LANÇAMENTO LIVRO “MEMÓRIAS SINCERAS”

Por quase cinco anos, Leilah Assumpção revolveu sua memória para pinçar o que mais lhe saltava à mente para compartilhar com os leitores: os bons e velhos amigos, o início de carreira, a família, as escolhas profissionais; histórias tristes e dolorosas, passagens de chorar de rir que compõem uma face mais íntima de sua vida e dos seus 50 anos dedicados ao teatro.

Dispostas em 15 capítulos curtos e sem se prender a uma sequência cronológica, as Memórias sinceras de Leilah desenham, quase em estilo de crônicas, toda a história de uma geração atuante no cenário brasileiro cultural, no teatro, na TV e no cinema. Estão no livro Leila Diniz, Odete Lara (sua melhor amiga por anos), Zé Celso, José Vicente, Antonio Bivar, Consuelo de Castro, Clóvis Bueno, Ruth Escobar, Antunes Filho, Flavio Rangel, Irene Ravache, Marieta Severo, Aderbal Freire Filho, Marcos Caruso e Vera Holtz (dupla que neste momento está em cartaz em Lisboa, com Intimidade indecente, sucesso de público onde quer que aporte).

As festas, os amigos que se tornaram famosos, sua origem como manequim do costureiro Dener, as terríveis lembranças dos duros anos de ditadura, o enfrentamento com a censura, tudo está no livro. E, pasme com essa revelação: Leilah também foi atleta campeã de saltos ornamentais em trampolim.

Leilah Assumpção conquistou reconhecimento como dramaturga, sobretudo por ressignificar em seus textos o papel da mulher na sociedade. Desde sua estreia com  Fala baixo senão eu grito, em 1969,  já mostrava que sua principal vocação estava em compor personagens femininas densas em busca do autoconhecimento e da liberdade. Ganhou com esta peça o Molière de melhor texto. O crítico Sábato Magaldi observou: “disposta a colocar em xeque determinadas posturas assumidas no mundo do trabalho e no espaço familiar, a autora voltou-se para os problemas existenciais da mulher imersa numa estrutura política ditatorial”.

Antes de 1969, já havia escrito Vejo um vulto na janela, me acudam que sou donzela (1964) e Use pó de arroz Bijou (1968). Continuou com Jorginho, o machão (1970) e Amanhã, Amélia, de manhã (1973), que foi rebatizada como Roda cor de roda (1975). Mais títulos foram se acrescentando à sua fértil produção: A Kuka de Kamaiorá (1975), que foi encenada sete anos depois na forma de musical com o título O segredo da alma de ouro (1983), Sobrevividos (1978), Seda pura e alfinetadas (1981) e Boca molhada de paixão calada (1984), além de novelas, minisséries e casos especiais para a televisão.

Maria Adelaide Amaral escreve fechando o livro: “O colorido coloquial e o humor se fundem para criar uma poética muito pessoal”, disse o saudoso Yan Michalsky, a propósito da dramaturgia de Leilah Assumpção. “Uma autora original e única”, disse Renata Pallotini sobre Leilah. Eu acrescentaria a inteligência, a vocação natural para escrever diálogos, criar subtextos, situações e conflitos inusitados. Uma a uma, Leilah remove todas as máscaras até revelar nua e crua a pequena tragicomédia do ser humano. Suas criaturas ultrapassam a classe que pertencem”.

Fotos de Vania Toledo e do arquivo pessoal da dramaturga dão um toque emocionante e expressivo à edição.

