“REMOSTRA” NA VILA MARIA ZÉLIA

A partir de 30 de setembro, o Grupo XIX de Teatro volta a apresentar as cinco peças criadas nas oficinas ministradas pelos integrantes do grupo entre fevereiro e julho, durante seu Núcleo de Pesquisas 2017.

A programação chamada Remostra traz A Palavra e o Abismo, com direção de Luiz Fernando Marques (dias 30 de setembro e 1º de outubro), In Cômodos, com direção de Juliana Sanches (também nos dias 30 de setembro e 1º de outubro), Plantar Cavalos Para Colher Sementes, com direção de Ronaldo Serruya (dias 7, 8 e 9 de outubro), Invenção Do Eu, com direção deRodolfo Amorim (dias 14 e 15 de outubro) e Feminino Abjeto, com direção de Janaina Leite (dias 4 e 5 de novembro). As sessões acontecem na Vila Maria Zélia, com ingressos pague quanto puder.

Os núcleos são coletivos formados a partir de seleções – que já chegaram a atingir o número de 600 inscritos-, que ao longo do ano e sob a orientação dos artistas do Grupo XIX de Teatro, desenvolvem pesquisas nas áreas de atuação, direção, dramaturgia, corpo e direção de arte. No total mais de mil artistas já participaram destas atividades e delas surgiram novos coletivos teatrais.

Programação dos espetáculos:

A Palavra e o Abismo_Mostra Núcleos de Pesquisa 2017_Foto Jonatas Marques_Panorâmica 2.jpg

A PALAVRA E O ABISMO

Dias 30 de setembro e 1º de outubro – Sábado e domingo às 16h.

Com orientação de Luiz Fernando Marques a partir do texto Destinos, de Paulo Emílio Salles Gomes (escrito e encenado na Vila Maria Zélia em 1936), o núcleo desenvolveu uma pesquisa que une esta dramaturgia pré-elaborada com uma dinâmica de improviso. No texto duas/dois e irmãs/irmãos discordam das questões políticas e comportamentais de seu tempo, aflitos com as escolhas, próprias e do outro,  influenciando em seus destinos.  No experimento, atrizes, atores e público se divertem entre a palavra e o abismo.

Ficha técnica:

Direção: Luiz Fernando Marques. Co-direção: Paulo Arcuri. Participantes: Alexandre Quintas, Ayiosha Avellar, Carlin Franco, Carlitos Tostes, Carol Kern, Eduardo Pires, Fernanda Stein, Joana Pegorari, Larissa Morais, Leticia Tavares, Luiz Rodrigues, Priscila Jácomo, Mariana Cordeiro Serra, Mariel Fernandes e Tatiana Vinhais. Duração: 70 minutos. Classificação etária: 16 anos. Capacidade: 24 lugares.

****

In Cômodos_Mostra Núcleos de Pesquisa 2017_Foto Jonatas Marques_541.jpg

IN CÔMODOS

Dias 30 de setembro e 1º de outubro  – Sábado às 19h e domingo às 20h.

Com orientação de Juliana Sanches o núcleo foi estimulado por obras de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Susan Sontag e em escritos das próprias artistas criadoras. O experimento apresenta uma casa e suas moradoras. As paredes que limitam o espaço, o chão que as suporta e acolhe, as divisões que são impostas, e uma busca constante em ser, só ser.

 Ficha técnica:

Direção: Juliana Sanches. Assistência de direção: Evelyn Klein. Colaboradora do processo: Lucimar De Santana. Artistas criadoras: Bruna Iksalara, Camila Ferreira, Carol Andrade, Carol Gierwiatowski, Carol Vidotti, Carol Pitzer, Carolina Catelan, Caru Ramos, Elisete Santos, Ericka Leal, Gabi Gomes, Gabriela Segato, Giovana Siqueira, Ju Terra, Lidi Seabra, Natália Martins, Natasha Sonna, Patrícia Faria, Rita Damasceno, Samara Lacerda, Thaís Peixoto, Victoria Moliterno e Vivian Valente. Classificação: 16 anos. Duração: 70 minutos. Capacidade: 60 lugares.

 ****

Plantar Cavalos e Colher Sementes_Mostra Núcleos de Pesquisa 2017_Foto Jonatas Marques_19.jpg

 

PLANTAR CAVALOS PARA COLHER SEMENTES

Dias 7, 8 e 9 de outubro – Sábado e domingo às 19h e segunda-feira às 20h.

Orientado por Ronaldo Serruya a performance é livremente inspirada no manifesto Falo Por Minha Diferença do ativista chileno Pedro Lemebel.  A ideia é criar uma peça-manifesto onde cada artista traduz em cena seu lugar de fala, revelando a vivência como algo que se inscreve no corpo e na carne, a experiência como discurso.

Ficha técnica:

Direção: Ronaldo Serruya. Assistência de direção: Bruno Canabarro. Participantes: Ailton Barros, Ana Vitória Prudente, Bruno Canabarro, Camila Couto, Carlos Jordão, Cristina Maluli, Gabi Costa, Gil Gobbato, Hebert Luz, Isabela Marioti, Jonathan Moreira, Mateus Menezes, Mayra Bertazzoni, Patrícia Cretti, Tatiana Ribeiro, Thaís Sanches Thiago Félix e Tomás Decina. Duração: 80 minutos. Classificação etária: 18 anos. Capacidade: 45 lugares.

****

Invenção do Eu_Mostra Núcleos de Pesquisa 2017_Foto Jonatas Marques_179.jpg

INVENÇÃO DO EU

Dias 14 e 15 de outubro – Sábado e domingo às 20h.

Necessário fazer inscrição prévia pelo Facebook.com/grupoxixdeteatro.

Com orientação de Rodolfo Amorim a proposta do núcleo foi a investigação em torno da ideia de um “eu” e de que como este pode ser revelado e/ou inventado a partir de nossas memórias. Por meio de questionários, observações, imersões, breves narrativas, entre outras experimentações, o grupo buscou desnudar-se e abrir-se para o contato com o outro, como um caminho para revelar-se a si mesmo.

O grupo formulou algumas estratégias para criar dispositivos cênicos que anseiam por fazer com que o público vivencie algumas dessas experiências e atue neste rito de descobrir e inventar quem é ou o que é este “eu” que nos define.

Ficha técnica:

Direção: Rodolfo Amorim. Participantes: Alberto Magno, Bruno Rocha, Camila Spinola, Érica Arnaldo, Fernanda Möller, Iago Índio do Brasil, Jean Le Guévellou, Julia Diniz, Kaline Barboza, Leo Braz, Manuel Fabrício, Marcella Piccin, Paula Medeiros, Paulo Maeda e Rafael Theophilo. Duração: 60 minutos. Classificação etária: 14 anos. Capacidade: Reduzida. Necessário fazer inscrição pelo Facebook.com/grupoxixdeteatro

****

Feminino Abjeto_Mostra Núcleos de Pesquisa 2017_Foto Jonatas Marques_634.jpg

FEMININO ABJETO

Dias 4 e 5 de novembro – Sábado às 20h e domingo às 19h.

Com orientação de Janaina Leite, o núcleo se apoiou sobre a obra da artista espanhola Angélica Liddell e sobre o conceito de “abjeção” proposto por Julia Kristeva para investigar as representações do feminino hoje. Para essa abertura de processo, o grupo trabalhou a partir de quatro disparadores tomados de obras de Liddell: Minha Relação com a ComidaFuck You Mother,Eu Não Sou Bonita e O Que Farei Com Essa Espada?

Ficha técnica:

Direção: Janaina Leite. Assitência de direção: Tatiana Caltabiano. Dramaturgismo: Tatiana Ribeiro. Performers: Ana Laís Azanha, Bruna Betito, Cibele Bissoli, Débora Rebecchi, Emilene Gutierrez, Florido,  Gilka Verana, Juliana Piesco, Letícia Bassit, Maíra Maciel, Olívia Lagua, Ramilla Souza e Sol Faganello. Duração: 90 minutos. Classificação etária: 18 anos. Capacidade: 55 lugares.

 

Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa 13 – Belém, São Paulo)
Acesso para deficientes físicos.
Bilheteria – Abre 1 hora antes de cada espetáculo exceto para
Invenção Do Eu que é necessário fazer inscrição prévia.
Estacionamento: gratuito.

