O EMPRÉSTIMO

A comédia “O Empréstimo”, de Jordi Galceran, prorroga temporada no Teatro Folha até 25 de junho. No elenco os atores André Mattos e Leonardo Miggiorin, sob a direção de Isser Korik.

A peça traz situações hilárias que beiram o absurdo. Tudo acontece na sala do gerente de um banco, quando atende um homem desesperado em obter um empréstimo absolutamente necessário para seguir com a sua vida. O possível cliente não tem garantias nem propriedades. Oferece apenas a sua palavra de honra para o banco, o que coloca o gerente em uma situação delicada. O resultado deste conflito é um dinâmico e engraçado diálogo, que leva as personagens a um caminho inesperado, contagiando o espectador do início ao final do espetáculo.

O homem desconhecido usará todas suas possíveis cartadas para conseguir o empréstimo, cujas intenções nada ortodoxas levam o gerente ao desespero.

O texto “El Crédito” (O Empréstimo) é do famoso autor de “O Método Grönholm”, já encenado no Brasil com o ator Lázaro Ramos. O diretor Isser Korik diz que o texto “O Empréstimo” lhe chamou a atenção pela atualidade da história. A crise econômica no Brasil como em todo o mundo tornou comum a necessidade de, em algum momento, as pessoas solicitarem empréstimos a uma instituição financeira. Mas o que na peça surpreende é o argumento que o cliente encontra para convencer o gerente a conceder os recursos.

“El Crédito” faz sucesso por onde passa e já pode ser considerada uma das peças de Galceran com maior número de montagens. O texto já foi encenado na Espanha (Madri, Barcelona, Galícia, País Basco, Valença), Hungria, Itália, Áustria, Alemanha, Grécia, Turquia, Bulgária, Estônia, Suíça, Polônia, Romênia, Finlândia, Peru, Chile, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Porto Rico, Argentina, Uruguai, México e Estados Unidos. O texto foi publicado pela Ediciones Antígona

Isser Korik conta que a encenação dá total foco aos atores e ao texto. “Temos um texto muito bem escrito e excelentes atores. Não há necessidade de muitos recursos de cenário ou qualquer efeito visual. O mais importante é desenvolver o jogo na atuação de André Mattos e Leonardo Miggiorin. Eles são atores de gerações diferentes e cada um carrega influências diversas. Cada um tem seu estilo e por isso decidi trabalhar com este contraste, inclusive energético”, explica.

O ator André Mattos conta que se interessou pelo projeto imediatamente após a leitura do texto. “Gosto porque é comédia bastante contemporânea. O texto mostra o conflito entre o indivíduo e a instituição financeira. Antigamente a palavra era valorizada. Hoje a palavra não vale nada. Minha personagem não é o banqueiro, é um homem que tem o poder de tomar decisões. Mas ele está amarrado a uma série de regulamentos que determinam e limitam o seu poder”, comenta o ator que atualmente mora em Los Angeles e voltou ao Brasil especialmente para fazer “O Empréstimo”; gravar “Belaventura”, próxima novela da TV Record; e divulgar quatro longas-metragens: “O Nome da Morte”, de Henrique Goldman; “Divórcio 190”, de Pedro Amorim; “Aconteceu na Quarta-feira”, de Domingos Oliveira; e “Ninguém Entra, Ninguém Sai”, de Hsu Chien.

Leonardo Miggiorin, que vive o cliente do banco, diz que encontra no texto todos os ingredientes para fazer uma comédia ágil e muito inteligente. “O início do texto apresenta uma situação engraçada. Depois a peça vai mostrando aspectos das personagens, como, as diferenças sociais e o sentimento de impotência do indivíduo diante da força institucional. Todas as informações vão entrando na peça para valorizar ainda mais o efeito cômico”, diz.

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FICHA TÉCNICA

Texto – Jordi Galceran

Tradução e direção– Isser Korik

Elenco – André Mattos e Leonardo Miggiorin

Cenografia e figurinos – Paula de Paoli

Cenotécnico – Wagner José de Almeida

Serralheria – Kalango

Trilha sonora composta – Jair Oliveira

Criação gráfica Lab 212

Fotografia – João Caldas

Equipe técnica – Jardim Cabine

Coordenação de produção  – Isabel Gomez

Assistente de produção – Pedro Pó

Administração – Isabel Gomez  e Pedro Pó

Assistentes de direção – Ian Soffredini e Mariana São João

Iluminação –  Isser Korik

Realização – Conteúdo Teatral

 

SERVIÇO: O EMPRÉSTIMO

Local: Teatro Folha

Temporada até: 25 de junho de 2017

Apresentações: sexta-feira, às 21h30; sábado, às 20h e 22h; domingo, às 20h.

