ERÓTICA – UMA COMÉDIA GOZADA

Erótica – Uma Comédia Gozada aborda de uma maneira cômica e crítica o universo do erotismo e do sexo, que são o pano de fundo para as divertidas esquetes apresentadas durante este espetáculo, criado e dirigido por Marco Fentanes.

Na peça, temos teatro negro, dança, humor, música, mímica e mágica.

Entre as esquetes estão:

  • O mágico atrapalhado e sua incrível partner que salva suas lambanças e diverte a plateia com um strip tease surpreendente;
  • Uma esquete em gênero burlesco: a Dança dos Leques;
  • A luta de MMA, que um desavisado juraria ser uma aula de Kamasutra;
  • Um strip tease diferente onde o palhaço Aquele Mario tira tudo. Mas tudo mesmo!;
  • Um número musical com flautas;
  • A apresentação de um medley sofisticado para as músicas mais erótico-cômicas da MPB; entre outras.

Um dos quadros presta homenagem a duas personalidades da cena paulistana: Claudia Wonder e Caio Fernando Abreu. O escritor ofereceu um belo texto para a artista transexual, ícone da cultura gay e pioneira na defesa dos direitos dos homossexuais e travestis. Esse texto foi apresentado no espetáculo Erótica – tudo pelo sensual, no Teatro Mambembe em São Paulo, em 1988.

 

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Erótica – Uma Comédia Gozada
Com Maria Cecilia Mansur, Cinthia Kadel, Laya, Aquele Mario, Esdras De Lúcia e Marco Fentanes
Bar Brahma (Av. São João, 677 – Centro, São Paulo)
Duração 75 minutos
16/10 até 13/11
Segunda – 21h30
$40
Classificação 18 anos

 

AQUI JAZ HENRY

A escrita polissêmica e cheia de possibilidades do autor canadense Daniel MacIvor (conhecido no Brasil por In On It) na peçaHere Lies Henry ganha uma versão dirigida, traduzida, concebida e interpretada pelo brasileiro Renato Wiemer, e com direção artística de Kika Freire, no monólogo Aqui jaz Henry, que estreia no dia 23 de outubro, segunda-feira, às 21h, no Pequeno Ato. As sessões ocorrem às segundas e terças-feira, sempre às 21h até 19 de dezembro.

Com figurinos de Claudio Tovar e visagismo de Leopoldo Pacheco a peça apresenta um homem que entra em uma sala cheia de gente e começa a explicar “convincentemente” uma série de fatos sobre a existência humana. Nem ele mesmo sabe se é verdade – e nem teria como saber – por que mente tanto a respeito do amor, da morte, da homossexualidade, do corpo e da própria mentira.

Henry é filho de um pai alcoólatra e uma mãe patética e submissa. Ele diz que seu pai se chamava Henry, mas todo mundo o chamava de Tom, e, consequentemente, o protagonista também era chamado de Tom. Então, ele descobriu desde cedo que não só seu nome era uma mentira, mas que ele todo era uma mentira. Ficamos sem saber o que é verdade e o que não é”, comenta o Weimer.

Ele se obriga a imaginar respostas para questões como: O que acontece quando morremos? Como lidamos com a morte? O amor é real ou pura invenção da nossa cabeça? É preferível a verdade ou a felicidade? Seria o tempo uma mentira universal? A mentira é necessária para a vida, como afirma o filósofo alemão Friedrich Nietzsche?

MacIvor tem uma maneira especial de escrita, uma dramaturgia não linear, meio ‘torta’, dissonante, mas que faz todo o sentido. Henry fala e se relaciona o tempo todo com a plateia. Quebrando a ‘quarta parede” o espetáculo transporta o espectador para dentro da sua narrativa. A plateia, por sua vez, tem o papel de questionar: isso tudo é teatro ou vida real? É especulação ou realidade? Nesse exercício, Aqui Jaz Henry revela um significado mais profundo para a tríade teatral – Quem Vê, O que vê e O que é imaginado –  à medida que coloca o público para pensar ativamente nesses elementos.

