CERTA VEZ NUMA ILHA

Certa Vez Numa Ilha é uma adaptação de “Once on This Island” que teve sua estreia na Broadway em 1990 e agora estreia no próximo dia 3 de junho na Sala Guiomar Novaes na Funarte, é uma história de preconceito, ódio, amor e morte.

Com o livro e as letras de Lynn Ahrens, o espetáculo conta a história de uma menina camponesa, que salva um menino rico do outro lado de uma ilha do Caribe. Eles se apaixonam, mas o menino deve se casar dentro de sua própria classe social.

O status social não é a única tensão no relacionamento de Daniel e Ti Moune. O deus da morte, o deus da água e a deusa da terra zombam do amor de Ti Moune por Daniel. A única que os defende é Erzulie, Deusa do Amor.

Ouvimos falar muito sobre o tal do amor, mas será que o amor é mais forte que tudo? Esse… Esse amor verdadeiro, que as vezes vem com sacrifício, mas sempre com esperança. É uma das questões que pretendemos refletir nessa montagem.

SINOPSE

Em meio a uma tempestade, 17 atores são os camponeses de uma ilha do caribe que resolvem contar a história de Ti Moune, uma menina pobre que se apaixona por Daniel, um menino rico do outro lado da ilha, que sofre um acidente de automóvel. Quando Daniel é devolvido ao seu povo, os deuses que governam o local guiam Ti Moune numa missão para testar a força do seu amor contra as poderosas forças do preconceito, do ódio e da morte.

 

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Certa Vez Numa Ilha
Com Márcia Oliveira, Léo Machado, Luci Salutes, Renato Albano, Wesley Souza, Thais Morais, Tarcísio Serasso, Stefani Dourado, Wagner Lima, Nina Rodrigues, Valmir D’Fiama, Dandara Ohana, Dagliane Natielle, Matheus Vieira, Matheus Autran, Wellington Santos e Thais Pereira.
Funarte – Sala Guiomar Novaes (Al. Nothman, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 70 minutos
03/06 até 16/07
Sábado e Domingo – 16h
$40
Classificação Livre

A DESPEDIDA

Imersas em um plano etéreo e mítico, Isabel de Orleans e Leopoldina Teresa reencontram-se. Cercadas de flores e lembranças, as princesas visitarão o amor interrompido, a inveja silenciosa, o poder e a família. Leopoldina guiará sua irmã mais velha por momentos vividos e temidos pela herdeira do trono Brasileiro.

A peça recorre a um conto de Daniel Defoe, “A aparição da senhora Veal”, que relata a reaproximação de duas irmãs, separadas pelas circunstancias, em um momento dramático quando uma delas já está morta.

Na versão pensada para esse espetáculo, o encontro das irmãs ocorre em um tempo além da vida das duas princesas. O patriarcado, representado na opinião pública machista e no legislativo ignóbil, faz o contraponto dialético lembrando-nos que certas mazelas não se diluem na história, apenas se sofisticam.

A Despedida
Com Nina Dutra, Giulia Nadruz, Mateus Ribeiro, Rafael Pucca, Bruno Gasparotto. Swings: Juliana David e Iuri Saraiva
Centro Compartilhado de Criação (R. Brg. Galvão, 1010 – Barra Funda, São Paulo)
08/06 até 31/07
Segunda, Quinta e Sexta – 21h (Junho)
Sábado e Segunda – 21h; Domingo – 20h (Julho)
$30

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COLIBRI O ATOR CEGO

Sinopse:

Como se traduz a beleza senão visualmente? Quantos outros atores cegos eu já vi em cena?  Ao entrar no camarim de um teatro, o ator cego, antes de sua sessão, de repente depara-se com algumas pessoas que o observam. O artista dividi com a plateia suas histórias. No decorrer desse monólogo, quase diálogo, Colibri transmuta-se em criatura mitológica, tia velha e esnobe, e faz recitações de textos já apresentados em sua vida no palco.

