BALADA DA VIRGEM – EM NOME DE DEUS

O coreógrafo, diretor e bailarino Sandro Borelli, da Cia. Carne Agonizante, investiga a figura emblemática da heroína francesa Joana D’Arc em Balada da Virgem – Em Nome de Deus, que estreia no Kasulo Espaço de Arte e Cultura no dia 19 de abril, e segue em cartaz até 20 de maio.

Por volta de 1412, surgia a figura mítica de uma camponesa pobre, analfabeta e religiosa que, sob o comando de mensageiros dos céus, como afirmava, comandou as tropas francesas na Guerra dos 100 anos, lutando pela libertação da França contra o domínio da Inglaterra. Joana D’Arc foi capturada e condenada à fogueira em 1431 por heresia, e acabou se tornando santa da igreja católica e padroeira da França quase 500 anos depois de sua morte.

O novo espetáculo da Cia. Carne Agonizante se alimenta da força física, espiritual e das contradições políticas e religiosas contidas na personalidade dessa mulher. As dores, angústias, perturbações e inabalável crença dela foram transformadas em forma de uma tensão física permanente. E, por meio da dança, o bailarino traz para a cena sua energia revolucionária movida pela fé em nome de uma causa.

Balada da virgem nada mais é do que a necessidade constante de me autodesafiar na busca por novas possibilidades coreográficas. Neste universo, as noções de tempo e espaço se apresentam completamente alteradas, portanto, o real e o não real podem se confundir a ponto de desencadear um outro olhar, uma outra ética, um outro modo de vivenciar uma criação, apoiando-se na potente energia simbólica que D’Arc representa”, explica Borelli.

SINOPSE

O novo espetáculo da Cia. Carne Agonizante apoia-se na energia simbólica, na força física e espiritual e nas contradições de Joana D’Arc para buscar novas possibilidades coreográficas. Nesse universo, as noções de tempo e espaço são alteradas. É um lugar onde a loucura, a transgressão e a opressão, foram transformados em combustível necessário para a perpetuação desta dança.

Balada da virgem - em nome de Deus - Crédito_Alex Merino (3)

Balada da Virgem – Em Nome de Deus
Com Sandro Borelli
Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 40 minutos
19/04 até 20/05
Quinta, Sexta, Sábado – 21h, Domingo – 19h
Ingresso: Um quilo de alimento não perecível. Reservas antecipadas pelo APP Cia Carne Agonizante disponível no Google Play e Apple Store.
Classificação: livre

A METAMORFOSE

A Metamorfose, de Franz Kafka, conta a história de Gregor Samsa, um caixeiro viajante que depois de sonhos intranquilos, acorda metamorfoseado em um escaravelho, tornando-se assim o “objeto” de desgraça e vergonha de sua família, um estranho rejeitado pelos seus pares em sua própria casa, sendo lançado a sentimentos terríveis de inadequação, culpa e isolamento.
 
Através do corpo que dança, o espetáculo apresenta os limites do flagelo e das torturas psíquicas, emocionais e físicas que os sistemas políticos de governo imprimem ao homem comum.
 
A coreografia procura reproduzir a tensão asfixiante e opressiva da obra de Kafka, que coloca o cidadão em um único destino possível – o caminho de ida, sem qualquer possibilidade de retorno. A vida encaixotada no seu devido lugar, o da insignificância absoluta.
 
Assim como Gregor Samsa, somos criador e personagem principal de um emocionante espetáculo para uma plateia vazia. Não é assim que morremos, solitários?
 
O espetáculo estreou em 2002 na Oficina Cultural Oswald de Andrade e teve o apoio do Prêmio Emcena-Brasil.

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A Metamorfose
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Kasulo Espaço de Cultura e Arte (Rua Souza Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 55 minutos
28/09 até 15/10
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
Ingresso um quilo de alimento não perecível
Reservas antecipadas pelo APP Cia Carne Agonizante disponível no Google Play e Apple Store.
Informações: ciacarneagonizante@gmail.com
Classificação 16 anos

CARTA AO PAI

O espetáculo Carta ao Pai estreado em 2006 pela Cia. Carne Agonizante tem como referência a obra homônima de Franz Kafka, escrita em 1919. A nova temporada é de 23 de junho a 16 de julho de 2017 no Kasulo Espaço de Cultura e Arte. Concepção, direção e dramaturgia de Sandro Borelli.

Na carta, que nunca foi enviada ao destinatário original, Kafka expõe toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama de “tirano”. “O espetáculo é a tentativa de dissecar o conteúdo emocional e/ou espiritual de uma ação, de um gesto, de um olhar, de uma situação ou de uma atitude que seja índice de mistérios do drama humano. É espelho vivo, é o ato doloroso de se ver e não se reconhecer. É drama na estrutura da Dança”, conta Sandro.

