MANJAR DOS DEUSES

Ah, vamos falar sério…Quem liga pra mitologia grega hoje em dia? Bem, os Deuses Greco-romanos ligam! A história é deles, afinal de contas… E como será que está o Monte Olimpo nos dias de hoje? Bem… Como se não bastassem toda as confusões do mundo moderno, os doze olimpianos; comandados por Zeus, enfrentam um problema dos grandes: a chave dos portões do Olimpo sumiu e o ladrão está no meio dessa famosa família de imortais, que não hesita em armar o mais engraçado de todos os barracos mitológicos! Assim é “Manjar dos Deuses” – uma sincera homenagem à mitologia clássica, da maneira mais divertida e irreverente que você pode pensar.

O PROCESSO

“Manjar dos Deuses’” é uma comédia física de tom colaborativo e nessa temporada comemora dez anos de sucesso em São Paulo. Apesar de partir de um roteiro fixo, cada montagem foi diferente e surgiu através de meses e meses de estudo de atores comediantes que partiram da premissa da representação do panteão grego
em ritmo e cara de desenho animado. O roteiro é objetivamente simples: E se as chaves do Monte Olimpo estivessem sumidas? Como seria a reação de cada um desses deuses tão humanamente engraçados?

Não há uma estrela em Manjar dos Deuses. Existe a constelação, o grupo; e o engraçado é vê-lo junto. Cada ator construiu seu Deus com os traços marcantes da egrégora daquele Deus Greco-romano e sua metáfora e da personalidade mitologicamente atribuída com pitadas clown – criando uma família divertidíssima e uma acelerada comédia de perder o fôlego de tanto rir. Então pegue um prato pra quebrar e seja bem-vindo à nossa família!

FACE.png

Manjar dos Deuses

Com Rafael Mallagutti, Victor Garbossa, Thais Coelho, Maíra Natássia, Mateus Polli, Letícia Navarro, Fernando Maia, Renan Rezende, Felipe Chevalier, Victória Rocha, Caio Baldin, Pedro Ruffo, Taís Orlandi, Nicholas Carrer Guerrero, Guilherme Brasil e Victória Vergamine

Espaço dos Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)

Duração 90 minutos

15/06 até 27/07

Sábado – 24h

$60

Classificação 14 anos

ABRE A JANELA E DEIXE ENTRAR O AR PURO E O SOL DA MANHÃ

Com direção de André Garolli, o espetáculo narra a história de duas mulheres, Heloneida e Geni, que foram condenadas à prisão perpétua. De origens e crimes diferentes, se conheceram atrás das grades e tornaram-se amigas para sobreviverem. A desorientação delas em relação ao tempo e espaço é evidente.  Reveem suas vidas interrompidas transitando entre a loucura e a razão. Estão presas numa cela de prisão, num manicômio, purgatório, inferno ou na mente delas?

Com humor e sensibilidade, o autor Antônio Bivar expõe o espírito do Brasil e os valores dos anos 60, inspirado pela linguagem do teatro do absurdo, pelo existencialismo e pela metateatralidade. Elenco desta montagem é formado por Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio.

Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã ganha uma nova temporada na SP Escola de Teatro, entre 14 de junho e 1º de julho, com apresentações às sextas, aos sábados e às segunda, às 21h, e aos domingos, às 19h. A peça estreou em 2018 no Centro Cultural São Paulo.

FACE

Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã

Com Angela Figueiredo, Fernanda Cunha e Fernando Fecchio

SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)

Duração 75 minutos

14/06 até 01/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$20

Classificação 14 anos

AI-5: UMA RECONSTITUIÇÃO CÊNICA

No dia 14 de junho (sexta), às 21h, o espetáculo de teatro documentário AI-5: Uma Reconstituição Cênica, estreia nova temporada no teatro Arthur Azevedo, na Mooca, região leste da capital paulista. Com sessões sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h, até 14 de julho, o projeto segue em cartaz há três anos pelo Coletivo Ato de Resistência – A política em cena.

