PARALAMAS EM CENA

O musical “Paralamas em Cena” estreia dia 06 de setembro no Teatro Folha e tem como fonte de inspiração o repertório da banda Paralamas do Sucesso, mesclando música e teatro, com referência nos anos 80 num estilo “rock de garagem”. As sessões serão as quartas e quintas-feiras às 21h até 26 de outubro.

As músicas da banda ganham novos arranjos para o espetáculo que tem direção geral de Isser Korik. As letras são utilizadas como texto de teatro e formam o fio condutor da montagem. O musical exalta a riqueza de letras como “Meu Erro”, “Óculos” e “Lanterna dos Afogados”, entre outros hits. Esta é a segunda montagem do projeto MPB em cena, que promete continuar revisitando e valorizando a música brasileira.

Os arranjos apresentam variedade de referências musicais passando pelo hardcore, rock balada, ritmos brasileiros, jazz e, claro, rock dos anos 80. Com direção musical e arranjos vocais do maestro  Paulo Nogueira, o espetáculo conta com renomados músicos que formam o time de arranjadores. Zeca Baleiro fez arranjo de um medley com as músicas “Saber Amar”, “Um Amor Um Lugar”, “Cuide Bem  do Seu Amor” e “Aonde Quer que eu Vá”; André Abujamra trabalhou com as músicas “O Calibre”, “Selvagem” e “O Beco”; Miguel Briamonte criou arranjo para “Lanterna dos Afogados”; Jair Oliveira assina arranjo para o medley com as músicas “A Lua que Eu te Dei”, “Só Pra te Mostrar”, “O Amor Não Sabe Esperar”. O musical tem também arranjos feitos por Ricardo Severo, Drika Lima, Marcelo Castro, Crika Amorim, Peter Mesquista, Rodolfo Schwenger, Kalau, Ivan Parente, Osmar Barutti e Paulo Nogueira.

A montagem conta ainda com a coreógrafa e preparadora corporal Vanessa Guillen, que além de coordenar a movimentação dos atores, realizou um trabalho de criação de coreografia com movimentos baseados na linguagem do teatro musical.

O elenco é formado por quatro atores convidados e mais sete escolhidos de uma oficina de teatro musical realizado pela produtora Conteúdo Teatral durante os meses de junho, julho e agosto de 2017. Os atores convidados Ruy Brissac – que interpretou o personagem Dinho no musical “Mamonas Assassinas”-, Carol Bezerra, Juliana Romano e Diego Rodda vão se juntar aos sete atores selecionados da oficina de teatro musical que passaram por um intenso processo de preparação ao longo de três meses. São eles: Ana Catharina Oliveira, Anna Paula Alonso, Carol Eloá, Érica Correia, Éric Terra, Gui Giannetto e Nalin Junior.

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Paralamas em Cena
Com Ana Catharina Oliveira, Anna Paula Alonso, Carol Bezerra, Carol Eloá, Diego Rodda, Érica Correia, Éric Terra, Gui Giannetto, Juliana Romano, Nalin Junior e Ruy Brissac.
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/09 até 26/10
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 10 anos

NÃO VAMOS PAGAR!

A comédia “Não Vamos Pagar!” do dramaturgo italiano Dario Fo inicia temporada no Teatro Folha dia 1º de setembro e fica em até 22 de outubro, com sessões de sexta-feira a domingo. Dirigida por Inez Viana, a peça, num ritmo dinâmico e divertido, mostra as hilariantes situações que envolvem as personagens Antônia e Margarida, donas de casa que fazem de tudo para manter suas finanças sob controle.

Antônia acaba de perder o emprego. Seu marido, João, trabalha em uma fábrica ameaçada de ser fechada. Em protesto contra aumento de preços, um grupo de mulheres decide invadir e saquear um supermercado. Entre elas, Antônia, que a partir daí se envolve em uma sequência de peripécias. O marido, cheio de valores e princípios éticos, prefere morrer de fome a fazer algo ilegal – e não faz ideia do que sua mulher tem feito. Somam-se a isso os problemas criados pela amiga Margarida, relutante em ajudá-la, e os vários encontros e incidentes com a polícia.

Na montagem tudo acontece de maneira muito ágil, graças ao elenco formado por Virginia Cavendish, idealizadora e produtora do projeto, Marcello Airoldi, Zéu Britto, André Dale e Luísa Vianna. O espetáculo estreou em 2014 e já percorreu 26 cidades, em temporadas de sucesso.

