O OVO DE OURO

A função do Sonderkommando ou comandos especiais, unidades de trabalho formadas por prisioneiros selecionados para trabalhar nas câmaras de gás e nos crematórios dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, inspira O Ovo de Ouro, com texto de Luccas Papp e direção de Ricardo Grasson. A peça estreia no dia 21 de novembro, no Sesc Santo Amaro, onde segue em cartaz até 15 de dezembro.

Obrigados a tomar as atitudes mais atrozes para acelerar a máquina da morte nazista, esses prisioneiros conduziam outros judeus à câmara de gás, queimavam os corpos e ocultavam as provas do Holocausto. Quem se recusava a desempenhar esse papel era morto, quem não conseguia mais desempenhar a função, era exterminado com os demais.

Ovo de Ouro surge da minha necessidade de não deixar morrer esse pedaço tão importante da História que é a Segunda Guerra Mundial, o nazismo e o Holocausto. A ideia de escrever a peça surgiu em 2014, quando eu fui apresentado ao universo do Sonderkommando por meio de um pequeno artigo em uma revista. Essa figura do judeu que tem que auxiliar com o extermínio do próprio povo mexeu muito comigo e minha noção de humanidade, e me incentivou a tentar entender por que eles faziam isso, por que eles não se recusavam. Com este espetáculo temos a oportunidade de falar sobre Segunda Guerra sob o ponto de vista dessa figura pouco conhecida”, explica Luccas Papp.

Contada em diferentes episódios e tempos, a trama revela a vida de Dasco Nagy (Sérgio Mamberti), que foi Sonderkommando e sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Em cena, dois planos são apresentados – a realidade e a alucinação – para retratar a relação do protagonista Dasco Nagy quando jovem (Luccas Papp) com seu melhor amigo Sándor (Leonardo Miggiorin), com a prisioneira Judit (Rita Batata) e com o comandante alemão Weber (Ando Camargo). No presente, Dasco é entrevistado, já em idade avançada, por uma jornalista, narrando os acontecimentos mais horrorosos que viveu no campo de concentração e descrevendo a partir do seu ponto de vista os horrores e tristezas da Segunda Guerra Mundial.

O papel de Dasco é dividido pelos atores Sérgio Mamberti, que dá vida ao personagem no tempo presente/alucinação, e Luccas Papp, que o interpreta no passado/realidade, no plano da memória. “Talvez este seja um dos personagens mais desafiadores na minha carreira por uma série de fatores. Um deles é por representar o mesmo personagem que Sérgio Mamberti, o que é uma honra e uma responsabilidade muito grande. Segundo, é que ele é um sonderkommando vivendo situações de caráter tão absurdo. Eu preciso fazer com que o público acredite na realidade do que acontecia nos campos de concentração. Tenho que trabalhar com elementos obscuros no meu interior para trazer veracidade para essas situações. E como a peça é feita em ordem não cronológica – são nove cenas divididas entre passado e futuro – tenho que organizar minha cabeça para conseguir colocar a emoção certa na hora certa”, esclarece o ator e dramaturgo.

A dualidade interna entre ser obrigado a auxiliar na aniquilação de seu próprio povo e o medo da morte transforma o Sonderkommando em um complexo personagem a ser debatido. Nesse contexto são muitas as questões discutidas, desde o significado real de humanidade, o medo da morte, os limites da mente e da alma humana e a perda da própria identidade.

A dramaturgia foi inspirada em uma pesquisa sobre obras que discutiam os temas do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial. Entre elas, destacam-se os livros Sonderkomamando: No Inferno das Câmaras de Gás, de Shlomo Venezia, e Depois de Auschwitz, de Eva Schloss; e o filme O Filho de Saul, de László Nemes, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2016.

A encenação

A encenação tem como inspiração e referência, a sétima arte, em todos os seus desdobramentos, nuances e dezenas de relatos deixados pelos sobreviventes dos campos de extermínio. “Apontamos no tempo presente, o encontro entre a jornalista e o sobrevivente, de forma fantasmagórica, alucinógena, imprimindo uma atmosfera vibratória, de vida pulsante às cenas e aos personagens. Quando nos transportamos, ilusoriamente, ao campo de concentração, ao passado concreto, vivido pelos personagens apontamos uma atmosfera fria, enclausurada, suspensa e sem vida, que nos conduz imageticamente àquelas sensações de crueldade. Luz, som, cenografia e figurino conversam com essa estética e nos conduzem à proposta de encenação. A ideia é fazer com que as sensações criadas por estes elementos no espaço cênico atinjam o espectador de maneira intensa. Como encenador, entendo que a cenografia, o figurino, a iluminação, a trilha sonora não são panos de fundo ou cama para um espetáculo, juntos eles atuam concretamente fusos ao texto, formando assim uma narrativa dramatúrgica única”, revela o diretor Ricardo Grasson.

