CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL

A atriz Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner sobem ao palco do Sesc 24 de Maio e estreiam, sob a direção de José Possi Neto, o espetáculo CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL. Montagem consagrada a Chopin, que associa música e poesia, faz apresentações de 27 a 29 de outubro (sexta-feira às 21h, sábado às 16h e 21h e domingo às 18h).

Partindo de recortes textuais da vida de Chopin, cartas de George Sand entrelaçadas com declarações e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux, o espetáculo ilumina, neste encontro de música e palavras, vinte anos da vida e da obra do compositor, criando uma possível subjetividade acerca de sua biografia com a objetividade e a poética do seu contexto histórico.  Em CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL, texto e música marcam os acontecimentos e apresentam uma personagem dividida entre um cotidiano vivido, às vezes, dolorosamente e um ideal inatingível.

A montagem original teve sua estreia nos primeiros meses do ano de 1987, no Théâtre de la Gaîté-Montparnasse, em Paris. O Pianista Erik Berchot, vencedor do prêmio Frédéric Chopin de Varsóvia (1980), uniu seus talentos aos do ator e autor Philippe Etesse para compor o espetáculo.

 

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Chopin ou o Tormento do Ideal
Com Nathalia Timberg
Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109 – República, São Paulo)
Duração 75 minutos
27 a 29/10
Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 21h
$40 ($12 credencial SESC)
Classificação 14 anos

SENTA (SOBRE SER UM SER HUMANO)

Senta {Sobre Ser um Ser Humano} teve seus trabalhos iniciados em agosto de 2015. Por se tratar de um processo colaborativo de pesquisa em que a dramaturgia foi inicialmente levantada pelo elenco e finalmente costurada e assinada por Nelson Baskerville, muito do contexto político social atual foi absorvido e explicitado de forma subjetiva no espetáculo.

Assim a montagem do espetáculo ocorreu a partir desse processo colaborativo de mais de oito meses, entre a direção e os atores, no qual Baskerville inicialmente apontou referências literárias, cinematográficas e plásticas.

Entre as referências estéticas e teóricas para a montagem estão o poeta peruano César Vallejo, o dramaturgo americano Tennessee Williams, a dramaturga brasileira Monalisa Vasconcelos, a poetisa portuguesa Sofia de Mello Breyner Andresen e a banda de rock Radiohead. Utiliza-se também de fortíssima inspiração no teatro épico de Brecht, culminando numa criação única, caleidoscópica e complexa.

O fio condutor do espetáculo é a história de um homem (Kalle, O Capitalista) que ateia fogo em sua própria loja para receber o dinheiro do seguro e tentar assim, escapar da crise financeira e familiar que o assola depois que o filho taxista enlouquece por, segundo o pai, fazer poesias. O espetáculo se pretende uma reflexão sobre o mundo atual pós-grande crise financeira mundial e suas consequências nos âmbitos externos e internos. O capitalismo, a igreja, o desemprego, o genocídio indígena e a morte – tudo costurado pela encenação do diretor.

Baskerville escolhe muito precisamente seus alvos e mantém a dialética em sua construção, seja na relação entre texto e imagem, seja nas provocações lançadas sem resposta.

E, principalmente, mesmo em sua estrutura absolutamente épica, aproxima o público daquele retrato pessimista e esperançoso que afirma, lembrando que são parte disso tudo, que “ninguém pediu desculpas”. Nenhum de nós é isento, nenhum de nós está alheio, nenhum de nós é uma ilha. Outra mensagem que finaliza o espetáculo é “não servirei”. Se a referência é bíblica (a frase é atribuída a Lúcifer, rejeitando a obediência divina), dentro do espetáculo ela se redimensiona e dá apenas uma certeza: a este inimigo, não servirei; se não potencializamos o simbólico, fiquemos com a poesia.