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Lançamento livro “Memórias Sinceras”

De Leilah Assumpção

204 páginas (caderno de fotos de 16 páginas) Formato: 16×23 cm

ISBN: 978-85-8202-077-7 Preço de capa: R$49,90

Sá Editora

Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)

23/11

Sábado – a partir das 16h

CADAFALSO

Oficina Cultural Oswald de Andrade, equipamento da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, recebe a exposição [IN]VISÍVEIS – Polacas, memória e resistência, das artistas Eva Castiel, Fanny Feigenson e Fulvia Molina e curadoria de Márcio Seligmann-Silva. A realização da instalação inédita, mesa-redonda com especialistas, performances, além de visitas guiadas pelo bairro do Bom Retiro, recupera a história de mulheres judias, trazidas para a América do Sul em um esquema de exploração sexual e tráfico de pessoas. No espaço expositivo da Oficina, elementos físicos remetem às ideias de sepultamento, ausência e esquecimento dessa trajetória. Os visitantes também têm acesso a áudios e textos inéditos que resgatam as memórias dessas mulheres.
Capa - Cadafalso

Na tarde de sábado, dia 23/11, 16h, o espaço da exposição receberá Roberto Elisabetsky, autor do romance Cadafalso, lançado no último dia 24/10 pela Editora Terceiro Nome, que tem entre suas protagonistas duas judias polonesas ortodoxas vítimas dessa rede de tráfico de mulheres na década de 1930. O tempo histórico retratado pelo autor passa por períodos como a revolução que levou Getúlio Vargas ao poder pelas armas, a Revolução Constitucionalista e a tentativa do levante comunista no Brasil, planejada pela União Soviética. Nesse entremeio, figuras públicas como Olga Benario, Luís Carlos Prestes e até o jazzista Louis Armstrong passam pela obra.

No livro, mulheres trazidas ao Brasil pela organização criminosa Zvi Migdal, sob coação e falsas promessas, têm ainda que lidar com a violenta repressão do governo getulista a cargo de Filinto Müller, e se veem involuntariamente enredadas nos eventos do fracassado levante comunista no Brasil em 1935. Na ocasião, Roberto falará sobre seu trabalho e as pesquisas que embasaram o desenvolvimento das questões sobre as polacas que vieram ao Brasil depois da Primeira Guerra.

O termo “polacas” tinha um tom depreciativo, tornando-se sinônimo de prostituta judia, ao referir-se a suas origens. Foram estigmatizadas ainda pelas políticas higienistas do então governador Adhemar de Barros, que criou uma zona de meretrício na Rua Itaboca, hoje Rua Césare Lombroso, no Bom Retiro, bairro que, desde aquela época, era habitado predominantemente por imigrantes.

As “polacas”, no entanto, resistiram, conservando sua identidade cultural, religiosa e étnica, suas próprias associações de ajuda mútua: como escolas, sinagogas, associações culturais e, até mesmo, seus próprios cemitérios, como o de Inhaúma, no Rio de Janeiro, Chora Menino, em São Paulo, e o de Cubatão. Fizeram de sua cultura um modo de resistência.

COMMUNE: 15 ANOS

Considerada patrimônio imaterial de São Paulo desde 2015, a COMMUNE celebra sua trajetória com o lançamento do livro “Commune: 15 Anos” .

Sob autoria e organização de Augusto Marin e redação e revisão de Edileuza Pereira, Liniane Haag Brum e Rose Araújo, a publicação registra todo o processo de criação, pesquisa e formação da companhia, além da construção de sua sede, o trabalho de formação de jovens aprendizes e de espectadores e o diálogo com outros grupos do Brasil e do mundo. Com tiragem de 500 exemplares, o livro será distribuído gratuitamente no teatro e enviado para bibliotecas públicas, escolas de teatro, grupos, teatros, órgãos públicos, pontos de cultura e outros espaços culturais.

 “Ao longo de 15 anos de trajetória, a COMMUNE tornou-se um importante núcleo de pesquisa, produção, formação e intercambio teatral na cidade de São Paulo, com foco na linguagem das máscaras, na formação de jovens espectadores, no uso da improvisação, na comicidade física e na montagem e adaptação de obras clássicas. O livro trata da continuidade de uma proposta estética que investiga os cruzamentos e sobreposições entre a tradição da Commedia Dell’Arte e os matizes e personagens do teatro popular brasileiro, que coloca em prática um diálogo entre o saber erudito e o saber popular, na qual a poética resulta de um olhar crítico sobre a realidade”, explica Augusto Marin, diretor da companhia e um dos organizadores da publicação.

