BIBI, UMA VIDA EM MUSICAL

Ontem [25 de março],  Bibi Ferreira foi assistir, pela primeira vez, ao espetáculo que conta sua trajetória profissional e pessoal, “Bibi, uma Vida em Musical“, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no RJ, até 1 de abril, de onde segue para temporada em SP, no Teatro Bradesco, a partir de 4 de maio.

Bibi entre Amanda Acosta e Tadeu Aguiar elenco Foto Carlos Costa 2287.jpg

A vida de Bibi, 95 anos de idade e 77 de carreira, é contada do nascimento aos 90 anos, por Amanda Acosta, como Bibi, e mais 18 atores-cantores, sob direção de Tadeu Aguiar, com texto de Artur Xexéo e Luanna Guimarães. Uma mulher à frente de seu tempo, que desfazia casamentos para perseguir a carreira de atriz, isso nos anos 1940, que lançou Maria Della Costa e deu a Cacilda Becker seu primeiro protagonismo, entre outras apostas. Estrelou My Fair Lady, Alô Dolly, Homem de la Mancha, Gota d’Água e Piaf. Em 2003, Bibi foi enredo da Viradouro, e aos 90 anos, chegou aos palcos da Broadway, seu sonho de menina.

Bibi, Uma Vida em Musical
Com Amanda Acosta, Analu Pimenta, André Luiz Odin, Bel Lima, Caio Giovani, Carlos Darzé, Chris Penna, Fernanda Gabriela, Flavia Santana, Guilherme Logullo, João Telles, Julie Duarte, Leandro Melo, Leo Bahia, Leonam Moraes, Luísa Vianna, Moira Osório, Rosana Penna, Simone Centurione.
Teatro Oi Casagrande (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro)
Duração 140 minutos
05/01 até 01/04
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 19h
$50/$150
Classificação 10 anos

A NOVIÇA REBELDE (COLETIVA DE IMPRENSA)

Nesta sexta feira, 23 de março, foi apresentada a imprensa três números musicais do novo espetáculo da dupla Möeller & Botelho – “A Noviça Rebelde“, em parceria com o Atelier de Cultura.

O que se vê agora não é uma remontagem da primeira apresentação em 2008. Passaram-se os anos, a realidade do Teatro Musical é outra, têm-se novos atores e técnicos. Com isso, o espetáculo é algo novo, assim como se encontra nas montagens anuais dos textos de Shakespeare e óperas, por exemplo.

Da primeira montagem, vieram Malu Rodrigues, que de filha passa a interpretar a noviça Maria; e Larissa Manoela, que interpretou a caçula da família Von Trapp e agora foi promovida a irmã mais velha, Liesl.

Abaixo os três números apresentados e no link, a galeria de fotos do espetáculo.

 

 

A Noviça Rebelde
Com Malu Rodrigues, Gabriel Braga Nunes, Larissa Manoela, Marcelo Serrado, Alessandra Verney, Diego Montez, Gottsha, Marya Bravo, Luiz Guilherme, Nabia Vilella, Marianna Alexandre, Roberto Arduin, Fabio Barreto, Carlo Porto, Raquel Antunes, Jana Amorim, Ana Catharina Oliveira, Chiara Gutierri, Laura Visconti, Lia Canineu, Luiza Lapa, Talita Silveira, Vânia Canto, Marcelo Ferrari, Thiago Perticarrari, Lara Suleiman, Andrei Lamberg, Leonardo Cidade, Nicolas Tulchesky, Beatriz Dalmolin, Gigi Patta, Melissa Hendrick, Dudu Ejchel, Michel Singer, Nicolas Cruz, Bia Brumatti, Martha Nobel, Valentina Oliveira, Catharina Colela, Giovanna Lodes, Lorena Queiroz, Danny Prince, Laura Pavan e Maria Eduarda Agois.
Teatro Renault ( Av. Brigadeiro Luis Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 165 minutos
28/03 até 27/05
Quarta, Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 15h e 20h
$150/$310
Classificação Livre

PUNK ROCK

‘Punk Rock’ é o texto de um dos mais importantes e renomados dramaturgos mundiais contemporâneos, Simon Stephens e ganha pela primeira vez montagem no país, pela Cia da Memória, formada por Ondina Clais e Ruy Cortez, que assinam a direção artística e a concepção do projeto que prevê a encenação de cinco obras que desdobram temas autônomos, vistos sob a perspectiva do feminino.

