ME DÁ A TUA MÃO

Após  circular por 14 cidades,  chega a São Paulo o solo com texto e atuação do ator Clóvys Tôrres, Me dá a tua mão, “desconstruído” pelo diretor Amir Haddad.

Trata-se de uma história de amor. Um homem recebe visitas em sua casa enquanto a esposa, Ela, pede sua mão insistentemente no quarto.  Um narrador vai apresentando a história deste casal   e de várias personagens que  aparecem  revelando  momentos que ligam o mar ao sertão, falando sobre a família, o amor e a saudade.

Utilizando um acordeon e um berrante o ator se vale da narrativa como um detonador de memórias da plateia. “A medida que as personagens contam suas emoções, a plateia mergulha em suas memórias e esta é a grande poesia deste trabalho. Possibilitar que cada um viaje por suas paisagens, em suas emoções, a partir da provocação do narrador”,  diz Tôrres.

O ator-autor explica que durante todo o processo criativo, desde a primeira leitura do texto já havia plateia. “Eu queria experimentar minha escrita e me colocar neste lugar de criação sem nenhum truque. Estive em grupos de estudos, em residências, em escolas, universidades,  hotel, casa de repouso, jardim e até salão de beleza. Queria construir uma história que comunicasse a diversas pessoas.

Sobre a participação do diretor Amir Haddad no projeto, o ator descreve “Amir  chegou para me desconstruir de tudo que eu pensava sobre  a peça e sobre teatro.  Sua “desconstrução” foi e é muito bem vinda e nunca terá um final. A peça está começando, assim como nossa parceria. Me interessa o seu “teatro depois do teatro”, a sua ideia de narrativa e o seu não teatro. Um caminho longo e que pretendo sempre dividir com o público.

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Me Dá a Tua Mão
Com Clóvys Tôrres
Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista, São Paulo)
Duração 70 minutos
06/04 até 26/05
Sexta e Sábado – 20h
$60
Classificação 12 anos

FULANINHA E DONA COISA

Numa encenação não realista, dirigida por Daniel Herz e idealizada por Eduardo BarataNathalia Dill e Vilma Mello vivem, respectivamente, Fulaninha e Dona Coisa. O espetáculo faz ensaios abertos nos dias 30/09 e 01/10, e estreia dia 07/10, no Teatro Renaissance. “A possibilidade de emocionar o público dentro de uma comédia é algo quem me instiga e me interessa”, detalha o diretor.

A peça se apropria do humor, da carência, da solidão e do encontro para falar das diferenças de origem e da relação entre duas pessoas, ao mesmo tempo, tão ricas e diferentes. “Fui assistente de direção do Nanini na primeira montagem carioca, com Louise Cardoso, em 1990. Quando convidei o Daniel para dirigir, planejamos uma encenação dinâmica e divertida, com uma nova roupagem. O espetáculo mantém vários elementos de referência aos anos 90, como: telefone com fio, bip de mensagens, secretária eletrônica, entre outros. Contudo, as emoções, situações e relações são completamente atuais”, detalha o produtor e idealizador Eduardo Barata.

De um lado está Dona Coisa, uma mulher moderna, independente, que prefere manter certa distância em suas relações. Do outro está Fulaninha, uma jovem com a cabeça cheia de sonhos que chega do interior para trabalhar como empregada doméstica.

O espetáculo retrata, através do humor, as dificuldades da convivência diária entre ambas, resultado das trapalhadas de Fulaninha, que entre muitas confusões pensa que a piscina do prédio chique de Dona Coisa é um açude; se assusta com o telefone e elevador; e ainda arruma um namorado bem enrolado, um técnico de telefone interpretado por Rafael Canedo.

Apesar do estranhamento com a vida moderna, Fulaninha é muito esperta e usa a inteligência para conquistar a patroa, que só admite a empregada com muitas exigências, como dormir no local, trabalhar nos finais de semana e não namorar. Sem saber sobre seus direitos, Fulaninha acata as exigências por também gostar da patroa e aproveita para curtir a casa como se, literalmente, fosse sua, usando as roupas de Dona Coisa e comendo suas comidas preferidas.

Todos temos na vida um lado Fulaninha e um lado Dona Coisa. Brincamos com isso quando as atrizes invertem de papel no palco”, conta Herz, que traz para a encenação a questão da temática racial pensada e idealizada pelas equipes de produção e criação, desde a programação visual, que utiliza uma imagem em preto e branco das atrizes, até a iluminação, que acentua o momento de inversão por uma mudança de direção de focos.

É um dos momentos chave do espetáculo”, afirma o iluminador Renato Machado.  A cenografia de Fernando Melo da Costa, com algumas sugestões de elementos que compõe a casa de Dona Coisa, propõe um espaço de jogo cênico. O espetáculo faz com que cada espectador idealize uma casa diferente para Dona Coisa, através da imaginação.

Estar no lugar da patroa tem um significado que vai além do particular: é político e social. Falamos aqui não só do empoderamento negro, mas também da divisão de classes. O público esbarra numa comédia leve que aponta para a reconstrução de valores éticos e estéticos”, comenta Vilma Melo, primeira atriz negra a ganhar o prêmio Shell RJ (29° edição) na categoria de melhor atriz. “Quando o Eduardo me mostrou o texto, eu topei fazer na hora. A peça toca num ponto que ainda é tabu na nossa sociedade, o trabalho da empregada doméstica, que transita em uma linha tênue entre o privado e o profissional”, conta Nathalia Dill.

