PARA DUAS (ciclo de leituras dramáticas)

A Casa do Saber – São Paulo apresenta no seu Ciclo de Leituras Dramáticas, a peça “Para Duas“, texto de Ed Anderson, sob direção de Elias Andreato, com Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues, no sábado, 26 de maio, a partir do meio dia.

Toda percepção é memória, escreveu Henri Bergson: “Nós só percebemos, praticamente, o passado; o presente puro sendo o inapreensível avanço do passado a roer o futuro”. Ainda que de maneira imperceptível, a vida de cada um é emoldurada por esses vestígios, e lidar com eles se torna uma tarefa ainda mais grave quando eles tomam forma e ressurgem.

Em “Para Duas”, um reencontro entre mãe e filha apresenta uma sensível reflexão sobre escolhas e (o lidar com as) consequências, amor e recusa, solidão e presença, mas também sobre a fragilidade da culpa e do perdão quando o que está em jogo, com a pressão do tempo (sempre escasso) são as verdades que emergem violentamente. Não menos importante, o texto demonstra como é preciso, para ir adiante, reconhecer e aceitar os vincos deixados no tecido da vida.

Casa do Saber apresenta um ciclo de leituras preparadas por grandes nomes do teatro nacional. Idealizado por Maria Fernanda Cândido, atriz e sócia da Casa do Saber, cada encontro apresenta a visão e o estilo de cada diretor, buscando, na diversidade de textos e abordagens de interpretação, novos olhares sobre o ofício do teatro e da vida. A cada encontro, o ciclo de leituras se apresenta também como uma demonstração não apenas da vivacidade e atualidade de cada texto, mas como um representante da força sempre presente da expressão teatral.

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Para Duas (Ciclo de Leituras Teatrais)
Com  Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues
Casa do Saber (R. Dr. Mario Ferraz, 414 – Itaim Bibi, São Paulo)
26/05
Sábado – 12h
Grátis (Inscrições gratuitas pelo site – https://goo.gl/ubHggX , exclusivamente. Vagas limitadas e sujeitas à lotação do espaço)

CHAPLIN, O MUSICAL

Terno, bengala, chapéu coco e um bigode robusto. Acrescente essas características a uma cena do cinema mudo. Quem vem logo à mente é Charlie Chaplin no papel de Carlitos, protagonista do filme “O Vagabundo”, lançado em 1915. Mais de um século se passou e Chaplin segue no imaginário popular. A partir de 17 de maio, o público brasileiro terá uma nova chance de ver Jarbas Homem de Mello dando vida a esse ícone da sétima arte com a reestreia de “Chaplin, o Musical”, que fica em cartaz no Theatro Net SP até 29 de julho. “Acho que fizemos uma temporada curta da última vez e devíamos isso ao público. Encerramos as apresentações em 2015 com a casa lotada”, explica Jarbas, em meio a sua preparação para voltar ao papel: “É o desafio de sempre: apagar o personagem do trabalho anterior e começar a construir o Chaplin de novo”.

E bota desafio nisso. Afinal, Jarbas interpreta Charlie Chaplin dos 13 aos 82 anos, o que envolve um trabalho minucioso de preparação. “O desafio aqui é conseguir fazer essa curva dramática porque é a história de um homem contada com diversos timbres de voz, com diversos gestuais, com a coluna mais ereta, com a coluna mais curvada… E conseguir fazer isso de uma maneira muito verdadeira e crível para que o público consiga embarcar nessa história comigo”, conta o ator, que foi assistido por 80 mil pessoas na primeira temporada, em 2015.

Claudia Raia atua mais uma vez nos bastidores. Ao lado de Sandro Chaim, ela produz a versão brasileira do espetáculo, que ganhou o Prêmio Cenym como Melhor Musical e levou o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Cenografia e, na mesma premiação, foi indicado a Melhor Musical, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Direção, Melhor Figurino, Melhor Versão e Melhor Musical por Voto Popular. “Sabíamos do sucesso, mas não podíamos imaginar que mais de dois anos depois o público ainda estivesse com a história que contamos tão presente. Ouvimos o apelo e a partir de 17 de maio ‘Chaplin, O Musical’ está de volta”, comemora Claudia.

