DOLORES

Doloresé um espetáculo solo escrito para a atriz Lara Córdulla, antiga companheira de cena do autor e diretor, que o inspirou a montá-lo após o impacto recebido ao vê-la em cena em O Mal Entendido, de Albert Camus. “Quando estreei Silencio.doc, texto escrito por mim a partir de um experiência pessoal, houve uma publicação com a seguinte chamada: ‘Marcelo Varzea se lança como dramaturgo’. Tomei um susto. Levar à cena uma carta de amor não me parecia ser um novo caminho. Imediatamente pensei que precisava sentar e me arriscar por linhas que não fossem autobiográficas. Contar uma história que não fosse minha. De uma mulher. Outro solo”, conta Varzea.

A personagem é fruto da mistura de alguns fatos reais, diretos ou retorcidos, que se propõe a revelar a sedução de uma mentira bem contada, remontando imediatamente ao oficio de atriz. Em seu primeiro espetáculo solo, Lara Córdulla revive o papel original de contadora de histórias, da narradora e protagonista dessa trama. Olho a olho com a plateia. Desnuda de truques e, ao mesmo tempo, com todos eles, tão bem burilados pelo seu ofício. Uma atriz, uma ribalta, uma cadeira, luz e um monte de história pra contar. “Dolores inspira, comove e diverte. A corda bamba é seu chão, onde um lado a levanta e o outro a deixa cair. O teatro é sua vida onde canta suas verdades e mentiras. E o público se faz cúmplice de suas dores de amores. Como é bom emprestar meu corpo e minha voz…Um VIVA às Dolores!”, comemora Lara.

Marcelo Varzea afirma que a ideia era mesmo escrever sobre uma atriz: “Dolores, que convida jornalistas para assistir uma única apresentação de O Último Suspiro de Uma Atriz, onde, cansada da carreira, resolve recontar suas memórias aproveitando o ensejo pra sair de cena em grande estilo, passeando por todas as cores que uma artista pode usar, colocando todas as suas verdades à mesa. Será? Ela é uma atriz… Perderia uma plateia ilustre e a oportunidade de ter um foco mirado nela?”, questiona.

A peça apresenta a sua saga afetiva e profissional. Uma atriz que acabou de ultrapassar a faixa dos cinquenta anos de idade. Suas histórias. Metateatro. Jogo. Nascida em uma família de circo, filha de artistas hippies, quase famosa, Dolores revela ao público diversos episódios da sua vida, alternando verdade e mentira, num jogo em que a plateia é cúmplice, embora não tenha certeza absoluta dessa alternância. Sexo, palco, fracasso, terrorismo, assédio, estupro, alienação parental e feminismo são alguns dos temas abordados nessa amarga narrativa.

Esse é o segundo texto do ator e diretor Marcelo Varzea que em 2018 estreou na dramaturgia com o solo Silencio.doc, onde também atuou, sob direção de Marcio Macena. O espetáculo foi muito bem recebido pela crítica e público e esteve em cartaz por oito meses consecutivos, em São Paulo. Atualmente, viaja pelo país e virou livro editado pela Editora Cobogó. Também em 2018, Varzea voltou à direção, após pausa de 15 anos, e ganhou o Prêmio do Humor, de Fabio Porchat, na categoria Melhor Direção por Michel III – Uma Farsa à Brasileira. Sobre seu segundo texto solo, ele diz: “Trabalhar mais uma vez com a Lara, em posições diferentes, pois nunca a dirigi, tem sido bastante excitante. Ver uma atriz de 50 anos, com domínio absoluto da comédia, drama, tragédia, sedução, partituras corporais e vocais é de um prazer imenso. É ter um cardápio de cores, sabores e notas musicais infinitas, juntas. Muita responsabilidade escolher e apontar esse caminho, porque ela, plena de suas ferramentas e generosa, vai de cabeça!”. E acrescenta: “Dolores abriu um fluxo de escrita, pois na sequência criei Afã e Narciso que estão no início do processo de montagem”.

