THE ROCKY HORROR SHOW

É hora de fazer novamente o “TimeWarp“.

Charles Möeller e Claudio Botelho vão dirigir a nova montagem de “The Rocky Horror Show“, o musical de Richard O’Brien (música, enredo e composições), que estreou no teatro em 1973, e fez sucesso mundial com o lançamento do filme “The Rocky Horror Picture Show” (1975). O musical é uma homenagem aos filmes B de ficção científica e horror da década de 1930 até o início dos anos 70.

(clipe da versão ao vivo de The Rocky Horror Picture Show” que será apresentada pelo canal americano FOX).

A história gira em torno de um jovem casal de noivos cujo carro quebra durante uma tempestade perto de um castelo onde eles procuram um telefone para pedir ajuda. O castelo é ocupado por estranhos com trajes elaborados que estão a celebrar uma convenção anual. Eles descobrem que o chefe da casa é Frank N. Furter, um cientista louco que, na verdade, é um travesti alienígena que cria um homem musculoso em seu laboratório. O casal é seduzido separadamente pelo cientista e, posteriormente, liberado pelos servos.

Quem viverá o dr Frank N. Furter nesta nova montagem será o ator Marcelo Médici.

Primeira Montagem no Brasil

O país recebeu a primeira montagem do musical no mesmo ano em que foi lançado o filme. A direção ficou a cargo do ator e diretor Rubens Corrêa. Estreou no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro em 1975.

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Os papéis principais ficaram com Wolf Maia (Brad Majors), Diana Strella (Janet Weiss), Eduardo Conde (Frank N. Furter), Nildo Parente (o narrador) e Lucélia Santos (Baleira). Contou ainda com a participação do cantor Tom Zé, como o mordomo macabro Riff Raff. Acácio Gonçalves viveu o monstro, Rocky.

Os músicos Jorge Mautner, Zé Rodrix e Kao Rossman foram responsáveis pela versão em português das músicas. Quer ouvir como foram as versões das músicas da primeira montagem brasileira? Neste site – Rocky Music, The Musical World of Rocky Horror – você tem acesso a esta e outras gravações feitas nas montagens mundiais.

MILTON NASCIMENTO – NADA SERÁ COMO ANTES, O MUSICAL (OPINIÃO)

No momento em que você entrega o seu ingresso e entra na sala de teatro da FAAP, parece que você foi transportado para Minas Gerais. Mas uma Minas rural, não a urbana. Aquela dos casarões, do interior, das cidades históricas.

O casarão/palco ainda está deserto. É noite. Você consegue reparar nos detalhes do cenário – nas grandes janelas, por onde entra a luz da ‘lua’, os móveis, os objetos de decoração. Senta-se na cadeira e fica-se admirando o cenário, enquanto espera o musical começar. Pela magia do teatro, parece que daqui a pouco vai ouvir o galo cantar e sentir o cheiro de café recém passado no ar.

É quando ouve-se o terceiro sinal. A peça vai começar. E lá vem aquela sensação de um bom saudosismo, de que estamos em um lugar conhecido, que nos traz boas recordações. Mas está certo, afinal o grande homenageado – Milton Nascimento – faz parte da história da Música Popular Brasileira, e porque não da nossa? Afinal, todos devem ter – no mínimo – uma música de Milton que faz parte da sua história!

Entra o elenco. Jovens atores, bonitos e com uma voz potente, envolvente e que arrepia (nem preciso falar da experiência de cada um. Já fazem parte da história do nosso Teatro Musical). Como se fossem estudantes ou viajantes, eles contam – cantam – as canções de Milton. Tudo acompanhado por uma banda de cinco músicos também fantásticos (desculpem o tanto de adjetivos – e serão poucos para o que poderia usar). Os músicos também atuam, os atores/cantores também tocam instrumentos.

(Vou abrir um parênteses – A forma de contar a história de “Milton Nascimento – Nada Será Como Antes, o Musical” (2012) segue o modelo de “Beatles Num Céu de Diamantes” (2008). Apenas um enredo superficial onde o mais importante são as canções apresentadas, os novos arranjos e as letras da música. Lendo depois o material de divulgação, vi que a dupla de diretores pensou no roteiro dividido em quatro atos como se fossem as quatro estações. Mas mesmo sem esta informação, o musical vai conquistá-lo. Voltemos ao texto).

