PARCERIA T4F E MÖELLER & BOTELHO

O anúncio, em agosto, entre a parceria entre a Time for Fun (T4F) com a dupla de diretores/produtores Möeller e Botelho apresenta seus primeiros resultados.

CARMEN

(fonte Tiago Queiroz – Estadão)

Os primeiros musicais a serem trabalhados são: em São Paulo, “Pippin” chega no início do próximo ano, e “O Jovem Frankenstein“, no segundo semestre. E fazendo caminho inverso, “Wicked” desembarca no Rio de Janeiro, na Cidade das Artes, no segundo semestre.

E estes são apenas os três primeiros títulos divulgados para esta parceria. Está previsto para 2020 a montagem aguardada do musical da Disney, “Mary Poppins“. Neste mesmo ano, a dupla de diretores estreia sua montagem, em parceria com a produtora Renata Borges (Touché Entretenimento) do espetáculo “Caroussel“.

(fonte – Ubiratan Brasil – Estadão – para ler a matéria completa http://bit.ly/estadaot4f)

SE MEU APARTAMENTO FALASSE!

 

O musical “Se Meu Apartamento Falasse“, novo espetáculo da dupla Möeller & Botelho, divulgou o seu elenco. O trio de protagonistas será vivido por Marcelo Médici, Malu Rodrigues e Marcos Pasquim.

Na história, os três formarão um triângulo amoroso. Querendo agradar seus chefes e, em consequência, subir na vida, Chuck Baxter (Marcelo Médici), um homem solteiro, resolveu emprestar seu apartamento para que os executivos casados pudessem ter encontros amorosos. Mas a situação sai de controle quando ele se apaixona pela amante (Malu Rodrigues) de um de seus chefes (Marcos Pasquim).

Completando o elenco, temos André Dias, Antonio Fragoso, Caru Truzzi, Duda Ramos, Fernando Caruso, Jullie, Karen Junqueira, Lola Fanucchi, Maria Clara Gueiros, Marianna Alexandre, Mayra Veras, Patricia Athayde, Patrick Amstalden, Renato Rabelo, Ruben Gabira e Yasmin Lima.

A estreia prevista é para dezembro no Teatro Bradesco Rio (Av. das Américas, 3900 – 160 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro).

BeFunky Collage.jpg

Em 2010, quando houve o revival de “Promises, Promises” , o espetáculo foi indicado a quatro Tonys, tendo ganho o de melhor atriz coadjuvante para Katie Finneran. Abaixo a apresentação na cerimônia.

O musical é baseado no filme “The Apartment“, de Billy Wilder, lançado em 1960. O espetáculo já foi encenado no país, na década de 1970, com Moacyr Franco e Rosemary, interpretando o casal protagonista. Veja abaixo a versão que Moacyr fez para a montagem.

PROJETOS AUTORIZADOS

Dois projetos da dupla Möeller & Botelho com autorização para captar verba pela Lei Rouanet.

Foi aprovada a captação de R$ 6,3 milhões para o musical “Se Meu Apartamento Falasse” (“Promises, Promises” – 1968). Se você se recorda, o projeto inciou em 2014, com a promessa (desculpe o trocadilho) de ser protagonizado por Gregório Duvivier e Maria Clara Gueiros.  O espetáculo já foi encenado no país, na década de 1970, com Moacyr Franco e Rosemary, como o casal protagonista.

O outro projeto é a remontagem do musical “A Noviça Rebelde” (“The Sound of Musical – 1959), que tem a autorização de captação de R$ 8,2 milhões. A primeira montagem, sob produção da dupla, foi em 2008 (RJ), tendo Kiara Sasso e Herson Capri (substituído depois por Saulo Vasconcelos) nos papéis principais.

5

Aguardemos os próximos capítulos.

