PARA ONDE VAI MARIA, MENINO JOÃO

SINOPSE

João é um garoto cheio de medos que vai ao centro de uma grande cidade em busca do seu sonho de conhecer um circo. Porém na agitação urbana o menino se perde e encontra a esperta Maria, já acostumada com a bagunçada rotina da metrópole. Os dois aventuram-se numa nova amizade, compartilham seus sonhos, e vão em busca de respostas sobre o futuro. É com a vontade de responder a pergunta “o que vou ser quando crescer?” que eles conhecem Ilda, uma madame misteriosa que fará o dia destas duas crianças inesquecível.

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Para Onde Vai Maria, Menino João?
Com Dani Fernandes; Diego Intrieri; Kaio Nobre
Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, 1135 – Santa Cecilia, São Paulo)
Duração 50 minutos
08 a 29/07
Sábado – 17h
$30
Classificação Livre

 

O ASSALTO

Estreia no dia 14 de fevereiro no Espaço da Cia. da Revista o espetáculo O Assalto, com direção de Gustavo Trestini e com Fabio Santarelli e Rodrigo Caetano no elenco.

Escrito por José Vicente em 1967 e encenado pela primeira vez no Teatro Ipanema no Rio de Janeiro em 1969, com direção de Fauzi Arap e com Ivan de Albuquerque e Rubens Correa em cena, a montagem obteve enorme sucesso tendo recebido uma versão cinematográfica em 1971 com o mesmo elenco da peça e direção de Walter Lima Junior.

O contexto histórico deste período, em meio à ditadura militar, acabou por circunscrever o texto no rol da dramaturgia de resistência ao regime, mas quase cinquenta anos após a sua estreia o texto se mostra revelador da sociedade contemporânea, na qual as relações e as pessoas se mostram cada vez mais coisificadas.

 Em O Assalto, Vitor, funcionário número 5.923.800 de um banco, volta à sua sala, depois do expediente, com o objetivo de encontrar Hugo, um faxineiro responsável pela limpeza do ambiente. O encontro entre esses dois personagens, próximos na insignificância, frente à corporação para a qual trabalham, mas diferentes no extrato social em que cada um ocupa, acaba por produzir uma relação que oscila entre a repulsa e a atração, plena de contradições. A tensão gerada por essa relação mantém o espectador atento do começo ao fim do espetáculo.

 O Assalto é uma daqueles textos que acabam se mostrando muito à frente do seu tempo, capaz de dialogar com muita profundidade com as inquietações e sensibilidade da sociedade contemporânea, tão carente de sentido e de utopias.

 Com uma direção centrada no jogo dos atores, Gustavo Trestini intensifica a violência e a compaixão, propostas pelo autor, revelando a humanidade desses personagens a partir de suas contradições. O espetáculo oferece também uma reflexão sobre nossa condição de cidadãos em relação com a impiedosa estrutura de uma metrópole como São Paulo, carente de vínculos de afeto e vitrine do onipotente e corruptor poder financeiro.

 

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O Assalto
Com Fabio Santarelli e Rodrigo Caetano
Espaço Cia da Revista (Al. Nothmann, 1.135 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 75 minutos
14/02 até 27/04
Terça, Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 16 anos
 
Texto: José Vicente
Direção: Gustavo Trestini
Assistente de direção: Rita Giovanna
Cenário: Gustavo Trestini
Figurino e produção: Fabio Santarelli
Desenho de luz: Fernando Azevedo
Designer gráfico: Diego Torralbo
Fotos: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

SOLIDÃO

Dirigida por Marco Antonio Rodrigues, com dramaturgia de Sergio Roveri e elenco de 12 atores que também se revezam em números musicais, o espetáculo Solidão reestreia no dia 4 de novembro no Galpão do Folias.

Ao longo da história, poucos foram os gêneros literários capazes de estabelecer com determinada região geográfica uma ligação tão umbilical como a que se consolidou entre o realismo mágico e a América Latina da segunda metade do século passado.

