ISSO QUE É AMOR

Depois de anunciar o casal de protagonistas – Daniel Haidar e Verônica Goeldi -, a produção acaba de definir o elenco completo do musical Isso que é Amor, que estreia dia 6 de setembro, 21 horas, no Teatro das Artes com produção e realização da Turbilhão de Ideias, a mesma de Cássia Eller – O Musical. A BB Seguros é a patrocinadora exclusiva do musical.

São eles: Daniel Haidar – Gabriel Lucas. Atriz convidada Izabella Bicalho (Gota D’água, Tim Maia e Elizete, a Divina) – Maria. Robson Lima -Ensemble/Cover do Gabriel Lucas. Veronica Goeldi – Leona. Leticia Scopetta – Ensemble/Cover Leona. Nicolas Ahnert – Fernando. Gustavo Mazzei – Edu. Danilo de Moura  (MPB – Musical Popular Brasileiro, Rio Mais Brasil e Tim Maia) – Homem do Relógio. Fefa Moreira – Alice. Anna Akisue – Lelê. Pamela Rossini  Deise.Gabi Borba – Ensemble/Regina/ cover Maria. Isabel Barros – Ensemble/Cover. Dara Galvão – Ensemble/ Cover Lelê. Thiago Marinho – Ensemble/Cover de Fernando e homem do relógio.

64712025_831820990551528_9141327192154701824_n

Os escolhidos passaram por audições, que aconteceram durante uma semana, aqui em São Paulo, e contou com a participação dos internautas em votação on line para definir os protagonistas. Três atores disputaram vaga para interpretar o personagem Gabriel Lucas, enquanto três candidatas concorriam ao papel da mocinha, a personagem Leona. A produção decidiu ouvir a voz do internauta e contar com o peso de um voto público na contagem final.

Estavam na banca o diretor artístico Ulysses Cruz, o codiretor artístico e diretor de movimento Leonardo Bertholini, o idealizador e produtor Gustavo Nunes, o diretor musical Guilherme Terra, a produtora de elenco Giselle Lima e duas representantes de fã-clubes Thayane Silva Barros e Yara Dias Pereira. A produção decidiu ouvir a voz do internauta e contar com o peso de um voto público na contagem final.

Com trilha sonora original formada por músicas de Luan Santana, o musical conta a história de Gabriel Lucas, um jovem e romântico popstar, que sonha encontrar um amor que inspire as suas criações e a sua vida. Trata-se de ficção, uma história de amor sobre a importância da integridade e da música na vida das pessoas.

A trilha contará com 25 músicas de Luan, entre elas MeteoroEscreve AíChuva de ArrozVingança e Sinais, entre outras. Após a temporada em São Paulo, o musical apresentado e patrocinado pela BB Seguros, fará turnê por mais cinco capitais brasileiras antes de cumprir temporada no Rio de Janeiro, em 2020.

O ator maranhense Daniel Haidar, de 19 anos, será protagonista Gabriel LucasVivendo no Rio de Janeiro, na TV fez participação em Malhação (2018) e também no filme Intimidade Entre Estranhos (2018), de José Alvarenga Jr.

Estreando em musicais, a atriz e Bacharel em música Verônica Goeldi interpretará a personagem Leona. Recentemente a paulistana de 23 anos participou do programa Cultura, O Musical, da TV Cultura. Especializou-se em teatro musical na Broadway Dance Center, de Nova York, em 2018.  Fã do cantor Luan Santana desde a adolescência acredita na essência do musical, na história romântica e na mensagem de amor transmitida através das canções do Luan.

FACE

Isso que é Amor

Com Daniel Haidar, Izabella Bicalho, Robson Lima, Veronica Goeldi, Leticia Scopetta, Nicolas Ahnert, Gustavo Mazzei, Danilo de Moura, Fefa Moreira, Anna Akisue, Pamela Rossini, Gabi Borba, Isabel Barros, Dara Galvão, Thiago Marinho

Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo)

Duração não informada

06/09 até 27/10

Sexta e Sábado – 21h, Domingo -19h

$80/$150

Classificação não informada

CONECTADOS, O MUSICAL

Estreia no dia 6 de julho, sábado, o espetáculo CONECTADOS o Musical no Teatro das Artes, às 18 horas, em São Paulo. Sete jovens atores – Luckas MouraGabriel MouraVicky ValentimGiulia AyumiCarol AmaralDorgival Júnior e Madu Araújo – protagonizam uma eletrizante, divertida e também dramática aventura musical em busca do sucesso, na qual a conexão entre eles precisa ir bem além da tecnologia.

