TARDE DE PALHAÇADAS

O espetáculo “Tarde de Palhaçadas” reestreia no Teatro Folha dia 03 de março. Com texto e direção de Jairo Matos, a peça é diversão garantida para as crianças e, ao mesmo tempo, uma homenagem aos palhaços que fizeram a história do circo brasileiro. A montagem será apresentada aos sábados e domingos, às 17h40, nos meses de março e abril. Em maio e junho haverá sessões somente aos sábados no mesmo horário.

O espetáculo tem três palhaços: o mestre de pista Batata, o cômico Pinhão e o ranzinza Espigão. Numa tarde de verão, eles montam o picadeiro e apresentam cenas clássicas do circo brasileiro: o jornal, a bomba, a telepatia e o boxe estão entre os números circenses.

“Tarde de Palhaçadas” é fruto de uma pesquisa realizada por Jairo Mattos durante mais de vinte anos. Cenários, figurinos e adereços criam o visual perfeito para as cenas inspiradas em números de consagrados palhaços, como, Arrelia, Fuzarca e Carequinha.

O espetáculo foi formatado para interagir com o público, seguindo a tradição das apresentações circenses. Tudo acontece com a participação da musicista Maestrina Dendê. Ela faz percussão, ao vivo, e oferece a sonoridade necessária às cenas, motivo de encantamento também do público adulto que poderá recordar e cantar músicas que fizeram parte de sua infância.

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Tarde de Palhaçadas
Com Fabio Neppo, João Inocencio, Carla Margareth e Vinicius Calamari
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 50 minutos
03/03 até 30/06
(sessão extras nos feriados 30/03, 30/04, 01 e 31/05, 01/06)
Sábado e domingo – 17h40 (março e abril)
Sábado – 17h40 (maio e junho)
$40
Classificação Livre

MICHEL III – UMA FARSA À BRASILEIRA

A comédia “Michel III – Uma Farsa à Brasileira” reestreia no Teatro Folha e será apresentada as quartas e quintas-feiras a  partir de 07 de março. Escrita por Fabio Brandi Torres e dirigida por Marcelo Varzea, a montagem tem como personagem central Michel, um aspirante ao trono, cansado de viver em segundo plano, que resolve conspirar para assumir a coroa.

A peça é uma das montagens produzidas pelo projeto Berçário Teatral e realizou em janeiro deste ano uma bem sucedida temporada no Teatro dos Arcos, sempre com plateia lotada. O público demonstrou interesse na sátira política que cria relação entre as personagens de William Shakespeare e os fatos recentes da política brasileira. O autor Fabio Brandi Torres se inspirou em “Rei Lear”, “Macbeth”, “Ricardo III”, “Romeu e Julieta”, “Júlio César”, “Hamlet” e até “Sir Thomas More” (texto inédito em português), entre outras obras de Shakespeare, para revisitar o período histórico brasileiro do final do segundo mandato de Lula, passando pelo processo de impeachment de Dilma Rousseff, até o momento presente. O título Michel III remete a Michel Temer, o terceiro vice que se tornou presidente após a redemocratização.

Num ambiente de intrigas e obscuridades, cada personagem das cenas shakespeareanas tem o seu equivalente na política brasileira. Nesta sátira, os personagens fazem referência a figuras protagonistas do jogo político, além de Michel Temer: Lula,  Dilma Rousseff, Marta Suplicy, Marina Silva, Eduardo Cunha, Romero Jucá, Sergio Moro; empresários como Marcelo Odebrecht e Joesley Batista; e Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment.

“Michel III – Uma Farsa à Brasileira” usa a comédia como instrumento de crítica e observação do jogo de forças políticas que inclui acordos partidários e seus respectivos rachas de antigas alianças, políticos que são descartados na briga pelo poder, povo revoltado e dividido por posições extremistas. Áudios “vazados”, notícias falsas, memes na internet, delações premiadas, condenações de governantes, enfim, o que compõe o cenário político. “Foram necessários quatro meses de pesquisas sobre os fatos históricos para escrever a peça que fala de ambição e poder, fazendo a relação com os textos de Shakespeare”, explica Fabio Brandi Torres.

O autor acredita que a peça oferece diferentes níveis de leitura e compreensão, conforme o interesse na observação do jogo político e conhecimento da obra de Shakespeare. “Quem não conhece a obra de Shakespeare e não se atentou para os fatos políticos vai entender a trama porque a história que é contada trata de um assunto universal. Mas quem tem referências da dramaturgia e observou os fatos políticos vai perceber mais detalhes”, diz.

