HOJE É DIA DE MARIA, O MUSICAL

Após encerrar a temporada de “Blink“, inspirada no suspense homônimo do britânico Phil Porter, a atriz Lígia Paula Machado anunciou ontem o seu próximo projeto – “Hoje é Dia de Maria, o Musical“.

O espetáculo é baseado no texto do dramaturgo Carlos Alberto Soffredini. O texto também foi adaptado para a televisão, sendo transformado em uma série de 8 capítulos, exibida em janeiro de 2005, onde apareceu a atriz mirim, Carolina Oliveira.

Carlos Alberto Soffredini

cult036cFoi diretor, dramaturgo e autor de roteiros e novelas. Nasceu na cidade de Santos (SP), em 1939; e faleceu em 2001. Fundou o grupo de teatro Mambembe. Escreveu peças como “Na Carreira do Divino”, “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu”, “Pássaro do Poente” e “Vacalhau e Binho“, entre outras. Para a televisão, escreveu a novela “Brasileiros e Brasileiras“. Como cineasta, escreveu o roteiro de “A Marvada Carne“, que foi inspirada na sua peça “Na Carreira do Divino”. Ganhou prêmio Mambembe, prêmio do Serviço Nacional de Teatro e o Kikito no Festival de Gramado.

Sempre teve o desejo de levar histórias sobre o povo brasileiro aos palcos, através de uma linguagem popular, da utilização da arte do  circo-teatro e das revistas. Segundo enciclopédia do Itaú Cultural, Soffredini “sempre se lançou à experimentação, transpondo histórias populares para o teatro, buscando não a reprodução realista das formas populares, mas a revelação do universo poético presente em seus conteúdos

Hoje é Dia de Maria

É o que acontece na sua peça/fábula “Hoje é dia de Maria“. Uma história, que se passa no sertão paulista, de uma menina que cansada de ser maltratada por sua madrasta resolve fugir de casa em busca das franjas do mar. Nesta viagem a menina passa por diferentes contos e diversos mundos.

ANUNCIO JORNAL-01

O musical

Hoje é dia de Maria, o Musical” inspirou-se nesta paixão de Soffredini em utilizar a linguagem do circo-teatro. Para as audições, é requisito saber artes circenses para a maior parte do elenco.

A própria Ligia Paula Machado, em seu último espetáculo “Lisbela e o Prisioneiro, o Musical“, também aprendeu números da arte do circo, como lira e pano acrobático, para dar vida à Lisbela.

1-ESPETÁCULO-LISBELA-Lígia-Paula-Machado-e-Luiz-Araújo-by-DIVULGAÇÃO

Ligia Paula Machado e Luiz Araújo em “Lisbela e o Prisioneiro, o Musical”

O espetáculo tem estreia prevista para outubro deste ano no Teatro Cetip. A montagem terá a direção de Dan Rosseto, Kleber Montanheiro e da própria Lígia, que também estará no elenco.

BLINK

A atriz Ligia Paula Machado, após 04 anos dedicada exclusivamente ao teatro musical (O Primo Basílio e Lisbela e o Prisioneiro) volta aos palcos, atuando no suspense Blink, do premiado escritor Phil Porter.

A peça estreou em Londres em 2012 e arrebatou diversos prêmios e críticas por onde passou. Inédito aqui no Brasil, a montagem a cargo da MP – Produção Cultural, estreia no dia 02 de abril no Teatro da Aliança Francesa, com direção de Kleber Montanheiro, que além de Ligia contará no elenco com o ator Eduardo Pelizzari.

Entrevistamos os atores e o diretor que falaram sobre a peça

A história

O espetáculo conta a história do relacionamento de Jonas e Sofia, dois jovens solitários. Jonas foi criado em uma fazenda no norte do Reino Unido. Seus pais fazem parte de uma seita religiosa protestante, por isso de seu nome e de seu hábito de sempre ler a Bíblia, quando as coisas não estão boas. Sofia foi criada só pelo seu pai, um advogado, depois que a mãe os abandonou quando ela tinha apenas dois anos. Isto explica a sua fascinação em figuras paternas.

Com a morte de seu pai por causa de câncer no pâncreas, Sofia herda os dois apartamentos da família. Resolve alugar o apartamento do andar de baixo, enquanto continua morando no andar superior. Ambas as residências têm entradas separadas e dividem somente o jardim.

