O VLOGGER HIPSTER DO GRINDR

A Actuare Produções traz ao público brasileiro a montagem autoral de O Vlogger Hipster do Grindr, com direção geral e texto original de Alexandre Biondi, músicas originais e direção musical de Ivy Garcia e Léo Lima e coreografias de Gustavo Medeiros com estreia no dia 28 de junho, às 21h no Teatro União Cultural (Rua Mario Amaral, 209 – Paraíso, próximo ao metrô Brigadeiro). O Vlogger Hipster do Grindr conta com 8 atores, e 4 pit singers.

Através do cotidiano, sonhos, anseios, angústias e dificuldades de um homem, são abordados temas pertinentes a toda sociedade como: relacionamentos, família, educação, profissão e amor. Apesar da dramaticidade, o espetáculo é leve e bem‐humorado. Momentos de sensualidade estão presentes e são tratados com naturalidade e sofisticação (não há cenas de nudez explícita no espetáculo).

SINOPSE

O que pode dar errado quando seus melhores amigos decidem realizar um Reality Show para te desencalhar depois de 5 anos na seca? Em O Vlogger Hipster do Grindr, os amigos de Carlos: Samantha, Ludy e Fábio, pensaram exatamente a mesma coisa e encontraram no Youtube a plataforma perfeita para lançar seus vídeos e ajudá-los nessa aventura que tem tudo para dar certo. Só que não!

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O Vlogger Hipster do Grindr

Com Dyego Antonini, Evando Lustosa, Gustavo Medeiros, Ivy Garcia, Marcos Razec, Monique Almeida, Renan Martinã, Rodrigo Sotero , Dani Mota, Naira Batis, Sofia Savietto, Talita Gusmão

Teatro União Cultural (Rua Mario Amaral, 209 – Paraíso – São Paulo)

Duração 90 minutos

28/06 até 09/08

Quinta – 21h

$70

Classificação 16 anos

FESTA A COMÉDIA

O público já na sua chegada é convidado especial de uma típica Festa Infantil, recepcionados pelo primeiro personagem da peça, um palhaço! Imagine o que não é capaz de acontecer numa festa para crianças? Imaginou? Então, situações inusitadas, bizarras e divertidas acontecem nesta festa de nosso aniversariante mirim que guarda um grande segredo! Em um formato de 5 (cinco) esquetes, onde cada esquete é escrita por um autor diferente. Todas retratadas por personagens interligados presentes nesta mesma FESTA.

Uma comédia hilária, que se comunica com todo tipo de público, por justamente reunir um dream team de autores consagradíssimos escolhidos a dedo. Aliado à tarimba e experiência do intérprete e criador da ideia central do espetáculo, Maurício Machado.

Maurício conta, “todos os textos foram escritos especialmente para mim, por cada um desses talentosíssimos e queridos autores, que permearam em algum momento meus 30 anos de carreira. E com alguns, em muitas oportunidades. O que é uma honra e uma responsabilidade. Mas o Teatro só me fascina se for desafiador, surpreendente e como o deve ser, entregue e sem rede de proteção.

Ele interpreta seis hilariantes personagens femininos e masculinos, todos completamente diferentes e repletos de humor, e sendo o primeiro deles logo na chegada em performance de improviso. Além disso, um show à parte da montagem, pode ser conferida às frenéticas e muito rápidas trocas de figurino e composição, essas criadas pelo premiado visagista Anderson Bueno com figurinos de Marcio Vinicius, que duram segundos de uma personagem à outra;

Com este seu novo solo, Maurício celebra seus 30 Anos de profissão onde o Teatro sempre foi seu grande alicerce e de onde nunca se ausentou e a TV e Cinema seus companheiros. E cada um desses Autores escolhidos para o projeto tem relação com a trajetória profissional do ator Maurício Machado e sua admiração.

O diretor da comédia, Eduardo Figueiredo, com mais de 10 comédias de sucesso de público e crítica no currículo apresenta uma encenação focada na intepretação e no humor presente nestes personagens surpreendentes. Seus últimos trabalhos no gênero: “Mulheres Alteradas”, “Superadas”, ambas adaptações da obra da cartunista Maitena, “100 dicas para arranjar namorado” de Daniele Valente e atualmente “Gatão de Meia Idade, a peça” de Miguel Paiva com Oscar Magrini e Leona Cavalli, todas de enorme sucesso em SP e Rio de Janeiro.

Maurício me propôs sua ideia de fazer um espetáculo com autores diferentes que se passa em uma festa de aniversário de criança, aceitei sem pensar, é genial esse universo. Repleto de personagens que propiciam identificação imediata para o público”.