Para ilustrar essa história, o livro traz fotografias de André Murrer, Acauã Fonseca, Alexandre Castilho, Alicia Peres, Augusto Paiva, Augusto Marin, Bianca Vasconcellos, Camila Ventura, Éder Pires, Dani Coen, Emerson Natividade, Hamilton Penna, Jamil Kubruk, José Márcio C. Cruz, João Luis de Castro, Lucas Gomes, Maria Cristina Fontão, Marcela Meneguello, Marcelo Apontes, Michelle Mifano, Paulo Henrique, Rui Mendes, Sebastião de Souza, Tamara Simes e outros fotógrafos.

Para a atriz e organizadora Rose Araújo, um dos temas mais importantes apontados pelo livro é o Projeto Teatro Cidadão. “Nele jovens da periferia recebem uma ajuda de custo com transporte e alimentação para estudar teatro no Commune. E é interessante que os jovens não aprendem só a atuar, mas adquirem noções de cenografia, figurino, sonoplastia e iluminação, produção, técnicas de palco, e, no final, montam um espetáculo com um diretor profissional e se apresentam em curta temporada”, acrescenta. “Muitos desses jovens viraram atores, músicos, técnicos e trabalham no Commune ou em outros teatros e companhias pelo mundo a fora.”, acrescenta Augusto Marin.

Capítulo a Capítulo

O livro está dividido em sete capítulos que contam a história da companhia sem seguir uma ordem cronológica, mas a partir de diferentes temas. O “Ato 1: O Teatro e A Cidade” aborda a inauguração do teatro projetado por Cyro Del Nero em um terreno abandonado na Rua da Consolação e reúne depoimentos de vários amigos da trupe. No “Ato 2: Commune em Cena”, o leitor encontra uma retrospectiva sobre todos os espetáculos apresentados pelo grupo ao longo desses 15 anos, bem como as coproduções internacionais.

O capítulo “Ato 3: Teatro Cidadão: Arte, Cultura e Educação” relata a experiência da companhia com formação teatral gratuita de jovens aprendizes das periferias da cidade no projeto “Teatro Cidadão”. As trocas de experiências e residências com artistas internacionais como Enrico Bonavera (Itália), Donato Sartori (Itália), José Sanchis Sinisterra (Espanha), João Garcia Miguel (Portugal), Sonia Daniel (Argentina) e John Mowat (Inglaterra) são temas do “Ato 4: Projetos Especiais”, que ainda aborda projetos a criação do centro de aprimoramento da Funarte (CAT) para jovens artistas, o programa Escola na Cena para a formação de jovens espectadores na era digital, a criação da REDE de Teatros e Produtores Independentes e outras atividades.

Histórias engraçadas de camarim e imagens da reforma do espaço que abriga o teatro pautam o “Ato 5: Bastidores”. Já o “Ato 6: COMMUNE 15 anos” traça uma linha do tempo da trajetória do grupo ano a ano, desde a criação do grupo, passando pela construção do teatro. Finalmente, o “Ato 7: COMMUNE na Mídia” revela como a mídia brasileira pautou a trajetória da companhia.

O lançamento do livro Commune: 15 anos é possível graças ao projeto “Territórios da Imaginação: 15 anos de Resistência da Commune”, que foi contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Esta foi a primeira e única vez que o grupo foi contemplado pela lei ao longo de sua trajetória.

O lançamento do livro fecha com chave de ouro esse projeto fomentado, após a inauguração da Sala Adilson Barros e da Galeria Cyro del Nero, em homenagem a dois grandes ícones do teatro paulistano.

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SOBRE A COMMUNE – COLETIVO TEATRAL

Fundada em 2003, a COMMUNE é formada por um grupo de artistas produtores que cria e produz espetáculos a partir da pesquisa sobre a comédia física e visual, da linguagem da Commedia Dell’Arte, envolvendo música ao vivo e a releitura e adaptação de obras clássicas e peças do teatro italiano.