Para que não se repita

Em tempos de pouco diálogo, imposição de ideias e ideologias, censura e extremismos é fundamental debatermos esses temas tão duros e atrozes para que os erros que provocaram tanto sofrimento no passado não se repitam. É necessário e quase que um dever recordarmos as atrocidades do holocausto nazista, para que a história vivida no final dos anos trinta e início dos quarenta, não volte a nos assombrar. Para que as novas gerações, não testemunhas deste período da história, saibam o que aconteceu e onde a intolerância pode nos conduzir. Auschwitz e outras tristes lembranças do holocausto, podem até escapar da memória, mas jamais deixarão os corações de quem viveu a tragédia, especialmente de quem se atribui a responsabilidade de manter viva, por gerações, as imagens da perversidade humana. Uma das formas de evitar a repetição de tais tragédias coletivas é recordá-la, para que não ressurjam no horizonte, sinais do restabelecimento de ódios raciais, extremismos comportamentais e ideologias sectárias, formando o caldo cultural do qual o nazismo se alimentou e  cresceu”, completa Ricardo Grasson.

… É fácil esquecer para quem tem memória; difícil esquecer para quem tem coração”…

Gabriel Garcia Marques

FACE

O Ovo de Ouro

Com Sérgio Mamberti, Leonardo Miggiorin, Rita Batata, Ando Camargo e Luccas Papp.

SESC Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro, São Paulo)

Duração 90 minutos

21/11 até 15/12

Quinta e Sexta – 21h, Sábado – 20h, Domingo – 18h

$30 ($9 – credencial plena)

ELO

ELO, trabalho inédito do T.F.Style Cia de Dança, fará sessões dias 9 e 10 de novembro, sábado e domingo, às 17h, na área de convivência do Sesc Santo Amaro. Descrito pelo grupo como uma “proposição poética para espaços alternativos”, a peça foi criada coletivamente pelo elenco, uma proposta que dá continuidade aos processos de pesquisa das duas últimas obras do núcleo: Sob a Pele (2016) e Carne Urbana (2017). A concepção e direção são de Igor Gasparini, que também está em cena.

Empenhado em propor um pensamento contemporâneo do hip hop, o T.F.Style aprofunda com ELO questões que tem sido trabalhadas pela companhia nos últimos anos. “Na instalação coreográfica Carne Urbana decidimos romper com a lógica do palco italiano e trazer o público para a cena, deslocando-se pelo espaço, aproximando e afastando das proposições cênicas. Isso fez com que pensássemos uma dança em 360º, para ser vista de qualquer ângulo e espaço. Com ELO, aprofundamos essas possibilidades de encontro com o público em um espaços múltiplos”, conta Igor.

Segundo o diretor, a escolha de apresentar o trabalho em espaços alternativos e traçar um diálogo imediato com o público e com o local reforçam as relações que precisam ser construídas por meio do afeto e do encontro. “O trabalho apresenta uma porosidade possível para cada lugar que ocupar. Nosso entendimento de ELO não tem relação com corrente, que aprisiona, mas com algo que espirala – um laço, uma fita, algo que pode ser feito, desfeito e enroscado”, diz.

A companhia, que também está circulando por outros espaços com a instalação coreográfica Carne Urbana, parte da linguagem das danças urbanas para propor atualizações e investigações sobre a linguagem. Ainda assim, a proposta atual é a de prezar pela diversidade e pelo entendimento sobre o que cada corpo tem, a partir de suas individualidades e subjetividades, para contribuir com a elaboração do trabalho.

Release

Eu, que somado ao outro, crio o entendimento de nós: desatados, desacorrentados, mas unidos pelo brincar, pelo mover, pelo afeto. ELO configura-se como uma proposição poética para espaços alternativos que dialoga corpo, arquitetura e público em busca de outro olhar para a cidade, habitando o invisível. Qual a urgência deste corpo hoje? Contra a pulsão de morte, só o atrito que gera empatia e alteridade. Um exercício para tornar visível uma perspectiva da cidade pelo encontro com o outro.

Corpos em desvios poéticos que buscam a anarquia dos afetos. Um pulsar pela empatia. É o sorriso como convite e o corpo como morada do outro. O que sensibiliza? Como você exercita a empatia? Tocar foi, ainda é, e para sempre será, a verdadeira revolução. Nem ele, nem ela. ELO.