A dramaturgia nasce a partir da gravação disponibilizada pela Comissão da Verdade, de uma reunião que ocorreu em 13 de dezembro de 1968, em que o Conselho de Segurança Nacional se reúne com o então presidente General Arthur da Costa e Silva para votar a aprovação da proposta de Ato Institucional número 5. Sua aprovação deu início à fase mais sangrenta do regime ditatorial civil-militar brasileiro, deixando feridas abertas na política e também vida pública até os dias de hoje. O objetivo do espetáculo é manter viva e ativa a lembrança e a denúncia do período histórico da ditadura civil-militar em nosso país, e dos crimes cometidos pelo terrorismo de Estado.

Com concepção de Paulo Maeda e, neste ciclo, com direção coletiva de Leticia Negretti, Rafael Castro, Rodolfo Morais e Renato Mendes, o ensejo da peça não é apenas o retrato de uma ocorrência no período da ditadura brasileira, mas remete, em paralelo, a atualidade do inexplicável efeito saudosista que o autoritarismo causa em grande parte da sociedade, não apenas do Brasil, mas em grande parte do mundo.

É também a partir dos acontecimentos contemporâneos na política brasileira, que a peça incorpora performaticamente acontecimentos e polêmicas declarações – com ocorrência quase diária – que causam escândalo na imprensa e nas redes sociais.

O espetáculo nasceu a partir da leitura do livro ‘A ditadura envergonhada’, de Elio Gaspari. Enquanto lia um capítulo específico chamado ‘A missa negra’, percebi que ele citava muitas frases prontas dos ministros que estavam na reunião do dia 13 de dezembro e fiquei curioso para ter também acesso a isso. Foi quando descobri a ata e os áudios. Em 2016, estávamos vivendo um momento que era muito duro com o golpe da então presidente democraticamente eleita e eu vi que os discursos feitos para tirá-la do poder eram muito parecidos com os de 1968. E dessa proximidade, eu pensei em fazer uma reprodução daquele momento com 20 atores brancos em cena, mostrando a ostensividade desse conservadorismo”, afirma o diretor Paulo Maeda.

Segundo a nova direção desse ciclo de apresentações: “No ano de 2019, em que grupos saudosistas e apoiadores da ideia da ditadura civil-militar brasileira, se manifestam abertamente em vias públicas e mesmo em cargos de poder, entendemos como urgente retomar e manter em circulação nosso espetáculo. Sem perder o caráter documental, mas acrescentando elementos de revista, nossa versão atual mantém-se viva e em princípio de work-in-progress, radicalizando o jogo entre os atores que compõem a mesa e os diálogos com a situação atual. Mostramos assim que a história não é linear, que não há acontecidos deixados para trás, mas ecos, que habitam nossa estética e nossa ética, no palco e nas ruas.”, conclui o diretor.

Sinopse Numa estética documental, reconstituímos a noite de 13 de dezembro de 1968, em que o Conselho de Segurança Nacional se reúne com o presidente Gal. Arthur da Costa e Silva para votar a aprovação da proposta de Ato Institucional número 5. Sua já antecipada aprovação dará início à fase mais sangrenta do regime ditatorial civil-militar brasileiro, deixando feridas abertas que podem ser sentidas e vistas em nossas política e vida pública ainda hoje. O espetáculo se utiliza das gravações originais das falas dos ministros presentes, bem como traça paralelos contundentes com a contemporaneidade.

FACE

AI-5: Uma Reconstituição Cênica

Com Alexander Vestri, André Hendges, André Castelani, André Pastore, Caio Marinho, Cristiano Alfer, Dagoberto Macedo, Danilo Minharro, Fernando Pernambuco, Gero Santana, Guilherme Conradi, Leticia Negretti, Lucas Scandurra, Luiz Campos, Mario Spatizziani, Michel Galiotto, Pedro Felício, Pedro Stempniewski, Rafael Castro, Ramon Gustaff, Renato Mendes, Ricardo Socalschi, Roberto Borenstein, Roberto Mello, Rodolfo Morais, Rodrigo Marques, Thalles Alves, Thiago Marques e Wilson Saraiva

Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)

Duração 120 minutos

14/06 até 14/07

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$30

Classificação 14 anos

TERRENAL – PEQUENO MISTÉRIO ÁCRATA

Com direção de Marco Antônio Rodrigues o espetáculo Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata volta ao cartaz no Teatro Raul Cortez para temporada de 6 de junho a 25 de julho. As sessões acontecem às quintas-feiras, 21h com ingressos por R$50 e R$25 (meia entrada).

