MISSA PARA CLARICE – UM ESPETÁCULO SOBRE O HOMEM E SEU DEUS (RIO DE JANEIRO)

Depois de bem-sucedida trajetória de um ano de apresentações ininterruptas, passando por mais de 15 teatros pelo Brasil e arrebanhando plateias de todo o Brasil com seu belíssimo e comovente ritual, ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE – UM ESPETÁCULO SOBRE O HOMEM E SEU DEUS, retorna ao Rio de Janeiro  no Teatro Glauce Rocha, no Rio. Criado e dirigido por Eduardo Wotzik, e contando com Cristina Rudolph, Natally do Ó e o próprio Eduardo em seu elenco, o espetáculo fica em cartaz no Centro da cidade, de quarta a domingo, sempre às 19h.

“Estudo Para Missa para Clarice” – Um espetáculo sobre o Homem e seu Deus, se transformou em um daqueles espetáculos necessários. “Missa Para Clarice” nos ajuda a nos lembrarmos que somos humanos. E cumpre com louvor a função do Teatro. Todo dia uma catarse. Uma catarse apolínea, meditativa, que costura para dentro, como queria Clarice. É lindo ver as pessoas durante o espetáculo se aproximando de si mesmas.

ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE traz um arauto e duas beatas claricianas que organizam, professam e processam as palavras de Clarice e recebem os espectadores. Assim como acontece nos templos religiosos, seguindo um missal (que também terá uma versão em braile), o público senta, levanta, reza, canta, respira junto, como num ritual. Em formato de missa, a montagem une o espaço físico do Teatro e todo o seu poder de encantamento, ao poder da palavra transformando o teatro num templo de reflexão.

Sagrada Clarice

É preciso dizer não à estupidificação, e sobreviver à miséria intelectual e espiritual a que estão nos submetendo. Nosso espaço artístico tem sido usado como passatempo ou entretenimento, em um verdadeiro desperdício de tempo, dinheiro e HD. Clarice Lispector usava uma expressão: “Use-se”. Complemento com o não “desperdice-se”, provoca o diretor. “A arte é o melhor remédio para o ser humano: ela nos ajuda a suportar a vida, a consciência da finitude e as doenças. Arte e religião são dois sistemas muito bem bolados pela humanidade, e, enquanto existirmos, lá estarão eles. ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE une esses dois sistemas num mesmo espetáculo e, as temporadas passadas, nos mostraram uma bela comunhão entre a palavra de Clarice, a cena, a música de Gorécki e o público”.

“Missa Para Clarice”, é um espetáculo reflexivo e divertido. Sem duvida, uma missa como você jamais viu.

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Missa para Clarice
Com Cristina Rudolph, Natally do Ó e Eduardo Wotzik.
Teatro Glauce Rocha (Avenida Rio Branco 179, Centro – Rio de Janeiro)
Duração 80 minutos
08/02 até 02/04
Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos
 
Da obra de Clarice Lispector.
Edição e Texto final: Eduardo Wotzik
Direção de Arte: Analu Prestes
Iluminação: Fernanda Mantovani
Direção Artística Geral: Eduardo Wotzik
Direção de Produção: Jessica Leite e Michele Fontaine
Produção Executiva e Administração: Luana Manuel
Realização: Wotzik Produções Artísticas Ltda.
Assessoria de Imprensa: Aline Salcedo

 

 

2 x 2 = 5 O HOMEM DO SUBSOLO

O ator Cacá Carvalho retoma a obra do russo Fiodór Dostoiévski, em ‘2 x 2 = 5 O Homem do Subsolo’, encenado a partir do clássico ‘Memórias do Subsolo’, em curta temporada no Teatro FAAP, em São Paulo, no período entre 12/04 e 04/05, às quartas e quintas-feiras, às 20h. A turnê, com patrocínio da Petrobras, já passou por Belo Horizonte e Salvador e segue em maio para Vitória.

Cacá Carvalho mergulha novamente no universo subterrâneo de um homem que abandona o convívio social para enfrentar sua própria consciência. Tanto pelo lado da consciência do mal que cada um traz dentro de si, quanto da piedade do homem quando não encontra outras vias de saída, por pura falta de consciência de si mesmo.

O russo Fiodór Dostoiévski (1821-1881) tornou-se alvo de estudo de Cacá há cerca de quatro anos, após as duas décadas de ofício dedicadas à obra de Luigi Pirandello (1867 – 1936): “O Homem com a Flor na Boca” [1994], “A Poltrona Escura” [2004] e “umnenhumcemmil” [2011].

