NEM ISSO NEM AQUILO – QUANDO OS PAIS SE SEPARAM

Quatro novos nomes da dramaturgia atual unem suas forças para explicar o divórcio para crianças no espetáculo Nem Isso Nem Aquilo – Quando os Pais Se Separam, trabalho inaugural do Sabadinho em Cena com direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes.

A peça estreia em 6 de abril no Teatro Cemitério de Automóveis, onde segue em cartaz até 25 de maio, com apresentações aos sábados, às 17h. O elenco traz Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

A montagem reúne quatro cenas curtas sobre os impactos da separação dos pais para a vida das crianças. Em “Como Falar com um Anjo?”, de Claudia Barral, a menina Lucila fala com seu amigo-imaginário sobre conversas difíceis de ter com qualquer pessoa. Cansado de ter que frequentar as duas casas de seus pais separados, o menino Hélio decide montar um acampamento no porão de sua mãe em “Uma barraca para o resto de minha vida”, de Bruna Pligher.

A pequena Rebecca tem uma profunda conversa com seu terapeuta em “Pé na Estrada”, de Lucas Mayor. Já em “Ninguém Sabe”, de Marcos Gomes, são apresentados Cris e Marcos, que se conheceram ainda na infância, começaram a namorar, casaram-se, tiveram um filho e se separaram.

Queríamos lidar com temas que geralmente não são muito abordados nas peças infantis e são mais complicados, como a separação dos pais. E escolhemos falar sobre isso de maneira mais adulta e séria, sem subestimar a capacidade de entendimento das crianças. Por isso, os personagens infantis têm atitudes típicas de adultos – como uma menina desabafando sobre os problemas de sua vida com seu psicanalista, ou alguém indo morar fora de casa, no porão, ou mesmo as duas crianças da cena do Marcos, que repassam os acontecimentos da infância à vida adulta, a fim de entenderem o que foi que deu errado”, conta Lucas Mayor, que assina a direção ao lado de Marcos Gomes.

Como referências estéticas e temáticas, a encenação busca uma aproximação com o cinema do tipo “Sessão da Tarde” dos anos de 1980 e 1990, sobretudo em relação aos filmes de John Hughes, como “A Malandrinha” (1991) e “Esqueceram de Mim” (1990). Outras influências importantes foram “Meu Primeiro Amor” (1991), de Laurice Elehwany; a série “Anos Incríveis” (1988-1993); além dos mais recentes “Moonrise Kingdom” (2010), de Wes Anderson, e “Onde Vivem Os Monstros” (2009), de Spike Jonze.
Os figurinos da peça também procuram essa ambientação da moda dos anos de 1980. Já a cenografia trabalha com palco nu e apenas alguns objetos que entram e saem de cena a cada sequência.

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Nem Isso Nem Aquilo – Quando Os Pais Se Separam

Com Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)

Duração 50 minutos

06/04 até 25/05

Sábado – 17h

$30

Classificação Livre

VAMOS COMPRAR UM POETA

Inspirado no livro homônimo de Afonso Cruz, o musical infantojuvenil inédito Vamos Comprar um Poeta estreia no dia 23 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB São Paulo), e segue em cartaz até 31 de agosto.

O musical narra a chegada de um Poeta à casa de uma família comum. Nesse lar, moram um pai que só pensa em ganhar dinheiro; uma mãe que organiza todos os dias os trabalhos domésticos; uma menina esperta e curiosa que gosta de entender o significado das coisas; e um menino que adora fazer contas.

O poeta ensina os pequenos a observar borboletas, compor os próprios poemas e aprender a dar abraços. A montagem cria uma divertida reflexão sobre a nossa capacidade de invenção, fazendo um importante paralelo entre cultura e economia. É uma homenagem à cultura, em um espetáculo que mistura poesia, música e dança.

Vamos Comprar um Poeta é a última parte da trilogia de histórias de amor para crianças, composta também pelos premiados musicais A Gaiola e Contos Partidos de Amor.

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Vamos Comprar um Poeta

Com Letícia Medella, Luan Vieira, Sergio Kauffmann

Centro Cultural Banco do Brasil (R. Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)

Duração 60 minutos

23/03 até 31/08

Sábado – 11h

$30

Livre

CARMEN, A GRANDE PEQUENA NOTÁVEL

Depois de uma longa e bem-sucedida temporada no Centro Cultural Banco do Brasil, o musical Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, reestreia no Teatro Itália, no dia 23 de março. O espetáculo é inspirado no livro homônimo de Heloísa Seixas e Julia Romeu, vencedor do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção (2015), e apresenta o universo artístico da diva Carmen Miranda (1909-1955) para o público de todas as idades.

O espetáculo está indicado ao Prêmio São Paulo para crianças e jovens de melhor figurino (Kleber Montanheiro), melhor texto adaptado (Heloisa Seixas e Julia Romeu), melhor direção musical (Ricardo Severo) e melhor atriz (Amanda Acosta).

Em 2019, Carmen completaria 110 anos. Portuguesa radicada no Brasil, ela se tornou um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta, que divide o palco com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto. Os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França também estão em cena.

Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, grande destaque na época, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.

Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas, recentemente, está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.

A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.

As interpretações dos atores obedecerão a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.

A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora.

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Carmen – A Grande Pequena Notável 

Com Amanda Acosta, Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto, Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França.

Teatro Itália – Sala Drogaria SP – Edifício Itália (Avenida Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 70 minutos

23/03 até 28/04

Sábado e Domingo – 15h

$60

Classificação Livre

APARECIDA, UM MUSICAL

Walcyr Carrasco precisava de um milagre para poder encontrar o mote do espetáculo musical que faria em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A parte histórica ele já tinha, através das pesquisas feitas para escrever a novela “A Padroeira“, que estreou em 2001 na rede Globo. Mas ele queria algo mais atual.

Até que a mão do Destino se pronunciou.

Durante um voo, o autor sentou ao lado de um casal, que durante a conversa, contou o milagre pelo qual o marido tinha passado. Era o que Walcyr esperava – a história de “Caio e Clara” se intercalaria à da Santa.

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A história

Aparecida, um Musical” conta a história de Caio, um jovem advogado, materialista, de pouca fé, casado com Clara. No início da história, ele descobre ser vítima de um câncer. O tratamento não funciona, e ainda tira sua visão. Até que juntos vão ao santuário da Padroeira do Brasil, pedir por um milagre.

Milagres não faltam na história da imagem de Nossa Senhora, desde quando foi encontrada em 1717, por três pescadores, e que se produziu o seu primeiro milagre – o dos Peixes. No musical são retratados, além deste, os milagres das velas, do escravo Zacarias e do cavaleiro prepotente, além de incluir a passagem do atentado em 1978, quando foi destruída e depois restaurada no MASP.

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A produção

Assim como o Brasil, “Aparecida, um musical” é eclético – seja no seu elenco, nos ritmos musicais e nos figurinos. Não é uma obra de catequização, mas sim, um espetáculo de teatro musical, voltado a todo tipo de público.

No palco, são mais de 30 atores, das mais variadas raças e credos religiosos, oriundos das principais produções de musicais no país.

Não espere encontrar canções que já fazem parte do imaginário de devoção à Santa. Na verdade, somente “Ave Maria“, de Bach e Gounod, se faz presente no musical. Todas as outras canções são originais, e procuram complementar a história que está sendo contada. Os ritmos musicais são os presentes na nossa cultura, não podendo deixar de citar a presença dos ritmos afro-brasileiros.

Para também mostrar a força da brasilidade nos figurinos, foram escolhidos os tecidos de algodão cru e renda nacional.

Os cenários utilizam uma mistura de estruturas físicas grandiosas com projeções de vídeos. Para mostrar uma sensação de dinamismo, serão movimentados pelo elenco, inclusive durante as cenas e canções.

“Aparecida, um musical” tem tudo para ser considerado um dos grandes espetáculos do ano.

 

Aparecida, um Musical

Com Leandro Luna, Bruna Pazinato, Edson Monttenegro, Frederico Reuter, Nábia Villela, Ana Araújo, Maysa Mundim, Arthur Berges, Reynaldo Machado, Cadu Batanero, Talita Real, Alessandra Vertamatti, Pamella Machado, Joyce Cosmo, André Torquato, Marcelo Vasquez, Daniel Cabral, Rubens Caribé, Vandson Paiva e Bernardo Berro, Keila Bueno, Rafael Machado, Maria Clara Manesco, Isabel Barros, Ygor Zago, Ditto Leite, Lucas Nunes, Tutu Morasi, Nay Fernandes, Gigi Debei, Isa Castro, Guilherme Pereira e Nina Sato 

Teatro Bradesco – Bourbon Shopping (R. Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo)

Duração 135 minutos

Estreia 22/03

Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 15h e 19h30

$75/$220

Classificação Livre

CONHECENDO O MUSICAL “SUNSET BOULEVARD”

O musical “Sunset Boulevard“, de Andrew Lloyd Weber, estreia no país no dia 22 de março, no Teatro Santander. Encabeçando o elenco, temos Marisa Orth, Daniel Boaventura e Júlio Assad.

O espetáculo é baseado no filme clássico, em preto e branco, de mesmo nome.

Conta a história de Norma Desmond, uma atriz que foi uma estrela nos tempos do cinema mudo, mas não soube se adaptar aos filmes falados. Só que o tempo vai passando, e ela acredita que ainda é uma grande estrela, mesmo sem pisar num estúdio cinematográfico há anos.

Com a ajuda do destino, ela conhece um roteirista, Joe Gillis, que vem bater a sua porta. Ela o contrata-o para reescrever o roteiro do filme, que a trará de voltas às telas. Mas, Norma vive num mundo de fantasias. O roteiro que ela escreveu é péssima, e os grandes produtores/diretores se esqueceram dela.

Numa trama de gato e rato, Norma tenta seduzir Joe, que é apaixonado por Betty Schaefer, assistente de produção num estúdio. Só que Norma não aceita o romance e faz com que termine. Joe acaba com Betty, mas também diz que sairá da vida da atriz. Será que ela deixará?

ah, só pra falar – a história é contada por um morto.

