VÁ VI VÊ

Saber lidar com travas na escrita, ter uma rotina para escrever, de onde vêm suas ideias? Vá Vi Vê – oficina de como a poesia não se ensina é o nome da atividade a ser ministrada pelo poeta Rafa Carvalho, finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2018, até 6 de maio, às segundas-feiras, das 18 às 20 horas, no Espaço Curumim do Sesc Carmo.

Nesta oficina estendida, em que o participante pode entrar no decorrer de seu desenvolvimento, o poeta Rafa Carvalho aborda a poesia como manifestação artística e vivência, experimentando sobre como a experiência de vida pode intervir no aprimoramento técnico de poetas, assim como na sua evolução pelas vias da literatura. A atividade inclui estímulos à criação literária, partilha de textos, sugestões de leitura, referências poéticas e histórias que não estão nos livros.

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Clube de escrita

Com Rafa Carvalho

SESC Carmo (Rua do Carmo, 147, Sé – São Paulo)

01/04 até 06/05

Segunda  – 18h às 20h

$17 ($5 – credencial plena)

Classificação 16 anos

CAFÉ DIVERSIDADE – MACHISMO E HOMOFOBIA

 

 

A psicanalista, jornalista e escritora Maria Rita Kehl é a convidada do Café  Diversidade dia 30 de outubro, segunda-feira, das 18h30 às 20h30, no Auditório do Sesc Carmo.

Atuante desde a década de 80 no campo dos direitos humanos, ela fez oposição à ditadura militar e compôs a Comissão Nacional da Verdade frente às graves violações dos direitos de indígenas e camponeses.

No encontro, Kehl abordará o machismo e a homofobia na sociedade atual e seus reflexos no mercado de trabalho.

Maria Rita Kehl é autora, entre  outros, de Deslocamentos do feminino – a mulher Freudiana na Passagem para a Modernidade (Boitempo 2016) e Tempo e o Cão – Atualidade das Depressões (Boitempo 2009 – Prêmio Jabuti do ano de 2010 na categoria de não ficção).

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Café Diversidade – Machismo e Homofobia
Com Maria Rita Kehl. 
Sesc Carmo (rua do Carmo, 147, Sé, São Paulo)
Duração 120 minutos
30/10
Segunda – 18h30
Entrada gratuita

 

CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS

Será que nós, seres humanos, gostaríamos de virar rinocerontes? Foi a partir desse e de outros questionamentos que o os atores do Teatro do Osso, sob a direção de Rogério Tarifa (Cia do Tijolo e Cia São Jorge de Variedades), iniciaram o processo do espetáculo Canto Para Rinocerontes e Homens, que começa sua temporada  quinta-feira, dia 21 de setembro, às 18h30, na CAIXA Cultural São Paulo.

Partindo da obra O Rinoceronte, de Eugene Ionesco, o ato-espetáculo musical traz para o palco temas como a brutalização do ser humano, a falta de sonhos e a extinção do homem. A montagem, que teve nove meses de ensaio, marca a parceria de Rogério Tarifa, William Guedes e Jonathan Silva, ambos da Cia do Tijolo e vencedores do Prêmio Shell de Teatro.

Na versão de Rogério Tarifa a história é cantada pelos atores, que são acompanhados por um pianista e um percussionista. Para o diretor, o espetáculo é um grande musical com forte diálogo com as artes plásticas e a dança. “Os sete atores formam um grande coro para contar e cantar a história de transformação dos homens em rinocerontes”, explica Tarifa.

Rinocerontes urbanos

O conceito de rinocerontes urbanos marca a montagem de CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS. “Além do texto de Ionesco, outras dramaturgias se incorporaram ao espetáculo e com isso chegamos a esse conceito, onde atualmente as pessoas estão sempre ao ponto de explodir como uma verdadeira bomba”, conta o diretor.

Para isso, Rogério pediu para cada ator criar um solo, onde a transformação de homem em rinoceronte fosse mostrada, sendo que a transformação teria que ter um tema. Crimes de ódio, violência, ensino, trabalho e culto a beleza são alguns temas utilizados pelos atores para virarem, durante o espetáculo, em rinocerontes.

A montagem também abre novas faces em relação ao texto de Ionesco. “O espetáculo é uma livre adaptação da obra e por isso trazemos outros questionamentos, como a própria extinção dos rinocerontes, que acontece atualmente. No nosso final, além de um único homem também sobra um único rinoceronte”, adianta Tarifa.

