DIÁLOGOS ANTROPOFÁGICOS

De 20 a 28 de março, a Companhia Antropofágica de Teatro promove mais a primeira série de Diálogos Antropofágicos do ano em sua sede, o Espaço Pyndorama localizado em Perdizes.

Durante quatro encontros, a companhia recebe convidados especiais para falar sobre produção teatral, processos criativos de companhias como Kiwi Companhia de Teatro, Cia Os Satyros e da própria Antropofágica. Participarão também dos encontros, pesquisadores que abordarão temas como Biodiversidade, Sistemas Agrícolas de Produção Alimentar, Desenvolvimento e Planejamento Urbano e Cultural.

As temáticas dos Diálogos Antropofágicos foram escolhidos de acordo com o novo projeto da Antropofágica, [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X, projeto que parte da necessidade da Companhia em aprofundar as pesquisas sobre questões eco-ambientais contemporâneas, a fim de operar a ponte entre um pensamento desenvolvido no início do século XX e os processos de devastação do planeta atualmente em curso.

Uma proposta de pesquisa sintetizada no conceito de Modernidade Tóxica: uma ampla toxicologia dos muitos projetos modernos que coabitam no país, abrangendo desde questões do manejo ecológico do solo como oposição aos agrotóxicos industriais até a dimensão metafórica do conceito de tóxico presente na arte, na literatura, no teatro e em manifestações diversas da indústria cultural.

Este é um projeto de continuidade dos quinze anos de trabalho teatral coletivo da Antropofágica, que busca abarcar a totalidade de seu diálogo artístico com a cidade de São Paulo. Com mais de trinta integrantes que se revezam entre direção, atuação, música, pesquisa, produção, registro e muitos dos quais com mais de 10 anos de trabalhos conjuntos e ininterruptos, o grupo busca desde sua origem devolver à cidade criações e experiências cênico-musicais que sejam alimento para o livre pensar.

A COMPANHIA

Companhia Antropofágica é um grupo criado em 2002 que tem a antropofagia como princípio motivador de seu processo sócio-artístico, com um histórico que envolve inúmeros processos de criação, estudo e experimentação, reconhecidos por prêmios e indicações. Desde sua criação, o grupo opta por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, muito propícias ao ideal antropófago que nos move.

Estas são ações do novo projeto [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X, contemplado na 31ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que contará com atividades ao longo de todo ano de 2018.

O projeto começou com a estreia de um novo espetáculo chamado OPUS XV que celebra os 15 anos da Antropofágica. Agora o projeto segue também com uma série dos Diálogos Antropofágicos.

Confira a programação e se programe para participar!

Diálogos Antropofágicos – Programação

Os encontros acontecerão sempre às 19h30.

Onde: Na sede da companhia, o Espaço Pyndorama – Endereço: Rua Turiassú, 481 – Fundos – Perdizes – São Paulo

Dia 20 de março de 2018 – A Atualidade do Teatro Documentário – Convidada: Fernanda Azevedo (Atriz, integrante da Kiwi Companhia de Teatro desde 2006. Pesquisadora e mestranda em teatro no Instituto de Artes da Unesp, sob orientação do Prof. Alexandre Mate)

Para discutir a atualidade do teatro documentário, analisaremos alguns dos seus fundamentos conceituais e suas consequências estéticas e sociais, além de examinar exemplos retirados da produção teatral contemporânea.

Dia 21 de março de 2018 – Processos de Devising no Trabalho Criativo dos Satyros – Convidado: Rodolfo García Vázquez II (Dramaturgo, diretor teatral e um dos fundadores da Cia Os Satyros Prêmio Shell de Melhor Diretor em 2005 por “A Vida na Praça Roosevelt”, de Dea Loher)

O encontro visa esclarecer as diferenças entre devising e o teatro colaborativo desenvolvido no Brasil. Em um segundo momento, o encontro visa apresentar possibilidades diferentes de devising no processo da montagem teatral, através da desconstrução de processos criativos de alguns espetáculos emblemáticos dos Satyros.

Dia 27 de março de 2018 – Segurança Alimentar e Nutricional – Convidada: Soraia de Fátima Ramos – (Geógrafa; Mestre em Geografia; Doutoranda na Faculdade de Saúde Pública – USP, Pesquisadora Científica no Instituto de Economia Agrícola (IEA); foi Conselheira do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável -CONSEA/SP).