E a história vai passando. Os números musicais são apresentados em versões solo, em duplas, trios, com todos. Ouve-se as versões de Bola de Meia, Bola de Gude‘, ‘A Cigarra’, ‘Cais’, ‘Caçador de Mim’, ‘Encontros e Despedidas‘ e ‘O que foi Feito Devera’, entre outras. Todas com novos arranjos feitos por Délia Fischer, Tony Lucchesi e Jules Vandystadt.

Mais uma vez, você viaja na canção. Uma hora você está hipnotizado com a sonoridade das vozes e dos arranjos; noutra você repara nos figurinos, que vão sendo trocados constantemente; depois você fixa sua atenção no resposta que os outros atores que “não estão em cena”, dão ao colega que está atuando naquele momento; ou você pode reparar no Lui Coimbra tocando seu violoncelo;… É só deixar a sensibilidade aflorar.

Como não reparar no dueto vocal (se bem que prefiro – encontro) de Malu Rodrigues e Estrela Blanco; ou na potência vocal de Cássia Raquel cantando, entre outras, ‘Caicó’; ou o lindo sorriso, de Marya Bravo. Dos meninos, surpreende a voz de Jules Vandystadt; a multi instrumentalidade e a força de Pedro Sol; o carisma de Rodrigo Cirne; e a jovialidade e a alegria de Sérgio Dalcin. (mais uma vez, não falo da qualidade artística de cada um, pois já é mais do que comprovada, pela qualidade e quantidade de trabalhos que cada um fez, e fará).

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Pedro Aune, Bruno Tessele, Cássia Raquel, Jules Vandystadt, Marya Bravo, Sérgio Dalcin, Malu Rodrigues e Whatson Cardozo (de pé). Estrela Blanco, Rodrigo Cirne, Cris Fraga, Tony Lucchesi e Pedro Sol (agachados).

Com isso, o tempo voa, e quando você percebe, passaram os 90 minutos. Muito mais que uma duração de espetáculo, cada minuto foi algo mágico, foi único. Novamente, pela magia do Teatro, você foi tocado, e com certeza, irá embora para casa feliz (eu pelo menos fui!).

Encerro esta singela opinião, com uma nova versão para ‘Canção da América’, com Jules Vandystadt, que você só ouvirá lá no teatro. (todos os vídeos são de Edgar Duvivier, feitos em 2012).

Milton Nascimento – Nada Será Como Antes, o Musical
Com Malu Rodrigues, Marya Bravo, Jules Vandystadt, Bruno Tessele, Cássia Raquel, Estrela Blanco, Lui Coimbra, Pedro Aune, Pedro Sol, Rodrigo Cirne, Sérgio Dalcin, Tony Lucchesi, Whatson Cardozo
Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 90 minutos
04 a 26/06
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$50/$80
Recomendação 12 anos
Criação e direção – Charles Möeller e Claudio Botelho
Arranjos musicais – Délia Fisher
Arranjos musicais adicionais – Tony Lucchesi
Arranjos vocais – Jules Vandystadt
Cenografia – Rogério Falcão
Figurinos – Charles Möeller
Iluminação – Paulo Cesar Medeiros
Diretora residente – Cris Fraga
Design de som – Marcelo Claret
Coordenação artística – Tina Salles
Direção musical – Claudio Botelho
Direção – Charles Möeller
Assessoria de Imprensa – Factoria Comunicação

Próximos projetos da dupla Möeller & Botelho

Foram divulgados os próximos projetos da dupla Möeller & Botelho: a versão de “Kiss Me Kate”, de Cole Porter, com José Mayer (outubro de 2015); e “Promises, Promises, de Neil Simon e Kurt Bacharach, com Maria Clara Gueiros e Gregorio Duvivier (janeiro de 2016).
O único senão é que ambas as peças estreiam primeiro no Rio de Janeiro. O jeite é esperar.
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