BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO

Nossa vida é feita de escolhas, e temos que ser capazes de lidarmos com elas. Independentemente de certas ou erradas, sãs ou pecaminosas, fomos nós quem as escolhemos.

A peça “Bug Chaser – Coração Purpurinado“, da Cia ARTERA de Teatro, fala sobre estas escolhas. Conta a história de Mark, um advogado criminalista, com problema no coração, e que por motivos próprios, decide se tornar soropositivo.

Conversamos com o ator e dramaturgo, Ricardo Corrêa, sobre a peça e o peso das escolhas que fazemos.

Bug Chaser – Coração Purpurinado
Com Ricardo Corrêa e Leonardo Souza
Oficina Cultural Oswald Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
06/07 até 05/08
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos

CANTANDO NA CHUVA, O MUSICAL (FOTOS)

Um dos filmes mais celebrados da história do cinema norte-americano ganhará os palcos de São Paulo em agosto.

No ano em que completa os 65 anos de sua estreia nas telonas, chega ao Brasil o musical “Cantando na Chuva”, no Teatro Santander. Os icônicos papeis interpretados por Gene Kelly e Jean Hagen agora ganham vida através de Jarbas Homem de Mello e Claudia Raia.

Veja abaixo fotos da produção, com destaque para a participação de Marcelo Médici e Reynaldo Gianecchini, que gravaram filmes de época, que serão mostrados durante o espetáculo. (crédito – Produção, Caio Gallucci e Gabriela Bilo/Estadão)

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Cantando na Chuva
com Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Bruna Guerin, Reiner Tenente, Sérgio Rufino, Dagoberto Feliz, Thiago Machado, Nábia Villela, Fabio Saltini, Alessandra Dimitriou, Andreza Meddeiros, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Claudia Rosa, Conrado Helt, Gabriela Rodrigues, Johnny Camolese, Julio Assad, Lázaro Menezes, Leandro Naiss, Luciana Milano, Marcelo Santos, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Marisol Marcondes, Matheus Paiva, Nina Sato, Pedro Paulo Bravo, Sandro Conte, Tutu Morasi e Vanessa Mello.
Teatro Santander – Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
Estreia 12/08
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
$50/$260
Classificação Livre

FORA DESSE MUNDO

O   segundo   espetáculo   do   grupo A Arca,   Fora   Desse   Mundo, propõe   uma   reflexão   sobre   relações   de    poder,   sexo,   amor   e   morte,   desejos   e   devaneios   íntimos.

Originalmente   o   texto,   escrito   por    Arthur   Haroyan,   relatava   a   vida   de   6   personagens   que   viviam   reclusas   em   um   lugar   não    específico   e   assistidos   por   um   médico   excêntrico   e   de   caráter   duvidoso.

Sobre   o   olhar   do    diretor   Kleber   Góes,   foi   proposto   um   trabalho   contemporâneo,   de   múltiplas   linguagens    como   mímica,   dança,   manipulação   de   objetos   cotidianos,   ação   verbal   e   depoimentos   íntimos    dos   atores   criando   uma   atmosfera   mais   poética   e   sensorial.   Um   projeto   que   difunde   as   artes    plásticas   e   conversa   com   o   teatro   e   a   dança,   onde   gestualidade   têm   papel   primordial   na    comunicação   com o   espectador.

Aborda   as   relações   humanas,   ficção   e   realidade   se    misturam   através   do   imaginário   e   da   concretude,     deste   não   lugar   onde   estas   pessoas    aparentemente.

