CIRKOPOLIS

Com mais de 20 anos de história e celebrada como uma das mais inovadoras expressões do circo contemporâneo, a Companhia Cirque Éloize se apresenta no Teatro Alfa dias 22, 23 e 24 de setembro, sexta, às 21h30, sábado e domingo com duas sessões, às 16 e às 20 horas. O grupo – que antes passa por Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e segue depois para Ribeirão Preto e Porto Alegre – apresenta o inédito Cirkopolis, mesclando circo, música, dança e teatro.

O espetáculo dá a largada na etapa internacional da Temporada de Dança do Teatro Alfa, que já trouxe nestes anos as estreias de duas das mais renomadas companhias brasileiras da atualidade: Grupo Corpo, com o inédito Gira, e Cia. de Dança Deborah Colker, com Cão Sem Plumas.

Em seguida, o público poderá prestigiar o grupo holandês Nederlands DansTheater 2 (29 de setembro e 1º de outubro), referência há quase seis décadas na dança contemporânea, apresentando três obras selecionadas do repertório coreográfico. Finalizando a temporada, o L.A Dance Project (de 17 e 18 de outubro) apresentará quatro trabalhos nas noites, dois deles criados neste ano. A companhia americana foi criada por Benjamin Millepied, bailarino e coreógrafo francês responsável pelas coreografias do filme Cisne Negro e marido da atriz Natalie Portman.

O espetáculo Cirkopolis é o nono show em turnê da companhia Cirque Éloize e se desenrola no coração de uma cidade aparentemente rígida e imponente, onde engrenagens gigantes e portais escuros simbolizam um mecanismo que esmaga a individualidade. A turnê brasileira do Cirque Eloize é mais uma realização da Gaia Produções Artísticas com produção da Dell’Arte Soluções Culturais.

A montagem de Cirkopolis conta com um palco extremamente criativo, além de uma trilha sonora original e projeções especiais de vídeo. Doze acrobatas e artistas multidisciplinares se rebelam contra a monotonia, se reinventam e desafiam os limites da cidade fabril. Em um mundo onde a fantasia provoca a realidade, o véu do anonimato e da solidão é erguido e substituído por rajadas de cor. Cirkopolis transporta os artistas e espectadores entre sonho e realidade com uma corrente ininterrupta de acrobacias, música, imagens e desenhos altamente gratificantes aos olhos.

Cirkopolis foi idealizado como um meio termo entre imaginação e realidade, entre individualidade e comunidade, entre limites e possibilidades. O espetáculo é conduzido pelo impulso poético da vida, pela destreza física do circo e pelo seu humor, ao mesmo tempo sério e descontraído. Entrar em Cirkopolis tem tudo a ver com se deixar levar e permitir que a esperança te mantenha em cima”, explica o diretor artístico e codiretor de Cirkopolis, Jeannot Painchaud.

Cirkopolis leva a assinatura do diretor artístico do Cirque Éloize, Jeannot Painchaud, e de Dave St-Pierre, que também é coreógrafo. O espetáculo conta ainda com cenários de Robert Massicotte, música de Stefan Boucher, acrobacias de Krzysztof Soroczynski, figurinos de Liz Vandal, iluminações de Nicolas Descoteaux, vídeo-projeções de Robert Massicotte e Alexis Laurence e maquiagem de Virginie Bachand. Renald Laurin é consultor de dramaturgia, Emmanuel Guillaume, coordenador artístico, e Jonathan St- Onge, o produtor executivo.

A turnê tem apresentação da SulAmérica, patrocínio da Accenture, da White Martins e de Furnas. O espetáculo integra o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, programa de fomento da seguradora SulAmérica que investe em ações para o desenvolvimento social, cultural e esportivo por meio da arte, música, dança e esportes de participação, trazendo uma agenda diversificada durante o ano todo nas diversas regiões do país.

Cirkopolis
Com Cirque Éloize
Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 90 minutos
22 a 24/09
Sexta – 21h30, Sábado – 16h e 20h, Domingo – 16h e 20h
$100/$170
Classificação Livre

O ROUXINOL E O IMPERADOR CHINÊS

Referência no cenário cultural, a programação infantil do Teatro Alfa segue com grupos de reconhecida qualidade. Encenado no formato de teatro negro (formas animadas criadas com luzes coloridas e bonecos manipuláveis) da Cia ImagoO Rouxinol e o Imperador Chinês, livre adaptação da fábula de Hans Christian Andersen, estreia dia 23 de setembro, sábado, às 16 horas, no Teatro Alfa.

