A BELA E A FERA – O ESPETÁCULO MUSICAL

A Bela e a Fera – o Espetáculo Musical chega aos palcos do Theatro NET São Paulo de 26 a 28 de outubro, sexta a domingo, 20 horas. Baseado no conto de domínio público francês, a encenação leva para os palcos 50 integrantes, entre atores, bailarinos, cantores e músicos de orquestra, além de 200 figurinos, cenários grandiosos e projeções em vídeo mapping 3D, com tecnologia para interagir personagens e cenário.

O conto de fadas, escrito pelos Irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm) em 1812, fala sobre a história de amor entre uma linda e inteligente jovem (Bela) e um príncipe que foi enfeitiçado e transformado em Fera. Bela vive em um vilarejo francês com seu pai, que é capturado e aprisionado pela Fera em seu castelo. A jovem consegue localizá-lo e se oferece para ficar no lugar dele. Sua bondade a faz enxergar o lado humano da Fera, por quem se apaixona perdidamente, quebrando o feitiço.

No elenco, o destaque é a atriz Flávia Mengar, intérprete da Bela, protagonista de outros importantes trabalhos teatrais, como a Dorothy, de O Mágico de Oz, e a Ariel, de A Pequena Sereia. Brunno Rizzo faz a direção. Figurinos assinados por Bruno de Oliveira, um dos mais respeitados profissionais brasileiros, inclusive por ter sido o responsável por vestir os artistas que participaram do show de abertura da Copa do Mundo, em 2014.

Dividida em dois atos, a apresentação tem uma hora e meia de duração. A turnê passará por cerca de 30 das maiores cidades do país atingindo um público estimado de 100.000 expectadores. Algumas das cidades serão: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Goiânia, Brasília, Ribeirão Preto, Campinas, Paulínia, Londrina, Maringa, Maceió, João Pessoa, Joinville, São José do Rio Preto, Sorocaba, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Natal, Fortaleza, Belo Horizonte, Juiz de Fora, entre outras.

CARMEN (1)

A Bela e A Fera – O Espetáculo Musical

Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)

Duração 90 minutos

26 a 28/10

Sexta, Sábado e Domingo – 20h (sessão extra – 27/10 – Sábado – 16h)

$75/$250

Classificação Livre

BAGAGEM

O ator Marcio Ballas, que pesquisa há 20 anos as linguagens do palhaço e da improvisação teatral, conta ao público alguns episódios que marcaram a sua infância no espetáculo Bagagem, com direção de Rhena de Faria. A peça faz nova temporada no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional de 12 de outubro a 7 de dezembro de 2018, toda sexta-feira às 21h.

Nos anos de 1950, o militar Gamal Abdel Nasser tornou-se presidente do Egito e implantou várias medidas para limitar a presença de estrangeiros no país, o que gerou uma guerra responsável pela expulsão de milhares judeus da região. Os pais de Ballas foram obrigados a abandonar sua terra natal nessa circunstância e embarcaram em um navio com destino ao Brasil.

Segundo o ator, a ideia de contar ao público as histórias de sua família surgiu em um jantar. “Em uma sexta feira, fui comer na casa da minha mãe. Na sobremesa, tinham vários doces incríveis e um pequeno cacho de bananas. Brinquei dizendo que ninguém escolheria a fruta. Ela disse: ‘Não fale assim. Um dia, isso foi o meu almoço’. Eu achei que ela estava brincando, mas ela contou que quando chegaram refugiados do Egito, não tinham dinheiro para comida. Então, por várias vezes, almoçaram bananas! Nesse dia, pensei: quero compartilhar as histórias da minha família em um espetáculo“, explica Ballas.

Em cena, Ballas apresenta uma visão bem-humorada e poética sobre as histórias de sua família e a Cultura Judaica em forma de pequenas crônicas, com os temas infância, melhor amigo, pai, mãe e férias. As técnicas de improviso teatral são usadas quando o ator convida a plateia para entrar na cena e a participar da peça.

