O FRENÉTICO DANCIN’ DAYS

A aura mítica em torno da Frenetic Dancing´Days Discotheque se mantem. Após ser um marco na noite carioca, com apenas quatro meses de funcionamento, a boate renasceu em forma de musical e, mais uma vez, a magia se fez.

Grande sucesso da temporada teatral carioca 2018, ‘O Frenético Dancin´Days’ já foi visto por mais de 40 mil pessoas e retorna para celebrar o verão carioca, a partir de 05 de janeiro, no Teatro Bradesco Rio. Nelson Motta (ao lado de Patrícia Andrade) assinou o texto com a absoluta propriedade de quem foi um dos fundadores da boate e viveu toda a agitação que marcou o Rio naquela época. O musical resgata esse clima de celebração da vida, de sentir a felicidade bater na porta e conta a história da Frenetic Dancing´Days Discotheque, boate idealizada, em 1976, pelos amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma. Deborah Colker aceitou o desafio e fez sua estreia na direção teatral, além de assinar as coreografias, ao lado de Jacqueline Motta. A realização é das Irmãs Motta e Opus e produção geral de Joana Motta.

Autor de musicais consagrados como ‘Elis, a musical’, ‘Tim Maia- Vale Tudo, o musical’ e ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’, Nelson Motta afirma que nunca foi tão feliz com um espetáculo. “Esse musical é uma festa, as pessoas ficam enlouquecidas na plateia, parece que estamos mesmo voltando aos tempos da boate. É uma alegria imensa”, festeja. “Eu sabia da potência, da força do Dancin´Days, de como ele mudou a cidade. A boate chegou com esse caráter libertário, lá as pessoas eram livres, podiam ser como elas são. Isso tem uma grande força política, social, filosófica, artística. Não há nada como o livre arbítrio, estar em um lugar onde você vai ser quem você é”, afirma Deborah.

CARMEN (1)

O musical é uma superprodução, com 17 atores e sete bailarinos, escolhidos através de audições, à exceção de Érico Brás (Dom Pepe) e Stella Miranda (Dona Dayse), uma das mais importantes atrizes de musicais do país, convidados especialmente para o projeto. O elenco é formado ainda por: Ariane Souza (Madalena), Bruno Fraga (Nelson Motta), Cadu Fávero (Djalma), Franco Kuster (Léo Netto), Ivan Mendes (Inácio/Geraldo), Renan Mattos (Catarino), Karine Barros (coro/stand in feminino), Larissa Venturini (Scarlet), Natasha Jascalevich (Bárbara),  além das Frenéticas: Carol Rangel (Edyr de Castro), Ester Freitas (Dhu Moraes), Ingrid Gaigher (Lidoca), Julia Gorman (Regina Chaves), Larissa Carneiro (Leiloca) e Ludmila Brandão (Sandra Pêra).

Deborah Colker (premiada na Rússia com o Prix Benois de la Danse, considerado o Oscar da Dança) assina também as coreografias (ao lado de Jacqueline Motta) e tem ao seu lado uma ficha técnica de peso: Gringo Cardia (cenografia e direção de arte), Maneco Quinderé (desenho de luz), Alexandre Elias (direção musical), Fernando Cozendey (figurinos) e Max Weber (visagismo). Passarão pelo palco os principais personagens que marcaram não apenas a história da boate, mas da cultura nacional.

Os cenários e figurinos recriam a atmosfera disco, mas com uma identidade própria. “A minha inspiração foi a estética de como as pessoas se comportavam na época e o quão ousadas eram no vestir”, explica Fernando Cozendey. “O desafio foi trazer o shape 70 atualizado, criar algo que ainda provocasse espanto, alegria e libertação para um público em 2018. O espetáculo para mim é sobre transgressão de ser, vestir, dançar, existir”, acrescenta.