Baseado na história bíblica de Caim e Abel, dois irmãos que vivem às brigas competindo tanto pela atenção do “pai” quanto pela propriedade, é o argumento de Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata. O texto original de Mauricio Kartun – considerado um dos mais importantes dramaturgos da Argentina e uma referência no teatro latino-americano – tem tradução de Cecília Boal. No elenco, Celso FrateschiSergio SivieroDagoberto Feliz e Demian Pinto (músico). A trilha é tocada ao vivo pelo músico e pelos atores em diversos instrumentos: piano, teclado, sanfona, ukulelê, guitarra, saxofone e flauta transversal.

Por meio de uma linguagem cênica que prioriza a comicidade Terrenal poetiza sobre a história de ódio entre dois irmãos para falar metaforicamente dos conflitos sociais. O texto bíblico do livro de Gênesis narra o que é considerado o primeiro assassinato do mundo, mas Mauricio Kartun aproveita este mito e vai além – usa esta potência do conflito para falar de assuntos em pauta que envolvem justiça, propriedade, violência e visão de mundo.

O texto prende, surpreende e diverte muito, discute a origem da propriedade privada e a produção (contra o uso livre da natureza, o nomadismo de Abel), a acumulação do capital, o comércio e o uso da violência (para a própria defesa) que reverbera e nos lembra muitos sons e vozes do presente.

Na montagem dirigida por Marco Antônio Rodrigues, os atores são artistas populares que com recursos circenses encenam um espetáculo sobre Caim e Abel. Reflexo contemporâneo de nossa sociedade, um Caim (Dagoberto Feliz) fixado em sua terra, acumulador de bens e moral e um Abel (Sergio Siviero) nômade, sem muitas ambições além de ‘pastorear’ suas minhocas, o paradoxo do irmão. Tata (Frateschi) é o pai de ambos, dual, carrega em si o caráter libertário e opressor, é aquele que os abandonou por 20 anos, mas também é aquele que volta e festeja.

Na sociedade virtualizada, digital, mitos, fábulas e narrativas ocupam espaço central nas nossas vidas, e não raro, manipulam mentes e corações, subtraindo a memória e a história, distorcendo destino de nações e povos. Terrenal é neste sentido, uma obra otimista, porque repõe a lenda dos dois irmãos como um microcosmo das relações sociais e contemporâneas”, explica o diretor Marco Antônio Rodrigues.

Conflitos em Cena

O enredo desta tragicomédia parte da história de dois irmãos que habitam o mesmo terreno, comprado pelo pai. A princípio considerado um ‘paraíso’, o pedaço de terra está situado em um vilarejo. A história se passa em um domingo (dia santo), que marca também vinte anos de sumiço de Tata, o pai, que os abandonou ainda pequenos. O dia começa com os irmãos em conflito: Caim cumpre o mandamento de descansar, enquanto Abel só trabalha justamente aos domingos, vendendo iscas, besouros e minhocas para os vizinhos irem à pesca.

Caim produz pimentões, dedica-se à produção e ao comércio e usa isso como motivo de orgulho para tripudiar sobre o irmão – ele é aquele que em um futuro próximo erguerá cidades cheia de muros para defender o patrimônio. Abel não tem apego à terra, é um nômade sonhador, cultiva o ócio e usufrui das delícias da vida.

A dramaturgia de Mauricio Kartun

Com mais de quatro décadas de carreira, desde sua estreia, com Civilización… ¿o barbarie? (1973), Mauricio Kartun tem realizado trabalhos marcados pelo compromisso com a atualidade política de seu país, além de um texto que flerta com a mitologia clássica. Terrenal foi traduzido para o português por Cecília Boal, viúva de Augusto Boal, principal liderança do Teatro de Arena (SP) na década de 1960, criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro e ação social.