Abaixo o trailer da peça, que entra em cartaz, hoje, 30 de junho de 2017 no Teatro Décio de Almeida Prado.

Encenação:

O monólogo propõe misturar realidade e ficção. Tal mistura, porém, acontece com tamanha naturalidade que não se consegue diferenciar a vida do ator em cena e da história que ele conta para a platéia. Este efeito, em lugar de confundir, promove a aproximação de quem acompanha o texto com relação a quem o revela.

Paralelamente, lançando mão de um senso estético simples e poético, a direção explora ao máximo as capacidades do ator em questão. Fazendo-o, durante a peça, transformar-se em duas figuras distintas, reforçando assim a meta-realidade estabelecida desde o início. Com isso, demonstra que o poder de comoção de um artista deficiente não está em suas inabilidades. Pelo contrário, está naquilo que ele é capaz de realizar em seu trabalho.

A cenografia e figurino, objetivamente, servem a seus propósitos teatrais lógicos, além de terem sido pensados para favorecer a movimentação de seu personagem, sem que isso signifique a inibição de ações.

O texto, propriamente dito, carrega consigo momentos de lirismo e de humor ácido e até febril. Com o intuito de fazer refletir sobre as condições dos deficientes em nossa sociedade, “Colibri” quer atingir sua meta com inteligência e sagacidade. Conjuntamente, ele também contexta qualquer postura que ratifique o assistencialismo. Questão abordada de modo não direto, mas criticada por dois lados distintos: o de quem é assistido, e o de quem assiste.

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Colibri o Ator Cego
Com Edgar Jacques
Teatro Décio de Almeida Prado (R. Cojuba, 45 – Itaim Bibi, São Paulo)
30/06 até 30/07 (Audiodescrição e Tradução em Libras (02 e 16 de julho)
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 10 anos
 
FICHA TÉCNICA
Autor e Intérprete Edgar Jacques
Direção Kleber Góes
Preparação Corporal Jeff Celophane
Fotos Espetáculo Ricardo Tanoeiro
Fotos Mãos Natália Tenório
Vídeo Max Guimarães
Cenografia e Figurino Jeff Celophane
 
AUDIODOC | Vozes
Adriana Fonseca Morello
Eber Anacletto
Lara Souto Santana
Nelson Rodoveri Júnior
Verônica Batista
Victoria Schechter
Roteiro Audiodescrição
Lívia Motta | Ver Com Palavras
APOIO
• Ver Com Palavras – Audiodescrição
• Cenografia Sustentável
• Cia Ballet de Cegos Fernanda Bianchini
• Fundação Dorina Nowill
• Instituto Benjamin Constant
• Memorial da Inclusão | Secretaria dos Direitos da pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo
• Galeria Olido | Centro de Dança Umberto da Silva da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
• FESCETE | Festival de Cenas Teatrais (Santos/SP)

COMO É QUE PODE

Visto por cerca de 500 mil espectadores, desde que estreou no Rio de Janeiro há seis anos, o espetáculo Como É que Pode está de volta a São Paulo, a partir do dia 30 de junho, sexta-feira, às 21h, para temporada de um mês no Teatro MorumbiShopping.

Mágico e ator desde a adolescência, Gabriel Louchard fez do seu espetáculo uma vitrine para seus múltiplos talentos ao mesclar números de ilusionismo, esquetes de humor, vídeos e stand-up comedy.

Em Como É que Pode, o humorista brinca com situações cômicas enfrentadas por mágicos durante o trabalho em uma festa infantil, convoca a plateia para participar de truques e realiza números impressionantes de mágica, sempre aliados ao bom-humor de seu texto. Com essa estrutura, a peça, segundo seu criador, tem a intenção de resgatar a mágica e a figura do mágico, aproximar o artista do seu público, divulgando e popularizando esse tipo de arte. A direção é de Leandro Hassum.