A paixão de Renato Wiemer pelo estilo de MacIVor surgiu quando o ator assistiu a uma montagem da peça In On It. “Minha experiência ao testemunhar a escritura dramatúrgica e a riqueza impressa do texto me trouxe a certeza que não me interessava qual história contar, mas sim, como contá-la. Nada importa para além do que é dito. Mesmo que sejam mentiras. Além da obra de MacIvor, pesquisamos rituais de morte, religiões etc.”, acrescenta.

O texto do espetáculo foi concebido em um workshop ministrado pela Kamera Cia. de Teatro no Festival Antigonish, e sua primeira montagem aconteceu no Six Stage Festival, no Buddies In Bad Times Theatre, em Toronto.

Aqui Jaz Henry_2912_crédito Patricia Ribeiro

Aqui Jaz Henry
Com Renato Wiemer. 
Teatro Pequeno Ato (Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 65 minutos
23/10 até 19/12
Segunda e Terça – 21h
$40
Classificação 16 anos

 

 

DADESORDEMQUENÃOANDASÓ

DADESORDEMQUENÃOANDASÓ tem direção de Carlos Baldim e propõe o encontro entre a ARTERA Companhia de Teatro e a Cia. Provisório-Definitivo para a idealização, realização e produção do espetáculo. A peça foi contemplada pelo edital do Prêmio Zé Renato.
 
No palco, o elenco composto por Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme Ricardo Corrêa dão vida aos narradores e personagens da história de Stevie, um garoto portador da síndrome de Asperger, que sofre com a ausência do seu pai e com a dificuldade de se relacionar com o mundo por conta dessa síndrome. 
Davey Anderson oferece uma dramaturgia contemporânea, que instigou uma encenação que a acompanhasse nessa experimentação de linguagem, propondo a mistura de elementos épicos e dramáticos, e utilizando o espaço cênico com uma mescla de teatro e cinema. 
 
A temática é, sobretudo, universal. A partir do mundo particular desse garoto, o espectador pode enxergar o seu próprio mundo. Superar traumas e medos, separações e ausências e a morte. Tudo isso com a inerente individualidade que cada um carrega em si. “A síndrome de Asperger é assim uma grande peculiaridade da personagem para mostrar o que a sociedade tem dificuldade de admitir: diferença e a diversidade fazem parte do humano. Por portar uma doença, por pensar ou sentir desta ou daquela maneira, pelas escolhas que são feitas, e, apesar das semelhanças, não existe um ser humano igual ao outro. Exaltar a beleza e importância disso é um dos motores desse projeto tanto para a Companhia ARTERA de Teatro, quanto para a Cia. Provisório-Definitivo.“, comenta a atriz Paula Arruda
 
É traço marcante dos dois grupos essa temática: peças infantis, jovens e adultas essas companhias investem em histórias que salientam a importância da individualidade em todas as questões que nos desafiam na relação com o outro e com o mundo: relacionamento, escolhas, sexualidade, sonhos, perdas, moral e ética, tolerância, intolerância e comportamento.
 
A união desses dois grupos vem também corroborar para outro traço marcante do texto: a co-dependência. “DADESORDEMQUENÃOANDASÓ nos mostra que somos seres individuais interligados um ao outro não por uma pretensão altruísta de solidariedade, mas porque assim funciona a natureza, inclusive a natureza humana quer se queira isso ou não.  Assim, admitir a importância da individualidade, nos abre as portas para admitirmos o que muitos consideram paradoxalmente oposto: a importância da convivência.“, acrescenta o diretor Carlos Baldim.
 
Os desafios propostos para Stevie são no fundo também os desafios de todas as personagens. As desordens que acontecem pela ausência do pai, pela falta de dinheiro da mãe,  pelo despertar da sexualidade de Julie e pelas dificuldades de comunicação de Stevie oriundas da Síndrome, não são só de um, mas de todos os envolvidos.  “Como se um ato imprevisto desencadeasse uma série de desordenamentos, desconcertos, como na vida uma ação resulta em reação, uma rede de utopias e mazelas humanas que nunca estão sozinhas. Ruas entupidas de pessoas ensimesmadas em seus fones de ouvidos, anunciando a trilha sonora daquilo que se pode escutar, apenas pressentir. As dificuldades de expressar o que sente não diz respeito apenas da Síndrome, mas diz a todos nós. Acredito que a peça seja uma saga a respeito das diferenças e um apelo a alteridade.” comenta Ricardo Corrêa da Cia ARTERA de Teatro.
 
