UM PALCO, DOIS TROUXAS

Comédia de cara limpa, imitações e paródias são alguns dos artifícios usados pela dupla de humoristas Marcos Castro e Ed Gama no show “Um Palco, Dois Trouxas” que estreia dia 17 de julho no Teatro Morumbi Shopping para uma temporada, com sessões as terças-feiras, às 21h.

Fora de cena, somos amigos e conhecemos bem o estilo do outro de fazer humor. Daí surgiu a ideia de levar essa versatilidade para o teatro e produzir um espetáculo que fugisse de rótulos por combinar vários tipos de recursos artísticos, e que, ao mesmo tempo fosse dinâmico e acima de tudo divertido”, explica Castro.

Acostumados a produzir conteúdos juntos para o YouTube, a dupla pretende trazer para o show não apenas alguns dos números que já fazem sucesso na internet como o quadro “Famosos Cantam” – em que hits do universo geek e nerd são interpretados por personalidades diversas, incluindo Maria Bethânia, Dinho Ouro Preto, Faustão e Silvio Santos – mas principalmente novos números de humor pautados pela atualidade.

Cada show será completamente diferente do outro. Procuramos estar sempre antenados com o que vem acontecendo e queremos que todo o show tenha essa conexão com a atualidade. A comédia precisa dialogar com o cotidiano das pessoas para gerar identificação”, destaca Gama.

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Um Palco, Dois Trouxas

Com Marcos Castro e Ed Gama

Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)

Duração 70 minutos

17/07 até 23/10

Terça – 21h

$50

Classificação 14 anos

EDUARDO II

Com montagem do diretor Paulo Ribeiro e interpretação do Núcleo de Estudos Cênicos Teatro de Sanca da Cooperativa Paulista de Teatro (NECTS), o espetáculo Eduardo II estreia no Teatro Jaraguá para temporada de 21 de julho a 26 de agosto, aos sábados e domingos, no horário das 17 horas. A peça tem como base as obras escritas por dois grandes dramaturgos da história, o alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e o inglêsChristopher Marlowe (1564-1593), que contribuíram para revolucionar a arte e o pensamento de seu tempo.

A adaptação de Paulo Ribeiro é livremente inspirada em A Vida de Eduardo II da Inglaterra, de Brecht (a peça de teatro menos representada de Brecht) e O Reinado Problemático e a Morte Lamentável de Eduardo Segundo, Rei da Inglaterra, com a Queda Trágica do Orgulhoso Mortimer, de Marlowe. Eduardo II narra a história dos tempos do poder absoluto das monarquias, de suas dinastias, posições e privilégios, de suas atuações ante o povo, e entre seus pares, deflagra o absurdo, o cru das paixões, negociatas, abusos, que foram destrutivos, do poder e suas guerras. A encenação de Eduardo II de Brecht foi o ponto de partida para elaboração, muito a partir da prática, de uma nova teoria de encenação e interpretação que revolucionou o espetáculo teatral no século 20. Com ele Brecht estreia o Teatro Épico.

Brecht escreveu esse texto entre 1923 e 1924, quando ainda não havia lido o Capital, de Marx, e engravidado de suas ideias, mas elas já o habitavam como artista”, diz Paulo. O diretor cita a análise do pesquisador Fernando Peixoto, para quem com “esta adaptação Brecht inicia um de seus temas centrais, a gigantesca demolição do conceito de herói“.

Dramaturgia e encenação

A dramaturgia optou por uma adaptação para dois atores que se metamorfoseiam em variadas personagens. “O texto base pensou as obras e os autores, Marlowe e Brecht, mas não os tratou como intocáveis objetos de museu. Partiu principalmente de Brecht, por estar mais próximo ao nosso tempo. Revisitou Marlowe em alguns aspectos, e o clima das disputas pelo poder da história das monarquias e suas dinastias.

A encenação atravessa espaços temporais e geográficos. Privilegia a dramaturgia e o trabalho de criação do ator. Visa tornar esta mesma dramaturgia acessível a um amplo público, que ainda não tenha tido a oportunidade de conhecê-la de uma maneira simples e clara. Este processo conceitual centra-se na palavra e na atuação como condutores de uma cena que não busca subterfúgios cenográficos ou pirotecnias que possam se sobrepor ao textual. Só mesmo uma “cena limpa”, pode evidenciar uma obra complexa, afinal, trata-se de obras, autores e personagens históricos, transgressores por aviltar a ordem do seu tempo; e que equiparados, encontram completa ressonância com os nossos atuais “tempos sombrios” (como nos diria o próprio Brecht).