Em 2010, eu organizei um Festival de Improviso no Brasil e trouxe convidados internacionais. Um deles era o mestre Omar Argentino, que apresentou um solo de improviso. Eu fiquei maravilhado. Eu não sabia que dava para improvisar sozinho, não sabia que era possível! Essa ideia ficou na minha cabeça durante 7 anos, até que eu tomei coragem e decidi: está na hora de fazer o meu solo. Misturei o improviso com textos escritos e surgiu o espetáculo“, conta o improvisador.

Bagagem

Com Marcio Ballas

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073, Bela Vista – São Paulo)

Duração 60 minutos

12/10 até 07/12 (não haverá sessão 19/10)

Sexta – 21h

$60

Classificação: 12 anos

A CABEÇA DE YORICK

os Parlapatões estreiam a peça A Cabeça de Yorick, no Espaço Parlapatões. Em cena Hugo Possolo, Raul Barretto e Nando Bolognese revelam como palhaços encaram os assuntos trágicos.

Na mais famosa tragédia de Shakespeare, Hamlet, a única cênica cômica é a dos coveiros. Hamlet empunha caveiras nas mãos e se depara com a de Yorick, que foi o bobo da corte e alegrou sua infância. A imagem que mais representa a tragédia do velho bardo é de Hamlet com caveira erguida. Ou seja, o momento da tragédia que ficou imortalizado no imaginário é exatamente aquele no qual a comédia está destacada pela tragédia. Neste espetáculo, os palhaços buscam uma inversão, levantando imagens trágicas dentro do ambiente cômico.

Em diferentes quadros da peça, que têm uma sutil ligação entre si, os três palhaços se vêm diante da perda e da finitude para buscar saídas, cujo ângulo de visão busca fugir do trágico ou que, ao menos, contenha alguma esperança. Os três circulam em variadas abordagens como a de uma palestra motivacional sobre a vida eterna até outro quadro que traz um compêndio de diferentes maneiras de se suicidar. Em outro quadro, um palhaço se surpreende pelo encontro com o corpo de outro palhaço morto, descrevendo todas as suas impressões tragicômicas levadas ao absurdo da compreensão cômica sobre a vida. O público participa, feito por jogo de improviso, dando ideias sobre como a inversão dos ícones básicos da tragédia podem ser vistos, revistos e anarquizados pela comédia.

A Cabeça de Yorik é mais um resultado da pesquisa que os Parlapatões em torno da figura do palhaço e do bufão. A peça é mais das atividades do grupo Parlapatões, comtemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura. 

CARMEN (3)

A Cabeça de Yorick

Com Hugo Possolo, Raul Barretto e Nando Bolognese

Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)

Duração 55 minutos

16/10 até 07/11

Terça e Quarta – 21h

$40

Classificação 12 anos

NA CAMA

O premiado filme chileno “En La Cama” (2005), com roteiro de Julio Rojas, ganha sua primeira adaptação brasileira para o teatro em Na Cama, com direção de Renato Andrade, que estreia no dia 18 de outubro no Teatro Viradalata. A peça segue em cartaz até 29 de novembro, com sessões às quintas-feiras, às 21h.

A comédia romântica narra o primeiro e último encontro entre Bruno (Pedro Bosnich) e Daniela (Cristiane Wersom), que se conheceram em uma festa horas antes. Entre os lençóis, eles compartilham algumas de suas verdades e fantasias. Sem expectativas ou compromisso, o casal se revela aos poucos.

Com direção de Matias Bize, o filme foi premiado nos festivais de Valladolid, na Espanha, de Havana, em Cuba, e de Viña Del Mar, no Chile; foi indicado ao Prêmio Goya 2007; e fez parte da seleção oficinal dos festivais de Locarno, na Suíça, e Los Angeles, nos Estados Unidos.

Sobre Julio Rojas

O chileno Julio Rojas é um dos mais premiados roteiristas da América Latina. Outros filmes seus são “Mi mejor enemigo”, indicado ao Goya em 2006; “La vida de los peces”, indicado em 2012 ao Goya e ao Colón de Prata e representante chileno na disputa ao Oscar naquele ano.