Como as mudanças são muito rápidas e ninguém sai de cena praticamente, resolvemos fazer uma brincadeira a partir do conceito de transformação”, conta Clívia Cohen, responsável pelos figurinos, que se transformam em múltiplos elementos e adereços de cena. “Uma hora a bolsa da Dona Coisa vira o avental de Fulaninha (símbolo da empregada doméstica), outra hora a saia vira um mantô (símbolo de poder e riqueza), então assim como a relação entre as duas vai se transformando, os figurinos seguem a mesma proposta”, conclui.  Leandro Castilho compôs vinhetas e trilhas que auxiliam nas transições de cenas. “A música contribui bastante com o humor da peça. Aproveitei ritmos bem brasileiros, como batucada de tamborim, cuíca e samba, na hora de fazer as vinhetas”, comenta Castilho.

“Em um momento em que o país passou por uma transformação nos direitos trabalhistas dos empregados domésticos, a peça aparece como uma oportunidade de falar das recentes modificações, de maneira bem-humorada, sem deixar de ser informativa. Uma peça que fala das muitas possibilidades e ambiguidades que existem numa relação entre o personagem que oprime e o que é oprimido”, finaliza o produtor Eduardo Barata.

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Fulaninha e Dona Coisa
Com Nathalia Dill, Vilma Melo e Rafael Canedo
Teatro Renaissance – Hotel Renaissance (Alameda Santos, 2233 – Jardim Paulista, São Paulo)
Duração 70 minutos
07 a 29/10
Sábado – 19h, Domingo – 20h
$100
Classificação 12 anos
 
**Ensaio aberto promocional: dias 30 de setembro e 01 de outubro com ingressos a R$ 30**

HORTANCE, A VELHA

O espetáculo teatral Hortance, A Velha, com a atriz Grace Gianoukas, tem sua temporada estendida até o dia 03/12. A comédia de autoria de Gabriel Chalita, com a colaboração de Michelle FerreiraFred Mayrink e, pela própria Grace Gianoukas, desembarca na capital paulista depois de reconhecida e aclamada passagem pelo Rio de Janeiro.  O espetáculo consolida a bem sucedida parceria entre Gianoukas e Mayrink, ocorrida na novela Haja Coração, da TV Globo, em 2016.

Hortance, A Velha

15977734_1725629537752689_8658408147152773133_nHortance é uma mulher pioneira, uma mulher empoderada, com uma alma livre,  a frente do seu tempo e que acabou vencendo diversas barreiras. Entre elas, foi expulsa de casa por ser “moderna demais”, tornou-se dona de um cabaré que recebeu diversas personalidades, como Shakespeare, Nero, Getúlio Vargas, Stalin, Sartre, Simone de Beauvoir e Che Guevara. Agora, quase centenária, revisita um apanhado de histórias que viveu e pessoas que conheceu. Mas Hortance já está um pouco esquecida, devido à idade, e confunde as histórias, os tempos e as biografias de todos que passaram por sua vida. A partir de todas estas lembranças, a Velha preenche os dias e reconstrói de maneira cômica e emocionante sua própria vida, afirmando a dignidade de envelhecer tendo-a vivida por inteiro.

Dentro das paredes do cabaré, Hortance vive com um amontoado de recordações que acumulou ao longo da vida, além da companhia da irmã Aliquianni e de um gambá. Ao mesmo tempo em que se encontra imersa nesse universo particular, ela não está sozinha, em um dos momentos mais tocantes, Hortance vê no público sua companhia como clientes do cabaré para recriar essa jornada. Com o mundo inteiro dentro dela, Hortance é uma mulher de todos os tempos, de grandes amores e fortes laços de amizade.

Hortance, A Velha é uma obra não realista que, de forma leve, cativante e descontraída, convida o público para uma reflexão espontânea sobre o envelhecimento natural, o envelhecimento com dignidade. A comédia provoca risos, emoções, uma mistura de sentimentos – assim como a vida. O espetáculo é uma grande homenagem às mulheres e às pessoas em geral que, conseguiram, apesar de todas as dificuldades, seguirem seus objetivos de corpo e alma, provando como vale a pena viver.

Para Gianoukas, Hortance é uma oportunidade: Tenho quase 34 anos de profissão e essa comédia veio como um abraço. Esse espetáculo amparado por todo mundo me dá a oportunidade de, como atriz, andar nessa estrada de sinuosas emoções.

Hortance, a Velha
Com Grace Gianoukas
Teatro Renaissance – Hotel Renaissance (Alameda Santos, 2233 – Jardim Paulista, São Paulo)
Duração 60 minutos
09/09 até 03/12
Sábado – 21h30, Domingo – 18h
$80
Classificação 14 anos

 

 

FESTA STAGE

A Festa Stage realiza sua última edição do ano de 2016. Não é uma despedida, mas sim, um “Hasta la vista!“.

A proposta da festa é colocar a arte em forma de performances. Uma balada que reúne performances, artistas, muita música bacana, um espaço incrível e muita gente bonita!

Nesta  quarta edição da Festa Stage serão homenageados os artistas que estiveram em cartaz nos musicais neste ano.Será uma confraternização e para alguns, uma “despedida” do elenco que se tornou famílias tão especiais!

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Festa Stage – Hasta la Vista!
Jet Lag Pub (Rua da Consolação, 3032 – Jardim Paulista, São Paulo)
11/12
22h – 04h
Convites antecipados com organizadores: R$15
Com nome na lista: R$ 30 (listas@festastage.com.br)
Na hora: R$ 40
Classificação 18 anos