Com mais de 20 espetáculos no currículo, em 2017 a companhia completa 18 anos de existência. Quem lidera o grupo é o artista Fernando Anhê – que soma seus 20 anos de experiência a espetáculos de diversos segmentos artísticos, como teatro, dança, ópera e concertos. O novo espetáculo que estreia no Alfa segue a linha estética e dramática das adaptações anteriores da cia, como A Flauta MágicaPedro e o LoboJoão e Maria e Alice no País das Maravilhas, entre outras. Os trabalhos da Imago foram reconhecidos nas duas últimas décadas pelos prêmios mais expressivos do teatro infantil, como o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o extinto Coca-Cola Femsa, hoje Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

A fábula O Rouxinol e o Imperador Chinês encanta por seu conteúdo e pelo enredo poético. O poder transformador da música e a necessidade vital da liberdade entre tudo e todos são os principais temas do conto de Hans Christian Andersen, em que um imperador é deixado por seu amigo e confidente Rouxinol após se deslumbrar por uma ave mecânica adornada com pedras preciosas e que sempre emite o mesmo canto.

Nesses 20 anos de trajetória, o encenador Fernando Anhê perdeu a conta do número de trabalhos em seu currículo, entre peças de teatro de bonecos, óperas e balés. Alguns espetáculos da Cia Imago, como Pedro e o Lobo (com 13 anos), Alice no País das MaravilhasA Flauta MágicaCarnaval dos Animais e João e Maria são requisitados sempre para apresentações. Já se passaram 18 anos desde que Fernando encenou, no TBC, a peça que no mesmo ano deu nome à cia. Dois anos antes, nascia a primeira peça, Espias, sobre o ciclo de uma criatura que ganhava asas, já em parceria com o maestro Jamil Maluf, parceiro em diversos trabalhos que vieram a seguir.

Uma das marcas da Cia Imago é o uso da técnica do teatro negro, em que os bonecos parecem mover-se livremente, voar, aparecer ou desaparecer, como se tivessem vida própria, em efeitos óticos estimulantes para todas as crianças. A atmosfera onírica também é definida pela cor fluorescente dos objetos de cena.

A fábula

O império chinês era tema de diversos livros por ser considerado o mais belo império do mundo. Através de um deles, o imperador chinês descobriu a existência de um rouxinol e seu maravilhoso canto, considerado o que havia de mais encantador em todo o império.

Diante de tal revelação, o imperador ordena a busca imediata do pássaro. Encantado com o trinado do rouxinol, o soberano convida o rouxinol para morar em seu palácio. Deixando de cantar livremente pelos bosques, o rouxinol aceita o convite. Mesmo com sua liberdade cerceada, o pássaro torna-se amigo e confidente do imperador. A bela e sincera amizade entre a ave e o soberano só é seriamente abalada quando o imperador é presenteado com um rouxinol mecânico.

O Rouxinol e o Imperador Chinês
Com Priscila Monsano, Jah Horacio, Rosana Aparecida Antão, Fernando Anhê. 
Teatro Alfa – Sala B (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/09 até 26/11
Sábado e Domingo – 16h 
$35
Classificação Livre

 

 

ALAKAZAN – A FÁBRICA MÁGICA

Senhoras e senhores, preparem-se para uma grande viagem ao divertido universo de magia e fantasia do Circo dos Sonhos. No próximo dia 07 estreia o espetáculo Alakazan – A Fábrica Mágica, que traz à cena música, teatro, dança e circo. O espetáculo acontece na lona montada no Extra Morumbi até o dia 15 de outubro, com sessões de terça a domingo.

Dirigido por Rosana Jardim, o espetáculo conta com performances de grande impacto e números circenses de báscula, contorção, rola, malabares, monociclo, equilíbrio no arame, tecido aéreo, faixa e muita palhaçada. Alakazan – A Fábrica Mágica traz à cena o duelo entre os personagens Alan e Kazani, que disputam a atenção da pequena Ly, a já conhecida menininha do Circo dos Sonhos. Ly é uma criança curiosa, que toca e fotografa tudo ao seu redor. Em uma visita à Biblioteca, ela é surpreendida por Alan, que surge como num passe de mágica e lhe entrega um livro especial, retirando o tablet de suas mãos. Encantada pelo livro, ela pede que ele leia a história, mas quando ele inicia, é interrompido por um som de sinos. Quando os dois procuram de onde vem tal som, surge Kazani, que transporta todos para a Fábrica Mágica, um universo fantástico onde tudo é possível.