Ingresso: R$40,00 (setor 2) e R$60,00 (setor 1)

Duração: 80 minutos

Classificação etária: 14 anos 

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 – Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br

2 x 2 = 5 O HOMEM DO SUBSOLO

O ator Cacá Carvalho retoma a obra do russo Fiodór Dostoiévski, em ‘2 x 2 = 5 O Homem do Subsolo’, encenado a partir do clássico ‘Memórias do Subsolo’, em curta temporada no Teatro FAAP, em São Paulo, no período entre 12/04 e 04/05, às quartas e quintas-feiras, às 20h. A turnê, com patrocínio da Petrobras, já passou por Belo Horizonte e Salvador e segue em maio para Vitória.

Cacá Carvalho mergulha novamente no universo subterrâneo de um homem que abandona o convívio social para enfrentar sua própria consciência. Tanto pelo lado da consciência do mal que cada um traz dentro de si, quanto da piedade do homem quando não encontra outras vias de saída, por pura falta de consciência de si mesmo.

O russo Fiodór Dostoiévski (1821-1881) tornou-se alvo de estudo de Cacá há cerca de quatro anos, após as duas décadas de ofício dedicadas à obra de Luigi Pirandello (1867 – 1936): “O Homem com a Flor na Boca” [1994], “A Poltrona Escura” [2004] e “umnenhumcemmil” [2011].

“2X2 = 5 O Homem do Subsolo” é resultado da parceria longeva de mais de três décadas do ator com o Teatro della Toscana da Itália, com o diretor Roberto Bacci, o dramaturgo Stefano Geracci, o cenografista e figurinista Márcio Medina e o iluminador Fábio Retti – equipe que o acompanha em todas as incursões teatrais.

Queríamos falar do homem com uma contundência que nos perturbasse. E encontramos na novela ‘Memórias do Subsolo’, publicada em 1864, um homem que rompe com um sistema lógico e cartesiano de viver e pensar, o 2×2=4, e aciona a chave da fantasia, da loucura e da descrença e resolve ficar isolado num esconderijo para remoer com acidez e amargor tudo aquilo que é fruto de sua lucidez”, diz Cacá. “É quase um espelho negro diante de nós”, completa o ator.

Durante a criação do texto, época em que sua primeira mulher Maria Dmitrievna enfrentava a tuberculose, Dostoiévski dizia “Estou escrevendo um romance que me dá muito sofrimento”. Em outra carta escreve, “Eu tenho nervos fortes, e não consigo ter domínio de mim mesmo””.

Este tormento interior, que parece apertar o escritor russo, revela-se inevitavelmente em todas as páginas de ‘Memórias do Subsolo’. Nunca, como neste conto, Dostoiévski colocou-se tão a nu. Uma autoconfissão, do protagonista-narrador que golpeia com a sua dissecante crueldade as dores de um anti-herói, como ele mesmo se define, e representa perfeitamente a crise do homem moderno, numa época de transição e de conflitos.

Essa montagem de ‘2 x 2 = 5 – O Homem do Subsolo’ é a primeira produção do Teatro della Toscana, uma junção da antiga nomenclatura Fondazione Pontedera com o  atual Teatro de La Pergola, em Firenze, na Itália. O Teatro Della Toscana é hoje considerado um patrimônio cultural em nível nacional. Esse espetáculo é uma coprodução da Casa Laboratório para as Artes do Teatro com o Teatro della Toscana, estreou na Itália em fevereiro de 2016, circulou pela Toscana — foram três anos de adaptação, memorização em italiano e depois em português, — fez curta temporada no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, passou pelo Rio de Janeiro e por cidades do interior do estado de São Paulo.

