EXPRESSO BRASILEIRO

Vice-campeão da primeira temporada de Popstar, reality da rede Globo, Claudio Lins apresenta seu show Expresso Brasileiro dia 15 de agosto, quarta-feira, 21h, no Theatro Net São Paulo, na Vila Olímpia.
 
Novo projeto é fruto da experiência vivida durante o programa em que interpretou clássicos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Djavan, João Bosco, Aldir Blanc, Baden Powell, Vinícius de Moraes, Alceu Valença, Edu Lobo e, claro, seu pai Ivan Lins e o parceiro e Vítor Martins.
 
Com arranjos novos e contemporâneos, show apresenta repertório que inclui Expresso 2222, Canto de Ossanha, Lembra de Mim, Tropicana, Corsário, Oceano, Fora da Ordem, Ponteio, Volte para o seu lar, Lotação Esgotada, DDD, Impaciência (gravada por Luciana Mello), Por toda vida, gravada também pela cantora Maria Rita e trilha sonora da novela Avenida Brasil, entre outras músicas que marcaram a carreira musical dos dois álbuns lançados pelo cantor: Um e Cara.
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Expresso Brasileiro
Com Claudio Lins
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 100 minutos
15/08
Quarta – 21h
$50/$120
Classificação 12 anos

FESTA A COMÉDIA

O público já na sua chegada é convidado especial de uma típica Festa Infantil, recepcionados pelo primeiro personagem da peça, um palhaço! Imagine o que não é capaz de acontecer numa festa para crianças? Imaginou? Então, situações inusitadas, bizarras e divertidas acontecem nesta festa de nosso aniversariante mirim que guarda um grande segredo! Em um formato de 5 (cinco) esquetes, onde cada esquete é escrita por um autor diferente. Todas retratadas por personagens interligados presentes nesta mesma FESTA.

Uma comédia hilária, que se comunica com todo tipo de público, por justamente reunir um dream team de autores consagradíssimos escolhidos a dedo. Aliado à tarimba e experiência do intérprete e criador da ideia central do espetáculo, Maurício Machado.

Maurício conta, “todos os textos foram escritos especialmente para mim, por cada um desses talentosíssimos e queridos autores, que permearam em algum momento meus 30 anos de carreira. E com alguns, em muitas oportunidades. O que é uma honra e uma responsabilidade. Mas o Teatro só me fascina se for desafiador, surpreendente e como o deve ser, entregue e sem rede de proteção.

Ele interpreta seis hilariantes personagens femininos e masculinos, todos completamente diferentes e repletos de humor, e sendo o primeiro deles logo na chegada em performance de improviso. Além disso, um show à parte da montagem, pode ser conferida às frenéticas e muito rápidas trocas de figurino e composição, essas criadas pelo premiado visagista Anderson Bueno com figurinos de Marcio Vinicius, que duram segundos de uma personagem à outra;

Com este seu novo solo, Maurício celebra seus 30 Anos de profissão onde o Teatro sempre foi seu grande alicerce e de onde nunca se ausentou e a TV e Cinema seus companheiros. E cada um desses Autores escolhidos para o projeto tem relação com a trajetória profissional do ator Maurício Machado e sua admiração.

O diretor da comédia, Eduardo Figueiredo, com mais de 10 comédias de sucesso de público e crítica no currículo apresenta uma encenação focada na intepretação e no humor presente nestes personagens surpreendentes. Seus últimos trabalhos no gênero: “Mulheres Alteradas”, “Superadas”, ambas adaptações da obra da cartunista Maitena, “100 dicas para arranjar namorado” de Daniele Valente e atualmente “Gatão de Meia Idade, a peça” de Miguel Paiva com Oscar Magrini e Leona Cavalli, todas de enorme sucesso em SP e Rio de Janeiro.

Maurício me propôs sua ideia de fazer um espetáculo com autores diferentes que se passa em uma festa de aniversário de criança, aceitei sem pensar, é genial esse universo. Repleto de personagens que propiciam identificação imediata para o público”.

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Festa, a Comédia

Com Maurício Machado

Teatro Folha – Shopping Higienópolis (Av. Higienópolis, 618, Higienópolis, São Paulo)

Duração 80 minutos

01 a 30/08

Quarta e Quinta – 21h

$30/$40

Classificação 12 anos

DIÁLOGOS SOBRE A LOUCURA

O espetáculo ‘Diálogos Sobre a Loucura’, segundo trabalho do grupo Performatron, nasce a partir de um processo de pesquisa de dois anos realizado em instituições psiquiátricas do país. A peça estreia na próxima segunda-feira, 02 de julho, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade em temporada até 15 de agosto, sempre às segundas, terças e quartas, às 20h. No espetáculo, um grupo de jovens médicos que atua em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro em plena ditadura militar, vê-se obrigado a tomar uma atitude drástica quando são demitidos arbitrariamente de suas funções.

Contemplado pelo ProAC – Primeiras Obras de Teatro em 2017, o espetáculo busca refletir sobre a construção social da loucura, a partir da fricção entre materiais documentais e as experiências vividas pelos artistas do grupo durante o processo. Durante o período de pesquisas práticas, realizadas no Instituto Nise da Silveira, no Rio de Janeiro, e em unidades do CAPS na cidade de São Paulo, foram realizadas diversas conversas com portadores de transtornos psiquiátricos, profissionais da área da saúde e familiares, além do registro por meio de textos, vídeos e gravações das impressões dos atores, que participaram de oficinas de teatro, eventos institucionais e reuniões de equipe nessas instituições.

Desde sua formação, no ano de 2014, o grupo Performatron investiga as possibilidades de ampliação e ressignificação de material documental através da pesquisa em comunidades específicas. Em seu primeiro trabalho, São Paulo Refúgio, depoimentos, cartas e entrevistas concedidas por refugiados e imigrantes foram revisitados em ensaios colaborativos e confrontados com as experiências pessoais dos atores, que estiveram também durante dois anos imersos em ocupações, mesquitas e instituições de auxílio a imigrantes. A partir desses encontros com grupos em situação de vulnerabilidade, o grupo busca sempre estabelecer novas possibilidades desenvolver suas criações artísticas diretamente atreladas com questões sociais e políticas da sociedade atual.

Em ‘Diálogos Sobre a Loucura’, o amplo espectro da loucura é abordado pelo viés do sistema público de saúde mental do país. Durante a pesquisa prática, o grupo percebeu a necessidade de reflexão sobre as consequências sociais de modelos psiquiátricos que encarceram e desumanizam portadores de transtornos mentais. Foram explorados, ainda, elementos fundamentais que permeiam a discussão, como o papel da indústria farmacêutica, a reinserção social de pacientes advindos de longos períodos de internação e os impactos de decisões políticas nesses processos.

O desenvolvimento da dramaturgia e a ação ficcional do espetáculo tomou como uma base um acontecimento histórico conhecido como “Crise da DINSAM (Divisão Nacional de Saúde Mental)”, quando, em 1978, três jovens médicos decidem denunciar no livro de registro o que acontece no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro. O psiquiatra Paulo Amarante, também entrevistado nesse processo, explica:

Em 1978, comecei a trabalhar na Dinsam e notei ausência de médicos nos plantões, deficiências nutricionais nos internos, violência (a maior parte das mortes causada por cortes, pauladas, não investigadas e atribuídas a outros pacientes). Investigamos, e as conclusões deram muito problema. Outra denúncia era da existência de presos políticos em hospitais psiquiátricos, inclusive David Capistrano, pai, um dos fundadores do Partido Comunista (Radis 143) – e existem fortes indícios de que era ele mesmo. Havia médicos psiquiatras envolvidos em tortura e desaparecimento de presos políticos – a Colônia Juliano Moreira [no Rio] tinha um pavilhão onde só entravam militares. Fui chamado na sede da Dinsam e demitido, com mais dois colegas. Oito pessoas, entre elas, Pedro Gabriel Delgado e Pedro Silva, organizaram um abaixo-assinado em solidariedade a nós. Depois, mais 263 pessoas foram demitidas. Isso caracterizou um movimento. Conseguimos manter a crise da Dinsam, como chamávamos, na imprensa por mais de seis meses.

O grupo, inteiramente formado por jovens em torno dos 25 anos de idade, traz em seu discurso e no discurso de seus personagens, o dilema de uma geração que é incapaz de agir ativamente diante da catástrofe social e política que assola o país.

Principalmente depois da grave crise política atual, percebe-se que os dilemas de 1978 não estão tão distantes de nós e encontrar o modo de trazer isso para o espetáculo foi o grande desafio dessa criação. Encontrar os diálogos possíveis entre 1978 e 2018, jovens médicos e jovens artísticas, o hospício e o teatro, se mostrou um processo extremamente trabalhoso, porém gratificante, uma vez que hoje é possível enxergar no espetáculo não apenas as vozes dos artistas e de um jovem grupo de teatro da cidade de São Paulo, mas, sobretudo, das inúmeras vozes silenciadas em instituições psiquiátricas do país”, acrescenta Dess.

Ainda que a reforma psiquiátrica implantada em 2001 no Brasil objetive o fim dos manicômios, é notório que algumas instituições psiquiátricas ainda permanecem reproduzindo o mesmo modelo de encarceramento do século passado. “Durante o período de pesquisa para o desenvolvimento do espetáculo foi possível notar como alguns modelos enrijecidos de gestão são capazes fomentar a marginalização e estigmatização do paciente psiquiátrico. Buscando construir uma crítica a esses modelos, foi tomado como base um acontecimento histórico do passado, porém perfeitamente capaz de dialogar com os tempos atuais. Entende-se que para compreender os sistemas de regem o Brasil atual, é necessário olhar para como esses sistema foram construídos no passado e é isso que ‘Diálogos Sobre a Loucura’  e o Performatron buscam fazer, complementa o diretor.

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Diálogos Sobre a Loucura

Com André de Saboya, Augusto Caliman, Elise Garcia, Ériko Carvalho e Gabriela Moraes

Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo)

Duração 130 minutos

02/07 até 15/08

Segunda, Terça, Quarta – 20h

Ingressos gratuitos distribuídos 1h antes do início do espetáculo.

Classificação 14 anos

*30 e 31 de julho e 01 de agosto não haverá espetáculo

**2 e 16 de julho, às 21h, e 9 de julho, às 19h.

PEDRO CARDOSO SE APRESENTA NO TEATRO MORUMBI SHOPPING

Os atores Graziella Moretto e Pedro Cardoso vêm ao Brasil, diretamente de Lisboa, para apresentar três espetáculos no Teatro MorumbiShopping.

O Autofalante (27 de junho a 24 de agosto) é um monólogo escrito, interpretado e dirigido por Pedro Cardoso (Amir Haddad coassina a direção).

Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa (7 de julho a 26 de agosto) é um espetáculo de improviso que conta com a colaboração da plateia.

Nem Sim, Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu é uma produção inédita que faz temporada de 7 de julho até 26 de agosto com temas que passam pelo autoritarismo, autoestima e educação – ambos os espetáculos são criados, dirigidos e interpretados por Graziella e Pedro.

Residentes de Portugal há três anos, os atores apresentam-se lá e também no Brasil, onde circulam frequentemente com as peças O Autofalante (1990), Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa (2011) e a mais recenteO Homem Primitivo, que esteve em cartaz em São Paulo em 2015. Os artistas também estão em processo de criação da peça A Pessoa Honesta, com previsão de estreia para 2019 e com material de pesquisa baseado nas temporadas mais recentes que têm feito de Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa.

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O Autofalante

O monólogo de Pedro Cardoso conta a história de um homem que diz ter sido abordado por outro na rua, e que este outro afirmou que eles eram a mesma pessoa. Como num jogo de espelhos, o público lida com os questionamentos despertados por essa personalidade misteriosa.

Identidade, relação com o desemprego e um passado recente associado aos impasses de lidar com as tecnologias criadas no começo dos anos 1990 garantem a permanência da peça, que se mantém atual mesmo após 30 anos da primeira encenação.

Ainda não havia redes sociais e o telefone portátil era uma novidade. Mas os vícios das indústrias da comunicação – e suas mentiras e manipulações; e o uso abusivo que a publicidade faz de todo e qualquer meio – já estavam se anunciando. E, hoje, muito do que estava ainda se esboçando, fez-se presente na sociedade de modo ainda mais agressivo do que eu supus que seria quando escrevi”, diz Pedro.

Para o artista, o humor se produz na revelação do sentido oculto dos acontecimentos. “Ele nada tem a ver com a dramaticidade – ou a tristeza, ou a tragédia – do que se conta. Tem a ver com o distanciamento do narrador em relação ao que é contado”.

Pedro entende por esse distanciamento uma postura crítica, uma não aceitação do que é tido como já revelado, “uma postura crítica; uma não aceitação do que é tido como já revelado; uma busca pelo sentido que permanece escondido na trama da banalidade cotidiana. Ao propor-se esta atitude reflexiva, o ator encontrará, inevitavelmente, a comédia. Não porque ele a produza, exatamente. Mas porque o público a produzirá quando confrontado com a revelação do que, embora já fosse sabido, permanecia protegido de ser explicitado evidentemente pelos mecanismos de defesa e fuga da verdade, que são tão naturais ao ser humano”.

O artista ainda diz que “o riso é o resultado no corpo de acessão a consciência de um conteúdo inconsciente. Eu rio da soberba de Édipo e das simulações de loucura de Hamlet; e ambas são tidas como tragédias. Rio delas, mas não sei precisamente do que. E este rir de algo que, embora seja uma revelação, nunca saberemos muito bem precisar, é que faz a comédia tão fascinante, na minha opinião”, completa.

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Uãnuêi – Esta Noite Se Improvisa

A cada sessão, uma peça completamente diferente da anterior e criada na hora a partir de um tema proposto pela plateia: esse é o espetáculo Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa, idealizado por Pedro Cardoso e Graziela Moretto em 2011.

O espetáculo de improviso long form (termo que designa uma peça longa improvisada a partir de um único tema) conta com uma relevante coautoria do público. A cada sessão, alguém dá um tema que serve de partida para a apresentação de Pedro e Graziela. “Em lugar de trazermos já decidido o assunto, que haveremos de ter recolhido em nossas próprias preocupações, nos decidimos a dispor a nossa criação a serviço do assunto que o público elege como prioritário. E permanecemos em conexão com essa escolha do outro, na tentativa de dizer algo sobre o assunto dele. É uma autêntica parceria. Dá-nos o mote que faremos o repente. Teatro popular, de forte raiz na cultura do povo brasileiro”, diz Graziella.

Atual por definição, o espetáculo de improviso é sempre o testemunho de um nascimento. Juntos, criaram uma analogia da peça com uma partida de futebol: “A graça do jogo é não saber quando a jogada vai dar certo e resultar no gol, que é sempre um acontecimento raro. Também no teatro de improviso é raro o momento em que a dramaturgia se conclui de forma perfeita e, em alguns casos, ela nem se conclui, mas a alegria que nos causa quando a jogada termina em gol é a mesma que nos assalta quando o improviso termina em uma fábula perfeita”.

Para o casal, não há um tema mais desafiador que o outro. “Não é o tema que pode tornar o improviso difícil – é a recusa que traz dificuldades”, explica Pedro, que diz receber todas sugestões com igual humildade. O formato ganhou até versão televisiva exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, em 2014, alcançando grande sucesso na programação.

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Nem Sim Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu

Nem Sim, Nem Não é a primeira empreitada do casal em um trabalho dedicado ao público de todas as idades, isso porque “o que é para crianças, é para todos”, nas palavras dos criadores da peça.

O espetáculo conta a história de uma jovem que, como tantas no Brasil, tem que começar a trabalhar cedo como empregada doméstica para ajudar a família. Ela consegue dois empregos; o primeiro, numa casa em que tudo pode: a casa do Sim. Lá pode tudo. Até o que não pode, lá pode. A outra casa em que ela arruma emprego é a casa do Não, onde logicamente tudo é proibido, principalmente dizer sim. Por ter que cuidar de crianças, ela aprende a contar histórias.

Uma série de aventais irá cumprir a função de identificar personagens, ajudar a construir a narrativa e até terão parte na composição de uma cenografia cheia de mobilidade. Os adereços são assinados por Giovanna Moretto, figurinista de outros espetáculos da dupla, como a última remontagem de Os Ignorantes, O Homem Primitivo e Uãnuêi.

Nosso teatro é colado ao essencial; somos frutos de uma combinação entre o Teatro de Rua, o Teatro Antropológico, o Improviso e a Comédia. Nosso compromisso é com a liberdade, para o artista e para o público. Não construímos nossa dramaturgia à partir de formas estéticas, marcações, desenhos de cena. Todo nosso teatro nasce quando o público chega. Portanto o que estamos fazendo agora é reunir todas as nossas experiências e pesquisas sobre tradição oral, narrativas e contação de história, e buscando a teatralidade para essa fábula que criamos”, diz Graziella.

Seguindo a tendência de seus demais espetáculos, esse também será apoiado na presença do ator diante da audiência e na relação ali estabelecida. Com poucos elementos cênicos, o mais relevante no palco será o corpo em cena.

A peça busca falar sobre os defeitos e as consequências de todos os radicalismos; especialmente aos ligados à educação, em um tempo que dá pouca chance para hesitações e variações. “Nem sim nem não é a resposta pedagógica a ditadura do sim e do não. Nada é sim ou não, apenas. É sobre isso que pretendemos falar. Mas logicamente, do nosso jeito. É uma história, contada à moda antiga com dados novos. E, no que depender de nós, com muito humor”, diz Pedro

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O Autofalante – De Pedro Cardoso. Direção: Amir Haddad e Pedro Cardoso. Vídeos: Gringo Cardia e Marcelo Tas. Coordenação de produção e supervisão técnica: Hernane Cardoso. Temporada27 de junho a 24 de agosto, quarta, quinta e sexta-feira, 21 horas. Duração: 70 minutos. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa – De Graziella Moretto e Pedro Cardoso. Piano: Dudu Trentin. Percussão: Rodolfo Cardoso.Coordenação de produção e supervisão técnica: Hernane Cardoso. Figurinos: Giovanna Moretto. Temporada7 de julho a 26 de agosto, sábado às 21 horas, e domingo, às 19 horas. Duração: 70 minutos. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Nem Sim Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu – De Graziella Moretto e Pedro Cardoso. Música ao vivo: Dudu Trentin e Rodolfo Cardoso. Direção técnica e de produção: Hernane Cardoso. Figurinos: Giovanna Moretto. Temporada7 de julho a 26 de agosto, sábado e domingo, às 16 horas. Duração: 50 minutos. Classificação: Livre. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Teatro MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)

INSETOS

Comemorando 30 anos de trajetória, a Cia. dos Atores estreia Insetos em 8 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Com texto original de Jô Bilac adaptado pela Cia. dos Atores e pelo diretor Rodrigo Portella, a montagem traz cinco fundadores da companhia no elenco: Cesar Augusto, Gustavo Gasparani, Marcelo Olinto, Marcelo Valle e Susana Ribeiro. A peça ficará em cartaz até o dia 20 de agosto, com sessões de quarta a segunda, com patrocínio do Banco do Brasil.

Repetindo aqui a parceria com a Cia. dos Atores após o sucesso de Conselho de Classe (2014), Jô Bilac propôs dar voz aos insetos para este novo espetáculo do grupo. São doze quadros que se entrelaçam formando um mosaico no qual o autor fala sobre convivência, medo e manipulação. Como uma fábula, o texto traça paralelos entre a natureza e questões político-sociais da atualidade – evocando comportamentos coletivos e individuais revelados através de uma grande polifonia de diferentes insetos: cigarra, gafanhoto, barata, louva-a-deus, besouro, mariposa, borboleta, mosquito, cupim, mosca e formiga.

Em cena, um imenso êxodo desequilibra a natureza. O colapso é eminente. Os gafanhotos tentam destruir tudo, mas se veem diante de uma nova ordem imposta pelo louva-a-deus. Nesse universo, o olhar sobre o humano ganha uma nova perspectiva, atravessada pela realidade dos insetos. “O Jô usa os insetos na dramaturgia em analogia com personagens da nossa história, situações que estamos vivendo atualmente. Temos figuras do poder, estratos sociais, mas sem uma nomeação direta”, explica Susana Ribeiro. “Queremos usar desequilíbrios da natureza como espelho da sociedade”, comenta Cesar Augusto.

Com cenário de Beli Araújo e Cesar Augusto o espaço cênico é ocupado por pneus, que criam diferentes quadros para as cenas. Os figurinos de Marcelo Olinto trazem referências ao universo dos insetos – como asas e antenas – mas não são a representação fiel desses bichos. “Essa peça me permite trabalhar o lugar do atrito entre o cômico e o trágico, refletido no estado de guerra proposto pelo texto. Trabalhamos entre o universo microscópico e invisível dos insetos e o nosso universo”, diz Rodrigo Portella.

Para a companhia, o espetáculo é também uma celebração. “Temos 30 anos de convívio. Olhamos um para o outro em cena e nos reconhecemos”, diz Marcelo Valle. “Acho que uma palavra que nos definiria seria inquietação. E uma das coisas boas é que nos colocamos o desafio de trabalhar com pessoas novas, como o Rodrigo (Portella), que é de outra geração. Essa inquietação e essa disponibilidade para o novo nos acompanha desde 1988”, completa Marcelo Olinto. “Estar em cena com parceiros de 30 anos de amizade e trabalho, e poder discutir e refletir sobre o Brasil atual, é para mim um privilégio e um ato de resistência”, afirma Gustavo Gasparani.

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Insetos

Com Cesar Augusto, Gustavo Gasparani, Marcelo Olinto, Marcelo Valle, Susana Ribeiro

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112. Centro – São Paulo)

08/07 até 20/08

Duração 80 minutos

Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Segunda – 20h, Domingo – 18h

$20

Classificação 14 anos

ALÉM DOS 16 COMPASSOS (2ª EDIÇÃO)

Após o sucesso da primeira edição, o show que reúne artistas conhecidos do teatro musical, com temas diferentes e que envolvem o mercado, terá sua segunda edição, com novo tema e novos participantes.
Uma noite agradável, ambiente intimista, um piano acústico tocado ao vivo, acompanhando vozes marcantes do teatro musical brasileiro. Uma noite de interpretações poderosas de canções do repertorio dos cantores convidados.
Além dos 16 Compassos” é um novo projeto de Tomaz Quaresma, que uma vez por mês traz para o Botequim Contra Regra, no Espaço Cia da Revista, fortes interpretações de canções pelas vozes dos nomes do musical nacional.
Na segunda edição, o show traz o tema “Você Pode Ser Quem Quiser”. No teatro musical existem características específicas para um intérprete ser escolhido para dar vida à uma personagem numa peça. Tem gênero, idade, tipo de voz, etnia e outras características que a personagem tem como “regra” estabelecidos pelo escritor do texto geralmente. Nesse show jogaremos todas as regras no lixo. Qualquer um pode ser o que quiser por uma noite!
A noite será guiada pelo criador do projeto, Tomaz Quaresma, e os convidados serão Letícia Soares (A Pequena Sereia), Diego Martins (Peter Pan), Laura Lobo (Lés Miserables), Thiago Lemmos (Romeu e Julieta), Vânia Canto (A Noviça Rebelde), Oscar Fabião (Musical Popular Brasileiro) e Andreza Meddeiros (A Pequena Sereia). Todos serão acompanhados ao vivo no piano acústico pelo músico Rodolfo Schwenger.
O evento acontece em um restaurante, durante a noite é possível beber e comer enquanto curte ao show.
O show acontece no dia 4 de julho, às 20h30, no Espaço Cia da Revista, em São Paulo.
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Além dos 16 Compassos
Com Letícia Soares, Diego Martins, Laura Lobo, Thiago Lemmos, Vânia Canto, Oscar Fabião e Andreza Meddeiros.
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)
04/07
Quarta – 20h30
Ingressos antecipados por R$25,00 pelo sympla.com ou R$40,00 na bilheteria do teatro na hora do show.

GODSPELL

O espetáculo Godspell, sucesso em 2015, ganha nova temporada a partir de 5 de junho no Teatro Serrador. De autoria de John-Michael Tebelak, direção de João Fonseca, direção musical de Tony Lucchesi e coreografia de Victor Maia, a nova temporada fica até dia 26 de junho, com sessões às terças e quartas sempre às 19h30. Com exceção da última semana, quando as sessões serão na segunda e terça.

Após seu lançamento, nos anos 70, o musical virou imediatamente o emblema de toda uma geração e um clássico da Broadway ao subverter a estética e a narrativa comumente associada a figura de Jesus. Não buscava desvirtuá-lo,  mas sim aproximando a essência de sua mensagem à realidade de todos nós através de canções pop-rock que se tornaram clássicos do teatro musical e da música mundial. Mas isso foi em 1970 nos Estados Unidos da América – e agora?

O amor em primeiro lugar, é isso que Godspell quer nos mostrar. E esse discurso se faz muito atual, já que vivemos em tempos tão difíceis e decisivos, onde constantemente somos levados à guerrear com nossos pares – literalmente e metaforicamente – o nosso espetáculo e a nossa companhia viu necessária à nossa volta aos palcos para levar essa mensagem sobre amizade, lealdade e amor – diz Lyv Ziese, do elenco da peça.

A peça já havia ganhado releitura de João Fonseca em 2015, que na época decidiu juntar um grupo de jovens atores para montar o musical usando elementos da cultura popular brasileira e a linguagem jovem atual, ele revisitava por completo a obra e propunha uma versão inédita e genuinamente brasileira do clássico da Broadway. Porém a nova remontagem do diretor promete algumas novidades!

As parábolas, as canções e as cenas divertidas de Godspell traçam o caminho de cada integrante do grupo para compreender a filosofia do “bem viver”, proposta no Evangelho de São Matheus, como um caminho para transformar o processo caótico que rege as relações humanas na sociedade atual. Dito isso, longe de ser veículo de uma mensagem religiosa, Godspell é engraçada, emocionante, jovem, popular, acessível e resgata a essência da mensagem do evangelho: a tolerância e o amor – complementa Caio Loki, responsável pela designer de arte e figurino.

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Godspell

Com Alain Catein, Analu Pimenta, Bernardo Dugin, Carol Botelho, Deborah Marins, Diana Cataldo, Erick de Luca, Gabi Porto, Giovanna Rangel, Ingrid Gaigher, Joana Mendes, João Telles, Leo Bahia, Lyv Ziese, Oscar Fabião, Raphael Rossatto e Ugo Cappelli  Swing: Tecca Ferreira

Teatro Serrador (Sen. Dantas, 13 – Centro, Rio de Janeiro – RJ)

Duração 120 minutos

05 a 26/06

Terça e Quarta – 19h30 (com exceção da última semana, quando será na segunda e terça)

$40

Classificação Livre