FACE

Dolores

Com Lara Córdulla

Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória(Rua Álvaro de Carvalho, 97, Centro – São Paulo)

Duração 60 minutos

04/06 até 15/09

Terça e Quarta – 21h

$40

Classificação 14 anos

 

A CATÁSTROFE DO SUCESSO

Desde outubro de 2018, o diretor Marco Antônio Pâmio e a atriz Camila dos Anjos, criadora da Episódica Companhia, ocupam o Instituto Cultural Capobianco em uma residência artística que possibilitou o aprofundamento da pesquisa, desenvolvimento de linguagem, tradução de textos, ensaios e montagem da peça A Catástrofe do Sucesso.

Trata-se de uma união das peças Mister Paradise e Fala Comigo Como a Chuva e me Deixa Escutar com o artigo autobiográfico A Catástrofe do Sucesso, todos de autoria do dramaturgo americano Tennessee Williams (1911 – 1983).

Marcando os 19 anos do Instituto Cultural Capobianco e os 10 de sua residência artística, o espetáculo estreia dia 8 de março, sexta-feira, 20 horas, no Instituto Cultural Capobianco (Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro). Camila dos Anjos, idealizadora do projeto, também está em cena ao lado do ator Iuri Saraiva.Com figurino e direção de movimento de Marco Aurélio Nunes, iluminação de Wagner Antônio e trilha sonora de Gregory Slivar, a montagem tem cenário minimalista, criado por Cesar Rezende, e recursos do teatro físico trabalhados por Marco Aurélio Nunes com os atores.

Residência

Sobre a residência artística no Capobianco, Pâmio ressalta que a iniciativa possibilitou a verticalização de todos os aspectos que compõem uma montagem cênica. “O fato de termos quase seis meses para ensaiar nos permitiu dedicar cinco semanas inteiras somente ao trabalho de mesa e análise de texto, além de realizar uma pesquisa muito mais aprofundada sobre a obra de Tennessee Williams como um todo, o que seria inconcebível num processo tradicional de montagem”, diz.

Camila dos Anjos complementa que a residência também se destaca por possibilitar que os ensaios ocorram no mesmo lugar em que a peça fará temporada, o que auxilia no ganho de intimidade dos atores com o espaço. “Foi possível conduzir o processo com liberdade e com um tempo ideal para cada etapa”, ressalta a atriz.

A peça marca uma continuidade da parceria de Camila dos Anjos e Marco Antônio Pâmio, que, em 2014, montaram a peça Propriedades Condenadas, união de dois textos curtos de Tennessee Williams: Esta Propriedade Está Condenada Por Que Você Fuma Tanto, Lily?. Neste novo projeto, a dupla optou po exibir as peças na íntegra e em sequência, entremeadas por trechos do artigo de Williams. Para Pâmio, querer picotar e alternar os textos ou movê-los de outra forma poderia confundir o espectador ou propor um “invencionismo” desnecessário aos escritos de Williams. O artigo está dissolvido em três momentos: no início, entre as duas peças e no final.

Para Pâmio, o maior desafio do projeto foi criar um fio narrativo que fizesse com que os três textos dialogassem entre si. Durante o processo, a pesquisa do quinteto – formado por Pâmio, Camila, Iuri Saraiva, o assistente de direção Gonzaga Pedrosa e o diretor de movimento Marco Aurélio Nunes – incluiu também o documentário Tennessee Williams: Orfeu do Teatro Americano que, segundo o diretor, é um material fundamental para quem quer se aprofundar na obra de Williams. “Como resultado, chegamos a uma narrativa clara, onde as ideias aparecem de forma a aproximar a plateia do mundo e da cabeça de Tennessee Williams, e não a afastar dele”, diz o diretor.

Camila chegou às peças Mister Paradise e Fala Comigo Como a Chuva e me Deixa Escutar enquanto buscava textos e personagens que fossem projeções autobiográficas das experiências vividas pelo autor. A atriz explica que a obra de Williams se baseia essencialmente nos seus conflitos familiares. Filho de mãe com temperamento instável e extremamente opressora e de um pai alcoólatra e viciado em jogos, o artista também teve que lidar com a internação psiquiátrica de sua irmã Rose, que em seguida foi submetida a um tratamento de lobotomia que a incapacitou pelo resto da vida.

