INSONES

Com texto inédito de Victor Nóvoa e direção de Kiko Marques, ganhador do prêmio Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil pelo espetáculo CAIS ou da Indiferença das Embarcações, e também ganhador do APCA por Sínthia, o espetáculo INSONES estreia dia 21 de junho, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros.

O elenco reúne atores de diferentes trajetórias no teatro, Fernanda RaquelHelena CardosoPaulo Arcuri e Vinícius Meloni – indicado ao prêmio Shell em 2011 por sua atuação em Cidade Fim – Cidade Coro – Cidade Reverso do Teatro de Narradores. Para compor o jogo entre luz e cenário estão Eliseu Weide e Marisa Bentivegna. Os figurinos são assinados por Ozenir Ancelmo e Ana T. e a trilha sonora por Carlos Zhimber.

Em INSONES, quatro figuras passaram 365 noites em claro e tentam incessantemente finalizar a contagem regressiva para o ano que virá. A comemoração é constantemente interrompida por acontecimentos insólitos, revelando relações humanas descartáveis e violentas. A história se mantém por um fio tênue, porém mais importante que a trama são os estados gerados por esse mundo em funcionamento contínuo no qual habitam os personagens. Essas figuras fazem emergir questões fundamentais em nossos dias, como o excesso de estímulos e o crescente controle do tempo e da experiência.

O mundo sem sombras, que explode em violência de tempos em tempos em INSONES, carrega traços em comum com outras peças de Victor Nóvoa, como Condomínio Nova Era e Entre Vãos – desenvolvidas com seu coletivo A Digna – e Verniz Náutico para Tufos de Cabelo, que tratam da mercantilização das relações humanas que se dá de diferentes maneiras em nossa sociedade. “É um engano estrutural achar que consumimos coisas, é o tempo que se comercializa. Por isso estamos soterrados por um fluxo incessante de estímulos. Não querem que paremos nem por um instante. Dormir é profanar a liturgia do mercado”, diz o dramaturgo.

O diretor Kiko Marques assume o estilo de escrita não linear de Victor Nóvoa permitindo a abertura de inúmeras camadas de significação do texto. “Nossa opção é pelo teatro e pelo jogo entre os atores. Daí Insones ser uma espécie de desencontro que acontece com hora marcada e lugar definido para seu não acontecimento explosivo e ofuscante“, fala Marques.

O projeto de montagem da peça foi impactado pela leitura de obras como 24/7 – capitalismo tardio e os fins do sono de Jonathan Crary e Sociedade do Cansaço de Byung-Chul Han, que trazem reflexões sobre os dispositivos de poder na vida contemporânea.

A peça INSONES reafirma a parceria de Victor Nóvoa e Fernanda Raquel, iniciada em Verniz Náutico para Tufos de Cabelo, unidos em mais um projeto pela urgência em criar espaços e temporalidades onde as noções de compartilhamento e produção do comum, tão em crise em nossos tempos, possam acontecer. A montagem foi contemplada pelo PROAC 01/2017.

CARMEN (1)

Insones

Com Fernanda Raquel, Helena Cardoso, Paulo Arcuri e Vinicius Meloni. Atriz substituta: Fani Feldman.

Sesc Pinheiros – Auditório (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 55 minutos

21/06 até 21/07

Quinta, Sexta, Sábado – 20h30

$25 ($7,50 – credencial plena)

Classificação 14 anos

PESCADORA DE ILUSÃO

Inspirada no livro “A Mulher Que Matou os Peixes”, da escritora Clarice Lispector, a fantasia musical Pescadora de Ilusão, de GpeteanH e Pedro Paulo Bogossian, ensina para a criançadas a importância do perdão, com muita diversão e poesia. O espetáculo da Cia. Los Lobos Bobos reestreia no Sesc Pinheiros, no dia 20 de maio e segue em cartaz até 24 de junho, com sessões aos domingos, às 15h e às 17h.

Na história original, Clarice pede às crianças que a perdoem por ter esquecido de alimentar os peixinhos vermelhos de seus filhos. Para garantir a sua absolvição, ela conta histórias divertidas sobre os bichos de estimação que passaram por sua vida, como o cachorro Dilermando e a macaquinha Lisete.

Na peça, as atrizes Carol Badra e Kátia Daher se revezam em sete personagens para tentar defender essa mãe esquecida. No final, as crianças devem decidir se perdoam ou não a personagem de Lispector. Em cena, as atrizes “pescam” os objetos e adereços animados que servirão para contar essa história.