A cada badalar do sino e movimento das engrenagens, Ly é transportada para outro universo com novas atrações, sempre acompanhada pelo seu amigo Alan. Kazani não gosta da interação entre Alan e Ly e compete por sua atenção. Essa disputa irá seguir e se fortalecer até o ultimo ato, onde ocorre o confronto final, quando Ly conseguirá transmitir aos dois o poder da amizade e união, mostrando que é possível compartilharem suas habilidades, assim como os livros e os tablets, que compartilham seus conhecimentos com seus leitores.

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Alakazan – A Fábrica Mágica
Com Trupe Circo dos Sonhos
Extra Morumbi (Avenida das Nações Unidas, 16741 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 90 minutos
a partir de 07/09 
Terça, Quarta, Quinta e Sexta – 20h, Sábado, Domingo e Feriado – 16h, 18h e 20h
$30/$60
Classificação Livre

FAZENDO CENA – INVADINDO OS BASTIDORES

Teatro Alfa apresenta nova opção de entretenimento cultural para a criançada no mês de julho: Fazendo Cena – Invadindo os Bastidores. A atividade vai acontecer nos dias 16 e 30 de julho, domingos, às 11 horas, e engloba a apresentação de espetáculo seguida de passeio por cada área do teatro.

A atividade começa com a apresentação da peça Caixa MágicaDois técnicos (os atores Sidnei Caria e Thiago Andreuccetti) contam a história da arte dramática de forma divertida e da perspectiva de quem está atrás do palco. Começam mostrando uma incrível maquete do teatro grego, que era feito ao ar livre, só por homens e com máscaras. Passam pelos os personagens ritualísticos do teatro japonês, do trovadorismo da era medieval e da commediadell’arte até o teatro elisabetano, teatro realista e teatro contemporâneo. Ainda faz parte da trama uma inusitada fuga pelos bastidores e um final surpreendente!

Durante a fuga, os espectadores vão passar pelos camarins,coxias, por baixo do palco e na parte técnica do teatro.Em seguida os técnicos (de verdade), vão mostrar o funcionamento do som, da iluminação e da máquina cênica.

“Explicaremos como um espetáculo é construído para proporcionar o envolvimento do espectador em cada história que é contada após a aberturadas cortinas“, informa Haroldo Costanzo, Subgerente Técnico. Toda a explanação será feita pela Equipe Técnica do Teatro Alfa, vencedora do Prêmio APCA 2016 (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

Esta experiência nasceu a partir de nosso Projeto Social Descobrindo o Teatro, que acontece há 15 anos no Teatro Alfa e tem como objetivo apresentar para os jovens todas as profissões do universo cênico, despertar neles o interesse pelas artes e também a formação de novas plateias“, informa Elizabeth Machado, superintendente do Instituto Alfa.

É um produto único, exclusivo e muito consistente porque já tem 15 anos de bagagem do Descobrindo o Teatro. Além da premiada equipe que fará as apresentações“, conclui Elizabeth.

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Fazendo Cena – Invadindo os Bastidores
Com Sidnei Caria e Thiago Andreuccetti
Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 120 minutos
16 e 30/07
Domingo – 11h
$80
Classificação Livre

A VIDA

Em A VIDA, Nelson Baskerville e seus atores somaram às questões biográficas a pesquisa de um jogo cênico constituído de forma aleatória. Uma roleta define a cada sessão quais cenas serão apresentadas e qual a ordem delas. “Queria criar um espetáculo que pudesse ser aleatório e ao mesmo tempo ensaiado, partindo de experiências biográficas minhas e dos atores. A questão do uso biografia como ponto de partida dramatúrgico é que sempre consigo ver a vida e entendê-la melhor desta forma”, diz Nelson.

A VIDA não se trata de um espetáculo de improvisação já que as 35 cenas do espetáculo foram pré ensaiadas. As cenas são resultantes da grande efervescência criativa dos nove meses de ensaio onde cada membro da equipe criou seu material com as próprias ferramentas. As cenas funcionam com certa autonomia, mas se conjugam de formas diversas, conforme os resultados de um sorteio realizado a cada sessão.