FACE (1)

ELO

Com Arthur Alves, Igor Gasparini, Lucas Pardin, Luiz Paulo Raguza, Marcia Marcos, Maria Emília Gomes, Maju Kaiser, Pasha Gorbachev, Natália Moura e Ruan Trindade

SESC Santo Amaro – Espaço de Convivência (R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 45 minutos

09 e 10/11

Sábado e Domingo – 17h

Grátis

Classificação Livre

TOM NA FAZENDA

Fenômeno teatral carioca de 2017 e de 2018, “Tom na Fazenda” estreia em São Paulo em 16 de março no SESC Santo Amaro para curta temporada de um mês. Desde sua estreia em março de 2017 no Rio de Janeiro, “Tom na Fazenda” fez 157 apresentações e já foi vista por mais de 18 mil pessoas. A peça também recebido indicações e prêmios, como melhor espetáculo estrangeiro da Associação de Críticos de Teatro de Québec, Prêmio Shell de Teatro, Prêmio Cesgranrio de Teatro, Prêmio Botequim Cultural, Prêmio APTR, Prêmio Questão de Crítica e  Prêmio Cenym de Teatro Nacional.

A peça é baseada na obra Tom à la Farme, do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Armando Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan. Arrebatado pela obra, o ator começou a traduzir a peça, que aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, a impotência, a violência e o fracasso.

Em cena, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral de seu companheiro.  Ao chegar, descobre que a sogra (Kelzy Ecard) nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural e austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão (Gustavo Vaz) do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

No ano em que traduzi a peça, 347 pessoas foram assassinadas pelo simples fato de serem quem eram. O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo, mais do que nos 13 países do Oriente e da África onde há pena de morte aos LGBT. O que me fascina em Tom na Fazenda é essa possibilidade de falar de assuntos que eu realmente acho necessário. Eu sinto essa necessidade de dizer para o mundo verdades das quais eu acredito“, diz Babaioff. “Somos felizardos em poder contar essa história, agora em São Paulo, e somos gratos à trajetória que o espetáculo está realizando sem qualquer recurso vindo de leis de incentivo“, completa o ator.

“Tom na Fazenda” conta uma história bastante comum entre jovens de várias gerações, mesmo de culturas diferentes. No Canadá, no Brasil, no Oriente Médio, no Japão ou na África do Sul, homens e mulheres jovens aprendem a mentir antes mesmo de aprenderem a amar. As famílias, guardiãs das normas sobre a sexualidade, garantindo sempre a heteronormatividade, inserem nos próprios membros a semente da homofobia. “Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias“, comenta o diretor Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós“, acredita o diretor.

Tom na Fazenda

Com Armando Babaioff, Kelzy Ecard, Gustavo Vaz e Camila Nhary

Sesc Santo Amaro (R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo)

Duração 120 minutos

16/03 até 14/04

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 18h

$30 ($9 credencial plena)

Classificação 18 anos

FESTIVAL YESU LUSO 2018

Com a missão de aproximar os falantes da língua portuguesa, o Festival Yesu Luso chega à terceira edição entre 8 e 18 de novembro, com espetáculos encenados nas unidades do Sesc Vila Mariana, Santo Amaro e Campo Limpo. A programação, com curadoria da atriz Arieta Corrêa e do produtor Pedro Santos, reúne seis peças de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal, sendo duas delas inéditas e montadas especialmente para a mostra.

O nome do evento é derivado de um dialeto moçambicano, no qual o termo “yesu” significa “nosso”; já palavra “luso” é usada em referência ao próprio idioma. A mostra surgiu a partir de um bem-sucedido projeto-piloto chamado Festival de Teatro Lusófono, organizado por Arieta e Pedro no Sesc Bom Retiro, em 2015.

O teatro é ancestral, é aqui e agora, vida e morte – ele é tudo o que somos. E nosso maior desejo é que estes espetáculos sejam capazes de fazer o público se identificar com esses países irmãos, que falam a mesma língua. Gostaríamos que as pessoas sejam transformadas, tocadas por um incômodo, um pensamento ou um questionamento”, conta Arieta Corrêa.

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ESPETÁCULOS

A curadoria dos espetáculos é sempre muito minuciosa, porque fazemos essa escolha ao longo de um ano. Desta vez, o critério foi dramaturgia em português”, comenta Pedro Santos.  Um dos destaques da terceira edição é o inédito “A Linha”, de Macau, inspirado livremente em uma obra do escritor lusitano José Saramago (1922-2010). Com falas em português e mandarim, a encenação é resultado de uma parceria entre a prestigiada Associação de Representação Teatral Hiu Kok e a Macao Artfusion. A trama trata da amizade entre os pastores Hon e Maria, que entram em conflito por causa da cegueira gerada pelo sentimento de posse sobre um território.

