TRILOGIA DA CIA DO RUÍDO

Uma assassina em potencial, uma noite de Natal em família e uma série de abusos sequenciais: esses são os enredos da trilogia da Cia. Do Ruído, com dramaturgia de Carol Rainatto. Em “Oito Balas”, Marion e Jean se encontram em situações limite e discutem seus atos perante a visão de uma sociedade hipócrita. Já em “Meia noite, feliz Natal” a família Assumpção chega ao estopim das brigas e protocolos familiares nesta noite tão celebrada. E por fim, “Cerbera” reúne personagens que estão em conflito direto com suas verdadeiras essências.

A trilogia e temáticas foram desenvolvidas a partir de preceitos, conceitos, doenças, questões sexuais, obscuridade e profundidade. O labirinto de composições e este ser humano que o habita. O impulso da ação imediata. Oito Balas, Meia noite feliz Natal e Cerbera carregam consigo uma classe média sem coragem de assumir suas perversões, que são usualmente escondidas em seus discursos libertários. A hipocrisia é uma constante na linha do raciocínio das personagens que se encontram em verdadeiras situações de desespero, cada qual em seu âmbito, campo e espaço de situação. Uma concepção crua e de matéria bruta, encontrada até mesmo na cenografia aderida por cada uma das peças, desde sua estética à composição.

Dores humanas são expostas e vividas de forma intensa em cada uma das trajetórias. A contradição, a dualidade, a invenção de si.  As dramaturgias levantam pontos cotidianos. A visão do público é colocada em direta intimidade com as tramas colocadas. Os jogos de organização e desorganização estética jogam diretamente com a contrariedade da realidade da mente de cada um dos personagens, que possuem uma desestruturada e desorganizada psique.

A ironia plantada e semeada dispõe um jogo que se ofusca entre o patético, a comicidade banal, os assuntos velados, os falsos segredos, a sedução e a poesia assustadora. A explicitação de uma sociedade contemporânea deformada, sempre no limite entre a loucura e a morte.

Sinopses

Meia Noite, Feliz Natal

É noite de natal, e a família Assumpção te convida a espiar pela fechadura. Os filhos de Dona Martha se reúnem pela primeira vez sem sua presença e não imaginam que esta noite pode ser o estopim para a família. Em momentos em que a celebração e a nostalgia se encontram, ou sai briga, ou sai festa… Ou saem os dois. Conflitos e revelações muito pessoais vêm à tona ao som dos brindes natalinos. Bem-vindos a MEIA NOITE, FELIZ NATAL.

Cerbera

Planta venenosa. Divulgada vulgarmente como: “a arma do crime perfeito”. Uma vez usada para fins obscuros, pode inclusive matar por intoxicação sem deixar quaisquer vestígios. Em Cerbera, o público é convidado a observar mais claramente questões das quais, muitos de nós, infelizmente ainda não querem ver, ouvir, ou participar. Relações que ainda desafiam nossa compreensão como seres vivos entrelaçam todos esses personagens.

Oito Balas

Um bar decadente. Este é o cenário do encontro de dois seres enigmáticos prontos a explodirem segredos em um jogo psicológico que vai te provar que a mente humana é um grande poço sem fundo. Marion e Jean permitem que os espectadores tirem suas próprias conclusões e julguem a suas histórias. Assassinato, traições e mentiras estão prontos a emergir.

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Meia Noite Feliz Natal
Com Beto Schultz, Carol Rossi, Ynara Marson, Rodrigo Castro, Victória Blat, Eliot Tosta, Frederico Vasques e Mariana Spinola
SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 75 min
19, 20, 21 e 22/10
Sexta, Sábado e Segunda – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos
 
 
Cerbera
Com Beto Schultz, Carol Rainatto, Carol Rossi, Ynara Marson e Rodrigo Castro
SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 min
26, 27, 28 e 29/10
Sexta, Sábado e Segunda – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos
 
 
Oito Balas
Com Carol Rainatto e Mateus Monteiro
SP Escola de Teatro (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 min
01, 02, 03 e 04/11
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos

OITO BALAS

No próximo dia 11 de junho a Companhia do Ruído, nova Cia. Teatral de São Paulo, estreia o seu primeiro espetáculo com o drama Oito Balas, formada pelos atores Carol Rainatto e Homero Ligere.

A trama dirigida por Kleber Montanheiro conta sobre o destino de Marion que está nas mãos de Jean, um homem entristecido que acaba de perder seu grande amor. Após um inusitado encontro em um bar, Marion revela sua história e o real motivo de estar naquele local. Ao deixar Jean de mãos atadas, ela o persuade por um tempo, conseguindo talvez a possibilidade de se salvar de uma provável carceragem.

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Para o espetáculo Oito Balas, a concepção cênica surgiu numa inspiração em duas vertentes: a dança teatro e o cinema. Como o texto trata de um crime, a primeira ideia da direção foi se orientar pelos filmes do cineasta Quentin Tarantino, que conta a história de forma exacerbada e normalmente em capítulos, como uma novela. Para complementar o desenvolvimento da pesquisa cênica, buscamos na dança teatro uma forma de expressão para potencializar o texto e a história que seria contada pelos dois atores em cena.

A ideia foi promover um entrelaçamento entre dança e palavras. Os corpos ganhando consciência de si próprios e expressividade através de repetições de gestos, palavras e experiências, em constante transformação. O teatro tem a sua essência na linguagem verbal. A dança tem sua essência no corpo humano, ele é o seu principal instrumento de expressão. Nesse espetáculo, buscamos unificar esses dois elementos; o corpo agora é texto dos dançarinos-atores ou dos atores-dançarinos.

Entre os capítulos que se desenvolve a história de Oito Balas, trazemos para a cena curtas coreografias, que contam de forma visual a história de trás para a frente, revelando assim, detalhes das relações entre as personagens Jean e Marion. Essas duas histórias – visual e verbal -, caminham em paralelo durante toda a peça, revelando a grande surpresa que o texto nos apresenta ao final da última cena.

Oito Balas
Com Carol Rainatto e Homero Ligere
Espaço Satyros (Praça Franklin Roosevelt, 222 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
11 até 25/06
Sábado – 23h59
07 até 28/07
Quinta – 21h
$30
Recomendação 18 anos
 
Texto: Carol Rainatto
Direção, cenário, luz e figurino: Kleber Montanheiro
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: Companhia do Ruído