A versão brasileira é assinada por Miguel Falabella e apresenta a trajetória de Charlie Chaplin desde sua infância pobre, em Londres, até o estrelato. Pessoas importantes na vida do personagem-título são levadas ao palco, como o irmão mais velho Sidney (Juan Alba), com quem tinha uma relação de cumplicidade; a mãe, Hannah (Naíma), talentosa cantora de teatro; Oona O’Neil (Myra Ruiz), sua quarta e última esposa; a colunista e crítica ferrenha Hedda Hooper (Paula Capovilla); Fred Karno (Julio Assad), empresário do Music Hall londrino; e Mack Sennett (Paulo Goulart Filho), fundador dos estúdios Keystone e responsável pela estreia de Chaplin no cinema.

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Para a família

Com classificação livre, “Chaplin, O Musical” é um programa para toda família curtir. “Não tem idade para se encantar com essa história. É tudo muito mágico. O cenário, a caracterização. Nós atravessamos nove décadas para contar essa história e isso fica evidente no palco. As crianças têm que vir porque é tudo muito encantador e emocionante. Meninos e meninas vão se identificar e curtir”, aposta Claudia.

“Chaplin, o musical” estreou originalmente no New York Musical Theatre Festival (2006) e passou pelo La Jolla Playhouse (2010) antes de chegar à Broadway, em 2012. No palco do Theatro Net SP, o espetáculo traz interpretações musicais grandiosas que incluem canções originais adaptadas e também cinco músicas compostas especialmente para a montagem brasileira. A narrativa ainda é enriquecida com projeções de trechos dos principais filmes dirigidos e encenados por Chaplin.

Apresentado pelo Ministério da Cultura e Santander, com patrocínio da Prevent Senior, “Chaplin, o musical” fica em cartaz no Theatro Net SP, de 17 de maio a 29 de julho.

Números grandiosos estão de volta!

– 23 atores envolvidos (21 adultos, 2 crianças)

– 34 técnicos

– 65 pessoas empregadas

– 120 figurinos

– 5 músicas extras compostas especialmente para a versão brasileira

– 32 perucas (2 só para o Chaplin)

– 25 itens de postiçaria (bigodes, sobrancelhas e barbas) + 20 bigodes só para o Chaplin

– Estão sendo usadas 3 bengalas vindas de Londres, do mesmo tipo das que o Chaplin usava

– Fazem parte da cenografia réplicas de objetos e peças de antiquários de São Paulo

– O projeto do cenário é inglês

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Chaplin, o Musical
Com Jarbas Homem de Mello, Juan Alba, Paula Capovilla, Naíma, Paulo Goulart Filho, Myra Ruiz, Julio Assad, Lorenzo Tarantelli, Renatinho, Amélia Gumes, Claudia Rosa, Jofrancis, Luana Zenun, Luiza Arruda, Mariana Tozzo, Talitha Pereira, Arthur Berges, Beto Macedo, Felíppe Moraes, Fhilipe Gislon, Gustavo Ceccarelli, Marcos Lanza, Maurício Alves
Theatro NET SP – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas 360 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 140 minutos
17/05 até 29/07
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 18h
$50/$200
Classificação Livre

A PEQUENA SEREIA

O musical ‘A Pequena Sereia’, superprodução da Broadway inspirada no filme da Disney, terá sua primeira montagem no Brasil, a partir de 30 de março, no Teatro Santander.

A diretora e coreógrafa Lynne Kurdziel-Formato, que já esteve à frente de diversos musicais no mundo, assinará a versão brasileira, destinada ao público de todas as idades, tanto para quem guarda o filme em sua memória afetiva quanto para as novas gerações.  É a primeira vez que a Disney autoriza uma montagem no país, sem obrigação de ser uma réplica da americana.

IMM e Stephanie Mayorkis, da EGG Entretenimento, compraram os direitos para realizar este espetáculo  no Brasil, que terá 33 atores em cena e 12 músicos, com apresentação do Ministério da Cultura,Mercado Livre e Mercado Pago, patrocínio da Zurich Santander SegurosSkyMultiplus e Prevent Senior, com apoio da ColgateDrogaria São Paulo e Focus Energia.

Tenho muito orgulho do processo de desenvolvimento que o Teatro musical no Brasil vem passando desde 2001 até hoje. Atualmente, temos grandes talentos no país, assim como músicos, equipes criativas e técnicos capacitados. Investimos na formação de plateia”, destaca Stephanie Mayorkis, co-produtora do espetáculo e diretora da IMM. “Tudo isto, junto com nossa relação profissional de credibilidade e parceria com o time da Disney Theatrical, contribuiu para que a Disney nos desse esse voto de confiança e oportunidade para trabalharmos em uma versão totalmente nova, com qualidade e adaptações que sejam pertinentes ao nosso país”, acrescenta.