AS OFICINAS

As oficinas “O Subsolo Produtivo do Ator” são destinadas a atores. Cada oficina ministrada pelo próprio ator terá 25 vagas e a forma de inscrição será através da análise de currículo e carta de intenção dos inscritos. E-mail para inscrição:oficina2x2@gmail.com

Objetivos:

Ajudar o desenvolvimento e conhecimento técnico e humano para formação de um ator.

Conteúdo Programático:

Neste trabalho, será reafirmado o conceito que o trabalho de um artista é composto por fontes conhecidas, texto, figurino, parceiros de trabalho, objetos e fontes desconhecidas. Um manancial de cultura humana que precisa ser acionado pelo artista para fazer suporte às fontes  conhecidas. A estrutura [partitura física] é a análise combinatória entre essas tantas fontes, conhecidas e desconhecidas, do subsolo das pessoas.

Metodologia:

Palestras e exercícios práticos usando o romance “O Homem do Subsolo” de Dostoiévski.

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2 X 2 = 5 O Homem do Subsolo
Com Cacá Carvalho
Teatro FAAP (R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/04 até 04/05
Quarta e Quinta – 20h30
$40
Classificação 14 anos
 
Direção Roberto Bacci
Dramaturgia Stefano Geraci
Tradução para o Português Anna Mantovani
Cenário e Figurino Márcio Medina
Criação de Luz Fábio Retti
Música Ares Tavolazzi
Fotos Roberto Palermo
Assistente de direção Silvia Tufano
Montagem e Operação Técnica Fábio Retti
Arte gráfica Maristela Forti
Criação Teatro della Toscana, Teatro Era CSRT e Casa Laboratório para Artes do Teatro
Assessoria de imprensa Ofício das Letras
Produção Local Bandeira Branca
Marketing Cultural e produção Mina Consultoria
Assistente de produção Kelly Kurahayashi
Patrocínio Petrobras

 

NOVE EM PONTO

Mistério, suspense e muito humor é o que promete ao público a peça “Nove em Ponto”, que reestreia no Teatro Folha dia 11 de janeiro e permanece em cartaz até 09 de março com sessões às quartas e quintas-feiras. Com elenco encabeçado por Bianca Rinaldi e Leonardo Vieira, o espetáculo reúne quatro personagens que vivem um encontro de potencial explosivo. A direção da montagem é de Isser Korik e o elenco conta ainda com Alex Gruli e Carol Bezerra.

Na trama, dois casais têm um encontro marcado para as nove da noite na casa de um deles. A história é contada a partir de três versões diferentes: o casal convidado chegando 15 minutos antes, o casal chegando no horário marcado, o casal chegando 15 minutos atrasado. A trama se desenrola a partir de um acontecimento misterioso do passado que gera discórdia e tensão entre as personagens, resultando em um espetáculo com muito humor e suspense. O público é levado a observar os personagens sob as diferentes possibilidades, conforme a variação de horários em que os personagens se encontram.

O texto foi feito a partir de uma ideia original do autor de novelas Rui Vilhena, escrito por ele com a colaboração de Joana Jorge e Vinícius Marquez.

Heloísa, personagem de Bianca Rinaldi, é a diretora de uma revista feminina e alvo de constante desconfiança de seu marido, o piloto de aviões Diogo, interpretado por Leonardo Vieira. Alex Gruli faz Henrique Bonaparte, amigo de Heloísa e ator em ascensão que se prepara para trabalhar numa novela. Carol Bezerra interpreta a misteriosa Alice, professora e esposa de Henrique.

O diretor Isser Korik explica que a engenhosidade do texto remete à Teoria do Caos e ao Efeito Borboleta. “O texto nos mostra o quanto a vida de todos nós acaba sendo regida por uma sucessão de acasos e como tudo poderia ter saído diferente graças a aspectos meramente circunstanciais”, comenta. “O desafio da direção é deixar claro ao público qual foi o fato, o acontecimento que deflagra consequências diferentes em cada versão”.

O autor Rui Vilhena conta que a inspiração para a peça partiu de uma experiência pessoal, quando ao dirigir um carro surgiu de repente uma moto na contramão. “A moto bateu no meu carro. Na realidade o motociclista estava fugindo da polícia, olhou pra trás e o acidente aconteceu. Fiquei imaginando que se eu estivesse passado por ali cinco segundos antes ou depois nada disso teria acontecido”, conta.