Para Paulo Ribeiro, “a história da peça nos propõe pensar sobre os grandes e universais males que afetam a humanidade – riquezas, paixões, poder, posições… Questões essas pertinentes a uma explanação, profundas reflexões, discussões e debates com a atual conjuntura de nosso país“.

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Eduardo II

Com Rogerio Romera e Cintia Wartusch

Teatro Jaraguá – Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo)

Duração 65 minutos

21/07 até 26/08

Sábado e Domingo – 17h

$40

Classificação 12 anos

QUE TAL NÓS DOIS?

A comédia romântica “Que Tal Nós Dois?”, com Carolina Ferraz e Otavio Martins, agradou tanto ao público paulistano que vai prorrogar temporada mais uma vez no Teatro Folha. A peça mostra com humor e sensibilidade o relacionamento de dois amantes que se encontram uma vez por ano na convenção da empresa onde trabalham. A temporada se estenderá até final de setembro, em sessões de sexta-feira a domingo.

A história do casal se desenvolve ano após ano, sempre mostrando os reencontros nas convenções da empresa e as mudanças na vida de cada um, o que reflete no relacionamento deles. Um homem e uma mulher, ambos casados e com família,  funcionários de uma grande empresa, se conhecem numa convenção. Embalados pelo clima de confraternização, e depois de beberem alguns drinks, acabam passando a noite juntos. No dia seguinte acordam juntos em quarto de hotel e, sem nenhuma intimidade, decidem não mais repetir o encontro amoroso. Mas como ninguém manda no coração, no ano seguinte, novamente na convenção da empresa, eles se reencontram e passam a noite novamente, estabelecendo um relacionamento.

O texto é resultado da parceria criativa entre o ator e autor Otavio Martins e a autora Juliana Araripe. A peça mostra a evolução da relação, que começa com o constrangimento de duas pessoas que acordam juntas sem lembrar exatamente os detalhes da noite vivida. No segundo ano em que as personagens se encontram os conflitos pessoais são revelados. Questões relacionadas ao poder surgem no terceiro ano porque, na medida em que ela passa a assumir um cargo de liderança na empresa, abala o lado machista dele. O desfecho da história de amor acontece no quarto ano, quando algo inesperado acontece com o casal.

O espetáculo conquistou o interesse do público porque fala de relacionamento amoroso de maneira leve, engraçada e sintonizada com questões que ganharam visibilidade social, como, o poder da mulher no mundo dos negócios. A personagem de Carolina Ferraz torna-se hierarquicamente superior ao personagem de Otavio Martins e, com isso, o homem precisa desapegar de conceitos machistas. Sobre mais esta prorrogação de temporada, o diretor Isser Korik comenta que “o espetáculo fica cada vez mais interessante porque os atores ganham mais sintonia a cada apresentação”.

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Que Tal Nós Dois?

Com Carolina Ferraz e Otavio Martins

Teatro Folha – Shopping Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 80 minutos

06/07 até 30/09

Sexta – 21h30, Sábado e Domingo – 20h

$50/$70

Classificação 12 anos

SHOW DE HIPNOSE CÔMICA MAGICAMENTE

O espetáculo “Show de Hipnose Cômica Magicamente” reestreia no Teatro Folha dia 07 de julho e ficará em cartaz aos sábados às 23h59, até final de agosto. Os hipnólogos André Attie, Eduardo Neaime e Sanny Machado prometem realizar um show ainda mais engraçado e surpreendente, reunindo os melhores esquetes de quase três anos de apresentações. O grupo faz sucesso onde se apresenta, tendo realizado mais de 250 apresentações e hipnotizado mais de 2 mil pessoas.

A marca do show é hipnotizar voluntários da plateia e incluí-los em diversas situações engraçadas. André Attié explica que os números nunca colocam os voluntários em situação perigosa ou constrangedora. “Nosso objetivo é proporcionar ao público uma viagem inesquecível ao mundo da imaginação, sempre com muita diversão. Fazemos um espetáculo para toda a família”, explica.