Jonas se muda para Londres e aluga o apartamento inferior, para se aproximarem Sofia envia para ele uma tela de vídeo que está ligada a um monitor de bebê com Wi Fi. A partir disso, Sofia passa a viver na frente da câmera do monitor para que Jonas possa vê-la e participar do seu dia a dia.

A peça tem o seu quê de situação perversa, mas também apresenta um lado cômico. Retrata uma Londres fria e solitária para se viver, onde este tipo de contato indireto é melhor do que viver só.

Porter fala sobre questões de invisibilidade social, alienação tecnológica, e principalmente da vergonha e do prazer do voyeurismo e da perseguição consensual. Como diz no texto “Ser vigiada torna as coisas mais atraente de alguma maneira, mesmo as coisas mais simples.”

Nesta montagem a concepção de figurinos, cenografia e desenho de luz fica totalmente a cargo de Kleber Montanheiro.

Blink

Com Ligia Paula Machado e Eduardo Pelizzari
Espaço Promon (Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1830 – Vila Nova Conceição, São Paulo)
Duração 70 minutos
15 até 12/06
Domingo – 19h
Recomendação 10 anos
$60

FICHA TÉCNICA:
Autor: Phill Porter
Tradução e Adaptação: Francisca Braga
Direção: Kleber Montanheiro
Figurinos, Cenografia e Desenho de Luz: Kleber Montanheiro
Direção de Produção: Ligia Paula Machado
Assistente de Produção: Luccas Garcia
Trilha e Sonoplastia: André Cortada
Designer Gráfico: Fellipe Guadanuci
Músico: Jonatan Motta
Fotos: Caio Gallucci
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: MP – Produção Cultural

 

BLINK

Após a montagem de “Lisbela e o Prisioneiro, o Musical“(2015), em abril deste ano teremos a oportunidade de rever Ligia Paula Machado nos palcos, com seu mais novo trabalho – “Blink“. O texto é do autor britânico Phil Porter, que além de escrever para teatro, também escreve para a televisão. Seu colega de peça é o ator Eduardo Pelizzari, e a direção, de Kleber Montanheiro.

12745894_984437851626437_2270616827115589066_n

A história é sobre o relacionamento de Jonas e Sophie, dois jovens solitários. Jonas foi criado em uma fazenda no norte do Reino Unido. Seus pais fazem parte de uma seita religiosa protestante, por isso de seu nome e de seu hábito de sempre ler a Bíblia, quando as coisas não estão boas. Sophie  foi criada só pelo seu pai, um advogado, depois que a mãe os abandonou quando ela tinha apenas dois anos. Isto explica a sua fascinação em figuras paternas.

Com a morte de seu pai por causa de câncer no pâncreas (o mesmo motivo da morte da mãe de Jonas), Sophie herda os dois apartamentos da família (um fica sobre o outro). Resolve alugar o apartamento do andar de baixo, enquanto continua morando no do andar superior.Ambas residências tem entradas separadas e dividem somente o jardim.

Jonas se muda para Londres, mais especificamente pro bairro de Leytonstone, onde mora Sophie (zona leste da cidade). Através de uma imobiliária, ele aluga o outro apartamento.Só que ambos são terrivelmente tímidos, e com isso, não conseguem se relacionar pessoalmente.

Para resolver a situação, Sophie manda para ele uma tela de vídeo que está ligada a um monitor de bebê Wi Fi, o mesmo aparelho com o qual ela monitorava seu pai, quando estava doente.  Com isso, Sophie passa a viver na frente da câmera do monitor para que Jonas possa vê-la e participar do seu dia a dia.

A peça tem o seu quê de situação perversa, mas também apresenta um lado cômico. Retrata uma Londres -lugar frio e solitário para se viver – onde este tipo de contato indireto é melhor do que viver só.  Porter fala sobre questões de invisibilidade social, alienação tecnológica, e principalmente da vergonha e do prazer do voyeurismo e da perseguição consensual.

Para saber mais sobre a peça, fique ligado na nossa página, bem como na página oficial da peça – “Blink”.

Blink
Texto de Phil Porter
Com Ligia Paula Machado e Eduardo Pelizzari
Teatro Aliança Francesa
Estreia 02/04/16
Direção: Kleber Montanheiro
Tradução e Adaptação: Francisca Braga
Designer: Fellipe Guadanucci
Fotos: Caio Gallucci
Assistente de Produção: Luccas Garcia
Direção de Produção: Ligia Paula Machado
Produção: MP Produção Cultural
Patrocínio Tokio Marine Seguradora
Assessoria de Imprensa: Arte Plural
Facebook: Blink
Instagram: @blink_oficial