O outro espetáculo criado para a mostra é “A Última Viagem do Príncipe Perfeito”, do Grupo angolano Elinga Teatro, com direção de José Mena Abrantes. A trama narra histórias de pessoas que viajam entre Lisboa e Luanda em 1975, a bordo do navio Príncipe Perfeito (apelido do rei D. João II de Portugal). Algumas dessas figuras são um estudante que decide regressar convencido de que terá papel decisivo na revolução em curso em seu pais, uma mulher que perde todas as ilusões e luta para reencontrar um lar, um clandestino de todas as viagens que fez na vida e um casal que descobre que os sentimentos nunca morrem.

O representante brasileiro no festival é “Os Cadernos de Kindzu”, do Amok Teatro, inspirado no livro “Terra Sonâmbula”, do escritor moçambicano Mia Couto. A montagem narra a trajetória do jovem Kindzu, que deixa sua vila para fugir das atrocidades de uma guerra devastadora. Durante a jornada, ele encontra outros fugitivos, refugiados e personagens cheios de humanidade.

Encenada apenas três vezes antes de chegar ao Brasil, a versão do português João Garcia Miguel para “A Casa de Bernarda Alba”, do espanhol Federico García Lorca (1898-1936), cria uma reflexão sobre o aumento do isolamento criado pelas instituições no mundo contemporâneo. A obra, que se passa em uma vila na Espanha, fala sobre a vigilância absoluta que a matriarca Bernarda Alba mantém sob suas cinco filhas, Angústias, Madalena, Martírio, Amélia e Adela, que vivem trancafiadas em casa.

A moçambicana “Nos tempos de Gungunhana”, com direção de Klemente Tsamba, narra a saga de um guerreiro chamado Umbangananamani, da tribo tsonga, que fora casado com uma linda mulher chamada Malice, da tribo Macua. Embora tenham tentado muito ter filhos, não conseguiram realizar esse sonho. Essa história da tradição oral africana é contada junto com aspectos curiosos sobre a vida na corte do rei Gungunhana.

Já o cabo-verdiano Grupo Craq’ Otchod apresenta o monólogo “Esquizofrenia”, com direção de Edilson Fortes (Di) e atuação de Renato Lopes. A peça cria uma reflexão sobre os estigmas provocados por esse transtorno mental e a necessidade de inclusão social das pessoas com essa doença.

CARMEN (3)

FORMAÇÃO

Como o tema da terceira edição do festival é “Dramaturgia em Português”, além das peças, a programação conta com uma mesa de dramaturgia e um ciclo de leituras de textos teatrais lusófonos, encenados pelo Coletivo de Heterônimos. Outra atração é a oficina “Processo Pedagógico de Criação, com João Garcia Miguel (Portugal).

Um dos destaques do ciclo de leituras dramáticas é o texto inédito de Silvia Gomez (Brasil), “Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante”, que fala sobre uma garota que delira abandonada em uma rodovia após ser violentada em uma noite estrelada. Há também obras de Elmano Sancho (Portugal), Valódia Monteiro (Cabo Verde) e Venâncio Calisto (Moçambique).

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Confira abaixo a programação completa do Festival Yesu Luso 2018:

ESPETÁCULOS

“OS CADERNOS DE KINDZU”, DE AMOK TEATRO (BRASIL)

Quando: 8 e 9/11, na quinta e na sexta-feira, às 20h

Onde: Sesc Campo Limpo

Duração: 130 minutos. Classificação: 14 anos

Sinopse: Inspirado no livro “Terra Sonâmbula”, de Mia Couto, o espetáculo conta a trajetória do jovem Kindzu, que, para fugir das atrocidades de uma devastadora guerra civil, deixa sua vila e parte para uma viagem iniciática. Nela encontra outros fugitivos, refugiados e personagens repletos de humanidade que lhe farão viver experiências, ancoradas tanto na cultura tradicional do sudeste da África, quanto na vivência de um conflito devastador.

FICHA TÉCNICA

Direção, cenário e figurino: Ana Teixeira e Stéphane Brodt | Assistente de direção: Sandra Alencar | Elenco e música (criação e interpretação):Graciana Valladares, Gustavo Damasceno, Luciana Lopes, Sergio Loureiro, Thiago Catarino, Vanessa Dias e Stephane Brodt | Luz: Renato Machado | Direção musical: Stéphane Brodt | Operação de Luz: Maurício Fuziyama | Coordenação administrativa: Eureka Ideias/Sonia Dantas

Vídeo: https://vimeo.com/191788891

“A CASA DE BERNARDA ALBA”, COM CIA. JOÃO GARCIA MIGUEL (PORTUGAL)

Quando: De 8 a 11/11, de quinta a sábado, às 20h; e domingo, às 18h

Onde: Sesc Santo Amaro – Teatro

Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos

Sinopse: Regressam as “Bernardas Albas” crescendo à luz cruel dos nossos dias, como monstros que despedaçam vidas. Elas fecham as casas, que representam nossas instituições, e são a cada dia mais coercivas. As oportunidades não são iguais para todos. Propagam discursos nos quais subentendem mecanismos de repressão e censura como se defendessem liberdades. A peça é inspirada na obra homônima do escritor espanhol Federico García Lorca.

FICHA TÉCNICA

Texto original: Federico García Lorca | Direção e espaço cénico: João Garcia Miguel | Elenco: Sean O’Callaghan, Annette Naiman, Paula Liberati e Duarte Melo | Figurinos: Rute Osório de Castro | Assistência de direção: Rita Costa e Eurico D’Orca | Direção de produção em Portugal: Georgina Pires | Imagens Ensaios e Promoção: Mário Rainha | Direção Técnica; Roger Madureira | Consultoria de imagem e comunicação em Portugal: Alcina Monteiro | Apoio técnico: AUDEX  | Coprodução: Companhia João Garcia Miguel – Teatro Ibérico, República Portuguesa-Cultura/Direção-Geral das Artes – Teatro-Cine de Torres Vedras – Junta de Freguesia do Beato – IEFP

ESQUIZOFRENIA, COM GRUPO CRAQ’ OTCHOD (CABO VERDE)

Quando: 10 e 11/11, no sábado, às 19h; e no domingo, às 18h

Onde: Sesc Campo Limpo – Espaço Contêiner Vermelho

Duração: 50 minutos.  Classificação: 16 anos

Sinopse: O espetáculo “Esquizofrenia”, contribui para a minimização dos estigmas sociais que existem a volta deste transtorno.  Há muito que os paradigmas da saúde mental modificaram o seu lema de “isolar” para “conhecer e tratar”. Pois o confinamento, o abandono, o descaso social e até familiar, intensificam o transtorno e diminuem as chances de melhora. Esquizofrenia nos faz pensar e perceber que o que sempre faltou foi humanidade e abraçar e olhar para esse problema é o que verdadeiramente ajuda.

FICHA TÉCNICA

Encenação: Edilson Fortes (Di) | Interpretação: Renato Lopes | Músicas ao vivo: Edilson Fortes | Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=dagDzBLdToc

 “A ÚLTIMA VIAGEM DO PRÍNCIPE PERFEITO”, COM GRUPO ELINGA TEATRO (ANGOLA)

Quando: 15 e 16/11, na quinta-feira, às 18h, e na sexta-feira, às 20h30

Onde: Sesc Vila Mariana – Auditório

Duração: 120 minutos. Classificação: 14 anos

Sinopse: Em 1975, o navio ‘Príncipe Perfeito’ realizou a sua última viagem de passageiros de Lisboa para Luanda. Na intimidade de cada um começava a esboçar-se o fim agônico do império que o rei D João II de Portugal, cognominado o ‘Príncipe Perfeito’, tão decisivamente ajudara a construir. As situações a que aludem os seguintes momentos dramáticos poderiam ter ocorrido nessa época: o caso do estudante que decide regressar convencido de que vai ter um papel na revolução em curso no seu país (A vigia); a mulher que perdeu todas as ilusões e a que luta por reencontrar um lar (Oh, mar); o clandestino de todas as viagens que fez na vida (O clandestino) e o casal que descobre que os sentimentos nunca morrem e se renovam como as ondas do mar (Do outro lado do mar). “Todos os impérios são ilusórios e devem morrer para que a Liberdade possa renascer”.

FICHA TÉCNICA

Texto, cenografia e direção: José Mena Abrantes | Elenco: Claudia Pucuta e Raul Rosario (do grupo Elinga) e Ana Clara Hibner (atriz convidada) |Desenho de luz: Rui Vidal | Figurinos: Anacleta Pereira | Coreografia: Ngau Afonsina Domingas | Música:  Raul Rosário (marimba) e Ana Clara Hibner e Claudia Pucuta (chocalhos e dança) | Produção: Elinga Teatro (52 produção) | Cartaz: Tiago Zaal com base em um detalhe do quadro de David Wojnarowicz

 “NOS TEMPOS DE GUNGUNHANA”, COM DIREÇÃO DE KLEMENTE TSAMBA (MOÇAMBIQUE)

Quando: 17 e 18/11, no sábado, às 19h; e no domingo, às 18h

Onde: Sesc Campo Limpo  Espaço Contêiner Vermelho

Duração: 60 minutos. Classificação: 16 anos

Sinopse: Era uma vez um guerreiro da tribo tsonga chamado Umbangananamani, que fora casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Eles não tiveram filhos, embora tenham tentado muito. Este é o mote que dá início ao grande “karingana”, ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, que muito rapidamente se vai transformar em uma sequência de outros pequenos karinganas, que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do rei Gungunhana, onde a crueldade e as mortes por vezes se misturam com o humor. Cada karingana é contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais africanos.

FICHA TÉCNICA

Criação/Interpretação: Klemente Tsamba  | Textos originais: Ungulani Ba Ka Khosa | Apoio/Assistência criativa: Filipa Figueiredo; Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis | Adereços e figurinos: Klemente Tsamba | Fotografia: Margareth Leite | Vídeo do espetáculo: https://www.youtube.com/watch?v=6iSIv7KVBo4

A LINHA, COM TEATRO HIU KOK (MACAU)

Quando: 17 e 18/11, no sábado, às 20h; e no domingo, às 18h

Onde: Sesc Santo Amaro – Teatro

Duração: 60 minutos. Classificação: 12 anos

Sinopse: Dois pastores, Hon e José, amigos de longa data, passam o tempo contando histórias ou observando a natureza, procurando, nos seus sinais e formas, algo com que se entreter, quebrando assim a monotonia em que se poderia tornar as suas vidas, ocupadas a levar os animais a pastar. Um dia, Hon propõe um novo jogo: uma corda deitada sobre o prado separaria as duas partes do campo, onde cada um deveria permanecer, assim como os seus animais. O que passasse para o outro lado perderia. Para sair vitorioso da disputa, um e outro depressa recorrem a ameaças, mentiras e outros estratagemas. A ideia e o sentimento da posse de um território transformam-se em uma cegueira que irá perturbar e questionar a harmonia do convívio, a calma dos dias, a própria duradoura amizade entre ambos. A peça tem excertos do livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, do escritor português José Saramago.

FICHA TÉCNICA

Teatro Hiu Kok – Macau | Diretor: Billy Hui e Gary NG | Autor original: Athnony Chan | Adaptação: Fernando Sales Lopes / Billy Hui | Elenco: Ian I Kong e Chin Hong Leong | Produção: Ben Ieong e Yin Hui Chen | Acessórios e figurino: Laura Nyogeri e Fernando Sales Lopes | Editor de vídeos:Ka Ch’io Cheong | Gerente de palco: Ben Ieong | Gerente Assistente de Palco: Ka Ch’io Cheong e Wilson Chan | Legendas: Ben Ieong | Excertos de José Saramago – Ensaio de cegueira | Música: Amélia Muge – Álbum: Todos os dias … – “O Pastorinho” | Vídeos:https://www.youtube.com/watch?v=tYyg_ErzXnM

CARMEN (1)

ATIVIDADES DE FORMAÇÃO

LEITURA DE TEXTOS DRAMATÚRGICOS, COM COLETIVO DE HETERÔNIMOS

Criado em 2015, o Coletivo de Heterônimos é uma reunião de artistas que possuem em comum a vontade de realizar espetáculos teatrais com dramaturgia própria inspirada na discussão sobre as gramáticas sociais que controlam o sujeito em sociedade. O Coletivo tem em seu núcleo principal os atores Bruno Ribeiro (NAC), Amanda Mantovani (CPT), o diretor e dramaturgo Alexandre França (Billie e Mínimo Contato), além da colaboração de artistas diversos.

8/11, às 18h

“A ÚLTIMA ESTAÇÃO”, DE ELMANO SANCHO (PORTUGAL)

Onde: Sesc Santo Amaro – Sala Multiuso

Sinopse: Na origem de “A última estação” encontra-se o assassino em série norte-americano Ted Bundy (1946-1989) – ou, mais exatamente, as semelhanças físicas entre este homem e Elmano Sancho. Da mesma forma que Bernard-Marie Koltès ficou obcecado pelo rosto de Roberto Succo, quando viu uma foto sua no metrô de Paris, também o ator e autor português se lançou a investigar a vida de Ted Bundy, que matou mais de 35 mulheres. Elmano Sancho guardou o retrato do assassino junto às suas próprias fotografias, até que um dia alguém confundiu o seu rosto com o do criminoso.