Das memórias desse ambiente familiar ríspido, Tennessee encontrou inspiração para criar suas personagens e um universo imaginário”, conta Camila. Segundo ela, o artigo A Catástrofe do Sucesso não é apenas um elemento de inspiração, mas sim um recurso dramatúrgico que une os dois textos e serve como base textual para o espetáculo.

Nele, o autor discorre sobre a dificuldade de lidar com a fama e o reconhecimento repentino devido ao sucesso de sua primeira peça, À Margem da Vida. “Nas duas peças as personagens são cheias de camadas e conexões com o artigo A Catástrofe do Sucesso. São personagens que experimentam o desejo de exílio, inadequações e conflitos familiares, questões que eram reais e que Tennessee sublimava na sua escrita”, diz Camila.

Mister Paradise conta a história de um escritor de um único livro de poemas que recebe a visita de uma estudante após anos recluso em seu apartamento; Fala Comigo Como a Chuva e me Deixa Escutar acompanha a trajetória de um casal perturbado que vive um de seus muitos momentos de crise em meio a sua relação disfuncional.

Marco Antônio Pâmio avalia que Tennessee se projeta nas personagens desajustadas que existem nas duas peças. “Só que desta vez as peças são alinhavadas pelo artigo A Catástrofe do Sucesso, em que o autor faz um depoimento contundente sobre sua relação com a fama, as consequências sofridas por quem a tem como objetivo principal na realização artística e de como ela pode se revelar um animal traiçoeiro e implacável”, complementa o diretor.

Sinopses

A Catástrofe do Sucesso – O artigo é um depoimento publicado pelo New York Times em 1947, em que Tennessee revela como o sucesso da noite para o dia de sua primeira peça, À Margem da Vida, o lançou do anonimato para o hall da fama; de como, do precário aluguel de quartos mobiliados em várias regiões do país, ele foi parar em um apartamento de hotel de primeira classe e de quanto esse processo foi surpreendentemente estéril e interferiu diretamente na sua capacidade de criação.

Mister Paradise – Uma garota encontra em um antiquário um livrinho de versos que servia como calço para uma mesa. Encantada com a poesia contida no livro, ela começa a escrever cartas para o autor. Não obtendo resposta, ela decide ir até a residência de Anthony Paradise, o autor do livro, com o objetivo de conhecê-lo e resgatar sua obra esquecida. Há um embate entre eles, pois Mister Paradise é extremamente descrente em relação ao poder que a arte pode exercer na sociedade atual.

Fala Comigo Como a Chuva e me Deixa Escutar – Em um quarto mobiliado na Oitava Avenida de Manhattan, um homem e uma mulher mantêm uma relação distante. A situação em que vivem é precária e sem esperança de mudança. Ele começa a narrar para a mulher o pouco que recorda da noite anterior e propõe uma reaproximação. Para confrontar a solidão de seu presente, a mulher começa a narrar um futuro repleto de situações que não acontecerão. Em sua imaginação ela se registrará sob um nome falso, em um pequeno hotel da costa, onde envelhecerá.

CARMEN

 A Catástrofe do Sucesso

Com Camila dos Anjos e Iuri Saraiva

Instituto Cultural Capobianco (R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)

Duração 60 minutos

08/03 até 28/04

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

$30

Classificação 14 anos

OS ARQUEÓLOGOS

Depois de uma temporada de estreia aclamada por público e crítica e da participação no Festival de Curitiba e Palco Giratório (Porto Alegre), Os Arqueólogos volta à São Paulo em temporada no Instituto Cultural Capobianco. Escrito por Vinicius Calderoni, dirigido por Rafael Gomes interpretado por Guilherme Magon e Vinicius Calderoni.

O espetáculo rendeu o Prêmio APCA 2016 na categoria Melhor Autor para Vinicius Calderoni e recebeu outras quatro importantes indicações (Prêmio APCA: Melhor Espetáculo; Prêmio Shell: Melhor Autor; Prêmio Aplauso Brasil: Melhor Autor e Melhor Espetáculo de Grupo).