Na abertura de Como É que Pode, um vídeo mostra depoimentos de celebridades, como Patrícia Pillar, Bruno Gagliasso e Thiago Lacerda, que falam de forma cômica sobre “o maior artista do mundo”. O espetáculo usa e abusa de números tradicionais desse tipo de show. Um dos pontos altos é quando Gabriel Louchard chama alguém da plateia para participar do número da guilhotina, sempre com muito improviso e bom humor.

É um espetáculo que passeia por todo o universo da mágica. Tem stand-up, esquetes, mas sempre com foco na mágica. Por exemplo, o mágico faz uma mágica que dá errado e tem que ligar para o serviço de atendimento ao mágico para resolver. A gente aproveita e faz uma sátira desse tipo de atendimento”, conta Louchard. “Tem muito improviso e interação com a plateia também. Por isso, o espetáculo tem frescor. Cada dia é um show diferente porque depende da reação da plateia.”

O espetáculo já circulou por várias cidades brasileiras, além das norte-americanas Nova York, Boston e New Jersey. Em São Paulo, já esteve em duas outras ocasiões, mas, segundo Louchard, esta é a primeira vez em horário nobre. “Estou muito animado com essa nova temporada porque o grande público paulista ainda não conhece a peça. Como é uma audiência culturalmente ativa, que consome muito teatro, acho que vamos ser bem-recebidos”.

Eu comecei a perceber que o diferencial de um número de mágica é o mágico. Porque as mágicas são todas iguais. Agora, o jeito de ele se apresentar, a forma como faz para tirar uma moeda da orelha, por exemplo, faz toda a diferença. Então passei a procurar maneiras mais despojadas de fazer isso e vi que o meu maior aliado era o humor”, afirma Louchard, que se apresenta como ator, humorista, apresentador e mágico.

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Como é que Pode
Gabriel Louchard
Teatro MorumbiShopping – Shopping Morumbi (Av. Roque Petroni Júnior – Vila Gertrudes, São Paulo )
Duração 60 minutos
30/06 até 30/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Classificação 12 anos

AS MONA LISAS

A comédia deslavada, As Mona Lisas,  que está em cartaz há 13 anos, está de volta e faz curta temporada  no Teatro Augusta, de 10 de junho a  29 de julho, sempre aos sábados, 22h30.

Com texto de Wilson Coca e direção de Sebastião Apolônio, o público vai se divertir com a história de três “gays hilários”Kaká (Cássio Valero) um Cabeleireiro, Mark (Alexandre Luz) um bancário, e Haroldo (Raul Mesquita) um figurinista de TV que dividem um apartamento onde tudo, mas tudo mesmo pode acontecer…. Tem, ainda, a Luiza (Viviane Esteves), que se apaixona por Klaus (Márcio Marinello), um rapaz que é mimado pelos três gays.

O tumulto se instala quando dona Ravena, mãe de Kaká, que desconhece a homossexualidade do filho, vai visitá-lo.

As Mona Lisas tem, também, uma responsabilidade social: com muito humor, apela para a perigosa dengue, zika e contra o preconceito.

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As Mona Lisas
Com Cássio Valero, Alexandre Luz, Raul Mesquita, Viviane Esteves e Márcio Marinello
Teatro Augusta (Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/06 a 29/07
Sábado – 22h30.
$60
Classificação 14 anos

 

DEUS É HUMOR

A Deus é Humor é um espetáculo interativo que traz releituras de livros sagrados e números de stand up comedy para confissão de pecados. Com a fé de que o riso pode levar à transcendência, a apresentação, idealizada por Newton Cannito, faz parte de um movimento político e estético que se inspira no tropicalismo para debater o mundo  hoje.

O espetáculo, que tem cerca de 1h30 de duração, conta com momentos como a  “palavra da gozação”, seguida de homilia sobre temas como carma, livre-arbítrio e justiça divina. Mas tal como um cabaret, a cada semana há um tema unificador e uma programação diferente. Além das leituras e stand ups também há cantos e paródias espiritualizadas de clássicos do brega nacional com a apresentação ao vivo da banda Marcheiros.