Algumas das principais produções do grupo são: “O Inspetor Geral” (2004), “A Verdadeira história de Adão e Eva” (2006), “Arlecchino” de Dario Fo (2007),  “Nem todo Ladrão vem para Roubar” de Dario Fo (2009), “O Mentiroso de Goldoni” (2010), “3 vezes A Igreja do Diabo” (2011), “A Greve das Pernas Cruzadas” (2012),  “Ton Sur Ton e Dois Pra Lá, Dois Prá Cá” de Mario Viana (2014), “Uma Roça de Verão” (2015 ), “A História do Amor da Donzela Teodora e o Valente Jeremias no Sertão de Lampião” (2015), “Anti-Comics, Descontruindo Super Heróis” de Sonia Daniel (2016), “Revisitando o Teatro de Revista – Oba!” (2016), “Histórias de Verão” (2017), Paulicéia Desvairada” (2018), “Morte e Vida Severina e João Cabral de Melo Neto” (2018), “Otelo” (2018) e “Na Cama com Molière – baseado em O Doente Imaginário” -, ambas com direção de John Mowat.

Em 2014, o COMPRESP e Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo declarou a COMMUNE um Bem Imaterial do Município de São Paulo, ao lado de outros 21 grupos teatrais da cidade.  Desde 2006, é um Ponto de Cultura.

O Teatro Commune é um espaço aberto para receber peças, shows, ensaios, cursos, eventos corporativos, comemorações, entre outros.

ALÉM DA MEIA NOITE

“Um dia você terá idade suficiente para ler os contos de fadas outra vez” C. S. Lewis

O projeto Além da meia-noite foi criado pelo ator e escritor Victor Delboni, com a colaboração do artista visual João Galera. Trata-se de um projeto social que vai distribuir exemplares do livro Além da meia-noite em escolas de São Paulo e interior.

A cultura brasileira precisa cada vez mais de incentivos, e essa é a razão principal pela qual esse projeto nasceu. É um projeto em prol da cultura, da educação, daliteratura e das artes visuais.

Queremos, cada vez, mais incentivar as crianças e os adolescentes a pegarem um livro por gosto e não por obrigação, queremos criar o hábito da leitura desde cedo e para sempre, mostrando que dentro de cada livro existe um mundo a ser descoberto. Convidamos a todos a mergulhar nesses novos universos conosco, a descobrir novos horizontes, a conhecer novos personagens.

Um mundo dos sonhos que pode ser construído aos trancos e barrancos, mas mostrando que no final sempre vale a pena. Mostrar a todos que existe mágicadentro de cada um de nós, e que, se realmente acreditamos nisso, podemos conquistar aquilo que querermos.

E sabe como a gente quer mostrar tudo isso? Colocando a mão na massa!

Com o dinheiro arrecadado nessa campanha, serão produzidos 500 livros que serão distribuídos gratuitamente em escolas de São Paulo e interior.

Serão realizadas palestras sobre a construção de um sonho!

O livro Além da meia-noite foi escrito pelo criador desse projeto Victor Delboni, e vai ser ilustrado pelo artista visual João Galera e temos certeza de que o resultado final vai ser um dos livros mais lindos que você já viu!

Mas você deve tá se perguntando: sobre o que é o livro? Em qual a história que eu vou investir?

Você lembra de quando era criança e assistia os contos-de-fadas clássicos, ou quando sua mãe os lia pra você antes de dormir? Além da meia-noite vai resgatar a sua infância e te trazer uma nova versão de um dos contos mais conhecidos da história: A gata borralheira.

Sinopse:

Uma jornalista sonha em ser escritora. Um dia seu caminho cruza com o de uma velha senhora no supermercado que começa a lhe contar uma das histórias mais fascinantes que ela já ouviu.

Inspirado nas histórias de A gata borralheira Cinderella, e com um final surpreendente, Além da meia-noite traz aventuras e romances do mundo dos contos-de-fadas que começam a se confundir com o mundo real.

Você pode ajudar o projeto através do link https://www.catarse.me/alemdameianoite Se não puder ajudar com valor em dinheiro, você pode ajudar na divulgação, compartilhando a matéria…..