O espetáculo é dividido em 7 fases, 12 cenas por noite (contando com as transições fixas), mais de 1.000 combinações possíveis, garantindo ao público em cerca de 110 minutos um espetáculo único a cada noite e a possibilidade de assistir ao espetáculo várias vezes. “Parti da ideia de Schopenhauer sobre uma aparente aleatoriedade da vida; não estamos falando exatamente de destino aqui, porque não é como se as coisas já estivessem traçadas, mas sim como se tudo fosse traçado a cada momento conforme as coisas acontecessem”, diz o diretor.

O expediente autobiográfico e do documentário cênico é bastante familiar ao diretor Nelson Baskerville, que conduziu com grande êxito o processo que resultou no espetáculo “Luis Antonio – Gabriela” (pelo qual recebeu o Prêmio Shell por sua direção entre outros destaques). O espetáculo tem como enredo a vida de sua irmã travesti Gabriela (Luis Antonio Baskerville Lerardi, nome masculino) numa sociedade conservadora e preconceituosa da cidade de Santos, nos anos 1960, e os problemas pelos quais passaram Gabriela e todos os membros de sua família.

O uso das biografia partiu da premissa de que cada pessoa é e tem em si própria um arquivo, uma reserva de experiências, memórias, saberes e principalmente imagens. Neste processo, as situações biográficas foram colocadas em cena de forma que ganhassem um coeficiente de teatralidade e transcendessem à memória. Temas como morte, abuso, origem, infância, relações familiares estão presentes no espetáculo.

O objeto de investigação da AntiKatártiKa Teatral é um teatro que sequestra a realidade para transferí-la para o palco, incorporando uma possível camada cênica fantástica, onírica, que desloca a narrativa do relato individual e alcança a dimensão de imaginário/discurso coletivo, uma vez apropriada e manipulada por todos os agentes. Como em Tchechov: o teatro não é a vida como ela é ou a vida como deveria ser, o teatro é a vida que se tem através dos sonhos”.

Sinopse

Seis atores e seu diretor se propõe a investigar suas tragédias pessoais e fazer delas teatro. Um mergulho em questões viscerais que resistiram à passagem do tempo. Um jogo de combinações e subjetividades. Uma rede de encontros preciosos em que cada cena emerge em mútua relação com as outras. Um espetáculo caótico e imponderável como a vida. A cada sessão, uma nova versão de si mesmo.

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Serviço

SESC Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo)

Temporada: de 2 de junho a 9 de julho – sextas às 21h, sábados às 20h e domingos às 18h.

Ingressos: R$ 25,00 (inteira), R$ 12,50 (meia) e R$ 7,50 (comerciários)

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos

Ficha Técnica

Direção Geral: Nelson Baskerville

Assistência de Direção: Anna Zepa

Dramaturgia: Nelson Baskerville e Elenco

Colaboração Dramatúrgica: Marcos Ferraz

Elenco: Camila Raffanti, Felipe Schermann, Hercules Moraes, Nuno Carvalho, Tamirys Ohanna e Thaís Medeiros

Cenografia: Amanda Vieira

Figurinos: Marichilene Artisevskis

Iluminação: Wagner Freire

Trilha Sonora: Daniel Maia

Direção Audiovisual: Laerte Késsimos

Direção de Pesquisa Corporal: Cristiano Karnas

Estudo de estruturas matemáticas: Carlos Vianna

Fotografia: Ligia Jardim

Designer Gráfico: Amanda Vieira

Estagiários: Rafael Carvalho e Rafael Érnica

Assistente de Adereços e Cenografia: Marita Prado

Cenotécnicos: PADÔ e Rúben Pagani

Costureira Cenário: Nirce Santos de Abreu

Contra-regra de Montagem: Andreas Guimarães

Costura: Judite Gerônimo de Lima

Modelagem Fit: Fernanda Binotti

Produção Executiva: Amanda Vieira e Thaís Medeiros

Assistência de Produção: Maria Medeiros

Idealização e Produção Geral: AntiKatártiKa Teatral (AKK)

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

BEM SERTANEJO, O MUSICAL

A montagem conta a história da música sertaneja, desde a sua origem caipira, na década de 1920, até os dias mais recentes e traz no repertório cerca de 56 sucessos de nomes consagrados, como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Gustavo Lima, entre outros. 