A estreia é dia 16 de março, no Centro Cultural São Paulo, sala Jardel filho, em temporada de quatro semanas, sempre as sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h.

‘Punk Rock’ é a segunda montagem da pentalogia e aborda o bullying e a violência nas escolas. O texto faz crítica ao elitismo do ensino, à disputa entre os vestibulandos dentro das instituições escolares, ao vestibular como afunilamento social e a forte presença do bullying nesse meio.

É preciso dar vazão à potência do texto de Simon e o que ele nos diz sobre a contemporaneidade e sua respectiva construção do sujeito social. Ainda que o bullying seja identificado como o principal motivo para a execução de massacres, não temos efetivamente políticas e diretrizes unificadas de identificação desses casos e métodos para lidar com essa questão a tempo, antes que outras tragédias aconteçam. Precisamos fomentar projetos nesse sentido, precisamos entender isso como uma questão de saúde, educação e segurança. ”, diz Ondina Clais, diretora da montagem junto com Ruy Cortez.

Levar ao palco essa temática é a possibilidade de o teatro irromper em cena aquilo que não pode acontecer no tecido do real. A peça, enquanto texto, direção e concepção e interpretação de maneira nenhuma faz apologia, incentiva ou apoia esse tipo de comportamento último. Ao contrário, toda a cautela do projeto é para constituir um discurso contra o ódio e a intolerância, frisando a importância das boas relações, da empatia, do respeito às diferenças e do amor ao próximo”, diz Ruy Cortez, diretor artístico da montagem junto com Ondina Clais.

Falar sobre a educação é fundamental em tempos de inversões, que não só freiam avanços, mas que também causam retrocessos no Brasil. O memorável levante dos secundaristas e a ocupação por todo o país provam que os jovens não estão de acordo com a estrutura educacional e com a forma de se produzir – ou não – pensamento. Como estamos formando os cidadãos? O que o mundo contemporâneo propõe para o futuro sob a ótica das relações humanas? ” Reflete João Vasconcellos, um dos atores da montagem.

O conceito da encenação para essa montagem é o aprisionamento, o confinamento. A cenografia desenvolvida por Juliana Lobo – um fechamento retangular de plástico translúcido – permite à encenação destacar, isolar, aprisionar, segregar, confinar, expor, reunir, aproximar e libertar falas, corpos, pensamentos e subjetividades dentro do espaço cênico. O espaço é minimalista para enfatizar os personagens, tendo poucos objetos pontuais, que ajudam a compor uma arquitetura impessoal.

No ano em que foi escrita, 2008, a peça recebeu duas indicações como melhor peça teatral do ano, pelos mais conceituados prêmios ingleses: TMA Theatre Awards e Evening Standard Theatre Awards.

Sinopse

Na biblioteca de uma escola, sete colegas se preparam para as provas do vestibular, enquanto extravasam as pressões latentes da adolescência, que aos poucos rompem em agressividade. William Carlisle, protagonista da obra, é um jovem estudante que tem o mundo aos seus pés e o peso dele sobre os seus ombros.

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Punk Rock
Com Álvaro Motta, Andressa de Santi, Luiz Antônio Motta, Conrado Costa, Jessica Rodrigues, João Vasconcellos, Lais Gavazzi, Vivi Ono e Yan Brumas
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
Duração 180 minutos
16/03 até 08/04
Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos

CANÇÃO DENTRO DO PÃO

Devido ao sucesso, a comedia Canção dentro do Pão faz nova temporada a partir de quinta-feira, 15 de março às 20h no Teatro Denoy de Oliveira. Com direção de Bete Dorgam, o texto de Raimundo Magalhães Júnior é inspirado em uma passagem do romance “Jacques le Fataliste et Son Maitre” (Jacques, o Fatalista e Seu Amo) do escritor francês Denis Diderot.  A temporada tem sessões sempre quintas, às 20 horas, e sextas às, 21 horas, até 17 de maio.

