CRISE, QUE CRISE?

O Teatro J. Safra recebe no dia 2 de novembro, quinta-feira, o show inédito “Crise, que Crise?”, que reúne os mais diversos nomes e gerações através da música. Em única apresentação, o espetáculo que vai do pop rock, passando por músicas do folclore ao compositor Villa Lobos, foi idealizado por John Herbert Jr., o Johnnie Beat, cantor, compositor e filho da atriz Eva Wilma, promete grandes emoções. Além de Johnnie, o show traz ao palco sua mãe, Eva Wilma, o cantor e diretor musical paulista William Paiva e Heloá Holanda, cantora  semifinalista do programa X Factor Brasil, da Rede Bandeirantes.

Este espetáculo também marca a estreia de Eduardo Figueiredo como diretor de um show. Após receber o convite da própria Eva Wilma, aceitou o novo desafio. Muito respeitado no meio cultural, diretor de grandes sucessos no teatro, entre eles: “Mulheres Alteradas”, “Aprendiz de Feiticeiro”, “Frida y Diego” e atualmente “O Gatão de Meia Idade, a peça”.

“Crise, Que Crise?”, canção que dá nome ao show e será lançada nesta ocasião, é de autoria de Johnnie. Além disso, a música aborda o tema, tão em voga no país, de forma otimista. A capa do álbum da banda inglesa Supetramp, “Crisis, Wath Crisis”, de 1975, e este momento difícil que o Brasil passa, inspiraram o cantor e compositor.

Pensando na crise, não acho que devemos, de fato, nos preocupar e sim nos reinventar e passar por cima de tudo de maneira leve e com a esperança. Afinal, a música nos traz sentimentos bons. Estou muito feliz em levar tantos nomes bacanas e diferentes gerações ao palco. Minha mãe, que está ansiosa em relembrar os tempos em que aprendeu muito com Inesita Barroso, Heloá, uma voz feminina que trará delicadeza e encanto ao show, e, claro, William Paiva, um excelente cantor que trará força”, comentou Johnnie.

A participação de Eva Wilma, que, antes de iniciar sua carreira bem-sucedida como atriz, teve incursões na música, dá um colorido especial ao roteiro. E, como convidada de honra, homenageará o poeta ferreira Goulart e o compositor Heitor Villa Lobos, numa leitura moderna de suas obras.

A banda, composta especialmente para essa ocasião, ainda trará canções de sucesso de Nando Reis, Samuel Rosa, Erasmo Carlos, passando por The Beatles, Lou Reed e finalizando com o grande nome da música brasileira, Gilberto Gil. Sempre à sua maneira, com um pouco de rock n’roll e um sotaque blues.

EVA VILMa-10

Crise, Que Crise?
Com John Herbert Jr, William Paiva, Johnny Mantelato, Leandre Gomes, Samuel Junior, Felipe Marques, Wellington Maia
Participações Especiais: Eva Wilma, Heloá Holanda e Roger W. Lima
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 90 minutos
02/11
Quinta – 21h
$15/$60
Classificação 12 anos

 

 

EM NOME DO FILHO

“EM NOME DO FILHO” é uma comédia dramática que entremeia números musicais e shows de dança paracontar a história de  Liuba, o dono da Brasil Dourado, uma sauna gay decadente, que esconde um segredo.

Sucesso no Rio de Janeiro por quase dois anos, o texto é de Dolores delRio e a direção de Marco Miranda, que tem um vasto currículo nos palcos brasileiros e na Tv Globo, vencedor de vários prêmios. A estreia acontece no dia 3 de novembro, no Teatro Bibi Ferreira.

A montagem lembra o universo do cineasta Pedro Almodovar. “EM NOME DO FILHO” discute a diversidade sexual e coloca uma luz sobre este tema tão importante. Tudo de forma divertida e leve, mas sem deixar de tocar nos pontos importantes da questão.

Sinopse

A peça se passa em um dia numa sauna gay, a Brasil Dourado, onde é mostrada a realidade de uma sauna. Liuba, o dono, sofre com a perda de seu filho, que foi afastado de seu convívio desde criança. Liuba tem um romance complicado com Roby, um ex-garoto de programa. Odetinha, empregado da sauna é aliado de Liuba e o único que sabe de seu passado.

Na trama são apresentados ao público tipos característicos de gays que frequentam as saunas: o debochado, o poderoso, o prático, o casado e o carente. Eles interagem nas cenas cômicas com os garotos de programa, belos rapazes da sauna.

O foco central da trama é a procura de Liuba pelo seu filho Junio. Por intermédio de uma carta, e por coincidência perversa do destino, Liuba descobre que o filho trabalha como garoto de programa em sua sauna.  Ele então se aproxima do filho e conquista a confiança do rapaz para retirá-lo de lá. Para manter seu segredo, em paralelo Liuba termina seu romance com Roby,  que por não entender o motivo, se desespera. Num reencontro emocionado eles se entendem e os três terminam juntos, revelando uma grande história de amor.

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Em Nome do Filho
Com Dolores DelRio, Matheus Freira, Bruno Islam, Anderson Lopes, Gustavo Azaranys, Luiz Xaxu, Angelo Antonio, Angelo Barreto, Gleyson Lopes, Yago Custódio e Douglas Loyola
Teatro Bibi Ferreira (Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 931 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
03 até 24/11
Sexta – 23h15
$50
Classificação 16 anos

 

 

 

Em Nome do Filho
Com Dolores DelRio, Matheus Freira, Bruno Islam, Anderson Lopes, Gustavo Azaranys, Luiz Xaxu, Angelo Antonio, Angelo Barreto, Gleyson Lopes, Yago Custódio e Douglas Loyola
Teatro Bibi Ferreira (Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 931 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
03 até 24/11
Sexta – 23h15
$50
Classificação 16 anos

ERÓTICA – UMA COMÉDIA GOZADA

Erótica – Uma Comédia Gozada aborda de uma maneira cômica e crítica o universo do erotismo e do sexo, que são o pano de fundo para as divertidas esquetes apresentadas durante este espetáculo, criado e dirigido por Marco Fentanes.

Na peça, temos teatro negro, dança, humor, música, mímica e mágica.

Entre as esquetes estão:

  • O mágico atrapalhado e sua incrível partner que salva suas lambanças e diverte a plateia com um strip tease surpreendente;
  • Uma esquete em gênero burlesco: a Dança dos Leques;
  • A luta de MMA, que um desavisado juraria ser uma aula de Kamasutra;
  • Um strip tease diferente onde o palhaço Aquele Mario tira tudo. Mas tudo mesmo!;
  • Um número musical com flautas;
  • A apresentação de um medley sofisticado para as músicas mais erótico-cômicas da MPB; entre outras.

Um dos quadros presta homenagem a duas personalidades da cena paulistana: Claudia Wonder e Caio Fernando Abreu. O escritor ofereceu um belo texto para a artista transexual, ícone da cultura gay e pioneira na defesa dos direitos dos homossexuais e travestis. Esse texto foi apresentado no espetáculo Erótica – tudo pelo sensual, no Teatro Mambembe em São Paulo, em 1988.

 

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Erótica – Uma Comédia Gozada
Com Maria Cecilia Mansur, Cinthia Kadel, Laya, Aquele Mario, Esdras De Lúcia e Marco Fentanes
Bar Brahma (Av. São João, 677 – Centro, São Paulo)
Duração 75 minutos
16/10 até 13/11
Segunda – 21h30
$40
Classificação 18 anos

 

ALAIR (Opinião)

Em comemoração aos 45 anos de carreira, o ator Edwin Lusijunto de André Rosa e Claudio Andrade – está em cartaz com a peça “Alair” no Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca).
A peça homenageia o fotógrafo, professor e crítico de arte, Alair Gomes, no ano em que se completam 25 anos da sua morte.
Alair é reconhecido como artista precursor da fotografia homoerótica no Brasil, que conquistou a consagração internacional com seu trabalho cujo tema central era a beleza do corpo masculino.
Morador do Rio de Janeiro, bem em frente a Ipanema, ele tirava fotos – secretamente – dos jovens que se exercitavam e frequentavam as areias da praia carioca. Somente algumas poucas, a pedido do artista, eram posadas no seu apartamento.
Ao total foram mais de 170 mil negativos e 16 mil ampliações entre os anos 1960 até 1992, quando morre.
Durante a peça, vemos Alair (Edwin Luisi) relembrando de fatos acontecidos na sua vida em três fases distintas – quando se apaixonou por um militar, nos anos 50; quando viajou para Europa nos anos 80; e quando veio a falecer nos anos 90 (estrangulado no seu apartamento em situações não esclarecidas até hoje).
André Rosa e Cláudio Andrade interpretam os outros personagens que passaram pela vida do fotógrafo. Em um momento específico, recriam poses dos rapazes que foram captados pela câmera de Alair (uma cena muito bonita com um jogo de luz – claro e escuro, mostrar e esconder).
A peça aborda, além da vida de Alair Gomes e seus trabalhos, dos preconceitos vividos por um homosexual da terceira idade – a solidão; não ter mais o ‘físico desejado’ pelos jovens e com isso ter que pagar para poder ter um relacionamento sexual. Constatando – e verbalizando – este sentimento, Alair/Edwin (e a plateia) vem às lágrimas (ah, juventude! como se todos fossem eternamente Apolos/Narcisos!)
 
Em tempos de discussão sobre a censura nas Artes, a peça continua atual – durante uma exposição dos trabalhos de Alair, na década de 80, num centro cultural carioca, um oficial do exército manda acabar com o evento.
 
“Alair” deve ser vista pela celebração da carreira de Edwin Luisi; pela atuação dos três atores; para homenagear Alair Gomes e seu trabalho; pela iluminação da peça; e para lembrarmos que todos envelheceremos.

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Alair
Com Edwin Luisi, Andre Rosa e Claudio Andrade
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 65 minutos
06/10 até 05/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$80
Classificação 14 anos

OS SERVOS DE PAN

Os Servos de PAN é um espetáculo da Cia Terranova,  destinado a toda a família, que promove a parceria entre Euritmia, Teatro, Bonecos, Literatura e Música ao vivo (canto, piano, flauta e percussão), com 24 artistas em cena. Destaque para Euritmista Loreto Suárez*, formada pela Escola de Euritmia de Santiago do Chile, que faz participação especial nesta temporada e está em residência artística no Brasil. A direção é de Marília Barreto, coreógrafa e Euritmista formada pela Escola Superior Hogeschool Helikon em Haia/ Holanda, onde integrou o Nederlands Eurythmie Ensemble, antes de seu retorno ao Brasil em 1988.

O espetáculo já esteve em turnê pela Europa em 2016 e se prepara para nova temporada internacional em 2018. De 11 a 26 de novembro ele estará em cartaz em São Paulo, no Teatro Arthur Azevedo, com sessões aos sábados e domingos, às 16h.

Dinâmico e lúdico, inovador e profundo, o espetáculo Os Servos de Pan nos leva da turbulência à contemplação, através do intrigante deus Pan, com seus faunos bufanescos. E seus servos mais sutis – as ondinas das águas, os gnomos das cavernas, os silfos do ar, as fogosas salamandras… – quem serão eles? Onde se inserem? Será mera fantasia, alienante, ultrapassada? Ou serão entidades, potências atuantes no devir das coisas?

O Mito e os Contos de Fadas compõem, junto a outras fontes e narrativas, as “eternas histórias de antigamente”… que encerram os pequenos e grandes arquétipos curadores, conhecidos desde tempos imemoriais como fontes fortalecedoras da psique, atuantes no inconsciente da humanidade. 

Em Os Servos de Pan esses seres ganham ainda mais expressão, através da pesquisa do filósofo e cientista Rudolf Steiner acerca de tais entidades, que a Cia Terranova apresenta de forma arquetípica e inovadora, evitando clichês e caricaturas.

Os Servos de PAN
Com Ana Ghirello, Ana Paula Nigro, Anna Teresa Marsilio, Andréa Ikeda, Bruna Munhoz, Bárbara Salomé, Clarissa Mattoso, Denise Seignemartin, Eduardo Elias Gotlib, Evas Carretero, Fernando Aveiro, Guilad Haim,Isabela Leibl, José Sampaio, Julia Hebbel, Lilian Soarez, Loreto Suárez, Marília Barreto, Marília Duarte, Murilo Inforsato, Nadia Muradi.
Teatro Arthur Azervedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 70 minutos
11 a 26/11
Sábado e Domingo – 16h
$16
Classificação Livre

TUDO SOBRE OS HOMENS

Tudo Sobre os Homens é uma obra do escritor croata Miro Gavran traduzida para o português pelo ator e diretor Flávio Faustinoni. Na obra, Juan AlbaDenis Victorazo e o próprio Faustinoni se revezam entre quatro personagens que contam diferentes histórias sobre o universo masculino em uma montagem com ritmo ágil.

O espetáculo reúne histórias recheadas de humor e de uma forte carga dramática, em que a vida cotidiana masculina, é exposta de diferentes maneiras. As cenas contam desde a convivência entre três grandes amigos e sua separação até as dificuldades de um dono de boate de striptease masculino para encontrar bons profissionais. A peça passa também pelas relações familiares entre um pai e seus dois filhos e pela saia justa do aparecimento de um ex-namorado na vida de um casal.

Para viver os personagens, os atores trocam ou incluem pequenos adereços em cena. O cenário, composto por cadeiras, se transforma em sete ambientes diferentes, dando corpo às cenas. Tanto a cenografia quanto o figurino, são de Osvaldo Gonçalves, e os ternos confeccionado pela Etiqueta Negra.

A peça foi escrita em 2006 e já completou mais de 300 apresentações na Croácia, além de passar pelo Off Broadway e por diversas cidades europeias. Os textos de Gavran já foram traduzidos para mais de 35 idiomas. Tudo sobre os homens propicia até ao espectador mais desavisado, verdadeiros momentos de humor, reflexão e prazer.

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Tudo Sobre os Homens
Com Juan Alba, Deniz Victorazo e Flavio Faustinoni
Clube Hebraica (R. Hungria, 1000 – Pinheiros, São Paulo)
Duração: 70 min
26, 28 e 31/10, 01/11
Quinta – 21h, Sábado – 19h e 21h, Terça e Quarta – 21h
$60
Classificação 14 anos

 

 

A ÁRVORE SECA

Ester Laccava volta em cartaz com o solo  que  lhe rendeu a  quarta  indicação ao Prêmio Shell de Teatro. Em cena, uma mulher na contramão da existência  arranca da vida, a contrapelo,   a felicidade.

O espetáculo conta a história  de uma mulher sertaneja que transcende sua infertilidade. O texto, baseado na literatura de cordel, é intercalado com depoimentos autobiográficos da atriz.

A árvore seca: de Feira de Santana à Alemanha.

Em 2005, por motivos pessoais, Ester Laccava foi  passar alguns dias em Feira de Santana, interior da Bahia. Por lá, durante o ensaio de um grupo de teatro, conheceu Alexandre Sansão, jovem autor que a arrebatou com seus textos em cordel. No mesmo dia fez a ele a encomenda: pediu um monólogo em que a personagem fosse  uma velha do sertão. E assim surgiu o texto do espetáculo que já fez inúmeras temporadas, com espectadores que voltam várias  vezes para revê-lo e que valeu à atriz sua quarta indicação ao Prêmio Shell de Teatro.

“As pessoas são muito importantes pra mim e este projeto juntou algumas delas. É como se de repente acordássemos juntos em um texto de cordel. A árvore seca acabou se tornando um rio onde me deixo mergulhar sem medo de abrir os olhos embaixo da água”, diz.

O espetáculo foi apresentado em locais e espaços distintos: além das temporadas em São Paulo fez apresentações na Alemanha (Theater Einstein),  em Portugal (Festival de Valongo, Cidade do Porto), assim como  na casa do zelador em praia no litoral Norte de São Paulo e em uma boate com espelhos e barra de pole dance ((Boite Show de Bola),   na cidade de Passa Quatro, MG. Sobre representar uma velha de oitenta anos  em todos esses diferentes lugares, a atriz diz: “O sertão do ser humano é  universal”.

A árvore seca3. Foto João Caldas.jpg

A Árvore Seca
Com Ester Laccava.
Centro Cultural São Paulo – Anexo da Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
14/10 até 05/11
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 12 anos