“2X2 = 5 O Homem do Subsolo” é resultado da parceria longeva de mais de três décadas do ator com o Teatro della Toscana da Itália, com o diretor Roberto Bacci, o dramaturgo Stefano Geracci, o cenografista e figurinista Márcio Medina e o iluminador Fábio Retti – equipe que o acompanha em todas as incursões teatrais.

Queríamos falar do homem com uma contundência que nos perturbasse. E encontramos na novela ‘Memórias do Subsolo’, publicada em 1864, um homem que rompe com um sistema lógico e cartesiano de viver e pensar, o 2×2=4, e aciona a chave da fantasia, da loucura e da descrença e resolve ficar isolado num esconderijo para remoer com acidez e amargor tudo aquilo que é fruto de sua lucidez”, diz Cacá. “É quase um espelho negro diante de nós”, completa o ator.

Durante a criação do texto, época em que sua primeira mulher Maria Dmitrievna enfrentava a tuberculose, Dostoiévski dizia “Estou escrevendo um romance que me dá muito sofrimento”. Em outra carta escreve, “Eu tenho nervos fortes, e não consigo ter domínio de mim mesmo””.

Este tormento interior, que parece apertar o escritor russo, revela-se inevitavelmente em todas as páginas de ‘Memórias do Subsolo’. Nunca, como neste conto, Dostoiévski colocou-se tão a nu. Uma autoconfissão, do protagonista-narrador que golpeia com a sua dissecante crueldade as dores de um anti-herói, como ele mesmo se define, e representa perfeitamente a crise do homem moderno, numa época de transição e de conflitos.

Essa montagem de ‘2 x 2 = 5 – O Homem do Subsolo’ é a primeira produção do Teatro della Toscana, uma junção da antiga nomenclatura Fondazione Pontedera com o  atual Teatro de La Pergola, em Firenze, na Itália. O Teatro Della Toscana é hoje considerado um patrimônio cultural em nível nacional. Esse espetáculo é uma coprodução da Casa Laboratório para as Artes do Teatro com o Teatro della Toscana, estreou na Itália em fevereiro de 2016, circulou pela Toscana — foram três anos de adaptação, memorização em italiano e depois em português, — fez curta temporada no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, passou pelo Rio de Janeiro e por cidades do interior do estado de São Paulo.

AS OFICINAS

As oficinas “O Subsolo Produtivo do Ator” são destinadas a atores. Cada oficina ministrada pelo próprio ator terá 25 vagas e a forma de inscrição será através da análise de currículo e carta de intenção dos inscritos. E-mail para inscrição:oficina2x2@gmail.com

Objetivos:

Ajudar o desenvolvimento e conhecimento técnico e humano para formação de um ator.

Conteúdo Programático:

Neste trabalho, será reafirmado o conceito que o trabalho de um artista é composto por fontes conhecidas, texto, figurino, parceiros de trabalho, objetos e fontes desconhecidas. Um manancial de cultura humana que precisa ser acionado pelo artista para fazer suporte às fontes  conhecidas. A estrutura [partitura física] é a análise combinatória entre essas tantas fontes, conhecidas e desconhecidas, do subsolo das pessoas.

Metodologia:

Palestras e exercícios práticos usando o romance “O Homem do Subsolo” de Dostoiévski.

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2 X 2 = 5 O Homem do Subsolo
Com Cacá Carvalho
Teatro FAAP (R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/04 até 04/05
Quarta e Quinta – 20h30
$40
Classificação 14 anos
 
Direção Roberto Bacci
Dramaturgia Stefano Geraci
Tradução para o Português Anna Mantovani
Cenário e Figurino Márcio Medina
Criação de Luz Fábio Retti
Música Ares Tavolazzi
Fotos Roberto Palermo
Assistente de direção Silvia Tufano
Montagem e Operação Técnica Fábio Retti
Arte gráfica Maristela Forti
Criação Teatro della Toscana, Teatro Era CSRT e Casa Laboratório para Artes do Teatro
Assessoria de imprensa Ofício das Letras
Produção Local Bandeira Branca
Marketing Cultural e produção Mina Consultoria
Assistente de produção Kelly Kurahayashi
Patrocínio Petrobras

 

PALESTRA COM DANILO SANTOS DE MIRANDA

 

Com o objetivo de estimular e fomentar a reflexão sobre a produção artística nacional, o projeto J. Safra Social, promovido pelo Teatro J. Safra, recebe no dia 15 de março sua primeira palestra de 2017.

