ALAIR (Opinião)

Em comemoração aos 45 anos de carreira, o ator Edwin Lusijunto de André Rosa e Claudio Andrade – está em cartaz com a peça “Alair” no Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca).
A peça homenageia o fotógrafo, professor e crítico de arte, Alair Gomes, no ano em que se completam 25 anos da sua morte.
Alair é reconhecido como artista precursor da fotografia homoerótica no Brasil, que conquistou a consagração internacional com seu trabalho cujo tema central era a beleza do corpo masculino.
Morador do Rio de Janeiro, bem em frente a Ipanema, ele tirava fotos – secretamente – dos jovens que se exercitavam e frequentavam as areias da praia carioca. Somente algumas poucas, a pedido do artista, eram posadas no seu apartamento.
Ao total foram mais de 170 mil negativos e 16 mil ampliações entre os anos 1960 até 1992, quando morre.
Durante a peça, vemos Alair (Edwin Luisi) relembrando de fatos acontecidos na sua vida em três fases distintas – quando se apaixonou por um militar, nos anos 50; quando viajou para Europa nos anos 80; e quando veio a falecer nos anos 90 (estrangulado no seu apartamento em situações não esclarecidas até hoje).
André Rosa e Cláudio Andrade interpretam os outros personagens que passaram pela vida do fotógrafo. Em um momento específico, recriam poses dos rapazes que foram captados pela câmera de Alair (uma cena muito bonita com um jogo de luz – claro e escuro, mostrar e esconder).
A peça aborda, além da vida de Alair Gomes e seus trabalhos, dos preconceitos vividos por um homosexual da terceira idade – a solidão; não ter mais o ‘físico desejado’ pelos jovens e com isso ter que pagar para poder ter um relacionamento sexual. Constatando – e verbalizando – este sentimento, Alair/Edwin (e a plateia) vem às lágrimas (ah, juventude! como se todos fossem eternamente Apolos/Narcisos!)
 
Em tempos de discussão sobre a censura nas Artes, a peça continua atual – durante uma exposição dos trabalhos de Alair, na década de 80, num centro cultural carioca, um oficial do exército manda acabar com o evento.
 
“Alair” deve ser vista pela celebração da carreira de Edwin Luisi; pela atuação dos três atores; para homenagear Alair Gomes e seu trabalho; pela iluminação da peça; e para lembrarmos que todos envelheceremos.

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Alair
Com Edwin Luisi, Andre Rosa e Claudio Andrade
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 65 minutos
06/10 até 05/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$80
Classificação 14 anos

BRUTA FLOR

Sucesso de público e de crítica, “Bruta Flor”, peça que provoca o espectador a refletir sobre homoafetividade e preconceitos nas relações amorosas, retorna ao cartaz, em curta temporada, no Teatro Augusta, às sextas-feiras dos meses de agosto e setembro.  A peça estreou em novembro de 2016 e ficou em cartaz por oito meses, em temporadas distintas, no Viga Espaço Cênico e no Teatro Augusta.

Texto denso e potencialmente polêmico, que trata da homofobia internalizada e sua possível consequência trágica, despertou o interesse do ator Marcio Rosario em assumir a direção e a produção do espetáculo. “O tema não poderia ser mais atual: o Brasil vive uma onda de intolerância contra a diversidade sexual”, diz Rosario.

O drama de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando de Barros aborda o relacionamento de dois homens, Lucas e Miguel, que se reencontram e começam a relembrar a trajetória deles, desde a adolescência. Miguel vai estudar em Londres e Lucas se casa com Simone, sua namorada desde o colégio, e lutam para realizar o grande sonho dele: ser pai. Após 12 anos, Miguel e Lucas se reencontram no metrô. Um reencontro que traz à tona sentimentos até então desconhecido para ambos. A relação vai ganhando contornos dramáticos, envolvendo a aceitação da sua própria  homossexualidade.

A peça tem trilha sonora de Cida Moreira e efeitos sonoros de Pedro Lemos, cenário de Reinaldo Patrício e figurinos de Amir Slama.

A realização fica a cargo da produtora de cinema, Três Tons Visuais e tem Produção Executiva de Daniel Chiarelli, projeto gráficos de Angel Jackon e William Rucci e Fotografia de Ronaldo Gutierrez.

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Bruta Flor
Com Adriano Arbol, Érika Farias e Willian Tucci
Teatro Augusta (Rua Augusta 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 80 minutos
04/08 até 27/10
Sexta – 21h30
$70
Classificação 16 anos

“L, o Musical”

Um tributo ao amor entre as mulheres. Este é o tema do espetáculo “L, o Musical“, que fará turnê nas quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até abril de 2018.

O elenco é encabeçado por Elisa Lucinda e Ellen Oléria, acompanhadas por Renata Celidonio (“Todas as Canções de Chico Buarque”), Gabriela Correa (“As Canções de Odair José”), Tainá Baldez (“As Canções de Odair José”) e Luiza Guimarães (“Três Tigres Tristes”).

Conta a história de uma renomada autora de novelas que está esfuziante com o sucesso do primeiro folhetim a ter um triângulo amoroso formado por mulheres. Ela divide esse cotidiano profissional e afetivo com amigas. A chegada de notícias inesperadas muda o destino de todas. Com repertório que passeia pelo universo de canções femininas, a narrativa segue tecendo relações de afetos entre seis mulheres.

Foram escolhidas canções da MPB interpretadas por Cássia Eller, Maria Gadú e Maria Bethânia, entre outras. Segundo o diretor e autor, Sérgio Maggio, “foi feita uma sondagem na internet para selecionar canções de artistas homossexuais, bissexuais ou que “exerçam um magnetismo sobre mulheres lésbicas”.