Em sua estreia no país, Lynne Kurdziel-Formato ficou encantada com a qualidade dos atores brasileiros: “eles são extremamente talentosos e criativos. E o que mais me impressionou e me fez sentir “em casa” foi a paixão com a qual eles se entregavam nas cenas, totalmente abertos a tudo que propusemos”.

 

Com base na clássica história de Hans Christian Andersen, ‘A pequena sereia’ tem como protagonista Ariel, que vive no fundo do mar, mas quer fazer parte do mundo dos humanos. Depois de tomar coragem e fazer um acordo com Úrsula, a esperta bruxa do mar, Ariel embarca na aventura da sua vida. Ao lado de Linguado e Sebastião, Ariel precisará de coragem e determinação para fazer o bem para os seus dois mundos.

 

MTS  SÃO PAULO    31/01/2018     CADERNO 2   A PEQUENA SEREIA  Ensaio  do musical " A Pequena Sereia" , rua Cotoxó 321. FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

Lucas Cândido (Linguado), Tiago Abravanel (Sebastião) e Fabi Bang (Ariel) (crédito JF Diorio/Estadão)

Com base na clássica história de Hans Christian Andersen, ‘A pequena sereia’ tem como protagonista Ariel, que vive no fundo do mar, mas quer fazer parte do mundo dos humanos. Depois de tomar coragem e fazer um acordo com Úrsula, a esperta bruxa do mar, Ariel embarca na aventura da sua vida. Ao lado de Linguado e Sebastião, Ariel precisará de coragem e determinação para fazer o bem para os seus dois mundos.

A montagem terá toques de brasilidade. “A versão ficou maravilhosa, com pitadas e ritmos do nosso país que encantarão o público”, afirma Stephanie Mayorkis. “Tenho certeza que entregaremos uma bela produção à plateia brasileira, fiel às intenções originais do musical. Nossos tradutores fizeram um trabalho adorável e toda a magia da Disney estará presente no palco desta superprodução”, enaltece Lynne.

 “A Pequena Sereia é um clássico da Disney e tem uma presença muito forte na memória dos brasileiros de todas as idades. Ele trata de um tema cada vez mais atual, que é a força das mulheres e a capacidade que elas têm de correr atrás de seus sonhos”, afirma Stephanie MayorkisLynne Kurdziel-Formato complementa: “todos os jovens passam por estágios nos quais eles sentem que não se encaixam, que são incompreendidos, o que costuma gerar o conflito de gerações. A Pequena Sereia é uma história universal, é também sobre os sacrifícios que estamos dispostos a fazer para o amor, seja ele o romântico, de família, de amigos”.

Produzido originalmente pela Disney Theatrical Productions, o musical estreou oficialmente na Broadway em 2008. O texto do musical é de Doug Wright, com música de Alan Menken , letras de Howard Ashman (escritas para o filme) e  letras adicionais de Glenn Slater. “Eu amo a música de Alan Menken, em um momento você está muito emocionado e, no instante seguinte, está gargalhando. Em vários momentos, queremos sair cantando e dançando juntos. Como qualquer bom musical, há uma grande variedade de estilos”, afirma Lynne.

A Pequena Sereia teve duas indicações ao Tony Awards, três ao Drama Desk Awards (incluindo melhor atriz), sete ao Broadway.com Audience Awards (vencendo com Sierra Boggess, na categoria revelação favorita), além de ter sido indicado ao Grammy como melhor álbum de gravação de elenco.

Lançado em 1989, o filme foi uma das maiores bilheterias do ano, sendo um marco na retomada das grandes produções da Disney. ‘Under the sea’, presente também na trilha do musical, ganhou o Oscar e Globo de Ouro de melhor canção original, além do Grammy de Melhor canção escrita para filme. A trilha sonora também venceu o Oscar e O Globo de Ouro.

A montagem brasileira traz, além de Lynne Kurdziel Formato (diretora artística e coreógrafa), Vânia Pajares(diretora musical), Fernanda Chamma (diretora artística e coreógrafa associada), Mariana Elisabetsky eVictor Mühlethaler (tradução) e Stephanie Mayorkis (produção geral).

Para aguçar um pouco mais a sua curiosidade, postamos um trailer de como foi a montagem na Broadway (lembrando, que aqui será uma montagem nacional).

