MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA

A comédia ‘Morte Acidental de Um Anarquista’, que completa três anos em cartaz, tendo passado por 27 cidades, inicia nova fase nos palcos do Teatro Gazeta, em São Paulo, a partir de 30 de junho, desta vez, em temporada aos sábados, às 22h e aos domingos, às 20h. A montagem do texto de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997, que contou com Dan Stulbach no elenco ganha agora a participação do ator Marcelo Laham.

A peça parte de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso ocorrido em Milão, em 1969, e tem como pano de fundo os ataques terroristas que feriram e mataram dezenas de pessoas e nas cidades de Milão e Roma. O mote é o suposto suicídio de um anarquista acusado pelos atentados que teria se jogado da janela do prédio da polícia durante o interrogatório. O caso ficou nebuloso com incoerências nos depoimentos dos policiais envolvidos, porém ninguém foi condenado por falta de provas.

Um ano após o episódio na história da Itália, Dario Fo estreou sua peça ficcional, uma comédia, que coloca dentro da delegacia naquele dia a figura de um louco revelando práticas de torturas física e psicológica nos interrogatórios policiais. Na dramaturgia, o louco é acusado de falsidade ideológica, por gostar de se passar por outras pessoas, porém se revela mais esperto que o delegado e, ali mesmo, engana a todos fingindo ser um juiz.

O que teria acontecido realmente naquele dia? O anarquista se jogou ou fora jogado do quarto andar?

A polícia afirma que o anarquista teria se jogado pela janela do quarto andar, a imprensa e a população acreditam que ele tenha sido jogado. O louco brincando com o que é ou não é real vai desmontando o poder e revelando a verdade ao assumir várias identidades médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outras, além de juiz. Os espectadores se tornam aliados tanto do ator quanto do personagem e ao serem convidados a participar trazem à tona flashes do momento político atual do país para ajudá-lo na reconstituição do suposto crime.

Morte Acidental de Um Anarquista é a peça mais conhecida e premida de Dario Fo. Montada no mundo inteiro, recentemente, em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles (brasileiro que ficou conhecido após ser confundido e assassinado erroneamente pela Scotland Yard no Metrô de Londres). No Brasil, já foi montada com Antonio Fagundes e Sérgio Britto como protagonistas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Nesta montagem, há três anos em cartaz, com direção de Hugo Coelho, o público é recebido pelo elenco do lado de fora, na entrada, com uma apresentação musical. Já no teatro, Marcelo Laham entra em cena para contar o que aconteceu na vida real e explicar o porquê de montar o espetáculo, seguindo a estratégia que Dario Fo de aproximação e reconhecimento. Em seguida, público é convidado a tirar dúvidas e, só depois de todos estarem prontos, o espetáculo começa.

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Morte Acidenta de Um Anarquista

Com Marcelo Laham, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona

Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 90 minutos

30/06 até 14/10

Sábado – 22h, Domingo – 20h

$70/$80

Classificação 14 anos

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA

A comédia Morte Acidental de Um Anarquista, que completa quase 3 anos em cartaz, tendo passado por 27 cidades, volta aos palcos do Teatro Gazeta, em  São Paulo. A montagem do texto de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997, com Dan Stulbach no elenco e direção de Hugo Coelho, teve temporada prorrogada após novo sucesso de público e fica em cartaz até 27 de maio, com apresentações aos sábados (22h) e domingos (18h).

O autor Dario Fo partiu de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso em Milão, em dezembro de 1969, quando o principal suspeito de um crime, um anarquista, caiu da janela. Morte Acidental de Um Anarquista é sua peça mais conhecida e premida, montada no mundo inteiro. Recentemente, em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles. No Brasil, já foi montada com Antonio Fagundes, em São Paulo, em 1985, e Sérgio Britto, no Rio de Janeiro, como protagonistas.

O espetáculo abre com uma festa na entrada do teatro, onde o elenco toca músicas e recebe o publico. Com todos no teatro, Dan Stulbach entra em cena e conta o que aconteceu na vida real e o porque de montar este espetáculo: “A idéia era aproximar a todos, quebrar qualquer distância entre o elenco e o publico”, diz Dan .

Depois, o publico tira suas duvidas, fazem todo o tipo de pergunta e, quando todos estiverem prontos, o espetáculo começa. Um louco (Dan Stulbach), cuja doença é interpretar pessoas reais, está detido por falsa identidade. Ali na delegacia, num momento de distração dos policiais, ele se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. Só o publico sabe que ele não é quem diz ser. “O Louco e o publico são cúmplices”, dizia Dario Fo.

Então, o Louco, com a ajuda do publico, inicia a investigação. A polícia afirma que o anarquista teria se jogado pela janela do quarto andar. A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco assume varias identidades, como juiz, médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outras, e assim, vai enganando um a um, e, brincando com o que é ou não é real, desmontando o poder e descobrindo a verdade.

Na delegacia, o Louco é preso pelo Comissário (Marcelo Castro) e encontra os responsáveis pela investigação, o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). Depois a imprensa aparece, através da Jornalista (Maira Chasseraux). Todos, menos o Louco, inspirados em personagens reais.

Um momento marcante e bastante divertido na montagem é quando o publico ajuda o Louco a “interpretar” o juiz, sugerindo, espontaneamente, frases, palavras e gestos para que o Louco incorpore. “Tento lembrar de tudo, e vou encaixando na peça. todos se sentem representados, falam de tudo. Faz de cada apresentação mais especial e única, porque nunca se repete, diz Dan.

E é incrível, porque passamos pelo Brasil destes 3 anos, impeachment, passeatas, tudo, estávamos em cartaz recebendo as frases e a mudança dos nomes e do pensamento, diz Henrique.

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Morte Acidental de um Anarquista
Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich,
Marcelo Castro, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona
Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
03/03 até 27/05 (05/05 e 06/05 não haverá apresentação)
Sábado – 22h, Domingo – 18h
$70/$80
Classificação 14 anos

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA

Um louco cuja doença é interpretar pessoas reais é detido por falsa identidade.  Na delegacia, se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. A polícia afirma que ele teria se jogado pela janela do quarto andar.  A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco vai enganando um a um, assume várias identidades e, brincando com o que é ou não é real, desmonta o poder e acaba descobrindo a verdade de todos nós.

Dario Fo partiu de um caso verídico, o “suicídio” de um anarquista em Milão em dezembro de 1969. Sua engenhosidade, sua capacidade de escrever diálogos cortantes, de criar tipos diversos dentro de uma mesma peça, representados por um mesmo ator, aliado a um profundo senso cômico, dão dimensão universal ao texto. É sua peça mais conhecida, montada no mundo inteiro. Recentemente em Londres, foi encenada com referências ao caso Jean Charles.

É impressionante como Morte Acidental ainda é atual, 45 anos depois de escrita. É como se ele estivesse falando dos dias hoje, principalmente no Brasil. Em chave de farsa Dario Fo, nos brinda com um texto brilhante. O que fizemos foi tirar as referências que só faziam sentido para os italianos e a realidade em que viviam nos anos setenta. A fábula, a história na nossa montagem esta intacta. O próprio Fo a cada remontagem da peça fazia modificações.” diz Hugo Coelho diretor da peça.

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O personagem do Louco (Dan Stulbach), vê representar um juiz como ponto alto de sua “carreira”, pois já se passou por médico cirurgião, psiquiatra, bispo e engenheiro naval, entre outros. Na delegacia, preso pelo Comissário (Marcelo Castro) encontra os responsáveis pela investigação, o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). Depois a imprensa aparece, através da Jornalista (Maira Chasseraux). Todos, menos o Louco, inspirados em personagens reais.

Henrique e Dan escolheram este texto para sua parceria cênica, motivados pela “diversão total e pela inteligência do Dario” como diz Dan e “pelo prazer de representar um clássico cômico popular e atual” como diz Henrique (que diz ter sido a montagem de Antônio Fagundes em 1985 a responsável pela sua escolha em ser ator. Dan não viu a montagem) ”é uma alegria total interpretar este personagem. um desafio diferente de tudo que já fiz”, diz Dan.

Baseado em fatos reais, a comédia mais famosa de Dario Fo, Prêmio Nobel de Literatura de 1997, diverte e esclarece, aprofunda e critica a vida e a nossa sociedade.

Morte Acidental de um Anarquista
Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich,
Maíra Chasseraux, Marcelo Castro e Rodrigo Bella Dona
Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 80 minutos
13/01 até 26/02
Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 18h
Recomendação 12 anos
$60/$80
Texto: Dario Fo
Tradução: Roberta Barni
Dramaturgia e Direção: Hugo Coelho
Música ao vivo: Rodrigo Geribello
Cenário: Marco Lima
Figurino: Fause Haten
Iluminação: Hugo Coelho
Assessoria de Imprensa Daniela Bustos e Beth Gallo – Morente Forte
Assistente: Thais Peres
Projeto Gráfico: Vicka Suarez
Foto de Estúdio: Heloísa Bortz
Fotos de Cena: João Caldas Fº
Estagiário de Direção: Rafael De Bona
Administração: Magali Morente Lopes
Produção Executiva: Katia Placiano
Coordenação de Projetos: Egberto Simões
Realização: Quadrilha da Arte
Produtores Associados: Selma Morente, Célia Forte e Dan Stulbach

“Morte Acidental de um Anarquista”

A irreverente comédia de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997 e um dos dramaturgos mais importantes da atualidade, estreia no Teatro Porto Seguro com apresentações às quartas e quintas.
Um louco cuja doença é interpretar pessoas reais é detido por falsa identidade. Na delegacia, se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista. A polícia afirma que ele teria se jogado pela janela do quarto andar. A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que teria acontecido realmente? O louco vai enganando um a um, assume várias identidades e, brincando com o que é ou não é real, desmonta o poder e acaba descobrindo a verdade de todos nós.
Fo partiu de um caso verídico, o “suicídio” de um anarquista em Milão em dezembro de 1969. Sua engenhosidade, sua capacidade de escrever diálogos cortantes, de criar tipos diversos dentro de uma mesma peça, representados por um mesmo ator, aliado a um profundo senso cômico, dão dimensão universal ao texto. É sua peça mais conhecida, montada no mundo inteiro. Recentemente em Londres, foi montada com referências ao caso Jean Charles.
“É impressionante como Morte Acidental ainda é atual, 45 anos depois de escrita. É como se ele estivesse falando dos dias hoje, principalmente no Brasil. Em chave de farsa Dario Fo, nos brinda com um texto brilhante. O que fizemos foi tirar as referências que só faziam sentido para os italianos e a realidade em que viviam nos anos setenta. A fábula, a história na nossa montagem esta intacta. O próprio Fo a cada remontagem da peça fazia modificações.” diz Hugo Coelho diretor da peça.
O personagem do Louco (Dan Stulbach), vê representar um juiz como ponto alto de sua “carreira”, pois já se passou por médico cirurgião, psiquiatra, bispo e engenheiro naval, entre outros. Na delegacia, preso pelo Comissário (Fernando Sampaio) encontra os responsáveis pela investigação, o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). Depois a imprensa aparece, através da Jornalista (Maira Chasseraux). Todos, menos o Louco, inspirados em personagens reais.
Henrique e Dan escolheram este texto para sua parceria cênica, motivados pela “diversão total e pela inteligência do Dario” como diz Dan e “pelo prazer de representar um clássico cômico popular e atual” como diz Henrique (que diz ter sido a montagem de Antônio Fagundes em 1985 a responsável pela sua escolha em ser ator. Dan não viu a montagem) ”’é uma alegria total interpretar este personagem. um desafio diferente de tudo que já fiz”, diz Dan.
Baseado em fatos reais, a comédia mais famosa de Dario Fo, Prêmio Nobel de Literatura de 1997, diverte e esclarece, aprofunda e critica a vida e a nossa sociedade.
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(crédito fotos – João Caldas Filho)

“Morte Acidental de um Anarquista”
Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Fernando Sampaio, Maíra Chasseraux e participação em cena de Rodrigo Bella Dona como “O Guarda”.
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elísios – São Paulo)
Duração 80 minutos
23/09 até 10/12
Quarta e Quinta – 21h
$40 / $50