NA PAREDE DA MEMÓRIA

Inspirado na poesia do cantor e compositor cearense Belchior (✧1946 – ✙ 2017), o espetáculo Na Parede da Memória faz temporada de 3 de outubro a 28 de novembro, quartas-feiras, às 21h, no Teatro Itália, com ingressos vendidos a R$ 50.

O espetáculo tem direção de Paulo Merisio e texto de Fabrício Branco. Em cena, quatro amigos separados pelo tempo e por suas diferenças se reencontram em um apartamento onde todos já viveram antes. Fechando um ciclo da história, cada personagem deve retirar o que é seu do imóvel. O único desacordo parece estar na propriedade do disco Alucinação, de Belchior, objeto reclamado por todos.

Um reflexo do passado ganha cores contemporâneas, no desenrolar da trama que situa a história política atual do país e do mundo. Cada canção se torna rascunho do destino, tendo a poesia e a ação como forma de narrar essa história.

Músicas de Belchior, como Coração SelvagemGalos, Noites e QuintaisComo Nossos PaisÀ Palo SecoParalelasInspiraçãoVelha Roupa Colorida Apenas um Rapaz Latino Americano são executadas ao vivo em cena e também inspiram a dramaturgia do espetáculo.

A proposta do espetáculo já tinha sido pensada em 2013, mas foi colocada em prática em 2017. “Após a morte de Belchior sentimos que era hora de retomar aquele desejo antigo”, diz o diretor Paulo Merisio. “A percepção de que suas letras tinham potencialidade poética para a construção de uma bela dramaturgia nos inspirou desde aquela época”, completa.

Uma das propostas da encenação é discutir a atemporalidade dos temas de Belchior, artista que teve canções interpretadas por grandes nomes da cena nacional, como Elis Regina, Elba Ramalho e Fagner. “Além de homenagear o artista, a peça traz ainda muitas reflexões e questionamentos sobre sua obra, surpreendentemente contemporânea – Algumas letras que poderiam aparecer anacrônicas passaram a retomar vigor inesperado”, diz a equipe.

A peça fez temporada no Rio de Janeiro entre maio e julho, no Teatro dos Quatro e Teatro Cândido Mendes.

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Na Parede da Memória

Com Dezo Mota, Gloria Dinniz, Filipe Goulart e Nina Alvarenga

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 70 minutos

03/10 até 28/11

Quarta – 21h

$50

Classificação 16 anos

ATÉ QUE O CASAMENTO NOS SEPARE

Eduardo Martini e Cris Nicolotti levam ao palco a peça Até que o Casamento nos Separe. Além de representarem juntos, os dois também são responsáveis por escrever o texto da comédia que mostra a real intimidade de um casal após 20 anos de matrimônio. A peça reestreia no Teatro Itália, no dia 15 de setembro, às 21 horas, e segue até 18 de novembro.

O cotidiano de Otávio e Maria Eduarda promete muito humor e identificação com o público. O casal mostra com a maior sinceridade e muita graça o dia a dia de casados. Com inteligência e romantismo, é uma sequência de momentos que incluem as crises que nos fazem rir e refletir sobre essa difícil arte de conviver com o companheiro debaixo do mesmo teto.

A peça teve sua primeira apresentação há 10 anos, inicialmente tendo o Eduardo e a Cris como protagonistas. O espetáculo já teve outras atrizes que dividiram o palco com o Martini ao longo desses anos, entre elas estão: Viviane Alfano, Viviane Araújo, Suzy Rêgo, retornando agora para a Cris.

Sem perder a elegância, o espetáculo traz direção e trilha sonora que vão encher os olhos e o coração de todos, sejam eles comprometidos ou não. Situações com a família, amigos, tabus sexuais e muito mais são alguns dos temas abordados de forma bem humorada durante os 80 minutos de espetáculo.

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Até que o casamento nos separe

Com Eduardo Martini e Cris Nicolotti

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

15/09 até 18/11

Sábado – 21h

$50

Classificação 10 anos

CONTOS DE BARBAS

Colocando personagens do mundo encantado das fábulas infantis dentro de um contexto adulto, a comédia Contos de Barbas estreia na quinta-feira, 6 de setembro, às 21h, no Teatro Itália. A montagem tem texto de Tiago Luchi e conta com direção de Eduardo Martini. A temporada é sempre quintas e sextas, às 21h, até 16 de novembro.

A peça traz os personagens dos contos de fadas para o universo adulto sem perder as características originais que estão no imaginário do público, além é claro, de divertir os espectadores com um texto inédito, onde as personagens femininas são interpretadas por atores do sexo masculino.

A trama trata dos conflitos de quatro princesas que depois do fracasso em seus casamentos, se veem obrigadas a dividir uma taberna até encontrar um novo amor. A história ganha ritmo de suspense quando outras princesas começam a desaparecer misteriosamente. Todos os hóspedes da taberna são suspeitos.

Com um humor inteligente e divertido, mostramos a força da mulher, sob o olhar do homem, onde para ser princesa é preciso matar um dragão por dia. É uma peça que lida com a questão da autoestima, com temas e um universo que a maioria tem uma ligação, uma identidade. É uma síntese desse mundo das aparências das redes sociais, onde o ter é mais importante que o ser”, conta o diretor.

O projeto tem texto inédito, cheio de mistério e suspense de maneira divertida. A trilha cantada mostra novas versões de clássicos que farão a plateia dar muitas risadas. Figurino e cenários ganham uma releitura para ambientação de todo o universo.

Para Martini, a comedia é um excelente caminho para fazerem as pessoas se movimentarem e se divertirem em um dos momentos mais desgastados, como o que se vive atualmente.

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Contos de Barbas

Com Raphael Gama, Du Kammargo, Ailton Guedes, Bruno Fadeli, Eduardo Martini e Markinhos Moura

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

06/09 até 16/11

Quinta e Sexta – 21h

$50

Classificação 12 anos

JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA

A história de Freda Josephine McDonald chega ao Teatro do Sesc 24 de Maio em longa temporada de “Josephine Baker, a Vênus Negra”, de 31 de agosto a 16 de setembro, quinta a domingo, com ingressos de R$12 a R$40.

Com texto de Walter Daguerre e direção de Otávio Muller, o musical reconta a trajetória de vida de Josephine Baker, interpretada por Aline Deluna, acompanhada pelo trio de jazz Dany Roland, Christiano Sauer Jonathan Ferr.

Pela primeira vez em São Paulo “Josephine Baker, a Vênus Negra”, já foi indicado na 30ª Edição do Prêmio Shell (atriz, autor e figurino), Prêmio Cesgranrio de 2017 (atriz em musical e direção musical) e 6º Prêmio Botequim Cultural (autor e atriz).

O palco despido de artefatos cênicos dá lugar a forma espontânea da interpretação de Aline que realiza um jogral direto com o público, em alguns momentos com sua delicadeza, em outros de forma mais enérgica, da sensualidade a comicidade, tal como Baker.

Segundo Walter Daguerre, Aline Deluna é sua musa inspiradora, uma atriz “flexível e disponível ao jogo do teatro”, ponto fundamental para o processo de criação do espetáculo – “construído como conceito, dramaturgia e cena ao longo dos ensaios”.

Ainda, como diz Daguerre, “estamos contando a história de Josephine Baker, uma das mulheres mais influentes do Século XX. Para se ter uma ideia, ela foi condecorada pelo General De Gaulle pela sua atuação ao lado da Resistência Francesa contra a ocupação nazista. Mas a forma como estamos narrando sua trajetória é completamente singular, passando, em primeiro lugar, pelo filtro da nossa atriz. Tanto é assim, que Aline está em cena acompanhada apenas por um trio de Jazz”.

De St. Louis, “La Baker”, mulher ativista e artista negra do século 20, foi a primeira a subir nos palcos norte-americanos e na França, desbancando o mundo, em um período marcado pelos movimentos e políticas de segregação racial e entre guerras.

Em vida, foi uma mulher libertária, lutou junto ao Movimento pelos Direitos Civis, nos Estados Unidos e na Resistência Francesa, na 2ª Guerra Mundial, condecorada com a “Croix de Guerre” – Cruz de Guerra/Cavaleira da Legião de Honra – “Chevalier da Légion d´Honneur”, pelo General Charles de Gaulle.

Aos 15 anos de idade, após viver nas ruas e com sua arte, recebeu o primeiro pedido para um espetáculo “vaudeville”- gênero de teatro de variedades, popular nos Estados Unidos e Canadá de 1880 a 1930. Em Nova York, pouco tempo depois, esteve junto ao movimento negro do “Renascimento do Harlem”, se apresentando, também, como corista nos teatros de revista da Broadway.

Porém, foi em 1925, em estreia no “Théâtre des Champs Elysées” que obteve visibilidade e sucesso, onde representava uma nova estética aos teatros europeus seja por ser negra, pelo erotismo e pela forma única de interpretação.

Entre a arte e a guerra, Josephine transformou-se em “correspondente honorável”, transportando informações importantes para a Resistência na Europa. Ajudou muitas pessoas, soldados e fugitivos de guerra quando houve a invasão nazista na França, além de adotar 12 órfãos.

Com seu uniforme da França Livre e condecoração honrosa, em 1963, discursou na “Marcha a Washington”. De volta aos Estados Unidos, a realidade ainda era diferente da europeia, com plateias unicamente de brancos, onde recusava-se a se apresentar. Porém, foi com sua persistência sobre as questões étnicas que alguns teatros, principalmente em Nevada, abriram espaço tanto para artistas quanto para públicos excluídos.

Em 1975 realizou seu último trabalho pela revista Théâtre Bobino, em Paris, em celebração aos seus 50 anos nos teatros, falecendo pouco tempo depois. Lembrada no “St. Louis Walk of Fame”, “Hall of Famous Missourians”, “Place Joséphine Baker” em Montparnasse/Paris, “Piscine Joséphine Baker” e em outros diversos trabalhos artísticos de filmografias, discos, literatura e teatros.

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Josephine Baker, a Vênus Negra

Com Aline Deluna (atriz), Dany Roland (músico), Christiano Sauer (músico) e Jonathan Ferr (músico)

Sesc 24 de Maio (R. 24 de Maio, 109 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

31/08 até 16/09 (sessão extra dia 15/9 às 18h30)

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$40 ($12 – credencial plena)

Classificação Livre

JUSTA

Depois estrear no Rio de Janeiro, o espetáculo JUSTA, com texto de Newton Moreno e direção de Carlos Gradim, desembarca em São Paulo para uma temporada no Sesc 24 de Maio, entre 28 de junho e 22 de julho. Com Yara de Novaes (ganhadora do Prêmio Shell de melhor atriz em 2017 pelo espetáculo “Love, Love, Love”) e Rodolfo Vaz (Prêmio Shell de melhor ator em 2007 pela peça “Salmo 91”) no elenco, a peça marca os 20 anos de trajetória da Odeon Companhia Teatral.

O trabalho foi idealizado por Gradim, que convidou Moreno para escrever um texto sobre a vida e a intimidade das prostitutas. Depois de discutir o esgotamento ético do Brasil atual e as mazelas sociais da população, eles criaram uma espécie de crônica política dos nossos tempos. Na trama, um investigador trabalha com crimes contra políticos corruptos brasileiros e tenta encontrar algum cidadão ético e incorruptível.

Nesse caminho, ele colhe o depoimento de várias prostitutas, todas interpretadas por Yara de Novaes, que são alegorias para o povo brasileiro. Uma delas é Justa, uma mulher ética no trabalho, na vida e no relacionamento com os clientes. ”A realidade do Brasil vem através dos discursos da vida dessas mulheres, do que as levou até ali, das injustiças e desigualdades sociais que sofrem. Em alguma delas, há uma defesa da prostituição como uma escolha do feminino, uma atitude política consciente”, comenta Newton Moreno.

Com um clima investigativo típico do Cinema Noir, a peça está recheada de metáforas que apontam para o reencantamento do povo pela justiça. “Nossa fábula metaforiza a necessidade de erradicar uma velha política. Após este momento de esgotamento ético, como avançar em tempos de extremos, quando parece que a única forma de diálogo é a violência? (ou o não diálogo?). Mas em nossa fábula, pensamos não mais a política como prostituição, mas a prostituição como política”, instiga o dramaturgo. Outra referência é a obra “Mãe, Filha, Avó e Puta”, de Gabriela Leite.

Antes de chegar a São Paulo, o espetáculo estreou no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB Rio) no final de 2017 e foi selecionado para duas apresentações na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, no município de Pavuna, em janeiro de 2018.

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Justa

Com Yara de Novaes e Rodolfo Vaz

Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo)

Duração 90 minutos

28/06 até 22/07

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$40 ($12 credencial plena)

Classificação 18 anos

 

VAMOS FALAR DE AMOR, AMOR?

A peça começa com uma mestre de cerimônias que apresenta um convidado muito especial, que todos conhecem, em todas as culturas, desde o princípio dos tempos, é nossa glória e nossa dor, inspira a paz, mas já fizeram guerras por ele. Não é Deus, não é celebridade, mas também é muito famoso. Com vocês: “Amor!”
 
A partir daí, para encontrar o amor, a personagem se enreda em grandes aventuras e confusões, levando o público a uma enorme identificação e muitas gargalhadas com as loucuras que ela faz por amor.
 
A comédia Vamos falar de Amor, Amor? traz reflexões sobre os limites entre os desejos, a busca incessante por amar e ser amado e as sua obsessões. Interpretada por Ana Guasque, com direção de Grace Gianoukas e roteiro original das duas artistas, estreia dia 7 de junho, às 21h, no Teatro Itália.
 
Vamos falar de Amor, Amor? narra as aventuras de Marta, uma mulher que se apaixona perdidamente e é capaz de fazer loucuras por amor. Na sua ensandecida jornada para conquistar Augusto, entre desventuras e decepções, busca compreender a si mesma, ainda que sem êxito.
 
Nessa jornada desesperada para capturar o ‘amor da sua vida’ é surpreendida por situações provocadas por suas próprias escolhas. Carente, desesperada e desajustada, encontra no jogo do vale tudo por amor sua válvula de escape, tornando risíveis as carências, os afetos, os desafetos, as obsessões e os desajustes humanos.
 
Mas não cabe a nós julgá-la. Afinal quem nunca foi um pouco Marta e nunca cometeu nenhuma loucurinha de amor, que atire a primeira pedra!
 
Quem nunca encontrou em seu caminho alguém que nos fizesse perder a cabeça? Essa é Marta, aquela que perdeu a cabeça e não conseguiu mais encontrar.
 
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Vamos falar de Amor, Amor?
Com Ana Guasque 
Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
07/06 até 09/08
Quinta – 21h
$60
Classificação 12 anos

A RAINHA DO RÁDIO

É uma história romântica, mas também poderia ser uma fábula. Pensando bem, tem ares de aventura com um toque de comédia. Essa delicada, e quase real narrativa, conta o dia a dia de Elenice, uma mulher solitária que passa seus dias na companhia de um aparelho de rádio, seu melhor amigo.

Na pele de Elenice, Viviane Alfano interage, sonha e viaja nas ondas do rádio por meio de uma programação musical encantadora, que já embalou gerações. Se emociona com as situações vividas pelos personagens das telenovelas, se preparara com a leitura diária do horóscopo e embala seus dias ao som de jingles famosos.

Tudo vai bem na vida de Elenice, até o dia em que seu amigo rádio se materializa, passando a ser vivido pelo ator Eduardo Martini. A partir daí o que se vê é uma série de situações hilárias, embaladas por verdadeiros hinos da música popular brasileira e que prometem arrancar gargalhadas e trazer boas memórias à plateia. Pixinguinha, Adoniram Barbosa, Carmem Miranda e Dalva de Oliveira são alguns dos nomes presentes na trilha sonora do espetáculo, que ainda premia o público com uma banda ao vivo, garantindo a diversão e o clima dos anos 50.

Eduardo Martini usou a peça para presentear sua amiga de longa data, Viviane Alfano. São mais de 30 anos de amizade e parcerias frutíferas em espetáculos como “Chorus Line”, “João Pedro e o Mundo Louco de Dona Boca”, “Cada um Tem o Anjo que Merece”, dentre outros.

A produção de A Rainha do Rádio vem coroar mais uma vez a parceria entre Eduardo Martini, Valdir Archanjo e Bira Saide, que novamente assinam a realização e produção deste espetáculo musical que fará você se emocionar, se divertir neste espetáculo que arrebatará a todos com esta delicada história.

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A Rainha do Rádio 
Com Elenco: Viviane Alfano, Eduardo Martini e Públio Gimenez
Teatro Itália (Avenida Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
13/04 até 15/06
Sexta – 21h30
$60
Classificação 10 anos