A direção musical de Alexandre Elias também acompanha o espírito da época e inova ao trazer um DJ pilotando a música ao vivo. “Quando a Joana Motta me convidou para esse projeto, ela veio com essa “sacada” que iríamos contar a história de uma discoteca e que devíamos ter um DJ. E, no caso do Dancing´Days, o DJ Dom Pepe era uma das figuras centrais”. Para construir os arranjos, Alexandre Elias passou meses pesquisando e optou pela técnica dos samples. “Estamos usando tecnologia de ponta nessa área, misturei elementos dos arranjos originais, que são clássicos presentes na nossa memória afetiva, com ideias minhas e da direção, para chegarmos ao resultado final”, explica Alexandre.

Abaixo, uma matéria feito pelo programa Cariocou, do SBT Rio, na época da estreia do musical.

 O Frenético Dancin’ Days

Com Érico Brás, Stella Miranda, Ariane Souza, Bruno Fraga, Cadu Fávero, Franco Kuster, Ivan Mendes, Renan Mattos, Karine Barros, Larissa Venturini, Natasha Jascalevich, Carol Rangel, Ester Freitas, Ingrid Gaigher, Julia Gorman, Larissa Carneiro e Ludmila Brandão

Teatro Bradesco Rio – Shopping VillageMall (Avenida das Américas, 3900 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro)

Duração 120 minutos

05/01 até 24/02/19

Sexta – 21h, Sábado – 18h e 21h, Domingo – 19h

$75/$160

Classificação 12 anos

RODA VIVA

No ano em que completam seus 60 anos de existência, o Teatro Oficina comemora com a apresentação de um clássico da dramaturgia brasileira, “Roda Viva“, de Chico Buarque de Holanda.

Escrita no final de 1967, estreou no Rio de Janeiro no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, tendo no elenco Marieta Severo, Heleno PrestesAntônio Pedro, nos papéis principais na primeira temporada e foi um sucesso. A peça foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.

ensaio da peça “Roda Viva”, com o autor presente.

Durante a segunda temporada, com Marília PêraAndré Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Um grupo de cerca de vinte pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou os artistas e depredou o cenário.

Após o revés na capital paulista, o espetáculo voltou a ser encenado, desta vez em Porto Alegre. No entanto, os atores da peça voltaram a ser vítimas da violência e intransigência do CCC e, após este segundo incidente, o Roda Viva deixou de ser encenada.

A dramaturgia fala sobre a ascensão e queda de Benedito Silva, cantor e compositor de sucesso inventado e fabricado pela mídia. A trama se desenvolve pelas intervenções do Anjo da Guarda e do Capeta, que fazem do tolo e ambicioso Benedito o cantor de grande sucesso popular Ben Silver. Mas sua genialidade fabricada é ininterruptamente monitorada e redirigida a cada vez que se pressentem baixos índices de popularidade.

Agora, o SESC Pompéia apresenta a nova montagem de “Roda Viva”, 50 anos após a sua estreia e com a autorização de Chico Buarque, entre os dias 06 a 09 de dezembro. Depois, a partir de 23 de dezembro até 10 de fevereiro, a peça será encenada no Teatro Oficina.

No vídeo abaixo, Chico fala sobre a peça e a repercussão causada.

Roda Viva

Com Camila Mota, Roderick Himeros, Joana Medeiros, Guilherme Calzavara, Marcelo Drummond, Sylvia Prado, Isabela Mariotto, Clarisse Johansson, Kael Studart, Nash Laila, Lucas Andrade, Tulio Starling, Tony Reis, Danielle Rosa, Fernanda Taddei, Carol Castanho, Cyro Morais, Kelly Campello,Cafira Zoé, Marcelo Dalourzi, Marcella Maia, Mayara Baptista, Nolram Rocha, Viviane Clara, Zé Ed

Duração não informada

Classificação não informada

Sesc Pompéia (R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo)

06 a 09 de dezembro

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

$50 ($15 – credencial plena)

Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo)

23, 25, 28, 29, 30, 31/12; 04/01 até 10/02/19

Sexta, Sábado – 20h, Domingo – 19h

$ (ainda não informado)