Os diálogos escritos por Dario Fo são ágeis, inteligentes e cheios de sátiras políticas. A diretora Inez Viana observa que a peça é muito atual porque as personagens vivem em crise financeira bem parecida com a que os brasileiros experimentam no momento. Ao mesmo tempo o texto permite que os atores brilhem e se divirtam nas situações cômicas. “É notória a inspiração de Dario Fo no popular para chegar ao erudito, mantendo a crítica, sempre no tom satírico, político e mordaz, sem perder a poesia e a esperança em dias melhores”, destaca a diretora Inez Viana.

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Não Vamos Pagar!
Com Virginia Cavendish, Marcello Airoldi, Luísa Vianna, André Dale e Zéu Britto.
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 95 minutos
01/09 até 22/10
Sexta – 21h30, Sábado – 20h e 22h, Domingo – 20h
$40/$70
Classificação 12 anos

AMIGAS, PERO NO MUCHO

A irreverente comédia “Amigas, Pero no Mucho”, de Célia Regina Forte, reestreia dia 1º de julho no Teatro Folha. Com direção de José Possi Neto,  esta temporada será realizada em comemoração dos 10 anos da estreia da primeira montagem. No elenco estão os atores Elias Andreato, Jonathas Joba, Leandro Luna e Nilton Bicudo.

Em fevereiro de 2007, “Amigas, Pero no Mucho” estreava no Teatro Renaissance inaugurando o horário da meia-noite. O sucesso foi tão grande, que por cinco anos percorreu vários teatros de São Paulo, com temporada também no Rio de Janeiro. Ganhou montagem baiana, com apresentações em várias capitais do Nordeste e Angola. Seu texto foi traduzido para o espanhol, alemão e inglês.

Mais de 200 mil pessoas riram com as incríveis situações criadas pela jornalista Célia Regina Forte sobre quatro mulheres da nossa época – interpretadas por quatro atores – que tentam dar conta de tudo: do cotidiano, do corpo, da mente, do trabalho, da família e da amizade, causando inusitadas situações típicas do universo feminino.

Com direção de José Possi Neto e composição musical de Miguel Briamonte, essa epopeia se dá através do encontro de quatro amigas em uma tarde de sábado, onde todas – ou quase todas – as roupas sujas são lavadas por elas. Com humor cáustico, ironia e irreverência, elas falam sobre suas dissimulações, devaneios e loucuras.

Quatro mulheres bem-sucedidas – ou nem sempre – comuns e sofisticadas que numa única tarde fazem revelações que as surpreendem e envolvem o público que tem lotado todos os teatros por onde elas passam. Mulheres que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Amigas, enfim.

AMIGAS PERO NO MUCHO 1 - DNG

 

Amigas, Pero No Mucho
Com Elias Andreato, Jonathas Joba, Leandro Luna e Nilton Bicudo. Participação de Rodolfo Schwenger ao piano e narração.
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
01/07 até 27/08
Sexta – 21h30; Sábado e Domingo – 20h
$50/$70
Classificação 14 anos

ROQUE SANTEIRO

Esta é a primeira montagem de Roque Santeiro, em formato musical, em São Paulo. O texto, tornado clássico depois de proibido e adaptado com grande sucesso para a TV, é encenado no Teatro FAAP no formato pensado originalmente pelo autor Dias Gomes – como uma opereta popular.

O elenco desta montagem é composto por 13 atores: Jarbas Homem de Mello é Chico Malta; Livia Camargo faz a viúva Porcina; Flávio Tolezani é Roque Santeiro; Amanda Acosta interpreta Mocinha, filha de Dona Pombinha, vivida pela atriz Patrícia Gasppar, e do prefeito Florindo Abelha, interpretado por Dagoberto Feliz.

Edson Montenegro é Padre Hipólito; Luciana Carnieli vive a dona do bordel da cidade, Matilde, e as duas prostitutas – Rosali e Ninon – são vividas respectivamente pelas atrizes Yael Pecarovich e Giselle Lima. O músico e ator Marco França faz o papel de Toninho Jiló. Samuel de Assis é Zé das Medalhas, e Cristiano Tomiossi faz o papel do General.