 

SENHORITA K

Espetáculo produzido pela Terceiro Acto Produções Artísticas, “Senhorita K – revelando íntimos segredos”, ficará em temporada de dois meses (21/09 a 30/11), no Teatro Ruth Escobar (dias 12 e 26/10 não haverá espetáculo).

A proposta é falar do universo feminino por meio de contos eróticos, em que as inusitadas personagens revelam os seus desejos, segredos mais íntimos, assim como as suas mais mirabolantes aventuras sexuais. Aqui o sexo não é assunto tabu, ao contrário, é uma forma de empoderamento feminino.

Maximiliana Reis (“Monólogos da Vagina”) faz a direção e classifica o espetáculo como “um  cardápio de deliciosos contos interpretados magistralmente por atrizes e atores talentosos e carismáticos. Um espetáculo divertido, sensual e muito afrodisíaco…se é que me entende!

O espetáculo é uma inebriante comédia, na qual a música ao vivo corrobora com a comicidade de cada personagem, de cada conto escrito por Biah Carfig, e que toma novo fôlego para voltar aos palcos após 10 anos de sua primeira temporada na capital. Em julho deste ano, fez curta temporada em Campinas.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Senhorita K – Revelando Íntimos Segredos
Com Adriana Duque, Biah Carfig, Chrystiane Madeira, Deise Paz, Kamunjin Tanguelê, Suzanah Borges, Fábio Cador, Fernando Zuben e Murilo Emerenciano
Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 75 minutos
21/09 até 30/11 (exceto dia 12 e 26/10)
Quinta – 21h
$60
Classificação 18 anos

 

CANTANDO NA CHUVA, O MUSICAL PRORROGA TEMPORADA

O público pode comemorar: “Cantando na Chuva”, com Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, acaba de ter prorrogada sua temporada no Teatro Santander. Serão 18 apresentações a mais para presentear o público com a oportunidade de ver de perto essa superprodução elogiada pela crítica e prestigiada pelo público. Com a extensão, o espetáculo passa a ficar em cartaz até o dia 17 de dezembro.

A clássica história se passa nos idos de 1920 em plena Hollywood. Os atores Don Lockwood (Jarbas Homem de Mello) e Lina Lamont (Claudia Raia) são as estrelas da época, o casal preferido da indústria cinematográfica. Sucesso entre o público, os dois são os queridinhos da mídia, que aposta num relacionamento mais íntimo entres eles, algo que jamais existiu.

O sucesso do casal 20, entretanto, é abalado com a transição do cinema mudo para o falado, que logo se torna a sensação do mercado. Dispostos a não perderem o que conquistaram, Don e Lina se veem obrigados a produzirem um filme para atender às expectativas da época.  Juntos, eles precisam superar as dificuldades que essa “nova interpretação” representa para os dois, e assim se manterem no topo. Nesse processo, entram duas figuras importantes para o sucesso da investida do casal: Kathy Selden e Cosmo Brown. Originalmente interpretados por Debbie Reynolds e Donald O´Connor, Bruna Guerin e Reiner Tenente dão vida aos personagens no musical brasileiro.

Superprodução

Para produzir o musical, Claudia Raia se associou a Stephanie Mayorkis, produtora do espetáculo e diretora da IMM Esporte e Entretenimento. A direção da obra ficou a cargo do americano Fred Hanson, conhecido por seus trabalhos em “Miss Saigon”, “Les Misérables (EUA)” e “O médico e monstro”.

“Cantando na Chuva” recebe todos os cuidados dignos da superprodução que é. Para a lendária cena em que Don Lockwood sapateia na chuva, o teatro ganhou dois tanques, com capacidade total para mais de 8 mil litros de água, que produzem o efeito da chuva. O palco do Teatro Santander foi adaptado para receber um sistema de filtragem da água e outro de aquecimento, que mantém a temperatura em 29° C. Uma rede de drenagem com bombas faz a receptação para reutilização da água, evitando qualquer desperdício. Do assento, o público assiste de perto à magia de uma das cenas mais marcantes do cinema.