A direção artística propõe uma estética que instiga um aprofundamento da criação em questões que se reportam à alma humana. Numa ação dramática que incide sobre o desenho coreográfico, cria um jogo cênico meticuloso e provocador.

Em Carta ao Pai investiga-se, dentro dos princípios da contemporaneidade, códigos expressivos abrindo na trama da coreografia espaços para a reflexão. Falando do desespero do homem moderno em relação à sua existência, usa simultaneamente a força bruta e o gesto delicado. Os movimentos em forma de espasmos contêm a ambigüidade do eu, do outro e do espírito. Uma tentativa de dissecar o conteúdo emocional e/ou espiritual de uma ação, de um gesto, de um olhar, de uma situação ou de uma atitude que seja índice de mistérios do drama humano.

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Carta ao Pai
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Kasulo Espaço de Cultura e Arte (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 50 minutos
23/06 até 16/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Ingresso – 1kg de alimento não perecível
Classificação 14 anos

COLÔNIA PENAL

A abordagem da condição humana e social implícita nas obras de Kafka é de uma atualidade desconcertante; e se aproxima do que julgamos urgente e fundamental discutir na sociedade contemporânea. Kafka nos dá uma visão ampla e original do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. A opressão, o aprisionamento e a desesperança deste homem que traz em si as marcas de sofrimento de um mundo alienado são temas recorrentes em sua obra.

O escritor Checo faz uma análise crítica sobre o instituto da pena, analisando os seus limites, a sinistra imposição de penas baseadas em castigos corporais pelo Estado e ilustra com clareza e precisão as barbáries que constituíam as técnicas medievais na aplicação desses castigos punitivos. É uma crítica aberta aos regimes despóticos nos quais o processo judicial e o direito de liberdade são subjulgados.

O espetáculo propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: Numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro;na estranha relação entre o poder oficial e o condenado.

O coreógrafo Sandro Borelli e Grupo ampliam a pesquisa em direção as torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 60,70 e 80 resultando com a morte e desaparecimento de centenas de brasileiros contrários ao regime da época.Constrói uma estrutura de gestos, ações e movimentos resultando uma dramaturgia corporal teatralizada, para gerar um jogo de tensão no espectador.

Colônia Penal caracteriza-se como um atentado contra a dignidade humana. É o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira.

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Colônia Penal
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Souza Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 70 minutos
30/03 até 23/04
Quinta, Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Ingressos: um quilo de alimento não perecível
Classificação 16 anos
 
Concepção, direção e coreografia: Sandro Borelli
Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues
Fotografia: Júnior Cecon
Luz: Sandro Borelli
Figurino e cenário: Grupo
Preparação Corporal: José Ricardo Tomaselli e Vanessa Macedo
Direção de produção: Júnior Cecon
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

“Não te Abandono Mais, Morro Contigo”

“Não te abandono mais, morro contigo” é a nova produção da Cia. Carne Agonizante, que tem direção artística de Sandro Borelli, estreia é dia 15 de outubro no Kasulo Espaço de Arte e Cultura.
Espetáculo de dança apresenta dois amantes cansados e desiludidos pelo fim de uma paixão que se diluiu por conta da inevitável ação do tempo. O que prevaleceu foi o amor, como sentido de ausência de toda esperança. Ambos já estão mortos desde o momento em que se olham e se tocam. Suas almas já partiram cabisbaixas para o desconhecido há tempos.

Não de abandono mais, morro contigo - exclusivas (1)
Como um desabafo, se entrelaçam desesperadamente em uma cama, numa espécie de dança da morte, completamente destituídos de tudo, exceto de uma inevitável necessidade de sexo para celebrar o desenlace.
“Não te abandono mais, morro contigo é simplesmente a insuportável constatação de que nada restou para eles, e o desejo de se libertarem deste nó górdio os faz cúmplices, e os torna terrivelmente unidos”, diz Sandro Borelli.
“Vamos nos abraçar e aproveitarmos o resto de calor que ainda resta de nossos corpos.”
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Não te abandono mais, morro contigo (6)

“Não te Abandono Mais, Morro Contigo”
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Martinêz, Magô Borges, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Concepção, Coreografia e Direção: Sandro Borelli
Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Sousa Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 45 minutos
15/10 até 15/11
Quinta a Sábado – 21h; Domingo – 19h
Grátis (limitado a 35 lugares)
Informações – ciacarneagonizante@gmail.com
crédito fotos – Júnior Ceccon