O  MONSTRO DO SERTÃO DE NOTRE-DAME

Em um lugar qualquer, três amigos de infância criam coragem e resolvem verificar a grande lenda que em todo tempo sempre contaram a eles: a possibilidade de, na capelinha de Notre Dame, residir um monstro. Em meio a essa descoberta, muitas coisas acontecem.
Uma adaptação do clássico de Victor Hugo, feita por Matheus Raineri, misturando referências a Brecht e Beckett com um texto cômico e politicamente comprometido, que leva o público a muitas reflexões e quebra de paradigmas.
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O Monstro do Sertão de Notre-Dame
Com Cia Estilhaça
Arena Carioca Dicró (R. Flora Lôbo, 184 – Penha Circular, Rio de Janeiro)
06/04
Sábado – 19h
$10
Classificação 12 anos

O PIROTÉCNICO ZACARIAS

Conhecido e consagrado na cena teatral brasileira em seus quase 50 anos de atuação, o Grupo Giramundo construiu uma trajetória que inclui um vasto repertório com mais de 35 espetáculos teatrais, 1.500 bonecos confeccionados e objetos de cena, além da participação na formação teatral de diversos nomes importantes da dramaturgia e teatralidade contemporânea do país.

Agora, o Giramundo promove em São Paulo, a temporada de estreia do espetáculo “O Pirotécnico Zacarias”, montagem que dialoga e experimenta as linguagens do teatro e do cinema, apresentando 5 adaptações de contos de Murilo Rubião, considerado um dos mais significativos escritores da literatura fantástica no Brasil.

O espetáculo é resultado da nova vertente de trabalho do grupo, que após mais de 30 anos atuando especificamente como um grupo de teatro passa a promover ações como a formação de um núcleo multimídia experimentador de uma cena de animação, convivendo com bonecos reais e suas versões digitais.

Essa mistura do teatro de bonecos, vídeo, animação, música, dança e artes plásticas que originaram neste mais recente espetáculo do grupo, poderá ser visto a partir do dia 19 de abril, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). A temporada segue até 24 de junho.

O PIROTÉCNICO ZACARIAS

A dramaturgia foi construída a partir da continuidade entre os roteiros de cada adaptação, estabelecendo uma conexão entre 5 contos de Rubião, interligados pela figura central do Pirotécnico Zacarias. Assim, o público é convidado a acompanhar a história do próprio protagonista, seguida pelas adaptações de “O Ex-Mágico”, “Teleco, o Coelinho”, “O Bloqueio” e “Os Comensais”.

Desde o início dos anos 2000 temos norteado nossa produção na experimentação com outras mídias, principalmente com as possibilidades híbridas com o audiovisual. Com a montagem “Pirotécnico Zacarias” fomos mais além, trazendo o cinema como um processo duplo de planejamento e produção, seguindo convenções de realização focadas na criação de um filme, mas ao mesmo tempo incorporando as características cinematográficas para uma linguagem teatral. É um campo cênico híbrido, que corresponde à uma inquietude midiática de sentimentos no mundo contemporâneo.”, conta Marcos Malafaia, diretor da montagem.

O espetáculo traz como novidade a influência do cinema no campo da linguagem e na própria construção da composição de cena. Contudo, apesar de seguir uma nova linha de experimentação no que diz respeito às possibilidades técnicas e linguísticas do teatro, a montagem mantém o rigor metodológico e a atenção estética no planejamento e produção que é adotado pelo Giramundo desde a década de 70. Assim, incorpora formas e temas adultos, dialogando com questões formais, plásticas e políticas complexas e essências para o mundo contemporâneo, seja para o contexto cultural e social, ou para a cena teatral.

Os contos de Murilo Rubião são surpreendentemente contemporâneos e importantíssimos para a cultura brasileira, apesar de não serem tão populares entre o público. À medida que realizamos as adaptações e experimentações para construção do espetáculo, percebemos que eles vão ficando cada vez mais eloquentes e que possuem traços cinematográficos fortes. Por isso, enxergamos não só a necessidade, mas também a importância em trazer vida à obra de Rubião.”, conta o diretor.

A montagem estreou oficialmente em Belo Horizonte, onde fica a sede do grupo e inicia a circulação nacional pela capital paulista. Depois, segue ainda para Rio de Janeiro e Brasília. Serão ao todo, 107 apresentações do espetáculo, transformando-se na maior temporada da história do grupo Giramundo desde a sua fundação, em 1970.