Na peça, a personagem Diogo é maníaca por pontualidade e isto influencia seu humor em relação às outras personagens, de acordo com o horário de chegada dos convidados para o jantar. “Quando os convidados chegam quinze minutos antes nada está pronto para o jantar e isto, para a anfitriã, é uma situação caótica porque ela ainda não está preparada para recebê-los. Quando Henrique e Alice chegam na hora isto causa surpresa em Diogo. Quando chegam quinze minutos atrasados, Diogo já está com um humor insuportável e o suflê que ele preparou passou do ponto”. Todos estes detalhes, de acordo com o momento em que os convidados chegam, influenciam a relação entre as personagens e determinam o que acontecerá.

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Nove em Ponto
Com Bianca Rinaldi, Leonardo Vieira, Carol Bezerra e Alex Gruli
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
11/01 até 09/03
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos
 
Dramaturgia: ideia original de Rui Vilhena
Texto: Joana Jorge, Vinícius Marques e Rui Vilhena
Cenografia: Paula de Paoli
Figurinos: Marichilene  Artisevskis
Expressão corporal: Juliana Sanches                                            
Trilha sonora composta: Rodrigo Zalcberg
Video: Lucas Mendes
Criação gráfica: Winnie Affonso
Fotografia: Gilberto Haider
Equipe técnica: Jardim Cabine
Administração: Isabel Gomez e Iná Schneider
Coordenação de produção: Isabel Gomez
Assistentes de direção: Ian Soffredini e Mariana São João                    
Direção e iluminação: Isser Korik            
Realização: RDP Marketing Cultural Ltda / Conteúdo Teatral

 

 

JURO QUE É VERDADE

O humorista Marcelo Marrom prorroga o espetáculo “Juro que é Verdade” para contar um pouco – e rir – da sua história pessoal, dividida em quatro décadas, transformando em piada sua trajetória desde a infância até hoje. Apelidos de infância, traumas, alegrias, relacionamentos, conquistas, sucessos e fracassos são alguns dos temas abordados.

Marcelo Marrom aborda no espetáculo diversos temas sempre com a marca registrada de seu humor inteligente que por vezes provoca a reflexão do público.

Ele ainda se rende ao pedido do público e apresenta o quadro “Música Por Encomenda”, que ficou conhecido em apresentações no programa global Altas Horas.

Em “Música por Encomenda” Marrom improvisa sobre temas sugeridos pela plateia e tudo pode acontecer. Ele faz estas performances tocando violão e ukulele.

Sobre Marcelo Marrom – Um dos principais nomes da comédia brasileira com seu humor leve e despretensioso. Sua carreira começou há pouco mais de nove anos quando passou a integrar a Cia de Humor Deznecessários, mas ficou conhecido do grande público quando entrou para o elenco do programa Altas Horas, na Rede Globo, fazendo o quadro “Música Por Encomenda”.

Depois de três anos na TV Globo, Marrom partiu para uma empreitada maior ainda, dessa vez no Multishow apresentando o programa “Queimando a Roda”, uma sátira bem humorada do programa “Roda Viva”. Atualmente está no Multishow como jurado do “Prêmio Multishow de Humor” e acaba de fazer a primeira temporada do programa “Tá Rindo do Quê?”, ao lado de Rafinha Bastos.

Sucesso também no teatro, Marcelo Marrom atuou recentemente nos espetáculos Comédia em Preto & Branco”, “0300 Pra Salvar Seu Casamento”, “Preto Combina Com Tudo” e “Confissões de Um Quarentão”,todos com textos de sua autoria.

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Juro que é Verdade
Com Marcelo Marrom
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis ( R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo )
Duração 55 minutos
04/03 até 29/04
Sábado – 23h59
$40/$50
Classificação 16 anos
Ator, autor e diretor – Marcelo Marrom
Produção – Marcelo Serdeira
Empresários – Alexandre Paiva e Fabiana Rebizzi

 

FESTIVAL DE FÉRIAS – TEATRO FOLHA – JUVENIL

Novidade no Festival de Férias do Teatro Folha.  Pela primeira vez, a programação inclui duas peças direcionadas para o público jovem: O Alvo Parte 1 – Ser ou Não ser o Centro das Atenções” e “O Alvo Parte 2 – Hateclub”. As duas montagens, texto e direção de Pedro Garrafa, serão apresentadas a partir do dia 09 de janeiro, às segundas feiras.