Dois narradores transmitem – com linguagem que parodia os jargões de modalidades esportivas como futebol, boxe e automobilismo – cenas corriqueiras que se passam na praça de uma grande cidade:  um pai que ensina ao filho como fotografar com uma câmera analógica, um casal que discute na calçada, uma garota que conta quanto tempo cada pessoa demora pra desfazer o sorriso do rosto depois que se despede de um conhecido, etc. Dois arqueólogos do futuro avaliam com rigor científico e frieza vestígios de uma estranha civilização: a nossa.

O oitavo espetáculo da Cia. Empório de Teatro Sortido detém-se na grandeza do ínfimo: dependendo do valor que se atribui a cada gesto cotidiano, o ordinário converte-se em extraordinário. Assim se ergue uma costura de pequenos detalhes mundanos que constituem algo próximo de uma “arqueologia íntima” para traçar um painel do nosso tempo.

O texto de Os arqueólogos foi publicado em livro em agosto de 2018 pela Editora Cobogó, bem como os três textos que compõem a Trilogia Placas Tectônicas, escrita por Vinicius Calderoni e composta por Não nem nada (Indicada ao Prêmio Shell de Melhor Autor), Ãrrã (Vencedora do Prêmio Shell de Melhor Autor) e Chorume.

CARMEN (3)

Os Arqueólogos

Com Guilherme Magon e Vinicius Calderoni

Instituto Cultural Capobianco (R. Álvaro de Carvalho, 103 – Centro, São Paulo)

Duração 60 minutos

02/10 até 18/12 (não haverá espetáculo no dia 06/11)

Terça – 21h

$50

Classificação 12 anos

SÍNTHIA

Cotado pela crítica como um dos melhores espetáculos de 2016, Sínthia volta para sua quarta – e curta – temporada na cidade.

A peça fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III, do CapobiancoA atriz Denise Weinberg, do Grupo Tapa, juntou-se ao elenco da Velha Companhia para assumir o papel da mãe de Vicente, o protagonista da trama, participando da pesquisa que originou o texto de Kiko Marques (prêmios Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil por CAIS ou Da Indiferença das Embarcações).

Como nas peças anteriores – Cais ou Da Indiferença das EmbarcaçõesCrepúsculoO Travesseiro e Brinquedos Quebrados – Kiko inspirou-se em histórias pessoais.

Nascido em março de 1965, um ano após o golpe militar que depôs o presidente João Goulart e colocou o país em uma ditadura, o autor foi esperado como menina por sua mãe. O enxoval era todo cor de rosa e seu nome, Sínthia. Na época seu pai era major da PM do Rio e a mãe, uma mulher aprisionada em um mundo patriarcal e machista. “A partir desse mote e do paradigma da repressão como forma de amor, além da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria Aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o Natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina“, conta Kiko.

A trama se passa no Rio de Janeiro de 1964, com o policial Luiz Mário e a dona de casa Maria Aparecida vividos por Sílvio Restiffe (nesta temporada no lugar de Henrique Schafer) e Alejandra Sampaio (no papel da mãe na fase mais jovem). O casal tem três filhos e sonha com a chegada de uma garota. O autor e diretor interpreta o papel de Vicente. Na segunda fase, a viúva Aparecida (representada por Denise Weinberg) esconde uma doença terminal e tenta contornar a instabilidade financeira do caçula, que é músico erudito e mora em São Paulo com a mulher (Virgínia Buckowski) e duas filhas. Sínthia é o nome que o personagem se dará aos 50 anos, percebendo que, de fato, era uma mulher no corpo de um homem.

A peça fala de uma transformação necessária e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. Matamos aquilo que não entendemos“, completa Kiko Marques. Escrita em 2014, a obra, para o próprio Kiko, “se mostra atual e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”.  Criada para a peça por Tadeu Mallaman,  a música Sinfonia da Compaixão é executada ao vivo pelo quarteto e cordas Quadril.