A cena da chuva é a mais clássica de todos os tempos dos filmes musicais. E não poderia ser diferente no nosso espetáculo”, afirma Jarbas. Sobre a cena tão emblemática, Claudia Raia é categórica: “Quando toca aquela música, e você vê alguém cantando na chuva com aquele guarda-chuva aberto, é emocionante. O público vai ao delírio”.

20637995_1939786029638223_5403075586360023433_n.jpg

Cantando na Chuva, O Musical
com Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Bruna Guerin, Reiner Tenente, Sérgio Rufino, Dagoberto Feliz, Thiago Machado, Nábia Villela, Fabio Saltini, Alessandra Dimitriou, Andreza Meddeiros, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Claudia Rosa, Conrado Helt, Gabriela Rodrigues, Johnny Camolese, Julio Assad, Elcio Bonazzi, Luciana Milano, Marcelo Santos, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Marisol Marcondes, Matheus Paiva, Nina Sato, Pedro Paulo Bravo, Sandro Conte, Leandro Naiss e Vanessa Mello.
Teatro Santander – Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 150 minutos
Estreia 12/08 até 17/12
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
$50/$260
Classificação Livre

CHACRINHA, O MUSICAL

Grande sucesso dos palcos em todo o país desde 2014, “Chacrinha, o musical” volta ao Rio de Janeiro, em curta temporada, em homenagem ao centenário de Abelardo Barbosa. O espetáculo marcou a volta de Stepan Nercessian ao teatro, emocionando com sua interpretação do velho guerreiro. Em cena, personagens emblemáticos do Cassino, como Russo, Elke Maravilha, Pedro de Lara, Boni e, claro, as Chacretes. Produzido pela Aventura Entretenimento, com texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, o musical conta com direção de Andrucha Waddington. “Chacrinha, o musical” reestreia dia 28 de setembro, no Teatro Riachuelo Rio.

Comandante de extravagantes concursos de calouros, responsável por revelar grandes nomes da música nacional e inventor de bordões infames, o apresentador completaria 100 anos em 2017. Para homenageá-lo, “Chacrinha, o musical” passará também pelas cidades de Ribeirão Preto (Centro de Eventos do Ribeirão Shopping), Recife (Teatro Guararapes), Campinas e Belo Horizonte (Cine Theatro Brasil).

A montagem é assinada pela Aventura Entretenimento e já foi assistida por mais de 2 milhões de pessoas no teatro e na exibição do espetáculo no Canal VIVA. As temporadas contaram com a participação especial de artistas que batiam ponto nos programas do Chacrinha, como Xuxa, Fábio Jr, Paulo Ricardo, Biafra e Wanderléa. Com texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, o espetáculo marca a primeira direção teatral de Andrucha Waddington. Com apresentação do Grupo Bradesco Seguros, “Chacrinha, o musical” tem patrocínio da Riachuelo e Avianca como transportadora oficial.

O espetáculo acompanha a trajetória do apresentador desde sua infância em Surubim, Pernambuco, até o auge da carreira na TV Globo, comandando o programa de auditório “Cassino do Chacrinha”, com espaço para as rebolativas chacretes, os trocadilhos infames, buzinadas e troféu abacaxi. Dois atores dão vida ao protagonista: Stepan Nercessian interpreta o Chacrinha consagrado no rádio e na TV, enquanto Thiago Marinho incorpora o jovem Abelardo Barbosa. Aos 63 anos, Nercessian retornou aos palcos depois de mais de 10 anos sem trabalhar no teatro. “Eu sempre disse que só voltaria se fosse para participar de um projeto muito especial. É uma atividade que requer muita dedicação, esforço e disciplina. Falei desde o início que não sou um imitador. O Chacrinha aconteceu naturalmente“, explica Stepan. Completam o elenco 18 atores-cantores-bailarinos, que vão dar vida a familiares do Velho Guerreiro e personalidades que fizeram parte da vida do apresentador como Boni (Saulo Rodrigues) e Elke Maravilha (Laura Carolinah). 

O diretor Andrucha Waddington fez sua estreia na atividade teatral depois de quase três décadas de carreira dedicada à produção cinematográfica.