Sunset Boulevard

Com Marisa Orth, Daniel Boaventura, Julio Assad, Andrezza Massei, Eduardo Amir, Lia Canineu, Bruno Sigrist, Sérgio Rufino, Carlos Leça, Arízio Magalhães, Abner Depret, Brenda Nadler, Dante Paccola, Ester Elias, Fábio Ventura, Giovana Zotti, Hellen de Castro, Jana Amorim, Juliana Olguin, Letícia Soares, Luana Zenun, Mau Alves, Nick Vila Maior, Rafael de Castro, Renato Bellini, Rodrigo Negrini, Thiago Lemmos, Vânia Canto

Teatro Santander – Complexo do Shopping JK (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)

Duração 150 minutos

22/03 até 07/07

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 15h e 19h

$75/$290

Classificação Livre

DEUS É MULHER

Elza Soares apresenta o show Deus É Mulher, dia 12 de março, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto Seguro.

O show, homônimo ao disco, indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Brasileira, exalta a energia feminina como a provedora do atual cenário sociocultural mundial. Já no título costura a história contada pelas canções do novo álbum, que discute amplamente em suas letras uma mensagem sócio-política ainda mais explícita que no anterior trabalho da artista.

Com produção de Guilherme Kastrup, o álbum traz o samba punk eletrônico que impressiona a cada uma das 11 faixas inéditas. No repertório do show, estão as 11 faixas do disco, entre elas Banho (Tulipa Ruiz), O Que se Cala (Douglas Germano), Dentro de Cada Um (Pedro Loureiro/Luciano Mello), Deus Há de Ser (Pedro Luís) e Exu nas Escolas (Kiko Dinucci/ Edgar). E, ainda, algumas surpresas de trabalhos anteriores.

No palco do Teatro Porto Seguro, Elza estará acompanhada por Guilherme Kastrup (bateria e direção musical), Rodrigo Campos (guitarra e cavaco), Rafael Barreto (guitarra e sinth), Luque Barros (baixo e sinth), Mestre Da Lua (percussões) e Rubi nos vocais e em participação especial.

Em mergulho ainda mais profundo, o novo espetáculo é contundente ao denunciar, porém propor alternativas para mazelas sociais amplamente discutidas atualmente, tais como a desigualdade racial, a violência doméstica e familiar contra as mulheres, a liberdade sexual feminina, o genocídio contra LGBTQI, o instituto da corrupção política brasileira, o reconhecimento do lugar de fala como alternativa para grupos ou minorias vulneráveis socialmente, a intolerância religiosa e o assédio contra praticante de religiões de matriz africana, a irresponsabilidade de setores sensacionalistas da imprensa.

Além disso, o show propõe do início ao fim o renascimento e uma postura social mais transparente, sólida e clara, oferecendo também ao expectador a experiência completa de entretenimento com momentos musicais com intenção rítmica exclusivamente focada em diversão, para ampliar a proposta do discurso.

Em cenário, figurinos e desenho de luz impactantes, continuamente ao lado da vanguarda paulistana de músicos redesenhada na última década, o novo show traz de volta o Samba Punk Paulistano, a malemolência do Samba Carioca e ritmos tipicamente brasileiros como o Frevo, somado a atitude do Rock contemporâneo, porém dessa vez com a presença de timbres mais sintéticos, com as percussões protagonizando o espetáculo.

Deus É Mulher

Com Elza Soares

Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 80 minutos

12/03

Terça – 21h

$140/$180

Classificação Livre

DUOSOLO

Estreia no dia 13 de março no Teatro Eva Herz, o novo texto da autora Nanna de Castro, DuoSolo, com direção de Dan Rosseto e no elenco os atores Bruna Magnes e Gustavo Haddad.

O espetáculo conta o drama de uma empresa que vive um processo profundo de crise e transformação, representados por um Narrador e um Personagem. Enquanto o Personagem quer ser livre e subverter texto e consequentemente o destino, o Narrador quer seguir rigorosamente fiel ao que foi escrito pelo autor. O personagem não suporta mais viver submetido aos limites enquanto, para o Narrador, os limites são a única garantia.

São representados vários funcionários da empresa e suas dificuldades do dia a dia em conciliar vida pessoal e profissional representados pelos cargos que ocupam como o presidente, diretor de marketing, diretor de recursos humanos, a moça do cafezinho.

DuoSolo é ancorado em um trabalho terapêutico que explora os múltiplos personagens internos que formam a nossa personalidade, com estudos da psicologia e filosofia, principalmente o hinduísmo e o budismo.

Para a montagem o diretor Dan Rosseto pretende: “provocar a reflexão através da relação entre o opressor e o oprimido, transformando o Narrador e o Personagem em um só, contrastando seus desejos e frustrações, expectativas e resistências. A densidade psicológica proposta pela autora oferece muitas camadas a serem dissecadas; e levar ao palco um texto tão cheio de nuances é um presente.

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DuoSolo

Com Bruna Magnes e Gustavo Haddad

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 70 minutos

13/03 até 24/04

Terça e Quarta – 21h

$40

Classificação Livre