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Sínthia
Com Denise Weinberg. Henrique Schafer. Alejandra Sampaio. Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz. Willians Mezzacapa. Marcelo Marothy. Valmir Sant’anna
Instituto Cultural Capobianco (R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 165 minutos
20/11 até 19/12
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos

SÍNTHIA

Espetáculo que nasceu e foi gestado no Instituto Cultural Capobianco, Sínthia reestreia dia 3 abril, com sessões às segundas e terças, às 20h, no espaço onde fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III. A nova temporada do espetáculo é também uma realização do Instituto Cultural Capobianco e tem patrocínio da Construcap e Goiasa.

Escrita e dirigida por Kiko Marques, a peça ganhou prêmio APCA de Melhor Direção, além de receber indicação ao Shell por Direção e Atriz para Denise Weinberg, convidada da Velha Companhia. O espetáculo recebeu também indicações Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Diretor e Autor para Kiko Marques, Melhor Trilha Original para Tadeu Mallaman e Melhor Atriz coadjuvante para Virgínia Buckowski.  No elenco estão Henrique Schafer, Alejandra Sampaio, Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz, Marcelo Marothy, Willians Mezzacapa e Valmir Sant’anna. Sobre esta peça, segue release separado. Ambas as obras tiveram leituras dramáticas no instituto.

Sínthia tem origem numa experiência pessoal. Nasci em 31 de março de 1965, um ano exato após o golpe que depôs o presidente João Goulart, mergulhando o país numa ditadura. Meu pai era oficial da PM do Rio de Janeiro na época. Minha mãe teve dois irmãos homens e dois filhos também homens antes de mim. Muito por isso fui esperado por ela como menina. A partir do mote de uma mulher encarcerada num mundo machista, do paradigma da repressão como forma de amor, e da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina. Fala de uma transformação necessária  e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. “Matamos aquilo que não entendemos.” Escrita em 2014, a obra mais do que nunca se mostra atual  e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”. (Kiko Marques)

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Sínthia
Com Denise Weinberg. Henrique Schafer. Alejandra Sampaio. Virgínia Buckowski. Kiko Marques. Marcelo Diaz. Willians Mezzacapa. Marcelo Marothy. Valmir Sant’anna.
Instituto Cultural Capobianco.(R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 165 minutos
03/04 até 13/06
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos
 
Autoria e Direção: Kiko Marques.
Diretora de Produção:  Patricia Gordo.
Cenografia: Chris Aizner.
Desenho de Luz: Marisa Bentivegna.
Figurinos: Fábio Namatame.
Direção Musical e Trilha Original: Tadeu Mallaman.
Preparação e Desenho de Movimento: Fabrício Licursi.
Consultora Vocal: Fernanda Maia.
Consultor Histórico: Ricardo Cardoso. 
Assistente no processo dramatúrgico: Cristina Cavalcanti.
Colaboradores do processo dramatúrgico: Marcelo Laham e Maurício de Barros.
Quarteto de Cordas: Violino (Mica Marcondes), Violino (Alice Bevilaqua), Viola (Elisa Monteiro) e Cello (Vana Bock).                                                                          
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

A VIDA DELA

 

Doença mental diagnosticada em um irmão põe em dúvida a sanidade dos outros e desencadeia ressentimentos e crises entre familiares. Izabel (Gabriela Flores) é uma professora de artes especialista em teatro do absurdo e escreve peças que nunca foram encenadas. Lucas (Ernani Sanchez) é um cineasta que sobrevive de filmes publicitários. Eduardo (Sílvio Restiffe) é um matemático desempregado com um distúrbio mental grave. O pai desses três irmãos é um escritor que se faz presente apenas pelo som de sua máquina de escrever. A pedido do pai, Izabel e Lucas visitam Rodrigo e se deparam com traumas e ressentimentos que fazem uma crise reverberar em toda a família.

A montagem de Mario é posterior à encenação carioca dirigida por Delson Antunes com a atriz Isabel Geron e os atores Vandré Silveira e Rodolfo Mesquita. Mario conheceu a peça em 2013 no Ciclo de Leituras do Instituto Cultural Capobianco.  Idealizado por Fernanda Capobianco, o Ciclo de Leituras e o Projeto Terceira Margem III, também da instituição, reuniu nos últimos anos alguns dos maiores autores contemporâneos do país para leituras públicas de espetáculos, workshops, debates e muito mais.

