CARMEN, A GRANDE PEQUENA NOTÁVEL

Depois de uma longa e bem-sucedida temporada no Centro Cultural Banco do Brasil, o musical Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, reestreia no Teatro Itália, no dia 23 de março. O espetáculo é inspirado no livro homônimo de Heloísa Seixas e Julia Romeu, vencedor do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção (2015), e apresenta o universo artístico da diva Carmen Miranda (1909-1955) para o público de todas as idades.

O espetáculo está indicado ao Prêmio São Paulo para crianças e jovens de melhor figurino (Kleber Montanheiro), melhor texto adaptado (Heloisa Seixas e Julia Romeu), melhor direção musical (Ricardo Severo) e melhor atriz (Amanda Acosta).

Em 2019, Carmen completaria 110 anos. Portuguesa radicada no Brasil, ela se tornou um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta, que divide o palco com Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto. Os músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França também estão em cena.

Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, grande destaque na época, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.

Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas, recentemente, está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.

A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.

As interpretações dos atores obedecerão a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.

A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora.

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Carmen – A Grande Pequena Notável 

Com Amanda Acosta, Daniela Cury, Luciana Ramanzini, Maria Bia, Samuel de Assis e Fabiano Augusto, Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Marco França.

Teatro Itália – Sala Drogaria SP – Edifício Itália (Avenida Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 70 minutos

23/03 até 28/04

Sábado e Domingo – 15h

$60

Classificação Livre

ILHADA EM MIM – SYLVIA PLATH

Os últimos meses de vida da poeta norte-americana Sylvia Plath (1932-1963),  antes de cometer suicídio aos 30 anos, são um enigma. Recém-separada do poeta britânico Ted Hughes, com quem teve dois filhos e viveu uma intensa história de amor, Sylvia coloca-se simultaneamente entre o extremo desespero e a liberação de uma energia criativa sem precedentes. Uma identidade poética única se forma neste período. E não é com o objetivo de decifrar este enigma, mas de experienciá-lo, que a Cia. Estúdio Lusco-Fusco apresenta “Ilhada em mim – Sylvia Plath”, a partir de 11 de março no Biblioteca Mário de Andrade, com sessões às segundas-feiras, 19h. Já apresentado em diversos festivais e cidades como Rio de Janeiro, Santos, Recife, Belo Horizonte, Tiradentes, Jundiaí e Londrina, o espetáculo retorna, assim, ao local de sua criação, São Paulo.

Com direção e cenografia de André Guerreiro Lopes e dramaturgia de Gabriela Mellão, a partir da obra de Sylvia Plath, o espetáculo é sucesso de crítica e público desde sua estréia em 2014, indicado ao Prêmio APCA de Melhor Direção (Associação Paulista de Críticos de Arte), ao Prêmio Especial Botequim Cultural pela “brilhante fusão de linguagens” e contribuição à cena teatral carioca, e ainda Prêmio APTR de Melhor Iluminação. No palco, a premiada atriz Djin Sganzerla vive Sylvia Plath e André Guerreiro Lopes interpreta o poeta Ted Hughes, em um espaço cênico de forte simbologia visual: o cenário concebido pelo diretor é composto por um espelho d’água, onde o mobiliário e os atores vão aos poucos submergindo. Objetos congelados relacionados à vida de Sylvia – como livros, sapatos e um telefone – vão degelando lentamente durante a apresentação. O elemento água é a metáfora articuladora de toda a encenação, em diálogo simbólico com os estados mentais da persona

Para o diretor e ator André Guerreiro Lopes, a força poética e revolucionária da poeta, seus tormentos internos, o conflito com as convenções sociais dos anos 50 e a relação de amor obsessivo com o poeta Ted Hughes são abordados no espetáculo em um registro que se distancia do realismo e da linearidade. “Mais do que narrar a vida de Sylvia Plath, busquei transpor poeticamente para o palco seu universo único, paradoxal, vanguardista, cheio de contrastes e extremos, criando um poema cênico. Todos os elementos trabalham de forma integrada – a atuação, a simbologia visual, os sons, a luz, as palavras e o movimento preciso dos atores – criando um ambiente de imersão sensorial em que a imaginação e sensibilidade do espectador são convidadas a participar do jogo.”, descreve.