Com músicas originais de Bogossian, o espetáculo discute temas importantes à infância, como a compreensão do outro, o respeito, o amor aos animais e a amizade. “A dupla de atrizes ainda mostra a sua versatilidade ao cantar, sapatear e tocar alguns instrumentos, na bela trilha idealizada pelo diretor musical Pedro Paulo Bogossian, e na coreografia de Chris Matallo”, completa o diretor GpeteanH.

A encenação foi criada em 2017 em comemoração aos 40 anos de morte de Clarice Lispector. A peça, que nas primeiras temporadas contava com participação da atriz Mel Lisboa, estreou em Espírito Santo do Pinhal no Circuito Paulista de Teatro, realizado pela APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte.

SINOPSE

Eugênia (EU) e Turrona (TU) são amigas inseparáveis. O que as une é o amor pelo teatro! Um dia, decidem sair em defesa da escritora Clarice Lispector, que esqueceu de alimentar os peixinhos de seus filhos, o que provocou sua morte. Para tentar conseguir o perdão para Clarice, EU e TU montam um espetáculo pedindo para que os espectadores perdoem a “Pescadora de Ilusão”. O veredito final será dado pelos espectadores. A peça é inspirada no livro A Mulher que Matou os Peixes, de Lispector.

CARMEN

Pescadora de Ilusão
Com Carol Badra e Kátia Daher
Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo)
Duração 60 minutos
20/05 até 24/06
Domingo – 15h e 17h
$17 ($5 – credencial plena)
Classificação Livre

DAS RUAS, UM ORFEU DE MOCHILA

O dramático mito de Orfeu e Eurídice ganha vida nas periferias paulistanas. O herói grego entra em cena como o jovem mais desejado da região, enquanto a sua amada é uma visitante que atrairá olhares impiedosos na comunidade. Separados por um rio, eles lutarão pelo seu amor em um caminho cheio de pedras e obstáculos cruéis. É assim que a Tô Em Outra Cia. de Teatro apresenta o musical inédito “Das ruas, um Orfeu de mochila”.

Faz sua segunda temporada no Espaço INBOX Cultural em Pinheiros de 19 de maio à 09 de junho, todos os sábados às 16h. O ingresso custa R$30,00 que faz parte do projeto de formação de plateia da Cia. para descentralizar e tornar o espetáculo mais acessível para pessoas que não tem acesso ao teatro ou teatro musical.

O enredo original criado por Andreza Rodrigues e Thuane Campos aposta na mescla da fantasiosa mitologia grega com a dura realidade das periferias. As personagens da narrativa de Orfeu são representadas por moradores de uma comunidade carente de São Paulo. O musical é composto por 15 músicas com arranjos de Jorge Alves e Gabriel Hammer e tem uma hora e vinte de duração.

Mais do que uma trágica história de amor, a peça tem como fundo um importante diálogo sobre as relações e o estilo de vida dos jovens que vivem em regiões mais pobres da capital. A descoberta do amor, o início da vida profissional e as relações que eles estabelecem com o tráfico, com o poder público e com a imprensa são alguns dos pontos trabalhados no espetáculo.

O texto surgiu em 2012 e foi apresentado por dois anos em periferias e no interior do Estado com o apoio do projeto Vizinho Legal, ação social da Roche Brasil na comunidade do Jaguaré, e com o patrocínio do Programa Aprendiz Comgás (PAC), iniciativa da Comgás em parceria com a Associação Cidade Escola Aprendiz.

Em 2018 o espetáculo ganhou sete prêmios com voto popular nas categorias Melhor Ator e Atriz Codjuvante, Melhor Ensamble, Melhor Coreografia, Melhor Cenário e Figurino e Melhor Texto Adaptado no III Prêmio Márcia Papoti de Teatro Musical Independente.

Sinopse reduzida

Era um dia de festa. Dois amores se encontram. Orfeu e Eurídice, trazendo em suas mochilas seus encantos, músicas e alegrias. Ela com seus balões e ele com seu pandeiro encantado. Juntos encontram o amor, mas um acontecimento inesperado muda tudo. Orfeu terá que provar o quanto ama Eurídice, a “doidinha dos balões”. Texto baseado na mitologia grega (mito de Orfeu) e adaptado para os dias atuais.

Fotos de Andreza Floriano.1.jpg

Das ruas, um Orfeu de mochila
Com Gabriel Hammer, Uédia Alves, Andreza Rodrigues, Renan Marques, Bárbara Jardim, Carlos Castro, Filipe Caldeira, Gabriel Hammer, Jorge Alves, Peu Morais, Thayna Rodrigues, Thuane Campos
InBox Cultural (Rua Teodoro Sampaio, Pinheiros, São Paulo)
19/05 até 09/06
Sábado – 16h
$30

 

NEM AQUI, NEM LÁ

Após meses de pesquisa, lendo vários textos e fazendo diversos encontros a Cia Foras da Lei estreia no dia 27 de abril a sua primeira produção “Nem aqui, nem lá” do dramaturgo Cássio Pires, com Danielli Guerreiro e João Carlos Gomes.

A peça conta a história de uma policial que após abandonar o comando de uma operação de desocupação de um prédio público, se isola no alto do edifício. Seu irmão, que também é policial, é chamado para convencer a irmã a descer do prédio e evitar seu suposto suicídio. Os dois conversam, relembram memórias de infância e aos poucos vão revelando suas motivações e desventuras. Refletem sobre o sentido de suas escolhas e o rumo que gostariam de dar a suas vidas.

Através de diálogos sensíveis, os protagonistas convidam o público a refletir sobre ética, papel das organizações sociais e a legitimidade de suas escolhas, de maneira afetuosa, porém realista. Num mundo cada vez mais caracterizado pela diversidade de pensamentos e ideias, onde se busca estabelecer o respeito entre as diferenças de raça, sexualidade, religião, situação econômica e idiossincrasias, torna-se cada vez mais necessária uma discussão sobre os princípios e valores estabelecidos.

A discussão proposta pela peça “Nem aqui, nem lá”, após atravessar os conflitos pragmáticos de decisões sociais e de carreira, mergulham fundo no universo existencial de seus personagens. O ambiente metaforicamente criado pela suspensão do espaço do alto de um edifício, coloca a reflexão em estado essencial, podendo ser comparado ao conflito das estrelas.

Sinopse: No drama do autor Cássio Pires, dois irmãos policiais, analisam os momentos críticos de suas vidas em um espaço simbolicamente distanciado, do alto de um edifício, relembrando memórias de infância e aos poucos vão revelando suas motivações e desventuras.

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Nem Aqui, Nem Lá
Com Danielli Guerreiro e João Carlos Gomes
Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
27/04 até 25/05
Sexta – 21h
$50
Classificação 12 anos

ENTRE 4 PAREDES

Formado em 2017, pelo interesse comum dos artistas em explorar textos tradicionais do teatro sob uma ótica contemporânea e acessível, o​ Grupo Queda Livre tem se dedicado, desde sua formação, ao aprofundamento do estudo do texto ​Entre Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre.

Dirigida por Gilson Totti Dias, retrata o encontro póstumo entre Garcin (Rodrigo Odone), Inês (Beatriz Belintani) e Estelle (Maristella Pinheiro), que não se conheceram em vida, e agora são obrigados a conviver pelo resto da eternidade, em uma sala fechada, sem nada para fazer e sendo constantemente observados.

Conforme a trama se desenrola, essas personagens questionam a essência das identidades humanas, do que se considera civilizado e racional. O grupo coloca as inquietações humanas presentes no texto ​de forma palatável, trazendo uma linguagem contemporânea em texto e estética, de forma a aproximar o máximo possível a obra de Jean-Paul Sartre aos jovens e adultos da nossa época.

“​Nosso desafio é provar que, apesar de ter sido escrita em 1944, as questões tratadas pela obra permanecem atuais e pungentes, sendo assim capaz de alcançar todos os públicos até hoje”, explica Gilson Totti Dias, diretor de ​Entre 4 Paredes. “A libertação dos padrões estéticos impostos pelo texto centrismo clássico e a valorização da liberdade criativa norteiam a produção cultural do grupo que se lança sem resistências na experimentação de novos modos de encenação contemporâneos, como sugere o seu nome”, complementa Totti.

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Entre 4 Paredes
Com Beatriz Belintani, Maristella Pinheiro, Rodrigo Odone
InBox Cultural (Rua Teodoro Sampaio, 2355 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
05/05 até 30/06
Sábado – 21h
$50
Classificação 16 anos

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA

Projeto idealizado pelo ator Leonardo Silva, Toda Nudez Será Castigada é a segunda montagem da Cia Lâmina de Teatro, que traz a obra de um dos maiores dramaturgos brasileiros, Nelson Rodrigues. Quando o dramaturgo se coloca como um “menino olhando pelo buraco da fechadura”, escancara a hipocrisia da sociedade brasileira.

No ano de 2018, um cenário de retrocesso parece se instaurar no mundo inteiro. No Brasil, as mesmas questões abordadas por Nelson em 1965 – ano que lançou a obra, são ainda presentes na sociedade e o discurso moralista, é, assustadoramente dissolvido para que de uma forma latente, se mantenha vivo.