Do “Fantástico” para os Palcos

Com o mesmo nome do quadro, que foi um sucesso no programa “Fantástico”, exibido pela Rede Globo de Televisão, o protagonista do musical no teatro será o mesmo apresentador da série que é um sucesso e voltará a ser exibida, em breve, no programa.  Michel Teló fará a sua estreia como ator.

Esse é outro mundo para mim. É muito novo ter texto para decorar, ter que interpretar um personagem, aprender as marcações diferentes, estar em cima do palco para um musical é diferente. Mas tem sido um desafio muito bacana”, afirma Michel.

O elenco trará ainda nomes de destaque no cenário do teatro musical brasileiro, como Lilian Menezes, que recentemente chamou a atenção ao protagonizar o sucesso “Elis, A Musical”, Sergio Dalcin, cantor sertanejo e ator, com experiência em musicais, e o premiadíssimo elenco de “Samba Futebol Clube” e “Aquele Abraço” que trabalha com o autor e diretor Gustavo Gasparani há cinco anos. São eles: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima.

Ao escrever Bem Sertanejo – O Musical, voltei à minha infância na fazenda quando queria ser veterinário. A peça conta a trajetória e a formação da música caipira e da cultura interiorana do nosso país de forma poética e não cronológica.  Proponho uma viagem pelos nossos interiores – memórias, infância, descobertas – resgatando, assim, o sertão que há em cada um de nós, e ao mesmo tempo, um contato direto com as nossas raízes culturais. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceitos e longe da palavra progresso. Onde Tarsila, Mário de Andrade e   Villa-Lobos se encontram com Tonico e Tinoco, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho e tantos outros”, explica Gustavo Gasparani.

A turnê percorrerá as seguintes cidades brasileiras: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Ribeirão Preto.

O Universo Sertanejo

Para criar toda a estrutura do musical, o pesquisador André Piunti e Gustavo Gasparani utilizaram vários livros e ouviram muitas músicas, num trabalho minucioso que já dura cerca de dois anos. Marcelo Olinto, figurinista, explica um pouco de onde buscou a inspiração para criar a vestimenta dos atores em cena: “De pesquisa histórica (onde se destaca o livro de Rosa Nepomuceno “Música Caipira – da roça ao rodeio”) aos ensaios de moda. Destaco as telas pintadas por artistas brasileiros, retratando a vida no interior do país e de seus personagens. Vale ressaltar a importância do trabalho de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e, principalmente, Almeida Junior no conceito deste trabalho. Também contribuíram me inspirando os estilistas Gianni Versace e Roberto Cavalli, além da Maison Lesage e seus bordados espetaculares”.

O público que vai assistir ao espetáculo precisa se atentar que não se trata de um show de música sertaneja. É linguagem teatral”, ressalta Aniela Jordan, da Aventura Entretenimento. No Rio de Janeiro, uma ousadia: “Tivemos a ideia de fazer a apresentação no Theatro Municipal, exatamente para levar o público que gosta de sertanejo para esse espaço nobre na cultura da cidade, que está sempre aliado ao clássico”, afirma Aniela que acredita ainda que vai conseguir com o musical atingir ao público que frequenta os teatros, mas desconhece a música sertaneja.

Gringo Cardia, cenógrafo premiado, vai voltar às origens. Tem em seu currículo inúmeros shows sertanejos, realizados no começo de sua carreira. “Eu sempre fui mais da área pop, e conheci o sertanejo de fato há 15 anos. O barato dessa peça, é que vamos poder contar a história do sertanejo raiz. Para isso, eu pensei de imediato na Tarsila do Amaral, que sempre valorizou a cultura do interior do Brasil de uma maneira muito plástica, colorida e moderna.

A história

O primeiro ato é completamente rural, lírico, interiorano, entremeado por poemas de Cora Coralina, Manoel de Barros e inspirado no universo de Guimarães Rosa. Flerta, ainda, com o movimento modernista, que ajudou na construção da nossa identidade brasileira, através dos versos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, da música de Villa-Lobos e da obra de Tarsila do Amaral, que inspirou a cenografia da peça. Monteiro Lobato, Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Mazzaropi, Jararaca e Ratinho, Alvarenga e Ranchinho, também fazem parte desse nosso sertão. Toda a cena se passa no meio do mato, com jeito e perfume do mesmo. Um sertão mítico, onde o erudito se encontra com a alma popular para criar a identidade de um povo. Um encontro livre de preconceito e longe da palavra progresso.

