CAZUZA – PRO DIA NASCER FELIZ

Uma homenagem a um dos maiores artistas brasileiros. O musical narra a vida louca, vida breve que marcou o percurso profissional e pessoal de Cazuza, do início da carreira, no Circo Voador em 1981, até a morte em 1990, aos 32 anos: o estrondoso sucesso com o Barão Vermelho, a carreira solo, a relação com os pais, amigos, amores, paixões, as músicas que falavam dos anseios de uma geração, o comportamento transgressor e a coragem.

A trajetória de um artista para quem o tempo não para. Uma homenagem a todas as mães. Inspirado no livro “Só as mães são felizes”, de Lucinha Araújo um depoimento a Regina Echeverria, o musical de Carlos Bauzys, figurino de Carol Lobato e com um elenco de mais de 15 atores e 8 músicos.

Um espetáculo repleto de muita ação, emoção, humor, histórias e músicas.

No repertório diversos sucessos entre eles: Codinome Beija-flor, Exagerado, Bete Balanço, Vida louca vida, Faz parte do meu show, Pro dia nascer feliz, Preciso dizer que te amo, Maior abandonado, Brasil, entre outros…

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CAZUZA – Pro Dia Nascer Feliz

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 150 minutos

19/07 até 25/08

Sexta – 21h, Sábado – 21h, Domingo – 19h (dias 27/07, 03 e 10/08 – sessões também às 17h)

$75/$90

Classificação: 14 anos

AS ATRIZES

A comédia de Juca de Oliveira teve sua primeira encenação em 1991 com Tônia Carrero, Lucélia Santos, Mauro Mendonça, Osmar Prado e Márcia Cabrita no elenco.
A montagem atual, com direção de Léo Stefanini, recebeu revisão e atualização no texto para abordar conflitos mais ligados ao universo feminino, como sexualidade, traição e maturidade, mostrando também o embate artístico entre uma atriz consagrada, que conquistou o respeito de seu público, e outra mais jovem e preocupada com o número de seguidores em suas redes sociais.
A história se passa no universo artístico, mas poderia ser perfeitamente ambientada em qualquer ambiente de trabalho. As questões retratadas são absolutamente universais e engraçadas, mostrando os personagens vivendo à beira do caos.
Marilda Ziliat (Angela Dippe) é uma grande atriz de meia-idade, consagrada no teatro, que vive um momento crítico da sua vida pessoal e profissional. Está insegura porque a televisão, e os homens, preferem atrizes mais jovens. É casada com Igor (Ary França), um diretor de teatro que se encanta pela jovem Irma. Irma (Renata Ricci) é uma atriz ambiciosa que sonha com o estrelato, mas obtém papeis inferiores às suas pretensões em teatros vazios de público e de repercussão. Ela entra no jogo de Igor para conseguir o que quer, embora viva com Cláudio (Giovani Tozi), um ator de pouco talento e inseguro, pois percebe que a mulher, por quem é desesperadamente apaixonado, lhe escapa a cada instante. Botando mais lenha na fogueira, surge a Repórter (Mariana Melgaço), uma profissional de índole duvidosa, pouco informada, mas que adora disseminar fofocas e fake news dos famosos.
 
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As Atrizes
Com Angela Dippe, Ary França, Renata Ricci, Giovani Tozi e Mariana Melgaço
Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros, São Paulo)
Duração 75 minutos
05/07 até 11/08
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 10 anos

COM A PULGA ATRÁS DA ORELHA

Na charmosa Paris de 1908; uma mulher, enlouquecida de ciúme sem sentido, arma um plano para descobrir se seu marido realmente a trai. O problema é que criar uma mentira não é tão simples quanto se aparenta e tudo culmina na mais hilária das confusões.

Considerado um clássico da comédia, “Com a Pulga atrás da Orelha” do genial Georges Feydeau chega em uma adaptação de produção da Cia London; ainda mais frenética e despojada. Numa bola de neve de situações que se encavalam, de ritmo alucinante, com portas batendo e muitas piadas rápidas, o espetáculo revive o humor do teatro clássico com a comédia levemente modernizada; numa grande homenagem ao Belle Epòque e as comédias de vaudeville.