Ao entrar em contato com o universo e a poética de Priscila Gontijo, que teve todas as peças lidas por atores no Capobianco, Mario traduziu-a para o espanhol a fim de estrear uma montagem argentina. “Além de extremamente bem escrita, a peça é acessível para todos os tipos de público”, destaca o diretor. Convidado pela dramaturga para dirigir a peça no Brasil, aceitou prontamente, compondo a equipe junto à atriz Gabriela Flores e os atores Silvio Restiffe e Ernani Sanchez.

Por ter assistido a leitura da peça no Capobianco, traduzido o texto para os idiomas castelhano e espanhol com a assistência de Priscila e visto encenação carioca, a autora se diz plenamente segura em ter entregado o texto a ele. “Os atores e eu ficamos espantados, porque ele sabe cada fala da peça de cor”, destaca a dramaturga.

Mario optou por uma montagem semelhante à da “tragicomédia absurda”, que coloca em xeque a loucura “oficial” de Eduardo e as loucuras menos explícitas dos seus dois irmãos. Projeções de letras sobre uma porta, objetos antigos e uma sonoridade estranha que oferece circuitos de tensão à peça são alguns dos elementos cênicos escolhidos por Mario.

Nascido na Argentina e radicado na Espanha, o ator e diretor tem um trabalho consistente nas artes cênicas e teve o caminho cruzado pelo diretor e dramaturgo Jose Sanchis Sinisterra, que chegou a considerá-lo um “ator fetiche”. Sobre a permanência no Brasil, ainda indefinida, Mario ressalta a paixão pelo país e, especificamente, por São Paulo, que considera a capital latino americana de teatro.

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A Vida Dela
Com Sílvio Restiffe, Ernani Sanchez e Gabriela Flores.
Instituto Cultural Capobianco (R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 80 minutos
11/03 até 07/05
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$30
Classificação 12 anos
 
Dramaturgia: Priscila Gontijo.
Direção: Mário Vedoya.
Assistência de Direção: Lianna Matheus.
Cenografia e Desenhos de Luz: Rafael Souza.
Figurinos: Anne Cerrutti.
Trilha Sonora: André Damião.
Produção:Rosana Maris.
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

 

 

 

 

Vídeo

SALAMALEQUE

Conversamos com a atriz, Valéria Arbex, sobre a peça ” Salamaleque “. O espetáculo está na sua terceira temporada, agora no Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Memória​. Conversamos sobre o porquê do texto, sobre a importância da comida na vida dos migrantes, sobre cartas de amor e muito mais.
Mais que uma peça, uma poesia de vida.
Link para a matéria escrita – http://goo.gl/6yGdwn

Salamaleque
Com Valéria Arbex
Instituto Cultural Capobianco (Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/01 até 12/03 (exceto Carnaval – 06 e 07/02)
Sábado – 16h e 20h; Domingo – 16h
Recomendação: 12 anos
Entrada gratuita. Distribuição de ingressos uma hora antes da apresentação.
(O espetáculo recebe donativos – material escolar, fraldas, alimentos – trigo para kibe, lentilha, grão de bico, farinha de trigo – , etc, para instituições que recebem refugiados)

Idealização do projeto: Valéria Arbex.
Realização e Coordenação Artística: Cia.Teatral Damasco.
Direção: Denise Weinberg e Kiko Marques.
Dramaturgia: Alejandra Sampaio e Kiko Marques.
Cenografia e figurinos: Chris Aizner.
Trilha sonora original (e música incidental no vídeo): Sami Bordokan.
Iluminação: Guilherme Bonfanti.
Consultoria gastronômica: Graziela Scorvo Tavares.
Cenotécnico: Mateus Fiorentino.
Produção: Carol Vidotti, Rosana Maris e Melissa Rudalov.
Assessoria de imprensa: Fernanda Teixeira / Arteplural Comunicação​
Projeto gráfico e ilustrações: Aida Cassiano.
Glossário árabe / português: Mamede Jarouche.
Operação de som e luz: Fernanda Guedella, Adriana Dham e Ricardo Barbosa (stand-in).