No segundo ato, o foco será a trajetória dos artistas caipiras, tais como: Angelino de Oliveira, Raul Torres, João Pacífico, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, entre outros. Das primeiras apresentações pelo interior até chegar à cidade grande.  De como aquele sertão mítico, isolado do resto do país, vai ficando cada vez mais para trás e os efeitos da sua transformação devido ao progresso e a globalização. O grupo de atores, agora, representa o típico caipira – com o seu chapéu de palha e camisa xadrez – e vai se modificando através do circo/teatro, da rádio e da TV até chegar ao universo pop/multimídia da música sertaneja atual. É nesse contexto que discutimos a rivalidade que há entre o sertanejo pop e o caipira raiz. Mas será que ela existe mesmo? E assim, a tradicional viola caipira das rotas de tropeiros sai do interior do Brasil, se transforma, dialoga com o contemporâneo e vai conquistar o mundo.

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Bem Sertanejo, o Musical
Com Michel Teló, Lilian Menezes, Alan Rocha, Cris Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima e Sergio Dalcin
Músicos: Sanfona / Gaita / Regente – Marcelo Costa Lima, Teclado 1 – Roberto Bahal, Teclado 2 – Daniel Pereira dos Santos, Bateria – Wesley Abdo, Percussão – Tiago Ferreira, Baixo – Sergio Henrique Soares Lima, Violão / Guitarra – Jonathas Xavier da Silva, Viola – Marcelo Mello do Nascimento
Tom Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 200 minutos
21 a 23/04
Sexta e Sábado – 22h; Domingo – 20h
$50/$160
Classificação Livre
 
Porto Alegre – RS – 28 a 30 de abril (SESI) – 21h (28 e 29/04) e às 20h (30/04);
Curitiba – PR – 05 a 07 de maio (Guaíra) – 21h (05 e 06/05) e às 19h(07/05)
Rio de Janeiro – RJ – 10 a 12 de maio (Teatro Municipal) – 20h30m;
Brasília – DF – 19 a 21 de maio (CICB) – 21h (19 e 20/05) e 20h (21/05);
Belo Horizonte – MG – 27 a 28 de maio (Minas Centro) –22h (27/05), 16h e 20h (28/05);
Ribeirão Preto – SP – 02 a 04 de junho (Centro de Eventos) – 21h (02 e 03/06) e 19h (04/06)
 
Texto – Gustavo Gasparani
Direção Geral– Gustavo Gasparani
Direção Musical e arranjos – Marcelo Alonso Neves
Arranjos e Preparação vocal – Mauricio Detoni
Roteiro Musical – Gustavo Gasparani 
Coreografia – Renato Vieira
Cenografia – Gringo Cardia
Figurino – Marcelo Olinto 
Visagismo – Marcio Mello
Pesquisa – André Piunti e Gustavo Gasparani
 

O QUEBRA NOZES

A Cisne Negro Cia de Dança já está pronta para entrar em cena novamente com o espetáculo natalino O Quebra-Nozes, criado por Tchaikovsky em 1891. A obra entra em cartaz dia 10 de dezembro, sábado, às 20 horas, no Teatro Alfa, com sessões até dia 21 de dezembro, com matinês aos sábados e domingos. Além do elenco oficial da companhia, participam também solistas que são primeiros-bailarinos das companhias que fazem parte. Tradicional na cidade, o espetáculo recebeu em 2012 o Prêmio Governador do Estado como Melhor Espetáculo de Dança – preferência popular.

Com direção artística de Hulda Bittencourt e Dany Bittencourt, conta com a colaboração de ensaiadores renomados na área da dança, a ex-primeira bailarina da Ópera de Wiesbaden na Alemanha e maître Daniela Severian, a maitre do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Tereza Augusta e a ensaiadora da Cisne Negro Cia de Dança Patrícia Alquezar.

O Quebra-Nozes conta a história de Clara e seu precioso boneco Quebra-Nozes, presente de seu padrinho, o mago Drosselmeyer. Juntos, eles enfrentam uma cruel batalha contra o Rei dos Ratos e seu exército, viajando pelo Reino das Neves até o Reino dos Doces.

