DOROTÉIA

Para comemorar seus 60 anos de carreira, Rosamaria Murtinho interpreta a protagonista e vilã Dona Flávia na peça Dorotéia. Encabeçando o elenco de mais dez atores, Rosamaria e Letícia Spiller, interpretando Dorotéia, encenam pela primeira vez um Nelson Rodrigues nessa montagem que tem direção e encenação de Jorge Farjalla, mantendo e ampliando o diálogo com questões contemporâneas.

A montagem, onde o sagrado e o profano caminham juntos, estreou em fevereiro de 2016 no Rio de Janeiro e realizou 4 temporadas na cidade sempre com casa lotada. Excursionou também por Uberlândia, Araxá, Maceió, Recife, Fortaleza e Salvador com grande sucesso de público e crítica.

Escrita em 1949, Dorotéia fecha o ciclo das obras do teatro desagradável de Nelson Rodrigues, intitulado pelo crítico Sábato Magaldi como “peças míticas” sendo a única farsa escrita pelo autor. O texto é uma ode à beleza da mulher onde a heroína, título da obra, segue em busca da destruição de sua própria beleza para se igualar a feiura de suas primas Dona Flávia, Maura e Carmelita.

Matriarca da família, Dona Flávia recebe Dorotéia, ex-prostituta que largou a profissão após a morte do filho e vai buscar abrigo na casa de suas primas, onde vivem também Maura e Carmelita, num espaço sem quartos e onde há 20 não entram homens. Três viúvas puritanas e feias que não dormem para não sonhar e, portanto, condenadas à desumanização e à negação do corpo, dos sentimentos e da sexualidade. Arrependida, Dorotéia procura abrigo na sua família e é, em alguns momentos, questionada por Dona Flávia, a prima mais velha, que, mesmo com sua raiva, implicância e orgulho, faz de tudo para removê-la da ideia, às vezes com uma nesga de afeto, de fragilidade e disfarçados gestos de acolhimento, mas contando que ela aceite as condições de viver naquela casa. Dorotéia, linda e amorosa, nega o destino e entrega-se aos prazeres sexuais. Este é seu crime, e por ele pagará com a vida do filho e buscando a sua remissão. Na história desta família de mulheres, o drama se inicia com o pecado da avó que amou um homem e casou-se com outro. É neste momento que recai sobre todas as gerações de mulheres da família a “maldição do amor”. Elas estão condenadas a ter um defeito de visão que as impede de ver qualquer homem, se casam com um marido invisível e sofrem da náusea nupcial – único sinal de contato que teriam em toda vida com o sexo masculino. Em troca de abrigo, Dorotéia aceita se tornar tão feia e puritana como as primas.

O motivo central que organiza a peça é o dilaceramento do espírito humano e o delírio que se constitui através da fissura, das vontades. As personagens são “fissuradas” por algo que não podem ter: o sexo. A convivência entre prazer e pureza em que ao mesmo tempo são cortadas ao meio pela tensão daí decorrente, que termina por destruir as formas de vida, ou seja, a personagem central pecou e se arrependeu. Arrependeu? Nem tanto, pois sob a instigação de Dona Flávia, para concluir sua purificação pela feiura e pela doença incurável deve pecar novamente com Nepomuceno, o senhor das chagas. Dorotéia é uma mistura de sonho, pesadelo, desatino e destino irremediável. Por um momento paira a esperança de que a maldição não se cumprirá, mas ela é irreconhecível.

De todos os símbolos presentes na obra, o mais enigmático para os dias de hoje é o do “Jarro”, pois ele representa a imagem do espaço do prostíbulo, graças ao uso que dele faziam as mulheres, sobretudo as prostitutas na precariedade de seus ambientes, para se lavar depois do ato sexual.

O uso do símbolo presente na obra, “uma casa sem móveis”, é o fio condutor para essa encenação onde o espectador está junto com o ator, diminuindo assim, a distinção entre palco e plateia. Assim, o texto “Rodrigueano” ganha outro valor, tanto para os atores quanto para o público, pois as interpretações são baseadas no íntimo das relações entre ator/público e ator/espaço, propondo assim uma verossimilhança entre real e imaginário não presentes na obra. Nesta encenação o público é convidado a entrar literalmente na casa das primas de Dorotéia, com 100 lugares disponíveis no palco.

