A CASA DE BERNARDA ALBA

A aclamada peça de Federico García Lorca, em uma surpreendente adaptação feita só com homens, nos leva ao pequeno povoado de Andaluzia, em uma Espanha pré-guerra civil.

A sociedade é machista e o nome e a honra contam mais do que a vida e os prazeres carnais.

A austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura.

Bernarda tem cinco filhas e todas se interessam por um único homem do vilarejo, que é prometido à filha mais velha: Angustias. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados, e se digladiam longe dos olhos da mãe.

Nessa montagem especial, homens interpretam essas mulheres sem amantes, mostrando o quão brutas e fortes podem ser as personagens de Lorca que metaforizam os soldados da guerra civil espanhola.

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A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Caio Gorzoni, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Pedro Ruffo, Thiago Marangoni, Miguel Langone, Gustavo Dittrichi e Dan Rodrigues
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
31/03 até 05/05
Sexta – 21h
$50
Classificação 12 anos

 

BAIXA TERAPIA

Antonio Fagundes, Mara Carvalho, Alexandra Martins, Ilana Kaplan, Fábio Espósito e Bruno Fagundes, sobem ao palco do Teatro Tuca, em Perdizes, para a estreia do espetáculo Baixa Terapia.

O figurino e a cenografia da peça – com texto escrito pelo argentino Matias Del Federico, com adaptação de Daniel Veronese, tradução de Clarisse Abujamra e direção de Marco Antônio Pâmio – são assinados por Fábio Namatame, publicitário e artista plástico com ampla experiência em direção de arte, cenário e figurino para teatro, ópera, publicidade, cinema e TV.

Eu vi a montagem original para me inspirar. Como o cenário todo é um lugar sugerido, não um lugar físico, já que não tem paredes nem nada, optei por cores alegres e formas neutras, para ficar aconchegante tanto para os atores, quanto para o público. Além disso, me inspirei no pintor Piet Mondrian, que eu gosto muito e tem obras de arte nas cores do cenário: azul, vermelho e amarelo, além do branco e  preto, presente nos figurinos”, comenta Fábio.

Ganhador de prêmios como Shell, Apetesp e APCA, Fábio Namatame já foi responsável pela arte visual de Vermelho, última montagem de Antonio e Bruno Fagundes no Teatro Tuca.

O Fábio é um grande parceiro e artista. Resolvemos apostar nele para estar com  a gente em mais uma montagem”, comenta Antonio Fagundes.

Para o figurino, Fábio conta que buscou opções na essência de cada um e no que imaginava ser a personalidade de cada personagem. “Todas as peças de roupa, na verdade, foram escolhidas para que os personagens parecessem reais. Busquei o que cada um precisava transparecer com o texto e escolhi um figurino realista, já que a peça retrata problemas que podem acontecer com qualquer pessoa”, finaliza Fábio.

Baixa Terapia

Em cartaz em São Paulo a partir de 17 de março, Baixa Terapia é uma debochada comédia com um final que pega todos de surpresa. Três casais que não se conhecem, se encontram inesperadamente em um consultório para sua sessão habitual de terapia, mas dessa vez descobrem que a psicóloga não estará presente.

Ela deixou a sala preparada para recebê-los com um pequeno bar onde não falta whisky e uma mesa com envelopes, contendo instruções de como deverão conduzir essa sessão.

O objetivo é que todas as questões sejam resolvidas em grupo. Cada envelope traz uma situação mais engenhosa que a outra, transformando a sessão num caos hilariante.

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Baixa Terapia
Com Antonio Fagundes, Mara Carvalho, Alexandra Martins, Ilana Kaplan, Fábio Espósito e Bruno Fagundes
Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 80 minutos
17/03 até 29/06
Sexta – 21h30; Sábado – 20h; Domingo – 19h
$60/$80
Classificação 14 anos
 
Texto: Matias Del Federico
Adaptação: Daniel Veronese
Tradução: Clarisse Abujamra
Direção: Marco Antônio Pâmio
Acessibilidade: Steno do Brasil
Assessoria Jurídica: OLN Advogados.
Assessoria de imprensa: Coletiva Comunicação.
Assistente administrativo: Gustavo de Souza.
Diretor de produção: Carlos Martin.