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O Pirotécnico Zacarias

Com Grupo Giramundo

Centro Cultural Banco do Brasil SP (rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)

Duração 70 minutos

19/04 até 24/06

Sexta e Sábado – 20h, Domingo – 18h, Segunda – 20h

$30

Classificação 12 anos

A FLOR DA LUA

O bailarino Marcus Moreno e o pianista Manuel Pessôa de Lima fazem duas apresentações de “A Flor da Lua”, trabalho solo que fala da passagem do tempo, usando como metáfora a rara flor de um cacto, que ao desabrochar dura apenas uma noite, na Sala Renée Gumiel do complexo cultural Funarte, neste final de semana, dias 6 e 7 de abril (sábado, às 19h, e domingo, às 18h). A entrada é gratuita.

Espécie pouco conhecida, geralmente encontrada em florestas tropicais, a flor da lua é geralmente descrita, por aqueles que tiveram oportunidade de experienciar sua rebentação, pelo perfume intenso e o movimento constante de suas pétalas se abrindo. Um desses relatos, o da artista e ilustradora botânica Margaret Mee, serviu de ignição para a “Flor da Lua”, de Marcus Moreno: “Enquanto eu me postava ali, com a orla escura da floresta ao meu redor, sentia-me enfeitiçada. Então, a primeira pétala começou a se mexer, depois outra e mais outra, e a flor explodiu para a vida”, registrou Mee em sua última expedição à Amazônia, quando finalmente, aos 79 anos, após deixar a prancha preparada, ilustrando o cacto e as folhagens, acolheu a Flor da Lua em sua efêmera existência.

Tal como a flor da lua nasce e perdura por uma única noite, a dança, criada em nove breves capítulos – do Prólogo ao Amanhecer -, vai se constituindo no limite entre o visível e o imperceptível no espaço em que o corpo se movimenta, se modifica na ação de dançar e se expande a caminho do encerro.

As apresentações fazem parte de projeto contemplado pelo 25º edital do Programa Municipal de Fomento à Dança.

AFlordaLua+Marcus Moreno - foto Claudia Magalhães 1

A Flor da Lua

Com Marcus Moreno

Funarte – Sala Renée Gumiel (Al. Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 50 minutos

06 e 07/04

Sábado – 19h, Domingo – 18h

Grátis

Classificação Livre

CORPO ACROBÁTICO – INICIAÇÃO CIRCENSE

Quer aprender noções básicas das diferentes habilidades circenses? Você pode inscrever seu filho maior de 12 anos – ou você mesmo – no curso Corpo Acrobático – Iniciação Circense, atividade da Escola de Circo do Sesc Parque Dom Pedro II a ser realizada dia 6 de abril, sábado, das 10h30 às 12h30, na Tenda Arquibancada. As inscrições são gratuitas na Central de Atendimento. Vagas limitadas.

Quem ministra é a artista circense Luciana Menin, criadora do  e sócia do Circo Zanni desde 2004. Ela se dedica à cena artística  circense como artista e também ao estudo do corpo acrobático circense, ao ensino da técnica. É especializada nas técnicas de parada de mãos, acrobacia e aéreos.

O projeto Escola de Circo oferece cursos voltados para profissionais, estudantes de artes e interessados em geral. As atividades abordam diferentes habilidades circenses, apresentando as inúmeras possibilidades estéticas da linguagem.

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Curso – Corpo Acrobático – Iniciação Circense

Com Luciana Menin.

SESC Parque Dom Pedro II (Praça São Vito, s/n – Brás, São Paulo)

06/04

Sábado – 10h30 às 12h30

Grátis (Inscrições na Central de Atendimento ou pelo e-mail  oficinas@pqdompedro.sescsp.org.br, informando o nome da atividade, nome completo do interessado, data de nascimento, CPF, RG e número de matrícula da Credencial Sesc.))

Classificação 12 anos

A FOME

Entre revelações pouco palatáveis e a exposição de uma fome voraz pela vida, uma mulher sem nome incorpora circunstâncias míticas e críticas sobre o feminino a partir de uma performance-limite entre o ritual e o cyber. Dirigido por João de Ricardo e atuado por Sissi Betina Venturin, o monólogo cria reflexões sobre relações amorosas e sociais atordoantes. A fome nasce do caos e incorpora-se com a força de uma deusa pagã em uma mulher.

O público é recebido com fiapos de luz que cortam a escuridão volátil de névoas e ruídos, é o começo do universo. Aos poucos revela-se uma forma que não sabemos se é humana ou animal, uma boca flutuando na escuridão, antes de ser corpo a fome é uma boca ameaçadora. A personagem mostra-se em pedaços: boca, vagina, cabeça, uma mulher que fala sem parar, parente próxima dos personagens de Beckett.