O dramaturgo fez parte do grupo teatral argentino El Machete, que encenou em 1973 na extinta Sala Planeta em Buenos Aires a peça Ay, Ay! No hay Cristo que aguante, no hay! adaptação de Revolução na América do Sul, com a direção de Augusto Boal.

Boal e Kartun mantiveram uma intensa relação de trabalho durante o período do exílio de Boal na Argentina. Ambos compartilhavam as mesmas preocupações pelos nossos países dominados. Terrenal, a terra, que é e não é um paraíso, nos propõe uma versão dialética do episódio bíblico, a eterna luta dos irmãos que sempre acaba em morte, a impossível missão de destruir o diferente”, fala Cecília Boal.

Desde a sua estreia em terras portenhas em 2014, Terrenal tem se mostrado um fenômeno da cena teatral independente da argentina. São mais de 65 mil espectadores e dezenas de premiações, como os argentinos Prêmio de Crítica da Feira do Livro, pelo texto, e o Prêmio da Associação de Cronistas de Espetáculos (melhor obra). O Instituto Augusto Boal é o idealizador e a Associação Cultural Corpo Rastreado e a DCARTE são coprodutoras do espetáculo.

Para Marco Antônio Rodrigues, a criação de Kartun parte de um acontecimento conectando-o a outras imagens, de forma a examinar de onde viemos e como hoje aqui chegamos. “Na refabulação de Kartun, os dois irmãos esperam o retorno do pai, que há vinte anos os abandonara num loteamento em uma conurbação urbana. Quando o pai chega, Caim, na ânsia de agradar a Deus, mata o irmão como ato de amor – sua compreensão distorcida o perde, já que para ele, na mais pura tradição religiosa, só oferendas de sangue, só o sacrifício do cordeiro tem pacífica e cabal eficácia.

FACE.jpg

Terrenal – Pequeno Mistério Ácrata

Com Celso Frateschi, Dagoberto Feliz, Sérgio Siviero e Demian Pinto

Teatro Raul Cortez (Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista – São Paulo)

Duração 90 minutos

06/06 até 25/07

Quinta – 21h

$50

Classificação 16 anos

57 MINUTOS – O TEMPO QUE DURA ESTA PEÇA

Radicado no Rio Grande do Sul, o premiado artista mineiro Anderson Moreira Sales desembarca em São Paulo para estrear o segundo texto escrito, dirigido e atuado por ele: 57 minutos – o tempo que dura esta peça. O monólogo cumpriu uma temporada em Porto Alegre em 2018 no formato work-in-progress, no qual ia sendo construído a cada apresentação; desta vez a encenação assume a forma definitiva. A peça tem uma curta temporada no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, entre 4 de junho e 10 de julho, com sessões às terças e quartas-feiras, às 21h, e ingressos vendidos por até R$30.

Inspirada pelo livro “Ulisses”, do escritor irlandês James Joyce (1882-1941), a dramaturgia se arquiteta a partir de uma premissa simples: um morador do subúrbio de uma cidade grande sai de casa em busca de cumprir seus compromissos e retornar ao lar. A aparente banalidade da narrativa problematiza a realidade contemporânea brasileira em sua cruel complexidade ao reconhecer a grandeza escondida nas pequenas coisas para denunciar a pequenez escondida nas coisas grandes.

Os últimos anos no Brasil foram muito violentos de uma forma geral. Muito ódio foi sendo plantado, regado e agora o país está colhendo uma crueldade absurda. Isso tudo fomentou em mim uma revolta interna que foi expurgada da maneira mais inteligente e sensível que eu sei fazer que é transformar essa energia em texto e corpo em cena. É o lugar onde consigo me sentir mais forte para me vingar da maldade que me ronda”, comenta o artista.

A narrativa aborda também a questão de construção de identidade e transformação. ”O personagem central da história se oprime ao lidar direta ou indiretamente com as figuras masculinas que cruzam seu caminho e não se reconhece enquanto um ser que está no meio do caminho, rejeitando o estereótipo masculino e toda a sua construção cultural de opressão e ainda sem saber caminhar rumo a uma personalidade frágil e delicada. Reconhecer isso foi determinante para algumas escolhas da encenação”, acrescenta.