A segurança alimentar e nutricional abrange o acesso a alimentos com qualidade biológica, sanitária e nutricional, de modo regular e permanente. Alia-se a práticas alimentares promotoras de saúde, com atenção às populações vulneráveis. A produção no campo deve estar amparada em sistemas agrícolas da agricultura familiar com atenção à preservação da biodiversidade e diversidades culturais locais.

Dia 28 de março de 2018 – Desenvolvimento e Planejamento Urbano e Cultural – Convidada: Terezinha Ferrari (Pesquisadora e Professora do Centro Universitário Fundação Santo André – Doutora em Ciência Política. Autora do livro, a Fabricalização da cidade e ideologia da circulação, além de outros textos)

A temática proposta tanto pode ser tratada de modo afirmativo como crítico. A segunda opção seduz porque para enfrentá-la é preciso destacar a presença do Estado no planejamento das cidades; no capitalismo neoliberal esse planejamento urbano contempla também um desenvolvimento e um planejamento cultural – o que nem sempre foi assim. Como o Estado do capital planeja uma cidade para poucos, perguntamos qual é, afinal, o papel da cultura nesta cidade planejada para poucos?

Temporada do Espetáculo OPUS XV

OPUS XV – Máquina de Memória dos quinze anos da Companhia Antropofágica, que desafia a história do grupo na busca por responder aos mecanismos históricos que determinam a própria possibilidade de qualquer existência coletiva. Uma engrenagem teatral projetada para expor suas próprias entranhas, desafiando o individualismo crescente. Como forma de resistência à realidade degradada, a peça crava uma fresta de liberdade entre as determinações objetivas do passado social e as escolhas subjetivas do indivíduo, transformando o espaço do palco em uma plataforma onírica em meio às tensões históricas do tempo presente.

Temporada: 02 de Março a 22 de Abril de 2018 – Sextas e Sábados as 21h e Domingos as 19h

Preço: Gratuito – Classificação Indicativa: 18 anos

Local: Espaço Pyndorama – Endereço: Rua Turiassú, 481 – Fundos – São Paulo – SP

BEM SERTANEJO – O MUSICAL

O espetáculo “Bem Sertanejo – O Musical”, apresentado pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros, e patrocinado pela Vivo, PagSeguro, laboratório Cristalia, Consórcio Nacional Chevrolet e pela Riachuelo, foi sucesso de público por onde passou durantes os meses de abril, maio e junho deste ano. Foram mais de 32 apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Ribeirão Preto sempre com casa cheia e sessões extras. E agora, depois de lançar também o show Bem Sertanejo, inspirado no DVD de mesmo nome, Michel Teló volta com o musical.

Em São Paulo, as apresentações serão dias 15, 16, 17, 18, 22, 23, 24 e 25 de março, no Teatro Bradesco.

A montagem conta a história da música sertaneja, desde a sua origem caipira, no século 17, até os dias mais recentes e traz no repertório cerca de 56 sucessos de nomes consagrados, como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Gustavo Lima, Henrique e Juliano, Jorge e Mateus, entre outros.

“Bem Sertanejo – O Musical” traz na assinatura do texto e da direção o nome de Gustavo Gasparani e de profissionais consagrados no ramo, como Gringo Cardia (cenografia), Maneco Quinderé (iluminação), Marcelo Olinto (figurinos), Renato Vieira (coreografias), Marcelo Neves (direção musical), Mauricio Detoni (arranjos e preparação vocal) e André Piunti (pesquisador musical). A segunda turnê já passou por Goiânia, Rio de Janeiro e Vila Velha, sempre com ingressos esgotados. Além de São Paulo, a cidade de Campinas também receberá o projeto no final de março.

Esse projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo   à Cultura, e pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros e patrocinado pela Vivo, PagSeguro, laboratório Cristalia, Consórcio Nacional Chevrolet, Alelo e pela Riachuelo.