É um rito teatral, um espetáculo de louvor à vida. Assim como no tropicalismo buscamos uma síntese de tudo que é diferente e contraditório”, explica Cannito. Para o roteirista, a  Deus é Humor busca romper as dicotomias que hoje dividem o país e  que paralisam o debate.

A ideia é unir pessoas com pensamentos diferentes, até mesmo opostos, a partir do humor, criando um ambiente de paz e tolerância para discussão de temas relevantes da sociedade brasileira.

Desse modo, questões como machismo, homofobia e racismo são levadas ao palco para transmutação da violência que provocam. “Nós respeitamos todas as religiões, todas as visões de mundo. Não pretendemos converter ninguém, apenas queremos possibilitar novas experiências, ampliando a consciência das pessoas”, finaliza.

As apresentações da Deus é Humor acontecem todos os sábados, até 08 de junho, às 16 horas, no Teatro Commune. A entrada é gratuita, com contribuição espontânea ao final do espetáculo.

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Deus é Humor
Com Newton Cannito
Teatro Commune (Rua Consolação 1218 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
03/06 até 08/07
Sábado – 16 horas
Entrada grátis (contribuição espontânea)
Classificação 16 anos

 

O AUTÔMATO

Contemplado pela 28ª edição do Programa de Fomento ao Teatro o espetáculo adulto O AUTÔMATO estreiou 15 de junho, quinta-feira, às 20h, no TEATRO ARTHUR AZEVEDO, com entrada franca. Imbuída da filosofia transumanista montagem reflete a respeito da modernidade e seus processos tecnológicos por meio da relaçãohomem x maquinaria. Encenada pelo Grupo Teatro de La Plaza, peça tem direção de Héctor López Girondo e dramaturgia de Fábio Parpinelli.

Em O AUTÔMATO, há muito tempo, um hábil relojoeiro resolveu construir um engenhoso boneco de corda para auxiliá-lo com algumas tarefas e lhe fazer companhia. Porém, com a chegada inesperada de uma jovem e bela dama, o boneco autômato é esquecido e deixado de lado. Na tentativa de contar essa história, os objetos que o rodeiam parecem ganhar vida, despertando o abandonado autômato para reviver suas lembranças.

A inspiração do espetáculo remonta aos séculos XVIII e XIX – período importante para as invenções e época de ouro para os autômatos. “Os autômatos talvez sejam o auge do refinamento e do avanço mecânico antes da tecnologia moderna. O desejo de maravilhar encontra-se na origem de sua fabricação. O maravilhamento sempre foi um meio de colocar o ser humano em contato com o mundo divino ou mágico”, afirma o autor Fábio Parpinelli.

Reunindo os objetos que correspondem a um período importante da mecânica, aliados a um personagem principal quase humano, criamos um roteiro de acontecimentos e imagens que despertam sensações e podem também construir uma ou mais histórias. A expressividade física do ator e a tecnologia mecânica da manipulação de bonecos e objetos são os principais elementos utilizados na criação do espetáculo”, afirma o diretor Héctor López Girondo.

O cenário, de Miguel Nigro e Liz Moura, que também assinam o figurino, é uma tenda, mistura de circo abandonado com barraca de variedades e antiguidades. Os figurinos são baseados no estilo clássico, seguindo a linha dos mecanismos e traquitanas utilizados nos primórdios dos processos tecnológicos. A luz, de Luz López, é bastante minimalista para conseguir captar os detalhes e os funcionamentos dos objetos. A trilha sonora, de Fábio Parpinelli e Héctor López Girondo, está dividida entre os sons produzidos pelos aparelhos que estão em cena e um som permanente que vem de fora.

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O Autômato
Com Fábio Parpinelli e Héctor López Girondo
Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 50 minutos
15/06 até 09/07
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
Entrada gratuita
Classificação 12 anos