Foi diretor de conteúdos de ficção na TV, docente em diversas universidades chilenas e estrangeiras e professor da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de Los Baños, em Cuba.  Como escritor, acaba de publicar seu primeiro romance “El visitante extranjero”. “Na Cama” é sua primeira obra encenada no Brasil.

SINOPSE

Em um quarto de motel, Bruno e Daniela, dois estranhos que se conheceram poucas horas antes numa festa de casamento, dividem lençóis e confidencias. Aos poucos, a intimidade do casal extrapola o sexo e aquela relação descompromissada passa a ser uma possibilidade.

CARMEN (2)

Na Cama

Com Cristiane Wersom e Pedro Bosnich

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387, Sumaré – São Paulo)

Duração 55 minutos

18/10 até 29/11

Quinta – 21h

$40

Classificação 16 anos

MEIA-MEIA

A busca pelo poder e o lado mais mesquinho e sórdido do ser humano são motes de MEIA-MEIA, texto livremente inspirado no romance O anão (1944), do sueco Pär Lagerkvist (vencedor Prêmio Nobel de Literatura em 1951). Com direção de Juliana Jardim e Georgette Fadel, o espetáculo estreia no dia 19 de outubro no Sesc Pompeia, e segue em cartaz até 11 de novembro.

Este é o primeiro monólogo de Luís Mármora, que também foi idealizador da montagem. “O espetáculo nasceu de um convite meu para o Vadim Nikitin. Eu queria fazer um monólogo que tivesse a política como temática central. Não queria um personagem que fosse a representação do poder, mas que desfrutasse dele, bebesse dos privilégios. E o Vadim lembrou dessa obra que é praticamente desconhecida no Brasil, teve uma única edição em 1970. Embora tenha sido escrito em plena 2ª Guerra Mundial, em alguns trechos do romance dá quase para dizer que é uma ficção para a teoria de Maquiavel, sobre como ele descreve as possíveis tomadas de poder”, comenta o ator.

Ainda que ambientada em época indefinida, leitor e espectador podem deduzir que o texto se passa numa possível Renascença, por desdobradas sugestões de relações entre arte e guerra, por exemplo. A trama apresenta um anão inescrupuloso e manipulador que aparece indissociável de seu Printz, quase como um prolongamento seu. Acompanha o Printz em uma guerra, que MEIA-MEIA tem como a potência máxima de vida, “uma experiência maravilhosa” que lhe traz a suprema felicidade.

O anão tem uma potência muito destrutiva. Claro que o apelo teatral faz com que tonemos a figura dele de modo ainda mais sedutor do que no romance. E o humor vem sempre pela inversão de tudo o que seria uma demonstração de amor. Então, ele diz coisas do tipo ‘como o amor é uma coisa repugnante’, ‘como é desprezível a mão de uma criança’”, diz Mármora.

A ideia é justamente explicitar como esse tipo de comportamento desprezível também faz parte do ser humano. “Ele expõe o que há de mais sombrio na força humana, que é uma coisa com a qual temos nos deparado cada dia mais nas relações político-sociais. As relações se tornam cada vez mais explicitamente violentas e dominadas pelo ódio. Ele vem para questionar como lidamos/domamos isso”, revela.

Além das obras de Pär Lagerkvist e Nicolau Maquiavel (1469-1527), a pesquisa que gerou a encenação tem como referência o trabalho dos pintores espanhóis Diego Velázquez (1599-1660) e Francisco de Goya (1746-1828); o filme “Os Anões Também Começaram Pequenos”, do cineasta alemão Werner Herzog; e o conceito de materialismo histórico do filósofo alemão Walter Benjamin (1982-1940).