Os voluntários experimentam um relaxamento profundo enquanto estão hipnotizados, como se estivessem dormindo, mas sem perder a consciência.  “Enquanto isso, eles são capazes de falar coisas engraçadas, dançar, formar uma banda musical com instrumentos imaginários e protagonizar diversas situações”, explica. Sobre o bem estar causado pela hipnose, André ressalta: “Os hipnotizados são unânimes em falar que, durante o show, passam pela melhor experiência de suas vidas. Principalmente no final em que muitos revivem momentos marcantes de suas vidas, como o nascimento do filho, ou lembranças de afeto com seus pais, alguns já falecidos. Outros voltam à infância. Para nós também é uma emoção indescritível”.

Desde que começaram a realizar o show, os hipnólogos criaram um repertório de situações que geraram esquetes, que entram no roteiro  dependendo do período do ano e nas datas especiais. “Criamos situações específicas para serem reproduzidas no palco em datas especiais ou próximas a elas, como, dia dos pais, das mães, Páscoa e Natal. Para inventarmos as situações, primeiramente definimos o que queremos que a pessoa faça ou como queremos que ela reaja. Depois definimos o que faremos para aquela situação ocorrer no palco. Por isso, nunca expomos ninguém ao ridículo. Sempre definimos o que queremos que a pessoa faça antes de elaborarmos as sugestões”, conta André.

André explica que uma pessoa hipnotizada nunca fica inconsciente ou perde o controle do que está fazendo:  “Ela fica bem mais consciente porque há um aumento do foco e da concentração. Por isso, ela conversa normalmente conosco ou mesmo com as pessoas ao seu lado, dependendo da situação que ela está passando. Ela vai reagir e responder de acordo com sua mente”.

Cada apresentação é diferente e nelas acontecem situações surpreendentes, como por exemploum voluntário hipnotizado acreditou que havia ganhado na loteria. Ele imediatamente pegou seu celular e ligou para mãe, informando que estava milionário. “A mãe respondeu dizendo que ele estava num show de hipnose e que era para parar de falar besteira. Ele então disse que não iria dividir o prêmio com ela. Foi surpreendente até para nós porque nunca iríamos imaginar que ele ligaria para a mãe durante o show”. A situação, claro, gerou uma gargalhada geral na plateia.

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Show de Hipnose Cômica Magicamente

Com André Attie, Eduardo Neaime e Sanny Machado

Teatro Folha – Shopping Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 90 minutos

07/07 até 25/08

Sábado – 23h59

$50

Classificação 10 anos

O VLOGGER HIPSTER DO GRINDR

A Actuare Produções traz ao público brasileiro a montagem autoral de O Vlogger Hipster do Grindr, com direção geral e texto original de Alexandre Biondi, músicas originais e direção musical de Ivy Garcia e Léo Lima e coreografias de Gustavo Medeiros com estreia no dia 28 de junho, às 21h no Teatro União Cultural (Rua Mario Amaral, 209 – Paraíso, próximo ao metrô Brigadeiro). O Vlogger Hipster do Grindr conta com 8 atores, e 4 pit singers.

Através do cotidiano, sonhos, anseios, angústias e dificuldades de um homem, são abordados temas pertinentes a toda sociedade como: relacionamentos, família, educação, profissão e amor. Apesar da dramaticidade, o espetáculo é leve e bem‐humorado. Momentos de sensualidade estão presentes e são tratados com naturalidade e sofisticação (não há cenas de nudez explícita no espetáculo).

SINOPSE

O que pode dar errado quando seus melhores amigos decidem realizar um Reality Show para te desencalhar depois de 5 anos na seca? Em O Vlogger Hipster do Grindr, os amigos de Carlos: Samantha, Ludy e Fábio, pensaram exatamente a mesma coisa e encontraram no Youtube a plataforma perfeita para lançar seus vídeos e ajudá-los nessa aventura que tem tudo para dar certo. Só que não!

