DIGA QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU (Opinião)

Diga Que Você Já Me Esqueceu” é o novo trabalho – texto e direção – de Dan Rosseto, e está em cartaz aos sábados, às 21h30, e domingos, às 19h, no Teatro Viradalata.

Dan inspirou-se na obra de Nelson Rodrigues para escrever o texto. Considerado uma tragicomédia, estão presentes arquétipos encontrados nos textos rodrigueanos: a família, com sua organização e conflitos internos; o incesto; a traição; o assassinato como meio de lavar a honra; além do humor negro.

O texto foi construído em capítulos como parte de um folhetim, sendo que “cada cena apresenta ganchos para dar ao espectador a experiência de ter de esperar o jornal do dia seguinte para continuar a história“, afirma o autor.

O espetáculo conta a história de um casal, Sílvio e Lúcia, que no dia do casamento decide revelar seus segredos e frustrações, que estavam guardados ‘a sete chaves’.

O humor negro está presente já no prólogo. A peça começa com um cortejo nupcial, que à medida que os personagens vão entrando no palco, se transforma em uma procissão fúnebre. Isto porque, fechando o cortejo, vêm dois personagens carregando um caixão. O esquife é erguido e fica presente durante toda a história.

Nesta montagem – a terceira e definitiva – os personagens são grotescos, parecem que foram retirados de filmes de terror trash. Usam sobre seus rostos brancos, maquiagens exageradas, com figurinos com ‘ares de antigamente’. O que poderia dar errado, nas mãos da direção é um diferencial positivo da peça.

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O espetáculo traduz-se em um lindo conjunto estético, inspirados em obras de arte. “É um modelo novo de trabalhar, onde a gente – direção cênica – define a estética do espetáculo que queremos contar e estes profissionais – diretor de arte e iluminação – dão uma assinatura em cima da primeira ideia. Por isso que se percebe uma unidade tão grande destes elementos na peça” explica Dan Rosseto.

Outro ponto positivo que vale realçar é o trabalho dos atores. Um elenco bem selecionado e muito bem dirigido. Os oito atores formam uma unidade, mas alguns personagens nos saltaram mais aos olhos – Dona Querubina (Juan Manuel Tellategui), a matriarca da família; Selma (Marjorie Gerardi), uma das primas de Lúcia; e Teresa (Larissa Ferrara), a irmã de Sílvio. Ou seja, três personagens femininos que demonstram a importância e o poder feminino.

Por que você tem que ver?

Gosta de textos de – e inspirados em – Nelson Rodrigues;

Gosta do trabalho de Dan Rosseto;

O conjunto estético da montagem;

O elenco.

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Diga Que Você Já Me Esqueceu
Com Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia
Coros dos vizinhos (em fotos): André Grecco, Carolina Stofella, Giovanna Marqueli, Glória Rabelo, Rodrigo Castro e Samuel Carrasco
Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387 – Sumaré, São Paulo)
31/03 até 27/05
Duração 105 minutos
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos

À ESPERA

Com direção de Hugo Coelho, o espetáculo À Espera, de Sérgio Roveri, estreia no dia 11 de maio (sexta, às 20h) na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

Com elenco formado por Ella BellissoniJean Dandrah e Regina Maria Remencius, a história traz três personagens que podem estar em qualquer lugar, em qualquer tempo: duas mulheres, sem nenhum tipo de memória acordam todos os dias na mesma hora, à espera de algo – até que um dia recebem a visita inesperada de um homem que veio comemorar um aniversário.

A ação acontece no despertar do que deveria ser um sono profundo, Uma (Remencius) e Outra (Bellissoni) se deparam com o sol que insiste em nascer todos os dias, numa indecifrável realidade. Uma é a mais velha. Não anda, vive na cadeira de rodas, não dorme nunca, não sonha e gosta de falar. À noite, conta os pingos que caem de uma torneira e, durante o dia, ocupa-se ouvindo relatos dos sonhos de Outra. Uma não tem memória, nem lembrança do passado. Outra é jovem e cuida de Uma. Sente medo. Dorme, sonha e inventa sonhos para entreter Uma. Ela também não tem memória de quem foi. Ambas não sabem como foram parar ali e esperam que um dia haja explicação para tamanha espera.

