POR+VIR

Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo “por+vir”,nos dias 27 e 28 de outubro (sexta e sábado, às 20h), no Teatro Clara Nunes, no Centro Cultural Diadema. A entrada é franca.

Em 2015, para comemorar 20 anos de carreira no cenário artístico, a Companhia de Danças de Diadema promoveu um reencontro com importantes coreógrafos que, ao longo de sua trajetória, já haviam criado obras para seu repertório.

A partir desse novo encontro com o elenco da Companhia, o espetáculo“por+vir” foi concebido. Assim, nove coreógrafos trouxeram a possibilidade de experimentação de momentos únicos, cada um pela sua ótica sobre a dança contemporânea.

As experimentações levaram a um mosaico de movimentos, gerando assim as cenas: Nós de Nós, de Cláudia Palma; Bakú,intervenções entre cenas de Ana Bottosso; Caminhos Traçados, criação coletiva – Pedro Costa e elenco da Cia; .entre pontos., de Fernando Machado; Gárgulas, de Sandro Borelli; Esse Samba é Meu, de Sérgio Rocha, Entremeios, de Mário Nascimento; 1 + Um, de Henrique Rodovalho; e  Novena, de Luís Arrieta.

Com a realização deste projeto, a Companhia de Danças de Diadema expressa seu gosto pela versatilidade, pelas múltiplas maneiras de olhar a dança. Por meio dos corpos de seus intérpretes e dos diferentes estilos desenvolvidos pelos coreógrafos, proporciona ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

Por+Vir
Com Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves.
Teatro Clara Nunes – Centro Cultural Diadema (Rua Graciosa, 300 – Centro. Diadema/SP)
Duração 70 minutos
27 e 28/10
Sexta e Sábado – 20h
Entrada gratuita
Classificação 14 anos

ALAIR (Opinião)

Em comemoração aos 45 anos de carreira, o ator Edwin Lusijunto de André Rosa e Claudio Andrade – está em cartaz com a peça “Alair” no Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca).
A peça homenageia o fotógrafo, professor e crítico de arte, Alair Gomes, no ano em que se completam 25 anos da sua morte.
Alair é reconhecido como artista precursor da fotografia homoerótica no Brasil, que conquistou a consagração internacional com seu trabalho cujo tema central era a beleza do corpo masculino.
Morador do Rio de Janeiro, bem em frente a Ipanema, ele tirava fotos – secretamente – dos jovens que se exercitavam e frequentavam as areias da praia carioca. Somente algumas poucas, a pedido do artista, eram posadas no seu apartamento.
Ao total foram mais de 170 mil negativos e 16 mil ampliações entre os anos 1960 até 1992, quando morre.
Durante a peça, vemos Alair (Edwin Luisi) relembrando de fatos acontecidos na sua vida em três fases distintas – quando se apaixonou por um militar, nos anos 50; quando viajou para Europa nos anos 80; e quando veio a falecer nos anos 90 (estrangulado no seu apartamento em situações não esclarecidas até hoje).
André Rosa e Cláudio Andrade interpretam os outros personagens que passaram pela vida do fotógrafo. Em um momento específico, recriam poses dos rapazes que foram captados pela câmera de Alair (uma cena muito bonita com um jogo de luz – claro e escuro, mostrar e esconder).
A peça aborda, além da vida de Alair Gomes e seus trabalhos, dos preconceitos vividos por um homosexual da terceira idade – a solidão; não ter mais o ‘físico desejado’ pelos jovens e com isso ter que pagar para poder ter um relacionamento sexual. Constatando – e verbalizando – este sentimento, Alair/Edwin (e a plateia) vem às lágrimas (ah, juventude! como se todos fossem eternamente Apolos/Narcisos!)
 
Em tempos de discussão sobre a censura nas Artes, a peça continua atual – durante uma exposição dos trabalhos de Alair, na década de 80, num centro cultural carioca, um oficial do exército manda acabar com o evento.
 