A montagem apresenta composições originais criadas pelo maestro Marcus Vinícius com direção musical de Léo Nascimento, que também compôs algumas canções para o espetáculo. A peça é uma realização do CPC-UMES e o elenco é formado por João Ribeiro, Pedro Monticelli, Rebeca Braia, Ricardo Koch Mancini e Rafinha Nascimento.

A trama traz um pretenso adultério entre a inconsequente Jacqueline e do intendente Monsieur Finot, que pretende incriminar Jacquot – marido de Jacqueline   e leal padeiro do rei Luiz XVI – com a introdução de uma canção subversiva dentro dos pães que serão servidos na corte, às vésperas da Queda da Bastilha.

O espetáculo conta com música ao vivo, cenários e figurinos com características de época, todavia também traz elementos anacrônicos tanto na concepção visual quanto na linguagem em cena. O texto traz a fragmentação de poderes da monarquia e coloca a ficção se aproximando da realidade em meio à crise política vivida pelo Brasil nos últimos anos.

A peça teve sua primeira montagem em 1953 com direção de Sergio Cardoso pela Companhia Dramática Nacional. O elenco contava com o próprio Sérgio Cardoso, Bibi Ferreira, Leonardo Villar, Nydia Licia e o espetáculo ganhou o Prêmio Saci e o Prêmio Governador do Estado, ambos na categoria de melhor ator para Sergio Cardoso.

O Teatro Denoy de Oliveira tem uma longa trajetória na cena teatral. Em 1994, foi inaugurado o Teatro da UMES, que tinha a característica de teatro de arena. Foi sede das apresentações musicais e teatrais dos projetos realizados pelo CPC-UMES até janeiro de 1998, ocasião em que passou por uma reforma completa. Foi reinaugurado em fevereiro de 1999, com o nome atual, em uma homenagem dos estudantes secundaristas ao criador do CPC-UMES.

No local, passaram temporadas de várias produções como Querem Bater Minha Carteira. Vô Doidim E Os Velhos Batutas, Turandot, A História Do Samba Paulista, parcerias com Forte Casa Teatro que trouxe diversas montagens, Santa Joana Dos Matadouros, A Exceção E A Regra, Os Azeredo Mais Os Benevides. O espaço possui uma efervescência cultural com mostras de filmes, eventos de dança, literatura, músicas.

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Canção Dentro do Pão
Com João Ribeiro, Pedro Monticelli, Rebeca Braia, Ricardo Koch Mancini e Rafinha Nascimento
Teatro Denoy de Oliveira (Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
15/03 até 17/05
Quinta – 20h, Sexta – 21h,
$20 (Entrada gratuita para moradores do bairro da Bela Vista mediante comprovante de residência e estudantes com Carteirinha da UMES)
Classificação Livre

CARANGUEJO OVERDRIVE

CAIXA Cultural São Paulo apresenta, entre os dias 22 de março e 1º de abril, o espetáculo teatral “Caranguejo Overdrive”, da Aquela Cia. de Teatro. A peça é inspirada no movimento Manguebeat, do saudoso músico pernambucano Chico Science, que mistura música eletrônica com tambores de maracatu. O espetáculo patrocinado pela Caixa Econômica Federal tem ingressos grátis e classificação de 16 anos.

A trama narra a saga de Cosme, um ex-catador de caranguejos no mangue carioca que é convocado a lutar ao lado do exército brasileiro na Guerra do Paraguai, na segunda metade do século 19. Depois de sofrer um colapso mental no meio do campo de batalha, ele é dispensado e, ao voltar para a sua terra natal, encontra um Rio de Janeiro caótico e em transformação.

A cidade, com suas convulsões urbanísticas, está irreconhecível para esse homem. Cosme procura novamente o mangue, região que, em 1870, era conhecida como Rocio Pequeno – e hoje, Praça 11. Ele consegue um emprego na construção do canal que representou a primeira grande obra de saneamento na capital carioca.

Cosme já não sabe mais se é homem, caranguejo, soldado ou operário. Sua crise o obriga a abandonar tudo, a vagar pela noite, a mergulhar no delírio e a assumir, finalmente, a forma do crustáceo. Em cena, as canções originais de Felipe Storino (guitarra e direção musical) dialogam com a performance dos atores.