Do Fantástico para os palcos

Com o mesmo nome do quadro, que foi um sucesso no programa “Fantástico”, exibido pela Rede Globo de Televisão, o protagonista do musical no teatro será o mesmo apresentador da série que foi um sucesso e teve mais uma temporada exibida agora em 2017. Michel Teló fez a sua estreia como ator e se preparou para isso com várias horas de ensaio ao longo dos dias.

Esse é outro mundo para mim. É muito novo ter texto para decorar, ter que interpretar um personagem, aprender as marcações diferentes, estar em cima do palco para um musical é diferente. Mas tem sido um desafio muito bacana”, afirma Michel.

O elenco trará ainda nomes de destaque no cenário do teatro musical brasileiro, como Lilian Menezes, que recentemente chamou a atenção ao protagonizar o sucesso “Elis, A Musical”, Sergio Dalcin, cantor sertanejo e ator, com experiência em musicais, e o premiadíssimo elenco de “Samba Futebol Clube” e “Aquele Abraço” que trabalha com o autor e diretor Gustavo Gasparani há cinco anos. São eles: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima.

Ao escrever Bem Sertanejo – O Musical, voltei à minha infância na fazenda quando queria ser veterinário. A peça conta a trajetória e a formação da música caipira e da cultura interiorana do nosso país de forma poética e não cronológica. Proponho uma viagem pelos nossos interiores – memórias, infância, descobertas – resgatando, assim, o sertão que há em cada um de nós, e ao mesmo tempo, um contato direto com as nossas raízes culturais. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceitos e longe da palavra progresso. Onde Tarsila, Mário de Andrade e Villa-Lobos se encontram com Tonico e Tinoco, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho e tantos outros”, explica Gustavo Gasparani.

Abaixo, veja trechos do espetáculo

 

 

 

Bem Sertanejo, o Musical
Com Michel Teló, Lilian Menezes, Alan Rocha, Cris Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima, Sergio Dalcin
Teatro Bradesco – Shopping Bourbon (R. Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo)
Duração 180 minutos
16 a 25/03
Sexta e Sábado – 17h e 21h30, Domingo – 16h e 20h30
$150/$220
Classificação 16 anos

 

 

 

OPUS XV

O espetáculo marca a celebração dos 15 anos da companhia, celebrado em 2017, e é resultado da [Tram(a)ntropofágica] – projeto anterior que englobou mais de 140 dias de ações gratuitas para a população, revisitando todo o seu repertório de criação, pesquisa e experimentos, a fim de desvendar os elementos constitutivos do presente coletivo.

A peça foi construída na forma de uma rapsódia, no sentido delineado por Gilda de Melo e Souza ao descrever o processo composicional da obra Macunaíma, de Mario de Andrade, ou ainda pelo estudo de Maria Augusta Fonseca sobre o livroPau-Brasil, de Oswald de Andrade. Embebida ainda de contribuições valiosas do teatro épico de Bertolt Brecht, do Teatro Documentário, do teatro de memória de Tadeusz Kantor e da forma ensaística de Adorno.

Para a criação de OPUS XV, o grupo buscou compreender o que de universal havia em seu repertório, em uma espécie de peça-manifesto da ética e da poética desenvolvidas ao longo de seus quinze anos. O espetáculo é uma espécie de viagem poética no tempo. Uma viagem pela trajetória de 15 anos de trabalho coletivo, com todos os desafios, percalços e contextos históricos inerentes a esse período.

Uma peça que arranca de nossas entranhas as camadas históricas do passado coletivo, uma composição polifônica que destila o que tem de universalidade nos trabalhos anteriores do grupo. Como uma pilha de negativos que procura lançar nova luz sobre o tempo presente. Uma espécie de peça em formato de manifesto palimpséstico da ética e poética praticada pelo grupo nos últimos 15 anos.” Thiago Reis Vasconcelos.

O NOVO PROJETO – [D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X

A temporada de OPUS XV é a primeira fase do projeto [D.E.T.O.X] que tem como fio condutor o diálogo entre territórios extremos da cidade, através de ações formativas, experimentos cênicos com dramaturgos convidados, mecanismos de registro e compartilhamento do processo criativo da Antropofágica e a criação de um novo espetáculo, tudo com a intenção de ampliar os diálogos da Antropofágica com os espaços públicos. As ações deste projeto extrapolam os limites de sua sede, o Espaço Pyndorama, e seguem também para a região de Perus, para a criação do Teatro de Monhangokaracy (parte do projeto que posteriormente será revelada pela Companhia).