A montagem não é uma adaptação de “Ulisses”, mas se apropria de seu método de criação – Joyce escreveu cada capítulo a partir de elementos referenciais buscados na “Odisseia”, de Homero. “Li a ‘Odisseia’ e fui traçando os paralelos e as diferenças do Odisseu de Homero e do Ulisses de Joyce e entendendo que eu estava criando um personagem que também atravessava uma saga. Me interessava que houvesse a ponte com o mito, mas estivesse dentro do contexto brasileiro contemporâneo, que eu vivenciava diariamente: a crise política, os protestos nas ruas, os problemas no transporte público, a violência policial e estatal, os valores tradicionais em contraposição às liberdades individuais, o preconceito sendo escancarado”, revela.

Outro elemento incorporado da “Odisseia” de Homero é a aproximação da peça com a tradição oral. “Antes de ser registrada de forma escrita, essa oralidade da ‘Odisseia’ devia possuir uma sonoridade própria. Fiquei pensando sobre isso e quis preservar essa característica. Assim, fiz uma associação com o rap e o hip hop, como se estes fossem os trovadores contemporâneos. Então, há trechos do texto que remetem ao jeito de cantar do Russo Passapusso, vocalista do Baiana System, do Criolo, de quem sou muito fã, de um artista talentosíssimo de Guarulhos, o rapper Edgar, e por aí vai”, esclarece.

O cenário é composto por um balcão que abriga fogão, forno e outros utensílios que permitem o preparo de uma massa de pão de queijo. O preparo é como um acordo de troca do alimento pela atenção do público. Mas a ação de expor os ingredientes em seu formato original e uni-los para criar um outro alimento também passa por essa ideia de transformação. As camadas se constroem aos poucos. A iluminação também caminha junto com a mudança da narrativa a cada cena, inclusive a velocidade e o ritmo do texto estão em vários momentos em sintonia com o desenho da luz. Em certos pontos, ela assume funções diretas, presentificando personagens.

O primeiro trabalho escrito, dirigido e atuado por Anderson foi “Lujin”, livremente inspirado no livro “A Defesa Lujin”, do russo Vladimir Nabokov. O espetáculo estreou em Porto Alegre em 2015, e ganhou o Prêmio Açorianos, a principal premiação gaúcha, na categoria de melhor dramaturgia.

FACE

57 minutos – O Tempo Que Dura Esta Peça

Com Anderson Moreira Sales

Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)

Duração 70 minutos

04/06 até 10/07

Terça e Quarta – 21h

$30

Classificação 12 anos

AS CANGACEIRAS, GUERREIRAS DO SERTÃO

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão é uma fábula inspirada nas mulheres que seguiam os bandos nordestinos, que atuavam contra a desigualdade social da região.

O musical conta a história de um grupo de mulheres que se rebelam contra mecanismos de opressão que encontravam dentro do próprio cangaço.

Além de reflexões sobre o conceito de justiça social que o cangaço representava, o espetáculo reflete sobre as forças do feminino nesse espaço de libertação e sobre nossa ideia de cidadania e heroísmo.

As canções originais foram compostas por Fernanda Maia (música) e Newton Moreno (letras), inspirados em ritmos da cultura nordestina. “Nas canções usei várias referências da música nordestina e tive uma abordagem afetiva desse material, por ser filha de paraibano e por ter morado no Nordeste enquanto fazia faculdade de música. Nessa época, pude entrar mais em contato com a cultura do Nordeste, que é de uma riqueza ímpar, cheia de personalidade, identidade, poesia e, ao mesmo tempo, muito paradoxal. Esse trabalho foi a união das vozes de todos. Não há como receber um texto de Newton Moreno nas mãos e não se encantar com o universo que existe ali”, conta Fernanda Maia.