A trama

O jornalista Pedro Bial foi responsável pelo primeiro tratamento do texto, a partir de extensa pesquisa de Carla Siqueira. A trama é dividida em dois atos, com espaço para episódios biográficos e momentos líricos e fantasiosos. A infância difícil com a falência do pai, o ingresso no rádio e revolução que ele promoveu na televisão brasileira são temas presentes, assim como momentos em que são revelados sua bipolaridade, autoritarismo e obsessão pelos números de audiência. “Responder a pergunta: ‘por que Chacrinha?’ é difícil. Temos que perguntar: ‘Como Chacrinha?’ . ‘Como o Abelardo inventou o Chacrinha?’ ,’Como esse sujeito inaugurou no Brasil e no mundo a comunicação de massas?’, ‘Como esse cara inventou o primeiro palhaço da televisão?’, ‘De onde ele tirou isso?’. A gente se pergunta e vai atrás das respostas durante o espetáculo“, descreve Bial. O dramaturgo Rodrigo Nogueira frisa o lado teatral que sempre marcou a carreira do apresentador. “Acho que o Chacrinha é uma das pessoas mais teatrais que eu já conheci. Ele conseguiu levar a profanação para a televisão, um ambiente que até então era careta e regido por fórmulas. O que a gente quer fazer é pegar toda essa liberdade e excentricidade e jogá-las de volta ao teatro. O público vai ter a oportunidade de viver a experiência que tinha quando assistia aos seus programas“, detalha Rodrigo. 

A trilha sonora é composta por mais de 60 canções (com medleys) consagradas na história da música nacional. Muitos desses sucessos fizeram parte do repertório do Cassino do Chacrinha e dos artistas que o comunicador ajudou a consagrar, como ‘O meu sangue ferve por você’ (Sidnei Magal), ‘O amor e o poder’ (eternizada por Rosana), ‘Tente outra vez’ (Raul Seixas), ‘Televisão’ (Titãs) e ‘Fogo e Paixão’ (Wando). “Vamos reunir músicas desde o fim dos anos 30 até meados dos 80, apresentadas nos últimos programas. Entre os musicais em que trabalhei, este é o que reúne canções com comunicação mais imediata da plateia. São obras bem populares, mas que os espectadores terão oportunidade de escutar de uma outra forma. Muitas são consideradas bregas, mas são belíssimas“, conta a diretora musical Delia Fischer. Os atores serão acompanhados por uma banda de cinco músicos.

Também fazem parte da equipe criativa o diretor de movimento  e coreógrafo Alonso Barros (Diretor e coreógrafo de ‘Se eu fosse você, o musical’), Gringo Cardia (Direção de arte e cenografia), Carlos Esteves (Desenho de som), Claudia Kopke (Figurinista – venceu o Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro na categoria figurino com o espetáculo), Paulo César Medeiros (Desenho de luz) e Marcela Altberg (Produção de elenco). 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Chacrinha, o Musical
Com Stepan Nercessian, Thiago Marinho, Ana Elisa Schumacher, André Lemos, Diego Campagnolli, Diego Montez, Fabiana Tolentino, Hugo Kerth, Jullie, Laura Carolinah, Leonam Moraes, Nay Fernandes, Neusa Romano, Saulo Rodrigues, Saulo Segreto, Vittor Fernando, Natacha Travassos e Gabriel Demartine
Teatro Riachuelo Rio (Rua do Passeio, 38/40 – Cinelândia, Rio de Janeiro)
Duração 160 minutos
28/09 até 11/10
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado – 20h30, Domingo – 18h
$70/$150
Classificação Livre

@DETOX

Tecnologia, violência e muito suspense. Um combo que promete surpreender os espectadores de @DETOX, montagem independente que estreia no final do mês em São Paulo.

A peça conta a história de Rodrigo, um homem comum que, preocupado com o bem-estar de sua esposa e de sua filha adolescente, resolve deixar de lado seu maior vício: o cigarro. Influenciado por um famoso youtuber, Rodrigo chega à DETOX. Lá conhece Diana, uma profissional muito apaixonada por seu ofício, que explica para ele as etapas do seu tratamento anti-vício e porque o considera infalível. É aí que Rodrigo descobre que sua decisão poderá colocar em risco não somente a sua privacidade, como a segurança de sua família.

O elenco apresenta Augusto Oliveira, Bia Bianchi, Priscila Esteves, Thaís Almeida e Wan Gouveia.