YARA AMARAL: A OPERÁRIA DO TEATRO

O ator e dramaturgo, Eduardo Rieche, lançou em São Paulo, o livro “Yara Amaral: A Operária do Teatro”. O evento aconteceu na Blooks Livraria. Conversamos com Eduardo sobre a atriz e o livro.

Resenha
Eduardo Rieche reconstrói a bela trajetória profissional da atriz por meio de uma narrativa que se confunde com a própria história do teatro brasileiro contemporâneo.

Da atuação no teatro amador nos anos 1950 à transformação em extraordinária profissional, esta monumental biografia investiga, com riqueza de informações, a passagem de Yara Amaral pela Escola de Arte Dramática de São Paulo e pelo Teatro de Arena nos anos 1960; a resistência à ditadura militar, o teatro marginal, os grupos cooperativados e as experiências alternativas dos anos 1970; a consagração perante a crítica, a conquista do respeito da classe artística e a adesão ao “teatrão” nos anos 1980.

O livro também narra o caso Bateau Mouche, quando Yara Amaral e mais 54 passageiros, perderam sua vida na noite do dia 31 de dezembro de 1988. O “acidente” está até agora impune.

“Yara Amaral: A Operária do Teatro”
autor: Eduardo Rieche
Editora Tinta Negra
págs: 736
1a edição: 2016

YARA AMARAL – A OPERÁRIA DO TEATRO

Vinte e oito anos após a sua morte, chega às livrarias a obra “Yara Amaral – A Operária do Teatro“, do autor Eduardo Rieche. Ele reconstruiu a a extraordinária trajetória profissional da artista, através de uma narrativa que se confunde com a própria história do teatro brasileiro.

A atriz

Nascida em Jaboticabal (1936), passou sua adolescência no bairro do Belenzinho. Quando criança, quis ser professora de matemática, mas os caminhos do teatro amador à levaram até a Escola de Arte Dramática (USP), onde formou-se em 1964.

Yara começou a carreira no Teatro de Arena, onde participou de peças como “O Inspetor Geral” e “Arena Conta Tiradentes” (Gianfrancesco Guarnieri). Passou também pelo Teatro Oficina. Durante seus 50 espetáculos, foi agraciada com vários prêmios, entre eles, os três Moliére pelas peças Reveillon,  Eu Posso? e Sábado, Domingo e Segunda.

No cinema, estreou em O Rei da Noite (1975). Participou de outros sete filmes, entre eles A Dama do Lotação (1978), e Mulher Objeto (1981)

Na televisão, estreou na novela “O Décimo Mandamento” (1968), na TV Tupi. Participou também da TV Excelsior, até se mudar para a TV Globo, onde ficou conhecida nacionalmente pelo papel da insegura e neurótica Áurea na novela Dancin’Days (1978). Seu último papel na televisão foi na novela “Fera Radical” (1988).

Infelizmente, veio morrer tragicamente, aos 52 anos, por causa do naufrágio do barco Bateau Mouche, no réveillon de 1989, na Baía de Guanabara (Rio de Janeiro). O acidente vitimou dezenas de pessoas, e os responsáveis pela tragédia jamais foram punidos.

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O livro

A biografia escrita por Eduardo Rieche foi indicada ao Prêmio Cesgranrio de Teatro 2016, na Categoria Especial. Além de percorrer a carreira teatral de Yara, Rieche também mostrou a faceta de combativa da atriz. Ela participou de inúmeras campanhas para promover a dignidade profissional e melhorar a relação dos artistas com as empresas que os empregavam — a atriz lutou, por exemplo, pelo estabelecimento de horários alternativos nas salas de espetáculos e pela abertura de novos espaços.

Yara Amaral – A Operária do Teatro tem o prefácio assinado pelo ator, diretor e produtor cultural Sérgio Mamberti e é resultado de uma intensa pesquisa, que envolveu o depoimento de 105 personalidades e o mergulho em entrevistas da atriz, textos e programas de peças de teatro, artigos, matérias, documentos pessoais e registros audiovisuais. O texto — narrativa saborosa que compõe, de forma convidativa, um abrangente retrato da atriz — é acompanhado por cerca de 300 imagens, muitas delas nunca publicadas. São fotografias da profissão e da vida íntima, anúncios de espetáculos, programas, poemas escritos à mão e cartões que, juntos, ajudam a resgatar o brilho hipnótico que Yara emanava, dentro e fora dos palcos.