SINOPSE – DADESORDEMQUENÃOANDASÓ conta a história de uma família de classe média. Por causa da ausência do marido, Maureen trabalha em diversos lugares e não tem tempo para cuidar dos filhos. Stevie, portador da síndrome de aspenger, é deixado sozinho no seu quarto ao seu próprio cuidado, enquanto sua irmã, a adolescente Julie, faz tentativas desastradas de entrar no mundo adulto. Julie resolve sair escondida descumprindo o combinado com sua mãe. Preocupado com o paradeiro da irmã, Stevie resolve procurá-la e acaba indo parar no Parque de Diversões e sem intenção acaba causando um grande acidente: ele acredita ter se tornado um assassino.  A partir daí, inicia-se uma história permeada de encontros e desencontros que mistura ficção, realidade e poesia, na qual Stevie procura compreender, solitário, as consequências dessa intensa e inesquecível aventura.
 

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Com Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme, Ricardo Corrêa.
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo)
Duração 80 minutos
16/10 até 07/11
Segunda e Terça – 20h
Classificação Livre
 

GOTAS DE CODEINA

O espetaculo Gotas de Codeina esta ha dois anos e meio em cartaz e chega a São Paulo para a sua primeira temporada na capital. As sessões acontecerão de 09 de Outubro a 28 de Novembro, as segundas e terças-feiras, as 20h, no Estúdio Lâmina no Centro de SP.

O monologo foi residente do projeto OCUPAÇÃO 32 do SESC Santos e teve sua estreia no projeto CorposubCorpodo SESC SP, na cidade de Santos.

Com texto de Diego Lourenço, a peça tem como temas centrais o suicídio e sexualidade. – dois grandes tabus da sociedade contemporânea. A direção e de Paula D’Albuquerque e  idealização, atuação e produção de Luiz Fernando Almeida.

Gotas de Codeína conta a historia de Cesar, um homem comum, que aparenta estar contente com a vida que leva, mas que no fundo está profundamente deprimido. A peça revela intimidades de um homem casado que vive atrás de máscaras, sem coragem de assumir seu verdadeiro “Eu”. Cesar, como tantos outros, já não suporta mais continuar e pensa em acabar com a própria vida.

A plateia  circula pelo espaço para vivenciar juntos, alguns momentos cotidianos do personagem, enquanto refletem sobre questões como amor, família, sexualidade e felicidade.

Até que ponto podemos fugir do que realmente somos? Vale a pena viver uma vida pela metade?

Espetáculo indicado na categoria Melhor Espetaculo LGBTQ no Premio Papo Mix da Diversidade 2016

Não  recomendado para pessoas que tem problemas com cigarro. As sessões tem capacidade para 20 espectadores.

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Gotas de Codeina
Com Luiz Fernando Almeida
Estudio Lamina (Av. São João, 108 – 41 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
09/10 até 28/11
Segunda e Terça – 20h
$30
Classificação 16 anos

 

UNFAITHFUL

UNFAITHFUL estreou em 2014 no Edinburgh Fringe Festival. Uma segunda montagem do texto foi realizada em 2016, em Londres e agora estreia em São Paulo, sob direção de Lavínia Pannunzio. No elenco, Noemi MarinhoHelio CiceroLuna Martinelli e Laerte Késsimos (idealizador do projeto). A peça faz temporada de 9 de outubro a 14 de novembro no Sesc Consolação após integrar a programação do Festival Cultura Inglesa.
 
Owen McCfferty – autor irlandês de produção dramatúrgica focada nas relações humanas, com aproximadamente 20 textos escritos, vencedor de inúmeros prêmios de dramaturgia, nesta peça escreve a história de um casal de meia-idade no ápice da crise conjugal, Tom (Helio Cicero) e Joan (Noemi Marinho), e um casal de jovens na busca por sentido para suas vidas vazias, Tara (Luna Martinelli) e Peter (Laerte Késsimos). 
 
Uma noite em um bar de hotel, uma possível traição. Dois relacionamentos emaranhados, desejos não expressos, arrependimentos e conversas adiadas. Quatro personagens ligados pela sensação de que foram enganados pela vida. Um austero e abrasador vislumbre da realidade de nossos relacionamentos – dos desejos não ditos, dos arrependimentos penetrantes e das conversas adiadas que marcam a todos nós.
 