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Com a Pulga Atrás da Orelha

Com Rafael Mallagutti, Letícia Navarro, Maíra Natassia, Fábio Viecelli, Mateus Polli, Thais Coelho, Bárbara Trabasso, Nicholas Carrer, Fernando Maia, Diego Oliveira, Victor Garbossa, Bruno Akimoto, Letticia Moraes, Elizabeth Clini, Renan Rezente, Fernanda Godoy, Victória Vergamine, Felipe Cantoni, Felipe Chevalier, Yan Della Torre e Bruno Malheiro

Teatro União Cultural (R. Mario Amaral, 209 – Paraíso, São Paulo)

Duração 90 minutos

07/06 até 26/07

Sexta – 21h

$70

Classificação 14 anos

MANJAR DOS DEUSES

Ah, vamos falar sério…Quem liga pra mitologia grega hoje em dia? Bem, os Deuses Greco-romanos ligam! A história é deles, afinal de contas… E como será que está o Monte Olimpo nos dias de hoje? Bem… Como se não bastassem toda as confusões do mundo moderno, os doze olimpianos; comandados por Zeus, enfrentam um problema dos grandes: a chave dos portões do Olimpo sumiu e o ladrão está no meio dessa famosa família de imortais, que não hesita em armar o mais engraçado de todos os barracos mitológicos! Assim é “Manjar dos Deuses” – uma sincera homenagem à mitologia clássica, da maneira mais divertida e irreverente que você pode pensar.

O PROCESSO

“Manjar dos Deuses’” é uma comédia física de tom colaborativo e nessa temporada comemora dez anos de sucesso em São Paulo. Apesar de partir de um roteiro fixo, cada montagem foi diferente e surgiu através de meses e meses de estudo de atores comediantes que partiram da premissa da representação do panteão grego
em ritmo e cara de desenho animado. O roteiro é objetivamente simples: E se as chaves do Monte Olimpo estivessem sumidas? Como seria a reação de cada um desses deuses tão humanamente engraçados?

Não há uma estrela em Manjar dos Deuses. Existe a constelação, o grupo; e o engraçado é vê-lo junto. Cada ator construiu seu Deus com os traços marcantes da egrégora daquele Deus Greco-romano e sua metáfora e da personalidade mitologicamente atribuída com pitadas clown – criando uma família divertidíssima e uma acelerada comédia de perder o fôlego de tanto rir. Então pegue um prato pra quebrar e seja bem-vindo à nossa família!

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Manjar dos Deuses

Com Rafael Mallagutti, Victor Garbossa, Thais Coelho, Maíra Natássia, Mateus Polli, Letícia Navarro, Fernando Maia, Renan Rezende, Felipe Chevalier, Victória Rocha, Caio Baldin, Pedro Ruffo, Taís Orlandi, Nicholas Carrer Guerrero, Guilherme Brasil e Victória Vergamine

Espaço dos Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)

Duração 90 minutos

15/06 até 27/07

Sábado – 24h

$60

Classificação 14 anos

ABRE A JANELA E DEIXE ENTRAR O AR PURO E O SOL DA MANHÃ

Com direção de André Garolli, o espetáculo narra a história de duas mulheres, Heloneida e Geni, que foram condenadas à prisão perpétua. De origens e crimes diferentes, se conheceram atrás das grades e tornaram-se amigas para sobreviverem. A desorientação delas em relação ao tempo e espaço é evidente.  Reveem suas vidas interrompidas transitando entre a loucura e a razão. Estão presas numa cela de prisão, num manicômio, purgatório, inferno ou na mente delas?

Com humor e sensibilidade, o autor Antônio Bivar expõe o espírito do Brasil e os valores dos anos 60, inspirado pela linguagem do teatro do absurdo, pelo existencialismo e pela metateatralidade. Elenco desta montagem é formado por Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio.

Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã ganha uma nova temporada na SP Escola de Teatro, entre 14 de junho e 1º de julho, com apresentações às sextas, aos sábados e às segunda, às 21h, e aos domingos, às 19h. A peça estreou em 2018 no Centro Cultural São Paulo.