 

 

TRECHO

Yara Amaral costumava dizer que as personagens eram mais importantes do que ela. Sempre. Afirmava que o único poder que lhe interessava era o poder cênico. Não tinha compromisso com o não falhar; com a competência, sim. E competência, para ela, significava dedicar-se rigorosa e religiosamente ao seu ofício, em detrimento até mesmo de sua vida pessoal. Ao longo de 29 anos dedicados ao teatro, a busca obstinada pela excelência em seu trabalho converteu-se em uma de suas marcas registradas. A capacidade única de conferir densidade a personagens quase sempre complexas e limítrofes, dotando-as não só de sentido como de humanidade, era fruto de um trabalho árduo, contínuo e incansável, ao qual Yara nunca se furtou. Acreditava piamente no teatro de ideias, “mas nascido nas vísceras, com a peneira da razão”. Preocupava-se em construir suas personagens de dentro para fora, emprestando-lhes as próprias vivências, “indo até o fundo de suas almas”. Dona de uma apurada sensibilidade e de amplos recursos interpretativos, Yara Amaral logo se transformaria em uma das principais atrizes de seu tempo. Tornou-se querida e reverenciada pelos colegas, admirada pelo público e respeitada pela crítica especializada.

O AUTOR

Premiado ator e dramaturgo, Eduardo Rieche, 45 anos, participou de cerca de 30 espetáculos profissionais, dirigidos por nomes como Domingos de Oliveira, Moacyr Góes, Enrique Diaz, João Fonseca, Viniciús Arneiro, Ary Fontoura, Wolf Maya, Regina Miranda, Sílvia Monte, Henrique Tavares, João Batista e Márcio Vianna, entre outros. Em 2006, sob os auspícios da Funarte/MinC, foi o pesquisador responsável pela exposição Yara Amaral por Ela Mesma. Além dessas atividades, é tradutor, psicólogo e bacharel em Comunicação Social.

Abaixo, veja a homenagem feita por Miguel Falabella, durante o programa Video Show, no quadro Memória Nacional.

Yara Amaral – A Operária do Teatro
Autor: Eduardo Rieche
Páginas: 736
ISBN: 978-85-5908-007-0
Preço sugerido: R$ 89,90
Dimensões: 20,5x26cm
 
Lançamento em São Paulo
Blooks Livraria Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, 3º piso – Consolação, São Paulo
17/01
Terça – a partir das 19 horas

 

BERTA LORAN: 90 ANOS DE HUMOR

A atriz Berta Loran, que completou no dia 23 de março de 2016 90 anos de idade, lançará seu livro biográfico “BERTA LORAN: 90 Anos de Humor – Uma Homenagem ao Talento de Berta Loran por João Luiz Azevedo” no Theatro NET SP  no dia 05 de maio e no Teatro Bradesco – Minas Tênis Clube no dia 11 de maio 2016. 

O livro é apresentado na forma de uma grande entrevista – perguntas e respostas – da atriz Berta Loran ao jornalista João Luiz Azevedo, contando, de forma coloquial, um pouco da vida, carreira e cotidiano dessa grande atriz.

Sua infância pobre no gueto de Varsóvia e a vinda para o Rio de Janeiro com seus pais, irmãos e tios, seus dois casamentos, seus colegas de profissão, religião, política, teatro, tv, música, cinema, casos pitorescos vividos em família e em cena, enfim, um pouco de tudo.