O diretor Marcelo Varzea conta que se interessou em participar do projeto porque considera importante preservar a democracia e o poder do voto. “A peça fala de um trono que foi usurpado. Nós, no nosso país, estamos cada vez mais  treinados  a desvendar o que há por trás dos discursos políticos. A peça também favorece este exercício. Faz rir e, principalmente, faz pensar. Este é meu propósito: insuflar a análise crítica, sem a presença de heróis”, diz o diretor.

O texto evita tomar partido por um dos lados da disputa política, fugindo da polarização. Mas expõe os fatos de maneira que o público possa tirar as suas conclusões. Um dos assuntos tratados é a pedalada fiscal, que foi a justificativa para o afastamento da ex-presidente Dilma. As pedaladas foram legalizas dois dias após o impeachment, quando o governo de Michel Temer sancionou mudanças na lei orçamentária. Este fato está parodiado no texto de Fabio como a Cavalgada dos Fiscais.

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Michel III – Uma Farsa à Brasileira
Com Marcelo Diaz, Amazyles de Almeida, Martha Meola, Fabiano Medeiros, Lena Roque e Michel Waisman
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 70 minutos
07/03 até 26/04
Quarta e Quinta – 21h
$30/$40
Classificação 12 anos

QUE TAL NÓS DOIS?

A comédia romântica “Que Tal Nós Dois?”, com Carolina Ferraz e Otavio Martins, estreia no Teatro Folha dia 02 de março e será apresenta até o final de abril, de sexta-feira a domingo. A peça com direção de Isser Korik  conta uma história de amor, mas é também um recorte na vida de duas personagens que provocam uma reflexão sobre seus sentimentos a partir de um inesperado encontro.

O texto foi escrito numa parceria entre os autores Juliana Araripe e Otávio Martins. Um homem e uma mulher, ambos casados e com família,  funcionários de uma grande empresa, se conhecem numa convenção. Embalados pelo clima de confraternização, e depois de beberem alguns drinks, acabam passando a noite juntos. No dia seguinte acordam juntos em quarto de hotel e, sem nenhuma intimidade, decidem não mais repetir o encontro amoroso. Mas como ninguém manda no coração, no ano seguinte, novamente na convenção da empresa, eles se reencontram e passam a noite juntos, estabelecendo um relacionamento.

A peça se desenvolve ano após ano, sempre mostrando os reencontros nas convenções da empresa e as mudanças na vida de cada um, o que reflete no relacionamento deles. O ator e autor Otavio Martins conta que o texto mostra a evolução da relação, que começa com o constrangimento de duas pessoas que acordam juntas sem lembrar exatamente os detalhes da noite vivida. No segundo ano em que as personagens se encontram os conflitos pessoais são revelados. Questões relacionadas ao poder surgem no terceiro ano porque, na medida em que ela passa a assumir um cargo de liderança na empresa, abala o lado machista dele. O desfecho da história de amor acontece no quarto ano, quando algo inesperado acontece com o casal. A autora Juliana Araripe diz que a peça fala de relacionamento para chegar à condição existencial. “Os relacionamentos todos estão no eixo de nossas vidas. Às vezes esperamos pela relação ideal e as pessoas entram na nossa vida de um jeito inesperado, na contramão do que planejávamos. Então precisamos estar abertos para o que a vida nos propõe”, diz.

A atriz Carolina Ferraz conta que já tem afinidade profissional com o autor e colega de cena Otavio Martins, o que colabora muito para o jogo cênico. Eles trabalharam juntos na peça “Três Dias de Chuva” e em algumas novelas. Agora, pela primeira vez, ela encara um trabalho que é deliberadamente uma comédia, que exige precisão nas marcas de cena e ritmo. Sobre sua personagem, a atriz diz que é “uma mulher realizada na vida profissional, que se descobre mais ainda dentro da paixão”.

Otávio Martins conta que não teve relação de apego ao texto durante os ensaios da peça. Na hora de atuar, estabelece outra relação com a história, afastando-se um pouco da experiência de escrever o texto. “Tenho afinidade pessoal e artística com o diretor Isser Korik. O diretor é o primeiro espectador de uma montagem e nesta relação de trabalho ele pode ser o primeiro a sugerir cortes no texto. Confio na direção e prefiro entrar no jogo da criação”, conta.

O diretor Isser Korik é bastante familiarizado com o gênero comédia, em quase 30 anos de carreira. Atuou durante oito anos em “Vacalhau  & Binho”, dirigiu comédias escritas por autores consagrados internacionalmente, entre elas,  a trilogia “Enquanto Isso…”, de Alan Ayckbourn; “O Mala”, de Larry Shue; “Jogo Aberto”, de Jeff Gould; e mais recentemente “O Empréstimo”, de Jordi Galceran. É com toda esta experiência que ele considera importante o jogo entre os atores no momento do ensaio. “Este elenco, em especial, se entrega aos estímulos da direção. Esta disponibilidade dos atores faz toda a diferença na cena”, aposta.