“Alair” deve ser vista pela celebração da carreira de Edwin Luisi; pela atuação dos três atores; para homenagear Alair Gomes e seu trabalho; pela iluminação da peça; e para lembrarmos que todos envelheceremos.

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Alair
Com Edwin Luisi, Andre Rosa e Claudio Andrade
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 65 minutos
06/10 até 05/11
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$80
Classificação 14 anos

OS SERVOS DE PAN

Os Servos de PAN é um espetáculo da Cia Terranova,  destinado a toda a família, que promove a parceria entre Euritmia, Teatro, Bonecos, Literatura e Música ao vivo (canto, piano, flauta e percussão), com 24 artistas em cena. Destaque para Euritmista Loreto Suárez*, formada pela Escola de Euritmia de Santiago do Chile, que faz participação especial nesta temporada e está em residência artística no Brasil. A direção é de Marília Barreto, coreógrafa e Euritmista formada pela Escola Superior Hogeschool Helikon em Haia/ Holanda, onde integrou o Nederlands Eurythmie Ensemble, antes de seu retorno ao Brasil em 1988.

O espetáculo já esteve em turnê pela Europa em 2016 e se prepara para nova temporada internacional em 2018. De 11 a 26 de novembro ele estará em cartaz em São Paulo, no Teatro Arthur Azevedo, com sessões aos sábados e domingos, às 16h.

Dinâmico e lúdico, inovador e profundo, o espetáculo Os Servos de Pan nos leva da turbulência à contemplação, através do intrigante deus Pan, com seus faunos bufanescos. E seus servos mais sutis – as ondinas das águas, os gnomos das cavernas, os silfos do ar, as fogosas salamandras… – quem serão eles? Onde se inserem? Será mera fantasia, alienante, ultrapassada? Ou serão entidades, potências atuantes no devir das coisas?

O Mito e os Contos de Fadas compõem, junto a outras fontes e narrativas, as “eternas histórias de antigamente”… que encerram os pequenos e grandes arquétipos curadores, conhecidos desde tempos imemoriais como fontes fortalecedoras da psique, atuantes no inconsciente da humanidade. 

Em Os Servos de Pan esses seres ganham ainda mais expressão, através da pesquisa do filósofo e cientista Rudolf Steiner acerca de tais entidades, que a Cia Terranova apresenta de forma arquetípica e inovadora, evitando clichês e caricaturas.

Os Servos de PAN
Com Ana Ghirello, Ana Paula Nigro, Anna Teresa Marsilio, Andréa Ikeda, Bruna Munhoz, Bárbara Salomé, Clarissa Mattoso, Denise Seignemartin, Eduardo Elias Gotlib, Evas Carretero, Fernando Aveiro, Guilad Haim,Isabela Leibl, José Sampaio, Julia Hebbel, Lilian Soarez, Loreto Suárez, Marília Barreto, Marília Duarte, Murilo Inforsato, Nadia Muradi.
Teatro Arthur Azervedo (Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo)
Duração 70 minutos
11 a 26/11
Sábado e Domingo – 16h
$16
Classificação Livre

VOLVERE VENTO

Sinopse:
Volvere Vento deveria contar a história de três prostitutas que trabalham em condições precárias, onde uma delas tentaria sair desse sistema de exploração, morreria e fim. Porém, o espetáculo, através da mulher, se torna um pretexto para impulsionar o diálogo sobre uma sociedade imersa na sujeira de um sistema opressor.
Após o espetáculo, haverá debate diariamente.
O grupo vai realizar uma oficina que vai ser no dia 21 e 28 das 14h  às 17h
Valor: 30 reais (com direito a um ingresso pra peça qualquer um dos dias da temporada) A inscrição é feita pelo e-mail talvezelizabeth@hotmail.com
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Volvere Vento
Com Grupo Talvez Elizabeth
Duração 80 minutos
Companhia do Funil (Rua Lopes Chaves, 72 – Barra Funda -São Paulo)
Duração 80 minutos
20 a 28/10
Sexta e Sábado – 20h
$30 (estudante de teatro com comprovante $10)
Classificação 16 anos
 
 
Foto: Ciça Neder

TUDO SOBRE OS HOMENS

Tudo Sobre os Homens é uma obra do escritor croata Miro Gavran traduzida para o português pelo ator e diretor Flávio Faustinoni. Na obra, Juan AlbaDenis Victorazo e o próprio Faustinoni se revezam entre quatro personagens que contam diferentes histórias sobre o universo masculino em uma montagem com ritmo ágil.