O VLOGGER HISPTER DO GRINDR 01

O Vlogger Hipster do Grindr

Com Dyego Antonini, Evando Lustosa, Gustavo Medeiros, Ivy Garcia, Marcos Razec, Monique Almeida, Renan Martinã, Rodrigo Sotero , Dani Mota, Naira Batis, Sofia Savietto, Talita Gusmão

Teatro União Cultural (Rua Mario Amaral, 209 – Paraíso – São Paulo)

Duração 90 minutos

28/06 até 09/08

Quinta – 21h

$70

Classificação 16 anos

O JULGAMENTO DE SÓCRATES

Aos 50 anos de carreira, e quase 70 de vida, Tonico Pereira sobe ao palco do Teatro Nair Bello com a comédia filosófica – O julgamento de Sócrates – a partir de 21 de julho. Em turnê pelo Brasil, solo é sucesso de crítica e público e marca a carreira de Tonico que interpreta seu primeiro monólogo. Em cena, interpreta um dos fundadores da filosofia ocidental cuja adaptação assinada por Ivan Fernandes, da obra ‘Apologia de Sócrates’, do filósofo e matemático Platão, dramatiza a defesa de Sócrates, no julgamento que o condenou à morte por envenenamento.

O texto, por ser um dos primeiros grandes casos na história em que um homem foi condenado por ter ideias diferentes da sociedade, debate a liberdade de expressão e o pensamento no mundo contemporâneo. As sessões acontecem aos sábados, 21h e aos domingos, 19h,  com temporada até dia 9 de setembro.

No palco, Sócrates defende suas ideias, mas, acima de tudo, o direito de tê-las. Para Tonico, o espetáculo é um “antiteatro”, ou seja, não é um espetáculo cheio de glamour, e sim uma troca de ideias com figurino, cenário e trilhas simples. É essencialmente artesanal, sem muitos recursos. Mas isso “é a essência do teatro”. Afirma

Para o autor, Ivan Fernandes, a inspiração veio da ideia de se falar dos tempos atuais. “Não queria falar diretamente sobre isso, até porque muitas pessoas estão sem distanciamento. Então, me ocorreu falar que tudo que se tornou em um grande julgamento”.

O Julgamento de Sócrates

Com Tonico Pereira

Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 50 minutos

21/07 até 09/09

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$60

Classificação 12 anos

CABEÇAS TROCADAS

Metáforas e ironias dão o tom da montagem “Cabeças Trocadas”, baseada na obra do alemão Thomas Mann (1875-1955), que o grupo Caixa de Fuxico estreia na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. Ligada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, a instituição recebe o espetáculo de 6 de julho a 6 de agosto.

Assim como o conto de Mann, publicado pela primeira vez em 1940, o espetáculo se inspira em tradições e costumes da Índia para mergulhar em temas como espiritualidade, desejo e a representação do feminino. Na trama, Sita se vê apaixonada por dois homens: seu marido e o amigo dele, ambos com condições sociais e filosofias de vida muito diferentes um do outro. Em um momento de desespero, ela pede ajuda à deusa Kali, que troca a cabeça dos dois homens.

Adaptado pela atriz Andrea Cavinato, que estrela o solo, o texto traz ao palco as características da história original, permeada por ironias e metáforas questionando o poder do inconsciente sobre nossas atitudes. A atriz também interpreta os dois homens da narrativa e a deusa Kali.

Convidada inicialmente para supervisionar a preparação corporal da Andrea, a atriz e dançarina Rosana Pimenta, que também é pesquisadora de danças indianas, acabou assumindo a direção de “Cabeças Trocadas”. Além da inspiração em rituais e danças da Índia, ela optou por trazer para a encenação as estéticas do teatro épico e do teatro das sombras. No palco, a musicista Estela Carvalho usa violão, flauta, escaleta, acordeon e percussão para compor a trilha ao vivo

Sinopse – Numa aldeia na Índia, dois amigos fisicamente diferentes com formas diversas de pensar a vida, vivem uma estranha aventura com a bela Sita que, num momento de desespero e com a ajuda da deusa Kali, toma a decisão de trocar a cabeça do marido com a do amigo. O espetáculo utiliza dos recursos da narrativa, do ritual, do teatro de sombras e da música ao vivo.

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Cabeças Trocadas

Com Andrea Cavinato

SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação. São Paulo)

Duração 75 minutos

06/07 até 06/08

Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h, Segunda – 21h

$30

Classificação 16 anos