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Canto para Rinocerontes e Homens
Com Guilherme Carrasco, Isadora Títto, Luísa Valente, Murillo Basso, Renan Ferreira, Rubens Alexandre e Viviane Almeida.
Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Sé, São Paulo)
Duração 200 minutos
21/09 até 01/10
Quinta, Sexta e Sábado – 18h30, Domingo – 17h30
Entrada gratuita (ingressos começam a ser distribuídos na Caixa Cultural a partir das 9h do dia da apresentação).
Classificação: 14 anos.

O HOMEM DO DESTINO

A peça se passa em um único ato e tem como pano de fundo um incidente histórico, a batalha de Lodi, na Itália em 1796. A comédia produzida pelo Círculo de Atores tem quatro personagens: Napoleão (Sergio Mastropasqua), A Dama Misteriosa (Patricia Pichamone), o Estalajadeiro (Luti Angelelli) e o Tenente (Guilherme Gorski e Thiago Ledier).

O texto escrito em 1897, foi publicado ao lado de outras obras de grande importância do autor como O Homem e as Armas (1898) e Cândida (1898),  num volume chamado ironicamente de PEÇAS AGRADÁVEIS.

Com tradução de Fernando Paz, cenários e figurinos de Chris Aizner, iluminação de Nelson Ferreira e música de Atílio Marsiglia e Raphael Lupo, a peça tem a direção de uma cineasta.

A ideia de ter a cineasta Caroline Fioratti como diretora convidada cumpre um dos objetivos do Círculo de Atores que é abrir espaço para novos criadores, tradutores, autores e diretores, evitando a assim a centralização, através da colaboração com profissionais originários de outras áreas afins, como cinema, literatura e artes plásticas. “Desejamos desta maneira compartilhar experiências profissionais – intensas e reveladoras – priorizando sempre o trabalho do ator e a comunicação com o espectador” comenta o ator Sergio Mastropasqua.

Desde que acompanhei os estudos e atuei numa curta temporada no Rio de janeiro na montagem de Major Bárbara, pelo Grupo TAPA em 2002, Bernard Shaw passou a ser para mim uma referência como dramaturgo. Na sequência tive a sorte de ser convidada para atuar em Cândida, do mesmo autor. Lá, contracenando novamente com Sergio Mastropasqua, ele me apresentou essa pequena joia que é O Homem do Destino. Passados sete anos conseguimos viabilizar esta experiência desafiadora que é entrar no universo cômico, sutil, inteligente e contraditório de Shaw”, diz a atriz Patricia Pichamone.

O HOMEM DO DESTINO 16 Sergio Mastropasqua, Patricia Pichamone, Guilherme Gosrski e Luti Angelelli,  foto Ronaldo Gutierrezjpg

Sinopse

Itália, ano de 1796. Dois dias após a vitória francesa sobre os austríacos na batalha de Lodi, Napoleão encontra-se numa bucólica pousada italiana –  que em nada lembra os horrores da guerra –  aguardando suas correspondências de trabalho. Chega então seu tenente informando-o que fora roubado por um rapaz bastante intrigante e sedutor. Durante a manifestação de indignação do general, surge uma mulher sem nome, também hóspede, a Dama Misteriosa.

Com a entrada do elemento feminino, inicia-se um dos maiores “tour de force” de toda a obra do dramaturgo, crítico, pensador político e polemista irlandês, Bernard Shaw. Cartada a cartada, se estabelece assim uma forte ação mental e o embate entre dois grandes estrategistas. Napoleão, alimentado por suas qualidades no campo de batalha, se propõe a provar que não há nada que não possa ser dominado pela força. No entanto, a Dama Misteriosa, vira constantemente o jogo, provando que algo no mundo deve ser preservado, mesmo com a guerra constantemente colocando-o de cabeça para baixo. 

 

O Homem do Destino
Com Sergio Mastropasqua, Patricia Pichamone, Luti Angelelli, Guilherme Gorski, Thiago Ledier
Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 75 minutos
17/06 até 07/08
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30; Domingo – 19h
$50
Recomendação 14 anos
 
Importante: No dia 14 de julho, quinta-feira, apresentação comemorativa e gratuita (Data Nacional Francesa). Não haverá espetáculo nos dias 15,16 e 17 de julho.
 
Texto de Bernard Shaw.
Diretora convidada: Caroline Fioratti
Tradução: Fernando Paz
Cenários e figurinos: Chris Aizner 
Iluminação: Nelson Ferreira
Movimentos e Fotografia: Ronaldo Gutierrez 
Vídeos: Gabarito Produções 
Voz em off: Fernão Lacerda
Design: Laerte Késsimos
Trilha composta: Atílio Marsiglia e Raphael Lupo
Montagem e operação: Nicolas Sanches
Divulgação: Pombo Correio
Produção Executiva: Priscilla Oliva
Produção: Patricia Pichamone e Sergio Mastropasqua
Criação do Círculo de Atores (SP)