A Pequena Sereia
Com Fabi Bang, Tiago Abravanel, Rodrigo Negrini, Andrezza Massei, Lucas Cândido, Conrado Helt, Fábio Yoshihara, Elton Towersey, Lucas de Souza, Marcelo Vasquez, Arízio Magalhães, Alberto Venceslau, Alessandra Dimitriou, Ana Araújo, Andreza Meddeiros, Bruna Vivolo, Carla Vazquez, Daniel Caldini, Fernanda Muniz, Guilherme Pereira, Henrique Moretzsohn, Johnny Camolese, José Dias, Letícia Soares, Marisol Marcondes, Murilo Armacollo, Nay Fernandes, Renato Bellini, Rodrigo Garcia, Sandro Conte, Vanessa Mello, Willian Sancar e Ygor Zago.
Teatro Santander (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
30/03 até 29/07
Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 16h e 20h, Domingo – 15h e 19h
$75/$280
Classificação Livre

O PALHAÇO E A BAILARINA

Um universo lúdico e circense ganha vida no palco do Teatro Santander em janeiro para contar a divertida e romântica história da sonhadora bailarina Anabel e do corajoso e romântico Palhaço. Interpretados por Kiara Sasso e Lázaro Menezes, o casal, que assina também algumas funções criativas do espetáculo como concepção e texto, letra e música, direção e cenografia, retornam a São Paulo com o sucesso musical “O Palhaço e a Bailarina”, primeira produção da O Alto Mar Produções Teatrais, para uma temporada especial de férias.

Buscando alternativas para ganhar algum dinheiro, Tombo, vivido por Blota Filho, um severo domador de leões e ex-administrador do falido “Grande Circo Nômade”, decide dispensar seus artistas, entre eles o multitalentoso Palhaço – que passa a fazer apresentações pelas ruas com seu acordeom inseparável -, mantendo em atividade apenas a doce bailarina, por quem alimenta um sentimento platônico; Ele então acorrenta os pés dançantes de Anabel em uma enorme caixinha de música, que passa a ser seu único cantinho para os dias tediosos e sem ninguém para conversar, e a obriga a se apresentar diariamente para pequenos públicos, sem imaginar o quanto a faz infeliz e sonha ser encontrada.

Preocupado com o sumiço da bailarina-aramista, por quem deseja se declarar, o Palhaço decide então sair em busca de sua amada na decisiva missão de reencontrá-la, vencendo seus maiores medos e enfrentando os mais diversos desafios pelo caminho, até que descobre seu paradeiro e enfrenta Tombo, mudando assim seus destinos.

Resgatando bons sentimentos e valores como o perdão, a amizade e o amor, o espetáculo visa também a importância de se preservar a liberdade em todos os seus estados, e ganha ainda mais charme com encantadores momentos de sapateado e acrobacia, além da trilha original, sob a direção musical de Guilherme Terra, composta por 13 canções executadas por seis músicos ao vivo, e repletas de poesia e lirismo.

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O Palhaço e a Bailarina
Com Kiara Sasso, Lázaro Menezes e Blota Filho.
Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 70 minutos
21/01 até 24/02 (não haverá sessão nos dias 10 e 11/02)
Sábado e Domingo – 16h
 $50/$100
Classificação Livre

SE MEU APARTAMENTO FALASSE

Burt Bacharach é um compositor que dispensa apresentações. Aos 89 anos e ainda em atividade, ele segue pelo mundo colhendo os frutos de uma carreira repleta de sucessos e de canções que se eternizaram, como ‘I Say a Little Prayer’ e ‘I’ll Never Fall In Love Again’. Estes dois hits fazem parte do repertório de ‘Se Meu Apartamento Falasse…’ (‘Promises, Promises’ no original de 1968), sua primeira e única incursão no Teatro Musical, que chegará aos palcos de São Paulo a partir de 21 de janeiro no Teatro Santander. Os responsáveis pela empreitada são Charles Möeller & Claudio Botelho, que já tinham dedicado um espetáculo ao cancioneiro de Bacharach (‘Cristal Bacharach’, em 2003) e retornam à obra em seu 41º musical.

Marcelo Medici interpreta Chuck Baxter, o atrapalhado contador de uma companhia de seguros que empresta seu apartamento para encontros casuais de colegas de trabalho, em troca de promoções e vantagens na empresa. Entre algumas confusões e hilários desencontros, as coisas se complicam quando ele se apaixona pela garçonete Fran Kubelik (Malu Rodrigues), conhece a desmiolada Marge MacDougall (Maria Clara Gueiros) e cede a sua casa para Sheldrake (Marcos Pasquim), o dono da empresa.

