BRUTA FLOR

Sucesso de público e de crítica, “Bruta Flor”, peça que provoca o espectador a refletir sobre homoafetividade e preconceitos nas relações amorosas, retorna ao cartaz, em curta temporada, no Teatro Augusta, às sextas-feiras dos meses de agosto e setembro.  A peça estreou em novembro de 2016 e ficou em cartaz por oito meses, em temporadas distintas, no Viga Espaço Cênico e no Teatro Augusta.

Texto denso e potencialmente polêmico, que trata da homofobia internalizada e sua possível consequência trágica, despertou o interesse do ator Marcio Rosario em assumir a direção e a produção do espetáculo. “O tema não poderia ser mais atual: o Brasil vive uma onda de intolerância contra a diversidade sexual”, diz Rosario.

O drama de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando de Barros aborda o relacionamento de dois homens, Lucas e Miguel, que se reencontram e começam a relembrar a trajetória deles, desde a adolescência. Miguel vai estudar em Londres e Lucas se casa com Simone, sua namorada desde o colégio, e lutam para realizar o grande sonho dele: ser pai. Após 12 anos, Miguel e Lucas se reencontram no metrô. Um reencontro que traz à tona sentimentos até então desconhecido para ambos. A relação vai ganhando contornos dramáticos, envolvendo a aceitação da sua própria  homossexualidade.

A peça tem trilha sonora de Cida Moreira e efeitos sonoros de Pedro Lemos, cenário de Reinaldo Patrício e figurinos de Amir Slama.

A realização fica a cargo da produtora de cinema, Três Tons Visuais e tem Produção Executiva de Daniel Chiarelli, projeto gráficos de Angel Jackon e William Rucci e Fotografia de Ronaldo Gutierrez.

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Bruta Flor
Com Adriano Arbol, Érika Farias e Willian Tucci
Teatro Augusta (Rua Augusta 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 80 minutos
04/08 até 29/09
Sexta – 21h30
$70
Classificação 16 anos

“L, o Musical”

Um tributo ao amor entre as mulheres. Este é o tema do espetáculo “L, o Musical“, que fará turnê nas quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até abril de 2018.

O elenco é encabeçado por Elisa Lucinda e Ellen Oléria, acompanhadas por Renata Celidonio (“Todas as Canções de Chico Buarque”), Gabriela Correa (“As Canções de Odair José”), Tainá Baldez (“As Canções de Odair José”) e Luiza Guimarães (“Três Tigres Tristes”).

Conta a história de uma renomada autora de novelas que está esfuziante com o sucesso do primeiro folhetim a ter um triângulo amoroso formado por mulheres. Ela divide esse cotidiano profissional e afetivo com amigas. A chegada de notícias inesperadas muda o destino de todas. Com repertório que passeia pelo universo de canções femininas, a narrativa segue tecendo relações de afetos entre seis mulheres.

Foram escolhidas canções da MPB interpretadas por Cássia Eller, Maria Gadú e Maria Bethânia, entre outras. Segundo o diretor e autor, Sérgio Maggio, “foi feita uma sondagem na internet para selecionar canções de artistas homossexuais, bissexuais ou que “exerçam um magnetismo sobre mulheres lésbicas”.

A direção musical é de Luís Filipe de Lima (“Sassaricando”), direção de movimento de Ana Paula Bouzas (“A Cuíca de Laurindo”) e direção de produção de Ana Paula Martins (“Duas Gotas de Lágrimas no Frasco de Perfume”).

L, o Musical” entra em cartaz 10 de agosto na unidade do CCBB de Brasília.

 

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Elisa Lucinda (E) e Ellen Oléria (D)

(fonte: coluna Mônica Bergamo – jornal Folha SP)

BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO

Nossa vida é feita de escolhas, e temos que ser capazes de lidarmos com elas. Independentemente de certas ou erradas, sãs ou pecaminosas, fomos nós quem as escolhemos.

A peça “Bug Chaser – Coração Purpurinado“, da Cia ARTERA de Teatro, fala sobre estas escolhas. Conta a história de Mark, um advogado criminalista, com problema no coração, e que por motivos próprios, decide se tornar soropositivo.

Conversamos com o ator e dramaturgo, Ricardo Corrêa, sobre a peça e o peso das escolhas que fazemos.

Bug Chaser – Coração Purpurinado
Com Ricardo Corrêa e Leonardo Souza
Oficina Cultural Oswald Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/07 até 05/08
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos

O PRODUÇÃO DE “O PRÍNCIPE DESENCANTADO”

Conversamos com a atriz Maite Schneider e e o diretor/autor Rodrigo Alfer sobre o processo de criação e montagem do musical infanto-juvenil O Príncipe Desencantado.

Veja a primeira parte desta matéria.

