TEATRO, LITERATURA, PESSOAS

A crítica teatral é um campo historicamente cercado de polêmicas, afinal envolve grandes egos e critérios subjetivos. Nenhum criador, seja dramaturgo, seja diretor ou ator, gosta de receber críticas negativas sobre suas obras, mas os grandes, como Juca de Oliveira, sabem reconhecer “a crítica certeira que empurra o artista para a frente e para o alto”. E Jefferson Del Rios, em seus cerca de cinquenta anos de crítica, inseriu seu nome entre os grandes mestres do ofício no Brasil, ao insistir no rigor e na isenção, em seu trabalho reunido em Teatro, literatura, pessoas – volume que integra a Coleção Críticas, com a qual as Edições Sesc buscam perenizar a rica diversidade da produção de críticas publicada na imprensa brasileira. Além do teatro, a literatura está presente em entrevistas com nomes como José Saramago e António Lobo Antunes, mas, em comum, está o foco nas pessoas que produzem arte, seu trabalho, suas histórias de vida e idiossincrasias.

 A primeira parte do volume inclui críticas publicadas sobretudo nos jornais Folha de S.Paulo (1969 a 1983) e O Estado de S. Paulo (1988 a 2015). Essa produção coincide com um dos períodos mais férteis da história do teatro brasileiro, em resposta ao arbítrio da ditadura militar, caracterizado pela censura e a repressão que sobrevieram ao AI-5, à abertura, no final dos anos 1970, e à redemocratização, a partir da década seguinte. Entre as montagens históricas a que Del Rios assistiu e sobre as quais escreveu, destacam-se Torre de Babel, de Fernando Arrabal, por Luís Carlos Ripper (1977); as versões de Antunes Filho para Esperando Godot, de Samuel Beckett (1977), e Macunaíma, de Mário de Andrade (1978) – esta, elogiada com entusiasmo; Trate-me Leão, do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone (1978); Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra (1980); Shirley Valentine (1991), com Renata Sorrah; The Flash and Crash Days (1992), de Gerald Thomas, com as Fernandas Montenegro e Torres; e, já neste século, a versão de Zé Celso e do Oficina para Os Sertões, de Euclides da Cunha (2003); o Hamlet dirigido por Aderbal Freire-Filho, com Wagner Moura no papel principal (2008). e Bom Retiro 958 metros, do grupo Teatro da Vertigem (2012).

 A segunda parte traz entrevistas, perfis e textos opinativos sobre teatro e literatura, publicados nos jornais antes citados, nas revistas Bravo!Vogue, Nova aParte, além de um livro e um catálogo da APCA. Segundo Jefferson, esta parte é abertamente afetiva, “porque a crítica a sério exige o máximo de isenção”. Entre as figuras notáveis abordadas nos textos mais ensaísticos estão Oduvaldo Vianna Filho, Cláudio Abramo, Julio Cortázar, Consuelo de Castro, Edward Albee e Leilah Assumpção. Um dos mais marcantes narra um passeio com o espanhol Fernando Arrabal por São Paulo, da Praça da Sé ao Museu do Ipiranga. A capital paulista, aliás, emerge como uma das principais personagens dos escritos do crítico. As entrevistas incluem nomes como os atores Fernanda Montenegro e Raul Cortez, em 1981, e os escritores portugueses José Saramago, entrevistado em 1999, após receber o Prêmio Nobel de Literatura, e António Lobo Antunes; e o cubano Pedro Juan Gutiérrez. Completam o volume perfis de Marília Pêra, Sônia Braga, Gianfrancesco Guarnieri, Pedro Nava, Cacilda Becker (três perfis póstumos, de 1979, 1994 e 2013), Augusto Boal, Maria Della Costa, Sábato Magaldi, Ruth Escobar e um encontro com Paulo Autran pouco antes da morte do ator, em 2007. Assim como as críticas da primeira parte da coletânea, estes textos refletem parte importante da história do teatro brasileiro do período de maior atuação de Jefferson Del Rios.