Outra grande referência da encenação é o livro “Homens e Caranguejos”, do escritor e geógrafo recifense Josué de Castro. A dura poética dessa obra pode ser exemplificada no seguinte trecho de seu prefácio “A Descoberta da Fome” (Lisboa, 1966):

A lama dos mangues de Recife, fervilhando de caranguejos e povoada de seres humanos feitos de carne de caranguejo, pensando e sentindo como caranguejo. São seres anfíbios – habitantes da terra e da água, meio homens e meio bichos. Alimentados na infância com caldo de caranguejo – este leite de lama -, se faziam irmãos de leite dos caranguejos. […] A impressão que eu tinha era a de que os habitantes dos mangues – homens e caranguejos nascidos à beira do rio – à medida que iam crescendo, iam cada vez se atolando mais na lama”.

Sinopse
Inspirada no Manguebeat de Chico Science, Caranguejo Overdrive narra a saga de Cosme, um ex-catador de caranguejos no mangue carioca na segunda metade do Século 19. Ele foi convocado a servir no exército brasileiro durante a Guerra do Paraguai e acabou enlouquecido no campo de batalha. Quando Cosme volta ao Rio de Janeiro, encontra uma cidade caótica em transformação. Ele não sabe se é um homem, um caranguejo, um soldado ou um operário.

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Caranguejo Overdrive
Com Carol Virguez, Alex Nader, Eduardo Speroni, Matheus Macena, Fellipe Marques
CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro, São Paulo)
Duração 70 minutos
22/03 até 01/04
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 19h15
Grátis (Distribuídos a partir das 9h do dia do evento)
Classificação 16 anos

MÔNICA E CEBOLINHA NO MUNDO DE ROMEU E JULIETA

Quem não teve a oportunidade de assistir a superprodução Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta, vencedora do Prêmio Coca-Cola Femsa de 2013 como melhor produção infanto-juvenil, terá novamente a chance de apreciar o clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, pela releitura de Mauricio de Sousa e adaptado ao estilo narrativo do universo da Turma da Mônica.

Trata-se de uma superprodução, o maior espetáculo já produzido pela Mauricio de Sousa AO VIVO sob a supervisão geral de Mauricio de Sousa e direção e produção geral de Mauro Sousa, diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO. São mais de 100 profissionais envolvidos nos bastidores, 20 atores e bailarinos em cena, 3 toneladas de equipamentos e cenografia e ainda figurinos assinados pelo estilista Fause Hatten. A duração é de 65 minutos, com 15 de intervalo (total 80 minutos).

Foram alguns meses de muito trabalho na remontagem de Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta, lá em 2013Acompanhamos muito de perto, junto com o Mauricio de Sousa, cada detalhe, desde a seleção dos dois mil bailarinos inscritos para participar do projeto, só 10 foram selecionados, até inúmeras reuniões com a equipe e o Fause Hatten para definição de figurino e o acompanhamento de produção cenográfica e musical. Tudo para que estivesse perfeito e a altura de Shakespeare”, relembra Mauro Sousa, Diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO, divisão de live experience do Grupo Mauricio de Sousa Produções.

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SUCESSO DE PÚBLICO E CRITICA EM TODAS AS TEMPORADAS

Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta foi o primeiro espetáculo da Turma da Mônica estreado há 39 anos, em São Paulo. Foram duas temporadas de sucesso absoluto, com um público de 12 mil espectadores por mês. Depois de 35 anos, em 2013, o espetáculo voltou com uma superprodução, completamente remontado, e ficou em cartaz durante oito meses em comemoração aos 50 anos da personagem Mônica reunindo um público de 70 mil pessoas. Em 2016, foram mais de 21 mil espectadores em 25 apresentações no Rio de Janeiro.

Esse é um musical muito especial. Primeiro por ser uma obra de Shakespeare, apreciada em todo o mundo, e depois por ter sido o primeiro espetáculo da Turma da Mônica, desenvolvido há 39 anos, que nos permitiu abrir as portas para tantas outras criações até hoje. Nas quatro temporadas, desde 1978, reunimos pouco mais de 100 mil espectadores em todas as apresentações completamente lotadas. Uma superprodução com um histórico tão rico e vencedor merece um encerramento à altura, por isso faremos uma curtíssima temporada no mês de março em São Paulo e esperamos receber 10 mil espectadores em 13 apresentações, fechando com chave de ouro a exibição desse espetáculo”, comenta Mauro.