A trajetória da pequena Basza Ajs, nascida na Varsóvia em 1926, a saída da Polônia, ainda  menina, até a chegada ao Brasil, em 1937, instalando-se na cidade do Rio de Janeiro, onde iniciou sua grandiosa carreira artística, passando pelas principais emissoras de TV até chegar à Rede Globo, onde participou de (quase) todos os programas humorísticos da emissora – de “Bairro Feliz” (1966) a “Zorra Total” (2004) – passando por programas de sucesso como “Balança Mas Não Cai”, “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, “Satiricom”, “Planeta dos Homens”, “Viva o Gordo”, “A Escolinha do Professor Raimundo”, “Chico Total” entre tantos outros,  destaque em telenovelas como “Amor com Amor se Paga” de Ivani Ribeiro, “Cama de Gato” e “Cordel Encantado” de Duca Rachid e Thelma Guedes,  seriados como “A Grande Família” e “A Diarista” e minisséries como “Chiquinha Gonzaga” alegrando seu fiel público durante mais de 50 anos.

No livro, Berta fala da família, dos maus-tratos sofridos na Polônia por ser judia, narra sobre os que vieram para o Brasil e dos que ficaram e morreram durante a 2ª Guerra Mundial. Igualmente se refere à escola pública onde estudou, ao início da vida no Teatro Judaico (Teatro Idiche) no Rio de Janeiro, passando por suas temporadas de sucesso em Buenos Aires, em revistas na praça Tiradentes e, por seis anos, em Portugal, ao lado dos grandes nomes do teatro lusitano, da época. Temporadas de sucesso em comedias de George Feydeau, João Bithencourt, Oduvaldo Viana Filho, Leilah Assunção e Mauro Rasi.

Berta Loran declara seu carinho por Bibi Ferreira, sua grande amiga durante o período que trabalharam em Portugal, seu agradecimento ao Boni, que a levou para a Rede Globo em 1966, sua admiração ao Jô Soares com quem trabalhou por 11 anos e Chico Anysio por 14 anos em vários programas de humor.

O prefacio do livro foi escrito pelo autor, ator, diretor e produtor Claudio Botelho, a apresentação (orelha do livro) é assinado pela “diva” Bibi Ferreira e conta ainda com cartum exclusivo e inédito do Ique Woitschach.

O livro conta com perguntas de 70 artistas, jornalistas, produtores culturais, entre eles os atores Stepan Nercessian, Anselmo Vasconcellos, Elisa Lucinda, Aloisio de Abreu e Fernando Eiras, o diretor musical Caíque Botkay, o crítico teatral Rodrigo Monteiro, a cantora Teresa Cristina, o jornalista e crítico musical Mauro Ferreira, o biografo de Cauby Peixoto e Ângela Maria, Rodrigo Faour, o diretor de óperas Fernando Bicudo e depoimentos de 122 colegas da classe artística, jornalistas e familiares, entre eles Boni, Mauricio Sherman, Jô Soares, Ari Fontoura, Ney Latorraca, Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Claudia Raia, Charles Moeller, Cininha De Paula, Renato Aragão, Marcius Melhem, Tom Cavalcante, Luis Gustavo, Claudia Jimenez, Arlete Salles, Rodrigo Sant’Anna,  Débora Bloch, Edson Celulari, Osmar Prado, David Pinheiro, Castrinho, Heloísa Périssé, Tereza Rachel, Dedé Santana, Juca Chaves, Nélson Freitas, Ari Toledo, Rodrigo Fagundes, Orlando Drummond, Antonio Pedro, Emiliano Queiroz, Elke Maravilha, Paulo Silvino, Eliezer Mota, Bemvindo Sequeira, Rogéria, Jane Di Castro, Nizo Neto, Katiuscia Canoro, Murilo Benicio, Claudia Mauro, Gracindo Jr, Cauã Reymond, Solange Couto, Marcos Oliveira as  jornalistas Leda Nagle e Lucia Leme, as autoras de telenovelas Duca Rachid & Thelma Guedes, o bailarino português Carlos Mendonça e a atriz portuguesa Florbela Queiroz, que trabalharam com a Berta, de 1957 a 1963 em Portugal e o ator português e fã Miguel Villa e até a crítica teatral Barbara Heliodora, concedido pouco antes de sua morte.