A direção é assinada por Arthur Chermont e Priscila Esteves, em sua primeira colaboração. Juntos eles apostaram na ideia de trazer para o teatro um gênero pouco explorado nos palcos nacionais. Com texto de Arthur Chermont, livremente inspirado na obra de Stephen King, a dupla promete arrepios e reflexões.

Aqui, mocinhos e vilões se confundem, representando essa dicotomia natural do ser humano. Eu acho que isso vai mexer bastante com a cabeça do público, pois estamos condicionados a sempre torcer pelo bem contra o mal, mas quando esses papéis não estão tão claros, isso gera uma reflexão”, conta Priscila. A atriz, que já trabalhou com importantes diretores como Dagoberto Feliz e Möeller & Botelho, faz sua estreia na direção teatral. Arthur já traz outras direções no currículo e também bebeu em fontes importantes, tendo trabalhado com o lendário diretor uruguaio Raúl Rodríguez da Silva. Ele complementa: “Trazer uma adaptação de Stephen King para o palco, com toda sua verve para o horror psicológico, tem sido um processo de muitas descobertas artísticas e evolução. O público pode esperar uma peça inquietante, cheia de momentos que transitam entre os mais estranhos sentimentos…” O diretor revela ainda que a encenação faz uma crítica bastante atual à busca desenfreada por um estilo de vida mais saudável, vendido pelos digital influencers, que acaba comprometendo o psicológico de muita gente.

Outra aposta da direção vem na parceria com o músico Bruno Balan para a criação da sonoplastia e da trilha sonora original, tudo executado ao vivo na bateria. “Fico feliz por estar num projeto onde o meu instrumento é colocado numa posição de protagonista. Isso reforça o que eu acredito, que a bateria, como um instrumento rítmico, melódico e harmônico, não nasceu pra ser só coadjuvante. A gente consegue emancipar a bateria com esse protagonismo”, comemora Bruno.

Seguindo o clima experimental ditado pela temática e pelo espaço – um galpão de 98 m²-, o cenário foi pensado a partir do reuso de materiais. Pallets, pneus, tambores e carretéis ganharam vida nova pelas mãos dos cenógrafos Denise Moraes e Eduardo Esteves. Para garantir a atmosfera, soma-se ao time o designer de luz João Delle Piagge.

@DETOX estreia no dia 30 de setembro de 2017 para uma curtíssima temporada no Teatro LAFilm, na Consolação.

Este slideshow necessita de JavaScript.

@DETOX
Com Augusto Oliveira, Bia Bianchi, Priscila Esteves, Thaís Almeida e Wan Gouveia
Teatro LAFilm (Rua Coronel José Eusébio, 37 – Consolação, São Paulo)
Duração 70 minutos
30/09 até 22/10
Sábado – 20h, Domingo – 19h
$30
Classificação 12 anos

LEDORES DO BREU

Figuras se cruzam e histórias se embaraçam para tecer as trajetórias das vítimas do crime de não saber ler. Inspirado no pensamento e na prática do educador Paulo Freire e nas obras do poeta Zé da Luz e do ficcionista Guimarães Rosa, o espetáculo Ledores do Breu . faz apresentação única dia 30 de setembro, às 15 horas, na Sala de Convenções do Sesc Itaquera.

O drama de  70 minutos trata das relações entre o homem sem leitura e sem escrita com o mundo ao seu redor. Um homem que por não poder ler as letras comete um crime contra seu amor e contra si mesmo; outro homem que desperta para as artimanhas e dubiedades da palavra ou alguém que reinventa o afeto com base nas letras que formam um nome. Personagens construídos a partir de suas relações com as letras e as palavras têm suas vidas profundamente transformadas.

Histórias entrelaçadas que acompanham analfabetos em pleno século 21, homens percorrendo distâncias para elucidar suas dúvidas, seus erros e seus crimes. Há o homem que não lê, habitante do breu, que por isso mesmo é capaz de assassinar o bem maior de sua vida. Há também outro homem que lê, mas não consegue interpretar o texto, perdendo-se num mar de palavras sem sentido. Há ainda aqueles que leem as palavras, mas não leem o mundo: são muitos os ledores no Breu. A leitura do mundo e a leitura das letras. Nessas duas esferas de apreensão e criação do conhecimento, circulam os Ledores do Breu.