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Meia-Meia

Com Luís Mármora

SESC Pompéia – Espaço Cênico (R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo)

Duração 70 minutos

19/10 até 11/11

Quinta, Sexta e Sábado – 21h30, Domingo e Feriado – 18h30

$20 ($6 – credencial plena)

Classificação: 16 anos

SHREK – O MUSICAL TYA

O ogro mais querido de todos volta para São Paulo pra uma mais temporada no Teatro Novo na Vila Mariana, de 20 de outubro à 16 de dezembro, sábados às 16h e domingo às 15h. Shrek se junta a uma desajustada turma de contos de fadas para salvar a princesa Fiona.

O espetáculo  é uma realização e produção da Proscenium Cultural, com texto de David Lindsay Abaire, musicas de Jeanine Tesore, direção de Iremar Melo e versão brasileira de Felipe  Pirillo, a aventura reestreia a temporada paulistana trazendo alguns novos nomes no elenco, que é composto por 10 atores, cantores e bailarinos.

Shrek – O Musical Tya é uma Versão Brasileira, licenciado pela MTI Shows e Dreamworks – NY, do Aclamado Musical da Broadway e do filme vencedor do Oscar. O espetáculo tem uma  mensagem engraçada e emocionante para toda a família, um musical cantado ao vivo, com um cenário rotativo, grandes coreografias e um jogo de luz empolgante.

Sinopse:  
Era uma vez um pântano distante, onde vivia um ogro chamado Shrek. De repente, seu sossego é interrompido pela invasão de personagens de contos de fadas que foram banidos de seu reino pelo malvado Lorde Farquaad. Determinado a salvar o lar das pobres criaturas, e também o dele, Shrek faz um acordo com Farquaad e parte para resgatar a princesa Fiona. Resgatar a princesa pode não ser nada comparado com seu segredo profundo e sombrio.

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Shrek – O Musical TYA

Com Felipe Pirillo, Vanessa Scorsoni, Dyego Antonini, Victor Garbosa, Lucas Patch, Claudine  Madi, Bruno Belz, Jorge Alves, Fernanda Godoy e Felipe Cardoso

Teatro Novo (Av. Domingos de Morais 348 – Vila Mariana, São Paulo)

Duração 85 minutos

20/10 até 16/12

Sábado – 16h, Domingo – 15h

$50

Classificação Livre

O MELHOR DE MIM

O melhor de mim” é um espetáculo teatral que retrata a atual situação do bullying e traz a reflexão sobre a formação do caráter de cada indivíduo na fase escolar.

A história acontece em torno de Daniel e Júlia, primos e melhores amigos, que mudam de cidade e sofrem todos os tipos de agressões. A perseguição constante, por serem simpáticos e inteligentes, culmina em uma tragédia que impacta a vida de todos.

Dez anos depois, Júlia escreve um livro no qual relata a situação que vivenciou e resolve fazer o lançamento num encontro dos amigos de escola que ela mesma organizou, para que tivesse a oportunidade de conversar sobre os fatos acontecidos. Quanto o bullying é prejudicial à formação psicológica de cada indivíduo? Isto ajuda a definir o nosso caráter?

Com elementos que possibilitam o resgate à infância, como brincadeiras de bola de sabão, amarelinha e peão, e encenação realista das agressões verbais e físicas aos personagens principais, o espetáculo permite a reflexão sobre o preconceito visual que temos perante aos outros.

Através do personagem Ronaldo, um jovem cego, podemos acentuar a posição que não devemos enxergar as pessoas com os olhos julgadores, mas com o coração.

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O Melhor de Mim

Com Eber Rodrigues, Faby Veras, Karine Pangoni, Wellington Ribeiro, Lais Castro, Fabiana Nunes, Marcus Vinicius Lacerda, Thiago Gonçalves, Cissa Lourenço, Tiago Gallodino, Fabricio Tintiliano, Roberta Freitas e Gebert Aleixo

Teatro Gil Vicente – Faculdade Impacta (Av. Rudge, 315 – Barra Funda, São Paulo)

Duração 75 minutos

06 até 27/10

Sábado – 18h

$40

Classificação Livre