A direção musical é de Luís Filipe de Lima (“Sassaricando”), direção de movimento de Ana Paula Bouzas (“A Cuíca de Laurindo”) e direção de produção de Ana Paula Martins (“Duas Gotas de Lágrimas no Frasco de Perfume”).

L, o Musical” entra em cartaz 10 de agosto na unidade do CCBB de Brasília.

 

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Elisa Lucinda (E) e Ellen Oléria (D)

(fonte: coluna Mônica Bergamo – jornal Folha SP)

BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO

Nossa vida é feita de escolhas, e temos que ser capazes de lidarmos com elas. Independentemente de certas ou erradas, sãs ou pecaminosas, fomos nós quem as escolhemos.

A peça “Bug Chaser – Coração Purpurinado“, da Cia ARTERA de Teatro, fala sobre estas escolhas. Conta a história de Mark, um advogado criminalista, com problema no coração, e que por motivos próprios, decide se tornar soropositivo.

Conversamos com o ator e dramaturgo, Ricardo Corrêa, sobre a peça e o peso das escolhas que fazemos.

Bug Chaser – Coração Purpurinado
Com Ricardo Corrêa e Leonardo Souza
Oficina Cultural Oswald Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/07 até 05/08
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos

O PRODUÇÃO DE “O PRÍNCIPE DESENCANTADO”

Conversamos com a atriz Maite Schneider e e o diretor/autor Rodrigo Alfer sobre o processo de criação e montagem do musical infanto-juvenil O Príncipe Desencantado.

Veja a primeira parte desta matéria.

E não deixe de ver a entrevista que fizemos também com o elenco do musical – https://goo.gl/p4wHk9

O Príncipe Desencantado
Com Maite Schneider, Davi Novaes, Cícero de Andrade, Marcela Piccin, Manu Littiéry, Vanessa Rodrigues e Silvano Vieira.
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
até 30/07
Sábado e Domingo – 15h
$50
Classificação Livre

O PRÍNCIPE DESENCANTADO

Conversamos com o elenco do musical infanto juvenil de O Príncipe Desencantado.

O espetáculo – baseado no livro infantil holandês “Rei e Rei” – fala sobre o amor: seja entre duas pessoas do mesmo sexo, entre familiares e entre amigos; a questão da mulher na sociedade – “Escola de Princesas”; e a identidade de gênero (Transexualidade).

As músicas são todas autorais e passeiam pelos mais variados ritmos, como pop, rock, tango.

Enredo

Vick, um príncipe triste por ter perdido seu pai ainda cedo, e que não se preocupava muito para os assuntos do Reino, se vê obrigado pela mãe a casar-se com uma pretendente vinda da Escola de Princesas.

Cansado da sua vida, um dia ele foge do castelo e conhece, num karaokê, um rapaz por quem se apaixona. Teco, também é um príncipe, irmão de uma das candidatas.

É sim, mais uma história de amor. Um amor improvável, que com a ajuda de seu pai, o sumido Rei Vitor, se torna possível

O Príncipe Desencantado
Com Maite Schneider, Davi Novaes, Cícero de Andrade, Marcela Piccin, Manu Littiéry, Vanessa Rodrigues e Silvano Vieira.
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
até 30/07
Sábado e Domingo – 15h
$50
Classificação Livre

O PRÍNCIPE DESENCANTADO

A Bacana Produções Artísticas apresenta o elenco do musical voltado para o público infanto-juvenil “O Príncipe desEncantado“. O espetáculo, com músicas e letras inéditas, é o primeiro com temática homoafetiva e identidade de gênero.

Foi baseado no livro infantil “Koning en Koning“, escrita pelos autores holandeses Linda De Haan e Stern Nijland, lançado em 2000. A versão para o inglês (“King & King“) foi em 2002. Desde então foi publicado em outros seis idiomas, e teve uma versão para o teatro no exterior.

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Aqui no Brasil a estreia está prevista para o próximo ano.

O livro teve um destaque devido à oposição de conservadores sociais que acreditam que as crianças não devem ver temas LGBTs; como resultado desta oposição, aumentou consideravelmente as vendas do livro.

Sinopse:

Vick, um príncipe triste por ter perdido seu pai ainda cedo, e que não se preocupava muito para os assuntos do Reino, se vê obrigado pela mãe a casar-se  com uma pretendente vinda da Escola de Princesas.

Cansado da sua vida, um dia ele foge do castelo e conhece, num karaokê, um rapaz por quem se apaixona. Teco, também é um príncipe, irmão de uma das candidatas.

É sim, mais uma história de amor. Um amor improvável, que com a ajuda de seu pai, o sumido Rei Vitor, se torna possível

 Elenco e criativos

O elenco do espetáculo “O Príncipe desEncantado” é composto por Erick Ferrari (“Beatles Num Céu de Diamantes”), Branco Brandão (“Histórias do Velho Chico”), Marcella Piccin (“Urinal o Musical”), Manu Littiéry (“O Palhaço e a Bailarina”), Régis Schazzitt (“A Gaiola das Loucas”) e Vanessa Rodrigues (“Nuvem de Lágrimas, o Musical”)

A direção artística fica a cargo de Rodrigo Alfer. A direção de ator e movimento é de Jonathan Faria. As músicas são de Maíra Pagliuso. A direção vocal é de Ettore Ruggiero Veríssimo. A cenografia e figurino são de Luma Yoshioka. O desenho de luz é de Rafael Araújo. E Marco de Marco é o produtor associado.

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