Lavínia Pannunzio criou um universo intimista para o espetáculo. Público e atores ficam muito próximos, já que a plateia é colocada no palco, ao redor do cenário. Assim, os diálogos muito bem escritos pelo autor e trabalho minimalista dos atores, podem ser ouvidos e vistos de perto. “UNFAITHFUL pretende, ao percorrer o labirinto do espelhamento desses casais formados por Tom, Joan, Peter e Tara, compreender o momento em que as “confissões das traições” – que o público sequer consegue saber se aconteceram ou não – estabelecem ou re-estabelecem os amorosos laços da confiança entre eles. Paradoxalmente. UNFAITHFUL é o nosso ´to be or not to be, that is the question´, o que quer que haja entre eles tece um labirinto de confiança e coisas ditas que se estende além de suas relações e toca algo no nosso coração de seres humanos”, comenta a diretora Lavínia Pannunzio.
 
A consciência do espectador fica maior que a consciência das personagens. O público passa a operar como um agente decifrador do comportamento anímico daqueles quatro personagens, na medida em que passa a conhecer os outros lados do quarteto de solitários.
 
Na trama Joan e Tom estão casados há quase trinta anos. Tom é um encanador de meia-idade que às vezes gosta de tomar uma bebida sozinho, após o trabalho, em um bar de hotel no centro da cidade. Certa noite, ele é abordado por Tara, uma jovem que insiste em ter relações sexuais com ele. Não é uma prostituta. Quando Tom diz a Joan o que aconteceu, ela não deixa por menos e se encontra com o garoto de programa, Peter, no mesmo hotel onde seu marido conheceu Tara. O público nunca tem certeza se que o que eles dizem é verdade.
 
“Ainda somos nós mesmos quando mentimos? O que significa ser infiel àqueles que você ama? A você mesmo? O amor é um tipo de fé. E quando duas pessoas acreditam, algo muito poderoso acontece. Se se está apaixonado, e um confia no outro o bastante para se inclinar em sua direção, eles se encontram no meio, como um triângulo, e sustentam um ao outro, e isso é muito forte. É inquebrável. Mas se um desaparece, o outro não pode manter o triângulo de pé. Ele cairá. Não existe amor sem confiança, sem fé. Por isso, quando alguém trai, é chamado de infiel (unfaithful)”, completa Lavínia.

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Unfaithful
Com Noemi Marinho, Helio Cicero, Laerte Késsimos e Luna Martinelli
Sesc Consolação – Sala Beta (R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
09/10 até 14/11
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos

MUITO ALÉM DOS MUSICAIS

Se você já assistiu a um musical no teatro, sabe que existem vozes poderosas interpretando as canções que costuram sua história. Dizem que o último dia de Wicked foi histórico, pois mais de 1.500 vozes cantaram Defying Gravity junto com a Bruxa Má do Oeste. Quando o elenco de Rent de 1999 se encontrou com o de 2017 para cantarem Seasons of Love, espectadores e atores se uniram em amor e lágrimas. O show que as Dínamos apresentavam com o elenco ao final do espetáculo Mamma Mia fazia com que todos na plateia dançassem os clássicos de Abba.

Esses e outros tantos momentos mágicos só acontecem nos palcos do teatro musical. Se você é apreciador ou fã de carteirinha, provavelmente, já deve ter imaginado “A menina que faz a Eponine cantando Elis… deve ser lindo!” ou “O cara de calça rasgada cantando Bublé seria irresistível!”. Talvez pense “A garota que faz a Cássia Eller arrasa em qualquer estilo!”.

Pensando nisso, a casa Ao Vivo Music e a cantora e atriz Priscila Borges criaram um projeto que abre espaço para nossos artistas mostrarem sua verdadeira identidade musical.

MUITO ALÉM DOS MUSICAIS

A cada segunda-feira, um artista apresenta seu show no palco do Ao Vivo Music. Suas influências, seus ídolos, suas composições, versões inéditas para clássicos – de musicais ou não. Tudo depende do artista! Teremos pop, sertanejo, rock e até lírico. Tudo isso enquanto uma mostra mensal de algum artista plástico, fotógrafo, cartunista ou pintor decora o ambiente.