A trilha sonora composta por Zeca Baleiro é executada ao vivo pelos atores com o apoio de dois músicos – André Bedurê (baixo e violão) e Érico Theobaldo (guitarra, percussão e eletrônicos). Baleiro musicou algumas letras do autor que já existiam na versão original do texto e compôs outras canções especialmente para a peça.

A trilha traz um toque levemente marcial, um certo tom militar, mas também tem elementos de bolero, tango, baião, valsa, muita brasilidade e brejeirices. Mas é bom deixar claro: a peça é diferente da novela, desde o texto até a música”, comenta Zeca Baleiro.

Roque Santeiro marca a quarta parceria da diretora Debora Dubois com o compositor. Juntos, eles já fizeram “Quem tem Medo de Curupira?”, “Lampião e Lancelote” e “A Paixão Segundo Nelson”. “Essa parceria é longa porque nos entendemos muito artisticamente, o Zeca é um artista muito completo, que entende o teatro e coloca a música a seu serviço de uma forma linda”, conta a diretora. “Optamos por uma trilha musical original. Resistimos à tentação de usar músicas da trilha da novela, que foi muito marcante. Mas, como uma espécie de ‘homenagem’ à novela, incluímos dois trechos de canções de Sá & Guarabyra”, continua Débora.

A direção de movimento é de Fabrício Licursi que, junto com Debora Dubois, optou por coreografias mais orgânicas, que misturam gestos e traços característicos dos personagens com a movimentação coletiva nos números musicais, como se reproduzissem festas populares na fictícia cidade de Asa Branca.

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Ficha Técnica
Texto: Dias Gomes. Direção: Débora Dubois. Direção musical: Zeca Baleiro. Elenco: Jarbas Homem de Melo, Livia Camargo, Flavio Tolezani,  Amanda Acosta, Luciana Carnieli, Edson Montenegro, Dagoberto Feliz,  Patrícia Gasppar, Yael Pecarovich, Giselle Lima, Marco França, Samuel de Assis, Cristiano Tomiossi. Músicos: André Bedurê e Érico Theobaldo. Assistência de direção: Luis Felipe Correa. Direção de movimento: Fabrício Licursi.  Cenário: Débora Dubois. Figurinos: Luciano Ferrari. Iluminação: Fran Barros. Preparação Vocal: Marco França. Produção Executiva: Fabrício Síndice e Vanessa Campanari. Coordenação: Elza Costa. Direção de Produção: Edinho Rodrigues. Realização: Ministério da Cultura e Brancalyone Produções Artísticas.

Serviço
Estreou dia 27 de janeiro de 2017
Teatro FAAP – www.faap.br/teatro
Sextas e Sábados às 21h e Domingos às 18h
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo
Tel. (11) 3662-7233 / 7234
Duração 120 minutos
Classificação indicativa – 14 anos
Até dia 30 de julho.

*Ingressos:
Sextas R$ 50 e 80 (inteira) | R$ 25 e 20 (meia).
Sábados e Domingos R$ 50 e 90 | R$ 25 e 45 (meia)

O EMPRÉSTIMO

A comédia “O Empréstimo”, de Jordi Galceran, prorroga temporada no Teatro Folha até 25 de junho. No elenco os atores André Mattos e Leonardo Miggiorin, sob a direção de Isser Korik.

A peça traz situações hilárias que beiram o absurdo. Tudo acontece na sala do gerente de um banco, quando atende um homem desesperado em obter um empréstimo absolutamente necessário para seguir com a sua vida. O possível cliente não tem garantias nem propriedades. Oferece apenas a sua palavra de honra para o banco, o que coloca o gerente em uma situação delicada. O resultado deste conflito é um dinâmico e engraçado diálogo, que leva as personagens a um caminho inesperado, contagiando o espectador do início ao final do espetáculo.

O homem desconhecido usará todas suas possíveis cartadas para conseguir o empréstimo, cujas intenções nada ortodoxas levam o gerente ao desespero.

O texto “El Crédito” (O Empréstimo) é do famoso autor de “O Método Grönholm”, já encenado no Brasil com o ator Lázaro Ramos. O diretor Isser Korik diz que o texto “O Empréstimo” lhe chamou a atenção pela atualidade da história. A crise econômica no Brasil como em todo o mundo tornou comum a necessidade de, em algum momento, as pessoas solicitarem empréstimos a uma instituição financeira. Mas o que na peça surpreende é o argumento que o cliente encontra para convencer o gerente a conceder os recursos.

