SENTA (SOBRE SER UM SER HUMANO)

Senta {Sobre Ser um Ser Humano} teve seus trabalhos iniciados em agosto de 2015. Por se tratar de um processo colaborativo de pesquisa em que a dramaturgia foi inicialmente levantada pelo elenco e finalmente costurada e assinada por Nelson Baskerville, muito do contexto político social atual foi absorvido e explicitado de forma subjetiva no espetáculo.

Assim a montagem do espetáculo ocorreu a partir desse processo colaborativo de mais de oito meses, entre a direção e os atores, no qual Baskerville inicialmente apontou referências literárias, cinematográficas e plásticas.

Entre as referências estéticas e teóricas para a montagem estão o poeta peruano César Vallejo, o dramaturgo americano Tennessee Williams, a dramaturga brasileira Monalisa Vasconcelos, a poetisa portuguesa Sofia de Mello Breyner Andresen e a banda de rock Radiohead. Utiliza-se também de fortíssima inspiração no teatro épico de Brecht, culminando numa criação única, caleidoscópica e complexa.

O fio condutor do espetáculo é a história de um homem (Kalle, O Capitalista) que ateia fogo em sua própria loja para receber o dinheiro do seguro e tentar assim, escapar da crise financeira e familiar que o assola depois que o filho taxista enlouquece por, segundo o pai, fazer poesias. O espetáculo se pretende uma reflexão sobre o mundo atual pós-grande crise financeira mundial e suas consequências nos âmbitos externos e internos. O capitalismo, a igreja, o desemprego, o genocídio indígena e a morte – tudo costurado pela encenação do diretor.

Baskerville escolhe muito precisamente seus alvos e mantém a dialética em sua construção, seja na relação entre texto e imagem, seja nas provocações lançadas sem resposta.

E, principalmente, mesmo em sua estrutura absolutamente épica, aproxima o público daquele retrato pessimista e esperançoso que afirma, lembrando que são parte disso tudo, que “ninguém pediu desculpas”. Nenhum de nós é isento, nenhum de nós está alheio, nenhum de nós é uma ilha. Outra mensagem que finaliza o espetáculo é “não servirei”. Se a referência é bíblica (a frase é atribuída a Lúcifer, rejeitando a obediência divina), dentro do espetáculo ela se redimensiona e dá apenas uma certeza: a este inimigo, não servirei; se não potencializamos o simbólico, fiquemos com a poesia.

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Senta (Sobre Ser um Ser Humano)
Com Anna Talebi, Bia Souza, Fernando Vilela, Henrique Caponero, Inês Soares Martins, Julia Caterina, Jussara Rahal, Mário Panza, Priscilla Alpha, Rafael Baloni, Thaís Junqueira, Thiago Neves, Tiago Ramos, Victoria Reis.
Companhia do Feijão (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
07 a 29/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos

SENTA {SOBRE SER UM SER HUMANO}

Nelson Baskerville escolhe muito precisamente seus alvos e mantém a dialética na construção do espetáculo Senta {Sobre ser um Ser Humano}, seja na relação entre texto e imagem, seja nas provocações lançadas sem resposta. Após temporada no Galpão do Folias, o espetáculo da Seu Viana Cia de Teatro reestreia sexta-feira, dia 8 de setembro, às 21h, no Teatro de Arena Eugenio Kusnet. Com quatorze atores no elenco, a montagem faz temporada até 1º de outubro.

O fio condutor do espetáculo é a história de Kalle, O Capitalista, um homem que ateia fogo sobre sua própria loja para receber o dinheiro do seguro e tentar escapar da crise financeira e familiar que o assola depois que o filho taxista enlouquece por, segundo ele, fazer poesias. O espetáculo faz uma reflexão sobre a crise financeira mundial e suas consequências nos âmbitos externos e internos. O capitalismo, a igreja, o desemprego, o genocídio indígena e a morte – tudo costurado pela encenação do diretor.

Senta {Sobre Ser um Ser Humano} teve seus trabalhos iniciados em agosto de 2015. “A dramaturgia foi levantada coletivamente pelo elenco e costurada e assinada por mim. Durante oito meses de trabalho eu apontei referência literárias, cinematográficas e plásticas e o grupo estudou e absorveu o contexto político social atual para juntar tudo e explicitar de forma subjetiva no espetáculo”, conta o diretor da montagem.

Entre as referências estéticas e teóricas para a montagem estão, o poeta peruano César Vallejo, o dramaturgo americano Tennessee Williams, a dramaturga brasileira Monalisa Vasconcelos, a poetisa portuguesa Sofia de Mello Breyner Andresen e a banda de rock Radiohead. O grupo também se inspirou no teatro épico de Brecht, culminando numa criação “única, caleidoscópica e complexa”, define a Seu Viana Cia de Teatro.

A estrutura épica do espetáculo aproxima o público das questões atuais e coloca elas em confronto com o espectador. A montagem deixa claro que somos todos parte dessa estrutura, que nenhum de nós é isento, que “ninguém pediu desculpas”, como afirma a dramaturgia. Outra mensagem que finaliza o espetáculo é “não servirei”. Se a referência é bíblica (a frase é atribuída a Lúcifer, rejeitando a obediência divina), dentro do espetáculo ela se redimensiona: “a este inimigo, não servirei; se não potencializamos o simbólico, fiquemos com a poesia”.

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Senta – Sobre ser um Ser Humano
Com Anna Talebi,  Bia Souza, Fernando Vilela, Henrique Caponero, Inês Soares Martins, Julia Caterina, Jussara Rahal,  Mário Panza,  Priscilla Alpha, Rafael Baloni, Thaís Junqueira, Thiago Neves, Tiago Ramos, Victoria Reis.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 98 – República, São Paulo)
Duração 80 minutos
08/09 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h
$40
Classificação 16 anos