Com as expressões artísticas em constante procura por sensações e elementos novos, o certo é que a crítica continua tendo relevância para a evolução dos movimentos que surgem a todo instante.

Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc São Paulo

Parcimônia no elogio, que, embora possa insuflar o ego do intérprete, o imobiliza e empobrece. Mas a crítica certeira o empurra para a frente e para o alto. Aí estão mais de quinhentas páginas de críticas, entrevistas e outros textos para conhecermos melhor um dos grandes críticos do Brasil!

Juca de Oliveira, ator, dramaturgo e diretor de teatro

TEATRO,LITERATURA,PESSOAS_CAPA-1

Lançamento livro “Teatro, literatura, pessoas” (512 pág, Edições SESC)

Jefferson Del Rios

Livraria Martins Fontes Paulista (Avenida Paulista, 509 – Paraíso, São Paulo)

10/03

Terça – 19h

LIVRO SOBRE OS MUSICAIS DA DISNEY

Quer conhecer como são feitos os musicais da Disney? O braço da empresa responsável pela produção editorial lançou no final do ano o livro “How Does the Show Go On The Frozen Edition: An Introduction to the Theater (“Como o Espetáculo acontece – Edição “Frozen, o Musical: Uma Introdução ao Teatro Musical – tradução livre – 2019 – 3ª ed. – 144 páginas).

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Thomas Schumacher

A publicação é de autoria de Thomas Schumacher. O autor é produtor e presidente da Disney Theatrical Productions (Produções Teatrais Disney – tradução livre).

O ramo dos musicais da empresa comemoraram 25 anos em cartaz. O início se deu em 1994, quando o clássico “A Bela e a Fera” foi adaptado para o palco. Depois vieram outros sucessos, como “O Rei Leão“, “Newsies“, “Aladdin“.

Nesta edição do livro, é incluído a mais nova produção – “Frozen” – indicado a melhor musical no Tony Awards 2018. Fotos antes nunca vistas e histórias das pessoas que fazem os musicais também fazem parte da publicação.

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Uma novidade é a utilização da realidade aumentada. Utilizando o aplicativo Disney Scan em certas partes do livro, o leitor terá acesso a novas informações, vídeos, canções.

Os musicais da Disney já foram apresentados em mais de 50 países, sendo assistidos por mais de 20 milhões de pessoas anualmente. O público brasileiro já pôde assistir as montagens de “A Bela e a Fera”, “O Rei Leão”, “Aída”, “A Pequena Sereia”.

LANÇAMENTO LIVRO “MEMÓRIAS SINCERAS”

Por quase cinco anos, Leilah Assumpção revolveu sua memória para pinçar o que mais lhe saltava à mente para compartilhar com os leitores: os bons e velhos amigos, o início de carreira, a família, as escolhas profissionais; histórias tristes e dolorosas, passagens de chorar de rir que compõem uma face mais íntima de sua vida e dos seus 50 anos dedicados ao teatro.

Dispostas em 15 capítulos curtos e sem se prender a uma sequência cronológica, as Memórias sinceras de Leilah desenham, quase em estilo de crônicas, toda a história de uma geração atuante no cenário brasileiro cultural, no teatro, na TV e no cinema. Estão no livro Leila Diniz, Odete Lara (sua melhor amiga por anos), Zé Celso, José Vicente, Antonio Bivar, Consuelo de Castro, Clóvis Bueno, Ruth Escobar, Antunes Filho, Flavio Rangel, Irene Ravache, Marieta Severo, Aderbal Freire Filho, Marcos Caruso e Vera Holtz (dupla que neste momento está em cartaz em Lisboa, com Intimidade indecente, sucesso de público onde quer que aporte).

As festas, os amigos que se tornaram famosos, sua origem como manequim do costureiro Dener, as terríveis lembranças dos duros anos de ditadura, o enfrentamento com a censura, tudo está no livro. E, pasme com essa revelação: Leilah também foi atleta campeã de saltos ornamentais em trampolim.