A Cia. do Tijolo foi criada em 2008 pelo ator Dinho Lima Flor, que desejava mergulhar na vida e obra do poeta Patativa do Assaré. Partindo daí, chegaram outros artistas. Do encontro surgiram os primeiros impulsos da companhia, o show Cante lá que eu canto cá e o espetáculo Concerto de Ispinho e Fulô. Depois vieram outros encontros com outros pensadores e artistas. Em seguida veio o musical Cantata para um bastidor de utopias, inspirado no livro Mariana Pineda, de Federico García Lorca, e em 2016 o espetáculo “O avesso do claustro”, inspirado na vida de D. Helder Câmara e Paulo Freire, que serviu de norte para a criação de Ledores no breu. São oito anos de existência buscando caminhos nos quais política, poesia e música sejam novamente capazes de construir experiências alternativas ao discurso dominante.

Ledores do Breu - Foto Alecio Cezar - Sesc Itaquera 09.jpg

Ledores do Breu
Com Dinho Lima Flor
Sesc Itaquera – Sala de Convenções (Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera – São Paulo)
Duração 65 minutos
30/09
Sábado – 15h
Retirada de convites com 1 hora de antecedência
Classificação 14 anos

 

 

 

ENTRE O TREM E A PLATAFORMA

Cenógrafo há mais de 20 anos, de extenso e premiado currículo – três vezes vencedor do prêmio Shell –, André Cortez apresenta seu primeiro trabalho como diretor no Centro Cultural São PauloEntre o Trem e a Plataforma faz apresentações com ingressos gratuitos aos domingos, terças, quartas e quintas, com sessões às 18h30 e 20h, até 28 de setembro.

O espetáculo é baseado no romance homônimo de Lucimar Mutarelli, que também elaborou a adaptação para o teatro, em parceria com Vana Medeiros.

Fusão de diferentes linguagens na busca de uma particular arquitetura cênica, o espetáculo narra a história de Laura, uma datilógrafa que, entre suas viagens de metrô, por recomendação psiquiátrica, preenche um caderno com manuscritos.

As atrizes convidadas Magiu Mansur, Marcella Vicentini e Renata Becker, da Faminta Cia. de Teatro – grupo formado a partir da montagem de “Tiros em Osasco”, procedente do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP – , se desdobram na pele da protagonista, da sua mãe, da sua supervisora e da sua terapeuta.

Theatron: de onde se vê

Desde sua concepção, o projeto passou por várias modificações e transformações. “Trata-se de um livro transformado em dramaturgia teatral, que foi transformado em dramaturgia espacial, na tentativa de gerar uma experiência”, afirma André Cortez.

Quem nunca sonhou em ser mosquito para observar o fragmento de algum momento vivido por outrem sem ser visto? E se esse fragmento da realidade for, na verdade, um lugar comum, de onde podemos observar sem sermos vistos?”, provoca  Cortez. “Esse é o ponto de partida do projeto e de toda a arquitetura cênica criada, que possibilita que esse jogo aconteça.

Segundo Cortez,  sua primeira investida na direção se deve às diversas experiências como cenógrafo, acumuladas em duas décadas de carreira, e sobretudo à parceria de longa data com a mineira Yara de Novaes e outros importantes nomes do teatro brasileiro.

Sinopse

Laura é uma datilógrafa que tem uma rotina comum. Pressionada por mulheres que vivem ao seu redor, entre suas viagens de metrô, ela preenche um caderno com manuscritos, uma recomendação de sua terapeuta. A dramaturgia é baseada no romance homônimo escrito por Lucimar Mutarelli, que também elaborou a adaptação para o teatro, em parceria com Vana Medeiros.

 

Entre o Trem e a Plataforma_Patrícia Gouthier.jpg

Entre o Trem e a Plataforma
Com Marcella Vicentini, Magiu Mansur e Renata Becker
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
10 a 28/09
Terça, Quarta e Quinta – 18h30 e 20h
(somente 10 lugares por sessão)
Entrada gratuita (retirada de ingressos 1 hora antes de cada espetáculo)
Classificação 16 anos