Neste momento aonde muitos conceitos, ou quase todos, estão distorcidos, aonde o olhar para o outro é pouco genuíno, a proposta de olhar pelo “buraco da fechadura” pode não ser tão agradável, mas se conhecer através do outro é catártico e necessário. Esta é a proposta da Cia Lâmina de Teatro.

A peça tem como principal símbolo em cena, uma cama de casal, que configura, um lugar íntimo e na qual todos os tabus são questionados. A moral, ética, gênero, hierarquia social, a repressão do desejo e os vários julgamentos são postos à prova.

Utilizando-se dos conceitos das Técnicas do Teatro de Máscaras, o espetáculo traz uma linguagem cênica clássica-contemporânea, misturando conceitos do antigo teatro com os da Vanguarda Realista. Com jogos de corpo, voz e máscaras, cinco atores incorporam doze personagens e propõem um mergulho em nós mesmos e sugerem que repensemos constantemente este mundo.

Quem assina a direção é Carolina Guimarães e Vitor Moreno. Carolina é atriz, roteirista e diretora. Formou-se em Artes Cênicas pela UFOP, cursa MBA em cinema no LA Film Institute. Dentre os seus trabalhos estão os curtas A Última Peça, Renda-me, Eva – A Heroína saindo de Pandora e Mandacaru. Como assistente de direção ganhou prêmio de melhor curta-metragem e melhor roteiro no Festival de Cinema do Brasil pelo filme “Ménage à Trois” e “Reencontro”.  No teatro trabalhou com Marco Antônio Braz, Marcelo Marcus Fonseca e David Rock.

Vitor acumula no seu currículo mais de 30 montagens teatrais como ator ou produtor. Já trabalhou com grupos como Parlapatões, XPTO, Prosa dos Ventos, Brancalyone Produções e Baobá Produções. No cinema, possui 05 longas-metragens na carreira: “Circuito Interno”, “Jogo do Copo”, “Black and White”, “Finito” e “Offline”, sendo o último diretor e roteirista. Já trabalhou com diretores e atores consagrados como Fernando Meirelles, André Garolli, Dalton Vigh, Rui Cortez e Otavio Martins, tornando se hoje um especialista no Método Stanislavski.

SINOPSE

Patrício, o antagonista, inicia de forma inconsequente sua trama quando seu irmão, Herculano, fica viúvo. Na tentativa de desmoralizá-lo junto de seus familiares, Patrício apresenta a prostituta Geni ao irmão, e estes acabam tendo uma relação conturbada e repleta de sentimentos antagônicos. Após algumas reviravoltas, Herculano casa-se com Geni que acaba envolvendo-se com o filho do marido. Essa traição leva não só a dissolução de uma família aparentemente unida, mas também a morte da esposa e amante.

Serginho e Geni- foto por Vitor Moreno

Toda Nudez Será Castigada
Com Carolina Rossi, Felipe Moura, Leonardo Silva, Vitor Moreno e Raquel Cantanho
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 85 minutos
05/04 até 24/05
Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos

É COMO DIZ O DITADO

Isabel e Joaquim são um casal de circenses. Ela, a mulher barbada e cigana. Ele, o versátil palhaço Coriza. Os dois, antigos artistas do grandioso Circo Vital. Um dia depois do casamento, por uma falha, o casal acorda e o circo não está mais lá. Abandonados, os dois descobrirão uma nova forma de viver com muita criatividade.

A narrativa passeia pelos ditados populares, tão presentes no nosso cotidiano, mas que muitas vezes nós nem nos damos conta de como eles resumem nossas situações mais corriqueiras. Assim, entrando numa saga repleta de aventura e emoção, os dois personagens vão nos mostrando suas histórias com muito humor, fazendo com que o público se identifique logo de cara.

A concepção de cenário e sonoplastia também tem a cara do artista popular, aquele que vive no improviso. Com uma cortina pendurada num varal, e alguns e adereços, a cigana e o palhaço conseguem expandir os limites da imaginação, gerando interesse aos olhos dos pequenos espectadores.

A direção também traz a criatividade nos elementos sonoros. Como se o casal tivesse “perdido tudo” na partida do circo, até a sonoplastia é feita no improviso.

Com certeza a fantasia criada junto com a plateia, resgatando os elementos da nossa cultura popular e, ainda, trazendo toda a ambientação do circo, faz com que É como Diz o Ditado … seja uma obra tão simples, mas ao mesmo tempo, tão potente nos dias de hoje.

 

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É Como Diz o Ditado
Com Beatriz Gimenes e Rodrigo Inamos
Inbox Cultural (Rua Teodoro Sampaio, 2355 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
24/02 até 17/03
Sábado – 16h
$40
Classificação Livre