O SANTO DIALÉTICO

O projeto Levante Teatro do Incêndio – Pra Vida e Revida apresenta o espetáculo O Santo Dialético (montagem de 2016, com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca), nos dias 19 e 20 de outubro, sábado, às 21h, e domingo, às 20h.

A peça – que resultou do processo de pesquisa do projeto A Teoria do Brasil – investiga os vestígios da essência ancestral do brasileiro por meio de pessoas que perderam o contato com suas origens, vivendo em São Paulo, e passaram a habitar um mundo determinado por valores urbanos.

O Santo Dialético é dividido em dois atos e parte do ponto de vista de pessoas comuns, inquietadas pelo esquecimento e pela perda de fatos de sua própria história, que seguem em busca de uma mitologia que possa explicá-la. A peça propõe o entendimento da descaracterização do negro, do índio e do próprio europeu (transformados em outra raça), indo à procura desse “novo povo”, o brasileiro, levando cada personagem numa espécie de voo interior rumo à própria raiz.

No enredo, seis histórias paralelas criam um mosaico da mistura racial brasileira: um índio, tirado aos oito anos de sua tribo por padres, retorna do seminário para encontrar sua aldeia; uma moradora de rua acredita ter sido chamada para uma missão e encontra o sincretismo pelo caminho; um casal negro, evangélicos, vive o drama de não conseguir ter filhos, enquanto o marido é atormentado por ritmos antigos que ele não reconhece; e um publicitário não se encontra no próprio corpo, enquanto sua mulher sofre de uma doença terminal. Com música ao vivo e trilha sonora original, a peça propõe uma paisagem diversa, levando o público por lugares do centro, periferia e interior do Brasil. No intervalo, pratos da culinária brasileira, preparados durante o primeiro ato pelo próprio diretor, são oferecidos ao público por um valor à parte.

Levante Teatro do Incêndio – Pra Vida e Revida

Diante do atual momento de ‘estrangulamento’ cultural, a Cia. Teatro do Incêndio, sem nenhum apoio ou incentivo cultural, lançou, em julho, uma programação de resistência que segue até dezembro, reunindo cinco espetáculos de repertório, entre de outras atividades. As demais montagens – todas dirigidas por Marcelo Marcus Fonseca – a serem encenadas são: A Gente Submersa (2017) e Rebelião – O Coro de Todos os Santos (2018), respectivamente em novembro e dezembro. São Paulo Surrealista abriu a programação em agosto, com direito a sessão extra, seguida por O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica em setembro. Esta mostra sintetiza o trabalho de pesquisa de linguagem dos últimos sete anos do coletivo, período em que construiu três teatros até conquistar sua sede definitiva na emblemática entrada do bairro Bixiga, esquina das ruas Treze de Maio e Santo Antônio, onde já funcionou a lendária boate Igrejinha e o Café Soçaite.

Próximas apresentações

Espetáculo: A Gente Submersa

23 e 24 de novembro. Sábado (às 20h) e domingo (às 19h)

120 min. 14 anos. Comédia dramática musical. R$ 80,00

Apresentações: Sol-Te

7 de dezembro. Sábado, às 15h30 e às 19h30

60 min. Livre. Contribuição voluntária.

Espetáculo: Rebelião – O Coro de Todos os Santos

14 e 15 de dezembro. Sábado (às 20h) e domingo (às 19h)

90 min. 14 anos. Drama apocalíptico. R$ 80,00

FACE

O Santo Dialético

Com Gabriela Morato, Marcelo Marcus Fonseca, Elena Vago, Ágata Matos, Carlos Gomes, Valcrez Siqueira, André Souza, Victor Castro, Yago Medeiros, Renato Silvestre, Gui Mameluco, Heloisa Feliciano, Jade Buck, Luiz Castro, Natália Burger, Amanda Santana, Giovana Kuczynski, Kaena Chioratto, Rafael Américo, André Ortiz, Mauricio Caetano, Moisés Santos e Laura de Rita.

Teatro do Incêndio (Rua Treze de Maio, 48 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 150 minutos

19 e 20/10

Sábado – 20h, Domingo – 19h

$80

Classificação 14 anos

O SANTO DIALÉTICO

Teatro do Incêndio reestreia O Santo Dialético no dia 30 de março (sábado, às 20h), para uma curta temporada com apenas oito apresentações, até o dia 21 de abril.

Com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca, a montagem – resultante do processo de pesquisa do projeto A Teoria do Brasil – investiga os vestígios da essência ancestral do brasileiro por meio de pessoas que, vivendo em São Paulo, perderam o contato com suas origens, e passaram a habitar um mundo determinado por valores urbanos.

Dividida em dois atos, a montagem parte do ponto de vista de pessoas comuns, inquietadas pelo esquecimento e pela perda de fatos de sua própria história. Elas seguem, então, em busca de uma mitologia que possa explicá-la. A peça propõe o entendimento da descaracterização do negro, do índio e do próprio europeu (transformados em outra raça), indo à procura desse “novo povo”, o brasileiro, levando cada personagem numa espécie de voo interior rumo à própria raiz.

Com música ao vivo e trilha sonora original, a peça propõe uma paisagem diversa, levando o público por lugares do centro, periferia e interior do Brasil. No intervalo, pratos da culinária brasileira como baião de dois, galinhada, acarajé etc, preparados durante o primeiro ato pelo próprio diretor, são oferecidos ao público, por um valor à parte. “A ideia é que o teatro seja, além de um lugar de apresentações, um espaço de agradável permanência, mesmo depois da sessão”, diz Marcelo Marcus Fonseca, autor e diretor de O Santo Dialético, “um lugar de comunhão, principalmente nos dias de hoje, quando precisamos lembrar que temos uns aos outros”, completa.

O enredo traz seis histórias paralelas, entrecortadas, que criam um mosaico da mistura racial brasileira: um índio, tirado aos oito anos de sua tribo por padres, retorna do seminário para encontrar sua aldeia; uma moradora de rua acredita ter sido chamada para uma missão e encontra o sincretismo pelo caminho; um casal negro, evangélicos, vive o drama de não conseguir ter filhos, enquanto o marido é atormentado por sons antigos que ele não reconhece; e um publicitário não se encontra no próprio corpo, enquanto sua mulher sofre de uma doença terminal.

O Santo Dialético cumpriu temporada, durante quase todo o ano de 2016, na antiga sede do grupo. Agora retorna adaptado ao atual teatro, com pequenas alterações necessárias para atualização do diálogo frente à situação do país.

O Santo Dialético 1 - DNG

O Santo Dialético

Com Gabriela Morato, Francisco Silva, Elena Vago, Ágata Matos, Carlos Gomes, Marcelo Marcus Fonseca, Valcrez Siqueira, André Souza, Victor Castro, Yago Medeiros, Renato Silvestre, Laura de Rita, Guilherme Berkoff, Heloisa Feliciano, Isabela Madalena, Jade Buck e Pamela Cristina

Teatro do Incêndio (Rua 13 de Maio, 48 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 150 minutos (com intervalo de 20 min e jantar opcional)

30/03 até 21/04

Sábado – 20h, Domingo – 19h

$60

Classificação 14 anos

 

O SANTO DIALÉTICO

Para comemorar os 20 anos da companhia, o Teatro do Incêndio reestreia o espetáculo O Santo Dialético, no dia 15 de outubro (sábado, às 20h), que fica em cartaz até 4 de dezembro.

Com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca, a montagem – resultante do processo de pesquisa do projeto A Teoria do Brasil – investiga os vestígios da essência ancestral do brasileiro por meio de pessoas que, vivendo em São Paulo, perderam o contato com suas origens, habitando um mundo determinado por valores urbanos.

Dividido em dois atos, o espetáculo parte do ponto de vista de pessoas comuns inquietas por questões perdidas de sua própria história que vão à busca de uma mitologia que possa explicá-la. Propõe o entendimento da descaracterização do negro, do índio e do próprio europeu (transformados em outra raça), indo à procura desse “novo povo”, o brasileiro, levando cada personagem numa espécie de voo interior rumo à própria raiz.

Itinerante, a peça percorre os dois andares do Teatro do Incêndio, levando o público por diversos cenários e instalações. No intervalo, pratos da culinária brasileira como baião de dois, galinhada, acarajé etc, preparados durante o primeiro ato pelo próprio diretor do espetáculo, são oferecidos ao público, por um valor à parte, em grandes mesas comunitárias. “A ideia é que o teatro seja, além de um lugar de apresentações, um espaço de agradável permanência, mesmo depois da sessão”, diz Marcelo Marcus Fonseca, autor e diretor de O Santo Dialético.

O enredo traz seis histórias paralelas, entrecortadas, que criam um mosaico da mistura racial brasileira: um índio, tirado aos oito anos de sua tribo por padres, retorna do seminário para encontrar sua aldeia; uma moradora de rua entende ser chamada para uma missão e encontra o sincretismo pelo caminho; um casal negro, evangélicos, vive o drama de não conseguir ter filhos, enquanto o marido é atormentado por sons antigos que ele não conhece; um publicitário não se encontra no próprio corpo, enquanto sua mulher sofre de uma doença terminal.

Com música ao vivo e trilha original, O Santo Dialético cumpriu temporada de quatro meses no primeiro semestre de 2016 e agora se despede de São Paulo com essas 16 apresentações.

O Santo Dialético
Com Gabriela Morato, Francisco Silva, Elena Vago, Valcrez Siqueira, André Souza, Victor Dallmann, Pamella Carmo, Juan Velasquez, Thiago Molfi e Lígia Souto.
Teatro do Incêndio (Rua 13 de Maio, 53 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 150 minutos
15/10 até 04/12
Sábado – 20h; Domingo – 19h
Ingresso: Pague quanto puder (dinheiro ou cartão de débito) – Jantar: R$ 20,00 (opcional)
Classificação 14 anos
 
Texto e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca
Direção musical, composições originais e música ao vivo: Bisdré Santos
Figurino: Gabriela Morato
Iluminação: Helder Parra e Marcelo Marcus Fonseca
Preparação vocal: Alessandra Krauss Zalaf
Assistência de direção: Sérgio Ricardo
Assistência de produção: Victor Castro
Adereços: Fabrízio Casanova
Trilha sonora mecânica: Marcelo Marcus Fonseca e Bisdré Santos
Coreografia: Gabriela Morato
Operação de luz: Helder Parra
Operação de som: Victor Castro
Responsável técnico: Antonio Rodrigues
Fotos: Giulia Martins e João Caldas
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
Realização e produção: Cia. Teatro do Incêndio