A dramaturgia foi criada por Alexandra Garnier, a partir de ideias do próprio elenco. Hudson Glauber assina a direção geral e Thiago Gimenes é responsável pela direção musical, assinando também as canções do espetáculo, que são interpretadas ao vivo nessa ‘pop broadway’. Na ficha técnica tem ainda André Capuano na direção de movimento e Chico Spinoza na cenografia. A idealização é do próprio elenco que resolveu levar à diante um projeto de gente grande, que os artistas tinham em comum.

No enredo, sete jovens apaixonados pela música participam das audições de um grande concurso de talentos. Eles são Bia, July Mie, Angel, Tuco, Duda, Helena e JP, adolescentes de realidades e características muito diferentes, que se veem conectados pela música, em busca de um mesmo sonho.

Os ingredientes dessa trajetória passam pelo cotidiano das personagens e suas particularidades: diferenças sócio-culturais, relações familiares, romances, intrigas, amizade e dúvidas sobre o futuro. No decorrer da trama, os artistas descobrem que precisam transpor os obstáculos, enfrentar os percalços, tirar as máscaras e efetivar uma conexão real humana, fora do aplicativo do celular, para potencializar a possibilidade de sucesso pessoal e profissional.

O diretor Hudson Glauber comenta que há uma boa carga dramática na encenação que, somada à irreverência juvenil, explora também a intensidade das questões familiares, o distanciamento dos pais, a carência, a busca desses jovens por um lugar no mundo. “CONECTADOS o Musical reflete sobre as consequências da falta de tempo na sociedade contemporânea para cultivar os laços. A encenação passa pelas fragilidades de cada personagem com suas diferentes atitudes, personalidades e individualidades”, afirma o diretor.

A música assume também um papel dramatúrgico no espetáculo. O texto de CONECTADOS o Musical está nas letras das canções e, segundo o diretor musical Thiago Gimenes, traz fundos morais que aprofundam os conflitos desses jovens. “A trilha sonora acompanha a identidade de cada personagem e conta cada história em linguagem ‘broadway’, misturando ritmos como pop, rock, rap, reaggae e balada”, revela Gimenes .

CONECTADOS o Musical promete divertir e emocionar, não só pela aventura dos jovens em busca da realização, mas também pela descoberta de suas próprias identidades”, finaliza Hudson Glauber.

FACE

Conectados, o Musical

Com Luckas Moura, Gabriel Moura, Dorgival Júnior, Giulia Ayumi, Vicky Valentim, Carolina Amaral e Madu Araújo

Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 60 minutos

06/07 até 31/08

Sábado – 18h

$60

Classificação 12 anos

APARECIDA, UM MUSICAL

O musical APARECIDA, com texto de Walcyr Carrasco e direção de Fernanda Chamma reestreia no Teatro Prevent Senior, a partir de 6 de julho, sábado, às 20h.  As sessões acontecem às quintas e sextas, às 20h, e sábados e domingos, às 16h, até 29 de setembro.

O espetáculo já foi visto por mais de 50 mil pessoas em sua primeira temporada no Teatro Bradesco. Com um elenco de 33 artistas, 20 canções originais, dezenas de figurinos e cenários grandiosos, a peça conta a história de Nossa Senhora Aparecida, um dos maiores símbolos de fé dos brasileiros há mais 300 anos, cujo santuário recebe mais de 17 milhões de fiéis por ano.

O espetáculo tem música original e direção musical de Carlos Bauzys, letras de Ricardo Severo, cenografia de Richard Luiz, figurinos de Fábio Namatame, desenho de luz de César de Ramires, desenho de som de Gabriel D’Angelo e produção da MPCult.