“El Crédito” faz sucesso por onde passa e já pode ser considerada uma das peças de Galceran com maior número de montagens. O texto já foi encenado na Espanha (Madri, Barcelona, Galícia, País Basco, Valença), Hungria, Itália, Áustria, Alemanha, Grécia, Turquia, Bulgária, Estônia, Suíça, Polônia, Romênia, Finlândia, Peru, Chile, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Porto Rico, Argentina, Uruguai, México e Estados Unidos. O texto foi publicado pela Ediciones Antígona

Isser Korik conta que a encenação dá total foco aos atores e ao texto. “Temos um texto muito bem escrito e excelentes atores. Não há necessidade de muitos recursos de cenário ou qualquer efeito visual. O mais importante é desenvolver o jogo na atuação de André Mattos e Leonardo Miggiorin. Eles são atores de gerações diferentes e cada um carrega influências diversas. Cada um tem seu estilo e por isso decidi trabalhar com este contraste, inclusive energético”, explica.

O ator André Mattos conta que se interessou pelo projeto imediatamente após a leitura do texto. “Gosto porque é comédia bastante contemporânea. O texto mostra o conflito entre o indivíduo e a instituição financeira. Antigamente a palavra era valorizada. Hoje a palavra não vale nada. Minha personagem não é o banqueiro, é um homem que tem o poder de tomar decisões. Mas ele está amarrado a uma série de regulamentos que determinam e limitam o seu poder”, comenta o ator que atualmente mora em Los Angeles e voltou ao Brasil especialmente para fazer “O Empréstimo”; gravar “Belaventura”, próxima novela da TV Record; e divulgar quatro longas-metragens: “O Nome da Morte”, de Henrique Goldman; “Divórcio 190”, de Pedro Amorim; “Aconteceu na Quarta-feira”, de Domingos Oliveira; e “Ninguém Entra, Ninguém Sai”, de Hsu Chien.

Leonardo Miggiorin, que vive o cliente do banco, diz que encontra no texto todos os ingredientes para fazer uma comédia ágil e muito inteligente. “O início do texto apresenta uma situação engraçada. Depois a peça vai mostrando aspectos das personagens, como, as diferenças sociais e o sentimento de impotência do indivíduo diante da força institucional. Todas as informações vão entrando na peça para valorizar ainda mais o efeito cômico”, diz.

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FICHA TÉCNICA

Texto – Jordi Galceran

Tradução e direção– Isser Korik

Elenco – André Mattos e Leonardo Miggiorin

Cenografia e figurinos – Paula de Paoli

Cenotécnico – Wagner José de Almeida

Serralheria – Kalango

Trilha sonora composta – Jair Oliveira

Criação gráfica Lab 212

Fotografia – João Caldas

Equipe técnica – Jardim Cabine

Coordenação de produção  – Isabel Gomez

Assistente de produção – Pedro Pó

Administração – Isabel Gomez  e Pedro Pó

Assistentes de direção – Ian Soffredini e Mariana São João

Iluminação –  Isser Korik

Realização – Conteúdo Teatral

 

SERVIÇO: O EMPRÉSTIMO

Local: Teatro Folha

Temporada até: 25 de junho de 2017

Apresentações: sexta-feira, às 21h30; sábado, às 20h e 22h; domingo, às 20h.

Ingresso: R$40,00 (setor 2) e R$60,00 (setor 1)

Duração: 80 minutos

Classificação etária: 14 anos 

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 – Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br

2 x 2 = 5 O HOMEM DO SUBSOLO

O ator Cacá Carvalho retoma a obra do russo Fiodór Dostoiévski, em ‘2 x 2 = 5 O Homem do Subsolo’, encenado a partir do clássico ‘Memórias do Subsolo’, em curta temporada no Teatro FAAP, em São Paulo, no período entre 12/04 e 04/05, às quartas e quintas-feiras, às 20h. A turnê, com patrocínio da Petrobras, já passou por Belo Horizonte e Salvador e segue em maio para Vitória.

Cacá Carvalho mergulha novamente no universo subterrâneo de um homem que abandona o convívio social para enfrentar sua própria consciência. Tanto pelo lado da consciência do mal que cada um traz dentro de si, quanto da piedade do homem quando não encontra outras vias de saída, por pura falta de consciência de si mesmo.