Nas páginas finais o autor enumera os principais trabalhos da atriz no cinema, televisão e teatro além de apresentar o poema “Ser Atriz” onde a homenageada mostra as dificuldades e prazeres da profissão que escolheu ainda criança.

ALGUNS DEPOIMENTOS

 

 

“Dona de uma capacidade histriônica invejável, ela dança, canta e representa com um desembaraço incrível.” (ARI FONTOURA)

“Berta Loran é sem dúvida uma mulher dos palcos, como se costuma dizer, nasceu pra isso!  É uma grande comediante, que canta, dança… E sozinha num palco é capaz de entreter o público, como se estivesse na sala da sua própria casa.  (ARLETE SALLES)

“Berta Loran é daquelas comediantes que parece ser americana: ela tem o timing de comédia, precisão e ritmo extraordinários.  Ela é uma atriz perfeita sob todos os aspectos”. (BONI)

 

“Berta Loran, linda, maravilhosa, parabéns pelo seus 90 anos, o que eu sei de comedia eu aprendi com você. Quando comecei no “Viva o Gordo”, você era uma das atrizes principais do programa, era uma comediante espetacular, eu achava tanta graça em você que assistia tudo que você fazia.  Eu queria aprender com você.” (CLAUDIA RAIA)

“Para mim Berta, está no panteão onde reinam Lucille Ball, Bob Hope, Martha Raye, Jimmy Durante, Fanny Brice e uma série de outros artistas de origem judaica… um país que tem Dona Berta em seu elenco, tem história, tem estirpe, tem classe!” (CLAUDIO BOTELHO)

“Berta faz parte da nossa vida, faz parte do nosso riso, faz parte da nossa profissão. É tão bonita a sua força.  Eu conheço ela há muitos e ela sempre foi uma mulher muito estruturada, muito elegante, muito cuidada. Vamos aplaudi-la, abraça-la e beijá-la! (FERNANDA MONTENEGRO)

“Tenho o maior orgulho de ter conhecido, convivido e contracenado com a Berta Loran! Fiquei impressionada com seu tempo cômico, com a tranqüilidade com que desenrola a piada, como se ela tivesse vivido aquilo.” (HELOISA PÉRISSÉ).

“Grande  atriz,  comediante perfeita, que sabe nos fazer rir ,que nos

“Eu amo você. Você é um luxo! A Berta Loran é dona de uma escola, de uma maneira de representar que só ela tem! O tempo, o time! Ela tem uma qualidade de uma atriz que eu acho impressionante, que além do talento que é muito importante, ela é generosa!” (NEY LATORRACA)

“Eu via Berta sempre trabalhando e tornei-me sua fã; ela é extraordinária, um gênio na arte que faz. Além de ser um talento extraordinário, tem coração, alma, pegada; eu sou apaixonada por ela. Eu tenho 36 pneus e todos arriados por ela. Berta é uma pessoa que pega a alma das coisas e transforma em humor, o que é genial.” (ELKE MARAVILHA)

 

 

Grande Atriz, uma mulher especial, única. Lembro dela sempre com seu humor inteligente, sua voz forte, suas pernas perfeitas. Seus personagens cômicos eram únicos, uma composição cuidadosa, suas pausas precisas, e o rosto impávido, um humor cínico, adorável. (STELLA FREITAS)

Berta Loran: 90 anos de Humor
João Luiz Azevedo, jornalista e produtor cultural; autor do livro e produtor do projeto;
Angela Zaremba, fotógrafa;
Dan Strougo, curador e produtor de arte da exposição no Oi Casa Grande/RJ;
Teca Nicolau, curadora da exposição que ocupa a Sala Carlos Couto / Teatro Municipal de Niterói do dia 29/03 a 29/05;
Pedro Cadore, Roteirista e Diretor do filme em homenagem a atriz.
Preço do Livro: R$ 50,00
 
Theatro Net SP – Shopping Vila Olímpia (R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
05/05
Quinta – 16 horas
 
Teatro Bradesco – Minas Tênis Clube (Rua da Bahia 2244 – Lourdes, Belo Horizonte – MG)
11/05
Quarta – 18 horas