Ele (Dandrah) chega sem avisar para uma festa de aniversário, trazendo duas garrafas de bebida, a promessa de um bolo e algumas histórias. Ele conta que em uma festa já foi capaz de cantar 137 vezes uma mesma canção. Logo após sua chegada, Outra aproveita para sair e conhecer o mundo lá fora, e volta com algumas respostas.

Sérgio Roveri diz que o texto, escrito há cerca de dois anos, foi inspirado em uma imagem do juízo final que sempre o perseguiu, desde criança. “Como seria acordar em um (não) lugar apocalíptico e nada acontecer? Embora não saibam exatamente o que estão fazendo ali, os personagens têm as mesmas inquietações, têm a consciência de que haja algum propósito. Estariam aguardando o tal dia do juízo final?”. Ele explica ainda que, nessa espera atemporal, o que os une talvez seja a esperança. “Eles podem representar o fim, mas nada impede que seja também um início. Ainda que o juízo final seja um conceito muito ligado à religião, não é esta particularidade que o texto aborda“, completa o autor”.

Ao contrário do que seria um espetáculo realista, À Espera coloca o espectador diante da intrigante historia dessas personagens que se encontram em lugar e tempo indefinidos. “Apesar de não terem qualquer pista que as remetam a alguma ideia de tempo e identidade, essas mulheres não se desesperam”, diz Bellissoni. “Ao levar uma existência misteriosamente rotineira, acreditam que algo maior está por acontecer, que alguma coisa pode alterar ou mesmo dar um sentido a um cotidiano tão vazio. Não é uma espera por acomodação. Não tem outra possibilidade”, diz Remencius.

Embora se encontrem em uma situação de contornos extremados, os três personagens podem ser uma metáfora do ser humano diante do risco, do perigo, do desconhecido e, principalmente, diante da necessidade de reconstrução. Abordando a impossibilidade de entendimento da vida, do significado da nossa existência, a peça questiona dois caminhos possíveis, o da desistência ou da possibilidade de enfrentá-la. Para o diretor Hugo Coelho, “À Espera é um texto que induz à reflexão. Não reafirma certezas, propõe questionamentos sobre nossos posicionamentos diante da vida, fazendo do teatro um espaço de reflexão crítica sobre a realidade. A falta de memória – dos personagens assim como da nossa história – nos impossibilita de construirmos uma identidade e decidirmos o nosso destino”.

Sobre a encenação, Sérgio Roveri diz que sua expectativa é estética: ver no palco o olhar do diretor e dos atores para algo que ele, talvez, nem enxergasse ao escrever a peça. “O que me surpreende sempre é a expansão do entendimento”, afirma ele. “À Espera pretende ser um espelho por vezes poético, por vezes trágico, por vezes comovente de um mundo onde aflição e conformismo travam um debate eterno”, finaliza o autor.

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À Espera
Com Ella Bellissoni, Jean Dandrah e Regina Maria Remencius. 
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala 7 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
11/05 até 07/07 (entre 24/5 a 2/6 não haverá apresentação)
Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 16h e 18h
Ingressos: Grátis (retirar com 1h de antecedência)
Classificação 14 anos

FOREVER YOUNG

De forma poética e bem-humorada, Forever Young aborda a vida de seis grandes atores que representam a si mesmos no futuro, quase centenários. Apesar das dificuldades eles continuam cantando, se divertindo e amando. Tudo acontece no palco de um teatro, que foi transformado em retiro para artistas, sempre sob a supervisão de uma enfermeira. Quando ela se ausenta, os simpáticos senhores se transformam e revelam suas verdadeiras personalidades através do bom e velho rock’n’roll e mostram que o sonho ainda não acabou e que eles são eternamente jovens.

A comédia musical consegue relatar não apenas o problema da exclusão social na “melhor idade”, mas também aborda questões sobre a velhice com muito humor e músicas que marcaram várias gerações. Os hits são sucessos do rock/pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 90. Músicas que são verdadeiros hinos como I Love Rock and RollSmells Like a Teen SpiritI Wil SurviveI Got You BabeRoxanneRehabSatisfactionSweet DreamsMusicSan FranciscoCalifornia DreaminLet It BeImagine, e a emblemática Forever Young. Já o repertório nacional conta com canções como Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás de Raul Seixas, Do Leme ao Pontal de Tim Maia e Valsinha de Chico Buarque.