Pelas mãos de autores como o colombiano Gabriel García Márquez e os argentinos Julio Cortazar e Jorge Luis Borges, o continente sul-americano pôde exibir ao mundo um cartão de visitas suficientemente espaçoso para acomodar tanto a magia e os mistérios da região quanto suas injustiças e mazelas. Foi neste contexto literário, em que os acontecimentos do cotidiano insistem em desobedecer a qualquer ordem lógica, que o grupo Folias encontrou inspiração para seu mais recente trabalho.

A partir de uma sequência de cenas que se prestam a compor uma narrativa homogênea, mas que também podem ser compreendidas em suas potências individuais, Solidão mostra as transformações sofridas pelos moradores de um pequeno vilarejo, esquecido no tempo e no espaço, após a chegada de forasteiros com suas malas cheias de progresso e também de destruição.

A peça expõe o choque entre duas culturas: a nativa, não necessariamente inocente e ingênua, e a estrangeira, curiosa e extrativista, bem como os desdobramentos deste encontro nas relações de amor, poder e fraternidade. “Solidão é a fratura artística e cênica, resultante de um estado permanentemente febril que coloca o sujeito sempre entre duas pulsões antagônicas absolutamente complementares e paradoxalmente excludentes”, afirma o diretor Marco Antonio Rodrigues, que cita como exemplo desta tese o desejo que toda a sociedade brasileira tem de acabar com a corrupção e ao mesmo tempo a prática deste esporte por todos, no dia-a-dia e nas coisas mais comezinhas.

Para não ser tão abstrato e idealista: o desejo de amar e o impedimento de fazê-lo por medo do outro, da aventura, do desconhecido. O desejo de ter voz, de se fazer ouvir, de afirmar uma identidade emparelhado à submissão a tudo que brilha, a tudo que é estrangeiro e supostamente original”, prossegue o diretor, para quem o espetáculo não está preso a um período específico da história do continente. “Os fatos recentes ocorridos em grande parte dos países latino-americanos comprovam que a história retratada em Solidão continua a ser escrita, às vezes com tintas carregadas”.

SINOPSE
A chegada de um cigano imortal, que abre caminho para a vinda de uma onda de forasteiros, vai provocar mudanças irreversíveis na vida dos moradores de um vilarejo perdido no tempo e no espaço, onde todos os acontecimentos, até mesmo a morte, obedecem a uma lógica muito particular

Solidão
Com Ailton Graça, Bete Dorgam, Clarissa Moser, Joana Mattei, Lui Seixas, Nani de Oliveira, Pedro Lopes, Rafael Faustino, Rafaela Penteado, Rodrigo Scarpelli, Simoni Boer, Suzana Aragão.
Galpão do Folias ( R. Ana Cintra, 213 – Santa Cecília, São Paulo)
Duração 150 minutos
04/11 até 18/12
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$40
Classificação 14 anos
 
Direção: Marco Antonio Rodrigues
Dramaturgia: Sérgio Roveri
Dramaturgista: Gustavo Assano
Desenho de Luz: Tulio Pezzoni
Composição e Direção Musical: Sonia Goussinsky e Rafael Faustino
Canção Os Reis do Agronegócio: música de Chico César, letra de Carlos Rennó
Movimento Cênico: Joana Mattei
Cenografia e Figurino: Sylvia Moreira
Design Gráfico: Humberto Vieira
Fotografia: Lenise Pinheiro
Assistente de Cenário e Figurino: Sofia Fidalgo
Pintura Artística de Telões: Fernando Monteiro de Barros
Criação de máscaras: Carlos Francisco
Adereços: Luis Carlos Rossi
Costureiro: Otávio Matias
Cenotécnicos: Carlos Ceiro, João Donda
Operador de Som: Adriano Almeida
Contra-Regragem: Marcelo Machado e Giovanna Kelly
Direção de Produção: Ricardo Grasson
Produtor Executivo: Tomás Souza
Produção Geral: Gelatina Cultural
Administração do Projeto: Folias – Dagoberto Feliz e Paloma Rocha
Coordenação de projetos e leis : Patricia Palhares
Coordenação Administrativa: Olivia Maciel e Felipe Costa
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Estagiários: Carlos Marcato, Isabela Fikaris, Fhelipe Chrisostomo, Táiná Viana
Realização:  Folias – Projeto Contemplado pela 27ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo e SESC São Paulo.