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Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã

Com Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio

SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)

Duração 75 minutos

14/06 até 01/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$20

Classificação 14 anos

AI-5: UMA RECONSTITUIÇÃO CÊNICA

No dia 14 de junho (sexta), às 21h, o espetáculo de teatro documentário AI-5: Uma Reconstituição Cênica, estreia nova temporada no teatro Arthur Azevedo, na Mooca, região leste da capital paulista. Com sessões sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h, até 14 de julho, o projeto segue em cartaz há três anos pelo Coletivo Ato de Resistência – A política em cena.

A dramaturgia nasce a partir da gravação disponibilizada pela Comissão da Verdade, de uma reunião que ocorreu em 13 de dezembro de 1968, em que o Conselho de Segurança Nacional se reúne com o então presidente General Arthur da Costa e Silva para votar a aprovação da proposta de Ato Institucional número 5. Sua aprovação deu início à fase mais sangrenta do regime ditatorial civil-militar brasileiro, deixando feridas abertas na política e também vida pública até os dias de hoje. O objetivo do espetáculo é manter viva e ativa a lembrança e a denúncia do período histórico da ditadura civil-militar em nosso país, e dos crimes cometidos pelo terrorismo de Estado.

Com concepção de Paulo Maeda e, neste ciclo, com direção coletiva de Leticia Negretti, Rafael Castro, Rodolfo Morais e Renato Mendes, o ensejo da peça não é apenas o retrato de uma ocorrência no período da ditadura brasileira, mas remete, em paralelo, a atualidade do inexplicável efeito saudosista que o autoritarismo causa em grande parte da sociedade, não apenas do Brasil, mas em grande parte do mundo.

É também a partir dos acontecimentos contemporâneos na política brasileira, que a peça incorpora performaticamente acontecimentos e polêmicas declarações – com ocorrência quase diária – que causam escândalo na imprensa e nas redes sociais.

O espetáculo nasceu a partir da leitura do livro ‘A ditadura envergonhada’, de Elio Gaspari. Enquanto lia um capítulo específico chamado ‘A missa negra’, percebi que ele citava muitas frases prontas dos ministros que estavam na reunião do dia 13 de dezembro e fiquei curioso para ter também acesso a isso. Foi quando descobri a ata e os áudios. Em 2016, estávamos vivendo um momento que era muito duro com o golpe da então presidente democraticamente eleita e eu vi que os discursos feitos para tirá-la do poder eram muito parecidos com os de 1968. E dessa proximidade, eu pensei em fazer uma reprodução daquele momento com 20 atores brancos em cena, mostrando a ostensividade desse conservadorismo”, afirma o diretor Paulo Maeda.

Segundo a nova direção desse ciclo de apresentações: “No ano de 2019, em que grupos saudosistas e apoiadores da ideia da ditadura civil-militar brasileira, se manifestam abertamente em vias públicas e mesmo em cargos de poder, entendemos como urgente retomar e manter em circulação nosso espetáculo. Sem perder o caráter documental, mas acrescentando elementos de revista, nossa versão atual mantém-se viva e em princípio de work-in-progress, radicalizando o jogo entre os atores que compõem a mesa e os diálogos com a situação atual. Mostramos assim que a história não é linear, que não há acontecidos deixados para trás, mas ecos, que habitam nossa estética e nossa ética, no palco e nas ruas.”, conclui o diretor.

Sinopse Numa estética documental, reconstituímos a noite de 13 de dezembro de 1968, em que o Conselho de Segurança Nacional se reúne com o presidente Gal. Arthur da Costa e Silva para votar a aprovação da proposta de Ato Institucional número 5. Sua já antecipada aprovação dará início à fase mais sangrenta do regime ditatorial civil-militar brasileiro, deixando feridas abertas que podem ser sentidas e vistas em nossas política e vida pública ainda hoje. O espetáculo se utiliza das gravações originais das falas dos ministros presentes, bem como traça paralelos contundentes com a contemporaneidade.

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AI-5: Uma Reconstituição Cênica

Com Alexander Vestri, André Hendges, André Castelani, André Pastore, Caio Marinho, Cristiano Alfer, Dagoberto Macedo, Danilo Minharro, Fernando Pernambuco, Gero Santana, Guilherme Conradi, Leticia Negretti, Lucas Scandurra, Luiz Campos, Mario Spatizziani, Michel Galiotto, Pedro Felício, Pedro Stempniewski, Rafael Castro, Ramon Gustaff, Renato Mendes, Ricardo Socalschi, Roberto Borenstein, Roberto Mello, Rodolfo Morais, Rodrigo Marques, Thalles Alves, Thiago Marques e Wilson Saraiva

Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)

Duração 120 minutos

14/06 até 14/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$30

Classificação 14 anos

TERRENAL – PEQUENO MISTÉRIO ÁCRATA

Com direção de Marco Antônio Rodrigues o espetáculo Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata volta ao cartaz no Teatro Raul Cortez para temporada de 6 de junho a 25 de julho. As sessões acontecem às quintas-feiras, 21h com ingressos por R$50 e R$25 (meia entrada).

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata. O texto original de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano – tem tradução de Cecília Boal. No elenco, Celso FrateschiSergio SivieroDagoberto Feliz e Demian Pinto (músico). A trilha é tocada ao vivo pelo músico e pelos atores em diversos instrumentos: piano, teclado, sanfona, ukulelê, guitarra, saxofone e flauta transversal.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos para falar metaforicamente dos conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Mauricio Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos em pauta que envolvem justiça, propriedade, violência e visão de mundo.

O texto prende, surpreende e diverte muito, discute a origem da propriedade privada e a produção (contra o uso livre da natureza, o nomadismo de Abel), a acumulação do capital, o comércio e o uso da violência (para a própria defesa) que reverbera e nos lembra muitos sons e vozes do presente.

Na montagem dirigida por Marco Antônio Rodrigues, os atores são artistas populares que com recursos circenses encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Reflexo contemporâneo de nossa sociedade, um Caim (Dagoberto Feliz) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral e um Abel (Sergio Siviero) nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

Na sociedade virtualizada, digital, mitos, fábulas e narrativas ocupam espaço central nas nossas vidas, e não raro, manipulam mentes e corações, subtraindo a memória e a história, distorcendo destino de nações e povos. Terrenal é neste sentido, uma obra otimista, porque repõe a lenda dos dois irmãos como um microcosmo das relações sociais e contemporâneas”, explica o diretor Marco Antônio Rodrigues.

Conflitos em Cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em um vilarejo. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

A dramaturgia de Mauricio Kartun

Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), Mauricio Kartun tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de Revolução na América do Sul, com a direção de Augusto Boal.

Boal e Kartun mantiveram uma intensa relação de trabalho durante o período do exílio de Boal na Argentina. Ambos compartilhavam as mesmas preocupações pelos nossos países dominados. Terrenal, a terra, que é e não é um paraíso, nos propõe uma versão dialética do episódio bíblico, a eterna luta dos irmãos que sempre acaba em morte, a impossível missão de destruir o diferente”, fala Cecília Boal.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Para Marco Antônio Rodrigues, a criação de Kartun parte de um acontecimento conectando-o a outras imagens, de forma a examinar de onde viemos e como hoje aqui chegamos. “Na refabulação de Kartun, os dois irmãos esperam o retorno do pai, que há vinte anos os abandonara num loteamento em uma conurbação urbana. Quando o pai chega, Caim, na ânsia de agradar a Deus, mata o irmão como ato de amor – sua compreensão distorcida o perde, já que para ele, na mais pura tradição religiosa, só oferendas de sangue, só o sacrifício do cordeiro tem pacífica e cabal eficácia.

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Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata

Com Celso Frateschi, Dagoberto Feliz, Sérgio Siviero e Demian Pinto

Teatro Raul Cortez (Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista – São Paulo)

Duração 90 minutos

06/06 até 25/07

Quinta – 21h

$50

Classificação 16 anos