O ASSASSINATO DO PRESIDENTE

Numa noite na Rua do Triunfo, o maior criminoso do Brasil, o rei da Boca do Lixo do século 21, Ulisses, recebe uma prostituta travesti, Penélope, do seu catálogo vip para um encontro antes dele executar, no dia seguinte, o presidente do País. Nessa noite, revelações na vida das personagens as aproximam para sempre, mudando inesperadamente o rumo da história.

Esta é a sinopse do espetáculo da Cia de teatro Pessoal do Faroeste, com texto e direção de Paulo Faria, que retoma temporada no próximo dia 26 de fevereiro, com apresentações sempre às segundas, às 20h. A peça, assim como a maior parte do material produzido pela Cia, segue explorando o entorno da sede do grupo, a região da Luz, onde também está o Memorial da Resistência, que na ficção seria o palco do crime contra o presidente da república.

O espetáculo se desenvolve por meio de diálogos entre as duas personagens, vividos pelo próprio autor/diretor Paulo Faria e a atriz Leona Jhovs. Os diálogos revelam uma relação capaz de mudar o fim da história.

A montagem será apresentada na sede da Cia, que fica na Rua do Triunfo, 301/305, próximo à estação de metrô Luz. A entrada é “pague quanto puder”.

Esta é a segunda temporada. A peça estreou no dia 04 de dezembro de 2017, de segunda a sexta, até o dia 26 de janeiro de 2018 (com intervalo para as festas natalinas), totalizando 25 apresentações. Nesta nova temporada, de 26 de fevereiro a 21 de maio, as apresentações serão somente às segundas-feiras, às 20h.

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O Assassinato do Presidente
Com Leona Jhovs e Paulo Faria
Sede da Cia Pessoal do Faroeste (Rua do Triunfo, 301, Luz, São Paulo)
Duração 60 minutos
26/02 até 21/05
Segunda – 20h
$ – pague quanto puder
Classificação 18 anos

CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS

A partir do dia 5 de julho, o Teatro de Contêiner Mungunzáconstruído na região da Luz com 11 contêineres marítimos, recebe a reestreia do espetáculo CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS. Com Gero Camilo e Victor Mendes, a montagem conta a história de dois atores que abandonam uma companhia e decidem seguir sua carreira juntos.

CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS é o resultado de um encontro entre Brasil e Portugal. O brasileiro Gero Camilo e a portuguesa Luisa Pinto dirigem juntos o espetáculo, que estreou no Festival de Teatro de Matosinhos. A ideia para esse encontro surgiu quando, em 2014, Gero Camilo se apresentou com Aldeotas na primeira edição do Festival de Teatro de Matosinhos, evento voltado para a produção teatral em língua portuguesa. Foi nessa ocasião que Gero e Luisa se conheceram e ela pediu a ele que lhe apresentasse um texto para abertura da segunda edição do festival, para que ela dirigisse.

Gero então mandou CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS, que faz parte de seu livro de contos e textos dramatúrgicos,A macaúba da terra (2002), e sugeriu uma montagem conjunta. A montagem estreou em 2015 com apresentações em Portugal e depois no Brasil.

Arte popular

Para Gero Camilo CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS é uma espécie de crítica social e, sobretudo, uma declaração de amor ao teatro e à vida. “Mais que falar sobre ser artista, a peça lança críticas sobre a forma como a sociedade e o sistema na qual ela está imersa podem ser cruéis com a arte popular”, conta o ator.

E por isso, Gero escolheu o Teatro de Contêiner Mungunzá para reestrear o espetáculo em São Paulo. “Esse novo espaço está trazendo luz para o entorno e seus moradores, além de chamar atenção para a real situação do bairro. A peça fala justamente desta questão tão discutida hoje em dia: a sobrevivência na arte e na vida. É uma comédia que faz pensar, não é só para dar gargalhada”, garante ele.

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Caminham Nus Empeirados
Com Gero Camilo e Victor Mendes
Teatro de Contêiner Mungunzá (Rua dos Gusmões, 43 – Luz, São Paulo)
Duração 75 minutos
05 até 27/07
Quarta e Quinta – 20h
$30
Classificação 12 anos

TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ

As enormes caixas metálicas coloridas instaladas em uma antiga praça abandonada no bairro da Luz, centro da cidade de São Paulo, chamam a atenção de moradores e pedestres. A intervenção artística e arquitetônica, obra da Cia Mungunzá de Teatro, já tem nome: TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ e abre suas portas ao público no dia 11 de março (abertura para convidados dia 10 de março) com a apresentação do premiado espetáculo Luis Antonio – Gabriela, que cumpre temporada de sexta a segunda-feira até 17 de abril.