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Festa, a Comédia

Com Maurício Machado

Teatro Folha – Shopping Higienópolis (Av. Higienópolis, 618, Higienópolis, São Paulo)

Duração 80 minutos

01 a 30/08

Quarta e Quinta – 21h

$30/$40

Classificação 12 anos

O PALÁCIO DAS DELÍCIAS

Durante todas as quintas-feiras de julho, às 21h30, a Cia. Hedonê de Teatro Afrodisíaco apresenta ‘O Palácio das Delícias‘ no Dominatrix Augusta (rua Fernando de Albuquerque, 298).
Com concepção, texto e direção de Xean Lechien, o espetáculo sensorial e interativo tem como objetivo encantar, surpreender e transformar o público durante os 60 minutos de apresentação.
Na trama, Xean Lechien; o mago, convida as pessoas a visitar os salões magníficos do imponente e legendário Palácio das Delícias. Ao deixar na chapelaria todas as coisas inúteis, o espectador estará pronto para imergir numa jornada transformadora, onde encontrará criaturas misteriosas e fascinantes e com elas viverá momentos mágicos e inesquecíveis.
Os mentores Lola Steinhot, Miyamoto Sam, La Falcão, Lua, Latifah, Vicky e Newton Eric estarão a postos, em performances envolventes, para tornar a aventura segura e prazeirosa a todos.
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O Palácio das Delícias
Com Lola Steinhot, Miyamoto Sam, La Falcão, Lua, Latifah, Vicky e Newton Eric
Dominatrix Augusta (rua Fernando de Albuquerque, 298 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
05 a 26/07
Quinta – 21h30
$40
Classificação 18 anos

O CEGO CONVIDA

O espetáculo “O Cego Convida” é um grande show de humor no qual o humorista Jeffinho Farias, o ceguinho da A Praça é Nossa do SBT, recebe, a cada sessão, ilustres convidados para compor uma grande noite de muitas risadas e diversão.

Presente no cenário da comédia há dez anos, sendo os cinco últimos integrando o elenco fixo da praça mais famosa do Brasil, Jeffinho, como costuma ser chamado pelos seus colegas, ao longo de sua trajetória, passou por diversas atrações como Domingão do Faustão, Programa do Jô e Zorra Total da tv Globo, Agora é Tarde da Band e The Noite com Danilo Gentili do SBT, entre outros.

Estas empreitadas, somadas aos shows realizados pelo jovem humorista em todo o país, rendeu uma grande rede de contato e amizade com grandes comediantes do cenário nacional. E são exatamente essas figuras, artistas bem sucedidos e conhecidos em todo o Brasil, que o cego mais irreverente da comédia recebe a cada exibição dessa grande noite de humor e gargalhadas.

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O Cego Convida

Com Jeffinho Farias e convidados

Teatro Eva Wilma (Rua Antônio de Lucena, 146 – Tatuapé, São Paulo)

Duração 70 minutos

02 a 23/08

Quinta – 21h

$50

Classificação 16 anos

ZECA PAGODINHO – UMA HISTÓRIA DE AMOR AO SAMBA

O nome de batismo é Jessé Gomes da Silva Filho, mas o grande público o conhece mesmo como Zeca Pagodinho. Artista consagrado, que alcançou o sucesso sem perder suas origens. É o Zeca do subúrbio, de Xerém, dos amigos, do palco e das canções que todo brasileiro sabe um refrão. Essa é a história real de um homem que se apaixonou pelo o samba ainda criança e, desde então, vive um caso de amor com a música.

“Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba” retrata a vida do cantor em dois atos. No primeiro, o público conhecerá os momentos que levaram a construir o sólido caráter do nosso herói suburbano, que nunca deixou de ser um homem do povo. Caberá a Peter Brandão dar vida ao protagonista Jessé nessa fase. No segundo momento, o espetáculo retrata o encontro do artista com a fama e sua popularidade. O ator e diretor Gustavo Gasparani assume o papel de Jessé em sua fase madura.

O musical estreia em São Paulo no dia 14 de julho e fica pela cidade, em curtíssima temporada popular somente até 05 de agosto. Com ingressos a partir de R$40, as sessões acontecerão às quintas-feiras (21h), sextas-feiras (21h), sábados (17h e 21h) e domingos (17h). Os ingressos podem ser adquiridos pela bilheteria oficial (Teatro Procópio Ferreira) e pelo site www.ingressorapido.com.br – ambas as formas sem taxa de conveniência.