AS AVENTURAS DO SUPER ESPANTALHO CONTRA O DR. CORVO

Depois dos clássicos de Maria Clara Machado (Pluft, o fantasminha e A bruxinha que era boa) que fizeram tanto sucesso em São Paulo, agora é a vez do autor Ivo Bender, com “As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo” que tem como objetivo (além de divertir) levar o espectador a uma reflexão leve e agradável sobre certas dificuldades de relacionamento e aceitação do que surge como diferente e inusitado e como podemos superar tudo com o amor e amizade.

A peça conta a história de Julinha que mora com sua tia Clara, uma costureira que usa uma velha máquina de costura que só aceita ser lubrificada com óleo de girassol. Ao lado da casa, elas cultivam uma plantação de girassóis guardada por um espantalho. Ao chegar o tempo da colheita com as sementes já fortes, tia Clara decide se desfazer do espantalho. Julinha, compadecida da sorte do espantalho, se propõe a cuidar dele até que fosse necessário novamente. Como a tia se recusasse a manter o espantalho, certa noite, Julinha resolve resgatá-lo mas ao se aproximar percebe o som de um coração que bate no espantalho.
A partir daí, Julinha, seu novo amigo, tia Clara, a Estrela da Manhã e o Doutor Corvo vão viver experiências surpreendentes. 

O espetáculo estreia dia 2 de dezembro, ficando em cartaz aos domingos, 16h, no Teatro Jardim Sul. A diversão é para todas as idades e como sempre, a Ferbeck vai encantar a todos com o incrível trabalho das mágicas mãos de Angela Schoendorfer, além do talento dos atores.

As aventuras do Super Espantalho contra o Dr. Corvo

Com Gabriela Camargo, Marcello Palermo, Michelle Alexandre, Rita Mirone e Victor Garbossa. Gabriela Colin e Igor Ludac (stand ins)

Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Avenida Giovanni Gronchi, 5.819 – Vila Andrade, São Paulo)

Duração 60 minutos

02 a 16/12, 13 a 27/01

Domingo – 16h

$50

Classificação Livre

TOCA LULU E RAUL!

Lulu Santos e Raul Seixas. Estes são os próximos cantores/compositores que terão suas canções levadas para o Teatro Musical.

Para o próximo ano, a Aventura Entretenimento tem previsto a estreia de “O Meu Destino é Ser Star“, com músicas de Lulu Santos; e “Merlin – Sinfonia de Lenda e Magia“, com repertório de “Raul Seixas.

O primeiro título é uma uma comédia musical, que trata da construção de um espetáculo em teatro musical. O musical contará a história de atores, que buscam pelos seus lugares ao sol, durante o processo de audições, aspirando o estrelato (relação com o nome do musical).

O elenco é composto por dez atores. São eles: Myra Ruiz, Gabriel Falcão, Jéssica Ellen, Helga Nemeczyk, Victor Maia, Carol Botelho, Marina Palha, Mateus Ribeiro, Ana Elisa Schumacher e Leonardo Senna.

“O Meu Destino é Ser Star” terá a direção de Renato Rocha (“Ayrton Senna – o Musical”), direção musical de Zé Ricardo, e Victor Maia na direção de movimentos e coreografias. A estreia será no dia 19 de janeiro, no Teatro Riachuelo (Rio de Janeiro)

Merlin – Sinfonia de Lenda e Magia” terá a concepção e direção de Guilherme Leme Garcia (“Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte”).

Guilherme escolheu as canções de Raul Seixas para contar a história do personagem mítico bretão, conselheiro do Rei Arthur. O processo de audição está em andamento, e a estreia ainda não teve sua data marcada.