Levantado em praticamente dois meses o TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ é formado por 11 contêineres marítimos. No espaço cênico, que pode ser utilizado como arena, semi-arena ou palco italiano, dois deles quebram o escuro das caixas com paredes de vidro que possibilitam que atores e plateia possam ver e ser vistos por quem passa pela rua. Lanchonete, escritório, banheiros, camarim e área técnica completam a estrutura, que ocupa 40% do terreno. Na lateral superior da edificação, a pintura branca vai servir como tela de cinema para projeções ao ar livre.

Já do lado externo, todo gramado, um domo geodésico será palco para pequenos shows e contação de histórias. A ideia é que o local se torne uma área de convivência com playground e mobiliário feito com tambores de aço reutilizados, desenvolvido pelo grupo espanhol Basurama e pelo coletivo Assalto Cultural. A área externa conta também com uma horta hidropônica que será mantida por moradores da região.

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Precedente para novos polos culturais

A utilização do terreno, que servia como estacionamento da Guarda Civil Metropolitana, foi firmada em um “termo de cooperação” com a Prefeitura Municipal de São Paulo, onde a Cia Mungunzá será responsável por zelar pelo local durante três anos. Até o momento, já foi investido cerca de R$ 300 mil, em serviços como limpeza do terreno, terraplenagem, instalação elétrica e a compra dos contêineres, vindos de um caixa próprio do grupo, que ano que vem completa 10 anos.

Para Marcos Felipe, um dos integrantes da Cia Munguzá, a ideia é criar uma nova dinâmica para os grupos culturais de São Paulo. “Acredito que abrimos um precedente para a instalação de novos polos culturais”, afirma ele. Já Lucas Beda, outro integrante do grupo, acha que o diálogo com os moradores do entorno e com a própria sociedade é o caminho para repensar a cidade. “Queremos que o TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ se transforme em um local de encontro, onde a população ocupe o espaço sem, necessariamente, ter a obrigação de assistir algo”, explica o ator.

O projeto do espaço foi realizado pela própria Cia Mungunzá de Teatro. O objetivo era fazer uma intervenção arquitetônica e artística sem agredir a cidade. “Optamos pelos contêineres pela concepção sustentável com a possível retirada dos módulos e mudança para outro local”, conta Marcos Felipe.

Programação

Até 17 de abril o espaço sediará apresentações, de sexta a segunda-feira, do espetáculo Luis Antonio – Gabriela. “É o tempo que precisamos para ver efetivamente como funciona o local e assim pensarmos em uma programação dinâmica”, explica Lucas. O TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ já vem recebendo alguns eventos que servem como testes para a futura programação.

Inscrevemos o projeto na Lei Roaunet, mas também estamos tentando fechar parcerias com a Prefeitura de São Paulo e com o Governo do Estado. Também vamos procurar o Sesc para assim conseguirmos montar uma programação multifacetada e que contemple várias linguagens”, acredita Marcos.

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Luis Antonio – Gabriela

Com direção de Nelson Baskerville, Luis Antonio – Gabriela estreou em 2011 e recebeu alguns dos mais importantes prêmios teatrais do estado, como o Shell, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e da Cooperativa Paulista de Teatro (CPT).

Em Luis Antonio – Gabriela o diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luis Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960. O documentário cênico tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luis Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos, onde se transforma em Gabriela.

O espetáculo narra a história de Luis Antonio até o ano de 2006, data de sua morte na cidade de Bilbao, na Espanha. Luis Antonio – Gabriela foi construído a partir de documentos e dos depoimentos do ator e diretor Nelson Baskerville, de sua irmã Maria Cristina, de Doracy, sua madrasta e de Serginho, cabeleireiro na cidade de Santos e amigo de Luis Antonio.

Luis Antonio – Gabriela
Com Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Day Porto.
Teatro de Contêiner Mungunzá (Rua dos Gusmões, 43 – Luz, São Paulo)
Duração 90 minutos
11/03 até 17/04
Sexta, Sábado, Domingo e Segunda – 20h
$30 ($5 – moradores da região)
Classificação 16 anos
A partir do argumento de Nelson Baskerville com intervenção dramatúrgica de Verônica Gentilin.
Direção – Nelson Baskerville.
Diretora Assistente – Ondina Castilho.
Assistente de Direção – Camila Murano.
Direção Musical, Composição e Arranjo – Gustavo Sarzi.
Preparador Vocal – Renato Spinosa.
Trilha Sonora – Nelson Baskerville.
Preparação de Atores – Ondina Castilho.
Iluminação – Marcos Felipe e Nelson Baskerville.
Cenário – Marcos Felipe e Nelson Baskerville.
Figurinos – Camila Murano.
Visagismo – Rapha Henry – Makeup Artist.
Vídeos – Patrícia Alegre.
Produção Executiva – Sandra Modesto e Marcos Felipe.
Produção Geral – Cia Mungunzá de Teatro.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta
Maiores Informações – www.ciamungunza.com.br