Outro ponto alto da encenação e que a diferencia das demais é o coro masculino, não presente na obra, intitulado pela direção como “Os Homens Jarro” que representam tanto a aparição do signo “jarro” como os homens que passaram pela vida da ex-prostituta. Esse coro permeia a encenação executando ao vivo os sons e a trilha do espetáculo.

O projeto Dorotéia surgiu do encontro entre a atriz Rosamaria Murtinho e o ator e diretor Jorge Farjalla da Cia. Guerreiro, após uma apresentação do espetáculo “Paraíso Agora ou Prata Palomares”, de Zé Celso Martinez Correa, onde enxergando nesse tipo de trabalho um uso diferenciado da pesquisa, da linguagem e da proposta cênica no uso do espaço, Rosamaria propôs uma parceria para comemorar seus 60 anos de carreira, produzindo o espetáculo.

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DOROTÉIA

Teatro Cetip – Instituto Tomie Ohtake (627 lugares)

Rua Coropés, 88 – Pinheiros

Informações: 4003.5588

Bilheteria: terça à sábado das 12h às 20h. Domingos e feriados das 13h às 20h.

Vendas: www.ticketsforfun.com.br

Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 19h

Ingressos:

R$ 110 (Plateia Premium – no palco)

R$ 90 (Plateia) | R$ 70 (Balcão)

A Plateia Premium coloca você dentro do cenário do espetáculo, não só como espectador, mas como parte da história da família de D. Flávia. O cenário é uma floresta seca e densa onde nada floresce apenas a constante vigília das primas amarguradas de Dorotéia. Não há participação do elenco com a plateia.

Duração: 90 minutos

Recomendação: 16 anos

Estreia dia 12 de Maio de 2017

Temporada: até 02 de Julho

 

Ficha Técnica:

Texto | Nelson Rodrigues

Direção e Encenação | Jorge Farjalla

Dramaturgia | Rosamaria Murtinho, Jorge Farjalla e Diogo Pasquim

Elenco | Rosamaria Murtinho, Leticia Spiller, Alexia Dechamps, Anna Machado, Dida Camero e Jaqueline Farias
Homens Jarro | André Américo, Daniel Martins, Du Machado, Fernando Gajo, Pablo Vares e Rafael Kalil

Direção Musical | João Paulo Mendonça

Produção Musical | André Américo, Daniel Martins, Du Machado, Fernando Gajo, Pablo Vares e Rafael Kalil

Eletrônica ao vivo e difusão| João Paulo Mendonça

Direção de Arte e Espaço Cênico | José Dias

Figurinos | Lulu Areal

Iluminação | Jorge Farjalla, Jessica Catharine e José Dias

Preparação Corporal | Jorge Farjalla

Preparação Vocal | Patrícia Maia

Maquiagem e Visagismo | Anderson Calixto

Fotografia | Carol Beiriz

Design Gráfico | Julia Sampaio

Assessoria de Imprensa | Morente Forte

Ass. Direção | Diogo Pasquim e Raphaela Tafuri

Camareiro | José Lima

Contrarregra | Márcio da Silva

Produção Executiva | Sandra Valverde

Direção de Produção | Lu Klein

Transportadora Oficial | Avianca

Realização MRM Produções

 

A VIA CRUCIS DO CORPO

Idealizado pela atriz Viviane Monteiro, o espetáculo A Via Crucis do Corpo é uma homenagem à escritora Clarice Lispector, um dos maiores nomes da literatura brasileira, cuja morte completa 40 anos em 2017.

O projeto reúne seis contos da obra homônima de Clarice Lispector, selecionados e adaptados para a narrativa: “O corpo”, “A língua do ‘p’”, “Ele me bebeu”, “Mas vai chover”, “Via crucis” e “Praça Mauá”.

As histórias contadas propõem um mergulho no universo feminino, em sua dimensão física, afetiva e espiritual. Sem rede de proteção, Clarice desvenda facetas desse universo: desde as mais perversas até as mais doces. Como uma via crucisprofana e íntima, conhecemos um pouco mais desse complexo e mutante universo feminino.

A linguagem diegética adotada pelo grupo mantem uma conexão do público com as imagens sugeridas pelos atores em cena. Durante o espetáculo, poucos objetos e cenário são utilizados.

Adaptado e dirigido por Adriana PiresA Via Crucis do Corpo estreia dia 31 de março, no Viga Espaço Cênico, com elenco composto por Leonardo Silva, Magiu Mansur, Tom Muszkat Cortese Viviane Monteiro.

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A Via Crucis do Corpo
Com Leonardo Silva, Magiu Mansur, Tom Muszkat Cortese e Viviane Monteiro
Viga Espaço Cênico (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
31/03 até 19/05
Sexta – 21h
$40
Classificação 16 anos
 
Texto: Clarice Lispector
Direção e Adaptação: Adriana Pires
Assistência de Direção: Giovanna Koyama
Operação de luz e som: Luisa Furtado e Luiz Hirschmann
Figurino: Senac Lapa Faustolo
Vídeo e Fotografia: Isadora Tricerri
Design gráfico e arte: Gustavo Oliveira
Assessoria de marketing: Pollyanna Lima Pereira
Divulgação: Pollyanna Lima Pereira, Mariane Monteiro e Pedro de Landa
Trilha sonora: Ricardo Guerra e Adriana Pires

GAGÁ

O espetáculo conta a história de Lelé e Tantã, que vivem aparentemente felizes em um espaço sem portas nem janelas, à espera de seu cuidador, o Sr. Gagá. Enquanto esperam, passam o tempo divertindo-se com jogos e lembranças. Podem ser amigos ou casados há 70 anos. Podem ser duas crianças brincando em um quarto de dormir. Podem ser dois velhos doidos num asilo.

Os personagens passeiam pelo absurdo e pelo patético, alternando humor, memória e lirismo para mostrar que todo tempo é um grande movimento circular da vida. O cenário representa um não-lugar, onde tudo é branco porque a memória é branca: uma cama de ferro branca, um alto-falante branco e uma escada branca que leva ao céu.

Este é um espetáculo que pretende se comunicar com todas as idades, pois a cada pessoa é oferecida uma camada de entendimento. É uma peça divertida que fala sobre o cuidar, a atenção com o outro, que flerta com a filosofia e com o teatro do absurdo. As cenas reúnem gags e a encenação não tem medo de investir em silêncios. A comicidade é muito marcante na montagem e traz uma reflexão sobre o sentido da vida, sobre as semelhanças entre a velhice e a infância através de metáforas e simbologias”, fala o diretor e dramaturgo Marcelo Romagnoli.

O espetáculo reforça a pesquisa de uma dramaturgia para crianças que envolva toda a família e que considera o teatro para crianças uma arte que vai além do entretenimento. Sua linguagem pretende ser o conjunto de um pensamento artístico que converse com diferentes públicos em vários níveis ou camadas de entendimento.

Na percepção dos artistas envolvidos em GAGÁ, a dramaturgia para crianças no Brasil vem se aprofundando muito nos últimos anos. É notável a evolução artística dos espetáculos para a infância que ocorre em São Paulo e no país. Este projeto, portanto, faz parte de uma pesquisa de linguagem, iniciada com o premiado espetáculo Terremota, de 2012, composto por grande parte desta mesma equipe.

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Gagá
Com Jackie Obrigon, Guto Togniazzolo e Fausto Franco
SESC Pinheiros – Auditório (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 50 minutos
12/03 até 30/04
Domingo – 15h e 17h
$17
Classificação 12 anos
 
Texto e Direção: Marcelo Romagnoli
Cenário e Luz: Marisa Bentivegna
Trilha Sonora: Dr Morris
Figurino: Chris Aizner
Adereços: Ivaldo de Melo
Operação de Som: Bruno Garcia
Operação e Montagem de Luz: Jean Marcel
Cenotécnico: César Rezende Santana
Assistente de Cenografia: Amanda Vieira
Produção: Stella Marini/ Púrpura Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

CANTOS DE REFÚGIO

Em meio à crise de refugiados pela guerra na Síria, o Coletivo das Galochas se inspira para a criação de Cantos de Refúgio, que estreia no sábado, dia 11 de março às 16h na Ocupação Aqualtune, localizado no bairro do Butantã. A direção é de Rafael Presto e dramaturgia de Antonio Herci, Mariana Queiroz e Jéssica Paes. No elenco, os atores Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Mariana Queiroz, Roanne Aragão e Wendy Villalobos.

Sinopse
Depois de ser expulsa de sua terra, uma família palestina busca se estabelecer em um campo de refugiados na Síria. Os gêmeos Leila e Jamal vivem sua infância entre os escombros da guerra e a esperança de estabelecer uma nova casa. Por conta das dificuldades, a família envia um dos irmãos para tentar a vida em outro país: o Brasil.

Então chega a guerra, obrigando Leila a realizar uma jornada atrás de seu irmão. O universo onde a história se desenrola, embora atravessado pela destruição, é um ambiente mágico e alegórico, recheado de música, dança e criaturas fantásticas, inspirados na rica tradição e cultura palestinas. Para contar a história, o grupo utiliza recursos de teatro de sombra, projeções e teatro de animação.

Após cada sessão, aos sábados, haverá um ciclo de aulas públicas recortando temas do refúgio palestino, sempre às 19h. No local, também haverá uma barraca com comida árabe à venda, feita por uma das famílias de refugiados sírios conhecida pelo grupo durante a pesquisa da peça.

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Cantos de Refúgio
Com Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Mariana Queiroz, Roanne Aragão e Wendy Villalobos.
Ocupação Aqualtune (Rua Butantã, 233 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
11/03 até 02/04
Sábado e Domingo – 16h
Entrada gratuita
Classificação livre
 
AULAS PÚBLICAS
Depois das apresentações teremos um ciclo de Aulas Públicas recortando temas do refúgio palestino, sempre às 19h.
 
11/03/2017 – 1ª Aula Pública – Literatura na construção da identidade palestina
 
18/03/2017 – 2ª Aula Pública – Conflito Israel-Palestina: a desterritorialização de um povo
 
25/03/2017 – 3ª Aula Pública – Indústria da Guerra: sobre Palestinas e UPPs
 
01/04/2017 – 4ª Aula Pública – Crise dos Refugiados no Capitalismo Contemporâneo
 
Direção: Rafael Presto.
Direção Musical & Sonoplastia: Antonio Herci.
Músicas: Antonio Herci, Kleber Palmeira, Rafael Presto.
Figurinos & Cenografia: Diego Henrique, Daniel Lopes, Kleber Palmeira e Rafael Presto.
Dramaturgia: Antonio Herci, Mariana Queiroz e Jéssica Paes.
Iluminação: Daniel Lopes e Rafael Presto.
Preparação Vocal: Antonio Herci.
Professor de Árabe: Mohammad Hmede.
Oficinas de Dabke: Anderson Vaccari.
Oficina de Sombras: Daiane Baumgartner.
Realização: Coletivo de Galochas.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

QUARTO 19

Em março, o Sesc Pinheiros recebe Quarto 19, espetáculo com direção de Leonardo Moreira. Com estreia no dia 9 de março, o monólogo, concebido e encenado por Amanda Lyra, segue em temporada no Auditório da unidade,de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 15 de abril.

A montagem é baseada no conto No Quarto Dezenove (To Room Nineteen), da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), Nobel de Literatura em 2007. Publicado originalmente em 1978, o conto apresenta Susan Rawlings, uma mulher em um caminho de auto-percepção e apreensão de seu “eu” autêntico. Os efeitos provocados pelo casamento burguês com Matthew, a fragmentação da identidade feminina daí resultante, a extenuante procura pelo significado da vida e a tensão entre o “eu social” e o “eu marginal” são tópicos evidenciados no dilema da personagem.

O enredo trata da independência feminina no mundo contemporâneo e sua identificação com os papeis sociais de mãe, esposa e organizadora do lar, representados aqui por uma personagem que, mesmo tendo conquistado o que poderia ser o ideal maternal, não encontra satisfação pessoal, buscando refúgio no silêncio, no “quarto nº 19”.

Ela está consciente de que é prisioneira de alguma coisa maior e, em seu discernimento embotado, passa a acreditar que está doente”, conta Amanda Lyra. “No entanto, vemos que o mal que a aflige está no âmago da sociedade, e não em algum lugar escondido das anomalias individuais. A personagem vive assim a luta silenciosa de muitas outras mulheres”, prossegue.

Além da narrativa de Lessing, a montagem é concebida com forte influência das artes visuais. Na pesquisa para construção do espetáculo, foram referências diretas no processo a escultora francesa Louise Bourgeois (1911-2010), com a série de pinturas e esculturas que refletem sua vida como mãe e esposa, Femme Maison; e o estadunidense Edward Hopper (1882-1967), através de suas pinturas.

SINOPSE
Quarto 19 conta a história de Susan, uma mulher de classe média, casada e mãe de três filhos. Após anos sem trabalhar fora, dedicada à criação dos filhos, ela espera o momento em que o mais novo entrará para a escola, quando finalmente terá algum tempo para si. Mas quando isso acontece, Susan não sente a liberdade que esperava. Fugindo da irritação doméstica e do ritmo familiar, ela então passa a alugar um quarto de hotel no centro da cidade, o quarto 19, onde passa todas as tardes, sem fazer nada.

A peça é construída a partir do conto homônimo da escritora britânica Doris Lessing, prêmio Nobel de Literatura em 2007.

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Quarto 19
Com Amanda Lyra
SESC Pinheiros – Auditório 3o andar (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 80 minutos
09/03 até 15/04 (não haverá espetáculo em 14 de abril)
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30
$25
Classificação 18 anos
 
Concepção e Atuação: Amanda Lyra
Direção: Leonardo Moreira
Preparação Corporal: Tarina Quelho
Iluminação e cenografia: Marisa Bentivegna
Fotos: Cris Lyra
Tradução: Amanda Lyra
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção: Aura Cunha | Elephante Produções Artísticas

A BELA E A FERA

Uma adaptação de Tina Mendes sobre o apaixonante conto de fadas francês escrito por Jeanne-Marie LePrince de Beaumont.

Em uma pequena aldeia da França, Bela, uma jovem inteligente e sonhadora é considerada estranha por todos, e seu pai Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, o bonitão da aldeia que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens da aldeia o achar um homem bonito, Bela não o aceita, pois vê nele uma pessoa exibida e arrogante.

Quando o pai de Bela vai para o concurso de Lyon demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela.

Quando Bela sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. A Fera concorda e todos os “moradores” do castelo, que também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera aprender a amar e ser amado.

O que parecia impossível, enfim acontece. Bela consegue enxergar além das aparências e o ensina o verdadeiro significado do amor.

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A Bela e a Fera
Com Andresa Gavioli, Mauro Pucca, Aguiberto Santos, Erika Farias, Fernanda Gavioli, Guilherme Costenaro, Thalita Drodowsky, Zé Alberto Martins e Wellington Firmino
Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – 404 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/01 até 26/03
Sábado e Domingo – 16h
$60
Classificação Livre
 
Adaptação: Tina Mendes
Direção: Andresa Gavioli e Mauro Pucca
Assistente de Direção: Guilherme Costenaro
Diretor de Produção: Mauro Pucca
Assistente de Produção: Fernanda Gavioli
Figurinos: Arlete Castro
Cenografia: Rafael Junqueira e Daniel Amaral
Iluminação: Rodrigo Souza
Sonoplastia: Sérgio Luís
Arte Visual: Vicente Queiróz
Realização: OSCARDEPAU Produções Artísticas

FUENTE OVEJUNA

Fuente Ovejuna estreia dia 4 de março, sábado, às 17h no Viga Espaço Cênico. A montagem é direcionada ao público jovem e faz uma reflexão sobre o poder feminino. Espetáculo tem texto do dramaturgo espanhol Lope de Vega (1562 –1635), direção de Juliano Barone e tradução e adaptação de Marcos Daud.