A trilha sonora é destaque na construção da obra, compartilhando com nosso herói o protagonismo dessa história. Samba e narrativa se misturam nessa homenagem a Jessé. As canções evocam sua criação no subúrbio e potencializam o jeito carioca de ser, uma assinatura de Zeca Pagodinho e um jeito único de deixar a vida nos levar. Quatro músicos e um regente se unem aos 13 atores do elenco para juntos contarem, em texto e canção, a trajetória desse homem apaixonado pelo samba.

A dramaturgia recorre ao Teatro de Revista para narrar essa trajetória de sucesso e parceria com o público ao longo de mais de três décadas. Irreverência e bom humor marcam a narrativa, características que não poderiam faltar ao retratar o nosso herói suburbano. Com toda a liberdade que o teatro permite, a poesia também está presente no espetáculo. A peça inicia com Jessé embarcando no trem do samba rumo à “Estação Sucesso”. Essa é uma viagem sem paradas e que fará o espectador perder o fôlego, se emocionar e querer cantar.

“Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba” estreou no Rio de Janeiro e agora, além de São Paulo, sai em turnê pelo Brasil, passando por Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Vitória, Goiânia, Santos, Curitiba e Porto Alegre. O espetáculo é uma produção da Dannemann Entretenimento Chaim Produções. Realização do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura. Patrocínio SulAmérica. Transportadora oficial é a Avianca Brasil.

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Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba

Com Ana Velloso, Beatriz Rabello, Douglas Vergueiro, Édio Nunes, Gustavo Gasparani, Hugo Kert, Lilian Walesca, Lucianna Vieira, Milton Filho, Peter Brandão, Psé Diminuta, Ricardo Souzedo e Wladimir Pinheiro

Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 120 minutos

14/07 até 05/08

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 17h e 21h, Domingo – 17h

$80

Classificação Livre

PEDRO CARDOSO SE APRESENTA NO TEATRO MORUMBI SHOPPING

Os atores Graziella Moretto e Pedro Cardoso vêm ao Brasil, diretamente de Lisboa, para apresentar três espetáculos no Teatro MorumbiShopping.

O Autofalante (27 de junho a 24 de agosto) é um monólogo escrito, interpretado e dirigido por Pedro Cardoso (Amir Haddad coassina a direção).

Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa (7 de julho a 26 de agosto) é um espetáculo de improviso que conta com a colaboração da plateia.

Nem Sim, Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu é uma produção inédita que faz temporada de 7 de julho até 26 de agosto com temas que passam pelo autoritarismo, autoestima e educação – ambos os espetáculos são criados, dirigidos e interpretados por Graziella e Pedro.

Residentes de Portugal há três anos, os atores apresentam-se lá e também no Brasil, onde circulam frequentemente com as peças O Autofalante (1990), Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa (2011) e a mais recenteO Homem Primitivo, que esteve em cartaz em São Paulo em 2015. Os artistas também estão em processo de criação da peça A Pessoa Honesta, com previsão de estreia para 2019 e com material de pesquisa baseado nas temporadas mais recentes que têm feito de Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa.

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O Autofalante

O monólogo de Pedro Cardoso conta a história de um homem que diz ter sido abordado por outro na rua, e que este outro afirmou que eles eram a mesma pessoa. Como num jogo de espelhos, o público lida com os questionamentos despertados por essa personalidade misteriosa.

Identidade, relação com o desemprego e um passado recente associado aos impasses de lidar com as tecnologias criadas no começo dos anos 1990 garantem a permanência da peça, que se mantém atual mesmo após 30 anos da primeira encenação.

Ainda não havia redes sociais e o telefone portátil era uma novidade. Mas os vícios das indústrias da comunicação – e suas mentiras e manipulações; e o uso abusivo que a publicidade faz de todo e qualquer meio – já estavam se anunciando. E, hoje, muito do que estava ainda se esboçando, fez-se presente na sociedade de modo ainda mais agressivo do que eu supus que seria quando escrevi”, diz Pedro.

Para o artista, o humor se produz na revelação do sentido oculto dos acontecimentos. “Ele nada tem a ver com a dramaticidade – ou a tristeza, ou a tragédia – do que se conta. Tem a ver com o distanciamento do narrador em relação ao que é contado”.

Pedro entende por esse distanciamento uma postura crítica, uma não aceitação do que é tido como já revelado, “uma postura crítica; uma não aceitação do que é tido como já revelado; uma busca pelo sentido que permanece escondido na trama da banalidade cotidiana. Ao propor-se esta atitude reflexiva, o ator encontrará, inevitavelmente, a comédia. Não porque ele a produza, exatamente. Mas porque o público a produzirá quando confrontado com a revelação do que, embora já fosse sabido, permanecia protegido de ser explicitado evidentemente pelos mecanismos de defesa e fuga da verdade, que são tão naturais ao ser humano”.