E não deixe de ver a entrevista que fizemos também com o elenco do musical – https://goo.gl/p4wHk9

O Príncipe Desencantado
Com Maite Schneider, Davi Novaes, Cícero de Andrade, Marcela Piccin, Manu Littiéry, Vanessa Rodrigues e Silvano Vieira.
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
até 30/07
Sábado e Domingo – 15h
$50
Classificação Livre

O PRÍNCIPE DESENCANTADO

Conversamos com o elenco do musical infanto juvenil de O Príncipe Desencantado.

O espetáculo – baseado no livro infantil holandês “Rei e Rei” – fala sobre o amor: seja entre duas pessoas do mesmo sexo, entre familiares e entre amigos; a questão da mulher na sociedade – “Escola de Princesas”; e a identidade de gênero (Transexualidade).

As músicas são todas autorais e passeiam pelos mais variados ritmos, como pop, rock, tango.

Enredo

Vick, um príncipe triste por ter perdido seu pai ainda cedo, e que não se preocupava muito para os assuntos do Reino, se vê obrigado pela mãe a casar-se com uma pretendente vinda da Escola de Princesas.

Cansado da sua vida, um dia ele foge do castelo e conhece, num karaokê, um rapaz por quem se apaixona. Teco, também é um príncipe, irmão de uma das candidatas.

É sim, mais uma história de amor. Um amor improvável, que com a ajuda de seu pai, o sumido Rei Vitor, se torna possível

O Príncipe Desencantado
Com Maite Schneider, Davi Novaes, Cícero de Andrade, Marcela Piccin, Manu Littiéry, Vanessa Rodrigues e Silvano Vieira.
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
até 30/07
Sábado e Domingo – 15h
$50
Classificação Livre

O PRÍNCIPE DESENCANTADO

A Bacana Produções Artísticas apresenta o elenco do musical voltado para o público infanto-juvenil “O Príncipe desEncantado“. O espetáculo, com músicas e letras inéditas, é o primeiro com temática homoafetiva e identidade de gênero.

Foi baseado no livro infantil “Koning en Koning“, escrita pelos autores holandeses Linda De Haan e Stern Nijland, lançado em 2000. A versão para o inglês (“King & King“) foi em 2002. Desde então foi publicado em outros seis idiomas, e teve uma versão para o teatro no exterior.

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Aqui no Brasil a estreia está prevista para o próximo ano.

O livro teve um destaque devido à oposição de conservadores sociais que acreditam que as crianças não devem ver temas LGBTs; como resultado desta oposição, aumentou consideravelmente as vendas do livro.

Sinopse:

Vick, um príncipe triste por ter perdido seu pai ainda cedo, e que não se preocupava muito para os assuntos do Reino, se vê obrigado pela mãe a casar-se  com uma pretendente vinda da Escola de Princesas.

Cansado da sua vida, um dia ele foge do castelo e conhece, num karaokê, um rapaz por quem se apaixona. Teco, também é um príncipe, irmão de uma das candidatas.

É sim, mais uma história de amor. Um amor improvável, que com a ajuda de seu pai, o sumido Rei Vitor, se torna possível

 Elenco e criativos

O elenco do espetáculo “O Príncipe desEncantado” é composto por Erick Ferrari (“Beatles Num Céu de Diamantes”), Branco Brandão (“Histórias do Velho Chico”), Marcella Piccin (“Urinal o Musical”), Manu Littiéry (“O Palhaço e a Bailarina”), Régis Schazzitt (“A Gaiola das Loucas”) e Vanessa Rodrigues (“Nuvem de Lágrimas, o Musical”)

A direção artística fica a cargo de Rodrigo Alfer. A direção de ator e movimento é de Jonathan Faria. As músicas são de Maíra Pagliuso. A direção vocal é de Ettore Ruggiero Veríssimo. A cenografia e figurino são de Luma Yoshioka. O desenho de luz é de Rafael Araújo. E Marco de Marco é o produtor associado.

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LUIS ANTONIO – GABRIELA

Sucesso de público e crítica com mais de 300 apresentações e 35 mil espectadores em todo Brasil, o espetáculoLUIS ANTONIO – GABRIELA volta aos palcos de São Paulo com elenco original: Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Day Porto. As apresentações acontecem de 3 a 20 de novembro, de quinta-feira a sábado às 21h30 e domingo às 17h30, dentro do Projeto Ficha Técnica – atividades formativas sobre o processo de criação no teatro –, do Sesc Belenzinho. Além do espetáculo, a Cia Mungunzá realiza a oficina Cicatrizes sobre os processos de criação do grupo.

Em LUIS ANTONIO – GABRIELA o diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luis Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960. O documentário cênico tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luis Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos, onde se transforma em Gabriela.