O russo Fiodór Dostoiévski (1821-1881) tornou-se alvo de estudo de Cacá há cerca de quatro anos, após as duas décadas de ofício dedicadas à obra de Luigi Pirandello (1867 – 1936): “O Homem com a Flor na Boca” [1994], “A Poltrona Escura” [2004] e “umnenhumcemmil” [2011].

“2X2 = 5 O Homem do Subsolo” é resultado da parceria longeva de mais de três décadas do ator com o Teatro della Toscana da Itália, com o diretor Roberto Bacci, o dramaturgo Stefano Geracci, o cenografista e figurinista Márcio Medina e o iluminador Fábio Retti – equipe que o acompanha em todas as incursões teatrais.

Queríamos falar do homem com uma contundência que nos perturbasse. E encontramos na novela ‘Memórias do Subsolo’, publicada em 1864, um homem que rompe com um sistema lógico e cartesiano de viver e pensar, o 2×2=4, e aciona a chave da fantasia, da loucura e da descrença e resolve ficar isolado num esconderijo para remoer com acidez e amargor tudo aquilo que é fruto de sua lucidez”, diz Cacá. “É quase um espelho negro diante de nós”, completa o ator.

Durante a criação do texto, época em que sua primeira mulher Maria Dmitrievna enfrentava a tuberculose, Dostoiévski dizia “Estou escrevendo um romance que me dá muito sofrimento”. Em outra carta escreve, “Eu tenho nervos fortes, e não consigo ter domínio de mim mesmo””.

Este tormento interior, que parece apertar o escritor russo, revela-se inevitavelmente em todas as páginas de ‘Memórias do Subsolo’. Nunca, como neste conto, Dostoiévski colocou-se tão a nu. Uma autoconfissão, do protagonista-narrador que golpeia com a sua dissecante crueldade as dores de um anti-herói, como ele mesmo se define, e representa perfeitamente a crise do homem moderno, numa época de transição e de conflitos.

Essa montagem de ‘2 x 2 = 5 – O Homem do Subsolo’ é a primeira produção do Teatro della Toscana, uma junção da antiga nomenclatura Fondazione Pontedera com o  atual Teatro de La Pergola, em Firenze, na Itália. O Teatro Della Toscana é hoje considerado um patrimônio cultural em nível nacional. Esse espetáculo é uma coprodução da Casa Laboratório para as Artes do Teatro com o Teatro della Toscana, estreou na Itália em fevereiro de 2016, circulou pela Toscana — foram três anos de adaptação, memorização em italiano e depois em português, — fez curta temporada no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, passou pelo Rio de Janeiro e por cidades do interior do estado de São Paulo.

AS OFICINAS

As oficinas “O Subsolo Produtivo do Ator” são destinadas a atores. Cada oficina ministrada pelo próprio ator terá 25 vagas e a forma de inscrição será através da análise de currículo e carta de intenção dos inscritos. E-mail para inscrição:oficina2x2@gmail.com

Objetivos:

Ajudar o desenvolvimento e conhecimento técnico e humano para formação de um ator.

Conteúdo Programático:

Neste trabalho, será reafirmado o conceito que o trabalho de um artista é composto por fontes conhecidas, texto, figurino, parceiros de trabalho, objetos e fontes desconhecidas. Um manancial de cultura humana que precisa ser acionado pelo artista para fazer suporte às fontes  conhecidas. A estrutura [partitura física] é a análise combinatória entre essas tantas fontes, conhecidas e desconhecidas, do subsolo das pessoas.

Metodologia:

Palestras e exercícios práticos usando o romance “O Homem do Subsolo” de Dostoiévski.

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2 X 2 = 5 O Homem do Subsolo
Com Cacá Carvalho
Teatro FAAP (R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/04 até 04/05
Quarta e Quinta – 20h30
$40
Classificação 14 anos
 
Direção Roberto Bacci
Dramaturgia Stefano Geraci
Tradução para o Português Anna Mantovani
Cenário e Figurino Márcio Medina
Criação de Luz Fábio Retti
Música Ares Tavolazzi
Fotos Roberto Palermo
Assistente de direção Silvia Tufano
Montagem e Operação Técnica Fábio Retti
Arte gráfica Maristela Forti
Criação Teatro della Toscana, Teatro Era CSRT e Casa Laboratório para Artes do Teatro
Assessoria de imprensa Ofício das Letras
Produção Local Bandeira Branca
Marketing Cultural e produção Mina Consultoria
Assistente de produção Kelly Kurahayashi
Patrocínio Petrobras