Nossa Senhora Aparecida faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros. A fé, a coragem, e a solução de pequenos e grandes problemas vêm da devoção criada em torno de sua adoração“, comenta Walcyr Carrasco sobre os motivos que o levaram a escrever a obra. Além dos milagres conhecidos e outras passagens importantes, Walcyr se inspirou em uma história contemporânea real para mostrar ao público um exemplo onde a crença proporciona as transformações humanas mais difíceis. “Eu estava em busca de um milagre atual, que reafirmasse a fé. Ao conhecer o casal que protagoniza a história, me entusiasmei por não criar um espetáculo simplesmente histórico”, revela o dramaturgo.

O ponto de partida da trama é a história do casal Caio (Julio Assad), um advogado ambicioso e sua esposa Clara (Bruna Pazinato), na São Paulo dos dias de hoje. Com a esperança de curar Caio, que perde a visão por causa do tratamento de um câncer, os jovens embarcam em uma jornada de descobrimento espiritual que culmina em uma ida até a basílica da Padroeira do Brasil. Paralelamente, é narrada a história da pequena estátua de Nossa Senhora Aparecida, descoberta em 1717, desde uma pequena capela em Itaguaçu (interior de São Paulo) até a grandiosa Basílica na cidade de Aparecida.

Para a diretora e coreógrafa Fernanda Chamma, o trabalho explora bastante a interação do elenco com a cenografia. “Usamos uma movimentação cênica contemporânea, por todo palco executada pelos bailarinos durante todo o espetáculo”, explica.

A história é contada com emocionantes músicas originais de Carlos Bausys, com letras compostas por Ricardo Severo. “A partir do texto do Walcyr, propus manter uma parte das canções inspiradas no melodrama e uma outra mais épica. Acho que um grande diferencial de nosso musical original está nas letras, que trazem um discurso mais próximo da estética da canção brasileira, e não tão direto como nos musicais com estética da Broadway. Todas as letras foram compostas a partir de uma pesquisa intensa que fiz sobre a história de Nossa Senhora Aparecida, de seus milagres, sua mitologia, e dos significados e mensagens por trás de cada momento”, explica Severo.

Os arranjos, de acordo com Bauzys, misturam sonoridades diferentes: “Como a própria figura da Nossa Senhora, que abrange a enorme riqueza de toda a cultura brasileira, as melodias e harmonias do espetáculo são bem ecléticas”, fala o diretor musical.

Inspirada na arquitetura da Basílica de Aparecida, a cenografia mescla estruturas físicas grandiosas com projeções de vídeo mapeadas. Ao todo são 23 mudanças de cenários, com 15 vídeos produzidos para o musical. Além dessa cenografia inovadora, o musical tem vários efeitos especiais e tecnológicos.

FACE

 

Aparecida, um musical

Com Julio Assad, Bruna Pazinato, Edson Montenegro, Ditto Leite, Rogério Edmundo Vitor, Conrado Helt, Vanessa Mello, Joyce Cosmo, Ana Luiza Ferreira, Hellen de Castro, Maurício Xavier, Rubens Caribé, Marco Azevedo, Guilherme Pivetti, Danilo Martho, Ana Araújo, Vinícius Loyola, Lucas Cândido, Alessandra Vertamatti, Nábia Vilela, Carla Vazquez, Isabela Castro, Gigi Debei, Alberto Venceslau, Nina Sato, Guilherme Pereira

Teatro Prevent Senior (Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 135 minutos

06/07 até 29/09

Quinta e Sexta – 20h, Sábado e Domingo – 16h

$120/$220

Classificação Livre

A FILHA DA MÃE

Realizado inteiramente por mulheres, o espetáculo A Filha da Mãetexto inédito de Livia Piccolo, estreia no Viga Espaço Cênico em curta temporada de 1º a 30 de junho. Com atuação de Joana Dória, a peça fala sobre a condição materna nos dias de hoje, desvinculando-a do idealismo e do romantismo que cerca o assunto. Para isso, atravessa temas como o patriarcado, o aborto, o feminismo e a morte.