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A Fome

Com Sissi Betina Venturin

SESC Belenzinho – Sala de Espetáculos I (R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)

Duração 90 minutos

05 a 07/04

Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h30

$20

Classificação 18 anos

MACUMBA: UMA GIRA SOBRE PODER

A peça escrita e dirigida por Fernanda Júlia encerra a programação da mostra. A encenação é uma provocação sobre o que é o poder e como obtê-lo. É um espaço celebrativo e revelador de “afrografamento”. São peles escuramente acesas e memórias negras que precisam ser vistas na cena e fora dela.

A encenação é uma apresentação provocativa, celebrativa e reveladora sobre o empoderamento da mulher e do homem negro em prol da cultura afrobrasileira e sua pluralidade.  Empoderar-se significa, além de ter acesso a todos os direitos de cidadania, conhecer a sua história, ter consciência da sua cultura e identidade.

O elenco é formado apenas pelos atores negros Cleo Cavalcantty, Gide Ferreira, Tatiana Dias e Thiago Inácio.

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Macumba: Uma Gira Sobre Poder

Com Cleo Cavalcantty, Gide Ferreira, Tatiana Dias e Thiago Inácio

SESC Belenzinho – Sala de Espetáculos I (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo)

Duração 75 minutos

12 a 14/04

Sexta e Sábado – 21h30, Domingo – 18h30

$20 ($6 – credencial plena)

Classificação 12 anos

NEM ISSO NEM AQUILO – QUANDO OS PAIS SE SEPARAM

Quatro novos nomes da dramaturgia atual unem suas forças para explicar o divórcio para crianças no espetáculo Nem Isso Nem Aquilo – Quando os Pais Se Separam, trabalho inaugural do Sabadinho em Cena com direção de Lucas Mayor e Marcos Gomes.

A peça estreia em 6 de abril no Teatro Cemitério de Automóveis, onde segue em cartaz até 25 de maio, com apresentações aos sábados, às 17h. O elenco traz Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

A montagem reúne quatro cenas curtas sobre os impactos da separação dos pais para a vida das crianças. Em “Como Falar com um Anjo?”, de Claudia Barral, a menina Lucila fala com seu amigo-imaginário sobre conversas difíceis de ter com qualquer pessoa. Cansado de ter que frequentar as duas casas de seus pais separados, o menino Hélio decide montar um acampamento no porão de sua mãe em “Uma barraca para o resto de minha vida”, de Bruna Pligher.

A pequena Rebecca tem uma profunda conversa com seu terapeuta em “Pé na Estrada”, de Lucas Mayor. Já em “Ninguém Sabe”, de Marcos Gomes, são apresentados Cris e Marcos, que se conheceram ainda na infância, começaram a namorar, casaram-se, tiveram um filho e se separaram.

Queríamos lidar com temas que geralmente não são muito abordados nas peças infantis e são mais complicados, como a separação dos pais. E escolhemos falar sobre isso de maneira mais adulta e séria, sem subestimar a capacidade de entendimento das crianças. Por isso, os personagens infantis têm atitudes típicas de adultos – como uma menina desabafando sobre os problemas de sua vida com seu psicanalista, ou alguém indo morar fora de casa, no porão, ou mesmo as duas crianças da cena do Marcos, que repassam os acontecimentos da infância à vida adulta, a fim de entenderem o que foi que deu errado”, conta Lucas Mayor, que assina a direção ao lado de Marcos Gomes.

Como referências estéticas e temáticas, a encenação busca uma aproximação com o cinema do tipo “Sessão da Tarde” dos anos de 1980 e 1990, sobretudo em relação aos filmes de John Hughes, como “A Malandrinha” (1991) e “Esqueceram de Mim” (1990). Outras influências importantes foram “Meu Primeiro Amor” (1991), de Laurice Elehwany; a série “Anos Incríveis” (1988-1993); além dos mais recentes “Moonrise Kingdom” (2010), de Wes Anderson, e “Onde Vivem Os Monstros” (2009), de Spike Jonze.
Os figurinos da peça também procuram essa ambientação da moda dos anos de 1980. Já a cenografia trabalha com palco nu e apenas alguns objetos que entram e saem de cena a cada sequência.

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Nem Isso Nem Aquilo – Quando Os Pais Se Separam

Com Anette Naiman, Antoniela Canto, Gabriela Fortanell, Marcos Amaral, Marcos Gomes, Rebecca Leão e Walter Figueiredo.

Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)

Duração 50 minutos

06/04 até 25/05

Sábado – 17h

$30

Classificação Livre