 

NOVE EM PONTO

Mistério, suspense e muito humor é o que promete ao público a peça “Nove em Ponto”, que reestreia no Teatro Folha dia 11 de janeiro e permanece em cartaz até 09 de março com sessões às quartas e quintas-feiras. Com elenco encabeçado por Bianca Rinaldi e Leonardo Vieira, o espetáculo reúne quatro personagens que vivem um encontro de potencial explosivo. A direção da montagem é de Isser Korik e o elenco conta ainda com Alex Gruli e Carol Bezerra.

Na trama, dois casais têm um encontro marcado para as nove da noite na casa de um deles. A história é contada a partir de três versões diferentes: o casal convidado chegando 15 minutos antes, o casal chegando no horário marcado, o casal chegando 15 minutos atrasado. A trama se desenrola a partir de um acontecimento misterioso do passado que gera discórdia e tensão entre as personagens, resultando em um espetáculo com muito humor e suspense. O público é levado a observar os personagens sob as diferentes possibilidades, conforme a variação de horários em que os personagens se encontram.

O texto foi feito a partir de uma ideia original do autor de novelas Rui Vilhena, escrito por ele com a colaboração de Joana Jorge e Vinícius Marquez.

Heloísa, personagem de Bianca Rinaldi, é a diretora de uma revista feminina e alvo de constante desconfiança de seu marido, o piloto de aviões Diogo, interpretado por Leonardo Vieira. Alex Gruli faz Henrique Bonaparte, amigo de Heloísa e ator em ascensão que se prepara para trabalhar numa novela. Carol Bezerra interpreta a misteriosa Alice, professora e esposa de Henrique.

O diretor Isser Korik explica que a engenhosidade do texto remete à Teoria do Caos e ao Efeito Borboleta. “O texto nos mostra o quanto a vida de todos nós acaba sendo regida por uma sucessão de acasos e como tudo poderia ter saído diferente graças a aspectos meramente circunstanciais”, comenta. “O desafio da direção é deixar claro ao público qual foi o fato, o acontecimento que deflagra consequências diferentes em cada versão”.

O autor Rui Vilhena conta que a inspiração para a peça partiu de uma experiência pessoal, quando ao dirigir um carro surgiu de repente uma moto na contramão. “A moto bateu no meu carro. Na realidade o motociclista estava fugindo da polícia, olhou pra trás e o acidente aconteceu. Fiquei imaginando que se eu estivesse passado por ali cinco segundos antes ou depois nada disso teria acontecido”, conta.

Na peça, a personagem Diogo é maníaca por pontualidade e isto influencia seu humor em relação às outras personagens, de acordo com o horário de chegada dos convidados para o jantar. “Quando os convidados chegam quinze minutos antes nada está pronto para o jantar e isto, para a anfitriã, é uma situação caótica porque ela ainda não está preparada para recebê-los. Quando Henrique e Alice chegam na hora isto causa surpresa em Diogo. Quando chegam quinze minutos atrasados, Diogo já está com um humor insuportável e o suflê que ele preparou passou do ponto”. Todos estes detalhes, de acordo com o momento em que os convidados chegam, influenciam a relação entre as personagens e determinam o que acontecerá.

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Nove em Ponto
Com Bianca Rinaldi, Leonardo Vieira, Carol Bezerra e Alex Gruli
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
11/01 até 09/03
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos
 
Dramaturgia: ideia original de Rui Vilhena
Texto: Joana Jorge, Vinícius Marques e Rui Vilhena
Cenografia: Paula de Paoli
Figurinos: Marichilene  Artisevskis
Expressão corporal: Juliana Sanches                                            
Trilha sonora composta: Rodrigo Zalcberg
Video: Lucas Mendes
Criação gráfica: Winnie Affonso
Fotografia: Gilberto Haider
Equipe técnica: Jardim Cabine
Administração: Isabel Gomez e Iná Schneider
Coordenação de produção: Isabel Gomez
Assistentes de direção: Ian Soffredini e Mariana São João                    
Direção e iluminação: Isser Korik            
Realização: RDP Marketing Cultural Ltda / Conteúdo Teatral