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O Alvo – Parte 1 – Ser ou Não Ser o Centro das Atenções
Espetáculo aborda o bullying entre estudantes adolescentes. Cinco amigas populares do colégio estão na sala de espera da diretoria. A amizade dessas garotas está ameaçada por causa de um estranho encontro delas com a “menina mais zoada do colégio”, que tomou proporções graves, quando a menina rolou as escadas e acabou em um hospital, bastante machucada. Em meio a divertidas situações e discussões acaloradas, a trama faz com que elas revelem fatos e opiniões surpreendentes umas às outras, e mudem as suas vidas para sempre. A montagem ganhou os prêmios FEMSA Coca Cola e SP de Teatro na categoria Melhor Texto em 2015.
 
Com Andressa Andreatto, Julia Freire, Luiza Porto, Kuka Annunciato, Pauline Mingroni. Stand in: Maira Sarmento.
Duração 70 minutos
09 a 23/01
Segunda – 17h30
$40
Classificação 10 anos
 
Texto e direção: Pedro Garrafa
Iluminação: Matheus Heck
Produção: Elemento Cultural
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O Alvo – Parte 2 – Hateclub
 
Depois da “menina mais zoada do colégio” rolar as escadas e se machucar por conta de uma provocação, as cinco meninas mais populares se transformam no novo alvo de bullying do colégio. Na segunda parte da história as amigas Amanda, Maria Anna, Nina, Amélia e Rebecca recebem a ajuda de uma nova e misteriosa personagem para descobrir quem anda difamando a imagem delas pela internet. A trama, dividida entre o mundo real e virtual, aborda tanto o tema do cyberbulling, quanto o do crescente discurso de ódio destilado pela internet.
 
Com Andressa Andreatto, Julia Freire, Luiza Porto, Kuka Annunciato, Pauline Mingroni. Stand in: Maira Sarmento.
Duração 80 minutos
09 a 23/01
Segunda – 19h
$40
Classificação 10 anos
 
Texto e direção: Pedro Garrafa
Iluminação: Matheus Heck
Produção: Elemento Cultural

ELA É O CARA

A atriz Vera Fischer abre a programação do Teatro Folha em 2017 com a comédia “Ela é o Cara!”, escrita especialmente para ela por Márcio Araújo e Andrea Batitucci. Com direção de Ary Coslov, o espetáculo fica em cartaz de 06 de janeiro a 26 de fevereiro de 2017.

A peça conta a história de Gilberto Fonseca, personagem do ator Edson Fieschi, um terapeuta de competência e caráter duvidosos. Após um incidente com um paciente famoso, ele se vê obrigado a administrar a repercussão negativa do caso, o assédio da imprensa e a fúria dos fãs do seu paciente, que o culpam pelo ocorrido e estão ávidos por vingança. Sem saída e com a sua carreira fadada ao fracasso, Gilberto cogita vender sua alma ao Diabo. Neste exato momento, surge em seu consultório Vera Fischer, que insiste em ser atendida.

Sofrendo um  transtorno de personalidade, a famosa atriz insiste em dizer que não é Vera Fischer. Diante da gravidade do quadro, Gilberto aceita atendê-la em troca de publicidade, na esperança de retomar sua carreira. Gilberto passa a viver um novo conflito: quem será a solução para os seus problemas? O Diabo ou Vera Fischer?

A autora Andrea Batitucci é uma das escritoras de “Vai que Cola”, um dos programas de maior sucesso da TV paga do país. Instigada a investigar o que as pessoas são capazes de fazer para alcançar seus desejos, se inspirou para escrever a peça “Ela é o Cara!” com parceria de Márcio Araújo, por considerar o tema  um dos males modernos da humanidade.

O diretor Ary Coslov tem em seu currículo a direção de mais de 25 espetáculos teatrais e mais de 40 obras televisivas, entre novelas, seriados, séries e programa humorístico. “A peça é uma crítica à atitude das pessoas que querem fama a qualquer preço. Muitas pessoas são capazes de se submeter a tudo por quinze minutos de fama”, observa o diretor.