Leilah Assumpção conquistou reconhecimento como dramaturga, sobretudo por ressignificar em seus textos o papel da mulher na sociedade. Desde sua estreia com  Fala baixo senão eu grito, em 1969,  já mostrava que sua principal vocação estava em compor personagens femininas densas em busca do autoconhecimento e da liberdade. Ganhou com esta peça o Molière de melhor texto. O crítico Sábato Magaldi observou: “disposta a colocar em xeque determinadas posturas assumidas no mundo do trabalho e no espaço familiar, a autora voltou-se para os problemas existenciais da mulher imersa numa estrutura política ditatorial”.

Antes de 1969, já havia escrito Vejo um vulto na janela, me acudam que sou donzela (1964) e Use pó de arroz Bijou (1968). Continuou com Jorginho, o machão (1970) e Amanhã, Amélia, de manhã (1973), que foi rebatizada como Roda cor de roda (1975). Mais títulos foram se acrescentando à sua fértil produção: A Kuka de Kamaiorá (1975), que foi encenada sete anos depois na forma de musical com o título O segredo da alma de ouro (1983), Sobrevividos (1978), Seda pura e alfinetadas (1981) e Boca molhada de paixão calada (1984), além de novelas, minisséries e casos especiais para a televisão.

Maria Adelaide Amaral escreve fechando o livro: “O colorido coloquial e o humor se fundem para criar uma poética muito pessoal”, disse o saudoso Yan Michalsky, a propósito da dramaturgia de Leilah Assumpção. “Uma autora original e única”, disse Renata Pallotini sobre Leilah. Eu acrescentaria a inteligência, a vocação natural para escrever diálogos, criar subtextos, situações e conflitos inusitados. Uma a uma, Leilah remove todas as máscaras até revelar nua e crua a pequena tragicomédia do ser humano. Suas criaturas ultrapassam a classe que pertencem”.

Fotos de Vania Toledo e do arquivo pessoal da dramaturga dão um toque emocionante e expressivo à edição.

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Lançamento livro “Memórias Sinceras”

De Leilah Assumpção

204 páginas (caderno de fotos de 16 páginas) Formato: 16×23 cm

ISBN: 978-85-8202-077-7 Preço de capa: R$49,90

Sá Editora

Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Cerqueira César, São Paulo)

23/11

Sábado – a partir das 16h

CADAFALSO

Oficina Cultural Oswald de Andrade, equipamento da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, recebe a exposição [IN]VISÍVEIS – Polacas, memória e resistência, das artistas Eva Castiel, Fanny Feigenson e Fulvia Molina e curadoria de Márcio Seligmann-Silva. A realização da instalação inédita, mesa-redonda com especialistas, performances, além de visitas guiadas pelo bairro do Bom Retiro, recupera a história de mulheres judias, trazidas para a América do Sul em um esquema de exploração sexual e tráfico de pessoas. No espaço expositivo da Oficina, elementos físicos remetem às ideias de sepultamento, ausência e esquecimento dessa trajetória. Os visitantes também têm acesso a áudios e textos inéditos que resgatam as memórias dessas mulheres.
Capa - Cadafalso

Na tarde de sábado, dia 23/11, 16h, o espaço da exposição receberá Roberto Elisabetsky, autor do romance Cadafalso, lançado no último dia 24/10 pela Editora Terceiro Nome, que tem entre suas protagonistas duas judias polonesas ortodoxas vítimas dessa rede de tráfico de mulheres na década de 1930. O tempo histórico retratado pelo autor passa por períodos como a revolução que levou Getúlio Vargas ao poder pelas armas, a Revolução Constitucionalista e a tentativa do levante comunista no Brasil, planejada pela União Soviética. Nesse entremeio, figuras públicas como Olga Benario, Luís Carlos Prestes e até o jazzista Louis Armstrong passam pela obra.