(fonte – Teatro em Cena)

 

CARMEN, A GRANDE PEQUENA NOTÁVEL

Há exatos 90 anos Carmen Miranda (1909-1955) cantava pela primeira vez na rádio carioca Roquete Pinto. Portuguesa radicada no Brasil, a cantora estava prestes a se tornar um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Em comemoração a essa data, Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, estreia no dia 15 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). O espetáculo fica em cartaz até 26 de janeiro de 2019, com apresentações aos sábados, às 11h.

O musical é inspirado no livro homônimo de Heloísa Seixas e Julia Romeu, que venceu o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção em 2015. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta, que divide o palco com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto. Os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França também estão em cena.

Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.

Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas recentemente está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.

A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.

As interpretações dos atores obedecerão a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.

A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora.

O espetáculo só pôde ser realizado graças aos recursos da 6ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro.

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Carmen, a Grande Pequena Notável

Com Amanda Acosta, Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto

Centro Cultural Banco do Brasil SP (Rua Álvares Penteado, 112, Centro – São Paulo)

Duração 70 minutos

15/09 até 26/01 (sessões extras 12/10, 02/11, 15/11 e 25/01

Sábado – 11h

$20

Classificação Livre

O PALHAÇO E A BAILARINA

Um universo lúdico e circense ganha vida no palco do Teatro Santander em janeiro para contar a divertida e romântica história da sonhadora bailarina Anabel e do corajoso e romântico Palhaço. Interpretados por Kiara Sasso e Lázaro Menezes, o casal, que assina também algumas funções criativas do espetáculo como concepção e texto, letra e música, direção e cenografia, retornam a São Paulo com o sucesso musical “O Palhaço e a Bailarina”, primeira produção da O Alto Mar Produções Teatrais, para uma temporada especial de férias.

Buscando alternativas para ganhar algum dinheiro, Tombo, vivido por Blota Filho, um severo domador de leões e ex-administrador do falido “Grande Circo Nômade”, decide dispensar seus artistas, entre eles o multitalentoso Palhaço – que passa a fazer apresentações pelas ruas com seu acordeom inseparável -, mantendo em atividade apenas a doce bailarina, por quem alimenta um sentimento platônico; Ele então acorrenta os pés dançantes de Anabel em uma enorme caixinha de música, que passa a ser seu único cantinho para os dias tediosos e sem ninguém para conversar, e a obriga a se apresentar diariamente para pequenos públicos, sem imaginar o quanto a faz infeliz e sonha ser encontrada.

Preocupado com o sumiço da bailarina-aramista, por quem deseja se declarar, o Palhaço decide então sair em busca de sua amada na decisiva missão de reencontrá-la, vencendo seus maiores medos e enfrentando os mais diversos desafios pelo caminho, até que descobre seu paradeiro e enfrenta Tombo, mudando assim seus destinos.

Resgatando bons sentimentos e valores como o perdão, a amizade e o amor, o espetáculo visa também a importância de se preservar a liberdade em todos os seus estados, e ganha ainda mais charme com encantadores momentos de sapateado e acrobacia, além da trilha original, sob a direção musical de Guilherme Terra, composta por 13 canções executadas por seis músicos ao vivo, e repletas de poesia e lirismo.

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O Palhaço e a Bailarina
Com Kiara Sasso, Lázaro Menezes e Blota Filho.
Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 70 minutos
21/01 até 24/02 (não haverá sessão nos dias 10 e 11/02)
Sábado e Domingo – 16h
 $50/$100
Classificação Livre

SE MEU APARTAMENTO FALASSE

Burt Bacharach é um compositor que dispensa apresentações. Aos 89 anos e ainda em atividade, ele segue pelo mundo colhendo os frutos de uma carreira repleta de sucessos e de canções que se eternizaram, como ‘I Say a Little Prayer’ e ‘I’ll Never Fall In Love Again’. Estes dois hits fazem parte do repertório de ‘Se Meu Apartamento Falasse…’ (‘Promises, Promises’ no original de 1968), sua primeira e única incursão no Teatro Musical, que chegará aos palcos de São Paulo a partir de 21 de janeiro no Teatro Santander. Os responsáveis pela empreitada são Charles Möeller & Claudio Botelho, que já tinham dedicado um espetáculo ao cancioneiro de Bacharach (‘Cristal Bacharach’, em 2003) e retornam à obra em seu 41º musical.