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VAMOS CONHECER MONICAPULETO E CEBOLINHA MONTÉQUIO

Na cidade de Verona, na renascença italiana, havia duas famílias que não se entendiam e disputavam para ver quem era o dono da rua, jogando futebol na praça da cidade. Eles eram os Montéquios e os Capuletos. Quis o destino que dois jovens, Julieta Monicapuleto e Romeu Cebolinha Montéquio, se apaixonassem num baile e trocassem juras de amor sob o luar. Foram casados em segredo pelo bondoso frei Cascão, sob as vistas da ama de confiança de Julieta, Ama Gali.  Mas a vida quis separar o tão feliz casal quando, numa briga de futebol, Romeu Cebolinha foi expulso da cidade de Verona pelo príncipe Jotalhão!

A família de Julieta Monicapuleto a promete ao príncipe Franjinha, sem saber do seu casamento secreto com Romeu Cebolinha. Por não aceitar esse compromisso e ser muito apaixonada por Romeu Cebolinha, Julieta foge até a capela e lá decide participar de um plano infalível do frei Cascão, para ficar com o seu amado. Ela daria uma coelhada em si mesma e ficaria desmaiada, esperando pelo seu amor, que seria avisado por uma carta explicando toda a situação. O problema é que Ama Gali, encarregada de levar essa carta, distrai-se no caminho e o recado não chega até Romeu Cebolinha. Assim, quando ele chega à capela e encontra sua Julieta estendida no chão, resolve seguir o mesmo caminho, aplicando, também, uma coelhada em si mesmo. Seria muito triste, se isso não fosse uma adaptação da Turma da Mônica. Para saber como termina essa encantadora releitura de Mauricio de Sousa, só indo ao Teatro Opus para conferir.

Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta
Com personagens da Turma da Mônica
Teatro Opus – Shopping Villa Lobos (Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros – São Paulo)
Duração 65 minutos
24, 25, 30, 31/03, 01, 07, 08, 14, 15, 21, 22, 28, 29/04, e 01/05
Sexta, Sábado e Domingo – 16h, Terça – 11h30 e 16h
$50/$100
Classificação Livre

SOLO IDEAL: ARENOSO

Ator e comediante, Pedro Casali estreia Solo Ideal: Arenoso, em temporada no Pequeno Ato, de 16 de março a 27 de abril, com sessões sempre às sextas-feiras, às 21h.

Neste solo de comédia apresenta um espetáculo em homenagem ao seu falecido pai. Com um jeito peculiar de observar a vida, o ator coloca com bom humor suas experiências pessoais no palco.

A ideia do texto surgiu depois da morte do seu pai em 2006, Casali começou a escrever piadas sobre o delicado assunto, com a intenção de amenizar a dor. Com o passar do tempo foi aprimorando e criando um roteiro, enquanto se dedicava ao stand-up com temas mais comuns. “Num show de stand-up, você tem em média 15 minutos no palco, dessa forma é mais difícil falar de temas tão sensíveis. Já no solo, é possível abordar essa narrativa dramática e a condução é mais natural”, explica.

Filho de uma brasileira com um argentino, criado em Ilhabela no litoral paulista, conta que sofria bullyng na infância. O pai sempre foi seu incentivador e buscava no humor uma forma de encarar os momentos mais difíceis. “Quando mudamos para São Paulo meu pai falou: ‘Aqui ninguém te conhece, você pode ser quem você quiser’. Então eu resolvi ser eu mesmo e não ter mais medo por ser diferente. Foi a partir disso que aproveitei cada peculiaridade minha para fazer graça. Filho de argentino, caiçara, gordinho…tenho um material infinito”, brinca. Apesar do tema sensível e por trazer em cena uma relação tão íntima acredita que seu pai ficaria feliz com o espetáculo. “Ele me dizia que a melhor forma de encarar a morte, é rindo dela”.

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Solo Ideal: Arenoso
Com Pedro Casali
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
16/03 até 27/04
Sexta – 21h
$40
Classificação 14 anos