No livro, mulheres trazidas ao Brasil pela organização criminosa Zvi Migdal, sob coação e falsas promessas, têm ainda que lidar com a violenta repressão do governo getulista a cargo de Filinto Müller, e se veem involuntariamente enredadas nos eventos do fracassado levante comunista no Brasil em 1935. Na ocasião, Roberto falará sobre seu trabalho e as pesquisas que embasaram o desenvolvimento das questões sobre as polacas que vieram ao Brasil depois da Primeira Guerra.

O termo “polacas” tinha um tom depreciativo, tornando-se sinônimo de prostituta judia, ao referir-se a suas origens. Foram estigmatizadas ainda pelas políticas higienistas do então governador Adhemar de Barros, que criou uma zona de meretrício na Rua Itaboca, hoje Rua Césare Lombroso, no Bom Retiro, bairro que, desde aquela época, era habitado predominantemente por imigrantes.

As “polacas”, no entanto, resistiram, conservando sua identidade cultural, religiosa e étnica, suas próprias associações de ajuda mútua: como escolas, sinagogas, associações culturais e, até mesmo, seus próprios cemitérios, como o de Inhaúma, no Rio de Janeiro, Chora Menino, em São Paulo, e o de Cubatão. Fizeram de sua cultura um modo de resistência.

COMMUNE: 15 ANOS

Considerada patrimônio imaterial de São Paulo desde 2015, a COMMUNE celebra sua trajetória com o lançamento do livro “Commune: 15 Anos” .

Sob autoria e organização de Augusto Marin e redação e revisão de Edileuza Pereira, Liniane Haag Brum e Rose Araújo, a publicação registra todo o processo de criação, pesquisa e formação da companhia, além da construção de sua sede, o trabalho de formação de jovens aprendizes e de espectadores e o diálogo com outros grupos do Brasil e do mundo. Com tiragem de 500 exemplares, o livro será distribuído gratuitamente no teatro e enviado para bibliotecas públicas, escolas de teatro, grupos, teatros, órgãos públicos, pontos de cultura e outros espaços culturais.

 “Ao longo de 15 anos de trajetória, a COMMUNE tornou-se um importante núcleo de pesquisa, produção, formação e intercambio teatral na cidade de São Paulo, com foco na linguagem das máscaras, na formação de jovens espectadores, no uso da improvisação, na comicidade física e na montagem e adaptação de obras clássicas. O livro trata da continuidade de uma proposta estética que investiga os cruzamentos e sobreposições entre a tradição da Commedia Dell’Arte e os matizes e personagens do teatro popular brasileiro, que coloca em prática um diálogo entre o saber erudito e o saber popular, na qual a poética resulta de um olhar crítico sobre a realidade”, explica Augusto Marin, diretor da companhia e um dos organizadores da publicação.

Para ilustrar essa história, o livro traz fotografias de André Murrer, Acauã Fonseca, Alexandre Castilho, Alicia Peres, Augusto Paiva, Augusto Marin, Bianca Vasconcellos, Camila Ventura, Éder Pires, Dani Coen, Emerson Natividade, Hamilton Penna, Jamil Kubruk, José Márcio C. Cruz, João Luis de Castro, Lucas Gomes, Maria Cristina Fontão, Marcela Meneguello, Marcelo Apontes, Michelle Mifano, Paulo Henrique, Rui Mendes, Sebastião de Souza, Tamara Simes e outros fotógrafos.

Para a atriz e organizadora Rose Araújo, um dos temas mais importantes apontados pelo livro é o Projeto Teatro Cidadão. “Nele jovens da periferia recebem uma ajuda de custo com transporte e alimentação para estudar teatro no Commune. E é interessante que os jovens não aprendem só a atuar, mas adquirem noções de cenografia, figurino, sonoplastia e iluminação, produção, técnicas de palco, e, no final, montam um espetáculo com um diretor profissional e se apresentam em curta temporada”, acrescenta. “Muitos desses jovens viraram atores, músicos, técnicos e trabalham no Commune ou em outros teatros e companhias pelo mundo a fora.”, acrescenta Augusto Marin.