O projeto nasceu do encontro entre essas duas artistas e mães e marca a primeira direção teatral de Livia Piccolo. Ela começou a escrever as primeiras palavras do texto em 2016, pouco depois do parto de seu filho. “Não se trata de um relato autobiográfico ou filiado ao teatro documentário, mas sim de um texto ficcional que metaboliza referências estéticas e experiências reais do processo de tornar-se mãe”, explica.

A trama acompanha as aflições, questionamentos e dificuldades de uma mãe em três momentos de sua vida: o parto e os primeiros dias de maternidade com a sua filha, a morte de sua mãe e o aniversário de 30 anos da filha já adulta. Cada uma dessas etapas é narrada com características performativas diferentes. Por exemplo, na primeira parte, a linguagem tem caráter lírico e oral, representado pelo Spoken Word e textos em fluxo. O segundo momento é mais dramático e o terceiro em forma de cartas que a mãe escreve para a filha.

A autora Livia Piccolo conta sobre como surgiram esses três momentos no texto: “O primeiro momento escrevi em um lugar muito quente, elaborando a experiência do meu parto, que foi intenso, natural e desejado. Esse registro começou quase como um desabafo, mas depois foi se distanciando da minha experiência pessoal. Enquanto escrevia sobre isso, tive a ideia de falar sobre o fim da vida. E por que não falar do término da vida da mãe dessa personagem? A partir do momento que ela se torna mãe, passa a repensar a história com a própria mãe. Acho que essa é uma experiência comum na maternidade. Você começa a valorizar mais sua mãe ou a pensar naquilo que gostaria de fazer diferente. E o terceiro momento, que é dessa personagem mais velha, veio das referências literárias que eu metabolizei no texto. As principais foram os livros da Elena Ferrante, que retrata mulheres de diferentes idades, e de outra escritora italiana, a Natalia Ginzburg, sobretudo o romance ‘Caro Michele’, sobre uma mãe mais velha que escreve cartas para seu filho. O livro Monodrama, do poeta Carlito Azevedo, onde ele fala da morte de sua mãe, também foi bem importante.

A peça transita entre a materialização do ambiente doméstico e os vestígios dos pensamentos e memórias da personagem, convidando o público a uma experiência de desconstrução e desnudamento de ideias pré-concebidas sobre o que é ser mãe. A ideia é revelar aspectos concretos e pouco discutidos na vida das mulheres, como a solidão, o aborto como uma escolha real, a depressão pós-parto, as mudanças físicas e sociais, a reorganização dos sonhos a partir da notícia da gestação, o mito do amor materno, as dificuldades e os abusos de uma sociedade que não as acolhe.

Para a atriz Joana Dória, a maternidade contemporânea é mais acompanhada pelo sentimento de solidão em relação ao passado. “Tenho a sensação de que antigamente os núcleos familiares eram maiores e o cuidado com crianças, bebês e idosos era mais compartilhado. Por outro lado, o discurso social e cultural dizia que o cuidado com os filhos era responsabilidade exclusiva da mulher. Hoje, as mulheres almejam muitas coisas e questionam muito mais a maternidade como a principal realização feminina. Acho curioso que tenhamos uma aparência de maior liberdade – queremos ser profissionais bem-sucedidas, queremos nos realizar em outras áreas e a sociedade já defende a ideia de que o pai precisa ser de fato presente e responsável –, mas, ao mesmo tempo, estamos atribuladas de muitos desejos e demandas. É difícil equilibrar tudo isso. Sinto que a maternidade contemporânea é atravessada pelas muitas frentes das quais as mulheres estão tentando dar conta e por um tanto de solidão. Acho que esse sentimento sempre existiu, mas talvez esteja mais exposto agora que falamos sobre isso em muitos grupos de mães, redes sociais e textos de internet”, esclarece.

A encenação adota como duas principais referências a experiência da diretora Livia Piccolo com a maternidade e o ensaio “Mother Series”, da premiada fotógrafa holandesa Rineke Dijkstra. “A primeira referência é a minha experiência como mãe e o que aconteceu no meu ambiente doméstico. A minha casa passou a ficar muito desorganizada. Aconteceu todo um rearranjo dos objetos e dos espaços com a chegada do meu filho. E eu quis passar para a peça um pouco dessa desordem que o puerpério traz. No cenário, os objetos são todos suspensos, como se a casa estivesse de pernas para o ar. E a segunda referência são as imagens de Rineke Dijkstra, que retratou mães que acabaram de parir vestindo apenas roupa de baixo e segurando os filhos no colo. Essas fotos transmitem força e ao mesmo tempo fragilidade. Eu queria que a encenação trouxesse esse elemento cru”, comenta.

A Filha da Mãe_0796_foto Diogo Nazaré.jpg

A Filha da Mãe

Com Joana Dória

Viga Espaço Cênico – Sala Piscina (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 60 minutos

01 a 30/06

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$30

Classificação 12 anos

BRINCANTORIAS

Vencedor do Prêmio Profissionais do Ano em 2018, o grupo CantaVento faz dois shows gratuitos de lançamento de seu segundo CD, Brincantorias, na Praça do Sesc Pinheiros, nos dias 6 e 7 de abril, às 16h, gratuito.

O espetáculo reúne cantos de roda, trava línguas e improvisos coletivos para apresentar às crianças e às suas famílias lendas, mitos, festas e danças da cultura popular brasileira.

O álbum mistura sonoridades populares como Moçambique, cacuriá, coco, moda de viola, samba lenço, samba de roda e congada. E todas as crianças são convidadas a participar, brincar e cantar junto com os brincantores do CantaVento.

As músicas do disco são: “Brincantoria”, “Uá Uê”, “Kitum Bele”, “Balagulá/Óia a Onça”, “O Verde é Maravilha”, “Chovedor de Passarinhos”, “Meninos”, “Embalar Neném/Embala Eu”, “Pisa Pilão”, “Passarinho da Arnica”, “Moçambiques” e “Canção Amiga”.

Texto do encarte

“Este CD é carta de amor aos nossos filhos. Joaquim, Dara, Ravi, Lui, Mariana, Cecília, João, Flora, Cora e quem mais vier. Acontece que a História nos ensina que amar nossos filhos, é também amar toda uma geração da qual eles fazem parte. Sendo assim, este CD é carta de amor as crianças parecidas conosco e as crianças diferentes de nós. Desejamos compartilhar com elas um tantinho do Brasil Profundo que nos é tão precioso. Brasil em potência de festa, de criação, de gente fazendo bonitezas juntas. Queremos que estas músicas possam ser ponte para que os pequenos conheçam com o corpo esse pedaço de chão, e virá-lo de ponta cabeça, amassá-lo como barro, soprá-lo como pena, saboreá-lo como pitanga. É preciso deixar que o Brasil Profundo seja manuseado pelas crianças. E, como adultos, temos necessidade de aprender com isso, para transformarmos nossa adultez. É urgente que nos lembremos da capacidade de reinventar, da inteireza, do cuidado com o que é pequenino e das soluções carinhosas. Infâncias e culturas populares brasileiras… Sim, essa terra é fértil de belezas. Há muitas e muitas sementes de esperança a brotar. Nosso Tempo nos pede que cuidemos delas com amor”.

FACE (1)

Brincantorias

Com Cantavento

SESC Pinheiros – Praça (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)

Duração não informada

06 e 07/04

Sábado e Domingo – 16h

Grátis

Livre

O DIA EM QUE A MINHA VIDA MUDOU POR CAUSA DE UM CHOCOLATE COMPRADO NAS ILHAS MALDIVAS

Espetáculo infantil O dia em que a minha vida mudou por causa de um chocolate comprado nas Ilhas Maldivas estreia no Sesc Pinheiros, no dia 10 de março. Inspirada no livro de Keka Reis, que foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2018, a peça marca a estreia de Thaís Medeiros como diretora. A temporada segue até 14 de abril, com sessões aos domingos, às 15h e às 17h. O elenco traz Angela Ribeiro, Thomas Huszar e Tutti Pinheiro.