A montagem pretende ser fiel a poética de Sylvia, com sua ferocidade e ironia. “Incorporo na encenação elementos da sua obra, como o surrealismo tenso, a energia condensada e ironia feroz. Há um mistério em torno da persona artística de Sylvia que o espetáculo não pretende solucionar, mas compartilhar. Utilizamos todos os elementos possíveis para criar uma atmosfera de suspensão e perigo em cena”, completa André.

Para a atriz Djin Sganzerla, “representar Sylvia Plath no palco é uma mistura de muito prazer com desafio. Passo por muitos estados físicos e emocionais na peça, acho que parte da riqueza da montagem também está nisso, o público se depara com a complexidade humana desta mulher. Nesta montagem, Sylvia é uma brasa de vulcão que anda sobre as águas… Carregando o mar em sua alma, com olhar infinito. Uma mulher decidida, frágil, intensa, que pode ser infantil, capaz de escrever uma obra absolutamente genial três meses antes de sua morte, o livro “Ariel”.

Os figurinos assinados pelo estilista Fause Haten também vão se desintegrando conforme o espetáculo avança. “Pensei em uma Sylvia Plath que aparece, se constrói e desconstrói aos olhos da plateia. Ela é revelada, revela-se, vai se despindo e escorre pelo palco. Perde as cores e se veste de todas as cores”, define o estilista.

A trilha original do espetáculo é especialmente composta pelo premiado músico Gregory Slivar, colaborador da Cia. Estúdio Lusco-fusco em diversos trabalhos.

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Ilhada em mim – Sylvia Plath

Com Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes

Biblioteca Mário de Andrade – Auditório Rubens Borba de Moraes (Rua da Consolação, 94 – República, São Paulo)

Duração 60 minutos

11/03 até 01/04

Segunda – 19h

Entrada gratuita (As senhas começarão a ser distribuídas uma hora antes)

Classificação 12 anos

NUNCA FOMOS TÃO FELIZES

O espetáculo Nunca Fomos tão Felizes, a nova produção da Applauzo e a Lugibi, está em cartaz no Teatro Itália, o. No elenco Eduardo Martini, Larissa Ferrara, Luccas Papp, Mateus Monteiro e Nicole Cordery, com texto e direção de Dan Rosseto (ganhador do Prêmio Nelson Rodrigues de personalidade do Teatro de 2018).

Esse novo espetáculo de Rosseto, acontece em uma noite de inverno de 1962. Nancy fez planos para comemorar o aniversário de casamento durante o jantar; seu marido Charlie sonha com a promoção na concessionária de Billie, um velho lascivo casado com Simone, uma mulher autentica com pensamentos de vanguarda.

Num clima de sedução e permissividade Charlie e Nancy são presos na teia de Billie e Simone. O velho se mostra desde o início seguro, uma persona que consegue tudo o que deseja. Simone, uma mulher à frente de seu tempo, extravasa sua frustração com o cinismo e a ironia de quem manipula cada situação a seu favor.

A verdade se torna algo degradante, após a entrada do subestimado e não convidado Frank. Aos poucos o espectador monta um quebra cabeça psicológico e cruel, observando cair às máscaras sociais assumidas pelas personagens por proteção e medo de expor os sentimentos.

O que era para ser um jantar de celebração transforma-se numa fogueira das vaidades, revelando a perturbadora face de cada um. O espectador, voyer da catástrofe alheia é testemunha dos acontecimentos sem imaginar a triste sentença. Afinal todo mundo oculta a verdade nos assuntos sexuais.

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Nunca Fomos Tão Felizes

Com Eduardo Martini, Larissa Ferrara, Luccas Papp, Mateus Monteiro e Nicole Cordery

Teatro Itália, (Av. Ipiranga 344 – República, São Paulo)

Duração 100 minutos

18/01 até 17/03 (não haverá apresentações 01, 02 e 03/03)

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$60

Classificação 12 anos

70 ANOS DO TBC

Duas leituras cênicas muito especiais vão reunir mais de 30 artistas, entre atores, diretores e técnicos, no aniversário de São Paulo, dia 25, no Auditório da Biblioteca Mário de Andrade, para comemorar também os 70 anos do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), completados em outubro último e lembrados em premiação recente da APCA.

As leituras serão precedidas de contextualizações históricas e de projeções de fotos, às 14h, apresentadas pela ATBC, sobre as montagens originais no célebre teatro do Bixiga.

Seis horas seguidas, a partir das 14h, serão dedicadas a dois dos maiores diretores do TBC em sua época áurea: o polonês Ziembinski e o paulista Flávio Rangel, com espetáculos emblemáticos que dirigiram, sucessos de crítica e público: “Volpone”, de Ben Jonson, em adaptação de Stefan Zweig; e “A Semente” de Gianfranceso Guarnieri, respectivamente.

A primeira leitura, às 14h30, é de VOLPONE, do autor inglês (elisabetano) BEN JONSON (1572-1637), em adaptação do escritor austríaco Stefan Zweig, com direção de JOHANA ALBUQUERQUE que presta especial homenagem ao diretor Ziembinski e à montagem TBC de 1955. No elenco: Daniel Alvim, Luciano Gatti, Joca Andreazza, Élcio Nogueira Seixas, Cacá Toledo e atores da Cia. Bendita Trupe.

 VOLPONE (termo emprestado da língua italiana, que significa “raposa velha”) foi adaptado em 1925 por Stefan Zweig, o escritor austríaco que viria a se exilar no Brasil durante a 2ª Guerra Mundial. Sua versão serviu como base a muitas das adaptações ocidentais modernas, fazendo muito sucesso na França e na Alemanha. Chegou em 1955 ao TBC por Ziembinski, o ator e diretor polonês que também veio para o Brasil fugido da guerra, em 1940.

Décio de Almeida Prado, crítico que ajudou a formar o público do TBC, assim descreve o texto: “‘Voltore’, ‘Corvino’, ‘Corbaccio – Ben Jonson não teria reunido assim esse bando de aves de rapina se não pretendesse escrever a mais estranha e inesperada das comédias: a comédia da morte”.

A trama é verdadeiramente diabólica: o usurário Volpone é um especialista na arrecadação de riquezas e, para mais amealhar, cria uma armadilha: finge estar agonizante e diverte-se com o desfile de bajuladores que, na expectativa de serem contemplados em seu testamento, o cumulam de favores e se prestam a todas as humilhações.

A montagem, de 1955, elevou Ziembinski a um dos mais prestigiados diretores dentro da cia, como também, foi a revelação de Walmor Chagas como um dos protagonistas do conjunto. De alguma forma, Volpone representou o sucesso e a superação cômica de fatos dramáticos que vinham ocorrendo dentro do TBC: o começo da debandada de suas estrelas, com a saída de Tônia Carrero e Paulo Autran para formarem sua própria companhia; além de um incêndio que destruíra parte das instalações do teatro, assim como o cenário da peça, antes da estreia.

A leitura que encerra as comemorações é de A SEMENTE, de Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006), às 17h,montada em 1961 no TBC.

“A Semente”, que Guarnieri considerava seu melhor texto teatral, marcou uma ocupação do prédio do TBC pelo diretor e pelo elenco, quando, em meio aos ensaios, o empresário Franco Zampari comunicou ao elenco que a legenda TBC estava encerrada. Os atores dormiram no prédio até conseguirem diversos apoios – do governo do Estado, de empresas e da Comissão Estadual de Teatro, bem como dos teatrólogos Décio de Almeida Prado e Alfredo Mesquita, que permitiram o TBC continuar por mais três anos. Foi um esforço conjunto da classe teatral para manterem atividades e mostrarem a peça, que detém um dos processos de censura mais volumosos e extensos do teatro brasileiro, por tratar de organização política e greves operárias e das muitas vezes conturbadas relações dos trabalhadores com o proscrito Partido Comunista Brasileiro. O espetáculo foi liberado diretamente pelo presidente Jânio Quadros, mas depois entravado de novo pela Censura Federal, até ser aprovado para maiores com algumas modificações.

A direção de “A Semente” é de CIBELE FORJAZ (diretora da Cia. Livre de SP, professora no Departamento de Teatro da ECA-USP). A leitura também marca os trinta anos de morte do diretor paulista Flávio Rangel (1934-1988). No elenco estarão Celso Frateschi, Denise Fraga, Lúcia Romano e atores e atrizes colaboradores da Cia. Livre.

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70 Anos do TBC – Leitura Cênica

Auditório da Biblioteca Mário de Andrade (R. da Consolação, 94 – República, São Paulo)

25/01

Sexta – Volpone (14h30) e A Semente (17h)

Grátis, com senhas distribuídas uma hora antes de cada espetáculo.

Classificação 14 anos

Volpone

Com Daniel Alvim, Luciano Gatti, Joca Andreazza, Sérgio Pardal, Elcio Nogueira Seixas, Vera Bonilha, Johana Albuquerque, Cacá Toledo, Luciano Schwab

A Semente

Com Atores-criadores da Cia. Livre e convidados:Adriano Salhab, Elcio Nogueira (à confirmar), Fernanda Haucke, Lucia Romano, Marcos Damigo, Raoni Garcia, Sergio Siviero, Denise Fraga e Celso Frateschi

NA PAREDE DA MEMÓRIA

Inspirado na poesia do cantor e compositor cearense Belchior (✧1946 – ✙ 2017), o espetáculo Na Parede da Memória faz temporada de 3 de outubro a 28 de novembro, quartas-feiras, às 21h, no Teatro Itália, com ingressos vendidos a R$ 50.

O espetáculo tem direção de Paulo Merisio e texto de Fabrício Branco. Em cena, quatro amigos separados pelo tempo e por suas diferenças se reencontram em um apartamento onde todos já viveram antes. Fechando um ciclo da história, cada personagem deve retirar o que é seu do imóvel. O único desacordo parece estar na propriedade do disco Alucinação, de Belchior, objeto reclamado por todos.

Um reflexo do passado ganha cores contemporâneas, no desenrolar da trama que situa a história política atual do país e do mundo. Cada canção se torna rascunho do destino, tendo a poesia e a ação como forma de narrar essa história.

Músicas de Belchior, como Coração SelvagemGalos, Noites e QuintaisComo Nossos PaisÀ Palo SecoParalelasInspiraçãoVelha Roupa Colorida Apenas um Rapaz Latino Americano são executadas ao vivo em cena e também inspiram a dramaturgia do espetáculo.

A proposta do espetáculo já tinha sido pensada em 2013, mas foi colocada em prática em 2017. “Após a morte de Belchior sentimos que era hora de retomar aquele desejo antigo”, diz o diretor Paulo Merisio. “A percepção de que suas letras tinham potencialidade poética para a construção de uma bela dramaturgia nos inspirou desde aquela época”, completa.

Uma das propostas da encenação é discutir a atemporalidade dos temas de Belchior, artista que teve canções interpretadas por grandes nomes da cena nacional, como Elis Regina, Elba Ramalho e Fagner. “Além de homenagear o artista, a peça traz ainda muitas reflexões e questionamentos sobre sua obra, surpreendentemente contemporânea – Algumas letras que poderiam aparecer anacrônicas passaram a retomar vigor inesperado”, diz a equipe.