O espetáculo reúne histórias recheadas de humor e de uma forte carga dramática, em que a vida cotidiana masculina, é exposta de diferentes maneiras. As cenas contam desde a convivência entre três grandes amigos e sua separação até as dificuldades de um dono de boate de striptease masculino para encontrar bons profissionais. A peça passa também pelas relações familiares entre um pai e seus dois filhos e pela saia justa do aparecimento de um ex-namorado na vida de um casal.

Para viver os personagens, os atores trocam ou incluem pequenos adereços em cena. O cenário, composto por cadeiras, se transforma em sete ambientes diferentes, dando corpo às cenas. Tanto a cenografia quanto o figurino, são de Osvaldo Gonçalves, e os ternos confeccionado pela Etiqueta Negra.

A peça foi escrita em 2006 e já completou mais de 300 apresentações na Croácia, além de passar pelo Off Broadway e por diversas cidades europeias. Os textos de Gavran já foram traduzidos para mais de 35 idiomas. Tudo sobre os homens propicia até ao espectador mais desavisado, verdadeiros momentos de humor, reflexão e prazer.

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Tudo Sobre os Homens
Com Juan Alba, Deniz Victorazo e Flavio Faustinoni
Clube Hebraica (R. Hungria, 1000 – Pinheiros, São Paulo)
Duração: 70 min
26, 28 e 31/10, 01/11
Quinta – 21h, Sábado – 19h e 21h, Terça e Quarta – 21h
$60
Classificação 14 anos

 

 

A ÁRVORE SECA

Ester Laccava volta em cartaz com o solo  que  lhe rendeu a  quarta  indicação ao Prêmio Shell de Teatro. Em cena, uma mulher na contramão da existência  arranca da vida, a contrapelo,   a felicidade.

O espetáculo conta a história  de uma mulher sertaneja que transcende sua infertilidade. O texto, baseado na literatura de cordel, é intercalado com depoimentos autobiográficos da atriz.

A árvore seca: de Feira de Santana à Alemanha.

Em 2005, por motivos pessoais, Ester Laccava foi  passar alguns dias em Feira de Santana, interior da Bahia. Por lá, durante o ensaio de um grupo de teatro, conheceu Alexandre Sansão, jovem autor que a arrebatou com seus textos em cordel. No mesmo dia fez a ele a encomenda: pediu um monólogo em que a personagem fosse  uma velha do sertão. E assim surgiu o texto do espetáculo que já fez inúmeras temporadas, com espectadores que voltam várias  vezes para revê-lo e que valeu à atriz sua quarta indicação ao Prêmio Shell de Teatro.

“As pessoas são muito importantes pra mim e este projeto juntou algumas delas. É como se de repente acordássemos juntos em um texto de cordel. A árvore seca acabou se tornando um rio onde me deixo mergulhar sem medo de abrir os olhos embaixo da água”, diz.

O espetáculo foi apresentado em locais e espaços distintos: além das temporadas em São Paulo fez apresentações na Alemanha (Theater Einstein),  em Portugal (Festival de Valongo, Cidade do Porto), assim como  na casa do zelador em praia no litoral Norte de São Paulo e em uma boate com espelhos e barra de pole dance ((Boite Show de Bola),   na cidade de Passa Quatro, MG. Sobre representar uma velha de oitenta anos  em todos esses diferentes lugares, a atriz diz: “O sertão do ser humano é  universal”.