Marcelo Medici interpreta Chuck Baxter, o atrapalhado contador de uma companhia de seguros que empresta seu apartamento para encontros casuais de colegas de trabalho, em troca de promoções e vantagens na empresa. Entre algumas confusões e hilários desencontros, as coisas se complicam quando ele se apaixona pela garçonete Fran Kubelik (Malu Rodrigues), conhece a desmiolada Marge MacDougall (Maria Clara Gueiros) e cede a sua casa para Sheldrake (Marcos Pasquim), o dono da empresa.

A trama cômica foi inicialmente escrita pelo premiado dramaturgo Neil Simon e levada ao cinema (‘The Apartment’, 1960) por Billy Wilder e I.A.L. Diamond. Estrelado por Jack Lemmon  e Shirley MacLaine, o longa venceu o Oscar de Melhor Filme e ainda levou outros quatro troféus (Direção, Roteiro Original, Direção de Arte e Edição). Nos anos seguintes, Simon procurou Bacharach com a ideia de transformar a história em um musical. O resultado estreou em 1968 e marcou a história da Broadway com impressionantes 1281 apresentações.

Criadas especialmente para o palco, muitas das canções de ‘Se Meu Apartamento Falasse…’ foram gravadas por astros da música internacional, como Dionne Warwick, e são facilmente reconhecidas em todo o mundo. Além dos sucessos já citados acima, entram na lista ‘Promises, Promises’ e ´A House Is Not A Home´. A versão brasileira conta com arranjos e direção musical de Marcelo Castro, que vai reger uma orquestra com oito músicos.

Além do maestro, outros antigos parceiros de Möeller & Botelho estão reunidos na ficha técnica do musical, como Tina Salles (coordenação artística), Rogério Falcão (cenografia), Paulo Cesar Medeiros (iluminação), Alonso Barros (que assina a coreografia com Möeller), Beto Carramanhos (visagismo) e Ademir Moraes Jr. (design de som). Todos estiveram com a dupla em produções recentes como ‘Kiss Me, Kate’ (2015), ‘O Que Terá Acontecido a Baby Jane?’ e ‘Rocky Horror Show’ (2016).

Protagonista desta última montagem, Marcelo Medici reforça o elo com a dupla, que também o dirigiu em ‘Sweet Charity’ (2006). Enquanto Marcos Pasquim faz a sua estreia com os diretores neste trabalho, Maria Clara Gueiros esteve em ‘As Bruxas de Eastwick’ (2011) e ‘O Mágico de Oz’ (2012).

Já Malu Rodrigues chega ao seu 11º com Möeller & Botelho. Aos 24 anos, a atriz alcançou a incrível marca após atuar em ‘7 – O Musical’, ‘Beatles Num Céu de Diamantes’, ‘A Noviça Rebelde’, ‘Milton Nascimento – Nada Será Como Antes’, ‘O Despertar da Primavera’, ‘Nine – Um Musical Felliniano’, ‘Um Violinista no Telhado’, ‘O Mágico de Oz’, ‘Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos’, ‘Versão Brasileira – 25 anos de Musicais’.

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Elenco e Equipe Criativa

Se Meu Apartamento Falasse…
Com Marcelo Medici, Malu Rodrigues, Marcos Pasquim e Maria Clara Gueiros, André Dias, Fernando Caruso, Antonio Fragoso, Renato Rabelo, Ruben Gabira, Jullie, Karen Junqueira, Patrick Amstalden, Caru Truzzi, Lola Fanucchi, Patricia Athayde, Duda Ramos, Marianna Alexandre, Mayra Veras e Yasmin Lima
Teatro Santander (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
21/01 até 24/02
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$50/$190
Classificação 12 anos