Foi esse o ponto de partida para uma reflexão sobre a violência e o desejo de transgressão na vida e na arte. A última estação interpela o conceito de dibukk, que na mitologia judaica representa o espírito ou o demónio que habita o corpo de cada um de nós, e apresenta à estrutura da Via Crúcis, as estações da Paixão de Cristo: a condenação à morte anunciada abre caminho a uma via dolorosa que culmina na inumação, mas que aspira à ressurreição, a XV e última estação.

16/11, às 18h

“SIM OU NÃO”, DE VALÓDIA MONTEIRO (CABO VERDE)

Onde: Sesc Santo Amaro – Sala Multiuso

Sinopse: Dois personagens – Antonius (ou António, tradicionalmente um dos mais vulgares nomes de Cabo Verde e Nemo (ninguém) – encontram-se desde sempre em um mesmo espaço, até que o primeiro, sufocado com o estado de coisas, decide sair e procurar outro espaço para viver. Convida o companheiro de sempre para essa jornada, mas este refuta o convite. Antonius não se dá por vencido e continua tentando convencer Nemo durante toda a peça.

14/11, às 18h

 “(DES)MASCARADO”, DE VENÂNCIO CALISTO (MOÇAMBIQUE)

Onde: Sesc Vila Mariana

Sinopse: O conflito de gênero é tão antigo quanto a própria humanidade. A relação entre o homem e a mulher sempre foi uma espécie de braço de ferro. Um jogo de poder. É por conta desta necessidade, que ambos sempre tiveram, de dominar a sociedade que se inventou o mito e, ou a tradição. O Mapiko é exemplo disso, uma tradição cheia de ritos, cor e magia inventada pelos homens macondes (povo do norte de Moçambique) como forma de amedrontar a mulher e reivindicar um espaço dentro daquela sociedade matrilinear.

13/11, às 18h

“NESTE MUNDO LOUCO, NESTA NOITE BRILHANTE”, DE SILVIA GOMEZ (BRASIL)

Onde: Sesc Vila Mariana

Sinopse: Neste mundo louco, nesta noite brilhante. Enquanto aviões decolam e aterrissam em várias partes do mundo, a rotina da Vigia do KM 23 daquela rodovia brasileira é alterada pela presença de uma garota que delira, largada no asfalto após ser violentada nesta noite cheia de estrelas.

PROCESSO PEDAGÓGICO DE CRIAÇÃO, COM JOÃO GARCIA MIGUEL (PORTUGAL)

Quando: de 9 a 14 de novembro, das 14h às 18h

Onde: Sesc Santo Amaro – Teatro/Sala Multiuso
Taxa de inscrição: R$30 (inteira), R$15 (meia-entrada) e R$9 (credencial plena)
Inscrições: devem ser feitas diretamente no Sesc Santo Amaro

Vagas: 30

Descrição: imersão para experimentações de uma criação artística a partir dos expedientes e pensamentos da Cia JGM de Portugal, com João Garcia Miguel e integrantes da companhia.

ENCONTRO SOBRE DRAMATURGIA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Quando: 14/11, às 20h

Onde: Sesc Vila Mariana – Foyer
Ingressos: Grátis

Participantes: José Mena Abrantes (Portugal), Dione Carlos (Brasil) e João Garcia Miguel – Portugal

Dione Carlos: Cursou jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo. Estudou atuação na escola de teatro Globe-SP. Atuou como atriz na Cia Teatro Promíscuo, de Renato Borghi e Élcio Nogueira. Formada em Dramaturgia pela SP Escola de Teatro, desenvolve parcerias com Cias de teatro. Estreou com a peça Sete, na Cia Club Noir, sob a direção de Juliana Galdino, em 2011. É autora de doze peças encenadas. É responsável pelo Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André. Em 2017 lançou seu primeiro livro: Dramaturgias do Front.

José Mena Abrantes: Nascido em 1945 em Malanje, na Angola, o jornalista, escritor, dramaturgo e diretor José Mena Abrantes é licenciado em filologia germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e membro da União dos Escritores Angolanos.  Ele começou sua carreira no teatro em 1967, no Grupo Cénico da Associação Académica da Faculdade de Direto de Lisboa, e, deste então, integrou e fundou várias companhias, como o angolano Grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda, o alemão Faust e o espanhol La Busca. Fundou o Grupo Elinga Teatro em 1988. Como jornalista, Abrantes foi diretor-geral da Agência Angola Press, chefe do setor de Informação e Divulgação da Cinemateca Nacional, assessor de imprensa da presidência da república de Angola, secretário de Estado para os assuntos de comunicação institucional e imprensa do presidente. Atualmente, foi nomeado consultor do presidente da república angolana.

João Garcia Miguel: Nascido em 1961 em Lisboa, em Portugal, o diretor e dramaturgo João Garcia Miguel tem suas práticas artísticas pautadas pelo experimentalismo performativo e a preocupação com o papel do artista enquanto investigador e interventor social. Ele ministra aulas em universidades em Portugal e no exterior, escreve obras performativas e ensaios sobre o ato criativo e o corpo.  Fundou os grupos Canibalismo Cósmico, Galeria Zé dos Bois e OLHO – Grupo de Teatro. Em 2003, inaugura a Cia. JGM e abre em Lisboa o Espaço do Urso e dos Anjos, dedicado à formação e divulgação das artes performativas.

SERVIÇO

YESU LUSO 2018 – DRAMATURGIA EM PORTUGUÊS

De 8 a 18 de novembro

Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, Vila Mariana.

Informações: (11) 5080-3000

Sesc Santo Amaro – Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro.

Informações: (11) 5541-4000

Sesc Campo Limpo – Rua Nossa Sra. do Bom Conselho, 120, Campo Limpo.

Informações: (11) 5510-2700

Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$6 (credencial plena)

FORTES BATIDAS

O espetáculo Fortes Batidas estreia nova temporada em São Paulo depois de ganhar os prêmios APCA de “Melhor Espetáculo em Espaço não Convencional” e o “Prêmio Especial” do Prêmio São Paulo pela experimentação de linguagem.
Com direção e dramaturgia de Pedro Granato, o espetáculo promove uma noite em que o público participa da festa e acompanha todo desenrolar da trama na pista, ao lado dos atores.
Em cena 15 jovens atores que foram escolhidos entre 135 inscritos através de um amplo processo de seleção. A peça acompanha a noite vivida por cada um desses 15 jovens, cruzando desejos e entrando em conflitos embalados pelas “fortes batidas” da música. Na balada eles tentam driblar a solidão com bebida, música alta e a busca por novos relacionamentos.
Fortes Batidas 2 - Felipe Rufino
Amigos que apostam quem consegue ficar com mais meninas, um casal testando o relacionamento aberto e a dificuldade de um rapaz tímido ficar com alguém do mesmo sexo pela primeira vez.
A explosiva mistura dos desejos de personagens em busca de sua identidade constrói uma rede de conflitos que envolve a plateia. Na trilha, músicas que agitam as pistas da cidade de artistas como Daft Punk se misturam a clássicos que embalaram gerações de artistas como David Bowie e Depeche Mode. Um repertório de qualidade que cumpre a função de conduzir as cenas, que se alternam na pista de dança.
O público vive uma experiência que desenha um retrato pulsante dessa geração e coloca no foco questões importantes para toda a sociedade. A homofobia e intolerância sexual estão no centro do alvo dessas “Fortes Batidas”.
Os ambientes da balada são divididos em variados níveis de plataformas que possibilitam a visibili­dade para a plateia. Mas isso não impede que atores dancem ao lado público e se relacionem com ele criando uma experiência ativa, em que o espectador não “assiste” o espetáculo, está imerso nele.
Fortes Batidas 1 - Felipe Rufino
Fortes Batidas
Com Ariel Rodrigues, Bárbara Sagarbi, Beatriz Silvei­ra, Bianca Lopresti, Eduardo Scudeler, Felipe Aidar, Fernando Vilela, Gabriela Andrade, Ga­briela Gama, Gal Goldwaser, Inês Bushatsky, Ingrid Man­tovan, Laura Vicente, Lucas Oranmian, Mateus Fávero, Mateus Menoni e Maurício Ma­chado.
SESC Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo)
29/01 até 21/02
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 18h
(excepcionalmente Domingo dia 7 de fevereiro às 19h)
$20 ($6 – trabalhador do comércio, de bens, serviços, turismo e dependentes matriculados no Sesc)
 
Direção e dramaturgia: Pedro Granato.
Cenário: Diego Dac
Assistente de direção e Iluminação: Gabriel Tavares
DJ: Pedro Augusto Monteiro
Coreógrafa: Inês Bushatsky
Assistentes de dramaturgia: Manuela Pereira e Natália Xavier
Figurino: Bárbara Sgarbi e Jade Marinera
Fotos: Paulo Chicareli e Felipe Rufino
Produção: Victoria Martinez
Assistente de Produção: Larissa Janotti
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio