O GRANDE AMOR DA MINHA VIDA

O Grande Amor da Minha Vida conta com muito humor, romantismo, dúvidas e incertezas, a história de amor de Maria Helena e Luis Eduardo. Como uma palestra, o casal apresenta um manual bem-humorado que nos mostra os caminhos para encontrar o grande amor, e não desperdiçar essa oportunidade, que eles acreditam ser única na vida.

Como se comportar no primeiro encontro? O primeiro ano de namoro? Como viver uma grande cena de amor? Como enfrentar os problemas que podem surgir? Os encontros e desencontros, as diferenças de gostos, a incompatibilidade de gênios, a primeira grande briga, os planos para o futuro, fidelidade e traição, o fim do amor…O fim? Sim, o fim!

Com clichês que fogem do lugar comum e alternando entre a comédia e o drama, sempre com muito humor, João Falcão nos surpreende com um final nada surpreendente. Não existe final feliz, pois não existe fim para o grande amor de nossas vidas.

 

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FICHA TÉCNICA

Elenco: Marcello Melo Jr. e Tatyane Goulart
Direção: Pedro Vasconcelos
Autores: Guel Arraes, João Falcão e Karina Falcão
Direção de Produção: Léo Fuchs e Mauro Lemos

Produção e Administração: Claudio Juarez
Produção Executiva: Daniele Nascimento
Tec. De Som/Vídeo: Rodrigo Barom

 

SERVIÇO

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)

Estreia 07 de junho

Gênero: Comédia Romântica
Duração: 80 minutos
Classificação Etária: 12 anos
Quartas e quintas, às 21h

INGRESSOS

Plateia: R$ 70,00 | R$ 35,00 (meia-entrada)
Balcão: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)
Frisas: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)

ENQUANTO AS CRIANÇAS DORMEM

Estreia no dia 31 de maio, no Teatro Aliança Francesa, a nova produção da Applauzo e Lugibi, o espetáculo Enquanto as Crianças Dormem, inaugurando o novo horário de peças no Teatro, às quartas e quintas, às 20h30.

Nesse novo texto, um antimusical tragicômico, Dan Rosseto em que também assina a direção, discute o que o ser humano seria capaz de fazer para realizar os seus sonhos.

Enquanto as Crianças Dormem, conta a história de Kelly (Carol Hubner) uma fã do musical O Mágico de Oz, que trabalha como atendente de uma rede de fast-food e sonha em imigrar para a América e se tornar uma atriz de musical na Broadway.

Sem perspectivas para realizar o seu desejo, a mulher fantasia sua rotina transformando em números musicais momentos da sua vida: um dia difícil na lanchonete se torna um show onde ela é a grande estrela. Mas como a vida não sorri para a mulher, à medida que a história avança ela acumula experiências ruins, fazendo com que os sonhos se transformem em pesadelos terríveis.

Num inusitado encontro no supermercado, Kelly vê uma possibilidade de transformar o seu sonho em realidade ao conhecer Ellen (Carolina Stofella), uma mulher disposta a financiar passagem, passaporte e dólares para bancar as suas despesas na América.

Mas qual será o preço a pagar? E se há um preço, o que pode acontecer quando alguém muda por completo a sua vida e embarca numa jornada sem redenção? Kelly e Ellen, serão cúmplices ou inimigas? E você, estaria disposto a tudo para realizar um sonho?

O elenco além das atrizes Carol Hubner e Carolina Stofella, conta com os atores, Diogo Pasquim, Haroldo Miklos, João Sá, Juan Manuel Tellategui, Roque Greco e Samuel Carrasco. A peça terá trilha sonora original composta pelo cantor, ator e compositor Fred Silveira.

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FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Dan Rosseto

Assistente de direção: Diogo Pasquim

Elenco: Carol Hubner, Carolina Stofella, Diogo Pasquim, Haroldo Miklos, João Sá, Juan Manuel Tellategui, Roque Greco e Samuel Carrasco

Direção de produção: Fabio Camara

Produção executiva: Roque Greco

Trilha sonora original: Fred Silveira

Letras originais: Dan Rosseto

Figurinos: Kleber Montanheiro

Assistente de figurino: Marina Borges

Cenário e adereços: Luiza Curvo

Cenotécnico: Domingos Varela

Desenho de luz: César Pivetti e Vania Jaconis

Preparação de elenco: Amazyles de Almeida

Direção de movimentos e coreografias: Alessandra Rinaldo e João Sá

Operador de luz e som: Jackson Oliveira

Designer gráfico: André Kitagawa e Francine Kunghel

Fotos: Leekyung Kim

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Applauzo Produções e Lugibi Produções Artísticas

SERVIÇO: 

LOCAL: Teatro Aliança Francesa, Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque. 226 lugares+ 04 PNE. (Estacionamento conveniado em frente)

DATA: 31/05 até 27/07 (Quartas e Quinta às 20h30)

INFORMAÇÕES: 3572 2379 e www.teatroaliancafrancesa.com.br

INGRESSOS: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)

DURAÇÃO: 110 min

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

LILI MARLENE

Lili Marlene” é um musical pop rock que utiliza a performance e as novas tecnologias para contar a história do Lili.

“O” Lili, como gostava de ser chamado, é o neto de Marlene, uma atriz hollywoodiana dos anos 30. Rejeitado pelo pai na infância, foge de sua casa em Berlim aos 13 anos de idade. Aos 18, morando em Paris, fazia sucesso nos palcos dublando sua avó, sem que ninguém soubesse do seu parentesco. Aos 30 se tornou sacerdote de uma religião quando morava nos Estados Unidos. Anos mais tarde, já afastado da igreja ele nos faz um relato de sua saga.

Lili Marlene é o primeiro musical autoral da dupla Haten & Cortada. Com texto e letras de Fause Haten, música e arranjos de André Cortada, materializa um projeto antigo da dupla de escrever musicais.

Durante o ano de 2016, Fause mergulhou num processo de pesquisa de material e múltiplas linguagens. Intensificou sua pesquisa de corpo onde o risco iminente e o desconforto corporal são usados pra potencializar as emoções do artista e dos personagens. Criando texto, personagens e performances a partir dos temas que rondavam seu imaginário, foi dando forma a um universo dramatúrgico.

Numa primeira fase trabalhou os textos numa escrita tradicional.

Numa segunda fase, trabalhou naquilo que intitula “escrita em cena”, onde com os personagens na cabeça, fazia performances de improviso para recolher textos e sensações a partir da relação imediata com o público.

Algumas dessas performances aconteceram na Galeria Mezanino e na Fábrica do Dr. F. dentro do projeto #ForadaModa no Sesc Ipiranga.

Com todo o material escrito e organizado, Fause reuniu sua banda sob o comando de André Cortada e partiram para as composições e os arranjos musicais.

Nesse momento surgia o roteiro e os personagens, que antes tinham casos isolados, passaram a se relacionar e as suas historias foram se interligando e criando um fio condutor.

Nasceu Lili Marlene!

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LILI MARLENE

TEATRO EVA HERZ (168 lugares)

Livraria Cultura – Conjunto Nacional

Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista

Bilheteria: 3170-4059 / www.teatroevaherz.com.br

Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingos das 12h às 19h. Formas de Pagamento: Dinheiro / Cartões de débito – Visa Electron e Redeshop / Cartões de crédito – Amex, Visa, Mastercard, Dinners e Hipecard. Não aceita cheque.

Vendas: www.ingressorapido.com.br

Terça e Quarta às 21h

Ingressos:

R$ 60

Duração: 80 minutos

Recomendação: 14 anos

Estreia dia 16 de Maio de 2017

Curta Temporada: até 28 de Junho

Ficha técnica:

Direção, Texto e Letras: Fause Haten

Elenco: Fause Haten, Andre Cortada, Gabriel Conti, Marcos Magaldi e Raphael Coelho (alternante)

Músicas, Direção musical e Arranjos: André Cortada

Direção de movimento: Luis Ferron

Assistente de direção: Richard Luiz

Iluminação: Caetano Vilela

Figurino e Cenário: Fause Haten

Fotos, vídeos, direção de fotografia e Arte: Paulo Cabral

Edição de vídeos: Carlos Amorim

Assessoria em vídeo cenário: André Hã

Consultoria dramatúrgica: Claudia Hamra

Assessoria de imprensa: Morente Forte

Produção Executiva: Anna Abe

Direção de Produção: Henrique Mariano

DEDO PODRE

Comédia romântica Dedo Podre estreia no Teatro Porto Seguro, dia 19 de abril, com sessões às quartas e quintas, às 21h.

A peça protagonizada por Nívea Stelmann e Guilherme Boury aborda uma das principais questões da mulher quando o assunto é relacionamento: o que é ter “dedo podre”? Com direção de Alexandre Contini e adaptação de Caroline Margoni, o espetáculo é baseado em histórias reais vividas por Nívea Stelmann e Lua Veiga, autoras do livro homônimo.

Colocar a minha vida amorosa falida no papel não foi nada fácil, mas perceber que estaria fazendo mais do que uma terapia e transformando um limão em uma deliciosa limonada me fez acreditar que a vida é isso. Altos e baixos, amores e desamores, alegrias e tristezas. O mais importante é a alegria de viver, pois vale a pena. Amar é muito bom e acreditar, mais ainda!”, conta Nívea Stelmann.

A montagem é leve e divertida e, ao mesmo tempo, provoca a reflexão sobre a ausência de “sorte” ao procurar um parceiro ideal e se o tal “dedo podre”, existe mesmo. O texto propõe um misto de emoções que pretendem provocar no público a sensação de estarem diante de um espelho, podendo gerar certa identificação na plateia.

Nívea Stelmann e Guilherme Boury também atuam juntos e estão no ar na novela A Terra Prometida, da TV Record.

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Dedo Podre
Com Nívea Stelmann e Guilherme Boury.
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.)
Duração 60 minutos
19/04 até 18/05
Quarta e Quinta – 21h
$50/$60
Classificação 14 anos

 

CAFÉ AZEDO

Propondo um mergulho no universo feminino, Café Azedo estreia dia 29 de março, às 21h, no Teatro Pequeno Ato. O espetáculo é inspirado no conto homônimo de Paula Mandel, que também é responsável pela dramaturgia. A direção é de Einat Falbel (que também está no elenco) e Giseli Ramos. No elenco, além de Einat, estão Angela Fernandes e Camila Leitte.
 
Na trama, três mulheres observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. A identidade de cada uma se revela aos poucos em fluxo de consciência. Sem jamais dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções. A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias.
 
Para a composição do espetáculo, serviram como referência o escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira e seu narrador sentado na confeitaria a divagar sobre velhice e morte, conversando mentalmente com os demais frequentadores na obra Minha Mãe Se Matou Sem Dizer Adeus.
 
Outra referência vem do romance Mrs. Dalloway, da britânica Virginia Woolf (1882-1941). Um romance com intensa troca de ponto de vista narrativo. Cada personagem vai passando o bastão à próxima em um enredo que se passa num único dia.
 
O texto do espetáculo procura gerar empatia, apostando no poder dos encontros, quando um sorriso ou um gesto produzem micro – às vezes macro – transformações. Três mulheres interagindo num plano imaginário. São mulheres com histórias díspares, cada uma com suas dores, suas cores. Neste mergulho fomos nos dissolvendo e misturando nuances, encontrando matizes comuns”, diz a autora.
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Café Azedo
Com Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel. Eliane Sombrio (stand -in)
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
29/03 até 01/06
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 14 anos
 
Dramaturgia: Paula Mandel.
Direção: Einat Falbel e Giseli Ramos.
Desenho de Luz: Yuri Cummer.
Figurino: Veridiana Toledo.
Cenografia: João Alfredo Liébana Costa.
Colaboração: Pedro Granato e Teatro do Pequeno Ato.
Produção: Confraria das pequenas mentiras.
Fotografia e Visagismo: Gleiber Felix.
Desenho de Som: Franco de Paula.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

MISSA PARA CLARICE – UM ESPETÁCULO SOBRE O HOMEM E SEU DEUS (RIO DE JANEIRO)

Depois de bem-sucedida trajetória de um ano de apresentações ininterruptas, passando por mais de 15 teatros pelo Brasil e arrebanhando plateias de todo o Brasil com seu belíssimo e comovente ritual, ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE – UM ESPETÁCULO SOBRE O HOMEM E SEU DEUS, retorna ao Rio de Janeiro  no Teatro Glauce Rocha, no Rio. Criado e dirigido por Eduardo Wotzik, e contando com Cristina Rudolph, Natally do Ó e o próprio Eduardo em seu elenco, o espetáculo fica em cartaz no Centro da cidade, de quarta a domingo, sempre às 19h.

“Estudo Para Missa para Clarice” – Um espetáculo sobre o Homem e seu Deus, se transformou em um daqueles espetáculos necessários. “Missa Para Clarice” nos ajuda a nos lembrarmos que somos humanos. E cumpre com louvor a função do Teatro. Todo dia uma catarse. Uma catarse apolínea, meditativa, que costura para dentro, como queria Clarice. É lindo ver as pessoas durante o espetáculo se aproximando de si mesmas.

ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE traz um arauto e duas beatas claricianas que organizam, professam e processam as palavras de Clarice e recebem os espectadores. Assim como acontece nos templos religiosos, seguindo um missal (que também terá uma versão em braile), o público senta, levanta, reza, canta, respira junto, como num ritual. Em formato de missa, a montagem une o espaço físico do Teatro e todo o seu poder de encantamento, ao poder da palavra transformando o teatro num templo de reflexão.

Sagrada Clarice

É preciso dizer não à estupidificação, e sobreviver à miséria intelectual e espiritual a que estão nos submetendo. Nosso espaço artístico tem sido usado como passatempo ou entretenimento, em um verdadeiro desperdício de tempo, dinheiro e HD. Clarice Lispector usava uma expressão: “Use-se”. Complemento com o não “desperdice-se”, provoca o diretor. “A arte é o melhor remédio para o ser humano: ela nos ajuda a suportar a vida, a consciência da finitude e as doenças. Arte e religião são dois sistemas muito bem bolados pela humanidade, e, enquanto existirmos, lá estarão eles. ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE une esses dois sistemas num mesmo espetáculo e, as temporadas passadas, nos mostraram uma bela comunhão entre a palavra de Clarice, a cena, a música de Gorécki e o público”.

“Missa Para Clarice”, é um espetáculo reflexivo e divertido. Sem duvida, uma missa como você jamais viu.

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Missa para Clarice
Com Cristina Rudolph, Natally do Ó e Eduardo Wotzik.
Teatro Glauce Rocha (Avenida Rio Branco 179, Centro – Rio de Janeiro)
Duração 80 minutos
08/02 até 02/04
Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos
 
Da obra de Clarice Lispector.
Edição e Texto final: Eduardo Wotzik
Direção de Arte: Analu Prestes
Iluminação: Fernanda Mantovani
Direção Artística Geral: Eduardo Wotzik
Direção de Produção: Jessica Leite e Michele Fontaine
Produção Executiva e Administração: Luana Manuel
Realização: Wotzik Produções Artísticas Ltda.
Assessoria de Imprensa: Aline Salcedo

 

 

2 x 2 = 5 O HOMEM DO SUBSOLO

O ator Cacá Carvalho retoma a obra do russo Fiodór Dostoiévski, em ‘2 x 2 = 5 O Homem do Subsolo’, encenado a partir do clássico ‘Memórias do Subsolo’, em curta temporada no Teatro FAAP, em São Paulo, no período entre 12/04 e 04/05, às quartas e quintas-feiras, às 20h. A turnê, com patrocínio da Petrobras, já passou por Belo Horizonte e Salvador e segue em maio para Vitória.

Cacá Carvalho mergulha novamente no universo subterrâneo de um homem que abandona o convívio social para enfrentar sua própria consciência. Tanto pelo lado da consciência do mal que cada um traz dentro de si, quanto da piedade do homem quando não encontra outras vias de saída, por pura falta de consciência de si mesmo.

O russo Fiodór Dostoiévski (1821-1881) tornou-se alvo de estudo de Cacá há cerca de quatro anos, após as duas décadas de ofício dedicadas à obra de Luigi Pirandello (1867 – 1936): “O Homem com a Flor na Boca” [1994], “A Poltrona Escura” [2004] e “umnenhumcemmil” [2011].

“2X2 = 5 O Homem do Subsolo” é resultado da parceria longeva de mais de três décadas do ator com o Teatro della Toscana da Itália, com o diretor Roberto Bacci, o dramaturgo Stefano Geracci, o cenografista e figurinista Márcio Medina e o iluminador Fábio Retti – equipe que o acompanha em todas as incursões teatrais.

Queríamos falar do homem com uma contundência que nos perturbasse. E encontramos na novela ‘Memórias do Subsolo’, publicada em 1864, um homem que rompe com um sistema lógico e cartesiano de viver e pensar, o 2×2=4, e aciona a chave da fantasia, da loucura e da descrença e resolve ficar isolado num esconderijo para remoer com acidez e amargor tudo aquilo que é fruto de sua lucidez”, diz Cacá. “É quase um espelho negro diante de nós”, completa o ator.

Durante a criação do texto, época em que sua primeira mulher Maria Dmitrievna enfrentava a tuberculose, Dostoiévski dizia “Estou escrevendo um romance que me dá muito sofrimento”. Em outra carta escreve, “Eu tenho nervos fortes, e não consigo ter domínio de mim mesmo””.

Este tormento interior, que parece apertar o escritor russo, revela-se inevitavelmente em todas as páginas de ‘Memórias do Subsolo’. Nunca, como neste conto, Dostoiévski colocou-se tão a nu. Uma autoconfissão, do protagonista-narrador que golpeia com a sua dissecante crueldade as dores de um anti-herói, como ele mesmo se define, e representa perfeitamente a crise do homem moderno, numa época de transição e de conflitos.

Essa montagem de ‘2 x 2 = 5 – O Homem do Subsolo’ é a primeira produção do Teatro della Toscana, uma junção da antiga nomenclatura Fondazione Pontedera com o  atual Teatro de La Pergola, em Firenze, na Itália. O Teatro Della Toscana é hoje considerado um patrimônio cultural em nível nacional. Esse espetáculo é uma coprodução da Casa Laboratório para as Artes do Teatro com o Teatro della Toscana, estreou na Itália em fevereiro de 2016, circulou pela Toscana — foram três anos de adaptação, memorização em italiano e depois em português, — fez curta temporada no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, passou pelo Rio de Janeiro e por cidades do interior do estado de São Paulo.

AS OFICINAS

As oficinas “O Subsolo Produtivo do Ator” são destinadas a atores. Cada oficina ministrada pelo próprio ator terá 25 vagas e a forma de inscrição será através da análise de currículo e carta de intenção dos inscritos. E-mail para inscrição:oficina2x2@gmail.com

Objetivos:

Ajudar o desenvolvimento e conhecimento técnico e humano para formação de um ator.

Conteúdo Programático:

Neste trabalho, será reafirmado o conceito que o trabalho de um artista é composto por fontes conhecidas, texto, figurino, parceiros de trabalho, objetos e fontes desconhecidas. Um manancial de cultura humana que precisa ser acionado pelo artista para fazer suporte às fontes  conhecidas. A estrutura [partitura física] é a análise combinatória entre essas tantas fontes, conhecidas e desconhecidas, do subsolo das pessoas.

Metodologia:

Palestras e exercícios práticos usando o romance “O Homem do Subsolo” de Dostoiévski.

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2 X 2 = 5 O Homem do Subsolo
Com Cacá Carvalho
Teatro FAAP (R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/04 até 04/05
Quarta e Quinta – 20h30
$40
Classificação 14 anos
 
Direção Roberto Bacci
Dramaturgia Stefano Geraci
Tradução para o Português Anna Mantovani
Cenário e Figurino Márcio Medina
Criação de Luz Fábio Retti
Música Ares Tavolazzi
Fotos Roberto Palermo
Assistente de direção Silvia Tufano
Montagem e Operação Técnica Fábio Retti
Arte gráfica Maristela Forti
Criação Teatro della Toscana, Teatro Era CSRT e Casa Laboratório para Artes do Teatro
Assessoria de imprensa Ofício das Letras
Produção Local Bandeira Branca
Marketing Cultural e produção Mina Consultoria
Assistente de produção Kelly Kurahayashi
Patrocínio Petrobras