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Forever Young
Com Nany People, Saulo Vasconcelos, Janaina Bianchi, Rodrigo Miallaret, Marcos Lanza, Carol Bezerra e Rafael Marão
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 100 minutos
30/05 até 05/07
Quarta e Quinta – 21h
$50/$70
Classificação 10 anos

O LEÃO NO INVERNO

Texto inédito no Brasil, do americano James Goldman (1927 – 1998), com direção de  Ulysses Cruz traz uma história que envolve intrigas no castelo do Rei Henrique II, da Inglaterra, quando sua família se reúne para as celebrações de Natal.

Na meia-idade, mas ainda forte e poderoso, Henrique mantém sua esposa, a lendária rainha Eleanor, de Aquitânia, confinada em uma torre, por alta traição. Nas festas de fim de ano, ele a solta e a convida para se juntar à família. Eleanor aproveita a oportunidade e começa a conspirar, pois quer influir na sucessão de Henrique. A personagem luta para que seu filho mais velho, Ricardo, o futuro “Coração de Leão”, seja o próximo rei. Henrique, por outro lado, prefere o filho caçula, que ficará, mais tarde, conhecido como João “Sem-Terra”.  Já o filho do meio, Geoffrey, está apenas interessado em obter as maiores vantagens, qualquer que seja o escolhido para ocupar o trono. A peça também conta com a bela princesa Alais, amante de Henrique, e Philip, rei da França, irmão de Alais.

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O Leão no Inverno
Com Regina Duarte, Leopoldo Pacheco, Caio Paduan, Filipe Bragança, Camila dos Anjos, Michel Waisman e Sidney Santiago.
Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 100 minutos
18/05 até 29/07
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40/$80
Classificação 12 anos

O ADVOGADO DE DEUS

O livro “O Advogado de Deus”, um dos mais emblemáticos romances de autoria de Zíbia Gasparetto e que já vendeu milhares de exemplares, volta aos palcos trazendo música, figurinos e o glamour da década de 50.

O enredo traz temas atuais como a ética na política e nos relacionamentos pessoais e profissionais e o imenso valor de um advogado corajoso e ético que defende um injustiçado em luta para restabelecer a justiça, reavendo o que é seu por direito. Além disso, aborda o conflito entre pais e filhos e o confronto de valores entre gerações.

A PRODUÇÃO

Este espetáculo encanta pela atualidade dos assuntos abordados, pela dramaticidade do enredo e pela produção. E para retratar uma época tão glamorosa a equipe de produção recriou mais de uma centena de figurinos da época, com roupas e sapatos originais, além do cuidado com objetos de cena como um grandioso móvel com rádio embutido.

A trilha sonora é um show à parte, com músicas encantadoras e inesquecíveis e até mesmo os famosos jingles de rádio e televisão. Além de duas canções interpretadas ao vivo e duas coreografias especialmente criadas para o espetáculo.

O elenco conta com 11 atores em cena que interpretam 20 personagens, e também participações especiais como Ronnie Von, em vídeo e Mamma Bruschetta, em off.

SINOPSE

No Rio de Janeiro, em 1951, uma época de muito romance e idealismos, Alberto volta da Inglaterra para lutar na justiça a fim de reaver uma herança e sua verdadeira identidade, Marcelo Camargo de Melo, roubadas por seu primo José Luís Camargo. Daniel Rezende é o jovem advogado idealista que aceita defender em juízo a causa de Alberto.

Muitos crimes foram cometidos para que a herança pudesse ficar em posse de José Luís Camargo, não só o sequestro de Alberto, mas também o assassinato de seus pais e de seu avô. Estes crimes ocorridos entre 1931 e 1933 envolvem muitos cúmplices e testemunhas que vão a julgamento em um caso que chocou a sociedade carioca.

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O Advogado de Deus
Com Cássio Valero, Eduardo Sampaio, Fernanda Cunácia, Marcus Vinícius Máximo, Marisol Cordeiro, Maritta Cury, Marvin Tevian, Rick Conte, Rodrigo Giacomin, Rosa Guimarães e Tadeu Menezes. Participação especial Ronnie Von (em vídeo), Marcelo Pissardini, Arlete Montenegro e Mamma Bruschetta (todos em off).
Teatro Santo Agostinho (R. Apeninos, 118 – Liberdade, São Paulo)
Duração: 90 minutos
08/04 até 27/05
Domingo – 20h
$60
Classificação: Livre

EU SEI EXATAMENTE COMO VOCÊ SE SENTE

Considerado um dos artistas mais prestigiados do teatro britânico a discutir a questão da homoafetividade, o dramaturgo, diretor e tradutor Neil Bartlett tem suas obras investigadas pelo Núcleo Experimental em Eu sei exatamente como você se sente. O espetáculo estreia no dia 17 de abril, no Teatro do Núcleo Experimental, e segue em cartaz até 30 de maio, com sessões às terças e quartas-feiras, às 21h.

A montagem parte dos solos “Onde está o amor?”, “É pra isso que servem os amigos”, “O que você vai fazer?”, “Improvável” e “O meu amor é forte assim” para apresentar depoimentos do próprio Barlett sobre o que é ser homossexual na sociedade contemporânea. O medo da agressão e da homofobia, o desejo e a necessidade de uniões afetivas, o relacionamento com os pais e (eventualmente) os filhos, a coragem de lutar pelos direitos dos LGBTTs, o estigma do HIV são algumas das muitas das questões discutidas em cena.

Essas obras, assim como muito do meu trabalho, estão particularmente preocupadas em transmitir ternura, dignidade, paixão e coragem. Ao enfatizar o simples ato de falar – falar em voz alta – elas nos fazem lembrar (eu espero) que essas qualidades ainda são – mesmo que a cultura vigente queira dizer o contrário – a base da nossa experiência comum nesta vida”, reflete o autor.

Numa encenação pautada pela simplicidade, os atores Fabio Redkowicz, Paulo Olyva, Pedro Silveira e Zé Henrique de Paula são acompanhados ao vivo pelo pianista Rafa Miranda e pelo violoncelista Felipe Parisi.

SINOPSE

A partir dos monólogos “Onde está o amor?”, “É pra isso que servem os amigos”, “O que você vai fazer?”, “Improvável” e “O meu amor é forte assim”, do dramaturgo britânico Neil Barlett, a peça cria uma colcha de depoimentos do próprio autor sobre o que é ser homossexual na sociedade contemporânea. São discutidos temas como o medo da homofobia, o desejo e a necessidade de uniões afetivas, o relacionamento entre pais e filhos, a coragem de lutar pelos direitos dos LGBTTs e o estigma do HIV.

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Eu sei exatamente como você se sente
Com Fabio Redkowicz, Paulo Olyva, Pedro Silveira e Zé Henrique de Paula
Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 70 minutos
17/04 até 30/05
Terça e Quarta – 21h
$40
Classificação 14 anos

DIGA QUE VOCÊ JÁ ME ESQUECEU

Inspirado no universo do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) e no movimento expressionista, estreia no dia 31 de março no Teatro Viradalata o espetáculo Diga que Você já me Esqueceu, com texto e direção de Dan Rosseto.

A tragicomédia apresenta temas comuns à obra de Nelson Rodrigues. As cenas com forte presença expressionista na luz, figurino e encenação, os personagens lidam com situações em que devem explorar suas motivações, fantasias, desejos secretos e a autopunição.

Durante a apresentação o público passeia, dentro de um contexto artístico com capacidade total de catarse, por sensações provocadas intencionalmente pelos atores o que torna possível motivar, podar, punir, seduzir, fantasiar, chocar e fazer refletir.

A peça repousa sobre a palavra, trabalhada dramaticamente e resulta em uma poesia e a fragilidade que se funde com o poético. Para dar um ar mais expressionista, diversas cenas foram inspiradas em obras de arte.

No elenco os atores Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia, dão vida aos personagens da obra de Rosseto.

Sinopse: Inspirado no universo Nelson Rodrigues e no movimento expressionista, o espetáculo conta a história do dia do casamento de Silvio e Lúcia, um casal unido pela família que guarda em ambos os lados muitos segredos que estão à beira de serem revelados durante a cerimônia. A peça tem imagens inspiradas em obras de artes.

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Diga Que Você Já Me Esqueceu
Com Ana Clara Rotta, Daniel Morozetti, Carol Hubner, Juan Manuel Tellategui, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Nalin Junior e Pablo Diego Garcia
Coros dos vizinhos (em fotos): André Grecco, Carolina Stofella, Giovanna Marqueli, Glória Rabelo, Rodrigo Castro e Samuel Carrasco
Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387 – Sumaré, São Paulo)
31/03 até 27/05
Duração 105 minutos
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$60
Classificação 14 anos