A   ideia   da   peça   surgiu   durante   a   minha   viagem   pra   as   montanhas   de   Cáucaso.   Eu   estava    buscando   histórias   novas,   relatos,   crônicas   para   meu   texto   novo.   Essa   busca   me   levou   para    uma   pequena   aldeia   onde   os   seus   moradores   viviam   como   se   fosse   fora   desse   mundo.   Era   uma    comunidade   com   as   suas   próprias   regras   da   vida,   repletas   de   relações,   de   poder,   amor,   ódio,    sexo   e   morte,   sem   tempo   e   sem   relógio,   onde   cada   pequena   ausência   é   uma   eternidade”,   diz   o    autor   do   texto   Arthur   Haroyan

 “Como   resposta,   chegamos   a   um   espetáculo   onde   a   fiscalidade   do   ator   num   primeiro   plano   e    apoia   a   dramaturgia.   Mímica,   dança,   aparece   manipulação   de   objetos   cotidianos,   ação   verbal    e   depoimentos   íntimos   dos   atores   criam   uma   atmosfera   mais   poética   e   sensorial.   A    flexibilidade   na   busca   de   referências,   a   liberdade   de   expressão   criativa   fiel   à   experimentação   e    risco,   transformam   o   texto   original   em   uma   mistura   de   fragmentos   de   diários   íntimos   e    personagens   inventadas”,   diz   o   diretor   Kleber   Góes.

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Fora desse Mundo
com Ana Paula Inácio, Arthur Haroyan, Fábio Parpinelli, Gustavo Vierling, Júlia Marques, Pedro Reis
Espaço Parlapatões )Praça Franklin Roosvelt, 158 – Centro, São Paulo)
12/07 até 10/08
Quarta e Quinta – 21h
$30
Classificação 12 anos

A PEQUENA MORTE

Pela primeira vez se dirigindo e dançando, a bailarina Lavinia Bizzotto buscou inspiração na obra da fotógrafa americana Francesca Woodman, que se suicidou aos 22 anos, para criar Pequena Morte. Em São Paulo, as apresentações acontecem de 6 a 16 de julho, na Sala Renée Gumiel, na FUNARTE. Contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014, o espetáculo estreou em Belo Horizonte em junho.

Essa é a primeira vez que Lavinia dirige e coreografa um solo para si mesma. Nos dois solos anteriores, ela trabalhou com Juliana Moraes (Solo Na Dobra do Tempo– 2008) e Vanessa Macedo (Solo Sem Titulo– 2014). Ainda assim, ela divide a concepção com Alexandre Maia e tem Vanessa Macedo como parceira coreográfica e na colaboração dramatúrgica, além de contar com a colaboração artística de André Liberato.

Para Lavinia, A Pequena Morte foi um grande e intenso desafio. Foi graças a esse trabalho que ela pode se aprofundar em propostas diversas, mas com uma possibilidade de continuar sua pesquisa de linguagem corporal  e cênica. “Me deixei afetar pelas imagens da Francesca, pelas provocações dos meus três colaboradores e isso me trouxe um olhar profundo sobre o intérprete da cena e do diretor que me deixou muito realizada. Usar o meu corpo como um laboratório criativo para além do que um diretor pede foi uma experiência pessoal muito rica”.

Feminino

Foi navegando na internet que Lavínia teve seu primeiro contato com uma foto de Francesca Woodman. “Fiquei muito impactada com a imagem de uma mulher nua se misturando com uma parede descascada, como se fossem uma coisa só. Fui pesquisar mais sobre o trabalho dela e me deparei com uma linguagem estética muito própria e que tinha  muito a ver com o que eu gostaria de falar naquele momento”, explica.

Buscando uma fusão com os retratos da fotógrafa Francesca Woodman, Lavinia Bizzotto experimenta esse universo na busca de um corpo que é atravessado pelo tempo, pela delicadeza e força, pela dor e sensualidade e por suas próprias memórias como artista e mulher.

A Pequena Morte aborda a falta de identidade, feminilidade, sexualidade e morte. “Francesca fotografa mulheres, partes dos corpos e cenários sujos, crus e inóspitos, sempre com algum borrão na cena, mas identificando que existe uma figura humana ali. Busquei então trazer o universo dela para o meu corpo explorando o mistério, a degradação, o surrealismo e a delicadeza dessas mulheres. Tentando, assim, revelar as inúmeras possibilidades do ser feminino através das suas representações visíveis e inconscientes”, fala Lavinia.