A peça fez temporada no Rio de Janeiro entre maio e julho, no Teatro dos Quatro e Teatro Cândido Mendes.

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Na Parede da Memória

Com Dezo Mota, Gloria Dinniz, Filipe Goulart e Nina Alvarenga

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 70 minutos

03/10 até 28/11

Quarta – 21h

$50

Classificação 16 anos

ATÉ QUE O CASAMENTO NOS SEPARE

Eduardo Martini e Cris Nicolotti levam ao palco a peça Até que o Casamento nos Separe. Além de representarem juntos, os dois também são responsáveis por escrever o texto da comédia que mostra a real intimidade de um casal após 20 anos de matrimônio. A peça reestreia no Teatro Itália, no dia 15 de setembro, às 21 horas, e segue até 18 de novembro.

O cotidiano de Otávio e Maria Eduarda promete muito humor e identificação com o público. O casal mostra com a maior sinceridade e muita graça o dia a dia de casados. Com inteligência e romantismo, é uma sequência de momentos que incluem as crises que nos fazem rir e refletir sobre essa difícil arte de conviver com o companheiro debaixo do mesmo teto.

A peça teve sua primeira apresentação há 10 anos, inicialmente tendo o Eduardo e a Cris como protagonistas. O espetáculo já teve outras atrizes que dividiram o palco com o Martini ao longo desses anos, entre elas estão: Viviane Alfano, Viviane Araújo, Suzy Rêgo, retornando agora para a Cris.

Sem perder a elegância, o espetáculo traz direção e trilha sonora que vão encher os olhos e o coração de todos, sejam eles comprometidos ou não. Situações com a família, amigos, tabus sexuais e muito mais são alguns dos temas abordados de forma bem humorada durante os 80 minutos de espetáculo.

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Até que o casamento nos separe

Com Eduardo Martini e Cris Nicolotti

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

15/09 até 18/11

Sábado – 21h

$50

Classificação 10 anos

CONTOS DE BARBAS

Colocando personagens do mundo encantado das fábulas infantis dentro de um contexto adulto, a comédia Contos de Barbas estreia na quinta-feira, 6 de setembro, às 21h, no Teatro Itália. A montagem tem texto de Tiago Luchi e conta com direção de Eduardo Martini. A temporada é sempre quintas e sextas, às 21h, até 16 de novembro.

A peça traz os personagens dos contos de fadas para o universo adulto sem perder as características originais que estão no imaginário do público, além é claro, de divertir os espectadores com um texto inédito, onde as personagens femininas são interpretadas por atores do sexo masculino.

A trama trata dos conflitos de quatro princesas que depois do fracasso em seus casamentos, se veem obrigadas a dividir uma taberna até encontrar um novo amor. A história ganha ritmo de suspense quando outras princesas começam a desaparecer misteriosamente. Todos os hóspedes da taberna são suspeitos.

Com um humor inteligente e divertido, mostramos a força da mulher, sob o olhar do homem, onde para ser princesa é preciso matar um dragão por dia. É uma peça que lida com a questão da autoestima, com temas e um universo que a maioria tem uma ligação, uma identidade. É uma síntese desse mundo das aparências das redes sociais, onde o ter é mais importante que o ser”, conta o diretor.

O projeto tem texto inédito, cheio de mistério e suspense de maneira divertida. A trilha cantada mostra novas versões de clássicos que farão a plateia dar muitas risadas. Figurino e cenários ganham uma releitura para ambientação de todo o universo.

Para Martini, a comedia é um excelente caminho para fazerem as pessoas se movimentarem e se divertirem em um dos momentos mais desgastados, como o que se vive atualmente.

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Contos de Barbas

Com Raphael Gama, Du Kammargo, Ailton Guedes, Bruno Fadeli, Eduardo Martini e Markinhos Moura

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

06/09 até 16/11

Quinta e Sexta – 21h

$50

Classificação 12 anos