O artista ainda diz que “o riso é o resultado no corpo de acessão a consciência de um conteúdo inconsciente. Eu rio da soberba de Édipo e das simulações de loucura de Hamlet; e ambas são tidas como tragédias. Rio delas, mas não sei precisamente do que. E este rir de algo que, embora seja uma revelação, nunca saberemos muito bem precisar, é que faz a comédia tão fascinante, na minha opinião”, completa.

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Uãnuêi – Esta Noite Se Improvisa

A cada sessão, uma peça completamente diferente da anterior e criada na hora a partir de um tema proposto pela plateia: esse é o espetáculo Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa, idealizado por Pedro Cardoso e Graziela Moretto em 2011.

O espetáculo de improviso long form (termo que designa uma peça longa improvisada a partir de um único tema) conta com uma relevante coautoria do público. A cada sessão, alguém dá um tema que serve de partida para a apresentação de Pedro e Graziela. “Em lugar de trazermos já decidido o assunto, que haveremos de ter recolhido em nossas próprias preocupações, nos decidimos a dispor a nossa criação a serviço do assunto que o público elege como prioritário. E permanecemos em conexão com essa escolha do outro, na tentativa de dizer algo sobre o assunto dele. É uma autêntica parceria. Dá-nos o mote que faremos o repente. Teatro popular, de forte raiz na cultura do povo brasileiro”, diz Graziella.

Atual por definição, o espetáculo de improviso é sempre o testemunho de um nascimento. Juntos, criaram uma analogia da peça com uma partida de futebol: “A graça do jogo é não saber quando a jogada vai dar certo e resultar no gol, que é sempre um acontecimento raro. Também no teatro de improviso é raro o momento em que a dramaturgia se conclui de forma perfeita e, em alguns casos, ela nem se conclui, mas a alegria que nos causa quando a jogada termina em gol é a mesma que nos assalta quando o improviso termina em uma fábula perfeita”.

Para o casal, não há um tema mais desafiador que o outro. “Não é o tema que pode tornar o improviso difícil – é a recusa que traz dificuldades”, explica Pedro, que diz receber todas sugestões com igual humildade. O formato ganhou até versão televisiva exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, em 2014, alcançando grande sucesso na programação.

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Nem Sim Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu

Nem Sim, Nem Não é a primeira empreitada do casal em um trabalho dedicado ao público de todas as idades, isso porque “o que é para crianças, é para todos”, nas palavras dos criadores da peça.

O espetáculo conta a história de uma jovem que, como tantas no Brasil, tem que começar a trabalhar cedo como empregada doméstica para ajudar a família. Ela consegue dois empregos; o primeiro, numa casa em que tudo pode: a casa do Sim. Lá pode tudo. Até o que não pode, lá pode. A outra casa em que ela arruma emprego é a casa do Não, onde logicamente tudo é proibido, principalmente dizer sim. Por ter que cuidar de crianças, ela aprende a contar histórias.

Uma série de aventais irá cumprir a função de identificar personagens, ajudar a construir a narrativa e até terão parte na composição de uma cenografia cheia de mobilidade. Os adereços são assinados por Giovanna Moretto, figurinista de outros espetáculos da dupla, como a última remontagem de Os Ignorantes, O Homem Primitivo e Uãnuêi.

Nosso teatro é colado ao essencial; somos frutos de uma combinação entre o Teatro de Rua, o Teatro Antropológico, o Improviso e a Comédia. Nosso compromisso é com a liberdade, para o artista e para o público. Não construímos nossa dramaturgia à partir de formas estéticas, marcações, desenhos de cena. Todo nosso teatro nasce quando o público chega. Portanto o que estamos fazendo agora é reunir todas as nossas experiências e pesquisas sobre tradição oral, narrativas e contação de história, e buscando a teatralidade para essa fábula que criamos”, diz Graziella.

Seguindo a tendência de seus demais espetáculos, esse também será apoiado na presença do ator diante da audiência e na relação ali estabelecida. Com poucos elementos cênicos, o mais relevante no palco será o corpo em cena.

A peça busca falar sobre os defeitos e as consequências de todos os radicalismos; especialmente aos ligados à educação, em um tempo que dá pouca chance para hesitações e variações. “Nem sim nem não é a resposta pedagógica a ditadura do sim e do não. Nada é sim ou não, apenas. É sobre isso que pretendemos falar. Mas logicamente, do nosso jeito. É uma história, contada à moda antiga com dados novos. E, no que depender de nós, com muito humor”, diz Pedro

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O Autofalante – De Pedro Cardoso. Direção: Amir Haddad e Pedro Cardoso. Vídeos: Gringo Cardia e Marcelo Tas. Coordenação de produção e supervisão técnica: Hernane Cardoso. Temporada27 de junho a 24 de agosto, quarta, quinta e sexta-feira, 21 horas. Duração: 70 minutos. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Uãnuêi – Esta Noite se Improvisa – De Graziella Moretto e Pedro Cardoso. Piano: Dudu Trentin. Percussão: Rodolfo Cardoso.Coordenação de produção e supervisão técnica: Hernane Cardoso. Figurinos: Giovanna Moretto. Temporada7 de julho a 26 de agosto, sábado às 21 horas, e domingo, às 19 horas. Duração: 70 minutos. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Nem Sim Nem Não – Uma Peça de Teatro Infantil que Ninguém Pediu – De Graziella Moretto e Pedro Cardoso. Música ao vivo: Dudu Trentin e Rodolfo Cardoso. Direção técnica e de produção: Hernane Cardoso. Figurinos: Giovanna Moretto. Temporada7 de julho a 26 de agosto, sábado e domingo, às 16 horas. Duração: 50 minutos. Classificação: Livre. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Teatro MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)

INSETOS

Comemorando 30 anos de trajetória, a Cia. dos Atores estreia Insetos em 8 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Com texto original de Jô Bilac adaptado pela Cia. dos Atores e pelo diretor Rodrigo Portella, a montagem traz cinco fundadores da companhia no elenco: Cesar Augusto, Gustavo Gasparani, Marcelo Olinto, Marcelo Valle e Susana Ribeiro. A peça ficará em cartaz até o dia 20 de agosto, com sessões de quarta a segunda, com patrocínio do Banco do Brasil.

Repetindo aqui a parceria com a Cia. dos Atores após o sucesso de Conselho de Classe (2014), Jô Bilac propôs dar voz aos insetos para este novo espetáculo do grupo. São doze quadros que se entrelaçam formando um mosaico no qual o autor fala sobre convivência, medo e manipulação. Como uma fábula, o texto traça paralelos entre a natureza e questões político-sociais da atualidade – evocando comportamentos coletivos e individuais revelados através de uma grande polifonia de diferentes insetos: cigarra, gafanhoto, barata, louva-a-deus, besouro, mariposa, borboleta, mosquito, cupim, mosca e formiga.

Em cena, um imenso êxodo desequilibra a natureza. O colapso é eminente. Os gafanhotos tentam destruir tudo, mas se veem diante de uma nova ordem imposta pelo louva-a-deus. Nesse universo, o olhar sobre o humano ganha uma nova perspectiva, atravessada pela realidade dos insetos. “O Jô usa os insetos na dramaturgia em analogia com personagens da nossa história, situações que estamos vivendo atualmente. Temos figuras do poder, estratos sociais, mas sem uma nomeação direta”, explica Susana Ribeiro. “Queremos usar desequilíbrios da natureza como espelho da sociedade”, comenta Cesar Augusto.

Com cenário de Beli Araújo e Cesar Augusto o espaço cênico é ocupado por pneus, que criam diferentes quadros para as cenas. Os figurinos de Marcelo Olinto trazem referências ao universo dos insetos – como asas e antenas – mas não são a representação fiel desses bichos. “Essa peça me permite trabalhar o lugar do atrito entre o cômico e o trágico, refletido no estado de guerra proposto pelo texto. Trabalhamos entre o universo microscópico e invisível dos insetos e o nosso universo”, diz Rodrigo Portella.

Para a companhia, o espetáculo é também uma celebração. “Temos 30 anos de convívio. Olhamos um para o outro em cena e nos reconhecemos”, diz Marcelo Valle. “Acho que uma palavra que nos definiria seria inquietação. E uma das coisas boas é que nos colocamos o desafio de trabalhar com pessoas novas, como o Rodrigo (Portella), que é de outra geração. Essa inquietação e essa disponibilidade para o novo nos acompanha desde 1988”, completa Marcelo Olinto. “Estar em cena com parceiros de 30 anos de amizade e trabalho, e poder discutir e refletir sobre o Brasil atual, é para mim um privilégio e um ato de resistência”, afirma Gustavo Gasparani.

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Insetos

Com Cesar Augusto, Gustavo Gasparani, Marcelo Olinto, Marcelo Valle, Susana Ribeiro

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112. Centro – São Paulo)

08/07 até 20/08

Duração 80 minutos

Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Segunda – 20h, Domingo – 18h

$20

Classificação 14 anos