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Senta (Sobre Ser um Ser Humano)
Com Anna Talebi, Bia Souza, Fernando Vilela, Henrique Caponero, Inês Soares Martins, Julia Caterina, Jussara Rahal, Mário Panza, Priscilla Alpha, Rafael Baloni, Thaís Junqueira, Thiago Neves, Tiago Ramos, Victoria Reis.
Companhia do Feijão (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
07 a 29/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

ANGEL

Em um momento em que se discute os limites éticos cada vez mais elásticos em nossa sociedade e o vale tudo pelo poder, o espetáculo Angel coloca através de seus personagens uma lente de aumento nesse assunto. A peça estreia dia 12 de outubro no Teatro Itália com direção de Eduardo Martini.

Na peça o Cabaré Apocalipse é o lugar onde “anjos“ estão à solta para realizar as suas fantasias mais secretas. Aqui, sedução, poder, dinheiro, amor e ambição se misturam e ninguém é inocente. Nesse clima de intensa disputa, Angel é o stripper mais cobiçado, preferido de uma poderosa Senadora, interpretada pela atriz Cléo Ventura, principal cliente do lugar.

Marco, um dos rapazes, tentou destronar Angel e acabou se dando mal, causando a inimizade de Juan e o temor dos outros garotos, Roy e Rodrigo. Aparentemente, nada pode abalar o reinado de Angel, até a chegada de Baiano, rapaz vindo do interior, de jeito matuto e inocente.

Velho conhecido de Francys, interpretado por Markinhos Moura, uma espécie de faz-tudo do local e responsável pelos números musicais. Baiano é ingênuo e desajeitado, mas seus dotes especiais acabam conquistando a Senadora e despertando a ira de Angel.

A partir daí, começa uma disputa pelo poder, com reviravoltas, em que nem tudo é o que parece e todas as armas serão usadas. Nem mesmo a morte parece ser limite para essa disputa. O lado sombrio de cada um vem à tona, à medida que os interesses estão em jogo.

Angel é um espetáculo musicado com trilhas e arranjos de Rafael Riguini e coreografias de Eduardo Martini.

FOTO 06.jpg

Angel
Com Bruno Alba, Bruno Pacheco, Cléo Ventura, Guilherme Chelucci, José Del Duca, Juan Manuel Tellategui, Marcelo Gomes, Markinhos Moura, Nando Maracchi e Pedro Fabrini
Teatro Itália (Av. Ipiranga 344 – República, São Paulo)
Duração 70 min
12/10 até 30/11
Quinta – 21h
$60
Classificação 14 anos

 

CURARE

O Pessoal do Faroeste, em seus 19 anos, escolheu a Mulher como tema de Curare, peça que está em cartaz aos sábados às 20h e as 22h30 e aos domingos as 19h, na sede da Companhia na Rua do Triunfo, no Centro de São Paulo.

A peça é uma ficção científica escrita por Paulo Faria, fundador e diretor da Cia, e se passa em 2084. Na trama, livremente inspirada no conto O Alienista, de Machado de Assis, o médico Simão ganha versão feminina e negra, a Dra. Joana Bacamarte, uma médica que se une a quatro Amazonas do Apocalipse – Peste, Fome, Guerra e Morte, para curar com o óleo da cannabis, todas as mulheres no Brasil das dores de amor causadas pelo patriarcado. Ao fim de 70 anos de tratamento, todas serão libertas da Casa Cannabis de Redução de Danos, em 2084. Neste Brasil ficcional, presidido por mulheres – elas governam há 70 anos – o empoderamento feminino protagoniza um período de ouro na história mundial, com a mulher plena em todos os seus direitos. O Brasil em 2084 é maior exportador de cannabis e petróleo do mundo e a medicina pública no Brasil é fitoterápica.

Inicialmente o trabalho teve como mote a questão do embate na cidade de Verona que fez com que as mãos de duas famílias se enchessem de sangue, uma questão não abordada na tragédia, Romeu e Julieta, uma das mais populares de W. Shakespeare. Ao longo de processo de construção da narrativa que levou em conta a intensa troca com os moradores e habitantes da região da Luz e em meio a questões políticas urgentes do país, Curare abarcou livremente a obra machadiana O Alienista para mais uma vez usar como fonte de pesquisa a vida social e política do povo brasileiro por meio de seu imaginário popular e de sua cultura, e com um olhar especial à cidade de São Paulo, especificamente o centro, onde atualmente tem a sua sede ‘Luz do Faroeste’, na Rua do Triunfo, 301/305. A peça se passa no endereço da Cia e começa no Largo General Osório, onde há um prólogo a partir do coro inicial de Romeu e Julieta.

As composições musicais de Curare são inéditas e a cenografia e iluminação contam com efeitos em vídeo mapping.

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Curare
Com Cris Rocha, Cris Lozano, Carolina Nagayoshi, Leona Jhovh e Thais Dias
Sede da Cia Pessoal do Faroeste (R. do Triunfo, 301 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
até 08/10
Sábado – 20h e 22h30, Domingo – 19h
$ Sistema Pague Quanto Puder
Classificação 16 anos

SENTA {SOBRE SER UM SER HUMANO}

Nelson Baskerville escolhe muito precisamente seus alvos e mantém a dialética na construção do espetáculo Senta {Sobre ser um Ser Humano}, seja na relação entre texto e imagem, seja nas provocações lançadas sem resposta. Após temporada no Galpão do Folias, o espetáculo da Seu Viana Cia de Teatro reestreia sexta-feira, dia 8 de setembro, às 21h, no Teatro de Arena Eugenio Kusnet. Com quatorze atores no elenco, a montagem faz temporada até 1º de outubro.

O fio condutor do espetáculo é a história de Kalle, O Capitalista, um homem que ateia fogo sobre sua própria loja para receber o dinheiro do seguro e tentar escapar da crise financeira e familiar que o assola depois que o filho taxista enlouquece por, segundo ele, fazer poesias. O espetáculo faz uma reflexão sobre a crise financeira mundial e suas consequências nos âmbitos externos e internos. O capitalismo, a igreja, o desemprego, o genocídio indígena e a morte – tudo costurado pela encenação do diretor.

Senta {Sobre Ser um Ser Humano} teve seus trabalhos iniciados em agosto de 2015. “A dramaturgia foi levantada coletivamente pelo elenco e costurada e assinada por mim. Durante oito meses de trabalho eu apontei referência literárias, cinematográficas e plásticas e o grupo estudou e absorveu o contexto político social atual para juntar tudo e explicitar de forma subjetiva no espetáculo”, conta o diretor da montagem.

Entre as referências estéticas e teóricas para a montagem estão, o poeta peruano César Vallejo, o dramaturgo americano Tennessee Williams, a dramaturga brasileira Monalisa Vasconcelos, a poetisa portuguesa Sofia de Mello Breyner Andresen e a banda de rock Radiohead. O grupo também se inspirou no teatro épico de Brecht, culminando numa criação “única, caleidoscópica e complexa”, define a Seu Viana Cia de Teatro.

A estrutura épica do espetáculo aproxima o público das questões atuais e coloca elas em confronto com o espectador. A montagem deixa claro que somos todos parte dessa estrutura, que nenhum de nós é isento, que “ninguém pediu desculpas”, como afirma a dramaturgia. Outra mensagem que finaliza o espetáculo é “não servirei”. Se a referência é bíblica (a frase é atribuída a Lúcifer, rejeitando a obediência divina), dentro do espetáculo ela se redimensiona: “a este inimigo, não servirei; se não potencializamos o simbólico, fiquemos com a poesia”.

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Senta – Sobre ser um Ser Humano
Com Anna Talebi,  Bia Souza, Fernando Vilela, Henrique Caponero, Inês Soares Martins, Julia Caterina, Jussara Rahal,  Mário Panza,  Priscilla Alpha, Rafael Baloni, Thaís Junqueira, Thiago Neves, Tiago Ramos, Victoria Reis.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
08/09 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

ATÉ QUE O CASAMENTO NOS SEPARE

Nos dias atuais em que os relacionamentos são tão efêmeros, durando cada vez menos, em que numa semana o casal está na capa da revista mostrando o começo de namoro e na semana seguinte o fim da união, ficar junto durante 20 anos não é tarefa fácil.

Em Até que o Casamento nos Separe, reestreia dia 19 de agosto no Teatro Itália, conta as intimidades de Otávio (Eduardo Martini) e Maria Eduarda (Suzy Rego), durante os seus 20 anos de história.

Com inteligência e romantismo Até que o Casamento nos Separe, é não só uma grande comédia, mas uma seqüência de momentos hilários que poucas vezes são tão bem colocados. Tavinho e Duda com a maior sinceridade abrem sua vida, cheia de comédia, contrapontos e riqueza de detalhes onde fica absolutamente impossível não se identificar com algum fato da vida deles.

Durante a peça eles falam com muito bom humor sobre assuntos pertinentes a qualquer casal: TPM, a lua de mel, o cotidiano da casa, a divisão de tarefas, as brigas, o balanço da relação e de amor. FOTO 02 A.jpg

Até Que o Casamento Nos Separe
Com Eduardo Martini e Suzy Rêgo
Teatro Itália, (Av. Ipiranga 344 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
19/08 até 01/10
Sábado – 21h30; Domingo – 19h
$80
Classificação 12 anos

CARNE DE MULHER

Em Carne de Mulher, a peça dos italianos Dario Fo (Prêmio Nobel) e Franca Rame aparece como parte de um manifesto artístico feminista de uma performer, interpretada por Paula Cohen. Chegando ao teatro, o público encontra um potecom diversos papeis onde estão escritos nomes de mulheres vítimas de feminicídio ou que foram apagadas pela história de todas as épocas, e esses nomes vão parar na pele da performer, na carne viva, para dar vida a história de todas elas, por que a memoria não desaparece.

Desde as Pitonisas Gregas, que eram sacerdotisas da maior importância, até escritoras, cineastas, alquimistas e outras que tiveram destaque, mas não são mais lembradas por conta do machismo de nossa sociedade”, conta Paula.

A peça escrita por Dario Fo e Franca Rame em 1977 traz a história de uma prostituta que está presa no manicômio judiciário por ter ateado fogo no escritório de um industrial. A personagem conta sua trajetória de vida, revelando uma sequencia de abusos, onde o transbordar torna-se inevitável, fazendo com que encontre forças para reagir diante de seus opressores.

Paula conheceu o texto ‘Monólogo da Puta no Manicômio’ há 20 anos quando saiu da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) e sempre pensou em montá-lo. “Essa poderosa e emocionante obra voltou para mim quando Dario morreu em 2016. Reli e percebi o quanto é atual e senti a urgência de fazer o espetáculo neste momento. É necessário acabar de uma vez por todas com as práticas de violência, repressão e assassinatos que em muitos casos acontecem dentro dos próprios lares. Com isso é preciso que caminhemos para um despertar de uma consciência cada vez maior através de campanhas, políticas públicas, debates sobre gênero nas escolas e todo tipo de discussão nesse sentido. Muitas vezes estes crimes são tidos como passionais, quando é necessário ir direto à verdadeira nomenclatura do ato, e categorizá-los como feminicídios, violência de gênero, evitando correr o risco de romantizar o ato”, conta Paula Cohen.

Quando comprou os direitos para fazer o espetáculo, Paula Cohen convidou Georgette Fadel para dirigir. “É uma poderosíssima artista, inteligente, comprometida com o que faz e com um pensamento crítico maravilhoso. Tínhamos um desejo mútuo de trabalhar juntas um dia e ela foi a primeira pessoa que me veio à cabeça”, conclui a atriz, que também convidou Marisa Bentivegna para assinar a iluminação e o cenário, Claudia Assef para assinar a trilha, Lenise Pinheiro para fazer as fotos e também as produtoras Victoria Martinez e Jessica Rodrigues para completar a ficha técnica de criação composta apenas por mulheres.

SINOPSE
Uma mulher está sendo interrogada por uma médica e sua equipe. A partir do seu depoimento, nos deparamos com a trajetória de alguém que foi alvo de uma sequência de violências de gênero ao longo da vida e que de repente decide colocar em prática, como com a força de um grito, o seu ato de libertação.

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Carne de Mulher
Com Paula Cohen
Teatro de Arena (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 50 minutos
05 a 27/07
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 12 anos