VOX

Drama inédito da dramaturga Beatriz Carolina Gonçalves, o espetáculo VOX  está em cartaz na SALA EXPERIMENTAL DO TEATRO AUGUSTA. Com direção de Helio Cicero, a peça traz no elenco os atores Luiza Curvo, Fernanda Viacava, Fernando Trauer e Helio Cicero. O cineasta Cristiano Burlan assina as imagens em vídeo. O projeto tem apoio do ProAC ICMS, da Secretaria de Estado da Cultura.

A peça se passa em 1997, durante 24 horas, e se concentra na trajetória de Mariana (Luíza Curvo), uma mulher de trinta anos, que sofre de amnésia, e de sua irmã Martha (Fernanda Viacava). A ação se inicia quando Mariana recebe um estranho telefonema, que vai tirá-la da zona de conforto em que vive e obrigá-la a enfrentar seu passado, resgatando a história de seus pais e, por flutuação inevitável, a história do País.

A questão da memória e de sua contrapartida, o esquecimento, são pontos essenciais levantados pela encenação. Para Helio Cicero, diretor e personagem do espetáculo, VOX discute a necessidade de lutarmos contra nosso “esquecimento histórico”. “É preciso resgatar e discutir a história recente do País para que possamos nos vacinar contra os regimes ditatoriais, que anulam os direitos democráticos, tão duramente conquistados pelo povo brasileiro.

Segundo Beatriz Gonçalves, um dos objetivos do espetáculo também é o de propor uma reflexão sobre a tortura, praticada indiscriminadamente durante a ditadura militar e institucionalizada pelo do AI 5, cuja promulgação completa 50 anos em 2018. “Estamos vivendo um momento extremamente grave, onde a censura disfarçada de moralismo e de poder jurisdicional cancela exposições e apresentações de teatro; onde militares de alta patente defendem abertamente uma nova intervenção militar”, afirma Beatriz. “Nunca foi tão urgente e necessário refletir sobre a violência institucionalizada, que é o epicentro de qualquer regime autoritário, caso das ditaduras latino-americanas, cujo legado foram milhares de vítimas, entre mortos e desaparecidos.

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Vox
Com Luiza Curvo, Fernanda Viacava, Fernando Trauer e Helio Cicero
Teatro Augusta – Sala Experimental (Rua Augusta 943, Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
19/10 até 15/12
Quarta e Quinta – 21h, Sexta – 21h30
$40
Classificação 14 anos

O BUDA QUEBRADO

O que se quebra é uma fatalidade. E o que se deixa quebrar?” Quando escreveu este questionamento na primeira versão do texto em formato de cena breve o autor Ed Anderson convidou o diretor e amigo Marcelo Costa para uma primeira leitura encenada no evento Satyrianas, em 2015, logo em seguida o texto foi ampliado e adotado para encenação pelo Coletivo Flama.

Marcelo Costa é um artista pernambucano radicado em São Paulo com passagens em produções adultas e infantojuvenis. O elenco é protagonizado por Priscila Scholz e Flavio Costa, atores casados há 20 anos, e que só agora realizam o desafio de dividir a cena em uma temporada teatral.

Depois da temporada do seu texto “Os Dois e Aquele Muro”, dirigido por Francisco Medeiros no ano passado, Ed Anderson se arrisca agora no universo de um buda em pedaços e um casal aparentemente tradicional, mas que é regido por inconstâncias de vontades em uma década que abarcou conflitos e rebeldias.

O percurso descrito pela obra se inicia num espaço privado e se transfere para uma dimensão coletiva, que por sua vez ganha nova e crescente dimensão íntima. O casal – HERMES e MATILDA – segue por caminhos arenosos para tratar de temas residentes no indizível – amor, liberdade, limites e censuras – ao eleger algumas possibilidades de trajetória onde não existem caminhos claros além de possíveis ramificações a serem compartilhadas junto a uma plateia intimista que possa se alimentar das questões propostas.

Para Marcelo Costa, “Apesar da ação cênica ocorrer na década de 70, o encontro entre estas duas pessoas está também associado ao mundo de hoje onde ocorre com muita frequência o território da disputa de poder. É cada vez mais comum vermos casais indiferentes ao que possam sentir um pelo outro e não recuperar a essência que os uniu. E isto parece hoje ser elemento presente na vida do homem em sociedade vigiada.