Além dos atores cantarem em cena, o espetáculo traz cinco músicos para completar a parte musical (baixo, violão, guitarra, violoncelo e acordeão). Texto e música se misturam, palavra e canto se complementam, como se tudo fosse uma única linha dramatúrgica. “Optamos por uma narrativa que realmente seja uma continuação da cena e não um momento musical que pare para celebrar, ou para criar umas aspas dentro da história. Isso só é possível com canções compostas para o espetáculo. Buscamos um DNA totalmente brasileiro para a peça, tanto na embocadura, na fala, na construção do texto, como na interpretação dos atores. Não tem um modelo importado, não tem uma misancene importada, é uma investigação a partir de códigos que pertencem a uma estética do nosso país e do teatro brasileiro”, comenta o diretor Sérgio Módena.

Um pouco da trama

Uma das grandes características dessa dramaturgia é seu caráter fabular e não de uma reprodução histórica e factual do que foi o Cangaço e o próprio Nordeste brasileiro da época.

O enredo começa quando Serena (personagem de Amanda Acosta) descobre que seu filho, que ela acreditava ter sido morto a mando do marido, Taturano (personagem de Marco França), está vivo. Ela, então, larga seu grupo do Cangaço, chefiado por Taturano, para partir em busca de seu bebê. Neste momento ela não tem a dimensão de que sua luta para encontrar o filho se tornará uma luta coletiva, maior que seu problema pessoal. Outras mulheres que formavam o bando se engajam nessa batalha, além de futuras companheiras que cruzam seu caminho.

Segundo a atriz Amanda Acosta a peça  “é o grito de libertação que estas mulheres não puderam dar, mas que darão agora através desta obra escrita pelo nosso grande dramaturgo Newton Moreno. Grito que fala sobre coragem, amor, empatia, união, insurreição e liberdade”.

A partir do momento que essa dramaturgia traz um bando de mulheres, que é algo que nunca ocorreu, temos uma liberdade para abrir várias janelas de reflexão, inclusive, fazendo um paralelo com o que estamos vivendo hoje. É uma reflexão sobre o sistema de opressão, no caso a mulher, mas você pode estender para qualquer camada social que está ali sendo historicamente oprimida”, completa o diretor.

End of season sale!.png

As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão

Com Amanda Acosta, Marco França, Vera Zimmermann, Carol Badra, Luciana Lyra, Rebeca Jamir, Jessé Scarpellini, Marcelo Boffat, Milton Filho, Pedro Arrais, Carol Costa, Badu Morais, Eduardo Leão e mais 5 músicos

Teatro do Sesi (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)

Duração 120 minutos

25/04 até 04/08

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

Grátis (Reservas antecipadas de ingressos online serão liberadas sempre às segundas-feiras, às 8h, para as apresentações da semana no site do meu sesi . Ingressos remanescentes e cota para público espontâneo são distribuídos 15 minutos antes, na bilheteria do teatro.

CIRCUITO BROADWAY

Durante o circuito, bailarinos, cantores, atores, coreógrafos e diretores artísticos interessados em teatro musical poderão participar do maior workshop de estudo e intercâmbio do gênero do país, com direito a aulas de canto, dança, interpretação, oficinas de cenografia, iluminação, coreografia, palestras, apresentação de espetáculos musicais e uma mostra competitiva nas categorias Kids Teens.

A produtora, diretora e coreógrafa Fernanda Chamma, renomada profissional do teatro musical nacional e, atualmente, jurada do programa Dancing Brasil (da TV Record), levará em julho de 2019 o projeto Circuito Broadway para a cidade de Joinville, na semana em que acontecerá o Festival de Dança.

Serão 4 dias, de 18 a 21 de julho, de atividades direcionadas às crianças, adolescentes e adultos, com ou sem experiência, amantes do mundo do musical theatre. Grandes nomes do teatro musical brasileiro ministrarão aulas e atividades exclusivas em um intercâmbio de novidades da Broadway West End para inscritos de todo o país.

Idealizado e coordenado por Fernanda, as aulas, com quatro horas e meia de duração diárias, serão comandadas por Mariana Nogueira (dança), Willian Sancar (canto), Daniela Stirbulov (interpretação), Daniela Cury (interpretação), Richard Luiz (cenografia e iluminação) e pela própria (coach, coreografia e mercado do teatro musical no país, produção de espetáculos e implantação do gênero em academias e formação).

