessa peça, datada de 1889, o autor sueco dispõe frente à frente uma mulher e sua rival, e faz sucederem temas que as dispõem em lados opostos, acentuando o contraste entre a vida de uma e de outra. Embora seja um monólogo, Strindberg estrutura as falas da Senhora X com maestria tal que podemos “escutar” os argumentos de sua contraparte. Quisemos tornar audível essa contraparte, fazendo falar a Senhorita Y, dando-lhe status de co-protagonista. A partir daí, a sequência de imagens e motivos se sucederam com facilidade.  É o jogo entre as personagens e alguns dos temas de A mais forte que, atualizados, constituem Senhora X, Senhorita Y. Não se trata da peça de Strindberg, mas de uma paráfrase dela. A situação é similar, um possível mesmo cenário, mas, desta vez, as duas figuras debatem, se relacionam, ora são cúmplices, ora se provocam mutuamente, falam delas na intimidade, mas também delas no mundo.

O processo de criação da peça valoriza as criações das atrizes, e partes do texto final ainda preservam improvisos verbais, afiados nos jogos de espelhamento, repetições e precipitações de fala. Nesse sentido, Senhora X, Senhorita Y é um trabalho que exige das atrizes requinte e precisão de desempenho, ao que elas correspondem com a maturidade de intérpretes experientes. Também a serviço do jogo das atrizes, a trilha propõe a investigação de possibilidades sonoras e performáticas a partir da utilização e ressignificação de objetos socialmente relacionados à mulher, elementos que serão explorados ao vivo em cena para a construção das sonoridades.

CARMEN

Senhora X, Senhorita Y

Com Ana Paula Lopez, Sol Faganello e Camila Couto

Oficina Cultural Oswald de Andrade – sala 07 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração  70 minutos

06 a 29/09

Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 18h (exceto feriado: dia 7/9 – sexta-feira – 18h)

Entrada Gratuita (ingressos distribuídos com 1 hora de antecedência)

Classificação 14 anos

VERSÃO NA PRAÇA

Nos dias 4 e 5 de agosto, o Espaço Cultural Porto Seguro apresenta a nova edição do projeto Versão na Praça. O evento traz artistas da cena contemporânea cantando sucessos de seus ídolos. São dois shows no período da tarde e um show infantil pela manhã, além da feira itinerante Mercado Buenos Artes, com uma seleção especial de designers, artistas, estilistas, ilustradores e produtores de comidas e bebidas artesanais, durante todo o dia e muita música com o Dj Formiga. A entrada é gratuita.

No sábado (4/8), às 11h, a Banda Mirim apresenta o novo show “Música para Criança?”, com canções de todos os espetáculos da trupe. Às 14h, o grupo vocal Cantrix, formado por Renata Ricci, Luciana Bollina, Livia Graciano e Yael Pecarovich, cantam composições de Gilberto Gil. Às 16h, a cantora e atriz Laura Lobo (que integrou o elenco de musicais como “Les Miserables”, “A Família Addams”, “O Despertar da Primavera” e “Cats”) interpreta sucessos de Christina Aguilera, inspirada em performances e trabalhos de destaque na carreira da norte-americana.

No domingo (5/8), quem abre a programação, às 11h, é Carlos Navas com as músicas que Chico Buarque e Vinicius de Moraes dedicaram às crianças. Elis Regina ganha homenagem da atriz Carol Bezerra, às 14h. Carol interpretou a Pimentinha, apelido dado a Elis por Vinicius de Moraes, no espetáculo musical “Jair Em Disparada” (2012). Às 16h, é a vez da atriz Thalita Pertuzatti fazer seu tributo a Whitney Houston, encerrando a programação do fim de semana. Thalita foi finalista da primeira edição do programa “The Voice Brasil”, em 2012, e campeã do programa Raul Gil, em 2009.

O evento é para toda a família, inclusive o seu bichinho de estimação. Quem vier de transporte coletivo pode usar vans gratuitamente, tanto para chegar ao Espaço Cultural quanto para voltar. Elas saem da Estação da Luz, acesso pela saída da Rua José Paulino/Parque da Luz.

CARMEN

Versão na Praça
Dias 4 e 5 de agosto – sábado e domingo – das 10h às 18h
Na praça do Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610 – Campos Elíseos, São Paulo).
Entrada gratuita, não é necessária retirada de ingressos.
Classificação etária: livre.

4 de agosto – sábado
11h – Banda Mirim – Música para Criança?
14h – Cantrix canta Gilberto Gil
16h – Laura Lobo canta Cristina Aguilera

5 de agosto – domingo
11h – Chico e Vinicius para Crianças – Carlos Navas
14h – Carol Bezerra canta Elis Regina
16h – Thalita Pertuzatti canta Whitney Houston

DIÁLOGOS SOBRE A LOUCURA

O espetáculo ‘Diálogos Sobre a Loucura’, segundo trabalho do grupo Performatron, nasce a partir de um processo de pesquisa de dois anos realizado em instituições psiquiátricas do país. A peça estreia na próxima segunda-feira, 02 de julho, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade em temporada até 15 de agosto, sempre às segundas, terças e quartas, às 20h. No espetáculo, um grupo de jovens médicos que atua em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro em plena ditadura militar, vê-se obrigado a tomar uma atitude drástica quando são demitidos arbitrariamente de suas funções.

Contemplado pelo ProAC – Primeiras Obras de Teatro em 2017, o espetáculo busca refletir sobre a construção social da loucura, a partir da fricção entre materiais documentais e as experiências vividas pelos artistas do grupo durante o processo. Durante o período de pesquisas práticas, realizadas no Instituto Nise da Silveira, no Rio de Janeiro, e em unidades do CAPS na cidade de São Paulo, foram realizadas diversas conversas com portadores de transtornos psiquiátricos, profissionais da área da saúde e familiares, além do registro por meio de textos, vídeos e gravações das impressões dos atores, que participaram de oficinas de teatro, eventos institucionais e reuniões de equipe nessas instituições.

Desde sua formação, no ano de 2014, o grupo Performatron investiga as possibilidades de ampliação e ressignificação de material documental através da pesquisa em comunidades específicas. Em seu primeiro trabalho, São Paulo Refúgio, depoimentos, cartas e entrevistas concedidas por refugiados e imigrantes foram revisitados em ensaios colaborativos e confrontados com as experiências pessoais dos atores, que estiveram também durante dois anos imersos em ocupações, mesquitas e instituições de auxílio a imigrantes. A partir desses encontros com grupos em situação de vulnerabilidade, o grupo busca sempre estabelecer novas possibilidades desenvolver suas criações artísticas diretamente atreladas com questões sociais e políticas da sociedade atual.

Em ‘Diálogos Sobre a Loucura’, o amplo espectro da loucura é abordado pelo viés do sistema público de saúde mental do país. Durante a pesquisa prática, o grupo percebeu a necessidade de reflexão sobre as consequências sociais de modelos psiquiátricos que encarceram e desumanizam portadores de transtornos mentais. Foram explorados, ainda, elementos fundamentais que permeiam a discussão, como o papel da indústria farmacêutica, a reinserção social de pacientes advindos de longos períodos de internação e os impactos de decisões políticas nesses processos.

O desenvolvimento da dramaturgia e a ação ficcional do espetáculo tomou como uma base um acontecimento histórico conhecido como “Crise da DINSAM (Divisão Nacional de Saúde Mental)”, quando, em 1978, três jovens médicos decidem denunciar no livro de registro o que acontece no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro. O psiquiatra Paulo Amarante, também entrevistado nesse processo, explica:

Em 1978, comecei a trabalhar na Dinsam e notei ausência de médicos nos plantões, deficiências nutricionais nos internos, violência (a maior parte das mortes causada por cortes, pauladas, não investigadas e atribuídas a outros pacientes). Investigamos, e as conclusões deram muito problema. Outra denúncia era da existência de presos políticos em hospitais psiquiátricos, inclusive David Capistrano, pai, um dos fundadores do Partido Comunista (Radis 143) – e existem fortes indícios de que era ele mesmo. Havia médicos psiquiatras envolvidos em tortura e desaparecimento de presos políticos – a Colônia Juliano Moreira [no Rio] tinha um pavilhão onde só entravam militares. Fui chamado na sede da Dinsam e demitido, com mais dois colegas. Oito pessoas, entre elas, Pedro Gabriel Delgado e Pedro Silva, organizaram um abaixo-assinado em solidariedade a nós. Depois, mais 263 pessoas foram demitidas. Isso caracterizou um movimento. Conseguimos manter a crise da Dinsam, como chamávamos, na imprensa por mais de seis meses.

O grupo, inteiramente formado por jovens em torno dos 25 anos de idade, traz em seu discurso e no discurso de seus personagens, o dilema de uma geração que é incapaz de agir ativamente diante da catástrofe social e política que assola o país.

Principalmente depois da grave crise política atual, percebe-se que os dilemas de 1978 não estão tão distantes de nós e encontrar o modo de trazer isso para o espetáculo foi o grande desafio dessa criação. Encontrar os diálogos possíveis entre 1978 e 2018, jovens médicos e jovens artísticas, o hospício e o teatro, se mostrou um processo extremamente trabalhoso, porém gratificante, uma vez que hoje é possível enxergar no espetáculo não apenas as vozes dos artistas e de um jovem grupo de teatro da cidade de São Paulo, mas, sobretudo, das inúmeras vozes silenciadas em instituições psiquiátricas do país”, acrescenta Dess.

Ainda que a reforma psiquiátrica implantada em 2001 no Brasil objetive o fim dos manicômios, é notório que algumas instituições psiquiátricas ainda permanecem reproduzindo o mesmo modelo de encarceramento do século passado. “Durante o período de pesquisa para o desenvolvimento do espetáculo foi possível notar como alguns modelos enrijecidos de gestão são capazes fomentar a marginalização e estigmatização do paciente psiquiátrico. Buscando construir uma crítica a esses modelos, foi tomado como base um acontecimento histórico do passado, porém perfeitamente capaz de dialogar com os tempos atuais. Entende-se que para compreender os sistemas de regem o Brasil atual, é necessário olhar para como esses sistema foram construídos no passado e é isso que ‘Diálogos Sobre a Loucura’  e o Performatron buscam fazer, complementa o diretor.

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Diálogos Sobre a Loucura

Com André de Saboya, Augusto Caliman, Elise Garcia, Ériko Carvalho e Gabriela Moraes

Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo)

Duração 130 minutos

02/07 até 15/08

Segunda, Terça, Quarta – 20h

Ingressos gratuitos distribuídos 1h antes do início do espetáculo.

Classificação 14 anos

*30 e 31 de julho e 01 de agosto não haverá espetáculo

**2 e 16 de julho, às 21h, e 9 de julho, às 19h.

QUIERO HACER EL AMOR

Criada e dirigida pela atriz e dramaturgaCarolina Bianchi,a performance Quiero Hacer El Amor ocupa áreas de convivência do Sesc Pinheiros entre 6 e 27 de julho. As apresentações acontecem todas as sextas-feiras e também no feriado (9 de julho, segunda-feira), às 13h30. Criada como um desdobramento dos estudos de Carolina sobre corpo e sexualidade, QuieroHacer El Amor conta com dez performers, todas mulheres.

O trabalho de Carolina pretende desierarquizar noções estabelecidas sobre sexo. Ao deslocar mulheres para ambientes públicos que, a princípio, nada tem de sexuais, a artista experimenta o poder da sexualidade de criar desvios no que está estabelecido. “Nós nos perdemos no espaço até que o corpo também vire parte da arquitetura que ocupamos”, diz Carolina.

As performers ocupam diferentes espaços e interagem com corrimão, chão, parapeito e outras superfícies que estiverem disponíveis. “É importante que esses locais estejam desprovidos de qualquer libido, pois isso é construído na cena. Já fizemos a ação na frente de um tribunal de contas, por exemplo”, explica a artista.

Entre as principais referências de Carolina para os estudos sobre sexualidade, estão o filósofo francês Gilles Deleuze (1925 – 1995), que ao propor pensar a pele como uma superfície repleta de poros abre a percepção sobre outras possibilidades de prazer; o filósofo espanhol Paul B. Preciado (1970), que critica principalmente a cultura heterocentrada, que olha o corpo como algo que funciona a serviço da reprodução sexual e produção de prazer genital; e da americana Andrea Fraser (1965), performer e professora de novos gêneros de arte na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Desenvolvida ao longo de duas horas, a performance não tem o objetivo de que o público a assista do começo ao fim, mas sim a flagre em determinados momentos. “É uma experiência em trânsito, menos sobre ver e mais sobre perceber o que está acontecendo”, diz Carolina. Para ela, o trabalho desloca o prazer sexual da mulher para o ambiente público, espaço que culturalmente foi concedido apenas aos homens.

QuieroHacer El Amor por Carolina Bianchi

QuieroHacer El Amor é uma experiência em performance em que um grupo
de 10 a 20 artistas mulheres se relacionam sexualmente com diferentes superfícies/ matérias que configuram um espaço. Durante aproximadamente 120 minutos friccionamos toda a extensão do nosso corpo como possibilidade de prazer quando em contato com o chão, a arquitetura de um edifício, e os objetos que são encontrados pelo caminho.

Deslocar a erotização feminina para o espaço público, provocar a expansão das possibilidades deprazer em cada centímetro do nosso corpo. Desvio.
Descontextualizando hábitos, músculos afetivos altivos. Molhar o patrimônio
com nossos fluídos. Transar com o espaço e ser transada por ele. “A revolução é a sexualidade pisoteando a civilização”( The Motherfuckers).

Quiero Hacer El Amor

Com Joana Ferraz, Carolina Splendore, Michele Navarro, Carolina Bianchi, Marina Matheus, Danielli Mendes, Debora Rebecchi, Mariza Virgulino, Larissa Ballarotti e Mariana Mantovani.

Sesc Pinheiros – Área de Convivência ( R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 120 minutos

06 a 27/07 (inclusive 09/07)

Sexta – 13h30

Grátis

Classificação Livre

CAIXA DE MEMÓRIAS

Com 27 anos de existência, a veterana Companhia Razões Inversas está em cartaz com seu novo trabalho, Caixa de Memórias, a partir do texto inédito de José Eduardo Vendramini, no Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho. Encenado por Marcio Aurelio, o espetáculo tem sessões às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos às 20h. O elenco é formado por Walter Bedra, Denise Del VecchioPaulo Marcello,Samanta Precioso, Gonzaga Pedrosa, Laís Marques e Carolina Fabri.

O texto trata da formação dos núcleos familiares na virada do século XX, responsáveis pela criação e montagem das cidades e de seus redutos com as diferentes células, que dão forma à figura do homem nostálgico brasileiro. São homens oriundos de diferentes pontos que trazem no peito uma dor à qual não sabem nomear: saudade é a argumentação da busca. Faz o elogio das raízes familiares profundas, que tanto norteiam as relações pessoais através do tempo quanto as problematizam. Nesse sentido, não haveria família que não fosse o resultado – aceito ou rejeitado – de grandes princípios genéticos, éticos e emocionais. Esta peça trata das heranças profundas – por vezes doloridas – que a Arte pode transformar em compartilhamento familiar e social.

O personagem principal é o tempo. A “Caixa de Memórias” é como uma câmera fotográfica que registra os que se vão, e também uma tumba, onde se processam as cerimônias rituais da deposição dos restos mortais dos familiares. O objetivo da encenação é tomar o texto como micro-organismo da peça para desenvolver e ampliar seu discurso interno, dando sustentação ao projeto poético do espetáculo.

O texto que servirá como base – pois está ligado à grande transformação da cena do fim do século XIX e início do século XX – trata da colocação do homem em nova sociedade, no grande movimento em transformação, a dimensão temporal. Aqui mora o trágico dos tempos modernos: o tempo e a velocidade, e a grande transformação social.

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Caixa de Memórias

Com Walter Breda, Denise Del Vecchio, Paulo Marcello, Samanta Precioso, Gonzaga Pedrosa, Laís Marques e Carolina Fabri

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)

Duração 100 minutos

22/06 até 29/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h

$20 (grátis para pessoas com deficiência)

Classificação 14 anos

VERSÃO NA PRAÇA / JULHO

O projeto Versão na Praça apresenta artistas da cena musical contemporânea em releituras de obras de músicos consagrados. No sábado, Negra Li canta Beyonce e, no domingo, André Frateschi canta David Bowie. Além disso, uma programação especial foi preparada para crianças com apresentações dos Barbatuques e Banda Estralo (sábado), e Manaka Passarinheiro e Badulaque (domingo).

Em parceria com o Mercado Buenos Artes, feira itinerante de gastronomia, design e moda, o evento traz também nesta edição uma seleção especial de designers, artistas, estilistas, ilustradores, artesãos e produtores de comidas e bebidas artesanais. Na parte gastronômica, estandes oferecerão opções variadas, entre petiscos, hambúrgueres, empanadas, pizzas, risotos, massas, ceviche e sorvetes. Também haverá bancas de pão artesanal, mel, queijos especiais e antepastos.

Em ambos os dias, entre as apresentações, o som fica por conta das playlists do DJ Formiga.

Sobre o Mercado Buenos Artes

Evento periódico com o propósito de valorizar os espaços livres públicos e instituições culturais da cidade incentivando a economia criativa, promovendo pequenos produtores e o mercado justo de design, produtos sustentáveis, moda, gastronomia e música, para o convívio dos usuários locais, moradores, cidadãos, turistas, público em geral gerando trocas e experiências.

A entrada é franca e o evento é “pet friendly”. Para quem vier de transporte coletivo pode usar nossas vans gratuitamente tanto para chegar quanto para voltar. Elas saem da Estação da Luz, acesso pela saída da Rua José Paulino/Parque da Luz.

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VERSÃO NA PRAÇA

Na praça entre o Espaço Cultural Porto Seguro e Restaurante Gemma

30 de junho – sábado

11h – Barbatuquices
14h – Banda Estralo toca Gonzagão
16h – Negra Li canta Beyoncé

1º de julho – domingo

11h – Manaka Passarinheiro
14h – Badulaque – Festa Junina
16h – André Frateschi canta David Bowie

Classificação etária: livre.
Horário de funcionamento: das 10h às 18h.
Entrada gratuita, não é necessária retirada de ingressos.