COLÔNIA PENAL

A abordagem da condição humana e social implícita nas obras de Kafka é de uma atualidade desconcertante; e se aproxima do que julgamos urgente e fundamental discutir na sociedade contemporânea. Kafka nos dá uma visão ampla e original do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. A opressão, o aprisionamento e a desesperança deste homem que traz em si as marcas de sofrimento de um mundo alienado são temas recorrentes em sua obra.

O escritor Checo faz uma análise crítica sobre o instituto da pena, analisando os seus limites, a sinistra imposição de penas baseadas em castigos corporais pelo Estado e ilustra com clareza e precisão as barbáries que constituíam as técnicas medievais na aplicação desses castigos punitivos. É uma crítica aberta aos regimes despóticos nos quais o processo judicial e o direito de liberdade são subjulgados.

O espetáculo propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: Numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro;na estranha relação entre o poder oficial e o condenado.

O coreógrafo Sandro Borelli e Grupo ampliam a pesquisa em direção as torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 60,70 e 80 resultando com a morte e desaparecimento de centenas de brasileiros contrários ao regime da época.Constrói uma estrutura de gestos, ações e movimentos resultando uma dramaturgia corporal teatralizada, para gerar um jogo de tensão no espectador.

Colônia Penal caracteriza-se como um atentado contra a dignidade humana. É o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira.

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Colônia Penal
Com Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion.
Kasulo Espaço de Arte e Cultura (Rua Souza Lima, 300 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 70 minutos
30/03 até 23/04
Quinta, Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Ingressos: um quilo de alimento não perecível
Classificação 16 anos
 
Concepção, direção e coreografia: Sandro Borelli
Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues
Fotografia: Júnior Cecon
Luz: Sandro Borelli
Figurino e cenário: Grupo
Preparação Corporal: José Ricardo Tomaselli e Vanessa Macedo
Direção de produção: Júnior Cecon
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

ATREVIDO

Já ouviu falar de Gustavo Mendes? Se você não frequenta o mundo do humor na Internet, talvez não. Mas é bom prestar atenção no ator e comediante que é bem conhecido por lá – tem mais de 300 mil pessoas inscritas em seu canal no Youtube e 469 mil curtidas em sua página oficial do Facebook. O mineiro de Guarani – que ficou famoso nas redes sociais por sua hilária interpretação da ex-presidente Dilma – apresenta seu o novo show Atrevido a partir de 17 de março no Teatro Morumbi Shopping.

Com experiência de palco e respaldado pelo recurso da projeção de vídeos em telão, o humorista pretende deixar a plateia à vontade no novo show. Gustavo – que assina os textos ao lado de Gueminho Bernardes – também vai interagir com outras entidades mais diretamente presentes na sua rotina: sua mãe, seu analista, alguns dos seus amores e pessoas comuns que querem saber da sua vida. Atrevido mostra um artista mais maduro, com uma carreira solidificada e novas histórias para contar.

Gustavo Mendes também interpreta sua galeria de tipos icônicos – os cantores Roberto Carlos, Maria Bethânia, Ana Carolina, Fagner, Belchior e Zé Ramalho e os apresentadores Xuxa e Sérgio Chapelin, além da personagem Dilma, responsável por cativar sua legião de fãs.

Eu amo TV e Teatro, guardo meus trunfos de comédia para esses ambientes (quem for assistir ao show irá se surpreender!). Caí na rede de paraquedas e lá fiz muito sucesso por conta da Dilma, mas aposto no teatro e faremos uma temporada histórica esse ano, primeiro aqui em São Paulo, depois viajando o Brasil!

Atuante na TV e nos palcos, em abril, o artista começa a gravar as novas temporadas das séries do Multishow – Treme Treme e Xilindró. Gustavo Mendes – que hoje coleciona mais de 20 milhões de visualizações no Youtube – começou profissionalmente no Show do Tom, na TV Record.

Depois passou pelo Casseta&Planeta – Vai Fundo, interpretou o colunista social Eloy di Marco na  novela Cheias de Charme e integrou o elenco de comediantes de Zorra Total (onde criou mais de 10 personagens), todos da Globo. Gustavo também integrou o elenco da Rede Bandeirantes de Televisão no programa Agora é Tarde, com o humorista Rafinha Bastos.