Apesar de ter falecido no começo da década de 80, o trabalho de Francesca ainda é muito atual. A bailarina afirma: “Francesca questiona e confronta padrões femininos estabelecido dentro do seu contexto histórico, mas que são muito atuais ainda”.

Não é só o corpo de Lavinia que coloca em cena a linguagem da fotógrafa americana. O figurino do solo também dialoga com o universo feminino e com o tempo. Em cena, existe uma mulher que vai se despindo e revelando várias outras mulheres, levando para o espetáculo uma estética que relembre imagens do feminino, do grotesco e do mistério. O cenário, todo em madeira, busca uma dramaturgia que remeta a um ambiente onde essa mulher transita entre suas memórias, desejos e dores. É composto por uma cadeira uma mesinha e um banco alto. O desenho de luz completa esse ambiente de sombras e mistério.

Oficinas

Além do espetáculo, Lavinia Bizzotto, em parceria com Alexandre Maia, irá também oferecer uma oficina de dança contemporânea durante a temporada. Durante duas horas, os artistas explorarão com os participantes alguns dos procedimentos utilizados no processo criativo do espetáculo A Pequena Morte.

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A Pequena Morte
Com Lavinia Bizzotto. 
Complexo Cultural Funarte SP – Sala Renée Gumiel (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo)
Duração 45 minutos
06 a 16/07
Quinta, Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
$20
Classificação 16 anos
 
Oficina com Lavinia Bizzotto e Alexandre Maia – 15 de julho, às 14 horas
Inscrições para a oficina pelo e-mail – edsonbeserra@gmail.com

CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS

A partir do dia 5 de julho, o Teatro de Contêiner Mungunzáconstruído na região da Luz com 11 contêineres marítimos, recebe a reestreia do espetáculo CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS. Com Gero Camilo e Victor Mendes, a montagem conta a história de dois atores que abandonam uma companhia e decidem seguir sua carreira juntos.

CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS é o resultado de um encontro entre Brasil e Portugal. O brasileiro Gero Camilo e a portuguesa Luisa Pinto dirigem juntos o espetáculo, que estreou no Festival de Teatro de Matosinhos. A ideia para esse encontro surgiu quando, em 2014, Gero Camilo se apresentou com Aldeotas na primeira edição do Festival de Teatro de Matosinhos, evento voltado para a produção teatral em língua portuguesa. Foi nessa ocasião que Gero e Luisa se conheceram e ela pediu a ele que lhe apresentasse um texto para abertura da segunda edição do festival, para que ela dirigisse.

Gero então mandou CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS, que faz parte de seu livro de contos e textos dramatúrgicos,A macaúba da terra (2002), e sugeriu uma montagem conjunta. A montagem estreou em 2015 com apresentações em Portugal e depois no Brasil.

Arte popular

Para Gero Camilo CAMINHAM NUS EMPOEIRADOS é uma espécie de crítica social e, sobretudo, uma declaração de amor ao teatro e à vida. “Mais que falar sobre ser artista, a peça lança críticas sobre a forma como a sociedade e o sistema na qual ela está imersa podem ser cruéis com a arte popular”, conta o ator.

E por isso, Gero escolheu o Teatro de Contêiner Mungunzá para reestrear o espetáculo em São Paulo. “Esse novo espaço está trazendo luz para o entorno e seus moradores, além de chamar atenção para a real situação do bairro. A peça fala justamente desta questão tão discutida hoje em dia: a sobrevivência na arte e na vida. É uma comédia que faz pensar, não é só para dar gargalhada”, garante ele.

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Caminham Nus Empeirados
Com Gero Camilo e Victor Mendes
Teatro de Contêiner Mungunzá (Rua dos Gusmões, 43 – Luz, São Paulo)
Duração 75 minutos
05 até 27/07
Quarta e Quinta – 20h
$30
Classificação 12 anos

POEMA BAR

Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e Teatro Sérgio Cardoso, com patrocínio da Dudalina, apresentam o recital “Poema Bar”, montagem que traz Alexandre Borges em leitura dramatizada de poemas de Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa.

Enquanto Alexandre Borges declama versos dos poetas, o pianista português João Vasco interpreta músicas que vão do fado às canções brasileiras e harmonias improvisadas. A dupla conta com participação das cantoras Mariana de Moraes (neta de Vinicius) e da lusitana Sofia Vitória.

No repertório, canções como “Amor em lágrimas”, “Acalanto da Rosa”, “Eu não existo sem você”, de Vinicius de Moraes e “Tenho dó das estrelas”, de Fernando Pessoa, entre outras.

Aclamado por um público de mais de 18 mil espectadores, incluindo Portugal, Alemanha, França, São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o espetáculo presta uma homenagem aos poetas Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa.

A curta temporada na capital paulista acontece de 6 a 16 de julho, com sessões de quinta a domingo, 20h, na sala Paschoal Carlos Magno. Aos domingos haverá bate-papo com os atores após a apresentação.

A montagem propõe um novo olhar sobre a obra de dois poetas que, apesar de retratarem épocas diferentes, traduzem em versos, a ampla cultura de seus países. O humor ácido e as paixões de Vinicius se unem ao romantismo de Pessoa em um show para ser visto, ouvido e, sobretudo, sentido.

Sobre Poema Bar

Alexandre Borges e João Vasco desenvolveram o projeto “Poema Bar” movidos pela paixão literária que ambos nutrem por Vinicius e Pessoa. O espetáculo estreou em julho de 2011, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, e, posteriormente, esteve em cartaz no teatro Bühne der Kulturen, em Colônia, na Alemanha.

No Brasil, estreou em outubro de 2011, quando o grupo promoveu uma semana em comemoração aos 98 anos de Vinicius de Moraes, no Rio de Janeiro. No ano seguinte percorreu o Estado de São Paulo.

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Poema Bar
Com Alexandre Borges, João Vasco, Mariana de Moraes e Sofia Vitória
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo)
Duração 70 minutos
06 até 16/07
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
$40
Classificação 12 anos

CARNE DE MULHER

Em Carne de Mulher, a peça dos italianos Dario Fo (Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. Chegando ao teatro, o público encontra um potecom diversos papeis onde estão escritos nomes de mulheres vítimas de feminicídio ou que foram apagadas pela história de todas as épocas, e esses nomes vão parar na pele da performer, na carne viva, para dar vida a história de todas elas, por que a memoria não desaparece.

Desde as Pitonisas Gregas, que eram sacerdotisas da maior importância, até escritoras, cineastas, alquimistas e outras que tiveram destaque, mas não são mais lembradas por conta do machismo de nossa sociedade”, conta Paula.

A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores.

Paula conheceu o texto ‘Monólogo da Puta no Manicômio’ há 20 anos quando saiu da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) e sempre pensou em montá-lo. “Essa poderosa e emocionante obra voltou para mim quando Dario morreu em 2016. Reli e percebi o quanto é atual e senti a urgência de fazer o espetáculo neste momento. É necessário acabar de uma vez por todas com as práticas de violência, repressão e assassinatos que em muitos casos acontecem dentro dos próprios lares. Com isso é preciso que caminhemos para um despertar de uma consciência cada vez maior através de campanhas, políticas públicas, debates sobre gênero nas escolas e todo tipo de discussão nesse sentido. Muitas vezes estes crimes são tidos como passionais, quando é necessário ir direto à verdadeira nomenclatura do ato, e categorizá-los como feminicídios, violência de gênero, evitando correr o risco de romantizar o ato”, conta Paula Cohen.

Quando comprou os direitos para fazer o espetáculo, Paula Cohen convidou Georgette Fadel para dirigir. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação e o cenário, Claudia Assef para assinar a trilha, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres.

SINOPSE
Uma mulher está sendo interrogada por uma médica e sua equipe. A partir do seu depoimento, nos deparamos com a trajetória de alguém que foi alvo de uma sequência de violências de gênero ao longo da vida e que de repente decide colocar em prática, como com a força de um grito, o seu ato de libertação.

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Carne de Mulher
Com Paula Cohen
Teatro de Arena (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 50 minutos
05 a 27/07
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 12 anos