O espetáculo narra a história de Luis Antonio até o ano de 2006, data de sua morte na cidade de Bilbao, na Espanha. LUIS ANTONIO – GABRIELA foi construído a partir de documentos e dos depoimentos do ator e diretor Nelson Baskerville, de sua irmã Maria Cristina, de Doracy, sua madrasta e de Serginho, cabeleireiro na cidade de Santos e amigo de Luis Antonio.

Documentário-cênico

LUIS ANTONIO – GABRIELA apresenta ao público a transformação de Luis Antonio em Gabriela a partir de diferentes pontos de vista, como do irmão caçula que foi abusado sexualmente; da irmã que sai pelo mundo em busca do corpo de Gabriela; do pai que não reconhecia o filho travesti; e dos amigos e colegas de trabalho, que viam a figura da protagonista com uma mistura de admiração e estranhamento.

O diretor Nelson Baskerville conta que, em 2002, recebeu a notícia de que o irmão tinha morrido na Espanha. “Luis Antonio, pra mim, era aquele irmão, oito anos mais velho, que sempre mantive na sombra. Só alguns poucos amigos sabiam da sua existência, ele era aquele que, além de me seduzir, e abusar sexualmente, fazia com que muitos dedos da cidade de Santos fossem apontados pra nós. Sou obrigado a confessar que a notícia da morte dele não me abalou nem um pouco. Eram quase 30 anos sem saber nada dele, sem saber se ele estava vivo ou morto, enfim, liguei pra minha irmã, Maria Cristina, advogada para passar a notícia pra frente e a preocupação imediata dela foi com os papéis, atestado de óbito, documentação para o espólio, etc.”, explica ele.

Maria Cristina empreendeu então uma jornada fadada ao fracasso que era saber notícias do paradeiro de Luis Antonio. Depois de alguns meses, através da embaixada brasileira na Espanha ela o encontrou, mas não exatamente da forma que esperava. Luis Antonio estava vivo, morava em Bilbao e a partir disso os irmãos começaram a tentar formar e entender aquela lacuna de 30 anos que os separavam. “Minha irmã, numa aventura ‘almodovariana’ foi encontrá-lo. Luis Antonio chamava-se agora Gabriela, tinha sido uma estrela das noites de Bilbao, era viciada em cocaína e AIDS era a menor das suas doenças. Através da Maria Cristina, passamos então a ter notícias dele até sua morte, agora verdadeira, em 2006”, recorda o diretor.

22 telas na cenografia

Com trilha sonora original composta por Gustavo Sarzi, onde todos os atores aprenderam a tocar instrumentos para a execução das músicas, LUIS ANTONIO – GABRIELA também traz diferenciais na iluminação e cenografia.

A luz, não convencional do espetáculo foi inteiramente construída pelos atores e diretor e é operada de dentro do palco. Para a cenografia foram encomendadas 22 telas do jovem artista plástico Thiago Hattner, que fazem parte da cena que Maria Cristina leva Luis Antonio ao Museu Guggeinhein de Bilbao.

Oficina Cicatrizes

Paralelo às apresentações do espetáculo, a Cia Mungunzá ministra a Oficina Cicatrizes, que nasce do processo de criação dos espetáculos do grupo, principalmente em LUIS ANTONIO – GABRIELA, e tem como objetivo proporcionar aos integrantes uma experiência biográfica, dramatúrgica, estética e performática adentrando as histórias pessoais que resultaram numa cicatriz (física ou emocional).

A oficina gratuita acontece de 9 a 18 de novembro, quartas e sextas-feiras, das 14 às 18 horas. São oferecidas 30 vagas (idade recomendada a partir de 16 anos) e as inscrições podem ser feitas até o dia 3 de novembro, por meio de envio de currículo resumido para o e-mail cicatrizes@belenzinho.sescsp.org.br.

Veja abaixo trechos do espetáculo (video de 28/02/11, feito pela cineolhar)

Luis Antonio – Gabriela
Com Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Day Porto.
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculo I (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)
Duração 90 minutos
03 até 20/11
Quinta, Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 17h30
$20 ($6 – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes)
Classificação 16 anos
 
Direção – Nelson Baskerville.
Diretora Assistente – Ondina Castilho.
Assistente de Direção – Camila Murano.
Direção Musical, Composição e Arranjo – Gustavo Sarzi.
Preparador Vocal – Renato Spinosa.
Trilha Sonora – Nelson Baskerville.
Preparação de Atores – Ondina Castilho.
Iluminação – Marcos Felipe e Nelson Baskerville.
Cenário – Marcos Felipe e Nelson Baskerville.
Figurinos – Camila Murano.
Visagismo – Rapha Henry – Makeup Artist.
Vídeos – Patrícia Alegre.
Produção Executiva – Sandra Modesto e Marcos Felipe.
Produção Geral – Cia Mungunzá de Teatro.
Realização – Sesc São Paulo.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta