‘Odara – Tradição e Costumes de Um Povo’ ultrapassa a barreira do produto cultural pronto para ser apreciado. Trata-se de um manifesto, uma homenagem misturada a um grito de afirmação e orgulho da cultura de matriz africana. As duas temporadas de sucesso de público mostram bem esse caráter e preparam o solo para mais uma sessão especial do espetáculo, agora no Dia da Consciência Negra (20), às 19h em grande celebração que será acompanhada de ato contra a intolerância religiosa.

A peça, que se baseia na criação do mundo segundo a diáspora e uma visão yorubá, mostra força desde sua temática até o fato de 65 artistas subirem ao palco durante a apresentação, sendo cada um deles representantes reais de manifestações da cultura de matriz africana em linguagens que vão desde música até a literatura.  Desta forma, uma atmosfera musical viva – feita por parte do elenco – adornada por hipnotizantes jogos de luzes, é retratada, paralelamente, à realidade atual das populações negras e uma viagem por suas crenças e costumes ancestrais. O comando do espetáculo fica por conta do diretor artístico do G.R.E.S. Nenê de Vila Matilde, Marcio Telles, que, nesta apresentação especial, prestará homenagens, em cena, às Casas de Matriz Afro, que prestigiaram a produção artística em suas duas temporadas.

Feitas as homenagens, o palco se transformará em grande ato contra a intolerância religiosa, com cânticos e performances simultaneamente. Neste momento, que guarda surpresas, uma aura ainda mais potente que a proposta cenográfica tomará o local.

Outro destaque dessa sessão especial é a presença da atração-mirim Stella Valentina do Amaral Garcia, uma grata surpresa que saiu da plateia para o palco de forma totalmente espontânea numa das apresentações da 2ª temporada da peça, e que agora faz parte do time de artistas que enriquecem a performance. A garotinha de 7 anos, que leva ainda mais alegria à peça, já demonstrava interesse nas artes, sobretudo em dança, mas não se encaixou no modelo de aulas de ballet. “Odara”, portanto, surgiu em sua vida de forma orgânica e a partir da sensibilidade do diretor Marcio Telles, que formalizou o convite à pequena dançarina junto a família de Estela. A estrela infantil já tem perfil no instagram – @stellavalentina.a – onde é possível acompanhar as suas recentes ‘aventuras’.

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SINOPSE

“Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo” traz a narrativa da criação do mundo segundo referências da mitologia yorubá.  Olorun, o Senhor Supremo do Universo, resolveu acabar com o ócio reinante no Orun e decidiu criar um mundo habitado por seres semelhantes a Ele. Para tanto, convocou todos os orixás e, sob o comando de Obatalá, ordenou que partissem para criar o Ayê, a terra.

A peça segue com o surgimento de novos povos, desde a vida livre do negro na África, passando pelo tráfico de escravos até o período contemporâneo, mostrando que, além do sofrimento, houve resistência que manteve vivos os costumes, a tradição e a cultura, apresentando, ao longo de 120 minutos, uma dramaturgia enriquecida com manifestações populares como dança afro brasileira, dança dos orixás, capoeira, samba-reggae, puxada de rede e samba de roda, ilustrando um patrimônio cultural inestimável e preservado.

Nesse sentido, “Odara” propõe um novo grito, uma nova revolução, uma retomada dos territórios e das ruas, uma chamada de alegria e afeto, aguerridos, contra qualquer tipo de escravidão, violência e intolerância.

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Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo (sessão especial Dia da Consciência Negra)

Com Lena Silva, Mare Black, Vera Afrikana, Vera Luz, Jurema Pessanha, Raquel Tobias e Rafaela Romam. Elenco Dança:Alex Rodrigues, Alexandra Souza, Alexandre Índio, Brandon Diciri, Bruno Souza, Carlos Vitor, Cristina Matamba, Cibele Souza, Debora Zum, Ellen Vieira, Gabi Santos, Gislaine Roshelly, Jaque Barbosa, Nani Salles, Priscilla Alves, Teka Peteca e Ysmael Ribeiro. Elenco Capoeira: Chocolate, Debora Oliveira, Kleber da Silva, Magnata, Mestre Tijolo, Milton Quilombola, Biribinha, Surikatte e Webert Rodrigues

Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo)

Duração 120 minutos

20/11

Quarta – 19h

$50 ($5 – estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia mediante a comprovante – limitados a 10% da lotação diária)

Classificação 12 anos

 

ODARA – TRADIÇÃO, CULTURA E COSTUMES DE UM POVO

Entre 4 e 27 de outubro, o Teatro Oficina recebe o espetáculo “Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo”, que reúne, em seu elenco, mais de 65 pessoas entre atrizes, bailarinos, dançarinos, cantoras, músicos, percussionistas,  capoeiras, sambistas, técnicos, produtores e promotores da cultura e das tradições de matriz africana que estão no alicerce da construção da sociedade brasileira.

Em um momento necessário e de protagonismo, o que “Odara” propõe ao espectador? “As pessoas podem se questionar: mais um espetáculo que resgata a ancestralidade? O que traz de diferente?”, provoca o diretor, Márcio Telles, que há 20 anos levou a mesma proposta para os palcos de periferias e centros culturais e que também atua como diretor criativo no G.R.E.S.  Nenê de Vila Matilde. “Bom, essa foi exatamente a pergunta que me fiz quando resolvi trazer a montagem de volta para os palcos e batalhei para que se desenrolasse especificamente no Oficina e que tivesse no elenco pessoas reais que praticam em suas vidas cotidianas o que entregam no teatro. Por que “Odara” agora? Ainda é extremamente urgente falar de “Odara” por razões que estão aí, todos os dias, nos jornais e nas ruas”, afirma Telles.

Após curta temporada em agosto, às quartas e às quintas, a montagem será apresentada aos finais de semana.  Com duração de 120 minutos e elenco majoritariamente negro, o espetáculo reúne diversas manifestações importantes para a manutenção e a resistência de narrativas yorubás, seja na música, na dança, na literatura e na dramaturgia.

A criação do mundo segundo a diáspora e uma visão yorubá são os fios condutores de uma montagem cujo conceito une a singela tradição Griot com a explosão inerente de quem pisa no chão do Oficina. “Este teatro, como seus próprios integrantes falam, inclusive eu que estou aqui há 11 anos, é um terreiro eletrocandombléico. Tem vida própria, assim como o corpo. Essa união impregna a peça de uma energia singular”, diz o diretor.

Acho que Odara tem um conceito de narrativa e uma visão estética que lhe são muito peculiares. Caminho nesse chão há muito tempo e recolhi dentro de todo o período de pesquisa aquilo que me tocava de forma muito profunda dentro do nosso território negro. Além desse garimpo e dessas vivências, admiro extremamente o trabalho e a trajetória do Balé Folclórico da Bahia e o bailarino e coreógrafo Ivaldo Bertazzo”, diz Telles.

SINOPSE

“Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo” traz a narrativa da criação do mundo segundo referências da mitologia yorubá.  Olorun, o Senhor Supremo do Universo, resolveu acabar com o ócio reinante no Orun e decidiu criar um mundo habitado por seres semelhantes a Ele. Para tanto, convocou todos os Orixás e, sob o comando de Obatalá, ordenou que partissem para criar o Ayê, a terra.

A peça segue com o surgimento de novos povos, desde a vida livre do negro na África, passando pelo tráfico de escravos até o período contemporâneo, mostrando que, além do sofrimento, houve resistência que manteve vivos os costumes, a tradição e a cultura, apresentando ao longo de 120 minutos uma dramaturgia enriquecida com manifestações populares como dança dos Orixás, capoeira, samba-reggae, puxada de rede e samba de roda, ilustrando um patrimônio cultural inestimável e preservado.

Nesse sentido, “Odara” propõe um novo grito, uma nova revolução, uma retomada dos territórios e das ruas, uma chamada de alegria e afeto, aguerridos, contra qualquer tipo de escravidão, violência e intolerância,

FACE

Odara – Tradição, Cultura e Costumes de um Povo

Com Lena Silva, Mare Black, Vera Afrikana, Vera Luz, Jurema Pessanha, Raquel Tobias e Rafaela Romam. Elenco Dança:Alex Rodrigues, Alexandra Souza, Alexandre Índio, Brandon Diciri, Bruno Souza, Carlos Vitor, Cristina Matamba, Cibele Souza, Debora Zum, Ellen Vieira, Gabi Santos, Gislaine Roshelly, Jaque Barbosa, Nani Salles, Priscilla Alves, Teka Peteca e Ysmael Ribeiro. Elenco Capoeira:Chocolate, Debora Oliveira, Kleber da Silva, Magnata, Mestre Tijolo, Milton Quilombola , Biribinha, Surikatte e Webert Rodrigues

Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo)

Duração 120 minutos

04 a 27/10

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

$40 ($5 – estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia mediante a comprovante – limitados a 10% da lotação diária)

Classificação 12 anos