Com entrada gratuita, Danilo Santos de Miranda – diretor regional do SESC São Paulo e especialista em ação cultural – dividirá com o público sua experiência em um debate que tratará sobre gestão cultural.

Os ciclos de palestra vêm de encontro ao projeto social do Teatro, que está engajado em democratizar o acesso à cultura e contará com mais eventos ao longo deste ano, como as Oficinas de Arte-Educação.

Sobre Danilo Santos de Miranda

Especialista em ação cultural e Diretor Regional do SESC – Serviço Social do Comércio no Estado de São Paulo. É membro da Art for the World, conselheiro da Fundação Itaú Cultural e do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foi Presidente do Comitê Diretor do Fórum Cultural Mundial em 2004 e Presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, em 2009. Nos últimos anos tem participado como conferencista em eventos nacionais e internacionais e sido agraciado com homenagens de reconhecimento ao seu desempenho a favor da cultura, como a Comenda da Ordem Nacional do Mérito do Governo da França, a Grande Cruz do Governo da Alemanha e a Comenda da Ordem da Coroa do Governo da Bélgica. Entre suas obras, como organizador, encontram-se: “Ética e Cultura” (2001), “O Parque e a Arquitetura” (2004), “Cultura e Alimentação. Saberes Alimentares e Sabores Culturais” (2007) e “Memória e Cultura – A importância da memória na formação cultural humana” (2007).

Oficinas de Arte-Educação

O projeto J. Safra Social, ainda contempla algumas oficinas gratuitas, com vagas limitadas, oferecidas pelos professores Felipe de Menezes e Giseli Ramos. Felipe, que é diretor, iluminador e professor de teatro, ministra aulas de interpretação para iniciantes todas às quintas-feiras, a partir do dia 09 de março, das 18h30 às 20h30, até dia 30 de novembro. Estudioso, atualmente conclui a sua graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), onde desenvolve a pesquisa sobre a “Metodologia comparada do ensino de ‘história do teatro’ nas escolas técnicas de formação de atores da cidade de São Paulo”. É professor do Teatro Escola Macunaína, e ja realizou mais de quinze montagens, com destaque para: “Parafilias” (2015), “Álbum de família” (2014), “Viva Nelson Rodrigues” (2014) e “Mockinpott” (2013).

Já Giseli, atriz, diretora e professora com 20 anos de experiência em teatro, será a responsável pelas aulas de interpretação avançada, todas às quartas-feiras, a partir do dia 08 de março, das 20h às 22h, até dia 29 de novembro. Pós-graduada em Direção Cênica na Faculdade de Artes Cênicas Célia Helena, Giseli trabalhou nas áreas de interpretação e montagem em diversas escolas de renome, como a Macunaíma e Incenna. Já realizou aproximadamente 50 espetáculos. Como atriz, alguns de seus últimos trabalhos foram “A Dama da Loção Antipiolho” (Tennessee Williams), “Menina Soldado” (Criação Colaborativa), “Ela se Vinga com o Monólogo” (Simone de Beauvoir) e “Delicadas e Perversas” (Nilza Resende).

Sobre o Projeto J. Safra Social

Os ciclos fazem parte do projeto J. Safra Social, que apresenta anualmente uma programação diversificada de atividades culturais gratuitas, com o objetivo de estimular e fomentar reflexão sobre a produção artística nacional. A democratização do acesso à cultura é outro pilar do Teatro J. Safra, que promove com este projeto social a criação, formação, produção, e a difusão artística e cultural, promovendo seu acesso à população em geral. Os interessados em participar dos Ciclos de palestras gratuitas, devem ir ao Teatro J Safra, na Rua Josef Kryss, 318, na Barra Funda, 30 minutos antes do início das palestras. A casa comporta 627 pessoas.

 

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Projeto J. Safra Social
Palestra com Danilo Miranda
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda, São Paulo)
15/03
Quarta – 19h30
Entrada gratuita (ingressos com 30 minutos de antecedência)
 
Oficinas de Arte-Educação
 
Para mais informações de horários e inscrições: contato.teatrojsafra@manhasemanias.com.br

NÃO SOU GORDO, SÃO SEUS OLHOS

O Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo, apresenta a comédia “Não sou gordo, são seus olhos” às quartas-feiras, 21h. Espetáculo para todas as idades, que eleva a autoestima de todas as pessoas, fica em cartaz até o dia 29 de março e, em cena, discute com muito humor, questões variadas de bullying. O espetáculo traz vários personagens, encenados pelo próprio ator, contando suas aventuras e desventuras de estar um pouco fora dos padrões “aceitáveis” pela sociedade.

Historicamente, o preconceito com pessoas gordas é recente. Antes a obesidade era vista como fraqueza, hoje como incompetência. É uma lógica econômica, onde o corpo magro é sinônimo de agilidade e o corpo gordo de improdutividade, característica condenada pelo capitalismo.

Neste hilário monólogo escrito por Jorge Tássio especialmente para Hermes, ator carioca que integrou o elenco das novelas “Meu pedacinho de chão”, da Rede Globo, “Além do tempo” e “Cúmplices de um resgate.”

Entre os trabalhos que mostram a versatilidade de Hermes destacam – se as gravações dos clipes de MC Sapão e Anitta, participação nos programas de Sérgio Malandro, no Multishow, Vai que Cola e Chapa quente.

Essa peça prova que todos nós podemos fazer o que quisermos na nossa vida, mesmo sendo gordinhos demais, magros demais, altos, baixos, novos ou velhos. Queremos, através do teatro, e de forma bem humorada, provar ao público que toda forma de bullying é uma besteira, que o que importa mesmo é estar de bem consigo mesmo, com o seu corpo e com a forma com que a pessoa se identifica.” afirma Hermes Carpes

Não Sou Gordo, São Seus Olhos
Com Hermes Carpes
Teatro Brigadeiro (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 931 – Bairro Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
08 a 29/03
Quarta – 21h
$60
Classificação 14 anos
 
Texto: Jorge Tássio
Direção: Hermes Carpes
Cenário: Hermes Carpes e Adriana Bortoloto
Coreografias e Preparação Corporal: Adriana Bortoloto
Figurinos e Adereços: Hermes Carpes e Adriana Bortoloto
Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias

O HOMEM DAS CAVERNAS

O Homem das Cavernas”, de Rob Becker, é um sucesso mundial que conquistou milhões de pessoas em quase 40 países e em mais de 15 idiomas diferentes. O ator Norival Rizzo faz a versão brasileira e volta a atuar no espetáculo que na primeira temporada em 2010 alcançou sucesso de crítica e público. A reestreia acontecerá no dia 14 de março no Teatro Folha, com sessões as terças e quartas-feiras.

A peça é uma brincadeira divertida e perspicaz sobre as formas como homens e mulheres se relacionam, conseguindo que ambos os sexos morram de rir e se reconheçam. O ator Norival Rizzo interpreta personagem que repensa sua vida amorosa enquanto, inspirado no homem das cavernas, disseca as diferenças entre homens e mulheres.

Com um efeito pacificador nos desentendimentos entre homens e mulheres, a primeira montagem estreou em São Francisco, em 1991, e foi rapidamente levada para Dallas, Washington, Philadelphia e Chicago, antes de sua estreia na Broadway, em 1995. Depois de dois anos e meio e 702 apresentações no teatro Helen Hayes Theater, “O Homem das Cavernas” entrou no livro dos recordes como o monólogo que mais tempo ficou em cartaz na história da Broadway.

Rob Becker escreveu “O Homem das Cavernas” depois de um período de três anos de estudo informal de antropologia, pré-história, psicologia, sociologia e mitologia. Usou como base as informações para criar um texto com grande capacidade de comunicação com o público.

O diretor Alexandre Reinecke conta que a montagem será apresentada com novo cenário e figurino, mas manterá o estilo da direção visto na primeira temporada em 2010. “Faço uma grande parceria com o Norival. Já o dirigi em outros espetáculos e esta experiência serve para esta remontagem, que faz uma um paralelo divertido e pertinente entre o homem das cavernas e o homem contemporâneo”, observa o diretor, que também trabalhou com Norival Rizzo nas peças “Adultérios”, de Woody Allen, e “O Sucesso a Qualquer Preço”, de David Mamet.

O ator Norival Rizzo observa que a sua percepção sobre um texto teatral muda constantemente, de acordo com as novas experiências vividas e com o tempo de realização de uma temporada. O texto é o mesmo, mas a percepção para a obra resulta em outras nuances na atuação. “Agora estou percebendo muitos detalhes diferentes no espetáculo”, conta o ator que em 2005 recebeu o Prêmio Shell de Melhor Ator pelo espetáculo “Oração Para um Pé-de-Chinelo”, de Plínio Marcos, e direção de Reinecke.