Assim também ocorre com HERMES e MATILDA, personagens criados por Ed Anderson. Segundo ele: “Um dos aspectos mais interessantes da peça é que, à medida que o jantar se desenrola, os dois não só veem diante de si os fragmentos do ‘buda’ que os separa e ao mesmo tempo os convida a um encontro, como também experimentam um momento propício para que se revelem diante de si próprios e do outro, sem espelhos.

O BUDA QUEBRADO – Exercício nº 01 é uma tragicomédia que mescla de maneira intrigante humor, lirismo e drama, numa sucessão de cenas com variadas pulsações.

A iluminação de Fê Guedella sugere a passagem da atmosfera cheia de sombras, reflexos e transparências, típicas da noite e do universo das aparências;

De uma certa maneira esta é também a opção do cenário de Paola Ribeiro, um espaço versátil, móvel, e de grande agilidade que se modifica a partir da ação dos personagens: uma mesa desmembrada como os pensamentos do casal;

O figurino de Murilo Carvalho busca dialogar entre formas e cores a época e a personalidade dúbia dos personagens.

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O Buda Quebrado
Com Flávio Costa e Priscila Scholz. Voz em Off: João Acaiabe
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 50 minutos
26/10 até 18/11
Quinta, Sexta e Sábado – 20h
Entrada Gratuita
Classificação 14 anos

 

RECICLONES – NA CONQUISTA DE UM LIXO CONSCIENTE

Homem Plástico, Senhor dos Papéis e Vida Vitral, além do Latacão são os Reciclones, super-heróis do ano de 2063, data em que a natureza no Planeta Terra está devastada, graças a terrível vilã Nebulosa, que escurece a mente das pessoas para que elas não cuidem do meio ambiente. Esse é o ponto de partida do musical infantil RECICLONES – NA CONQUISTA DE UM LIXO CONSCIENTE, que está em cartaz no Teatro Viradalata.

A montagem da Cia Paulista de Teatro Bilíngue tem direção de Danielle Andrade, que também assina a dramaturgia ao lado de Liliane Zimermann e Milena Moura. Conhecida do público pelos espetáculos em língua inglesa, sempre com ótimas críticas, o grupo estreia sua primeira peça em língua portuguesa e traz no elenco os atores Alan Ribeiro, Jéssica Alves, Liliane Zimermann, Luccas Garcia, Matheus Polimeno, Milene Vianna, Milton Junior e Vinicius Candoti.

Em RECICLONES – NA CONQUISTA DE UM LIXO CONSCIENTE a natureza está devastada, há lixo por todos os lados e o mundo, no ano de 2063, está prestes a acabar graças a terrível vilã Nebulosa. Dessa necessidade de salvar a Terra surgem os Reciclones (Homem Plástico, Senhor dos Papéis e Vida Vitral). Quando Latacão, o fiel escudeiro robô, é sequestrado, os super-heróis têm que voltar no tempo e para deter Nebulosa. Nesta viagem ao passado acabam conhecendo Kadu, uma criança muito esperta que aprendeu tudo sobre a natureza com a sua avó e acaba se tornando aliada nesta batalha. Juntos eles ensinarão as pessoas sobre a importância de reciclar, reutilizar, reduzir e repensar, pois este é o único jeito de derrotar a temível vilã e conquistar um mundo melhor.

Ritmos brasileiros

Para Danielle Andrade, que assina a direção e as músicas de RECICLONES – NA CONQUISTA DE UM LIXO CONSCIENTE, o espetáculo traz momentos de reflexão sobre o meio-ambiente sem ser didático. “Minha maior preocupação era não deixar uma montagem piegas, então aliei as mensagens, principalmente sobre reciclagem, com a música e uma boa dose de humor”, conta ela.

Com ritmos brasileiros, como baião e frevo, as músicas e trilha sonora do espetáculo se encaixam com a dramaturgia. Já a cenografia e figurinos são todos confeccionados com material reciclável. “O espetáculo sensibiliza o público sobre os riscos que corre o meio ambiente e o que devemos fazer para minimizá-los. A ideia é que tudo pode virar outra coisa. Se não dá para reciclar, pode transformar ou achar um novo uso”, explica Danielle.