Capítulo a Capítulo

O livro está dividido em sete capítulos que contam a história da companhia sem seguir uma ordem cronológica, mas a partir de diferentes temas. O “Ato 1: O Teatro e A Cidade” aborda a inauguração do teatro projetado por Cyro Del Nero em um terreno abandonado na Rua da Consolação e reúne depoimentos de vários amigos da trupe. No “Ato 2: Commune em Cena”, o leitor encontra uma retrospectiva sobre todos os espetáculos apresentados pelo grupo ao longo desses 15 anos, bem como as coproduções internacionais.

O capítulo “Ato 3: Teatro Cidadão: Arte, Cultura e Educação” relata a experiência da companhia com formação teatral gratuita de jovens aprendizes das periferias da cidade no projeto “Teatro Cidadão”. As trocas de experiências e residências com artistas internacionais como Enrico Bonavera (Itália), Donato Sartori (Itália), José Sanchis Sinisterra (Espanha), João Garcia Miguel (Portugal), Sonia Daniel (Argentina) e John Mowat (Inglaterra) são temas do “Ato 4: Projetos Especiais”, que ainda aborda projetos a criação do centro de aprimoramento da Funarte (CAT) para jovens artistas, o programa Escola na Cena para a formação de jovens espectadores na era digital, a criação da REDE de Teatros e Produtores Independentes e outras atividades.

Histórias engraçadas de camarim e imagens da reforma do espaço que abriga o teatro pautam o “Ato 5: Bastidores”. Já o “Ato 6: COMMUNE 15 anos” traça uma linha do tempo da trajetória do grupo ano a ano, desde a criação do grupo, passando pela construção do teatro. Finalmente, o “Ato 7: COMMUNE na Mídia” revela como a mídia brasileira pautou a trajetória da companhia.

O lançamento do livro Commune: 15 anos é possível graças ao projeto “Territórios da Imaginação: 15 anos de Resistência da Commune”, que foi contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Esta foi a primeira e única vez que o grupo foi contemplado pela lei ao longo de sua trajetória.

O lançamento do livro fecha com chave de ouro esse projeto fomentado, após a inauguração da Sala Adilson Barros e da Galeria Cyro del Nero, em homenagem a dois grandes ícones do teatro paulistano.

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SOBRE A COMMUNE – COLETIVO TEATRAL

Fundada em 2003, a COMMUNE é formada por um grupo de artistas produtores que cria e produz espetáculos a partir da pesquisa sobre a comédia física e visual, da linguagem da Commedia Dell’Arte, envolvendo música ao vivo e a releitura e adaptação de obras clássicas e peças do teatro italiano.

Algumas das principais produções do grupo são: “O Inspetor Geral” (2004), “A Verdadeira história de Adão e Eva” (2006), “Arlecchino” de Dario Fo (2007),  “Nem todo Ladrão vem para Roubar” de Dario Fo (2009), “O Mentiroso de Goldoni” (2010), “3 vezes A Igreja do Diabo” (2011), “A Greve das Pernas Cruzadas” (2012),  “Ton Sur Ton e Dois Pra Lá, Dois Prá Cá” de Mario Viana (2014), “Uma Roça de Verão” (2015 ), “A História do Amor da Donzela Teodora e o Valente Jeremias no Sertão de Lampião” (2015), “Anti-Comics, Descontruindo Super Heróis” de Sonia Daniel (2016), “Revisitando o Teatro de Revista – Oba!” (2016), “Histórias de Verão” (2017), Paulicéia Desvairada” (2018), “Morte e Vida Severina e João Cabral de Melo Neto” (2018), “Otelo” (2018) e “Na Cama com Molière – baseado em O Doente Imaginário” -, ambas com direção de John Mowat.

Em 2014, o COMPRESP e Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo declarou a COMMUNE um Bem Imaterial do Município de São Paulo, ao lado de outros 21 grupos teatrais da cidade.  Desde 2006, é um Ponto de Cultura.

O Teatro Commune é um espaço aberto para receber peças, shows, ensaios, cursos, eventos corporativos, comemorações, entre outros.