O espetáculo, que é uma obra de ficção, tem algumas informações biográficas de Vera Fischer. “Achei a Vera Fischer muito corajosa ao fazer esta peça. O conteúdo do espetáculo não tem nada demais. Mas ela aceitou esta exposição”, comenta o diretor. “A peça tem somente duas personagens. Uma quer ser famosa, a outra se apresenta como Vera Fischer”.

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Ela é o Cara!
Com: Vera Fischer e Edson Fieschi
Teatro Folha – Shopping Pateo Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/01 até 26/02
Sexta – 21h30; Sábado – 20h e 22h; Domingo – 20h
Apresentações: sexta-feira, às 21h30; sábado, às 20h e 22h; domingo, às 20h.
$50/$70
Classificação: 12 anos
Autores: Marcio Araújo e Andrea Batitucci
Direção: Ary Coslov
Cenário e Figurinos: Marcelo Marques
Iluminação: Anderson Peixoto
Diretor geral de produção: Luciano Borges
Realização: Borges & Fieschi Produções Culturais

ROQUE SANTEIRO

Uma das novelas que mais fez sucesso no Brasil chega aos palcos do teatro musical brasileiro. “Roque Santeiro” tem estreia prevista para 27 de janeiro de 2017, no Teatro FAAP.

A novela, de Dias Gomes, foi apresentada entre junho de 1985 e fevereiro de 1986. Tinha uma média geral de 67 pontos de audiência, o que fez com que fosse a novela de maior audiência da televisão brasileira.

No elenco, nomes de peso como José Wilker, Regina Duarte, Lima Duarte, Yoná Magalhães, Ary Fountoura, Eloísa Mafalda, Armando Bógus, Lucinha Lins, Cássia Kiss, Cláudio Cavalcanti, Lídia Brondi e Carlos Augusto Strazzer. Foi nesta novela que Claudia Raia, Alexandre Frota e Maurício Mattar ficaram conhecidos pelo grande público.

A novela, além de seus três álbuns, influenciou no vestuário feminino (turbantes da personagem Viúva Porcina); foi capa de várias revistas; e foi transformada em álbum de figurinhas.

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O Musical

Esta é a primeira vez que Roque Santeiro será montada, em formato musical, em São Paulo. O texto, tornado clássico depois de proibido e adaptado com grande sucesso para a TV, será finalmente encenado no formato pensado originalmente pelo autor Dias Gomes – como uma opereta popular.

O elenco desta montagem é composto por 13 atores: Jarbas Homem de Mello é Chico Malta; Livia Camargo faz a viúva Porcina; Flávio Tolezani é Roque Santeiro; Mel Lisboa interpreta Mocinha, filha de Dona Pombinha, vivida pela atriz Nábia Villela, e do prefeito Florindo Abelha, interpretado por Dagoberto Feliz.

Edson Montenegro é Padre Hipólito; Luciana Carnieli vive a dona do bordel da cidade, Matilde, e as duas prostitutas – Rosali e Ninon – são vividas respectivamente pelas atrizes Yael Pecarovich e Giselle Lima. O músico e ator Marco França faz o papel de Toninho Jiló. Samuel de Assis é Zé das Medalhas, e Cristiano Tomiossi faz o papel do General.A estreia acontece dia 27 de janeiro no Teatro FAAP.

A trilha sonora composta por Zeca Baleiro é executada ao vivo pelos atores com o apoio de dois músicos – André Bedurê (baixo e violão) e Érico Theobaldo (guitarra, percussão e eletrônicos). Baleiro musicou algumas letras do autor que já existiam na versão original do texto e compôs outras canções especialmente para a peça.

“A trilha traz um toque levemente marcial, um certo tom militar, mas também tem elementos de bolero, tango, baião, valsa, muita brasilidade e brejeirices. Mas é bom deixar claro: a peça é diferente da novela, desde o texto até a música”, comenta Zeca Baleiro.

Roque Santeiro marca a quarta parceria da diretora Debora Dubois com o compositor. Juntos, eles já fizeram “Quem tem Medo de Curupira?”, “Lampião e Lancelote” e “A Paixão Segundo Nelson”. “Essa parceria é longa porque nos entendemos muito artisticamente, o Zeca é um artista muito completo, que entende o teatro e coloca a música a seu serviço de uma forma linda”, conta a diretora. “Optamos por uma trilha musical original. Resistimos à tentação de usar músicas da trilha da novela, que foi muito marcante. Mas, como uma espécie de ‘homenagem’ à novela, incluímos dois trechos de canções de Sá & Guarabyra”, continua Débora.

