SAMBA FUTEBOL CLUBE

Com roteiro e direção de Gustavo Gasparani, o musical Samba Futebol Clube une duas paixões brasileiras: a música e o futebol. Espetáculo multimídia, que estreou no Rio de Janeiro em 2014, mistura música, teatro, dança e vídeo.
Samba Futebol Clube foi montado no Centro Cultural Banco do Brasil RJ como o principal evento de artes cênicas do ano da Copa do Mundo no Brasil e foi o mais premiado espetáculo carioca naquele ano: 40 indicações e 10 prêmios no total, entre eles os Prêmios Shell, Cesgranrio e APTR.
Em cena oito atores/músicos, apaixonados por futebol, formam um time de jogadores e torcedores que se revezam numa narrativa dramático-musical enquanto tocam todos os instrumentos, ao vivo, como parte da encenação. Este mesmo elenco também fez os musicais “Gilberto Gil – Aquele Abraço” e “Bem Sertanejo”, ambos com texto e direção de Gustavo Gasparani, e juntos formam um coletivo de teatro há 6 anos.
Se o futebol fosse um esporte silencioso, sem cantoria, sem estádios, hinos e até aquela trilha que embala os melhores momentos da torcida, provavelmente seria algo muito chato. E o que seria da MPB sem a inspiração dos mágicos dribles dos nossos craques? A ligação entre futebol e música é tão bela e entrosada quanto Pelé e Garrincha. Ou Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Para fazer o roteiro do musical, Gasparani se baseou na pesquisa de João Pimentel sobre a história, textos e crônicas relacionadas ao futebol.
Centenas de músicas abordam o tema: hinos dos clubes, músicas que relacionam o futebol ao cotidiano e ao comportamento, crônicas de jogos e conquistas, cantos de torcidas, etc. O jeito do brasileiro de falar, andar, dançar e se apaixonar reverbera o que acontece dentro das quatro linhas. O universo do futebol está lá: o da roça, o da infância, a bola, o gol, o estádio, as disputas das torcidas, a decisão do pênalti, as regras… – brincando e teatralizando o futebol.
O roteiro traz o quê de música e poesia que o futebol nos deu. Retrata sua ligação com a MPB, a partir do samba, e une citações de textos e crônicas sobre o tema de José Lins do Rego, Paulo Mendes Campos, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar. As canções ora são cantadas, ora são ditas como texto, criando, assim, um diálogo entre as letras e os textos destes mestres. As histórias sobre o futebol vão sendo contadas, acompanhando a linha evolutiva da música brasileira, começando por “Um a Zero” de Pixinguinha, passando por outros clássicos memoráveis como “Touradas em Madri” (Braguinha/Alberto Ribeiro), “Praia e Sol (Maracanã Futebol)” (Bebeto/Adilson Silva), “Na Cadência do Samba” (Luís Bandeira), “Fio Maravilha” (Jorge Benjor), “Samba do Ziriguidum” (Jadir de Castro/Luis Bittencourt), “Povo Feliz (Voa Canarinho) (Memeco/ Nonô)”, “Pra Frente Brasil” (Miguel Gustavo) e “Aqui é o País do Futebol” (Milton Nascimento/Fernando Brant), num total de 42 canções.
Para a temporada de São Paulo, foram incluídos um samba de Adoniran Barbosa e outro de Germano Mathias, além da adaptação em relação aos times: Corinthians x Palmeiras aqui terão maior destaque do que o clássico Fla x Flu que embalou a temporada carioca.
Utilizando elementos do jogo, da música brasileira e da dança do futebol, o espetáculo traz vídeos com tratamento pop – numa mistura de linguagens e imagens de jogadores e jogadas importantes – que ilustram as histórias entrelaçadas por músicas e textos. O samba, que é a base da nossa música, está lá, mas nos leva à bossa-nova, ao choro e ao rock, ao sertanejo universitário e até ao hip hop.
A direção de movimento, assinada por Renato Vieira, parte dos gestos dos próprios jogadores e torcedores, transpondo e recriando este balé popular tão familiar aos brasileiros para as dimensões do teatro musical. O maestro é Nando Duarte, diretor musical de vários espetáculos de Gasparani.
Samba Futebol Clube retrata a alma do brasileiro. É um espetáculo que conta a relação da MPB com o Futebol de forma divertida, promovendo imensa integração entre palco e plateia. O espetáculo nos mostra como o futebol se tornou um instrumento de identidade da nossa gente a partir de situações dramáticas que trazem à cena não só a música brasileira que fala de futebol, mas o movimento, a dança e a transposição das regras e idiossincrasias do futebol para o nosso cotidiano. Reflete, através do futebol, sobre a fragilidade humana diante da derrota e da vitória. Assim como escreveu o poeta Drummond: “Ganhar, perder, viver”.
FACE
Samba Futebol Clube
Com Alan Rocha, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Marcel Octavio, Pedro Lima, Rodrigo Lima e Sergio Dalcin
Teatro Unimed (Alameda Santos, 2159 – Jardim Paulista, São Paulo)
Duração 120 minutos
08/11 até 01/12
Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h
$50/$100
Classificação 12 anos
*Apresentações com Libras toda quinta, dias 14, 21 e 28 de novembro*