(fonte – coluna Mônica Bergamo)

 

 

ESTREIA “CINDERELLA, O MUSICAL”

E o relógio até que enfim deu as 12 badaladas. Nesta sexta feira, 11 de fevereiro, às 21h30, teve início a temporada de “Cinderella, o Musical” no Teatro Alfa. O espetáculo tem a direção de Charles Möeller e Claudio Botelho e é uma montagem original da obra de Rodgers & Hammerstein (1957). A produção é da Fabula Entretenimento.

Mas esqueça a história da Disney que você conhece. Nesta peça, Cinderella, ou mais conhecida por Ella, não é apenas uma moça indefesa a espera de um príncipe que a venha salvar de sua Madrasta e suas meio-irmãs. Em muitas vezes nesta nova versão do conto de fadas, será Ella que ajudará o Príncipe Topher a encontrar o seu papel no reino. A atriz Bianca Tadini, que vive a Cinderella, falou sobre o assunto:

Esta é uma característica das obras de Rodgers & Hammerstein. Suas criações desafiam o racismo, o sexismo e a separação das classes sociais. Em Cinderella, o Musical, encontramos até um revolucionário – Jean Michel – que quer unir a população do reino para lutar contra as ordens do rei e da nobreza de tomarem suas terras e os explorarem economicamente.

A produção sofreu alguns contratempos no início do processo com a troca de diretores e  de alguns atores. Mas para os produtores Renata Borges, Raphaela Carvalho eDouglas Carvalho Jr, o que interessa é o momento presente. Ao invés de ficarem “batendo boca” na imprensa sobre os acontecidos, procuraram seguir as suas crenças e fazer um trabalho nos padrões de qualidade que desejavam. Também afirmaram que desde o começo os diretores que queriam para o musical era a dupla Charles MöellerClaudio Botelho.

wp-1453991970448

Claudio ficou responsável pela versão das canções do musical. E Charles, pela direção do espetáculo. Perguntado na coletiva de imprensa como foi trabalhar em uma produção em andamento, Charles respondeu que

“(…) é a primeira vez que trabalho com uma produtora na qual não tenha escolhido a peça, ou que não tenha estado desde o começo. (…)  Mas para mim, Cinderella começou a partir do dia 29 quando entrei, então não existe processo em andamento. Zerou. No momento que entrei aqui, a gente focou no presente (…) Começou quando eu pus os pés aqui.”

Com isso, o diretor teve apenas cinco semanas para preparar a montagem. Mas para que o resultado desse certo, foi preciso confiança da produtora e também trabalho em equipe. Para fazer parte desta nova produção, convidaram a atriz, e amiga, Totia Meireles para viver a Madrasta de Cinderella (já que Cássia Kiss, que interpretaria a personagem, saiu junto com Ulysses Cruz, o outro diretor).

O pouco tempo para ensaio não assustou Totia. Durante a coletiva, ela falou sobre como foi a construção da personagem, ainda mais que ela vinha de outro trabalho.

 

A nova “Cinderella”

A montagem que está em cartaz no Brasil apresenta algumas inovações que não foram vistas na Broadway. “Cinderella, o Musical” é um espetáculo, que além do texto e das músicas criadas por Rodgers&Hammerstein, com efeitos especiais. Há projeções de hologramas em 3D de um gigante e de um dragão, que são enfrentados pelo príncipe Topher. As laterais do palco são utilizadas para projeções de cenas de fogo.

A própria transformação dos dois vestidos de Ella (sim, Cinderella vai a dois bailes no palácio real) é de uma magia. Não pisque o olho nessa cena. A fada madrinha transforma os trapos que Ella usa em um vestido azul de baile como se fosse mágica.

Mas quem disse que a mágica não existe? Ela está nos nossos sonhos e na nossa força de vontade em fazê-los acontecer. Por isso que “Cinderella, o Musical” é algo mágico. Sonhado e acreditado por uma equipe (produção, atores e técnicos), a partir de ontem transformou-se em realidade, e pode ser vivido por crianças de todas as idades.

Galeria de fotos

(crédito fotos: capa – Marcus Leoni/Folhapres, cenas – JF Diorio/Estadão, personagens – Beto Carramanhos e divulgação oficial)