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Que Tal Nós Dois?
Com Carolina Ferraz e Otavio Martins
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
02/03 até 29/04
Sexta – 21h30, Sábado – 20h e 22h, Domingo – 20h
$40/$70
Classificação 12 anos

A SERPENTE

Considerada uma ‘tragédia carioca’, de acordo com a célebre classificação do crítico teatral Sábato Magaldi para a obra de Nelson Rodrigues (1912-1980), A Serpente foi a última e mais curta peça escrita pelo “anjo pornográfico”, alcunha criada pelo próprio dramaturgo e jornalista pernambucano. Mesmo com apenas um ato, a peça de 1978 não deixa de criar polêmica ao retratar o amor de duas irmãs pelo mesmo homem.

Elas juraram nunca se separar e moram juntas na mesma casa com seus respectivos maridos. Lígia decide se suicidar porque tem um casamento infeliz – e não consumado – com Décio, que diz sofrer de impotência, mas, na verdade, tem um caso com outra mulher.

Para evitar que a irmã fizesse isso, Guida tem a ideia de emprestar Paulo, o próprio marido, para ela por uma noite. O que Guida não esperava era que Lígia se apaixonaria por ele, muito menos que esse erro poderia resultar até em morte.

Esta é a terceira montagem de Eric Lenate para peças de Rodrigues: em 2013, ele dirigiu “Vestido de Noiva” e, em 2015, “Valsa Nº6”. O elenco conta com a participação de Carolina Lopez, Fernanda Heras, Maria Guedes, Juan Alba e Paulo Azevedo.

SINOPSE

Duas irmãs que juraram nunca se separar vivem no mesmo apartamento com seus respectivos maridos. O casal Guida e Paulo vive uma aparente interminável lua de mel, enquanto Lígia e Décio não chegaram sequer a consumar o casamento. Lígia decide se suicidar movida pela infelicidade em seu relacionamento amoroso, mas Guida, na tentativa de impedir a morte da irmã, oferece o próprio marido por uma noite. A desconcertante oferta moverá toda essa trama de amor e morte.

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A Serpente
Com Carolina Lopez, Fernanda Heras, Mariá Guedes, Juan Alba, Paulo Azevedo
Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 60 minutos
19/01 até 11/02
Sexta – 21h30, Sábado – 21h, Domingo – 18h
$60
Classificação 16 anos

AMIGAS, PERO NO MUCHO

A comédia “Amigas, Pero no Mucho”, de Celia Regina Forte, reestreia dia 10 de janeiro no Teatro Folha, com apresentações às quartas e quintas-feiras até 1º de março. Dirigida por José Possi Neto,  a peça tem no elenco os atores Elias Andreato, Leandro Luna, Nilton Bicudo e Raphael Gama.

Em fevereiro de 2007, “Amigas, Pero no Mucho” estreava no Teatro Renaissance inaugurando o horário da meia-noite. O sucesso foi tão grande, que por cinco anos percorreu vários teatros de São Paulo, com temporada também no Rio de Janeiro. Ganhou montagem baiana, com apresentações em várias capitais do Nordeste e Angola. Seu texto foi traduzido para o espanhol, alemão e inglês. Em 2017 a montagem retornou ao palco para comemorar os 10 anos de produção e não parou mais.

Mais de 120 mil pessoas riram com as incríveis situações criadas pela jornalista Célia Regina Forte sobre quatro mulheres da nossa época – interpretadas por quatro atores – que tentam dar conta de tudo: do cotidiano, do corpo, da mente, do trabalho, da família e da amizade, causando inusitadas situações típicas do universo feminino.

Com direção de José Possi Neto e composição musical de Miguel Briamonte, essa epopeia se dá através do encontro de quatro amigas em uma tarde de sábado, onde todas – ou quase todas – as roupas sujas são lavadas por elas. Com humor cáustico, ironia e irreverência, elas falam sobre suas dissimulações, devaneios e loucuras. Quatro mulheres bem-sucedidas – ou nem sempre – comuns e sofisticadas que numa única tarde fazem revelações que as surpreendem e envolvem o público que tem lotado todos os teatros por onde elas passam. Mulheres que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Amigas, enfim.