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A magia começa às 19h, com a exibição de um filme musical escolhido pelo convidado da noite. Rodadas de Double Vinho e Chopp acompanharão a exibição do filme, para vivermos La Vie Boheme no melhor estilo!

E como a gente é tão fã de musicais quanto você, quem trouxer um ingresso de alguma peça musical do mês PAGA MEIA ENTRADA!

A primeira artista convidada é a responsável por trazer a conceituada Cássia Eller aos palcos do teatro musical. A atriz e cantora Tacy de Campos abre o projeto, no próximo dia 11/09, com releituras de suas canções favoritas.

Siga a página do facebook do evento para saber dos próximos convidados – Muito Além dos Musicais.

Muito Além dos Musicais
Ao Vivo Music (R. Inhambu, 229 – Moema, São Paulo)
A partir de 11/09
Segunda – 19h
$30 ($20 – compra antecipada no site ou com ingresso de algum musical do mês em mãos.)
Classificação 18 anos

SIETE GRANDE HOTEL: A SOCIEDADE DAS PORTAS FECHADAS

Sempre palmilhado pelo horizonte da travessia, uma vez mais o Grupo Redimunho expõe a substância do seu teatro em meio a um novelo de estórias, interrogações e potentes fragmentos de um mundo cujo rosto se perdeu ou não podemos reconhecer.

De perdidos e achados também se compõe a narrativa de labirintos que o novo espetáculo Siete Grande Hotel: A Sociedade das Portas Fechadas apresenta. Chamamos labirintos não porque sejam tortuosos e destinados aos tantos muros sem-saída do nosso tempo, mas porque traçam, ou refundam, o sinuoso caminho dos rios ao alimentar cada membro do Grupo com anônimas trajetórias alheias, as mais confiáveis para interrogar nossa história de espelho partido.

Talvez, mais do que sinuosos, sejam subterrâneos, já que incorporam, também, muitas vidas andarilhas que, assim como a nossa, alcançou um lugar por querência e por ausência. São vidas também marcadas pelo impedimento que brotam do mundo contemporâneo de guerras, mascaradas pela distância, como se não soubéssemos reconhecer o sofrimento do outro traduzido na angústia cotidiana de assistir o horror que naturalizamos feito um ansiolítico que pudesse salvar a mudez e a dúvida de toda a nossa passividade.

Siete Grande Hotel: A Sociedade das Portas Fechadas apreende os caminhos de vidas esquecidas que ousaram e ousam percorrer o mundo contraditório da lembrança pelo esquecimento; mulheres e homens com a mesma sorte dos ventos, reinaugurando e refazendo essa ruína que é a memória, símbolo tão disputado pelos círculos de poder, que não se cansam de desenhar fronteiras com a velha trena de arame farpado. Siete são as muitas árvores decepadas que não se deram conta que a vida, maior que tudo, segue e seguirá fertilizando a esterilidade de alguma esperança. Siete é um desafio ao sorriso sórdido do que há de treva no século XXI, treva que pensávamos soterrada mas germinou sob o signo do equívoco e do medo. Siete armou-se de estética e ética, contra a farsa. Siete, brotado, vem à tona para jorrar.

(crédito fotos – Kátia Kuwabara)

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SIETE GRANDE HOTEL: A Sociedade das Portas Fechadas
Com o Grupo Redimunho de Investigação Teatral (Edmilson Cordeiro Cortez, Carlos Mendes, Giovanna Galdi, Keyth Pracanico, Jandilson Vieira, Marcus Martins, Vitor Rodrá, Anisio Clementino, Ana Luisa Aun, Danilo Amaral, Cinira Augusto, Drica Zangrande, Laís Blanco, Ricardo Saldaña, Tati Takiyama, Danilo Mora, Juliana Lopes, Wilton Andrade)
Espaço Redimunho de Teatro (Rua Álvaro de Carvalho, 75, Anhangabaú, São Paulo)
Duração 120 minutos
10/09 até 18/12
Domingo – 19h, Segunda – 20h
$30 ($5 – moradores do entorno)
Classificação 14 anos
Reservas pelo telefone: 97541-7077 (somente 30 lugares)