Hoje a peça “O Homem das Cavernas” pode ser vista nos seguintes países: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Guatemala, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, México, Holanda, Noruega, Polônia, Rússia, Eslováquia, Eslovênia, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos, Argentina, Coréia e China.

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O Homem das Cavernas
Com Norival Rizzo
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 75 minutos
14/03 até 31/05
Terça e Quarta – 21h
$50
Classificação 12 anos
 
Realização: Açafrão Produções
Texto: Rob Becker
Direção: Alexandre Reinecke
Diretor de produção: Evaristo Sánchez
Assistente de produção: Henrique Portela
Cenário e figurino: Alex Grilli
Desenho de iluminação: Henrique Portela
Adaptação do texto: Açafrão Produções
Produção: Açafrão Produções, Alafin Cultural, IRIA Producciones, Theatre MOGUL

ALICE, RETRATO E MULHER QUE COZINHA AO FUNDO

Depois do sucesso da última temporada, o espetáculo Alice, Retrato e Mulher que Cozinha ao Fundo volta em cartaz a convite da Oficina Cultural Oswald de Andrade para uma nova série de apresentações de 14 a 30 março. Terças, quartas e quintas às 20h.

A peça teve todas as suas apresentações lotadas desde a estreia, em agosto de 2016, na Sala Beta do Sesc Consolação. A repercussão do espetáculo e grande procura na retirada de ingressos da Oficina Cultural Oswald de Andrade levaram os programadores a convidar a produção para mais um período no local. Sabendo do interesse da diretora Malú Bazán de dialogar com diferentes espaços e arranjos arquitetônicos, a peça volta em outra sala, dedicada de hábito às artes plásticas.

A temporada prevê ainda uma tarde de aula-conversa no dia 01 de abril, com a jornalista e pesquisadora Gabriela Longman, em que estarão presentes a dramaturga Marina Corazza, a diretora Malú Bazán e a atriz Nicole Cordery. O encontro faz um apanhado sobre o período retratado na peça – em especial sobre as relações entre os movimentos artísticos e literários e o contexto de guerra. A programação contará ainda com projeção de filmes trechos de música e leituras breves.

A dramaturgia de Alice, retrato de mulher que cozinha ao fundo assinada por Marina Corazza partiu de duas importantes referências: The Alice B. Toklas Cookbook, escrito por Alice e A autobiografia de Alice B. Toklas, escrita por Gertrude Stein. No primeiro, Alice, companheira de Gertrude Stein, já doente, descreve as receitas servidas em um dos endereços mais badalados da Paris dos anos 20 onde viveu com Stein, o 27 Rue de Fleurus. Em meio às receitas, de forma absolutamente prosaica e autêntica, Alice revela fatos e anedotas de sua vida ao lado de Stein e sobre a efervescência cultural da qual faziam parte.

Já o segundo, se tornou o livro mais conhecido de Gertrude no qual escreve a “autobiografia” de sua companheira. Ao assumir a voz de Alice, Gertrude conquista a popularidade literária que tanto almejava de forma a ampliar o alcance de suas pesquisas literárias na direção de uma estética cubista na literatura. Mas e a própria Alice: quem era? O que vivia? O que dizia e como dizia?

Depois da morte de sua companheira, Alice viveu ainda mais 20 anos nos quais se ocupou em preservar e divulgar a obra de Stein.

A peça discute as fronteiras entre realidade e ficção, entre as histórias e suas dissonantes interpretações. Nela, Alice passeia por diferentes tempos e espaços, numa espécie de mosaico. Escolher a personagem real, ao mesmo tempo fictícia, de Alice B. Toklas potencializa múltiplas miradas sobre a relação de amor entre essas duas mulheres e sobre como influenciaram e foram influenciadas pela efervescente Paris dos anos 20 e 30.

Desde o início do trabalho, criar um jogo de espelhos, que embaralha a noção do eu e do outro, que confunde as fronteiras entre a ficção e o real foi um dos objetivos do projeto. A perseguição foi por uma dramaturgia que ousasse friccionar as pesquisas estéticas de Stein, as memórias de Alice, e também a posição de quem olha com certo distanciamento histórico, se reconhecendo e se estranhando com essas duas mulheres.

Para compor esse caleidoscópio Nicole Cordery, Malú Bazán e Marina Corazza contaram com o grande apoio do dramaturgo, professor e pesquisador americano Leon Katz. Em 1952, Katz foi premiado com uma bolsa da Fundação Ford que lhe possibilitou passar um ano com Alice, entrevistando-a a partir de anotações nunca publicadas de Stein que na eminência da II Guerra foram enviadas às pressas para a Yale Library nos Estados Unidos. “Estimulado com o fato de procurarmos por materiais sobre Alice Toklas, Katz nos enviou não só seu relato sobre o ano que passou como Alice, como uma primeira versão de seu monólogo “Nurturing Alice”, nos autorizando a fazer uso desses materiais para a composição da peça”, conta a atriz Nicole Cordery.

Além das obras já citadas e do material cedido por Leon Katz, foram consultados também trechos dos livros: Paris, França, Lifting Belly, Q.E.D., Melanctha, Ada, entre outras obras de Gertrude Stein, e Staying on Alone (lettres of Alice B. Toklas) e What is Remembered, ambos de Alice B. Toklas.

Assim, a dramaturgia de Alice, retrato de mulher que cozinha ao fundo é composta pelo choque desses inúmeros materiais que se tencionam, ora simétrica, ora assimetricamente e criam novas materialidades que se revelam a partir de seus interstícios.

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Alice, Retrato de Mulher que Cozinha ao Fundo
Com Nicole Cordery
Oficina Cultural Oswad de Andrade ( Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
14 até 30/03
Terça, Quarta e Quinta – 20h
Entrada gratuita (senha retirada com 1 hora antes da peça)
Classificação 14 anos
 
Aula-encontro
 
A bomba que caía ao fundo: reflexões sobre arte moderna e guerra
Sábado, 1 de abril, das 15h às 17h
Gabriela Longman é Mestre em Artes e Linguagem pela ÉcoledesHautesÉtudes enSciencesSociales (EHESS-Paris) e doutoranda em teoria literária pela USP.
 
Dramaturgia: Marina Corazza
Direção: Malú Bazán
Cenários e figurinos: Anne Cerutti
Iluminação: Nelson Ferreira
Trilha sonora: Rui Barossi e Pedro Canales
Apoio vocal: Lucia Gayotto
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

O ASSALTO

Estreia no dia 14 de fevereiro no Espaço da Cia. da Revista o espetáculo O Assalto, com direção de Gustavo Trestini e com Fabio Santarelli e Rodrigo Caetano no elenco.

Escrito por José Vicente em 1967 e encenado pela primeira vez no Teatro Ipanema no Rio de Janeiro em 1969, com direção de Fauzi Arap e com Ivan de Albuquerque e Rubens Correa em cena, a montagem obteve enorme sucesso tendo recebido uma versão cinematográfica em 1971 com o mesmo elenco da peça e direção de Walter Lima Junior.

O contexto histórico deste período, em meio à ditadura militar, acabou por circunscrever o texto no rol da dramaturgia de resistência ao regime, mas quase cinquenta anos após a sua estreia o texto se mostra revelador da sociedade contemporânea, na qual as relações e as pessoas se mostram cada vez mais coisificadas.

 Em O Assalto, Vitor, funcionário número 5.923.800 de um banco, volta à sua sala, depois do expediente, com o objetivo de encontrar Hugo, um faxineiro responsável pela limpeza do ambiente. O encontro entre esses dois personagens, próximos na insignificância, frente à corporação para a qual trabalham, mas diferentes no extrato social em que cada um ocupa, acaba por produzir uma relação que oscila entre a repulsa e a atração, plena de contradições. A tensão gerada por essa relação mantém o espectador atento do começo ao fim do espetáculo.

 O Assalto é uma daqueles textos que acabam se mostrando muito à frente do seu tempo, capaz de dialogar com muita profundidade com as inquietações e sensibilidade da sociedade contemporânea, tão carente de sentido e de utopias.

 Com uma direção centrada no jogo dos atores, Gustavo Trestini intensifica a violência e a compaixão, propostas pelo autor, revelando a humanidade desses personagens a partir de suas contradições. O espetáculo oferece também uma reflexão sobre nossa condição de cidadãos em relação com a impiedosa estrutura de uma metrópole como São Paulo, carente de vínculos de afeto e vitrine do onipotente e corruptor poder financeiro.

 

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O Assalto
Com Fabio Santarelli e Rodrigo Caetano
Espaço Cia da Revista (Al. Nothmann, 1.135 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 75 minutos
14/02 até 27/04
Terça, Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 16 anos
 
Texto: José Vicente
Direção: Gustavo Trestini
Assistente de direção: Rita Giovanna
Cenário: Gustavo Trestini
Figurino e produção: Fabio Santarelli
Desenho de luz: Fernando Azevedo
Designer gráfico: Diego Torralbo
Fotos: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara