JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA

A história de Freda Josephine McDonald chega ao Teatro do Sesc 24 de Maio em longa temporada de “Josephine Baker, a Vênus Negra”, de 31 de agosto a 16 de setembro, quinta a domingo, com ingressos de R$12 a R$40.

Com texto de Walter Daguerre e direção de Otávio Muller, o musical reconta a trajetória de vida de Josephine Baker, interpretada por Aline Deluna, acompanhada pelo trio de jazz Dany Roland, Christiano Sauer Jonathan Ferr.

Pela primeira vez em São Paulo “Josephine Baker, a Vênus Negra”, já foi indicado na 30ª Edição do Prêmio Shell (atriz, autor e figurino), Prêmio Cesgranrio de 2017 (atriz em musical e direção musical) e 6º Prêmio Botequim Cultural (autor e atriz).

O palco despido de artefatos cênicos dá lugar a forma espontânea da interpretação de Aline que realiza um jogral direto com o público, em alguns momentos com sua delicadeza, em outros de forma mais enérgica, da sensualidade a comicidade, tal como Baker.

Segundo Walter Daguerre, Aline Deluna é sua musa inspiradora, uma atriz “flexível e disponível ao jogo do teatro”, ponto fundamental para o processo de criação do espetáculo – “construído como conceito, dramaturgia e cena ao longo dos ensaios”.

Ainda, como diz Daguerre, “estamos contando a história de Josephine Baker, uma das mulheres mais influentes do Século XX. Para se ter uma ideia, ela foi condecorada pelo General De Gaulle pela sua atuação ao lado da Resistência Francesa contra a ocupação nazista. Mas a forma como estamos narrando sua trajetória é completamente singular, passando, em primeiro lugar, pelo filtro da nossa atriz. Tanto é assim, que Aline está em cena acompanhada apenas por um trio de Jazz”.

De St. Louis, “La Baker”, mulher ativista e artista negra do século 20, foi a primeira a subir nos palcos norte-americanos e na França, desbancando o mundo, em um período marcado pelos movimentos e políticas de segregação racial e entre guerras.

Em vida, foi uma mulher libertária, lutou junto ao Movimento pelos Direitos Civis, nos Estados Unidos e na Resistência Francesa, na 2ª Guerra Mundial, condecorada com a “Croix de Guerre” – Cruz de Guerra/Cavaleira da Legião de Honra – “Chevalier da Légion d´Honneur”, pelo General Charles de Gaulle.

Aos 15 anos de idade, após viver nas ruas e com sua arte, recebeu o primeiro pedido para um espetáculo “vaudeville”- gênero de teatro de variedades, popular nos Estados Unidos e Canadá de 1880 a 1930. Em Nova York, pouco tempo depois, esteve junto ao movimento negro do “Renascimento do Harlem”, se apresentando, também, como corista nos teatros de revista da Broadway.

Porém, foi em 1925, em estreia no “Théâtre des Champs Elysées” que obteve visibilidade e sucesso, onde representava uma nova estética aos teatros europeus seja por ser negra, pelo erotismo e pela forma única de interpretação.

Entre a arte e a guerra, Josephine transformou-se em “correspondente honorável”, transportando informações importantes para a Resistência na Europa. Ajudou muitas pessoas, soldados e fugitivos de guerra quando houve a invasão nazista na França, além de adotar 12 órfãos.

Com seu uniforme da França Livre e condecoração honrosa, em 1963, discursou na “Marcha a Washington”. De volta aos Estados Unidos, a realidade ainda era diferente da europeia, com plateias unicamente de brancos, onde recusava-se a se apresentar. Porém, foi com sua persistência sobre as questões étnicas que alguns teatros, principalmente em Nevada, abriram espaço tanto para artistas quanto para públicos excluídos.

Em 1975 realizou seu último trabalho pela revista Théâtre Bobino, em Paris, em celebração aos seus 50 anos nos teatros, falecendo pouco tempo depois. Lembrada no “St. Louis Walk of Fame”, “Hall of Famous Missourians”, “Place Joséphine Baker” em Montparnasse/Paris, “Piscine Joséphine Baker” e em outros diversos trabalhos artísticos de filmografias, discos, literatura e teatros.

CARMEN

Josephine Baker, a Vênus Negra

Com Aline Deluna (atriz), Dany Roland (músico), Christiano Sauer (músico) e Jonathan Ferr (músico)

Sesc 24 de Maio (R. 24 de Maio, 109 – República, São Paulo)

Duração 80 minutos

31/08 até 16/09 (sessão extra dia 15/9 às 18h30)

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$40 ($12 – credencial plena)

Classificação Livre

JUSTA

Depois estrear no Rio de Janeiro, o espetáculo JUSTA, com texto de Newton Moreno e direção de Carlos Gradim, desembarca em São Paulo para uma temporada no Sesc 24 de Maio, entre 28 de junho e 22 de julho. Com Yara de Novaes (ganhadora do Prêmio Shell de melhor atriz em 2017 pelo espetáculo “Love, Love, Love”) e Rodolfo Vaz (Prêmio Shell de melhor ator em 2007 pela peça “Salmo 91”) no elenco, a peça marca os 20 anos de trajetória da Odeon Companhia Teatral.

O trabalho foi idealizado por Gradim, que convidou Moreno para escrever um texto sobre a vida e a intimidade das prostitutas. Depois de discutir o esgotamento ético do Brasil atual e as mazelas sociais da população, eles criaram uma espécie de crônica política dos nossos tempos. Na trama, um investigador trabalha com crimes contra políticos corruptos brasileiros e tenta encontrar algum cidadão ético e incorruptível.

Nesse caminho, ele colhe o depoimento de várias prostitutas, todas interpretadas por Yara de Novaes, que são alegorias para o povo brasileiro. Uma delas é Justa, uma mulher ética no trabalho, na vida e no relacionamento com os clientes. ”A realidade do Brasil vem através dos discursos da vida dessas mulheres, do que as levou até ali, das injustiças e desigualdades sociais que sofrem. Em alguma delas, há uma defesa da prostituição como uma escolha do feminino, uma atitude política consciente”, comenta Newton Moreno.

Com um clima investigativo típico do Cinema Noir, a peça está recheada de metáforas que apontam para o reencantamento do povo pela justiça. “Nossa fábula metaforiza a necessidade de erradicar uma velha política. Após este momento de esgotamento ético, como avançar em tempos de extremos, quando parece que a única forma de diálogo é a violência? (ou o não diálogo?). Mas em nossa fábula, pensamos não mais a política como prostituição, mas a prostituição como política”, instiga o dramaturgo. Outra referência é a obra “Mãe, Filha, Avó e Puta”, de Gabriela Leite.

Antes de chegar a São Paulo, o espetáculo estreou no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB Rio) no final de 2017 e foi selecionado para duas apresentações na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, no município de Pavuna, em janeiro de 2018.

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Justa

Com Yara de Novaes e Rodolfo Vaz

Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo)

Duração 90 minutos

28/06 até 22/07

Quinta, Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$40 ($12 credencial plena)

Classificação 18 anos

 

 CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL

A atriz Nathalia Timberg e a pianista Clara Sverner sobem ao palco do Sesc 24 de Maio e estreiam, sob a direção de José Possi Neto, o espetáculo CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL. Montagem consagrada a Chopin, que associa música e poesia, faz apresentações de 27 a 29 de outubro (sexta-feira às 21h, sábado às 16h e 21h e domingo às 18h).

Partindo de recortes textuais da vida de Chopin, cartas de George Sand entrelaçadas com declarações e poemas de Musset, Liszt, Baudelaire, Gérard de Nerval e Saint-Pol-Roux, o espetáculo ilumina, neste encontro de música e palavras, vinte anos da vida e da obra do compositor, criando uma possível subjetividade acerca de sua biografia com a objetividade e a poética do seu contexto histórico.  Em CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL, texto e música marcam os acontecimentos e apresentam uma personagem dividida entre um cotidiano vivido, às vezes, dolorosamente e um ideal inatingível.

A montagem original teve sua estreia nos primeiros meses do ano de 1987, no Théâtre de la Gaîté-Montparnasse, em Paris. O Pianista Erik Berchot, vencedor do prêmio Frédéric Chopin de Varsóvia (1980), uniu seus talentos aos do ator e autor Philippe Etesse para compor o espetáculo.

 

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Chopin ou o Tormento do Ideal
Com Nathalia Timberg
Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109 – República, São Paulo)
Duração 75 minutos
27 a 29/10
Sexta – 21h, Sábado – 16h e 21h, Domingo – 21h
$40 ($12 credencial SESC)
Classificação 14 anos