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Reciclones – Na Conquista de um Lixo Consciente
Com Alan Ribeiro, Jéssica Alves, Liliane Zimermann, Luccas Garcia, Matheus Polimeno, Milene Vianna, Milton Junior e Vinicius Candoti
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Duração 55 minutos
14/10 até 26/11
Sábado e Domingo – 16h
$30
Classificação Livre

 

DESPIROCANDO

Depois de mais de dois anos fora dos palcos o ator e radialista Jorge Paulo, volta com seu novo show: Despirocando.

De 2001 a 2014 ficou em cartaz passado pelos principais teatros de São Paulo com a comédia Quem Ri Por Último é Loira ou Português. Em 2010 ficou entre os 5 melhores de São Paulo, em votação do Guia da Folha.

Despirocando  mistura piadas, personagens, improviso, etc… Um show completo onde o público vai aprender como fazer um DR sem se stressar, histórias de viagens, cotidiano, relacionamento e muito mais!

jorge paulo

 

Despirocando
Com Jorge Paulo
Teatro BTC (R. Santa Cruz, 2105 – Vila Mariana, São Paulo)
Duração 60 minutos
28/10 e 04/11
Sábado – 21h
$60
Classificação 16 anos

ZEPELIM (OU O BALÃO QUE NUNCA EXISTIU)

Zepelim (ou O Balão que Nunca Existiu conta a história de Zezinho, um garoto que mora e trabalha no lixão e só tem um amigo, o vira-lata Pelim e é com ele que divide seu abrigo, seu trabalho, sua comida, suas brincadeiras, suas aventuras e principalmente seus sonhos: e o maior deles é poder voar de balão. Para isso, os dois viverão grandes aventuras.
 
O espetáculo é de grande delicadeza, feito não só para as crianças, mas também para todo mundo, porque trata de assuntos como preconceito, utopias, reutilização de materiais jogados no lixo, trabalho infantil e muito mais, só que com muita poesia, músicas, cores, imagens e bonecos. A dura realidade estampada numa ficção doce e brincada. 

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Zepelim (ou O balão que nunca existiu) 
Com Cia Variante (Danilo Mora, Samantha Verrone e Tati Takiyama)
SESC Ipiranga (R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo )
Duração 40 minutos
15/10 até 19/11
Domingo – 11h
$17 ($5 – credencial Sesc)
Classificação Livre
 
 
(crédito foto – Thiago Takiyama e Lazerum)

ODEIO SER POBRE

Uma família nada convencional invade o Teatro Augusta a partir do dia 28 de outubro na comédia “Odeio ser pobre”, de Cláudio Caramante.

Quando nada mais parece dar certo para Carlos Alberto, a visita surpresa de um tio rico desconhecido pode ser seu ponto de virada tão esperado. Com a intenção de partilhar sua herança ainda em vida, a família de Carlos Alberto tem tudo para levar a bolada. Porém, não tão facilmente assim. A tia Prochaska Borba Gato, esposa do tio Borbinha, possui critérios rígidos no qual seus parentes terão que se encaixar para se mostrarem dignos da herança. Agora, Carlos Alberto precisa passar por poucas e boas para disfarçar os problemas e segredos da família.

Com referências em séries icônicas da televisão brasileira como “Sai de Baixo”, “Toma lá, dá cá” e “Vai que Cola”, a comédia teatral “Odeio ser pobre” explora a vida real da classe média brasileira, em crise no cenário econômico atual, suas peripécias e, claro, as loucuras e segredos escondidos por cada um de seus personagens. A peça pergunta ao espectador, de forma leve e cômica, duas questões: O dinheiro traz felicidade? E até onde as pessoas podem ir para conseguir este dinheiro? Esta reflexão é o principal intuito do roteirista e diretor Cláudio Caramante, inspirado por sua própria história. Infeliz em um alto cargo executivo de uma instituição financeira, algo lhe faltava, e após um infarto, ele decidiu “jogar tudo para o alto” e fazer o que gosta: Viver de arte.