ALÉM DA MEIA NOITE

“Um dia você terá idade suficiente para ler os contos de fadas outra vez” C. S. Lewis

O projeto Além da meia-noite foi criado pelo ator e escritor Victor Delboni, com a colaboração do artista visual João Galera. Trata-se de um projeto social que vai distribuir exemplares do livro Além da meia-noite em escolas de São Paulo e interior.

A cultura brasileira precisa cada vez mais de incentivos, e essa é a razão principal pela qual esse projeto nasceu. É um projeto em prol da cultura, da educação, daliteratura e das artes visuais.

Queremos, cada vez, mais incentivar as crianças e os adolescentes a pegarem um livro por gosto e não por obrigação, queremos criar o hábito da leitura desde cedo e para sempre, mostrando que dentro de cada livro existe um mundo a ser descoberto. Convidamos a todos a mergulhar nesses novos universos conosco, a descobrir novos horizontes, a conhecer novos personagens.

Um mundo dos sonhos que pode ser construído aos trancos e barrancos, mas mostrando que no final sempre vale a pena. Mostrar a todos que existe mágicadentro de cada um de nós, e que, se realmente acreditamos nisso, podemos conquistar aquilo que querermos.

E sabe como a gente quer mostrar tudo isso? Colocando a mão na massa!

Com o dinheiro arrecadado nessa campanha, serão produzidos 500 livros que serão distribuídos gratuitamente em escolas de São Paulo e interior.

Serão realizadas palestras sobre a construção de um sonho!

O livro Além da meia-noite foi escrito pelo criador desse projeto Victor Delboni, e vai ser ilustrado pelo artista visual João Galera e temos certeza de que o resultado final vai ser um dos livros mais lindos que você já viu!

Mas você deve tá se perguntando: sobre o que é o livro? Em qual a história que eu vou investir?

Você lembra de quando era criança e assistia os contos-de-fadas clássicos, ou quando sua mãe os lia pra você antes de dormir? Além da meia-noite vai resgatar a sua infância e te trazer uma nova versão de um dos contos mais conhecidos da história: A gata borralheira.

Sinopse:

Uma jornalista sonha em ser escritora. Um dia seu caminho cruza com o de uma velha senhora no supermercado que começa a lhe contar uma das histórias mais fascinantes que ela já ouviu.

Inspirado nas histórias de A gata borralheira Cinderella, e com um final surpreendente, Além da meia-noite traz aventuras e romances do mundo dos contos-de-fadas que começam a se confundir com o mundo real.

Você pode ajudar o projeto através do link https://www.catarse.me/alemdameianoite Se não puder ajudar com valor em dinheiro, você pode ajudar na divulgação, compartilhando a matéria…..

YARA AMARAL: A OPERÁRIA DO TEATRO

O ator e dramaturgo, Eduardo Rieche, lançou em São Paulo, o livro “Yara Amaral: A Operária do Teatro”. O evento aconteceu na Blooks Livraria. Conversamos com Eduardo sobre a atriz e o livro.

Resenha
Eduardo Rieche reconstrói a bela trajetória profissional da atriz por meio de uma narrativa que se confunde com a própria história do teatro brasileiro contemporâneo.

Da atuação no teatro amador nos anos 1950 à transformação em extraordinária profissional, esta monumental biografia investiga, com riqueza de informações, a passagem de Yara Amaral pela Escola de Arte Dramática de São Paulo e pelo Teatro de Arena nos anos 1960; a resistência à ditadura militar, o teatro marginal, os grupos cooperativados e as experiências alternativas dos anos 1970; a consagração perante a crítica, a conquista do respeito da classe artística e a adesão ao “teatrão” nos anos 1980.

O livro também narra o caso Bateau Mouche, quando Yara Amaral e mais 54 passageiros, perderam sua vida na noite do dia 31 de dezembro de 1988. O “acidente” está até agora impune.

“Yara Amaral: A Operária do Teatro”
autor: Eduardo Rieche
Editora Tinta Negra
págs: 736
1a edição: 2016