A obra produzida pela Cisne Negro foi apresentada pela primeira vez em 1983 sob a direção de Hulda Bittencourt, recebendo naquele ano  o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), como Melhor Espetáculo de Dança. Desde então, foi incorporado ao repertório da Cisne Negro Cia de Dança até os dias de hoje. Uma das marcas do grupo é renovar o espetáculo a cada ano, emprestando a ele um toque de originalidade e inovação sem perder sua essência. A diversidade pode ser vista tanto nas coreografias quanto na montagem cênica.

Nos efeitos especiais circenses e na acrobacia de tecido contará com o Circo Escola Picadeiro, considerada uma das mais respeitadas escolas circenses do país, fundada em 1983 por Wilson Moura Leite, que tem em seu currículo grande número de ex-alunos atuando em importantes companhias no exterior, alguns deles inclusive no Cirque Du Soleil.

Neste ano de 2016, O Quebra-Nozes contará novamente no seu elenco de Anjos com integrantes da Usina da Dança, projeto social desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça – IORM, de Orlândia-SP, presidido pela empresária Josimara Ribeiro de Mendonça que atua pelo desenvolvimento integral de crianças e adolescentes na região Nordeste do Estado de São Paulo e mantém parceria com a Cisne Negro Cia. de Dança.

No saguão do Teatro, haverá a apresentação de Corais convidados, interpretando músicas natalinas, uma hora antes do início dos espetáculos, sob a coordenação da pianista Maria Inês Vasconcellos.

O espetáculo tem ainda maquiagem e visagismo especial da Equipe Jacques Janine, sob a supervisão de Chloé Gaya.

É uma obra que nos faz embarcar no sonho de Clara, transportando-nos a um mundo de imagens fascinantes, repletas de magia e beleza, que ficam gravadas para sempre em nossas mentes e em nossos corações”, dizHulda Bittencourt, fundadora da companhia e diretora artística do espetáculo O Quebra Nozes. Hulda completa: “esta 33ª edição presta uma homenagem especial à grande “maestrina da dança” Toshie Kobayashi, in memorian, que participou por 8 anos consecutivos ativa e brilhantemente da produção de O Quebra-Nozes.

O Quebra-Nozes é apresentado pelo Ministério da Cultura, PATROCÍNIO: Banco Alfa – APOIO: Cristália, Deutsch, Balletto, Brasken, Camarim Artigos para Dança, Cecília Dale, Hilton São Paulo-Morumbi, Jacques Janine, Legas Displays, Saracena Produções, Só Dança.

Sinopse

Encenado em dois atos, o ballet conta a fantasia de Clara, uma menina que na noite de Natal ganha muitos presentes, mas se encanta de uma maneira especial por um deles, um boneco quebra-nozes. Quando todos vão dormir, Clara vai à sala para brincar com seu novo presente adormece e entra no mundo da fantasia. Os brinquedos ganham vida, dançam, lutam, viajam para O Reino das Neves e Reino dos Doces, onde Clara e seu príncipe são homenageados com danças típicas de vários países e com um gracioso pas-de-deux da Fada Açucarada.

A criação de O Quebra Nozes foi inspirada em uma adaptação francesa de um trecho do conto Nussknacker und Mauserkonig (Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos), de Hoffmann. Tchaikovsky se encantou com as colorações sinistras e fantásticas que envolvem a história e compôs a música para o ballet. O resultado é uma obra repleta de fantasia e romantismo.

Grade de Solistas

Dias 10, 11, 12 e 14 (todos os horários) – Nadia Muzyca (1ª Bailarina do Teatro Colón, de Buenos Aires, Argentina) e Esteban Schenone (1º Bailarino do Ballet de La Plata, Argentina).

Dias 15, 16, 17 (20h) e 18 (18h) – Svetlana Lunkina (Principal Dancer do Ballet Nacional do Canadá) e Thiago Soares (Principal Dancer do Royal Ballet de Londres).

Dias 17 (17h), 18 (15h), 19, 20 e 21 – Márcia Jaqueline (1ª Bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro) e Cícero Gomes (1º Bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro)

O Quebra Nozes
Com Cisne Negro Cia de Dança
Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 120 minutos
10 a 21/12
Segunda, Terça, Quarta e Quinta – 21h; Sexta – 21h30; Sábado – 17h e 20h; Domingo – 15h e 18h
$50/$140
Classificação livre