Na trama, Mia, Bereba e Jade têm 11 anos e são estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental. Mia encontra um bilhete anônimo debaixo de sua carteira que diz: “Quer sentar do meu lado hoje na perua?”. Abalada pela possibilidade de o autor ser Bereba, seu melhor amigo, ela se tranca no banheiro da escola para pensar sobre o que fazer. De repente, descobre que nada será como antes. Aquele minúsculo bilhetinho tem tudo para mudar seu destino, sua vida e até mesmo o eixo do Planeta Terra. Além de conter fortes indícios de que Bereba está com segundas intenções em relação a ela, o bilhetinho significa que: Mia está despertando o interesse dos meninos, ela deixou de ser criança, é oficialmente uma pré-adolescente, não terá mais amizades inocentes com garotos e ela não tem a menor ideia de como se comportar em uma situação dessas.

Mia encontra seu campo de guerra e de paz na cabine do banheiro das meninas. Naquele cubículo, conversando consigo mesma, ela começa sua jornada emocional. A pré-adolescente vai construindo e reconstruindo aquilo que sente e aquilo que viu, por meio de interpolações cronológicas, retrocessos e avanços temporais. A partir daí a narradora nos transporta para outras esferas da sua vida, através dos parênteses que ela vai abrindo e dos personagens e lugares que surgem: Bereba, Jade, seu pai, sua mãe, o parquinho, o seu quarto… A encenação acompanha estes deslocamentos espaciais e também apresenta o ponto de vista e o universo de Bereba e Jade. Os três usam a imaginação para criar novas cores, personagens, rumos e significados para seus problemas reais ou inventados.

O elenco se reveza na interpretação de todos os papéis e na manipulação dos elementos (cenário, figurinos e adereços), em uma encenação ágil e com as estruturas do jogo cênico reveladas. A montagem é fortemente apoiada na criatividade e bom uso dos recursos de luz, cenografia, sonoplastia, adereços, figurinos e transporta o público para diversos tempos e espaços.

Durante os ensaios, o elenco realizou um intenso treinamento de improvisação com Rhena de Faria, no qual foram experimentados diversos jogos que desencadearam um processo rico e original de proposição de cenas e composição de personagens. Este trabalho foi decisivo para a definição do tom de jogo da peça e para a transposição da atmosfera vibrante do livro para o teatro. A fisicalidade também surgiu nesses encontros, sugerindo uma dinâmica versátil entre os atores, em que cada um se multiplica como personagem, pensamento, narrador, imagem e paisagem. O espetáculo convoca o espectador a uma experiência teatral imaginativa e intensa, equivalente a perspicácia e a graça que o relato de Mia oferece aos seus leitores.

Os figurinos assinados por Mira Haar, em parceria com Paula Weinfeld, propõem uma combinação divertida entre estampas e sobreposições de roupas casuais que permitem uma manipulação rápida e revelada na composição de todos os personagens. A dupla também assina o cenário e os adereços do espetáculo, criando um diálogo preciso entre todos os elementos. O cenário é minimalista, composto por um chão de lona com a pintura de um labirinto, como nos jogos de tabuleiro, e um cabideiro de madeira suspenso por faixas de lona que atravessam o palco. Nele estão penduradas cerca de 30 mochilas de onde saem grande parte dos adereços.

A iluminação de Olivia Munhoz é parte importante do jogo proposto pela encenação. Ela demarca territórios, propõe cor, vibração e movimento e nos ajuda a compor o espaço da memória. A trilha sonora repleta de climas e efeitos divertidos de Arthur Decloedt também completa o clima animado do espetáculo e ajuda na composição dos momentos ternos com as canções feitas a partir referências jazzísticas.

A montagem aborda os principais temas da pré-adolescência: mudanças hormonais, físicas e emocionais, pertencimento, despertar do amor, novas responsabilidades escolares, despedida da infância, busca pela verdadeira identidade, novos paradigmas nas relações familiares e a importância das amizades e do grupo, sempre com muito humor, linguagem veloz e uma pitada de drama.

O espetáculo foi contemplado em 2017 pelo Edital PROAC 07/2017 de Produção de Espetáculos Infanto-Juvenis.