Completam a ficha técnica Wagner Passos (direção musical), Joca Andreazza (preparação em máscara expressiva),Guryva Portela (direção de movimento), cenário, figurino e iluminação de Kleber Montanheiro e máscaras de Jair Corrêa.

O espetáculo é uma continuação do projeto“Trilogia da Taverna
, que busca transpor clássicos da dramaturgia mundial, para um espaço cênico alternativo, denominado “Sala Taverna”. A primeira parte da Trilogia foi a adaptação de “O Inspetor Geral” de Nikolai Gogol.

Sinopse
Em uma pacata vila espanhola, um jovem comandante é enviado para protegê-la de possíveis ameaças. Após desonrar a população de Fuente Ovejuna, enfrenta a ira de todos que clamam por justiça e vingança.

Fuente Ovejuna e sua Instalação Cênica
A apresentação acontece em uma instalação cênica, criada pelo multi-artista Kleber Montanheiro, que simula uma taverna onde os espectadores dividem o espaço cênico com os atores e músicos do espetáculo, acomodados em mesas que retratam um autêntico bar medieval.

“Trabalhar com a obra “Fuente Ovejuna” é falar diretamente para os jovens do séc. XXI sobre a questão do machismo, o autoritarismo e quais as faces da justiça. Ressalto a importância de discutir essas questões para repensarmos nossas atitudes diárias, criando um paralelo entre a ficção e a realidade”, conta Juliano Barone.

O espetáculo se conecta diretamente com o mundo atual ao expor situações que estão enraizadas na sociedade, “escancarar as ações cometidas pelo Comandante e seus capachos (personagens de Lope de Vega) é abrir para a discussão os crimes diários que vivemos. É dar voz a todas às crianças, jovens e mulheres que, a cada 11 minutos, são violentadas no Brasil; é valorizar o debate sobre a posição da mulher no séc. XXI; é discutir questões políticas relacionadas às nossas estruturas sócio-econômica-culturais; e, principalmente, questionar nossas atitudes perante as injustiças que vivemos”, enfatiza Juliano.

Fuente Ovejuna” coloca em questão a revolução imediata, a justiça feita pelo povo. Baseada em fatos reais, esta obra é uma forma de expor o hábito para assim questionar as atitudes que tomamos no dia a dia.

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Fuente Ovejuna
Com Alexandre Paes Leme, Dudu Oliveira, Gabriel Ferrara, Juliane Arguello, Marieli Goergen, Marcus Veríssimo, Monique Fraraccio, Pedro Casali, Pedro Monteiro, Pipo Belloni, Priscilla Dieminger, Robson Dasa e Thiago Azevedo. Musicista: Lisi Andrade.
Viga Espaço Cênico – Sala Tavera (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 100 minutos
04/03 até 24/06
Sábado – 17h
$40
Classificação 16 anos
 
Direção Geral: Juliano Barone.
Texto: Lope de Vega.
Tradução e Adaptação: Marcos Daud.
Direção Musical: Wagner Passos.
Técnico de Luz e Som: Rodrigo Holanda.
Treinamento em Máscara Expressiva:Joca Andreazza.
Direção de Movimento: Guryva Portela:
Confecção de Máscaras: Jair Correia.
Cenário / Figurino:Kleber Montanheiro.
Iluminação: Gabriele Souza, Jorge Leal e Kleber Montanheiro.
Adereços: Michele Rolandi e Tide Nascimento.
Cenotécnico: Evas Carretero.
Maquiagem: Gabriela Jovine.
Produção Geral: Tânia Reis.
Assistente de Produção: Daniela Duarte.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio