HOMEM-BOMBA

O solo Homem-Bomba, escrito por Cynthia Paulino e dirigido e protagonizado por Luiz Arthur, ganha três novas apresentações gratuitas nos dias 5, 6 e 7 de setembro, em São Paulo e Guarulhos. A peça da belo-horizontina Companhia Teatro Adulto estreou em 2018 na Mostra Solos e Monólogos do CCBB São Paulo.  

Homem-Bomba integra o projeto “Adultos em Cena SP MG” – ao lado do solo Coisas Boas Acontecem de Repente – e conta com o patrocínio da Usiminas e apoio do Instituto Usiminas por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

O solo se passa em um mundo desigual, cada vez mais parecido com um grande abatedouro. Nesse lugar horrível, um homem, interpretado por Luiz Arthur, tenta compreender os vários eus que o habitam e, para tal, adota métodos nada convencionais. A ideia é mostrar um personagem provocador, que busca intimamente a desconstrução e a compreensão dos monstros que existem escondidos em todas as pessoas.

Para discutir essa dualidade do ser humano, a peça busca como referência o romance “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde”, popularizado como “O Médico e o Monstro”, do autor britânico Robert Louis Stevenson (1850-1894). “O monstro não é alguém distante de nós. É nosso duplo. O monstro nos habita e cabe a cada um saber cuidar, compreender, educar a sua sombra. Vemos no país pessoas que se denominam ‘homens de bem’ e que trazem um discurso completamente sanguinário. De que tipo de ‘bem’ estamos falando? É uma jornada necessária essa, a de enfrentar-se, de compreender que o mal não nos é estranho. Podemos sucumbir se o transformamos em algo distante de nós, porque nós criamos a desordem e o caos que está aí. Se você estuda a história da humanidade sabe disso. O demônio é o próprio homem, o devorador, aquele que dizima seus semelhantes. O discurso contra o diferente é um exemplo disso”, revela Luiz Arthur.

Em cena, esse monstro se materializa em uma figura que se aproxima a um açougueiro. “Esse personagem foi se firmando durante todo o processo de construção da dramaturgia. Mas não podia ser um açougueiro qualquer. Precisava ter o lado do cientista, do médico. E que faz de si sua própria cobaia. Cynthia sugeriu o uso de luvas. Fui para a sala de ensaios, sozinho, e, de repente, vi que precisaria de um cutelo. Queria um instrumento da maldade materializado ali. Uma ameaça velada. Quando a personagem pergunta: ‘e se fossem homens? E se?’ Certamente o cutelo à mostra faz o público encarar a verdade de que tanto foge. O cutelo acaba com a ‘assepsia de supermercado’ que nos protege da verdade: comemos animais que sofreram uma morte horrível, que tiveram uma vida horrível e engolimos toda essa dor”, acrescenta o ator e diretor.

Encenada em uma área de paletes brancos (daqueles usados em açougues) com apenas 2m², a peça investiga a restrição do espaço de atuação, característica marcante na trajetória da companhia, o que viabiliza apresentações tanto em palcos tradicionais como em espaços alternativos.

Além da obra de Stevenson, a montagem tem citações de vários escritores, poetas e pensadores, como Aldous Huxley, Shakespeare, Carl Jung, Franz Kafka, HP Lovecraft, Tadeusz Kantor, Augusto dos Anjos, Samuel Beckett, William Blake e Osho.

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Homem-Bomba

Com Luiz Arthur

Duração 50 minutos

Grátis (distribuído uma hora antes da sessão)

Classificação 12 anos

 

Teatro da Biblioteca Monteiro Lobato – Anfiteatro Pedro Dias Gonçalves (Rua João Gonçalves, 439 – Centro, Guarulhos)

05/09

Quinta – 20h

 

Oficina Cultural Oswald de Andrade(Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

06 e 07/09

Sexta – 20h, Sábado – 16h

RI[T]OS

Com estreia no dia 22 de agosto (quinta-feira) e apresentações dias nos 23 e 24; e de 29 a 31 de agosto, a Taanteatro Companhia traz ao público a performance coletiva RI[T]OS, na Oficina Cultural Oswald De Andrade. Nas quintas e sextas, as apresentações serão às 20h; aos sábados, serão às 18h. Os ingressos são gratuitos.

O disparador dessa obra teatro-coreográfica são os “rios invisíveis” de São Paulo; a transformação de uma riquíssima e abundante bacia hidrográfica ameríndia num sistema de canais de esgoto. Partindo dessa metáfora real do urbanismo predatório, RI[T]OS explora potenciais de transfiguração do corpo organizado por valores, lógicas e práticas de colonização. 

Composto por solos e coreografias coletivas, RI[T]OS é o trabalho de conclusão do NUTAAN 2019 – Núcleo Taanteatro: Formação, Pesquisa e Criação. No decorrer de cinco meses, nove performers investigaram processos de criação em coreografia a partir de três eixos da dinâmica Taanteatro: levantamento da mitologia (trans)pessoal, (des)construcão de performance e  rito do xamã. 

NUTAAN 2019 e RI[T]OS fazem parte do projeto [des]colonizações da Taanteatro Companhia, que investiga a aplicação de estudos pós-coloniais na criação teatro-coreográfica. 

[des]colonizações foi contemplado pela 25ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

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Ri[t]os

Com Janina Arnaud, Gustavo Braunstein, Florido, Vanessa Moraes, Alice Vasconcelos, Adriele Gehring, Pietro Morgado, Adélia Wellington, Sol Whitaker

Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo)

Duração 50 minutos

22 a 31/08

Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 18h

Grátis (distribuição dos ingressos é feita com uma hora de antecedência)

Classificação 12 anos

ENTRE

Nova produção da Barracão Cultural conta um dia na vida de dois irmãos (Alexandre Cioletti e Cláudio Queiróz) e a irmã (Eloisa Elena) que se encontram para organizar a festa de bodas dos seus pais. Este encontro, aparentemente banal, vai sendo afetado por acontecimentos no apartamento vizinho. Apesar de ser um encontro superficialmente afetuoso, a relação dos irmãos já evidencia aspectos do patriarcado nessa relação familiar. Um olhar mais profundo sobre como somos afetados pelo entorno, o quanto nos alienamos e onde está nosso medo, permeiam este encontro familiar.

ENTRE é um espetáculo que pretende gerar uma reflexão sobre os processos que alimentam a nossa sociedade patriarcal. A dramaturgia de Eloisa Elena parte da diferença de papéis e representatividade de gênero na sociedade e como esta questão está presente, muitas vezes de forma extremamente sutil e adaptada ao cotidiano, para abordar a nossa cumplicidade e passividade diante dos mais diversos desdobramentos e consequências do histórico patriarcal que estrutura nossa formação.

Para a trilha sonora, que ao longo do espetáculo vai permeando a trama, Dr Morris gravou uma encenação real com os atores Lavinia Pannunzio e Joca Andreazza. A dramaturgia de Eloisa Elena propõe essa coexistência de histórias; a que está acontecendo na frente do público, e a que se ouve ao longe. Essa situação expressa pelo texto tem grande potencial para gerar discussões acerca do quanto nos permitimos afetar pelos fatos a nossa volta, o quanto estamos dispostos a assumir posicionamentos efetivos e arcar com as consequências disso.

A encenação de Carlos Gradim e Yara de Novaes propõe também um paralelo na interpretação dos atores, que ora narram, ora vivem a história. Um caleidoscópio de existências, pensamentos e realidade colocado na frente do público.

Entre trata da correlação entre afetação, alienação e medo. O quanto somos afetados pelo que ocorre ao nosso redor e as consequências desta afetação, são questões cada vez mais cotidianas para todos nós. Ao mesmo tempo que somos bombardeados por informações do que ocorre no mundo inteiro e estamos o tempo todo nos manifestando e nos posicionando nas redes sociais e nos nossos pequenos círculos, continuamos muitas vezes fechando os olhos e ignorando o que ocorre ao nosso lado. Violências acontecem dentro de casa, pessoas morrem na nossa esquina e por uma infinidade de razões, muitas vezes não nos damos conta disso e do que não fizemos para evitar.

A constituição de nossa sociedade patriarcal, o machismo estrutural no qual somos formados, nos fazem repetir grandes ou pequenos comportamentos de opressão, de diferenciação, de continuidade do que como disse Caetano Veloso é “o macho adulto branco, sempre no comando.” É neste lugar incômodo que nos colocamos neste espetáculo e estamos a cada dia nos perguntando: como saltar sobre isso?”, comenta Eloisa Elena.

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Entre

Com Alexandre Cioletti, Cláudio Queiroz e Eloisa Elena

Duração 55 minutos

Classificação 14 anos

Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo)

04 até 07/04

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 19h

Grátis (Retirar ingressos 1h antes do espetáculo)

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Anexo (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

11 a 20/04

Dias 11, 12 e 18 – quinta e sexta – 20h

Dia 13 – sábado – 18h

Dias  19 e 20 – sexta e sábado – 18h  (em função do feriado)

PORNOTEOBRASIL

Diante do conturbado cenário sociopolítico brasileiro atual, o Tablado de Arruar apresenta Pornoteobrasil, com texto do dramaturgo Alexandre Dal Farra, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, onde segue em cartaz até 6 de abril. As sessões acontecem às quintas e sextas-feiras às 20h e sábados às 18h, com ingressos grátis.

Co-dirigido por Dal Farra e Clayton Mariano, o espetáculo se passa no Brasil contemporâneo, no cenário de um acidente ou atentado – não é possível afirmar ao certo. É neste espaço de destruição e catástrofe que a peça se dá. Depois de uma situação traumática como essas é comum que o sujeito tenha as suas estruturas abaladas, estruturas estas que constituíam o seu próprio olhar para si mesmo, para o seu passado, para o seu presente, e para o futuro.  Depois do acidente, três cenas procuram abordar aspectos diversos de um mesmo trauma. Primeiramente, um texto reflexivo discorre sobre perspectivas religiosas diversas, na tentativa de construir um olhar teológico para o presente. Em seguida, pessoas procuram lidar com as próprias memórias, sem conseguir ordená-las. E, finalmente, brota, do meio das memórias destroçadas, uma cena de violência e desespero, como se o terror da violência sofrida no passado recente emanasse para o presente em forma de terror em relação ao futuro.

Em alguns momentos, a encenação sugere que o país pode não ter saído completamente do tempo histórico que começou com o Golpe Militar de 1964. “O que se percebe de maneira indireta e oblíqua nas memórias dos personagens é que, de alguma forma, a sombra da ditadura não eram apenas sombras. Ela estava mascarada sob outras formas. Vemos também fragmentos dos caminhos da esquerda e pedaços de uma história que resultou no que vivemos atualmente”, esclarece Alexandre Dal Farra.

O cenário devastado, de acordo com Clayton Mariano, é uma metáfora para a situação sociopolítica brasileira atual. “O acidente é tanto uma referência mais direta à greve dos caminhoneiros de 2018 como também a imaginação de um desastre na estrada, no qual vários caminhões tombam e derrubam seus produtos na pista. E, como a peça começa com essa imagem, é como se no Brasil já vivêssemos nessa tragédia antes mesmo do recente avanço da extrema direita”, explica.

As figuras se comportam como o príncipe Míchkin, protagonista do romance O Idiota, do russo Fiódor Dostoievsky. “Eles comentam fatos e momentos políticos vivenciados no passado, mas não conseguem criar um pensamento crítico – nem nas memórias, nem no presente. Eles não conseguem se posicionar ou concatenar ideias”, revela Mariano.

Além do clássico russo, a encenação teve como referências o romance O Estrangeiro, do argeliano Albert Camus, a Pornochanchada brasileira e o livro Três Mulheres de Três Pppês, de Paulo Emílio Sales Gomes. “Creio que o ‘O Estrangeiro’ e ‘O Idiota’ confluem na construção de um ponto de vista sobre algo perplexo para o agora, que é o que defendemos como a única possibilidade de olhar realmente para as coisas. Por outro lado, as demais obras entraram como parte dessa tentativa de construir um olhar sobre o outro, a elite brasileira – sobre o que não somos e que não soubemos perceber”, acrescenta Dal Farra.

Há, além disso, uma referência às novas teologias que se propagam na sociedade brasileira atual. “O próprio termo ‘pornoteo’ do título tem a ver com a junção de uma elite pornográfica – no sentido de explicitude – e essa teologia nova do Estado Teocrático, no qual estamos inseridos. No entanto, tal junção não é, para nós, uma crítica à igreja pura e simples, e sim, a aceitação da sua importância e centralidade”, elucida Mariano.

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Pornoteobrasil

Com André Capuano, Alexandra Tavares, Gabriela Elias, Ligia Oliveira e Vitor Vieira

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Anexo (Rua Três Rios, 363, Bom Retiro – São Paulo)

Duração 90 minutos

21/02 até 06/04

Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h

Entrada gratuita (distribuídos uma hora antes)

Classificação 14 anos

 

SENHORA X, SENHORITA Y

Tendo como ponto de partida o texto A mais forte, de August Strindberg, o espetáculo Senhora X, Senhorita Y se debruça sobre alguns dos papéis que a mulher  desempenha na sociedade contemporânea, investigando aspectos muitas vezes contraditórios de sua inserção social e política, de seus investimentos afetivos e dos agenciamentos simbólicos que a cercam. O foco é a construção do feminino do modo como ele se revela por meio da relação entre mulheres.

Sinopse
Senhora X e Senhorita Y encontram-se em uma casa de chá e entram em conflito ao confrontarem suas vidas. Esse encontro se repete, com variações de humor e grotesco, em outros tempos e em outras circunstâncias, revelando novas possibilidades de  compreensão do lugar que cada uma ocupa em relação à outra e em relação à sociedade.

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Senhora X, Senhorita Y

Com Ana Paula Lopez, Sol Faganello e Camila Couto

Oficina Cultural Oswald de Andrade – sala 7 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 70 minutos

14 a 30/03

Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 18h

Entrada gratuita (ingressos distribuídos com 1 hora de antecedência)

Classificação 14 anos

PORNOTEOBRASIL

Diante do conturbado cenário sociopolítico brasileiro atual, o Tablado de Arruar apresenta Pornoteobrasil, novo espetáculo com texto do dramaturgo Alexandre Dal Farra, que estreia no dia 21 de fevereiro na Oficina Cultural Oswald de Andrade, onde segueem cartaz até 6 de abril. As sessões acontecem de quinta a sábado, sempre às 20h, com ingressos grátis.

Co-dirigido por Dal Farra e Clayton Mariano, o espetáculo se passa no Brasil contemporâneo, no cenário de um acidente ou atentado – não é possível afirmar ao certo. É neste espaço de destruição e catástrofe que a peça se dá. Depois de uma situação traumática como essas é comum que o sujeito tenha as suas estruturas abaladas, estruturas estas que constituíam o seu próprio olhar para si mesmo, para o seu passado, para o seu presente, e para o futuro.  Depois do acidente, três cenas procuram abordar aspectos diversos de um mesmo trauma. Primeiramente, um texto reflexivo discorre sobre perspectivas religiosas diversas, na tentativa de construir um olhar teológico para o presente. Em seguida, pessoas procuram lidar com as próprias memórias, sem conseguir ordená-las. E, finalmente, brota, do meio das memórias destroçadas, uma cena de violência e desespero, como se o terror da violência sofrida no passado recente emanasse para o presente em forma de terror em relação ao futuro.

Em alguns momentos, a encenação sugere que o país pode não ter saído completamente do tempo histórico que começou com o Golpe Militar de 1964. “O que se percebe de maneira indireta e oblíqua nas memórias dos personagens é que, de alguma forma, a sombra da ditadura não eram apenas sombras. Ela estava mascarada sob outras formas. Vemos também fragmentos dos caminhos da esquerda e pedaços de uma história que resultou no que vivemos atualmente”, esclarece Alexandre Dal Farra.

O cenário devastado, de acordo com Clayton Mariano, é uma metáfora para a situação sociopolítica brasileira atual. “O acidente é tanto uma referência mais direta à greve dos caminhoneiros de 2018 como também a imaginação de um desastre na estrada, no qual vários caminhões tombam e derrubam seus produtos na pista. E, como a peça começa com essa imagem, é como se no Brasil já vivêssemos nessa tragédia antes mesmo do recente avanço da extrema direita”, explica.

As figuras se comportam como o príncipe Míchkin, protagonista do romance O Idiota, do russo Fiódor Dostoievsky. “Eles comentam fatos e momentos políticos vivenciados no passado, mas não conseguem criar um pensamento crítico – nem nas memórias, nem no presente. Eles não conseguem se posicionar ou concatenar ideias”, revela Mariano.

Além do clássico russo, a encenação teve como referências o romance O Estrangeiro, do argeliano Albert Camus, a Pornochanchada brasileira e o livro Três Mulheres de Três Pppês, de Paulo Emílio Sales Gomes. “Creio que o ‘O Estrangeiro’ e ‘O Idiota’ confluem na construção de um ponto de vista sobre algo perplexo para o agora, que é o que defendemos como a única possibilidade de olhar realmente para as coisas. Por outro lado, as demais obras entraram como parte dessa tentativa de construir um olhar sobre o outro, a elite brasileira – sobre o que não somos e que não soubemos perceber”, acrescenta Dal Farra.

Há, além disso, uma referência às novas teologias que se propagam na sociedade brasileira atual. “O próprio termo ‘pornoteo’ do título tem a ver com a junção de uma elite pornográfica – no sentido de explicitude – e essa teologia nova do Estado Teocrático, no qual estamos inseridos. No entanto, tal junção não é, para nós, uma crítica à igreja pura e simples, e sim, a aceitação da sua importância e centralidade”, elucida Mariano.

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Pornoteobrasil

Com André Capuano, Alexandra Tavares, Gabriela Elias, Ligia Oliveira e Vitor Vieira

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala 3 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 90 minutos

21/02 até 06/04 (não haverá apresentação 01/03)

Quinta, Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h

Entrada gratuita (distribuídos uma hora antes)

Classificação 14 anos

À LA CARTE

Em temporada de 14 a 23 de fevereiro (quintas e sextas, às 20h; sábados, às 18h), na Oficina Cultural Oswald de Andrade, a Cia Fragmento de Dança estreia “À La Carte”, trabalho que resulta de três residências artísticas, propostas no projeto “Dança depoimento em contágio”, realizadas no Espaço Cultural Casa da Vila, na Oficina Cultural Oswald de Andrade e no Coletivo Calcâneo, que se desdobraram numa emersão no Kasulo Espaço de Cultura e Arte, sede da companhia, com parte dos envolvidos. A entrada é gratuita.

A pesquisa parte do interesse em discutir o depoimento e a experiência de alteridade na construção da cena. Espaços privados e públicos se atritam para fazer perceber o que se produz a partir da relação eu-outro, como reconhecer o que nos é estrangeiro e o que se deseja produzir a partir desses encontros. Como disparadora, traz a questão “É possível estarmos juntos?”

Composto de entrada, prato principal e sobremesa, “À La Carte” se baseia em depoimentos pessoais, imagens e memórias de infância,  relações e proposições grupais, temperadas com uma pitada de política, e convida o público a escolher o que será degustado em forma de dança. Um processo de criação, inevitavelmente, passa por memórias; nos remetemos a nós mesmos em alguma atuação ou construção de um personagem. Para mim, depois de todas as pesquisas feitas, o que diferencia na dança depoimento ou no teatro do real ou no cinema documentário, não é o processo de criação, mas o pensamento disso como linguagem que acontece por meio do pacto com o público; a partir de como esse pacto é firmado, a relação muda e vai diferenciar a própria dramaturgia e a recepção do espectador”,considera Vanessa Macedo, diretora da Fragmento de Dança.

Concebido e dirigido por Vanessa Macedo, o trabalho traz 14 artistas em cena, cinco integrantes que compõem o elenco atual da Cia Fragmento de Dança – Chico Rosa, Diego Hazan, Letícia Mantovani, Maitê Molnar e Vinicius Francês -, e outros nove convidados – Ana Clara Poltronieri, Cristiano Saraiva, Gabriela Branco, Gervásio Braz, Joelma Souza, Júlia Lima, Larissa Pretti, Rafael Barzagli e Thainá Souza. A iluminação é de André Prado e Daise Neves assina o figurino.

O projeto “Dança Depoimento em Contágio” foi contemplado pela 24ª Edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

À La Carte

Com Ana Clara Poltronieri, Chico Rosa, Cristiano Saraiva, Diego Hazan, Gabriela Branco, Gervásio Braz, Joelma Souza, Júlia Lima, Larissa Pretti, Letícia Mantovani, Maitê Molnar, Rafael Barzagli, Thainá Souza e Vinicius Francês

Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 70 minutos

14 a 23/02

Quinta e Sexta – 20h, Sábado – 18h

Entrada gratuita (distribuição 1h antes do horário da apresentação)

Classificação 14 anos