A trama cômica foi inicialmente escrita pelo premiado dramaturgo Neil Simon e levada ao cinema (‘The Apartment’, 1960) por Billy Wilder e I.A.L. Diamond. Estrelado por Jack Lemmon  e Shirley MacLaine, o longa venceu o Oscar de Melhor Filme e ainda levou outros quatro troféus (Direção, Roteiro Original, Direção de Arte e Edição). Nos anos seguintes, Simon procurou Bacharach com a ideia de transformar a história em um musical. O resultado estreou em 1968 e marcou a história da Broadway com impressionantes 1281 apresentações.

Criadas especialmente para o palco, muitas das canções de ‘Se Meu Apartamento Falasse…’ foram gravadas por astros da música internacional, como Dionne Warwick, e são facilmente reconhecidas em todo o mundo. Além dos sucessos já citados acima, entram na lista ‘Promises, Promises’ e ´A House Is Not A Home´. A versão brasileira conta com arranjos e direção musical de Marcelo Castro, que vai reger uma orquestra com oito músicos.

Além do maestro, outros antigos parceiros de Möeller & Botelho estão reunidos na ficha técnica do musical, como Tina Salles (coordenação artística), Rogério Falcão (cenografia), Paulo Cesar Medeiros (iluminação), Alonso Barros (que assina a coreografia com Möeller), Beto Carramanhos (visagismo) e Ademir Moraes Jr. (design de som). Todos estiveram com a dupla em produções recentes como ‘Kiss Me, Kate’ (2015), ‘O Que Terá Acontecido a Baby Jane?’ e ‘Rocky Horror Show’ (2016).

Protagonista desta última montagem, Marcelo Medici reforça o elo com a dupla, que também o dirigiu em ‘Sweet Charity’ (2006). Enquanto Marcos Pasquim faz a sua estreia com os diretores neste trabalho, Maria Clara Gueiros esteve em ‘As Bruxas de Eastwick’ (2011) e ‘O Mágico de Oz’ (2012).

Já Malu Rodrigues chega ao seu 11º com Möeller & Botelho. Aos 24 anos, a atriz alcançou a incrível marca após atuar em ‘7 – O Musical’, ‘Beatles Num Céu de Diamantes’, ‘A Noviça Rebelde’, ‘Milton Nascimento – Nada Será Como Antes’, ‘O Despertar da Primavera’, ‘Nine – Um Musical Felliniano’, ‘Um Violinista no Telhado’, ‘O Mágico de Oz’, ‘Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos’, ‘Versão Brasileira – 25 anos de Musicais’.

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Elenco e Equipe Criativa

Se Meu Apartamento Falasse…
Com Marcelo Medici, Malu Rodrigues, Marcos Pasquim e Maria Clara Gueiros, André Dias, Fernando Caruso, Antonio Fragoso, Renato Rabelo, Ruben Gabira, Jullie, Karen Junqueira, Patrick Amstalden, Caru Truzzi, Lola Fanucchi, Patricia Athayde, Duda Ramos, Marianna Alexandre, Mayra Veras e Yasmin Lima
Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
21/01 até 24/02
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50/$190
Classificação 12 anos
 

CANTANDO NA CHUVA, O MUSICAL PRORROGA TEMPORADA

O público pode comemorar: “Cantando na Chuva”, com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, acaba de ter prorrogada sua temporada no Teatro Santander. Serão 18 apresentações a mais para presentear o público com a oportunidade de ver de perto essa superprodução elogiada pela crítica e prestigiada pelo público. Com a extensão, o espetáculo passa a ficar em cartaz até o dia 17 de dezembro.

A clássica história se passa nos idos de 1920 em plena Hollywood. Os atores Don Lockwood (Jarbas Homem de Mello) e Lina Lamont (Claudia Raia) são as estrelas da época, o casal preferido da indústria cinematográfica. Sucesso entre o público, os dois são os queridinhos da mídia, que aposta num relacionamento mais íntimo entres eles, algo que jamais existiu.