“Amigas, Pero no Mucho” faz história no cenário da comédia brasileira por sua capacidade em fazer plateias se divertirem e se reconhecerem numa das quatro personagens:

Elias Andreato é Fram, 50 anos. Divorciada, dois filhos que moram com o pai. É a mais velha das quatro amigas. Já passou dos 50 anos, mas quer parecer 30. Ninfomaníaca. Fala muito palavrão quando está sozinha, em público jamais. Faz meditação, mas quando está com raiva, tem tiques nervosos.

Raphael Gama é Debora, 40 anos. Divorciada, sem filhos. Inteligente, perspicaz, irônica, mas tipo dona da verdade. Sempre tem uma consideração a fazer, tentando que sua opinião prevaleça. Idealiza o amor. Come compulsivamente.

Nilton Bicudo é Olívia, 40 anos. Casada com filhos. Foi rica, não é mais. Tem que dirigir sua VAN que leva crianças para a escola. Julga-se sempre perseguida. Está sempre perguntando: O que vocês estão falando de mim? Exalta o marido, Alfredo, para as amigas.

Leandro Luna é Sara, 35 anos. Solteira. Executiva. A mais reservada. Parece ser fria, mas esconde grande esperança. Fuma descontroladamente. Não perdoa as amigas, mas pouco se importa com a opinião dos outros. Desconfiada. Odeia as hipocrisias de Fram.

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Amigas, Pero No Mucho
Com Elias Andreato, Raphael Gama, Leandro Luna e Nilton Bicudo
Teatro Folha – Shopping Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/01 até 01/03
Quarta e Quinta – 21h
$40/$50
Classificação 14 anos

AGORA E NA HORA

À primeira vista, a história de um padre devoto cuja fé é colocada à prova diante de uma doença terminal, pode parecer uma tragédia sobre dogmas religiosos, com narrativa dramática. Mas em “Agora e na Hora”, o humor e a ironia são as principais ferramentas utilizadas pelo autor Luis Erlanger para abordar questões cômicas da natureza humana. A temporada acontece de 05 de janeiro a 25 e fevereiro, em sessões de sexta-feira a domingo no Teatro Folha.

Agora e na Hora” é a peça de estreia do jornalista e escritor Luis Erlanger.  A montagem assinada pelo diretor teatral e cineasta Walter Lima Junior, traz André Gonçalves no papel do protagonista e os atores Amandha Lee e Rodolfo Mesquita desdobrando-se nos outros personagens da trama.

Nossa trajetória na Terra pode ser vista como uma tragédia – afinal, todos morrem no final – mas é risível a forma patética como nós, humanos, ainda nos consideramos seres superiores na natureza e esperamos um tratamento especial por parte dela ou por quem está no seu comando”, reflete Erlanger. “Partindo dessa ideia, questionei, entre outras coisas, se um sacerdote, que acredita e prega a vida eterna, permaneceria tão convicto e sereno diante da iminência da própria morte”.

Com status de celebridade em sua paróquia, o jovem padre Emanuel (André Gonçalves) de apenas 30 anos, é diagnosticado com câncer em estado avançado após sofrer um desmaio durante a missa. Com pouco tempo de vida e inconformado com a inesperada notícia, abandona a batina e parte em busca de respostas em outros credos. Pregações evangélicas, Santo Daime, sessões espíritas e consultas a uma mãe de santo norteiam a sua busca, ao longo da qual descobre as drogas e o sexo, além das  discussões filosóficas que faz com um amigo de infância que se tornou traficante. “Religiões são diferentes possibilidades de se falar com Deus, assim como o próprio teatro dá diferentes possibilidades de se falar sobre algo”, compara André, que iniciou a carreira de ator com o diretor Walter Lima Junior há três décadas. “Estreei com ele aos 12 anos, em uma minissérie televisiva. E também estou reencontrando a Amandha, com quem já havia trabalhado há quase 15 anos”.

Em sua jornada, Emanuel cruza os mais diferentes personagens, todos interpretados por Amandha Lee ou Rodolfo Mesquita: “É inegavelmente desafiador por ser uma oportunidade rara de construir tipos tão diferentes dentro de um mesmo espetáculo”, conta Amandha, que interpreta da mãe do sacerdote à prostituta que o desvirgina.

Rodolfo faz coro: “São composições muito sutis. Você tem que humanizar o personagem para não cair na caricatura, correndo o risco de banalizá-lo. Encontrar essa verdade, a forma de falar, de andar, é uma construção delicada, mas deliciosa”.

A caracterização de cada personagem é reforçada pelos figurinos assinados por Inês Salgado. Ela procurou marcar as diferenças entre eles com indumentárias específicas e atemporais.

A opção do diretor Walter Lima Junior por um elenco enxuto encontra eco em uma cena igualmente despojada, econômica, com poucos elementos, que ganham forma no cenário concebido por Fernando Mello da Costa, em que um caixão é o principal objeto cênico. “É a referência imediata com a morte, que deflagra toda a ação da peça. Ele está sempre presente e se transforma em cama, púlpito, ganhando diferentes funções de acordo com a situação”,  explica.

Para o diretor, a luz, a cargo de Daniel Galvan, também tem uma função importante: “A ideia é que ela fuja do papel de definir a realidade da cena, mas sim o clima, a atmosfera, ajudando a construir os ambientes e estabelecer cortes, já que a história tangencia o mágico, o mistério e a fantasia”.

Seja em sua premiada trajetória como cineasta ou em suas incursões pela direção teatral, Walter procura sempre ir a fundo na discussão e entendimento do texto pelo elenco, que, para ele, é fundamental na compreensão do espetáculo pelo público: “Entendimento permite invenção, permite ao ator apresentar sua própria versão para não ficar restrito ao campo da interpretação de diálogos decorados”, acredita. “Meu objetivo é chegar no público, contar essa história. Eu não concebo a ideia de fazer filme nem peça sem me imaginar do outro lado, na plateia. Se não existe essa relação, não tem graça”, completa.

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Agora E Na Hora
Com André Gonçalves, Amandha Lee, Rodolfo Mesquita
Teatro Folha – Shopping Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
05/01 até 25/02
Sexta – 21h30, Sábado – 20h e 22h, Domingo – 20h
$40/$80
Classificação 14 anos
 
Fotos: Leo Aversa e Cristina Granato

PARALAMAS EM CENA

O musical “Paralamas em Cena” estreia dia 06 de setembro no Teatro Folha e tem como fonte de inspiração o repertório da banda Paralamas do Sucesso, mesclando música e teatro, com referência nos anos 80 num estilo “rock de garagem”. As sessões serão as quartas e quintas-feiras às 21h até 26 de outubro.

As músicas da banda ganham novos arranjos para o espetáculo que tem direção geral de Isser Korik. As letras são utilizadas como texto de teatro e formam o fio condutor da montagem. O musical exalta a riqueza de letras como “Meu Erro”, “Óculos” e “Lanterna dos Afogados”, entre outros hits. Esta é a segunda montagem do projeto MPB em cena, que promete continuar revisitando e valorizando a música brasileira.

Os arranjos apresentam variedade de referências musicais passando pelo hardcore, rock balada, ritmos brasileiros, jazz e, claro, rock dos anos 80. Com direção musical e arranjos vocais do maestro  Paulo Nogueira, o espetáculo conta com renomados músicos que formam o time de arranjadores. Zeca Baleiro fez arranjo de um medley com as músicas “Saber Amar”, “Um Amor Um Lugar”, “Cuide Bem  do Seu Amor” e “Aonde Quer que eu Vá”; André Abujamra trabalhou com as músicas “O Calibre”, “Selvagem” e “O Beco”; Miguel Briamonte criou arranjo para “Lanterna dos Afogados”; Jair Oliveira assina arranjo para o medley com as músicas “A Lua que Eu te Dei”, “Só Pra te Mostrar”, “O Amor Não Sabe Esperar”. O musical tem também arranjos feitos por Ricardo Severo, Drika Lima, Marcelo Castro, Crika Amorim, Peter Mesquista, Rodolfo Schwenger, Kalau, Ivan Parente, Osmar Barutti e Paulo Nogueira.

A montagem conta ainda com a coreógrafa e preparadora corporal Vanessa Guillen, que além de coordenar a movimentação dos atores, realizou um trabalho de criação de coreografia com movimentos baseados na linguagem do teatro musical.

O elenco é formado por quatro atores convidados e mais sete escolhidos de uma oficina de teatro musical realizado pela produtora Conteúdo Teatral durante os meses de junho, julho e agosto de 2017. Os atores convidados Ruy Brissac – que interpretou o personagem Dinho no musical “Mamonas Assassinas”-, Carol Bezerra, Juliana Romano e Diego Rodda vão se juntar aos sete atores selecionados da oficina de teatro musical que passaram por um intenso processo de preparação ao longo de três meses. São eles: Ana Catharina Oliveira, Anna Paula Alonso, Carol Eloá, Érica Correia, Éric Terra, Gui Giannetto e Nalin Junior.

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Paralamas em Cena
Com Ana Catharina Oliveira, Anna Paula Alonso, Carol Bezerra, Carol Eloá, Diego Rodda, Érica Correia, Éric Terra, Gui Giannetto, Juliana Romano, Nalin Junior e Ruy Brissac.
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 26/10
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 10 anos