[D.E.T.O.X] – Devising Experimental da Toxicologia do Objeto X parte da necessidade da Companhia de aprofundar as pesquisas sobre questões eco-ambientais contemporâneas, a fim de operar a ponte entre um pensamento desenvolvido no início do século XX e os processos de devastação do planeta atualmente em curso. Uma proposta de pesquisa sintetizada no conceito de Modernidade Tóxica: uma ampla toxicologia dos muitos projetos modernos que coabitam no país, abrangendo desde questões do manejo ecológico do solo como oposição aos agrotóxicos industriais até a dimensão metafórica do conceito de tóxico presente na arte, na literatura, no teatro e em manifestações diversas da indústria cultural.

Este é um projeto de continuidade dos quinze anos de trabalho teatral coletivo da Antropofágica, que busca abarcar a totalidade de seu diálogo artístico com a cidade de São Paulo.

Com mais de trinta integrantes que se revezam entre direção, atuação, música, pesquisa, produção, registro e muitos dos quais com mais de 10 anos de trabalhos conjuntos e ininterruptos, o grupo busca desde sua origem devolver à cidade criações e experiências cênico-musicais que sejam alimento para o livre pensar.

OPUS XV - Foto Alan Siqueira (6).jpg

Opus XV
Com Adonis Rossato, Alessandra Queiroz, Alexei Boris, Clayton Lima, Daniel Arantes, Daniel Solnik, Danilo Santos, Deborah Hathner, Débora Xavier, Elaine Guimarães, Fabi Ribeiro, Flávia Ulhôa, Gabriela Jennifer, Gabriela Moraes, Gabriel Vasconcelos, Giovanna Perasso, Jaques Cardeal, Karitas “Kkau” Gusmão, Laura Soares, Martha Guijarro, Matheus Houck, Mauro Britto, Rafael Frederico, Rafael Graciola, Renata Adrianna, Ruth Melchior, Suelen Moreira
Espaço Pyndorama (Rua Turiassú, 481 – Perdizes, São Paulo)
02/03 até 22/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
Grátis
Classificação 18 anos

UM BONDE CHAMADO DESEJO

A história criada por Tennessee Williams narra a decadência de Blanche Dubois, que se abriga na casa da irmã, Stella, para fugir do passado e se depara com seu vulgar cunhado, Stanley Kowalski. Marlon Brando e Jessica Tandy interpretaram, em 1947, na Broadway, dirigidos por Elia Kazan, os protagonistas que aqui são representados por Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis. O texto ganharia notoriedade mundial no cinema, quatro anos depois, quando o mesmo Kazan dirigiu a adaptação cinematográfica com Brando e Vivian Leigh nos papéis principais.

Na trama, a sonhadora e atormentada Blanche DuBois muda-se para a casa da irmã, Stella, no estado norte americano de New Orleans, para logo entrar em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley. Na tensão entre a carnalidade bestial de Stanley e o espírito etéreo de Blanche, ergue-se a mais pungente e bela metáfora do duelo entre o sonho e a realidade, entre a alma e o corpo, que o teatro já produziu.

Com direção de Rafael Gomes, completam o elenco Donizeti Mazonas (no papel de Harold Mitchell), Virgínia Buckowski (no papel de Stella Kowalski), além dos atores Fabrício Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes.

Através do enredo doméstico de Tennessee Williams, criam-se complexos universos éticos e estéticos, com refinadas teias simbólicas, maestria de linguagem e, principalmente, enorme envergadura moral.

O diretor Rafael Gomes, um dos mais destacados encenadores da nova cena teatral paulistana (Prêmio APCA por Música Para Cortar Os Pulsostrês indicações ao Prêmio Shell por Gotas D’Água Sobre Pedras Escaldantesmais de 20 indicações e 5 Prêmios conquistados pelo musical Gota D’Água [a seco]; 2 indicações de melhor espetáculo e Prêmio APCA de melhor autor para a peça Os Arqueólogos) é um profissional que, assim como Elia Kazan, diretor da montagem inaugural do texto, transita entre o Audiovisual e o Teatro, com experiência multidisciplinar, buscando as particularidades e convergências em cada uma das artes, bem como aquilo que as alimenta mutuamente.