O sucesso do casal 20, entretanto, é abalado com a transição do cinema mudo para o falado, que logo se torna a sensação do mercado. Dispostos a não perderem o que conquistaram, Don e Lina se veem obrigados a produzirem um filme para atender às expectativas da época.  Juntos, eles precisam superar as dificuldades que essa “nova interpretação” representa para os dois, e assim se manterem no topo. Nesse processo, entram duas figuras importantes para o sucesso da investida do casal: Kathy Selden e Cosmo Brown. Originalmente interpretados por Debbie Reynolds e Donald O´Connor, Bruna Guerin e Reiner Tenente dão vida aos personagens no musical brasileiro.

Superprodução

Para produzir o musical, Claudia Raia se associou a Stephanie Mayorkis, produtora do espetáculo e diretora da IMM Esporte e Entretenimento. A direção da obra ficou a cargo do americano Fred Hanson, conhecido por seus trabalhos em “Miss Saigon”, “Les Misérables (EUA)” e “O médico e monstro”.

“Cantando na Chuva” recebe todos os cuidados dignos da superprodução que é. Para a lendária cena em que Don Lockwood sapateia na chuva, o teatro ganhou dois tanques, com capacidade total para mais de 8 mil litros de água, que produzem o efeito da chuva. O palco do Teatro Santander foi adaptado para receber um sistema de filtragem da água e outro de aquecimento, que mantém a temperatura em 29° C. Uma rede de drenagem com bombas faz a receptação para reutilização da água, evitando qualquer desperdício. Do assento, o público assiste de perto à magia de uma das cenas mais marcantes do cinema.

A cena da chuva é a mais clássica de todos os tempos dos filmes musicais. E não poderia ser diferente no nosso espetáculo”, afirma Jarbas. Sobre a cena tão emblemática, Claudia Raia é categórica: “Quando toca aquela música, e você vê alguém cantando na chuva com aquele guarda-chuva aberto, é emocionante. O público vai ao delírio”.

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Cantando na Chuva, O Musical
com Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Bruna Guerin, Reiner Tenente, Sérgio Rufino, Dagoberto Feliz, Thiago Machado, Nábia Villela, Fabio Saltini, Alessandra Dimitriou, Andreza Meddeiros, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Claudia Rosa, Conrado Helt, Gabriela Rodrigues, Johnny Camolese, Julio Assad, Elcio Bonazzi, Luciana Milano, Marcelo Santos, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Marisol Marcondes, Matheus Paiva, Nina Sato, Pedro Paulo Bravo, Sandro Conte, Leandro Naiss e Vanessa Mello.
Teatro Santander – Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
Estreia 12/08 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
$50/$260
Classificação Livre

NA CASA DO RIO VERMELHO – O AMOR DE ZÉLIA E JORGE

Na Casa do Rio Vermelho” – o amor de Zélia e Jorge, peça com texto e direção de  Renato Santos e interpretação de Luciana Borghi estreia em São Paulo, em curta temporada (de 29 de setembro a 28 de outubro), no Teatro Décio de Almeida Prado.

A peça estreou este ano em Salvador, no dia do aniversário de Zélia Gattai (2 de julho), no atual memorial Casa do Rio Vermelho, onde o casal de escritores viveu cerca de 40 anos. Depois seguiu em cartaz na cidade durante todo mês em ocasião do centenário da autora, fotógrafa e memorialista na Fundação Casa de Jorge Amado, no coração do Pelourinho e no próprio Memorial, aos domingos e agora chega a São Paulo para depois iniciar turnê pelo país.

Zélia Gattai é considerada uma das melhores escritoras memorialistas do país, que influenciou várias gerações de mulheres brasileiras. “Interpretar esta mulher precursora intuitiva do movimento de libertação do poder da mulher é um privilégio em minha trajetória”, diz a atriz Luciana Borghi.

A construção da peça é uma composição de fatos relatados por seus amigos e familiares, trechos de obras e entrevistas, além de uma intensa pesquisa do diretor e da atriz sobre a vida e obra de Zélia. Tudo acontece num simples momento em que Zélia vai se despedir sozinha da casa do Rio Vermelho e acaba por se transformar personagem de sua própria história. “Zélia é uma escritora memorialista e a narrativa dos seus livros é a partir de si mesma, por isso criamos uma meta atuação onde Zélia vira personagem de sua própria história”, explica Renato Santos, autor e diretor da peça.

Renato Santos optou por uma forma naturalista na encenação, um cenário intimista que conduz o espectador à sala ou à varanda da casa na Bahia, permeado pelo desenho emocional da memória de Zélia formado também por músicas de Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes, amigos do casal.

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Na Casa do Rio Vermelho
Com Luciana Borghi 
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 75 minutos
29/09 até 28/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos