JUSTA

Depois estrear no Rio de Janeiro, o espetáculo JUSTA, com texto de Newton Moreno e direção de Carlos Gradim, desembarca em São Paulo para uma temporada no Sesc 24 de Maio, entre 28 de junho e 22 de julho. Com Yara de Novaes (ganhadora do Prêmio Shell de melhor atriz em 2017 pelo espetáculo “Love, Love, Love”) e Rodolfo Vaz (Prêmio Shell de melhor ator em 2007 pela peça “Salmo 91”) no elenco, a peça marca os 20 anos de trajetória da Odeon Companhia Teatral.

O trabalho foi idealizado por Gradim, que convidou Moreno para escrever um texto sobre a vida e a intimidade das prostitutas. Depois de discutir o esgotamento ético do Brasil atual e as mazelas sociais da população, eles criaram uma espécie de crônica política dos nossos tempos. Na trama, um investigador trabalha com crimes contra políticos corruptos brasileiros e tenta encontrar algum cidadão ético e incorruptível.

Nesse caminho, ele colhe o depoimento de várias prostitutas, todas interpretadas por Yara de Novaes, que são alegorias para o povo brasileiro. Uma delas é Justa, uma mulher ética no trabalho, na vida e no relacionamento com os clientes. ”A realidade do Brasil vem através dos discursos da vida dessas mulheres, do que as levou até ali, das injustiças e desigualdades sociais que sofrem. Em alguma delas, há uma defesa da prostituição como uma escolha do feminino, uma atitude política consciente”, comenta Newton Moreno.

Com um clima investigativo típico do Cinema Noir, a peça está recheada de metáforas que apontam para o reencantamento do povo pela justiça. “Nossa fábula metaforiza a necessidade de erradicar uma velha política. Após este momento de esgotamento ético, como avançar em tempos de extremos, quando parece que a única forma de diálogo é a violência? (ou o não diálogo?). Mas em nossa fábula, pensamos não mais a política como prostituição, mas a prostituição como política”, instiga o dramaturgo. Outra referência é a obra “Mãe, Filha, Avó e Puta”, de Gabriela Leite.

Antes de chegar a São Paulo, o espetáculo estreou no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB Rio) no final de 2017 e foi selecionado para duas apresentações na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, no município de Pavuna, em janeiro de 2018.

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Justa

Com Yara de Novaes e Rodolfo Vaz

Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo)

Duração 90 minutos

28/06 até 22/07

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$40 ($12 credencial plena)

Classificação 18 anos

 

VAMOS FALAR DE AMOR, AMOR?

A peça começa com uma mestre de cerimônias que apresenta um convidado muito especial, que todos conhecem, em todas as culturas, desde o princípio dos tempos, é nossa glória e nossa dor, inspira a paz, mas já fizeram guerras por ele. Não é Deus, não é celebridade, mas também é muito famoso. Com vocês: “Amor!”
 
A partir daí, para encontrar o amor, a personagem se enreda em grandes aventuras e confusões, levando o público a uma enorme identificação e muitas gargalhadas com as loucuras que ela faz por amor.
 
A comédia Vamos falar de Amor, Amor? traz reflexões sobre os limites entre os desejos, a busca incessante por amar e ser amado e as sua obsessões. Interpretada por Ana Guasque, com direção de Grace Gianoukas e roteiro original das duas artistas, estreia dia 7 de junho, às 21h, no Teatro Itália.
 
Vamos falar de Amor, Amor? narra as aventuras de Marta, uma mulher que se apaixona perdidamente e é capaz de fazer loucuras por amor. Na sua ensandecida jornada para conquistar Augusto, entre desventuras e decepções, busca compreender a si mesma, ainda que sem êxito.
 
Nessa jornada desesperada para capturar o ‘amor da sua vida’ é surpreendida por situações provocadas por suas próprias escolhas. Carente, desesperada e desajustada, encontra no jogo do vale tudo por amor sua válvula de escape, tornando risíveis as carências, os afetos, os desafetos, as obsessões e os desajustes humanos.
 
Mas não cabe a nós julgá-la. Afinal quem nunca foi um pouco Marta e nunca cometeu nenhuma loucurinha de amor, que atire a primeira pedra!
 
Quem nunca encontrou em seu caminho alguém que nos fizesse perder a cabeça? Essa é Marta, aquela que perdeu a cabeça e não conseguiu mais encontrar.
 
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Vamos falar de Amor, Amor?
Com Ana Guasque 
Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
07/06 até 09/08
Quinta – 21h
$60
Classificação 12 anos

A RAINHA DO RÁDIO

É uma história romântica, mas também poderia ser uma fábula. Pensando bem, tem ares de aventura com um toque de comédia. Essa delicada, e quase real narrativa, conta o dia a dia de Elenice, uma mulher solitária que passa seus dias na companhia de um aparelho de rádio, seu melhor amigo.

Na pele de Elenice, Viviane Alfano interage, sonha e viaja nas ondas do rádio por meio de uma programação musical encantadora, que já embalou gerações. Se emociona com as situações vividas pelos personagens das telenovelas, se preparara com a leitura diária do horóscopo e embala seus dias ao som de jingles famosos.

Tudo vai bem na vida de Elenice, até o dia em que seu amigo rádio se materializa, passando a ser vivido pelo ator Eduardo Martini. A partir daí o que se vê é uma série de situações hilárias, embaladas por verdadeiros hinos da música popular brasileira e que prometem arrancar gargalhadas e trazer boas memórias à plateia. Pixinguinha, Adoniram Barbosa, Carmem Miranda e Dalva de Oliveira são alguns dos nomes presentes na trilha sonora do espetáculo, que ainda premia o público com uma banda ao vivo, garantindo a diversão e o clima dos anos 50.

Eduardo Martini usou a peça para presentear sua amiga de longa data, Viviane Alfano. São mais de 30 anos de amizade e parcerias frutíferas em espetáculos como “Chorus Line”, “João Pedro e o Mundo Louco de Dona Boca”, “Cada um Tem o Anjo que Merece”, dentre outros.

A produção de A Rainha do Rádio vem coroar mais uma vez a parceria entre Eduardo Martini, Valdir Archanjo e Bira Saide, que novamente assinam a realização e produção deste espetáculo musical que fará você se emocionar, se divertir neste espetáculo que arrebatará a todos com esta delicada história.

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A Rainha do Rádio 
Com Elenco: Viviane Alfano, Eduardo Martini e Públio Gimenez
Teatro Itália (Avenida Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
13/04 até 15/06
Sexta – 21h30
$60
Classificação 10 anos

PANÇA

Pança é o segundo homem mais importante da maior potência econômica do planeta, braço direito do todo poderoso Don Quixote.
Sua tarefa é explicar para os iniciantes, aspirantes ao poder, quais são as regras quando as regras são as regras da vida; onde vence o mais forte, o mais esperto, o mais organizado, o mais armado.
Pança corta grandes pedaços de carne diante de seus ouvintes, ao mesmo tempo em que esmiúça, com humor e requintes de crueldade, o funcionamento da economia mundial, a decadência do Estado de direito e a instabilidade das relações humanas em sua forma mais bruta.
O boato de que ele costuma virar cachorro atrai ainda mais interessados a ouvir o que ele tem a dizer.
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Pança
Com Beto Magnani
Teatro de Arena Eugenio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 55 minutos
03 a 27/05
Quarta – 20h, Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 20h
$30
Classificação 14 anos

AMOR BARATO – O ROMEU E JULIETA DOS ESGOTOS

Tudo vai mal. Tudo.  Mas mesmo da lama pode surgir um grande amor, capaz de fazer respirar um mundo carregado de intrigas, intolerância e brigas por pequenos (e grandes) poderes.

Esse é o ponto de partida do musical Amor Barato – O Romeu e Julieta dos esgotos, que estreia em abril em São Paulo misturando referências reais, fábulas tradicionais e histórias de amor clássicas para cantar o improvável romance entre Dona e Dom, seres tão estranhos quanto o mundo em que vivem.

Amor Barato – O Romeu e Julieta dos esgotos é dirigido por Fábio Espírito Santo e Ana Paula Bouzas.

Com dramaturgia de Fábio Espírito Santo e trilha original assinada por Jarbas Bittencourt e Ronei Jorge, a montagem traz seis atores e atrizes em cena, dando voz e corpo a dezenas de personagens criados para narrar e viver as aventuras de um amor impossível, famílias rivais e um desfecho trágico. A história infantil “O casamento da Dona Baratinha” é uma das referências de Amor Barato. Mas não é a única; a trama namora também com “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, e outras histórias clássicas de amor. Tudo recheado com uma pitada generosa de referências reais dos noticiários diários, que transformam a história de amor entre um rato e uma barata nos esgotos de uma metrópole num musical adulto e absolutamente atual.

Na trama, Dona (Aline Machado) é uma jovem com sérios conflitos com seu pai, Dr. Barata (Eric de Oliveira), um empresário da comunicação. Ela se apaixona por Dom (Pietro Leal), um jovem playboy inconsequente, fruto do casamento fracassado de Madame (Adriana Capparelli) e o corrupto Senador (Beto Mettig). Frutos de famílias diferentes e rivais, Dona e Dom vivem, sob o olhar irônico da Narradora (Thaís Dias), uma intensa paixão, apesar de toda adversidade presente nos subterrâneos do poder.

Com 37 composições originais, o musical Amor Barato traz uma dramaturgia sonora que flui através de gêneros musicais tão variados quanto “os sons que correm nas veias de uma cidade”, como afirma Jarbas Bittencourt, musicista com profícua experiência em trilhas para as artes cênicas.  Para criar a música do espetáculo, os compositores partiram do texto de Fábio Espírito Santo com o desafio de preservar a potência dramatúrgica e poética já contida na obra original.

O conceito de gênero musical expandido abre espaço para aproximações estéticas composicionais amplas. “Não há na música de Amor Barato um limite muito claro entre o radiofônico e o experimental, entre o clube e a sala de concerto”, comenta Jarbas, que faz questão de valorizar as referências usadas na obra: elas vão da vanguarda paulista, representada por Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé, a operetas, música dodecafônica e atonal, passando ainda pela obra de Tom Zé e pelo teatro alemão do século 20, como o clássico “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

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Amor Barato – O Romeu e Julieta dos Esgotos
Com Adriana Capparelli, Aline Machado, Beto Mettig, Eric de Oliveira, Pietro Leal e Thaís Dias
Teatro Itália – Sala Drogaria SP (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
05/06 até 31/07
Terça – 21h
$40
Classificação 16 anos

11 SELVAGENS

Espetáculo inspirado pela polarização e o contexto político e social que tomaram as ruas do país nos últimos três anos, 11 Selvagens volta em cartaz no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, de 6 a 29 de abril.

Com direção de Pedro Granato, a peça reúne os atores Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mauricio Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese, em situações onde as pessoas perdem o controle.

As cenas se desenrolam a poucos metros do público, por vezes até na cadeira ao lado, e a identificação é imediata. São cenas do cotidiano em que explode um impulso descontrolado. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são onze quadros interligados como uma camada de sociabilidade que pode rapidamente ser rompida em nossos dias.

O ponto de partida foi a tensão crescente no país em 2016, mas parece que o espetáculo foi criado hoje. As manifestações, a violência, a sensação de impotência que mexem com os extremos, deixam a peça muito atual”, fala Granato – que foi indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2017 pelo texto original.

O público acompanha tudo de perto. Em algumas cenas, é como se a plateia estivesse na mesma situação dos atores. Em outras é cúmplice e voyer, já que as cenas passeiam pelos diferentes lados da arena colocando atores e público lado-a-lado.

Chegamos ao Teatro de Arena, um local histórico, coroando uma trajetória de sucesso que começou em 2017, no Pequeno Ato, com apresentações sempre lotadas. Vamos acomodar um número maior de expectadores numa peça feita em arena. O jogo com o espaço cênico tem esse aspecto imersivo de colocar o espectador na situação em que os atores estão trazendo. É a sensação de que tudo poderia acontecer com qualquer pessoa ali presente”,

O trabalho é hiper-realista, com o público próximo, como em um close detalhado de cada cena. Cada quadro é levado ao paroxismo e quando parece não haver mais para onde ir, a música toma o ambiente e os atores extravasam em coreografias.

O figurino e a luz se baseiam em elementos minimalistas que são reconstruídos para cada cena. A intervenção musical dá agilidade à narrativa e permite uma explosão estética para além da verossimilhança. Histórias em que a plateia se identifica, músicas contemporâneas, tudo está equalizado para dialogar profundamente com a geração atual. “São fragmentos que formam um conjunto em que se observa essa polaridade e explosão que a gente percebe nas relações hoje em dia”.

11 Selvagens estreou em 2017 no Teatro Pequeno Ato. Figurou nas listas das melhores peças em cartaz pela Revista Veja São Paulo, pelo Portal Anna Ramalho e entre os melhores textos do ano pelo Site Pecinha é a Vovózinha, do jornalista Dib Carneiro Neto.

Sinopse:

11 Selvagens reúne onze atores em situações onde as pessoas perdem o controle. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são cenas do cotidiano que explodem em impulsos descontrolados. Como uma camada de sociabilidade pode rapidamente ser rompida em nossos dias?

Fiquei muito impressionado com o espetáculo 11 Selvagens ontem, sábado. Parecia o cruzamento de Hobbes, do meu livro Todos Contra Todos, do filme Relatos Selvagens e das próprias criações de Pedro Granato. Cenas distintas unidas pelo jogo da violência: sexualidade, controle, narciso, ambiguidade, preconceitos, falsos sentimentos piedosos, hybris… Jovens talentosos, atores vivendo teatro com o uso intenso de música, luz, corpo e diálogos rascantes. Basta isso para uma noite de muita reflexão. Agradeço muito o convite. O Brasil precisa destas cenas inteligentes para o ano de 2018 ser menos doloroso.”

Leandro Karnal

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11 Selvagens
Com Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mauricio Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese.
Teatro de Arena (Rua Doutor Teodoro Baima, 94 – República, São Paulo)
Duração 70 minutos
06 a 29/04
Sexta – 21h, Sábado e Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

O DESMONTE

Amarildo Felix despontou no meio teatral durante sua participação na 7ª turma do Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council, de 2014, com o texto ‘Solilóquios’, uma história de amor sob o prisma da incomunicabilidade, levado ao palco pelo SESI, com direção de Johanna Albuquerque, que ganhou destaque na crítica, em 2015.

O Desmonte, peça que estreou no Sesc Consolação no mês de janeiro e que agora parte para a segunda temporada no Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 República – Centro), a partir de 7 de abril, é um espetáculo solo fruto da parceria entre autor e ator — Amarildo Felix (dramaturgia e direção) e Vitor Placca (atuação). A peça trata da chegada de tempos tristes em decorrência do fim de um relacionamento amoroso, da melancolia que paira num apartamento na cidade, onde um homem avesso a amigos e a visitas vive só e recebe, na madrugada de mais uma noite solitária, uma visita inesperada: um Rato surge para destruir tudo e dar novo sentido à sua vida.

Felix e Placca formaram-se pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP com a montagem Danton.5, adaptação de “A Morte de Danton”, de Georg Büchner, com Supervisão de Cristiane Paoli Quito e José Fernando Peixoto de Azevedo. O espetáculo foi concebido e dirigido coletivamente pelo seu elenco que também assinou a dramaturgia e a direção.

Logo após Danton.5, duas outras experiências tornaram-se chave para o desenvolvimento de O Desmonte: a do Núcleo de Dramaturgia Sesi British Council por Amarildo e a do Centro de Pesquisa Teatral – CPT de Vitor.

Do desejo comum de aprofundar as experiências individuais surgiu a parceria para a criação de O Desmonte, que tomou corpo pela experimentação de novas formas dramatúrgicas em permanente diálogo com o processo criativo do ator.

Acredito que O DESMONTE representa uma virada de chave tanto para mim quanto para o Vitor Placca. É acima de tudo um desejo de bancar os nossos projetos, ter voz, um desejo de agir, um grito diante destes tempos tristes. Não havia como esperar.  É preciso estar para o jogo, debatendo publicamente, pois Teatro se faz fazendo” , diz o dramaturgo e diretor do espetáculo Amarildo Felix.

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O Desmonte
Com Vitor Placca. Voz off: Bruna Miglioranza
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – República, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/04 até 06/05
Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 14 anos