 Em ‘Odeio ser pobre’ é explorado, através de personagens caricatos, como no fundo estamos todos no mesmo barco e como, ainda assim, algumas pessoas vão ao extremo pela ilusão do dinheiro”, afirma Cláudio. “A grande mensagem da peça é que com ou sem dinheiro, precisamos saber viver, fazer o que gostamos de verdade. Seja qual for nossa realidade, fazer dela nossa felicidade. No final, é a única coisa que realmente conta, conclui ele.

Ao lado de Carlos Alberto, este pai de família que tem certeza que só será feliz se for rico, estão sua esposa Suellen, uma ex-miss que sofre de um tipo narcolepsia conveniente, seu filho Carlinhos, um homossexual que sonha em ser transformista, mas usa uma carapuça homofóbica na frente do pai, e sua mãe Zilda, uma mãe de santo trambiqueira. Cada um mostra um ponto de vista e uma dificuldade diferente, representando diversos lados de pessoas gente como a gente, que precisam batalhar muito para sobreviver. ​

Com tantos personagens e situações cotidianas, é impossível não se identificar com os problemas de cada membro desta família, que dão vida ao texto ágil e lúdico que oferece a reflexão sobre preconceitos e problemas sociais, levando ao público temas sérios de forma muito bem humorada.

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Odeio Ser Pobre
Com Alan Ferreira, Erika Resan, Evando Lustosa, Mitsuru Yamada, Mony Gester, Rafael Rosenberg
Teatro Augusta (Rua Augusta, 943 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
28/10 até 19/11
Sábado – 22h, Domingo – 20h
$60
Classificação 14 anos

A MALA DE HANA

Após o sucesso da temporada no Teatro Folha, o espetáculo infantil A Mala de Hana faz apresentações no Teatro Anne Frank, localizado no Clube Hebraica, nos dias 29 de outubro, 5 e 12 de novembro, sempre aos domingos, às 17hDe forma singela e delicada, a montagem tem a direção de Marcelo Klabin e o elenco é formado pela dupla Fernando Chapaval e Luana Paroni. A peça é uma adaptação do aclamado livro infanto-juvenil homônimo da escritora canadense Karen Levine.

A trama conta a história da menina Hana Brady a partir das descobertas feitas pela japonesa Fumiko Ishioka e seus alunos, que foram em busca da história de quem seria a dona de uma mala que receberam para utilizar em uma exposição. A montagem é um retrato da vida das crianças no Holocausto em paralelo com a visão atual da realidade.

A Mala de Hana narra a história real de Fumiko, diretora de um centro educacional no Japão, que formou um grupo com alunos para estudar o período. A curiosidade e o fascínio pelo assunto fez com que, no ano 2000, o grupo de estudantes iniciasse uma jornada para conhecer detalhes sobre a história da jovem Hana. Foi assim que Fumiko chegou a George Brady, irmão de Hana (que ainda está vivo e mora no Canadá). Com a ajuda dele conseguiram recriar a história vivida nos campos de concentração, período em que foi separado da sua irmã. Hana, na época com apenas 13 anos de idade, chegou a Auschwitz acreditando que reencontraria George. Na mala, ela levou poucas roupas e alguns dos seus desenhos preferidos

Através de uma história que percorre três continentes diferentes – América, Europa e Ásia – o espetáculo traça, como a autora do livro diz, “uma lembrança da brutalidade do passado e da esperança do futuro”. Em cena, os atores se revezam pela narrativa da história.

A peça desperta na criança o interesse pelo estudo e compreensão de um período histórico extremamente importante para o seu desenvolvimento, não apenas como conhecimento, mas também como seres humanos”, conta Luana Paroni, atriz que interpreta Hana.

A pretende levar para as crianças uma mensagem sobre a intolerância e a injustiça, presentes no período da II Guerra Mundial, e que ainda circulam com diferentes facetas em nossa sociedade. “Queremos disseminar a profundidade do fato histórico de maneira sensível, lúdica e principalmente pedagógica, fazendo com que as crianças se interessem e mergulhem nessa história”, completa Fernando Chapaval, ator que interpreta George.

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A Mala de Hana
Com Fernando Chapaval e Luana Paroni
Teatro Anne Frank – Clube Hebraica (Rua Hungria, 1.000 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 60 minutos
29/10, 05 e 12/11
Domingo – 17h
$40
Classificação 8 anos