Além dos workshops e palestras, uma mostra competitiva (nas categorias Kids Teens) também integrará a programação, com premiação inédita de workshops coachs para solistas e escolas de todo o Brasil. A programação contará também com a apresentação do espetáculo musical premiado “A Megera Domada”, criado para jovens talentos kids teens do teatro musical do eixo Rio/São Paulo.

Informações dos cursos e mostra competitiva: contato@circuitobroadway.com.br

Inscrições para workshops, palestras e mostra competitiva: tinyurl.com/y5wd6nao

thumbnail_3125

O espetáculo

Em A Megera Domada ‐ O Musicalum elenco com 30 atores e atrizes na faixa dos 7 aos 17 anos contam a história do clássico romance de William Shakespeare, adaptado por Leonardo Robbi. Unindo canto, dança, representação e sapateado, a peça se passa num animado dia de aula na escola WS, onde a personagem Catarina, uma garota cheia de atitude, costuma assustar os garotos que a consideram uma verdadeira megera.

Já Bianca, sua irmã mais nova, é conhecida por sua doçura e sensibilidade, mas, para o desespero da caçula, o pai de ambas não permite que ela namore antes da mais velha ter um relacionamento. Para ajudar a resolver esse impasse Bianca vai pedir a ajuda de Petrúquio, um garoto do interior, recém-chegado, que recebe o desafio de conquistar a mandona Catarina. Direção artística de Cininha de Paula e Fernanda Chamma.

fernanda-chamma

Fernanda Chamma – Idealizadora do Circuito Broadway

Formada em Ballet Clássico, com especialização nas áreas de Jazz Dance Musical Theatre. Diretora artística da Only Broadway e dos Estúdios Broadway, coreografa shows, espetáculos, eventos e comerciais de televisão. Ministra workshops por todo país e profissionaliza jovens talentos na área de teatro musical. Junto à Rede Globo, é coreógrafa de novelas, minisséries e espetáculos. Atualmente, é jurada do programa Dancing Brasil, comandado por Xuxa Meneguel na Record TV. Dirigiu e coreografou diversos musicais no eixo Rio/SP: HairsprayA Gaiola das LoucasAladdinAlô Dolly!, Looney TunesAntes Tarde do que NuncaHebe –‐ O Musical,Os ProdutoresA Pequena Sereia, entre outros. Foi diretora e coreógrafa residente do musical A Família Addams no Brasil e na Argentina e diretora e coreógrafa residente do musical Mudança de Hábito no Brasil. Ganhou o Prêmio Bibi Ferreira de melhor coreógrafa de teatro musical do ano de 2016.

5c827e0a3816f

Circuito Broadway Joinville

De 18 a 21 de julho no Teatro CNEC Joinville.

Regulamento

http://tetocultura.com.br/circuito/regulamento.html

Workshops e Palestras – Inscrições e pagamento

tinyurl.com/y5wd6nao

Mostra Competitiva – Inscrições para processo seletivo

http://tetocultura.com.br/circuito/

Mostra Competitiva – Inscrições e pagamento (para os selecionados)

Sympla (www.sympla.com.br)

Mostra Competitiva – Apresentações

Dias 19 e 20 de julho – Sexta-feira e sábado, das 19h às 22h.

Local: Teatro CNEC Joinville – Av. Getúlio Vargas, 1266 – Anita Garibaldi – Joinville.

Telefone: (47) 3431 0900.

Ingressos: R$40,00 e R$20,00.

Site vendaswww.ticketcenter.com.br

Espetáculos

A MEGERA DOMADA

Dia 19 de julho – Sexta-feira, às 17h.

Local: Teatro CNEC Joinville – Av. Getúlio Vargas, 1266 – Anita Garibaldi – Joinville.

Telefone: (47) 3431 0900.

Ingressos: R$40,00 e R$20,00.

Site vendaswww.ticketcenter.com.br