A direção de movimento é de Fabrício Licursi que, junto com Debora Dubois, optou por coreografias mais orgânicas, que misturam gestos e traços característicos dos personagens com a movimentação coletiva nos números musicais, como se reproduzissem festas populares na fictícia cidade de Asa Branca.

Abaixo o tema da novela, interpretado por Sá e Guarabyra.

Enredo da Novela

A história acontece na cidade de Asa Branca, um microcosmo do Brasil. No passado, Roque Santeiro, que era um artista que esculpia imagens sacras, foi assassinado ao defender os habitantes da cidade dos capangas do bandido Navalhada. Por causa disso, Roque foi santificado pela população. Os poderosos da cidade criaram um comércio e fizeram com que Asa Branca prosperasse por causa do seu filho mais ilustre.

No presente, Roque Santeiro, que não morreu, volta para acabar com esse comércio criado ao redor do seu nome. Isso irá mexer com as bases políticas, religiosas e econômicas da cidade e não deixará muita gente feliz.

E como se isso fosse pouco, há uma viúva que nunca foi (Porcina); a namorada de Roque que vive perseguida por um lobisomem;  a abertura da boite Sexus em uma cidade tradicional; e a vinda de uma equipe de cinema para gravar a história do herói.

Curiosidade

A novela é baseada em uma peça teatral de Dias Gomes, cuja primeira montagem é de 1965, mas que foi censurada pela ditadura militar brasileira. Dez anos depois, a rede Globo tentou fazer uma primeira versão da novela com o nome de “A incrível história de Roque Santeiro e sua fogosa viúva, que o era sem nunca ter sido”, mas que também foi censurada. Só 20 anos após a primeira montagem do texto teatral, é que as aventuras de Roque Santeiro foram apresentadas ao público.

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Trilha Sonora

Outro sucesso foi a trilha sonora criada para a novela. “Roque Santeiro” teve algo inédito. Sempre que uma novela era lançada, a gravadora Som Livre lançava um álbum com músicas nacionais e outro com internacionais.

Mas, por ser uma novela cuja trama original era regional, foram lançado dois álbuns com músicas nacionais: “Volume 1” e “Volume 2″, para depois lançar o internacional. O primeiro álbum nacional chegou a vender mais de 500.000 cópias em três meses.

“Roque Santeiro” produziu sucessos no ano de 1985 como: “Dona” (Roupa Nova), “Vitoriosa” (Ivan Lins), “Sem Pecado e Sem Juízo” (Baby do Brasil), “De Volta pro Aconchego” (Elba Ramalho), “Chora Coração” (Wando), “Isso Aqui Tá Bom Demais” (Dominguinhos e Chico Buarque), “Coração Aprendiz” (Fafá de Belém), entre outras.

Para encerrar a matéria, vamos relembrar a música tema da viúva Porcina (Regina Duarte), interpretada pelo conjunto Roupa Nova – “Dona“.

Roque Santeiro
Com Jarbas Homem de Melo, Livia Camargo, Flavio Tolezani, Mel Lisboa, Luciana Carnieli, Edson Montenegro, Dagoberto Feliz, Nábia Villela, Yael Pecarovich, Giselle Lima, Marco França, Samuel de Assis, Cristiano Tomiossi.
Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 120 minutos
Estreia 27/01
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$80/$90
(dias 27/01 e 03/02 – ingressos a $30)
Classificação 14 anos
 
Texto: Dias Gomes.
Direção: Débora Dubois.
Direção musical: Zeca Baleiro.
Músicos: André Bedurê e Érico Theobaldo.
Assistência de direção: Luis Felipe Correa.
Direção de movimento: Fabrício Licursi.
Cenário: Débora Dubois.
Figurinos: Luciano Ferrari.
Iluminação: Fran Barros.
Preparação Vocal: Marco França.
Produção Executiva: Fabrício Síndice e Vanessa Campanari.
Coordenação: Elza Costa.
Direção de Produção: Edinho Rodrigues.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Realização: Ministério da Cultura e Brancalyone Produções Artísticas.