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Atrevido
Com Gustavo Mendes
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acacias, São Paulo)
Duração 90 minutos
17/03 até 30/04
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$70/$80
Classificação 14 anos

 

CAFÉ AZEDO

Propondo um mergulho no universo feminino, Café Azedo estreia dia 29 de março, às 21h, no Teatro Pequeno Ato. O espetáculo é inspirado no conto homônimo de Paula Mandel, que também é responsável pela dramaturgia. A direção é de Einat Falbel (que também está no elenco) e Giseli Ramos. No elenco, além de Einat, estão Angela Fernandes e Camila Leitte.
 
Na trama, três mulheres observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. A identidade de cada uma se revela aos poucos em fluxo de consciência. Sem jamais dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções. A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias.
 
Para a composição do espetáculo, serviram como referência o escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira e seu narrador sentado na confeitaria a divagar sobre velhice e morte, conversando mentalmente com os demais frequentadores na obra Minha Mãe Se Matou Sem Dizer Adeus.
 
Outra referência vem do romance Mrs. Dalloway, da britânica Virginia Woolf (1882-1941). Um romance com intensa troca de ponto de vista narrativo. Cada personagem vai passando o bastão à próxima em um enredo que se passa num único dia.
 
O texto do espetáculo procura gerar empatia, apostando no poder dos encontros, quando um sorriso ou um gesto produzem micro – às vezes macro – transformações. Três mulheres interagindo num plano imaginário. São mulheres com histórias díspares, cada uma com suas dores, suas cores. Neste mergulho fomos nos dissolvendo e misturando nuances, encontrando matizes comuns”, diz a autora.
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Café Azedo
Com Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel. Eliane Sombrio (stand -in)
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
29/03 até 01/06
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos
 
Dramaturgia: Paula Mandel.
Direção: Einat Falbel e Giseli Ramos.
Desenho de Luz: Yuri Cummer.
Figurino: Veridiana Toledo.
Cenografia: João Alfredo Liébana Costa.
Colaboração: Pedro Granato e Teatro do Pequeno Ato.
Produção: Confraria das pequenas mentiras.
Fotografia e Visagismo: Gleiber Felix.
Desenho de Som: Franco de Paula.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

NÃO SOMOS AMIGAS

Novo texto de Michelle Ferreira Não Somos Amigas estreia dia 27 de março às 20h no Sesc Consolação. A peça tem direção de Maria Maya e o elenco é formado por Lulu Pavarin e Sabrina Greve.

A peça desafia o público a desvendar a relação entre duas mulheres que discutem em um apartamento perto do aeroporto.  É um labirinto retórico onde amor e ódio se revezam, colocando à prova nossas certezas sobre o significado do amor incondicional. Afinal, quem são elas, por que estão ali e o que realmente está acontecendo?

Depois de mais de dez textos escritos e encenados, no Brasil e no exterior, Michelle Ferreira inaugura uma nova fase do seu trabalho: a escalada irracional. “O irracional nos guia mais, não necessariamente melhor, mas bem mais do que o racional. Temos que admitir que a racionalidade não é uma grande coisa e nem nos levou a um lugar tão elevado. Muitas vezes desprezamos o corpo e suas sensações, e somos domesticados por primícias que nem se quer acreditamos. O espetáculo é que fala da vida e da morte, emociona o público e o leva à reflexão. É um tratado de memória, de conflito e de amor, com o qual é possível dialogar com as sensações de quem assiste”.

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Não Somos Amigas
Com Lulu Pavarin e Sabrina Greve.
Sesc Consolação – Espaço Beta (R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
27/03 até 18/04
Segunda e Terça – 20h
$20 ($ 6,00 -credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
 
Texto: Michelle Ferreira. 
Direção: Maria Maya. 
Diretora Assistente: Cynthia Falabella. 
Figurino: Tatiana Brescia. 
Desenho de Luz: Aline Santini. 
Sonoplastia: Aline Meyer. 
Cenografia e Design Gráfico: Amanda Vieira. 
Fotografia: Ligia Jardim. 
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. 
Produção Executiva: Fernanda Moura e Renata Araújo.
Produção: Impacto R e Palimpsesto Produções Artísticas. 
Assistente de Produção: Taís Luna. 
Idealização e Direção de Produção: Lulu Pavarin. 

AOS DOMINGOS (OPINIÃO)

“É domingo. Dia de visita. Dona Evangelina está na porta da sua casa recebendo os convidados. A medida em que vão entrando, a simpática senhora, acompanhada de seu marido, Petrônio, vai oferecendo cadeiras para todos se sentarem na sala de estar. Ao centro, uma mesa posta com uma garrafa térmica de café, xícaras, um bolo recém assado, biscoitos caseiros.

O casal recebe todos com hospitalidade. Sempre conversando, oferecendo mais uma xícara de café, um pedaço de bolo, fazendo com que todos sintam-se a vontade. Uma autêntica casa de avós.

Durante a peça, vamos conhecendo mais a fundo o casal. Esquecidos por seus filhos, convidam estranhos para um café ao final da tarde de domingo. É a maneira de poderem conversar e se sentirem lembrados. E também é a forma com que Petrônio encontrou para manter a sua esposa, que tem mal de Alzheimer, viva e acolhida”.

Primeiro texto de Adriano Tunes (dona Evangelina), “Aos Domingos” trata de dois assuntos interligados – a memória e a falta dela. A memória através da saudade dos pais, que relembram de seus filhos com um carinho; de seus momentos pessoais; dos esforços que fizeram para que os filhos se tornassem adultos. Mas ao mesmo tempo da falta da memória: seja a dos filhos que esquecem seus pais, que não os visitam mais; quanto do mal de Alzheimer, que faz com que os enfermos se esqueçam, mas que não deixa nunca que seus cuidadores se esqueçam de quem seus companheiros foram e são.

Eu quis escrever pensando no lado de quem fica, pois quem fica, fica sempre à espera, fica com saudade, se limita a viver à espera do outro e muitas vezes sem nem sequer saber o que esperar. Quem fica ama, um amor incondicional e na maioria das vezes inexplicável, um amor que só se entende quando se vive e só se vive através da solidão. Quero fazer com que as pessoas saiam do teatro e pensem em seus pais, coloquem a mão no celular e liguem para eles“, ressalta Adriano.

Não tem como não se impressionar com a atuação de Adriano Tunes. Com os cabelos vermelhos, por causa do “O Musical Mamonas” (onde interpreta o tecladista Júlio Rasec), Adriano incorpora todos os toques e gestuais de uma senhora. O tremor das mãos, o segurar do vestido, o sorriso no rosto, o andar arrastado pelo peso da idade. Não tem como olhar para dona Evangelina e ver um homem a interpretando. Pela magia do teatro, você vê através de Adriano, uma senhora.

Adriano também mostra todas as mudanças de humor que passam os pacientes que tem o mal de Alzheimer. Vai da alegria, ao esquecimento total, passando pela raiva. Uma raiva que, na peça, é quando ela consegue ter um momento de lucidez e perceber o quão foi esquecida pelos seus descendentes, e que está numa sala com um bando de estranhos.

Emerson Grotti (“Roleta Russa“) é o ator que interpreta Petrônio. Ambos, Emerson e Adriano, trabalham em sintonia, num perfeito jogo teatral, onde o trabalho de um é apoiado pelo do outro. Emerson vai caminhando aos poucos para seu ápice, quando explica a todos, ao final da peça, o motivo do porquê daquela tarde de café aos domingos.

Tem-se ainda que destacar o trabalho de direção de Bernardo Berro (“O Musical Mamonas“), que costura uma história que facilmente cairia para o lado piegas e de sentimentalismo barato. Faz com que o público vá se envolvendo nessa história comum de um casal de idade, mas com tanto para transmitir e se pensar depois.

O figurino e cenário é de Fábio Namatame, e a trilha sonora original de Peter Mesquita e Edson Penha.

Não esqueça de levar um lenço para as lágrimas que, certamente, irão teimar em aparecer.

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Aos Domingos
Com Adriano Tunes e Emerson Grotti
Espaço Cutucada Cultural (Rua Matias Aires, 61, Casa 3 – Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
21/03 até 18/04
Terça – 19h30 e 21h
$60
Texto: Adriano Tunes
Direção: Bernardo Berro
Figurino e Cenário: Fábio Namatame
Trilha Sonora: Peter Mesquita e Edson Penha
Produção: Valentina Produções
Fotos e Vídeos: Félix Graça
Preparação Corporal: Gisele Nallini
Preparação Vocal: Bernardo Berro
Arte Gráfica e Ilustrações: Bruno Nitz
Coreografia: André Luiz Odin e Marco Azevedo
Assessoria de Imprensa: Atreva-se Comunicação