FACE (3).png

O Dia em que a Minha Vida Mudou por Causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas

Com Angela Ribeiro, Thomas Huszar e Tutti Pinheiro

Sesc Pinheiros (Rua Pais Leme, 195, Pinheiros – São Paulo)

Duração 55 minutos

10/03 até 14/04

Domingo – 15h e 17h

$17 ($5 credencial plena)

Classificação: Livre

MANSA

Depois de estrear no Rio de Janeiro integrando a programação do festival Cena Brasil Internacional em junho de 2018 no CCBB Rio, Mansa, com dramaturgia de André Felipe e direção de Diogo Liberano, desembarca em São Paulo e estreia no Viga Espaço Cênico – sala Viga, no dia 8 de fevereiro. A temporada segue até 31 de março, com sessões às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h.

Na trama, Amanda Mirásci e Nina Frosi interpretam duas irmãs que, após anos de abuso em cárcere privado, matam o pai e enterram seu corpo nos fundos da casa. Mais do que apresentar um mero crime, a peça busca investigar a origem da violência contra a mulher.

Seguindo o jogo proposto pela dramaturgia, as atrizes dão vida a diferentes personagens e, como detetives ou arqueólogas, vão progressivamente desenterrando uma história silenciada, deixada na terra e perdida no tempo. Os personagens – todos eles masculinos – observam o drama das irmãs por diferentes ângulos, anunciando um constante processo de “amansamento” feminino. A montagem chama atenção para inúmeros crimes praticados contra as mulheres e que não recebem a devida punição, naturalizando a violência contra elas em nossa sociedade contemporânea.

A dramaturgia é construída por meio de fragmentos que se estendem por vários tempos, desde a infância das duas irmãs, passando pela adolescência, até o ato do crime e momentos posteriores a ele: julgamento, prisão e futuro. O terreno onde o corpo do pai foi enterrado é o espaço que une as cenas passadas, presentes e futuras, ganhando contornos que extrapolam uma única narrativa e abrindo aos espectadores o mesmo desafio: como afirmar algo sobre uma história que não é contada por suas vítimas, mas quase sempre por seus violentadores?

A encenação de Diogo Liberano buscou construir, junto à direção de movimento de Natássia Vello, uma dramaturgia corporal que apresenta diversos momentos da vida dessas irmãs. Por meio de uma relação de encaixe e desencaixe, a dramaturgia se relaciona com tais movimentos buscando abrir perguntas sobre os fatos narrados pelos personagens masculinos e a realidade vivida e sentida pelas mulheres que foram emudecidas. A trilha sonora original de Rodrigo Marçal, o cenário e os figurinos de André Vechi e a iluminação de Livs Ataíde visam, de modos variados, encontrar e completar uma história que foi esquecida e silenciada.

O autor André Felipe partiu de referências sugeridas pelo diretor e pelas atrizes para criar a dramaturgia original. Uma das origens da investigação foi a clássica dramaturgia “Antígona” do grego Sófocles. “O embate vivido entre as irmãs Antígona e Ismênia: uma querendo tomar uma decisão que desafiaria o Estado e causaria a sua morte e a outra amedrontada em realizar uma ação considerada indevida para uma mulher naquela época”, comenta Liberano sobre o processo de pesquisa que também incluiu estudos filosóficos e filmes sobre penitenciárias e instituições de confinamento.

Tínhamos o desejo de falar do confinamento e da instituição prisão modelando e domesticando o corpo da mulher”, acrescenta o encenador. O nome do espetáculo foi uma sugestão do dramaturgo a partir do poema “Uma mulher limpa”, do livro “Um Útero é do Tamanho de Um Punho”, da escritora Angélica Freitas (que segue transcrito abaixo):

porque uma mulher boa

é uma mulher limpa

e se ela é uma mulher limpa

ela é uma mulher boa

há milhões, milhões de anos

pôs-se sobre duas patas

a mulher era braba e suja

braba e suja e ladrava

porque uma mulher braba

não é uma mulher boa

e uma mulher boa

é uma mulher limpa

há milhões, milhões de anos

pôs-se sobre duas patas

não ladra mais, é mansa

é mansa e boa e limpa

CARMEN.png

Mansa

Com Amanda Mirásci e Nina Frosi

Viga Espaço Cênico – Sala Viga (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 70 minutos

08/02 até 31/03

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

$40

Classificação 16 anos