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A Árvore Seca
Com Ester Laccava.
Centro Cultural São Paulo – Anexo da Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
14/10 até 05/11
Sábado – 21h, Domingo – 20h
$20
Classificação 12 anos

SPACE INVADERS

A adolescência é um período turbulento para quase todo mundo. Os sentimentos de solidão e inadequação são muito mais comuns do que pensa o inseguro Caio (Bruno Gavranic), um jovem deprimido de 14 anos que teve seu espaço invadido quando os três filhos adolescentes de seu padrasto se mudaram para a sua casa. Para aliviar o sofrimento, ele decide transformar a experiência na HQ Space Invaders, que, não por acaso, dá nome ao espetáculo jovem deFernanda Gama, da Cia. do Fubá. Isso porque a própria peça reproduz a graphic novel, ou romance em quadrinhos, escrita pelo protagonista – tudo o que vemos é sob o ponto de vista dele.

Como os alienígenas do jogo “Space Invaders”, que tentam invadir a tela do Atari (o videogame popular nos anos de 1980) e precisam ser combatidos por uma espaçonave, os irmãos Pedro (Mateus Monteiro) de 17 anos, Luca (Leonardo Devitto) de 11 anos e Vanessa (Paula Bega) de 14 anos ocupam o antigo quarto de Caio. Os três se mudaram para o apartamento do pai porque sua mãe está com uma depressão profunda e já não tem mais forças para cuidar dos filhos. Eles também sofrem com a saudade dos amigos, da antiga escola e de casa.

Fã de David Bowie, Caio retrata a si mesmo em sua HQ como o astronauta Major Tom, da música “Space Oddity” (1969), um homem que abandona a vida na Terra e acaba sozinho na imensidão do espaço. Caio evita ao máximo o encontro com os meios-irmãos e, no fundo, sofre com a indiferença deles. “Acho que a alternativa que ele encontra para o sofrimento, no fim das contas, é justamente esse prazer em escrever histórias, essa saída pelo caminho da arte e da autoexpressão”, comenta Gama.

À medida em que Caio passa a conviver mais com os meios-irmãos, descobre que eles não são esses monstros que ele retratou. “Ele percebe que ele não é o único que sofre ali. Os três também são humanos e têm problemas. E o que o alivia é que eles têm uns aos outros. Eles têm que se ajudar, ficarem vivos uns pelos outros”, esclarece a diretora.

O espetáculo surgiu de um desejo da Cia. do Fubá de desenvolver seu primeiro trabalho direcionado para o público jovem. O texto foi desenvolvido através do PROAC – Criação de Dramaturgia, em 2016, e contou com uma série de oficinas que tinham a proposta de transformar experiências e sentimentos dos adolescentes participantes em textos teatrais e depoimentos, materiais que também serviram como referências para a encenação. Em 2017, o grupo foi contemplado pelo PROAC – Montagens infanto-juvenis inéditas para a produção do espetáculo.

Ao fim, o projeto pretende trazer uma reflexão sobre como as pessoas aprendem a lidar com a crueldade do mundo. “Tem um pessimismo, que também aparece no material produzido pelos jovens nas oficinas. Quando passamos da infância para a adolescência, tomamos consciência sobre a maldade, o sofrimento, como as pessoas são terríveis, como a vida pode te passar para trás. É assustador. Na vida adulta, entendemos que os nossos problemas não são maiores do que os de ninguém, e não são eternos. É como um videogame, em que as coisas vão ficando mais difíceis a cada fase. Você quer avançar, mas tem saudades de quando as coisas eram mais simples. Ao mesmo tempo, essa é a graça do jogo. Não dá para voltar atrás”, comenta Gama.

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Space Invaders
Com Bruno Gavranic, Leonardo Devitto, Mateus Monteiro e Paula Bega
Espaço Elevador (Rua Treze de Maio, 222 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
04/11 até 10/12
Sábado e Domingo – 19h
$30
Classificação 12 anos