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Um Bonde Chamado Desejo
Com Maria Luisa Mendonça, Eduardo Moscovis, Virgínia Buckowski, Donizeti Mazonas, Fabricio Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes
Teatro Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 110 minutos
19/01 até 01/04
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$80
Classificação 14 anos

D’ARC – DARK

Concebido pelos coreógrafos Dinah Perry e Jorge Garcia, o espetáculo D’Arc – Dark estreia no dia 5 de novembro (domingo, às 19h), no Espaço Capital 35, em Perdizes. A temporada segue até o dia 26 de novembro com sessões sempre aos domingos, às 19h.

D’arc – Dark é dividido em dois atos sequenciais com 30 minutos de duração cada um. São coreografias distintas que mostram o diferente olhar dos coreógrafos para o mesmo tema, mas que se complementam ao contemplar a mulher de todos os tempos.

Tanto D’arc de Dinah Perry quanto Dark de Jorge Garcia tem Joana d’Arc como inspiração: heroína francesa, santa da igreja católica e padroeira da França, ela foi chefe militar na Guerra dos Cem Anos e condenada à execução na fogueira sob a acusação de bruxaria. Dinah traz a Joana D’arc inserida nas questões da mulher contemporânea; já Garcia explora o lirismo e as dores desse arquétipo de mulher. Embora o período medieval seja pano de fundo, o espetáculo tem contexto atemporal.

A coreografia de Perry reúne elementos da dança, do teatro e da expressão corporal, amarrados por textos autorais. Em foco o corpo dinâmico em combate, propondo imagens intensas às cenas. Em D’arc, a mulher aparece inserida nas mazelas do mundo atual, questionando as relações humanas ceifadas pelo poder, pela inveja e pela solidão.

A criação de Garcia aborda Joana d’Arc como símbolo do sofrimento das mulheres acusadas de bruxaria na Idade Média. O nome ‘dark’, de escuro, é uma metáfora ao nome da heroína para trazer luz ao escuro da cena e refletir sobre uma cultura que ainda se faz presente. A sensação de ser queimado e a imagem sensorial desta ação trazem para a coreografia Dark o discurso ao qual se propõe. Manipulam-se corpos em cena enquanto o sofrimento e o aprisionamento também são manipulados.

Enquanto a música lírica pontua a encenação de Dinah, musicais de Björk aparecem em coro, em forma de lamento, na criação de Garcia. As duas coreografias trazem um mesmo elenco de quatro bailarinas: Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Larissa Leão e Paula Miessa, além de Julia Cavalcante (que atua somente em D’arc).

 

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D’Arc Dark
Com Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Julia Cavalcante, Larissa Leão Leão e Paula Miessa.
Espaço Capital 35 (Rua Capital Federal, 35, Perdizes, São Paulo)
Duração 60 minutos
05 a 26/11
Domingo – 19h
$25
Classificação Livre

BELA ADORMECIDA

Todo mundo tem seu clássico preferido e a história da Bela Adormecida está entre uma das mais adoradas mundo afora. Esta nova adaptação do conto de Charles Perrault colocará a vilã Maligna para cantar e encantar espectadores de todas as idades.

Com direção do italiano Billy Bond, o musical infantil Bela Adormecida é fruto da adaptação do famoso conto de fadas homônimo e conta a história da princesa Aurora (Bela Adormecida), que em sua festa de batizado acaba sendo vítima de uma terrível maldição proferida por Maligna, a rainha do mal.

Com realização da Black & Red Produções, o espetáculo que estreou no novíssimo Teatro Opus, em São Paulo, será apresentado entre os dias 7 e 29 de outubro, no Teatro Bradesco. Ingressos já à venda na bilheteria do Teatro, pelo site da Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br) e pontos autorizados. Confira o serviço completo abaixo.

Adriane Galisteu interpretou a protagonista Maligna, na estreia da produção. O papel apresenta uma nova imagem ao estereótipo típico dos personagens dos contos de fadas que, geralmente, são antiquados e carrancudos. A vilã está mais jovial, elegante, majestosa e até com certa luz própria. Outra novidade é que o filho da atriz, Vittorio Galisteu, também participa do espetáculo. Vittorio, de seis anos, interpreta o papel do Príncipe Felipe Criança. Essa foi uma maneira encontrada por Galisteu para inicia-lo no mundo das artes cênicas.

Na montagem atual, o personagem de Maligna será interpretado pela atriz Thais Piza, visto que Galisteu participa da atração “Dança dos Famosos” do programa da rede Globo.

Bela Adormecida também nos presenteia com personagens carismáticos e sequências incríveis, a começar pela abertura, que se destaca pela riqueza dos cenários e, principalmente, pelos belíssimos efeitos especiais. Efeitos, estes, que podem ser vistos durante toda a apresentação, como, por exemplo, na transformação de Maligna em Dragão, a luta entre o Príncipe Felipe e o Dragão, a mudança de cores do vestido da Bela Adormecida, atores contracenando com desenhos animados, entre outros. Além disso, o público poderá experimentar interações, como cheiros e sensações de chuva e neve na plateia. O musical possui, no total, seis cenários reais e virtuais, todos minuciosamente elaborados e construídos. As fadas Flora, Fauna e Primavera, protetoras de Aurora, são personagens que prometem encantar e cativar a audiência do teatro. Este trio de irmãs renderá cenas mágicas durante o musical, como, por exemplo, um desastre provocado e que se torna a surpresa do aniversário da princesa adormecida. As três personagens conduzem, praticamente, a história toda durante o musical.

Carlos Gardin ficou responsável pelos figurinos do espetáculo. Ele criou e produziu 180 peças para dar vida a este mundo de fantasia cheio de glamour. Os 40 personagens que aparecem em cena serão representados por 22 atrizes e atores, que se revezam em diferentes papéis. Confira elenco completo:

A trilha sonora é outro elemento que merece destaque. A música-tema é de composição do grande compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky (O Lago dos Cisnes) e as trilhas tema dos personagens Bela, Felipe, Maligna e Fadas foram especialmente compostas para o musical pela dupla VILA BOND. As composições conseguem proporcionar uma maior emoção e intensidade às cenas românticas, cômicas ou de maior ação.

Bela Adormecida pode ser considerada uma verdadeira reunião de vários elementos típicos presentes nos contos de fadas: princesas amaldiçoadas, combates mortais, castelos, reis, fadas, dragões, entre outros. Além de ser um conto mundialmente conhecido. Apesar de sua história ser bem conhecida, ela consegue prender a nossa atenção e nos deixar verdadeiramente encantados, tamanha a magia e graciosidade presentes na produção.

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Bela Adormecida
Com Thais Piza, Nicole Rosemberg, Caio Mutai, Vittorio Galisteu, Beatricce Stoll, Italo Rodrigues, Mayla Betti, Marcio Yacoff, Luana Marthin, Ana Saguia, Paula Canterini, Alvaro de Padua, Marcos Antoneli, Newton Yamasaki, Matheus Laurini, Tayanne Zandonato, Fabio Galvão, Axila Felix, Larissa Porrino, Carla Reis, Paula Perillo, Daniel de Oliveira, Alex Santos
Teatro Bradesco – Bourbon Shopping (R. Palestra Itália, 500 – Perdizes, São Paulo)
Duração 110 minutos
07 a 29/10
Sábado e Domingo – 15h
(15 e 29/10 – Também com sessões as 11h30)
$60/$120
Classificação Livre

OPUS XV

Um dos maiores coletivos teatrais de São Paulo, a Companhia Antropofágica de Teatro, realizou uma viagem no tempo e em sua história, através de um grande projeto que revisitou todas as suas criações e que agora chega à sua fase final com um novo espetáculo.

O projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA, contemplado na 28ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, convidou o público para conhecer todo o repertório criado em 15 anos de Companhia. Toda esta jornada resultou na mais nova montagem do grupo chamada Opus XV, que estreia neste fim de semana no Espaço Pyndorama, atual sede do grupo.

O projeto iniciou em 2016 com uma temporada de  sua Trilogia sobre o Brasil, onde a Antropofágica apresentou três espetáculos diferentes por fim de semana, chegando a atingir a lotação máxima do Espaço Pyndorama. Na sequência, com o Programa I: Brazyleirinhas QI, apresentou quatro peças de curta duração por final de semana, todas de autoria exclusivamente brasileira. E encerrou o ano com apresentações do espetáculo “A Tragédia de João e Maria”, na sede da Companhia do Feijão. Já em 2017, abriu novamente as portas de sua sede para apresentar Prometeu Estudo 1.1, terceira montagem da Antropofágica. Com enorme sucesso de público, a temporada teve quase todas suas sessões com lotação máxima do espaço, o que se repetiu com a temporada realizada no Centro Cultural São Paulo, onde o grupo apresentou DESTERRADOS – UR EX DES MACHINE.

Após a temporada de Desterrados, o grupo voltou à sua sede, o Espaço Pyndorama, para apresentar o Programa Buñuel, constituído por duas peças inspiradas na obra de Luis Buñuel Portolés, que foi um dos maiores fazedores de cinema da Espanha e um dos grandes responsáveis por fazer com o que o surrealismo ganhasse o mundo do cinema.  Buñuel, que realizou vários trabalhos em parceria com Salvador Dalí, é também um dos grandes influenciadores da obra de Pedro Almodóvar. A temporada foi formada pelos espetáculos Vyridiana dos Desafortunados e Os Náufragos da Rua Constança. O grupo encerrou essa fase do projeto com uma temporada no Engenho Teatral de MAHAGONNY, MARRAGONI, espetáculo criado em 2014, com o qual o grupo envereda pelo universo fantástico e o teatro de feira, na busca por um teatro não realista.

Além das temporadas de espetáculos, o projeto promoveu os famosos Diálogos Antropofágicos, debates especiais com personalidades da cena artística abordando temas importantes do fazer teatral. Já estiveram presentes nomes como Marcelo Soler (Cia Teatro Documentário), Luciano Carvalho (Grupo Dolores Boca Aberta Mecatronica de Artes), Manoel Ochôa, o crítico teatral José Cetra, Ney Piacentini (Companhia do Latão), Maria Silvia Betti, Zernesto Pessoa (Companhia do Feijão), Rogério Guarapiran, Ana Souto e o professor e pesquisador polonês Michal Kobialka.

O projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA contemplou mais de 140 dias de ações realizadas de Setembro de 2016 a Agosto de 2017, que culmina com a estreia de um novo espetáculo. Após toda essa jornada o grupo convida a população para conhecer Opus XV, que propõe mais uma viagem pela trajetória de 15 anos de trabalho coletivo, com todos os desafios, percalços e contextos históricos inerentes a esse período.

Dona de um extenso processo de criação, estudo, experimentação e um significativo currículo com prêmios e indicações, a Companhia Antropofágica, é um grupo criado em 2002 que tem a antropofagia como princípio motivador de seu processo sócio-artístico. Em 15 anos de trabalho coletivo contínuo destaca-se uma clara opção por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, muito propícias ao ideal antropófago que nos move. Composta por mais de trinta integrantes – direção, atuação, música, pesquisa, produção, registro – o grupo realiza espetáculos, intervenções artísticas, oficinas e estudos, atuando tanto em sua sede quanto em espaços culturais, escolas públicas e ruas da cidade de São Paulo.

Se programe para participar da fase de encerramento deste potente projeto e conheça a maneira Antropofágica de fazer teatro. Mais detalhes em: www.facebook.com/CiaAntropofagica ou www.antropofagica.com/

SINOPSE – OPUS XV

Máquina de Memória dos quinze anos da Companhia Antropofágica, que desafia a história do grupo na busca por responder aos mecanismos históricos que determinam a própria possibilidade de qualquer existência coletiva. Uma engrenagem teatral projetada para expor suas próprias entranhas, desafiando o individualismo crescente. Como forma de resistência à realidade degradada, a peça crava uma fresta de liberdade entre as determinações objetivas do passado social e as escolhas subjetivas do indivíduo, tornando o espaço do palco em uma plataforma onírica em meio às tensões históricas do tempo presente.​

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Opus XV
Com Cia Antropofagica
Espaço Pyndorama (Rua Turiassú, 481 – Perdizes, São Paulo)
15 a 17/09
Sexta – 20h e 23h, Sábado e Domingo – 15h, 18h e 20h
Entrada gratuita
Classificação 18 anos